Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 11 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO LUCAS 11 – Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 11 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

LUCAS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube

(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



LUCAS 11 by Jobson Santos
22 de junho de 2021, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lc/11

Lucas 11 é um capítulo de contrastes: claro e escuro, bom e mau. É também acerca de plenitude e bem estar. Jesus está exortando as pessoas quebradas e quebrantadas, as quais deveriam representá-lo, a se tornarem inteiras. Ele apontou para a sua maneira de fazer doações financeiras como um exemplo de sua natureza que se recusa a dar. Eles davam meticulosamente quando se tratava de suas coisas, seus pertences, até ao ponto de calcular e dar o dízimo de suas ervas e especiarias, mas não estavam dispostos a dar totalmente a Deus seu coração, seu caráter, a fim de se tornarem como Ele, resultando em justiça em prol dos oprimidos e ações motivadas pelo amor a Deus (ver versículo 42).

Entregar-se totalmente a Deus é ser mudado das trevas para a luz. “Logo, se todo o seu corpo estiver cheio de luz, e nenhuma parte dele estiver em trevas, estará completamente iluminado, como quando a luz de uma candeia brilha sobre você” (Lucas 11:36 NVI). O que você está recusando dar a Deus? Você está satisfeito apenas com a aparência de segui-Lo? Nesse caso, você está limpando a casa e deixando-a vazia, pronta para a maldade se instalar, “e o último estado dessa [pessoa] é pior do que o primeiro.” Lucas 11:26.

Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicações da Igreja de Hermiston, Oregon, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1230
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



LUCAS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2021, 0:50
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2052 palavras

estava Jesus orando. Lucas nada registra acerca do tempo e local deste evento. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 869.

ensina-nos a orar  como João ensinou aos seus discípulos. Reconhecidos rabinos e professores ensinavam aos seus discípulos orações que ilustravam seus pensamentos chaves. Andrews Study Bible.

Os discípulos ficaram impressionados ao ouvir como Jesus orava, falando com o Pai celestial, como a um amigo. A oração dEle era diferente das preces dos líderes religiosos da época, na verdade, diferente de tudo o que tinham ouvido. A prece formal, expressa em frases prontas e aparentemente dirigidas a um Deus impessoal e distante, não tem a vitalidade que deveria caracterizar a oração. Eles pensavam que, se orassem como Jesus, sua eficácia como discípulos seria ampliada. Uma vez que Jesus os ensinou a orar por preceito (Mt 6:7-15) e exemplo (Lc 9:29), pode ser que, nessa ocasião, o pedido tenha sido de discípulos que não estiveram com Jesus em ocasiões semelhantes anteriormente. O termo “discípulos” não precisa ser confinado aos doze. Pode ter sido feito por alguns dos setenta. CBASD, vol. 5, p. 869.

2-4 Uma oração modelo, buscando primeiro as coisas de Deus e, depois, as necessidades diárias. Andrews Study Bible.

Esta forma da “Oração do Senhor” difere levemente da de Mt 6.9-13. Em Mateus, a oração é dada num sermão; aqui, é dada como resposta a um pedido. Bíblia de Genebra.

dizei. Esta oração pode ser adequadamente chamada de a Oração do Discípulo porque, de modo geral, não seria do tipo de oração que Jesus fazia. Por exemplo, Jesus não tinha necessidade de orar pelo perdão dos pecados. CBASD, vol. 5, p. 869.

Pai. Um novo nome pelo qual Jesus ensinou as pessoas a se dirigirem a Deus, a fim de fortalecer a fé e imprimir nelas a ideia do íntimo relacionamento que se pode desfrutar em companheirismo com Deus (PJ, 141, 142). CBASD, vol. 5, p. 869.

Isto corresponde a Abba em aramaico, que é a palavra comum para dirigir-se a um pai de família. Bíblia de Genebra.

No aramaico, seria Abba, “paizinho” (cf Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6), denotando, assim, uma íntima afeição, o que exclui a possibilidade de uma familiaridade superficial. Bíblia Shedd.

