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Autor
O consenso antigo e unânime da tradição cristã aponta Lucas como o autor do evangelho que leva seu nome. … Tertuliano (c. 160 – c. 220 d.C.) mencionou Paulo como o “iluminador” de Lucas, isto é, aquele que o encorajou e lhe forneceu grande parte da informação contida nos seus escritos. … Não há evidência que aponte a qualquer outro autor, a não ser Lucas. … O contexto de Colossenses 4:11 a 14 parece indicar que Lucas não era judeu, mas gentio, porque ele não é alistado entre os homens da circuncisão, mas com outros que eram conhecidos como gentios. … Eusébio [História Eclesiástica iii. 4.6] descreve Lucas como “antioquiano por raça e médico por profissão”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 727.
Data
Provavelmente [Lucas] escreveu seu evangelho entre os anos de 64 e 70 d.C. Pouco depois, também escreveu o livro de Atos. Bíblia Shedd.
Estudiosos conservadores geralmente datam o evangelho de Lucas não muito depois de 63 d.C, pelas seguintes razões: O livro, aparentemente, foi escrito antes de Atos (ver At 1:1). O final abrupto de Atos geralmente é considerado uma evidência que este livro foi escrito durante a época do aprisionamento de Paulo em Roma, em aproximadamente 61-63 d.C., possivelmente logo depois de sua chegada naquela cidade. A explicação mais simples para o fim abrupto é que Lucas não escreveu mais porque, na época, não havia mais nada a dizer. É improvável que o julgamento, libertação, nova detenção, condenação e execução de aulo teriam sido omitidos do registro de Atos se esses eventos já tivessem ocorrido na época da composição do livro. CBASD, vol. 5, p. 728.
Análise
O grande tema do Evangelho de Lucas é: Jesus Cristo é o Salvador Divino. … no primeiro anúncio público que Jesus fez referente á Sua missão, ensinou explicitamente que Ele é o Salvador divino de quem falam as Escrituras do Antigo Testamento (4.17-21). … As palavras de Jesus, em 19.10, “o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido”, cristalizam a maravilhosa mensagem do evangelho de Lucas. Bíblia Shedd.
Lucas e Atos podem ser considerados como os volumes 1 e 2 de uma obra que apropriadamente poderia ser intitulada “A origem e o desenvolvimento inicial do cristianismo”. CBASD, vol. 5, p. 727.
A história da vida de Jesus na terra é o primeiro volume de uma obra de dois volumes. O segundo volume, Atos dos Apóstolos, continua a impressionante história ao contar a continuação da obra de Jesus pelos Seus seguidores nos anos após Sua ascensão. Andrews Study Bible.
Mateus apresenta Jesus como o grande Mestre, o intérprete da verdade divina. Marcos O apresenta como o Homem de ação e enfatiza Seus milagres como manifestação do poder divino atestando Sua Messianidade. Lucas mostra Jesus em íntimo contato com as necessidades das pessoas, enfatizando o aspecto humano de Sua natureza, e O apresenta como o amigo da humanidade. João apresenta Jesus como o Filho do Deus. CBASD, vol. 5, p. 728.
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TEXTO BÍBLICO LUCAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LUCAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lc/1
Como humanos, queremos que nossas orações sejam respondidas imediatamente, mas às vezes Deus diz “Não, você terá que esperar.” Veja o caso de Zacarias e Isabel. Eles oraram por várias décadas antes que o anjo Gabriel lhes trouxesse as boas novas de que Deus havia respondido às orações (Lucas 1:13-14).
Notei no versículo 14 que quando Deus responde às orações de Seus justos, eles também experimentam grande “prazer e alegria”. É uma rua de mão dupla. Deus recebe a glória e dá grande alegria ao Seu povo. Deus se preocupa com tudo o que é importante para nós. Deus vê todas as coisas, sabe todas as coisas e está presente em todos os lugares, portanto podemos sempre confiar que Ele fará o que é melhor para nós.