Uma introdução simples e não usual usada pelo próprio Jesus. Andrews Study Bible.

Santificado. Honrado como santo. Andrews Study Bible.

nome. O nome representa uma pessoa. A petição é para que as pessoas reverenciem a Deus. Bíblia de Genebra.

venha o Teu reino. Busca a breve vinda do reino eterno de Deus (ver 10:9; Dn 2:44; 7:13-14), bem como o Seu reino em nossas vidas no momento presente. Andrews Study Bible.

o pão nosso cotidiano. Pedido por comida simples, o necessário para cada dia. Andrews Study Bible.

deve. O pecado é uma dívida, porque tudo o que somos e temos pertence a Deus. A desobediência é roubo aos direitos divinos, que não podem nunca ser restituídos. Bíblia Shedd.

tentação. Reconhecimento da contínua guia de Deus. Andrews Study Bible.

5-8 A persistência na oração alcançará objetivos que uma mera amizade não espera. Lucas é o evangelho da oração. Bíblia Shedd.

à meia-noite. No Oriente, muitas viagens durante o verão ocorrem à noite. Por outro lado, pode ser que este visitante (v. 60) se atrasou na viagem. CBASD, vol. 5, p. 869.

eu nada tenho. O fato de o homem não ter nada explica porque ele pediu ajuda à meia-noite. A consciência de que não podemos fazer nada de nós mesmos (Jo 15:5) deveria, de modo semelhante, levar-nos à Fonte de alimento espiritual (ver Jo 6:27-58). Às vezes, aqueles que desejam levar os amigos a Cristo sentem que lhes falta o pão celestial que desejam compartilhar. CBASD, vol. 5, p. 869.

Não me importunes. Deus não é como o ser humano que se irrita ao ser importunado. Ele é um Pai generoso, amoroso e solícito. (ver v. 9-13). A relutância do amigo em se levantar para suprir a necessidade do próximo de modo algum representa a Deus (ver v. 13). A lição da parábola não é de comparação, mas de contraste. CBASD, vol. 5, p. 870.

a porta já está fechada. Como se dissesse: “Está fechada e permanecerá fechada.” Tornar uma porta segura, nos tempos antigos, não era uma tarefa simples. CBASD, vol. 5, p. 870.

comigo também já estão deitados. Em uma casa de um só quarto, a família inteira dormiria numa plataforma elevada, e para uma pessoa levantar-se, perturbaria todas as outras. Bíblia de Genebra.

Não posso levantar-me. Na verdade, atender ao pedido do amigo era apenas uma questão de disposição, não de capacidade. CBASD, vol. 5, p. 870.

o fará por causa da importunação. Várias vezes o líder do lar repeliu os chamados urgentes do visitante à meia-noite (ver PJ, 143), mas o visitante não aceitaria um “não” como resposta. … Novamente, a parábola ensina por contraste e não por comparação (ver com. do v. 7). Deus não está indisposto a conceder o que é bom. Não é preciso que O convençamos a fazer algo que de outro modo não estaria disposto a fazer. Deus conhece nossas necessidades, é plenamente capaz de supri-las e está disposto a fazer “infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef 3:20). CBASD, vol. 5, p. 870.

A amizade não era suficiente para fazer com que alguém se levantasse, mas a persistência era. Bíblia de Genebra.

Pedi. A oração não é para persuadir Deus acerca de nossa vontade a respeito de alguma questão; ás vezes, é para descobrir a vontade dEle a respeito dessa questão. Ele conhece as necessidades antes de pedirmos; mais do que isso, ele sabe o que é melhor. Por outro lado, o ser humano tem uma consciência vaga de suas próprias necessidades. Com frequência, pensa que precisa de coisas que não são necessárias e que até podem ser prejudiciais. Às vezes, sequer está consciente de suas maiores necessidades (cf. PJ, 145). A oração pode levar a vontade e, desta forma, a vida, a estar em harmonia com a vontade de Deus (ver PJ, 143). A oração é o meio divinamente indicado para educar os desejos. Não é o verdadeiro propósito da oração operar uma mudança em Deus, mas operar uma mudança em nós, para que desejemos”tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp 2:13). … A lição central da parábola é a constância na oração. A parábola também define o tipo de pedidos para os quais o Senhor aconselha perseverança: orações cujo objetivo é o bem dos semelhantes e a extensão do reino de Deus. CBASD, vol. 5, p. 870.