Quando o anjo Gabriel apareceu a Maria, ele lhe disse que ela havia encontrado o favor de Deus e declarou que ela teria um filho. Ela perguntou: “Como acontecerá isso, se sou virgem?” O anjo explicou tudo a Maria e ela aceitou a explicação pela fé (Lucas 1: 34-38).
Hoje, quero encorajá-lo a confiar em Deus. Nada é impossível com Ele. Seja qual for a resposta – sim ou não, ou não agora – será para o seu bem maior. Tenha fé, meu amigo, você é abençoado e muito abençoado. Quer você seja jovem como Maria ou mais velho, como Isabel e Zacarias, na estação de vida em que você se encontrar Deus o abençoará com a alegria.
Iris Finch
Membro do Conselho, Ex-Presidente, Ministério Dream Jamaica
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1220
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1604 palavras
Palavras chave: adoração, Espírito Santo, Evangelho, Benedictus, João Batista, Lucas, Magnificat, Maria
1 muitos. Não se sabe quem são; provavelmente um deles seria Marcos. Outras fontes se perderam. A inspiração dos autores bíblicos não nega o uso de fontes informativas, o que ele garante é a infalibilidade e a veracidade da narrativa. Bíblia Shedd.
Muitos escritos da igreja se perderam. Bíblia de Genebra.
2 transmitidos. Termo técnico que significa passar adiante informações como tradição autorizada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
testemunhas oculares. Refere-se aos apóstolos (cf Jo 21.24; At 10.39; 1Jo 1.1-3). Lucas, humilde e honestamente, admite que não foi um deles. Mesmo assim, ele trata de fatos realizados entre nós, i. e., dos quais tinha perfeita certeza por contato pessoal. Bíblia Shedd.
3 investiguei tudo cuidadosamente. O relato de Lucas era exato nos pormenores históricos, tendo sido averiguado em todos os aspectos. A inspiração pelo Espírito Santo não excluiu o esforço humano. O relato é completo e remonta até o próprio começo da vida terrestre de Jesus. A disposição do material é ordeira e significante, sendo na maior parte cronológica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
refere-se à cuidadosa pesquisa de Lucas nos eventos da vida de Jesus. Andrews Study Bible.
desde sua origem. Ele foi às raízes, ao começo do movimento cristão, aos eventos que cercaram o nascimento do próprio Jesus. Bíblia de Genebra.
4 foste instruído. Do gr katecheo, “instruir” ou “ensinar oralmente”; literalmente, “parecer sobre”. Katecheo é a origem da palavra portuguesa “catequese”. É traduzido como “informado” (At 21:21) e “instruído” (At 18:25; Gl 6:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 734.
5 Zacarias … Isabel. Ambos eram de descendência sacerdotal, da linhagem de Arão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
grupo sacerdotal de Abias. Desde os tempos de Davi, os sacerdotes estavam organizados em 24 divisões, e Abias era um dos “líderes das famílias dos sacerdotes” (Ne 12.12; v 1Cr 24.10). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O turno de Abias era o oitavo dos vinte e quatro turnos (1Cr 24.10). Bíblia de Genebra.
9 um dos deveres do sumo sacerdote era manter o incenso queimando no altar diante do Santo dos Santos. Colocava ali incenso novo antes do sacrifício da manhã, e mais uma vez depois do sacrifício da tarde (Êx 30.6-8). Em geral, seria muito raro um sacerdote ter este privilégio, e talvez até mesmo nunca o tivesse, pois a determinação das tarefas se fazia por lançamento de sortes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 João. Significa “o Senhor é gracioso”. Bíblia de Genebra.
15 vinho. O fato de ele não ingerir bebidas alcoólicas leva muitos a pensar que ele seria nazireu, porém Lucas não diz isto e não há referência aos cabelos que não deveriam ser cortados. É mais provável que João tivesse uma posição única, não sendo sacerdote nem nazireu. Ele é a única pessoa, no Novo Testamento, de quem se diz ter sido cheio do Espírito Santo, desde o nascimento. Bíblia de Genebra.
17 para converter os corações dos pais aos filhos. Ele restaurará a unidade das famílias rompidas, desagregadas pelo efeito do pecado. (Êx 34.7). Bíblia de Genebra.
18 Como posso ter certeza disso? Zacarias pediu um sinal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 o povo esperava por Zacarias. Todos esperavam que quando ele saísse do Lugar Santo proferisse a bênção arônica (Nm 6.24-26). Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 opróbrio [“desonra”, “infâmia”]. A esterilidade, para os judeus, era sinal de desfavor por parte de Deus e um opróbrio aos olhos dos homens (Gn 16.2; 30.23). Bíblia Shedd.
27 Desposada significava uma promessa inviolável. A infidelidade era punida com a morte (cf Dt 22.23, 24). Bíblia Shedd.
28 Alegre-se … ! (NVI). Na Vulgata latina, essa palavra é Ave (de onde provém “Ave Maria”). Bíblia de Estudo NVI Vida.
muito favorecida! (ARA). Literalmente, “dotada com graça”. Esta expressão designa Maria como quem recebia o favor divino ou a graça, não a despenseira dela. … A exaltação católica de Maria não tem base na Escritura. Está fundada completamente em lendas fantásticas dos evangelhos apócrifos, aos quais até os católicos negam um lugar no cânon sagrado. Nos primeiros séculos cristãos, essas lendas foram combinadas com mitos pagãos a respeito da Rainha dos Céus oriental (ver Jr 7:18; 44:17, 18, etc.), consorte dos deuses e da Magna Mater ou Grande Mãe, da Ásia Menor. O conceito católico de Maria como a “mãe de Deus” é basicamente pouco mais que esta divindade pagã vestida na terminologia cristã, transformada em dogma no Concílio de Éfeso, em 431 d.C. Éfeso foi o lar de Diana, do gr. Artemis; … uma deusa mãe asiática algumas vezes identificada com a “Grande Mãe”. CBASD, vol. 5, p. 746.
A expressão indica que Maria recebeu graça e não que ela era fonte de graça para outros. Bíblia de Genebra.
31 Jesus. O nome significa “Javé é Salvação”. Bíblia de Genebra.
33 para sempre. V. Sl 45.6; Ap 11.15. Seu reino jamais terá fim. Embora o papel de Cristo como mediador chegue ao fim (v. 1Co 15.24-28), o reino unificado do Pai e do Filho nunca terá fim. Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 Como será isto …? Maria não duvida como Zacarias; só deseja saber como acontecerá. Bíblia Shedd.
não tenho relação com homem. Isto é, relação sexual. … O modo dela de expressar esse fato é o idiomatismo hebraico comum para a castidade pré-marital (ver Gn 19:8; Jz 11:39; etc.). … A tentativa de ler um voto de virgindade perpétua nessas palavras de Maria é completamente injustificada … Permanecer virgem perpetuamente era considerado pelos judeus como uma reprovação, não uma virtude. … (ver Gn 30:1; 1Sm 1:4-7; etc.). A ideia de que ela permaneceu sempre virgem surgiu nos séculos posteriores, possivelmente de um sentido pervertido do que constitui a virtude. Acreditar dessa forma indica que o lar, uma instituição divinamente ordenada, não representa o ideal supremo da vida social. CBASD, vol. 5, p. 749.
Maria percebeu … que o anjo queria significar algo miraculoso – uma gravidez sem pai humano. A concepção virginal é uma ideia distintivamente cristã. Paralelos gregos, às vezes citados, relatam estórias de deuses que tiveram relação sexual com mulheres. Bíblia de Genebra.
36 tua parenta. Isabel – e portanto, Maria também – era descendente de Arão (v. 5). A referência a “Davi, seu pai” (v. 32) mostra que Maria também era de descendência davídica. Bíblia de Genebra.
37 nada será impossível (NKJV). Como Deus havia mostrado, há muito tempo, para Sara, outra mulher sem filhos. Andrews Study Bible.
41 possuída do Espírito Santo. A ênfase de Lucas sobre o Espírito é notável, não só no evangelho mas também em Atos (53 vezes nos dois livros). Bíblia Shedd.
A obra do Espírito Santo é destacada do começo ao fim dos escrito de Lucas (v. 15; At 28.25). Andrews Study Bible.