13 maus. Isto é, imperfeitos em pensamentos e atos. Bíblia Shedd.

16 um sinal do céu. Jesus acabara de curar um mudo. Aí estava o sinal do céu que buscavam, mas não queriam conhecê-lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 dedo de Deus. os milagres que Ele realiza são evidências para aqueles que têm olhos para ver que Deus está em operação. Bíblia de Genebra.

21-22. Esta parábola ensina que o reino de Deus … vem com poder para derrotar Satanás. Bíblia de Genebra.

21 o valente (ARA. NKJV: homem forte). Refere-se a Satanás (vv. 15, 18). Andrews Study Bible.

O diabo guarda em segurança o que ele domina, mas somente até a chegada do Senhor, que tem autoridade e poder para destruí-lo e resgatar a humanidade (cf. os despojos, v. 22; Cl 1.13; 2.15; Hb 2.14). Bíblia Shedd.

22 Um mais valente. Jesus, que venceu Satanás. Andrews Study Bible.

24 Voltarei para a casa, donde saí. O demônio fala do lugar que ele deixou como se ainda fosse dono dele. Bíblia de Genebra.

25 varrida e ornamentada. O homem apenas limpou a sua vida e não fez mais nada. Sua vida está vazia e, portanto, aberta a qualquer influência má. Bíblia de Genebra.

26 habitam ali. Não há segurança contra Satanás a não ser que Deus reine no interior (v. 23). Andrews Study Bible.

28 Antes. Jesus não contradisse o elogio da mulher a Maria; como qualquer boa mãe ela era merecedora de honra. Em vez disso, Jesus salientou a impropriedade do conceito da mulher acerca do reino dos Céus. Ele não aprovou nem desaprovou o que ela disse. Se Jesus pretendesse que os cristãos concedessem honra especial a Maria, esta teria sido uma oportunidade ideal para tanto. Ele também não aprovou cordialmente o que foi dito, como fez com Pedro (ver com. de Mt 16:17). Nas Escrituras, o reconhecimento da divindade de Jesus é essencial, enquanto a ideia de prestar honra a Maria não é sequer insinuada (ver com. de Mt 1:18, 25; 12:48, 50; Lc 1:28, 47). Jesus parece negar qualquer importância especial atribuída a Maria, por parte dos cristãos (ver Mt 12;46-50). CBASD, vol. 5, p. 871.

Jesus não nega que Maria fosse abençoada; ele está dizendo que ouvir e obedecer a palavra de Deus é mais importante. Bíblia de Genebra.

Maior que o privilégio de ser mãe de Jesus e compartilhar da Sua humanidade é atender à Sua mensagem salvadora e gozar o privilégio de participar do Seu corpo espiritual (Tg 1.22ss). Bíblia Shedd.

Aqueles que escutam e praticam a palavra de Deus entram num relacionamento com Ele mais íntimo do que o de uma família de sangue. Andrews Study Bible.

30 Exatamente como Jonas ficou três dias no ventre de um grande peixe como um sinal para o povo de Nínive, assim a ressurreição de Jesus, depois de três dias no túmulo, seria um sinal aos judeus de sua época. Bíblia de Genebra.

31 a rainha do Sul. A rainha de Sabá (c. 1Rs. 10-1-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 luz. Jesus, que foi enviado para iluminar a todos (ver 8:16). Andrews Study Bible.

34 olhos forem bons. A vontade do homem é que limita e controla a entrada da luz. Bíblia Shedd.