46 engrandece. Donde vem o nome deste cântico de Maria, o Magnificat, (46-55) da versão latina. Bíblia Shedd.
46-55 Um dos quatro hinos preservados em Lc 1 e 2 (cf. v. 68-79; 2.1-4; 2.29-32 e notas). Esse hino de louvor é conhecido como Magnificat, porque na tradução em latim, a Vulgata, a primeira palavra é Magnificat, que significa “engrandece”. Esse cântico é semelhante a um salmo e deve também ser comparado ao cântico de Ana (1Sm 2.1-10; v. nota em 1Sm 2.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este cântico de louvor … é revolucionário em sua preocupação com os pobres e desprezados deste mundo e em sua rejeição do rico e orgulhoso. Bíblia de Genebra.
48 Humildade, é uma referência à posição humilde que ela ocupava na sociedade. Bíblia Shedd.
bem-aventurada. Gr makariousin, “reconhecer felicidade”. Isabel fez uma felicitação a Maria (42), porém é pecaminoso o louvor dado a Maria, pois este pertence somente a Deus (cf 11.27, 28). Bíblia Shedd.
50 aos que O temem. Os que reverenciam a Deus e vivem em harmonia com a Sua vontade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
temem. Palavra que descreve a piedade no AT (cf Sl 111.10). Bíblia Shedd.
53 famintos. Tanto física quanto espiritualmente (Mt 5.6; Jo 6.35). A vinda do reino de Deus produzirá mudanças em todas as áreas da vida. Bíblia de Estudo NVI Vida.
59 oitavo dia. A circuncisão judaica ocorrida no oitavo dia (Gn 17.12); porém esta é a primeira evidência do costume de dar nome à criança naquele dia. Bíblia de Genebra.
63 tabuinha. Nos tempos antigos usava-se um pedacinho de madeira coberta de cera e um buril [instrumento de metal de ponta cortante] para escrever notas. Bíblia Shedd.
65 possuídos de temor. Não terror, mas profundo temor e reverência religiosos. CBASD, vol. 5, p. 757.
por toda a região montanhosa da Judeia foram divulgadas. isto é, a região ao redor do lar de Zacarias e Isabel. CBASD, vol. 5, p. 757.
67 Zacarias, … cheio do Espírito Santo. O cântico de Zacarias é sacerdotal no teor e apropriado a um filho de Arão, assim como o cântico de Maria é régio e apropriado a uma filha de Davi. As frases sugerem que Zacarias passou o tempo anterior ao nascimento de João em estudo diligente do que os profetas escreveram sobre o Messias e sobre a obra de Seu predecessor. CBASD, vol. 5, p. 757.
cheio do Espírito Santo. Indica a natureza profética do cântico. Bíblia Shedd.
68-79 Esse hino é chamado Benedictus (“Louvado seja”), porque a primeira palavra na Vulgata latina é Benedictus. Enquanto o Magnificat … se assemelha a um salmo, o Benedictus é mais semelhante a uma profecia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
69 poderosa [salvação]. Lit. “chifre”. Era um símbolo de força. Bíblia de Genebra.
Denota a força tipificada no chifre de um animal (Dt 33.17; Sl 22.21; Mq 4.3). Jesus, o Messias da casa de Davi, tem poder para salvar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
78 entranhável misericórdia. Ver Fp 2:1; Cl 3:12. Os gregos acreditavam as “entranhas” (o abdômen) como o centro das emoções: ira, ansiedade, compaixão e amor. CBASD, vol. 5, p. 760.
80 até o dia em que havia de manifestar-se. João era de descendência sacerdotal e como estipulado pela lei de Moisés, um sacerdote deveria iniciar seu ministério na idade aproximada de 30 anos (ver com. de Nm 4:3). É possível que João tenha se “manifestado” quando tinha 30 anos, assim como Jesus quando iniciou Seu ministério (ver com. de Lc 3:23). CBASD, vol. 5, p. 762.
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“E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (v.17).
Apesar da identidade desconhecida do destinatário Teófilo, certamente o evangelho segundo Lucas foi escrito com “acurada investigação” (v.3), apresentando muitos detalhes e relatos que não encontramos nos demais evangelhos. Iniciando com um minucioso relato acerca da predição do nascimento de João Batista, bem como do nascimento de Jesus, Lucas reforçou a íntima ligação entre os dois acontecimentos. Não obstante, também relatou a expressão de profunda gratidão por parte de Maria e de Zacarias em forma de cânticos espirituais.
A biografia dos pais de João Batista explica o porquê foram escolhidos por Deus para tão sublime missão: “Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor” (v.6). Sobre eles pesava a tremenda responsabilidade de instruir o profeta que prepararia o coração do povo para receber o Messias que há tanto aguardavam. Mas, embora Zacarias tivesse orado pela bênção de um filho, sua idade avançada, bem como de Isabel, já havia amortecido o seu desejo. E impedido de falar devido a sua incredulidade, em silêncio, contemplou o milagre crescer no ventre de sua ditosa mulher.
No entanto, milagre maior aconteceu seis meses depois, quando o mesmo anjo Gabriel anunciou a Maria que seu ventre seria o primeiro abrigo terrestre do “Filho do Altíssimo” (v.32). A disposição de Maria em aceitar a palavra do anjo e o seu cântico de gratidão revelam que Deus a conduziu para aquele momento. Ela cumpriria com louvor a missão para a qual foi designada, pois confiou que esta divina obra teria propósitos eternos (v.55). Jesus nasceria e cresceria em um lar pobre de bens materiais, mas rico dos dons do Espírito.
O nome João significa “Deus é misericordioso”. E a missão de sua vida seria transmitir esta verdade ao povo. Cumprindo a profecia de Malaquias 4:5-6, o profeta foi uma voz a ser considerada com o fim de habilitar para Deus um povo apercebido para a primeira vinda de Jesus. De igual forma, todos nós nascemos para um propósito específico diante de Deus. Com o sublime privilégio de fazer parte do derradeiro exército de salvação do Senhor, sobre nós repousa a responsabilidade de preparar um povo para as bodas do Cordeiro. Assim como João ia “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” (v.17), o mesmo poder está, agora, à nossa disposição. De igual forma, fomos chamados “para alumiar os que jazem em trevas” (v.79), e a menos que encaremos esta missão com a seriedade que lhe é devida e com a mesma submissão manifestada por João Batista, passará esta geração sem que vejamos o cumprimento da gloriosa promessa. Oh não, amados! Não seja assim! Mas que tenhamos a mesma disposição de Maria: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (v.38).
Eis o objetivo principal da pregação do evangelho: “para dar ao Seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados” (v.77). O conhecimento de Deus e da salvação que há em Cristo Jesus deve ser o alvo de todo aquele se arrepende e a força de nossa pregação. Pois que Cristo mesmo afirmou ao orar por nós: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Prossiga em conhecer a Deus através de Sua Palavra e, certamente, esse conhecimento será manifestado em sua vida como poder atuante do Espírito Santo para alcançar a vida de outras pessoas. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Não é tempo de mudez, mas, “desimpedida a língua” (v.64), que possamos proclamar as boas-novas da salvação, cheios “do Espírito Santo” (v.67). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, Elias atual!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Lucas1 #RPSP
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LUCAS 1 – Está na introdução deste evangelho a mais antiga explanação da interdependência dos evangelhos. Mateus escreveu aos judeus; Marcos, aos romanos. E, Lucas, ao excelentíssimo Teófilo.
Lucas era médico e colega missionário do apóstolo Paulo (Colossenses 4:14). Seu evangelho é o primeiro volume sobre a magnífica obra do Espírito Santo no mundo. O segundo volume está separado pelo evangelho escrito por João – é livro de Atos.
Lucas é pesquisador, tornando-se assim, “o historiador do Novo Testamento”. Ele “menciona corretamente muitos dados históricos”. Ele “tem um dos melhores níveis de cultura literária do Novo Testamento. Seu grego é bonito”. Além disso, “sua fidelidade aos originais e as tradições faz com que sua obra tenha expressões que são traduções diretas do aramaico ou transcrições fieis de suas fontes. Lucas trabalha com a fidelidade de um historiador honesto e cuidadoso”. Consequentemente, o alvo de seu livro “vem expresso no prólogo (1.1-4): dar certeza das verdades ensinadas” (Álvaro César Pestana).