38 não Se lavara  antes de comer. O ato de lavar as mãos não era por motivos higiênicos, mas por motivos cerimoniais. As mãos tinham contato com todo tipo de coisas, algumas das quais podiam ter sido ritualmente profanadoras. Os judeus escrupulosos purificavam-se, lavando suas mãos antes de comer, de forma que as mãos impuras não contaminassem seus alimentos. Bíblia de Genebra.

41 Antes, dai esmola. A generosidade e o cuidado pelos pobres é mais eficaz para a limpeza do coração do que a preocupação com minúcias do coração. CBASD, vol. 5, p. 872.

e tudo vos será limpo. O sentido aqui é: “você será puro aos olhos de Deus”; e, quando esta condição predominar, nada mais deverá causar preocupação. CBASD, vol. 5, p. 872.

42 dízimo. O dízimo era para ser uma oferta alegre e de gratidão, que expressava amor por Deus, mas os fariseus, por darem o dízimo da hortelã e de coisas semelhantes, tinham transformado o dízimo num dever incômodo. Bíblia de Genebra.

43 saudações. Saudações elaboradas que indicavam que os que as recebiam eram pessoas importantes. Bíblia de Genebra.

44 sepulturas invisíveis.Tocar uma sepultura tornava a pessoa cerimonialmente impura. Andrews Study Bible.

Os judeus caiavam seus túmulos para que ninguém por acidente tocasse neles e assim ficasse contaminado (cf. Nm 19.16; Mt 23.27). Assim, como tocar em um túmulo resultava em impureza, associar-se aos fariseus podia levar à impureza moral. Bíblia de Estudo NVI Vida.

46 sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças. Ao longo dos séculos regras e regulamentos foram adicionados à lei de Deus, dada por Moisés. Andrews Study Bible.

Deus exige perfeição, o que é um fardo muito superior às nossas forças, mas Cristo carregou este fardo por nós (cf 2Co 5.21). Bíblia Shedd.

47, 48 Ai expressa não somente ira e maldição, como também tristeza e compaixão. Bíblia Shedd.

49 a sabedoria de Deus. É mais provável que Ele quisesse dizer: “Deus em Sua sabedoria”. Não há conhecimento de um livro que tenha este título. CBASD, vol. 5, p. 873.

50 contas. Visa a guerra judeu-romana (66-70 d.C.), na qual os judeus sofreram atrocidades das mais desumanas (cf 21.20-24). Esta geração é mais culpada porque rejeita o Filho de Deus (20.14ss). Bíblia Shedd.

50-51 De Abel até Zacarias. Abrange toda a história do AT, que, na ordem hebraica, começa com o Gênesis e termina com 2 Crônicas. Bíblia Shedd.

Abel foi a primeira pessoa assassinada (Gn 4.8), enquanto o assassinato de Zacarias é registrado em 2Cr 24.21-22 (ver Mr 23.35, nota). Bíblia de Genebra.

52 a chave da ciência. É a que abre a porta do conhecimento da salvação, como este contexto e o de Mateus 23:13 o indicam. CBASD, vol. 5, p. 873.

Significa a chave que abre a porta do conhecimento de Deus – a salvação. Os escribas fecharam o acesso às escrituras por interpretações falsas e por julgarem o povo comum indigno da salvação. Bíblia Shedd.

Através da sua interpretação tradicional da lei, os “intérpretes” tinham tornado impossível, às pessoas comuns, entenderem o verdadeiro sentido da lei; os fariseus e os próprios intérpretes também usavam suas tradições para fugir às exigências da lei (cf. Mt 7.5-13). Bíblia de Genebra.



LUCAS 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de junho de 2021, 0:45
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“Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz” (v.36).

Existem dois grandes e poderosos elos que nos ligam a Deus: a oração e o estudo das Escrituras. Durante três anos e meio, os discípulos foram testemunhas oculares da vida de oração de seu Mestre. Seu fervor e reverência eram admiráveis e, quando observado em Seus momentos de comunhão, era perceptível e quase visível que o Céu estava atento a cada prece que Lhe saía dos lábios. Foi num momento desses, em que “estava Jesus orando” (v.1), que seus corações foram enternecidos e compelidos a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (v.1). A oração do Pai Nosso contém os princípios que devem reger as nossas orações:

1. Glorificar a Deus;
2. Submeter-nos à vontade divina;
3. Reconhecer que Deus, como nosso Provedor, nos dá a provisão diária necessária;
4. Arrepender-nos de nossos pecados, confessando-os, e perdoando os nossos semelhantes;
5. Reconhecer que precisamos do auxílio divino na luta contra o mal.