Após o prólogo, temos os seguintes pontos:
• Detalhes do nascimento do precursor de Cristo; João Batista quebra o jejum e o silêncio de séculos inexistentes do dom de profecia. João nasceu de um casal estéril, ministrou no espírito e poder ousado de Elias (vs. 5-25; cf. I Reis 21:20; II Reis 1:8; Ml 4:5-6).
• Detalhes do nascimento do Messias, o qual sendo divino se tornaria humano por intermédio do Espírito Santo agindo em Maria. Os eventos são sobrenaturais, mas não deixam de ser reais. São coisas incríveis que aconteceram, mas são literais – Lucas, como médico e historiador fidedigno os garante. Era cumprimento de profecias antigas (vs. 26-45; cf. Mateus 1:18-25; Gênesis 12:2-3; Isaías 7:14; 9:67).
• Detalhes do cântico de Maria, o Magnificat. A ode de louvor da jovenzinha está repleta de citações da Bíblia Hebraica. Ela age como as mulheres do Antigo Testamento; por exemplo: Ana, quando esteve feliz pelo privilégio que Deus lhe concedera (vs. 46-56; cf. I Samuel 2:1-10).
• Detalhes do nascimento de João Batista e a alegria profética do sacerdote Zacarias após ter ficado mudo devido a sua leve incredulidade (vs. 57-80).
A incredulidade não compensa. A realidade envolve o nível espiritual, sem o qual deixa de ser plenamente realidade. O Doutor Lucas pesquisa e escreve acuradamente aos “excelentíssimos” que creem… (v. 2-3). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO MARCOS 16 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 16 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
MARCOS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mc/16
De acordo com Pedro, as pessoas que primeiro viram a Jesus ressuscitado foram escolhidas intencionalmente por Deus para se tornarem testemunhas (Atos 10:40-41). A sabedoria infinita determinou que uma ex-endemoninhada, cujo depoimento seria inadmissível num tribunal, fosse a primeira testemunha ocular. O que a qualificou para tamanho crédito? Embora não possamos ter a pretensão de discernir completamente os propósitos de Deus, Marcos registra alguns detalhes que qualificam Maria em relação aos demais discípulos. Ele observa que Maria foi uma testemunha ocular da morte de Jesus (Marcos 15:40), do sepultamento (Marcos 15:47) e do túmulo vazio (Marcos 16:1-7).
A presença de Maria nessas ocasiões continha uma elevada probabilidade de perda, sem nenhuma promessa de recompensa pessoal. Foi a perspectiva de perda sem perspectiva de recompensa que fez com que os onze abandonassem a sua fé (Marcos 14:50). Por que a fé de Maria perdurou?
A fé que é construída fundamentalmente sobre o que é esperado no futuro – como perda ou recompensa – não terá longa duração. Ela flutuará para mais ou para menos conforme a probabilidade das expectativas. Mas a fé que é fundamentada sobre o que foi experimentado no passado – como a libertação do poder do mal (Marcos 16:9) – nunca vai esmorecer. Que a nossa fé, como a de Maria, permaneça alicerçada em nossas experiências pessoais do poder e do amor de Jesus.
Ean Nugent
Engenheiro de software, Bowie, Maryland, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1219
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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635 palavras
1 Passado o sábado. Após o pôr do sol do sábado. Bíblia de Estudo Andrews.
para irem embalsamá-Lo. Na verdade, os judeus não praticavam o embalsamamento. A unção era semelhante à prática de levar flores a uma sepultura no mundo ocidental moderno, ou seja, um sinal de amor e respeito. Bíblia de Estudo Andrews.
7 Pedro. Apenas Marcos se refere a Pedro aqui [na ressurreição]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 721.
Jesus restaura aquele discípulo que caiu em estado de desânimo, após tê-Lo negado. Bíblia Shedd.