Através de uma vida de oração, encontramos sempre o forte braço do Senhor estendido para nos confortar e nos dar a certeza de que as nossas preces não são importunas, e sim o aroma agradável que sobe “à presença de Deus” (Ap.8:4). O relacionamento pessoal e íntimo de Jesus com o Pai era celebrado e confirmado a cada dia quando Jesus Se retirava para Seu lugar particular de oração. Era dali que Ele saía fortalecido e habilitado para cumprir a vontade do Pai. Nossas fragilidades e fracassos devem ser constantemente depostos no altar da oração. Quando oramos como Jesus nos ensinou, o Espírito Santo nos é dado como o maestro de nossas palavras compondo diante do santíssimo a oração que Lhe é aceitável. A simplicidade da oração do Pai Nosso nos ensina que a oração que nos eleva não é aquela de admirável oratória, mas de doce simplicidade e humilde sabedoria.

De Seus refúgios solitários, contudo, Jesus saía para encontrar as multidões que queriam ouvi-Lo e ser beneficiadas com Sua cura. Dentre elas, estavam os fariseus e intérpretes da Lei sempre ávidos pela queda do Rabi de Nazaré. Quando as Escrituras deixaram de ser a voz de Deus para ser tão-somente um conjunto de normas e regras como uma espada sempre apontada na direção dos pecadores, os líderes judeus deixaram de ser adoradores para serem juízes do povo. Usaram a “espada do Espírito” (Ef.6:17) de forma errada. Perderam a essência e supervalorizaram o que é periférico. Muitos questionam porque Deus não Se manifesta dos céus com algum sinal a fim de que o mundo creia nEle. Como os antigos fariseus, pedem um sinal, enquanto milagres atuais têm acontecido diante de seus olhos. A transformação de uma vida, o poder de Cristo libertando o pecador “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9), é suficiente evidência de que o “dedo de Deus” (v.20) ainda está em atuação habilitando um povo que esteja preparado para a vinda do Senhor.

Cristo não censurou os escribas e fariseus a fim de ofendê-los. Ele falava com cada pessoa e com cada classe da forma que lhes fosse mais impactante. Sua abordagem para com aqueles que se diziam mestres da Lei foi a que mais eficácia teria a fim de perceberem sua cegueira e sua nudez. Enquanto publicavam suas boas obras como troféus de honra ao mérito, desprezavam “a justiça e o amor de Deus” (v.42). Jesus não condenou ou revogou a devolução dos dízimos, mas nos ensinou que devemos “fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (v.42). Nossa fidelidade e obediência devem figurar como resultado da justiça e do amor de Deus em nossa vida. Como discípulos de Cristo, precisamos conhecê-Lo primeiro antes de apresentar a Sua mensagem ao mundo. Não temos como compartilhar aquilo que não temos. As verdades da Palavra de Deus devem ser apresentadas sempre sob a perspectiva da cruz de Cristo, de que Deus tanto nos amou que deu o Seu único Filho para que nEle tivéssemos vida eterna (Jo.3:16).

Não havia misericórdia ou compaixão nos ensinos dos rabinos judeus. Em meio aos rituais sagrados e sacrifícios diários, perderam de compreender que o sangue derramado representava a maior prova do amor de Deus pela humanidade. Tudo não passava de um frio rigor religioso. Desta forma, o povo também não compreendia o mistério da piedade ilustrado diariamente no santuário e Israel prosseguia na ruína de uma casa dividida contra si mesma (v.17). Daquela geração foi dito: “Esta é geração perversa!” (v.29). É importante salientar que Ele não estava Se referindo a um povo pagão, mas à nação judaica. O que Jesus diria, hoje, dessa geração de crentes? Ele diria: “Bem-aventurados!” (v.28), porque ouvimos e obedecemos à Sua Palavra? Ou diria: “Insensatos!” (v.40), porque o nosso piedoso exterior esconde um interior que está “em trevas” (v.34)? Não precisamos viver a realidade de Laodiceia, amados (Ap.3:17)! Mas, pelo poder do Espírito, podemos fazer parte do restante que não compactua com a mornidão espiritual da maioria.