9-20. Este trecho não consta em alguns dos melhores manuscritos da antiguidade. Há, também, indicações de que não foi escrito por Marcos. … Apesar disso, ainda não é decisiva a hipótese da não inspiração [divina] do trecho. O motivo, por outro lado, é claro: dar uma conclusão adequada ao evangelho que talvez tivesse sido mutilada e perdida, com o passar do tempo. Bíblia Shedd.
Existe um debate considerável entre os eruditos para saber se estes versículos faziam parte do original do evangelho de Marcos. Há evidências plausíveis para ambos os lados da questão. Portanto, deve-se ter cautela ao elaborar qualquer ensino específico [p. ex: batismo, exorcismo, línguas, invulnerabilidade, curas] com base somente nesta passagem. Porém, podemos usar este valioso resumo, uma vez que ele é confirmado por outras passagens das Escrituras. Bíblia de Estudo Andrews.
11 Não acreditaram. Este registro da incredulidade dos discípulos, mesmo em face dos testemunhos que afirmavam a ressurreição de Cristo, constitui uma forte evidência em favor da precisão e confiabilidade do relato histórico da ressurreição, inclusive nos seus mínimos detalhes. CBASD, vol. 5, p. 722.
14 Quando estavam à mesa. Parece que os discípulos transformaram em sua habitação temporária o aposento superior em que tinham participado juntos da Última Ceia. CBASD, vol. 5, p. 722.
15 Ide. … estes versículos [15 a 18] são, provavelmente, um breve relato de parte das amplas instruções que Jesus deu a cerca de 500 pessoas reunidas em uma montanha da Galileia. CBASD, vol. 5, p. 722.
16 Será salvo. Aqui se apresentam dois requisitos para os que aceitam os ensinos do evangelho: fé em Jesus e batismo. O primeiro é a aceitação íntima da salvação proporcionada pela morte vicária do Redentor do mundo; o segundo é a demonstração externa de uma mudança interior da vida (ver com. de Rm 6:3-6). CBASD, vol. 5, p. 722.
17 Estes sinais. Isto é. as demonstrações sobrenaturais e miraculosas do poder divino (ver p. 204, 205). No entanto, mesmo que os milagres sejam valiosos, não é impossível falsificá-los ou fazer circular notícias de supostos milagres. Estas notícias tendem a confundir o incauto e atrair o incrédulo. Em realidade, os milagres não constituem a evidência mais poderosa de que seja genuína a manifestação do evangelho (CTN, 406, 799). Deve-se lembrar que Jesus Se recusou a realizar milagres como sinais. CBASD, vol. 5, p. 723.
Novas línguas. Este dom … foi concedido quando se tornou necessário (ver com. de 1Co 14). CBASD, vol. 5, p. 723.
18 Pegarão em serpentes … alguma coisa mortífera beberem. Cf At 28.3-6. Falta exemplo de alguém beber veneno e sobreviver no NT. Bíblia Shedd.
19 Depois de lhes ter falado. Esta frase de transição sugere que a ascensão ocorreu imediatamente após a comissão dos v. 15 a 18. Contudo, não parece ter sido o caso. É mais provável que aqui se faça referência a um intervalo mais prolongado. CBASD, vol. 5, p. 723.
À destra. A posição de honra e autoridade. CBASD, vol. 5, p. 723.
Trata-se, não da posição de Seu corpo, mas da majestade do Seu império (Calvino, cf. Sl 110.1; Mc 14.62). Bíblia Shedd.
20 Eles, tendo partido. Somente em Marcos se descreve, ousadamente, os triunfos do evangelho realizados pelo Espírito Santo mediante os apóstolos, durante os primeiros anos após a ascensão de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 723.
Pregaram em toda a parte. Esta foi e continua sendo a missão dos seguidores de Cristo (ver Mc 16:15). CBASD, vol. 5, p. 723.
Cooperando com eles. Na providência de Deus, o poder divino sempre se unirá ao esforço humano. CBASD, vol. 5, p. 723.
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“Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (v.16).