Nossas orações, nossas palavras e nossas atitudes devem estar envolvidas com o amor do Calvário e da sepultura vazia. Não precisamos de sinais e prodígios. Necessitamos do Espírito Santo operando o milagre da transformação diária do nosso caráter, até que brilhemos a luz de Cristo, “sem ter qualquer parte em trevas” (v.36). Cada um de nós temos enfrentado o nosso próprio deserto, mas precisamos lembrar que isso também é obra do Espírito Santo (Mt.4:1) e que, “provados, purificados e embranquecidos” (Dn.11:35), estaremos prontos para habitar no reino eterno, pela graça de Deus e pelos méritos de Cristo. Dentro em breve, “contas serão pedidas a esta geração” (v.51). Que, vestidos da justiça de Cristo, possamos a cada dia nos apresentar diante de Deus aprovados, “como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade” (2Tm.2:15). “Orai sem cessar” (1Ts.5:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo que ora e que maneja bem a Palavra de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 11 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2021, 0:40
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LUCAS 11 – Se não estudarmos corretamente ao Evangelho, não participaremos ativamente do conhecimento impactante que ele promove e assim não viveremos, na prática, o poder do Evangelho; consequentemente, poderemos ser desviados por pessoas enganadoras.

1. No mundo físico e espiritual o segredo para avançar segundo os planos de Deus e obter vitórias sobrenaturais é aprender a arte da comunhão com Deus, a fonte de todo poder, através da oração (vs. 1-13);

2. É através do estudo e interpretação correta do texto inspirado que estaremos capacitados para não sermos enganados. Jesus foi criticado e acusado pelos líderes religiosos de Sua época. Disseram que Ele estava possuído por demônios, pelo principal dos demônios (vs. 14-26).

“Satanás está vivo e trabalhando por meio do engano, falsos milagres, teologia ruim, visões mentirosas, sonhos mentirosos, mestres enganadores que buscam dinheiro, poder e influência. Satanás está vivo e bem. E a obra de Satanás está sendo atribuída ao Espírito Santo. Essa é uma grave blasfêmia, da mesma forma que atribuir a Satanás a obra do Espírito Santo é uma grave blasfêmia” (John MacArthur).

3. A evidência de que alguém fala da parte de Deus não deveria ser sinais e milagres (vs. 26-32), mas aquele que interpreta e prega correta e claramente à Palavra de Deus (vs. 27-28), ainda que desagrade a muitos ouvintes (vs. 53-54).

4. Jesus revela que Sua intenção é que Seus seguidores sejam íntegros, não hipócritas acanhados; Deus quer missionários declarados (vs. 33-36).

5. Os religiosos hipócritas são censurados por Jesus. O texto revela que Jesus está mais preocupado com a verdade do que com sentimentos de seus interessados (vs. 37-52).

“Muitos dizem: É melhor estar no inferno com os amigos do que no céu com os hipócritas. Mas não se esqueça que não haverá amigos no inferno, nem hipócritas no céu” (John Piper).

· Ao dedicar-nos a estudar e meditar no capítulo supracitado, concluímos que não podemos acomodar-nos com uma vida cristã deficiente.

“Os homens podem professar fé na verdade; mas, se ela não os torna sinceros, bondosos, pacientes, dominados, tomando prazer nas coisas de cima, é uma maldição a seu possuidor e, por meio de sua influência, uma maldição ao mundo” (Ellen G. White).

Não se engane, nem seja enganador, estude corretamente a Palavra do Senhor! – Heber Toth Armí.




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