Essa semana li o testemunho de uma criança que muito me tocou. Aos três anos de idade, após ele ter sonhos frequentes com o juízo final e o lago de fogo, sua mãe, uma ex-adventista do sétimo dia, ficou impressionada com a descrição dos sonhos do menino serem exatamente como diz a Bíblia, sendo que ela nunca o havia ensinado sobre isso. Após a insistência de seu filho, ela se viu obrigada a levá-lo à igreja. Com apenas quatro anos, o menino então insistia para ser batizado. É claro que houve resistência quanto a isto, visto ser de tão pouca idade. Mas ele não desistiu e continuou pedindo à sua mãe que falasse com o pastor para batizá-lo. Diante da promessa de que a mãe o instruiria no caminho em que deve andar, o menino foi batizado, tornando-se um frequentador assíduo de todos os cultos da igreja, um pequeno pregador e levando toda a sua família ao batismo.
Vejo esse testemunho recente como uma amostra do alto clamor do Espírito Santo ao povo de Deus. Deus está convocando o Seu derradeiro exército. Aos que saíram de Suas fileiras, Ele está chamando de volta. Aos que estão dormindo no pior momento do conflito, Ele está despertando. Aos que nunca O conheceram, Ele está Se apresentando. Como a pedra que foi removida do túmulo, a grande verdade de que Aquele que vive voltará, tem enchido alguns “de temor e de assombro”, de modo que, “de medo”, não dizem nada “a ninguém” (v.8). Outros, libertados das correntes do Maligno, têm levado aos que “se achavam tristes e choravam” (v.10) o grande consolo desta mensagem de esperança. Outros ainda, não reconhecem a Jesus de pronto, mas, ao se darem conta de quem Ele é por meio das Escrituras, logo saem a anunciar “aos demais” (v.13) o que não podem guardar apenas para si.
A que grupo você e eu pertencemos hoje? É importante lembrar que foi aos onze que andaram lado a lado com Jesus por três anos e meio – que dEle mesmo ouviram a revelação de Sua ressurreição – que Jesus teve que censurar pela “incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que O tinham visto já ressuscitado” (v.14). Daí eu volto para aquele testemunho da criança. Como a mãe percebeu que seu filho, mesmo tão pequenino, estava falando a verdade sobre os seus sonhos? Porque ela lembrou do que estava escrito. Meus amados irmãos, estamos encerrando o estudo de mais um dos evangelhos. E por mais que você e eu possamos nos julgar bons cristãos, ninguém estará preparado para o que virá se não estiver bem alicerçado na Palavra de Deus “orando em todo tempo no Espírito” (Ef.6:18).
Satanás está a revelar seus mais ardis e sutis enganos. Não se apresentará ao mundo como o inimigo das almas, mas como um amigo piedoso e sensível às necessidades humanas. Aquele que tentou desanimar os hebreus no Egito imitando os primeiros prodígios de Deus, tentará enganar nesses últimos dias, “se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Através de sinais e milagres, Satanás introduzirá entre os imprudentes seu último engano. Mas assim como Moisés segurou firme seu bordão apontando para o Céu como a fonte de cada prodígio, chegará o momento em que até os ímpios terão de reconhecer diante dos flagelos finais: “Isto é o dedo de Deus” (Êx.8:19).
Semelhante à promessa do anjo: “lá O vereis, como Ele vos disse” (v.7), Jesus nos prometeu: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Essa promessa, contudo, só faz sentido para o que crê. Você crê? Se uma criança de apenas quatro anos conseguiu entender esta verdade, você e eu também podemos entendê-la e vivê-la. “Quem crer [em Jesus] e for batizado será salvo”. “E, agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle” (At.22:16). Então, receberás poder ao descer sobre você o Espírito Santo e serás uma testemunha de Jesus pregando “o evangelho a toda criatura” (v.15; At.1:8). Pois Aquele que “foi recebido no Céu e assentou-Se à destra de Deus” (v.19) já está às portas. Sigamos, pois, a ordem do Mestre, pelo poder do Espírito, pregando “em toda parte” (v.20), conforme os dons que Ele dá, “a cada um, individualmente” (1Co.12:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos16 #RPSP
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