Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de junho de 2021, 0:45
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“Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz” (v.36).

Existem dois grandes e poderosos elos que nos ligam a Deus: a oração e o estudo das Escrituras. Durante três anos e meio, os discípulos foram testemunhas oculares da vida de oração de seu Mestre. Seu fervor e reverência eram admiráveis e, quando observado em Seus momentos de comunhão, era perceptível e quase visível que o Céu estava atento a cada prece que Lhe saía dos lábios. Foi num momento desses, em que “estava Jesus orando” (v.1), que seus corações foram enternecidos e compelidos a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (v.1). A oração do Pai Nosso contém os princípios que devem reger as nossas orações:

1. Glorificar a Deus;
2. Submeter-nos à vontade divina;
3. Reconhecer que Deus, como nosso Provedor, nos dá a provisão diária necessária;
4. Arrepender-nos de nossos pecados, confessando-os, e perdoando os nossos semelhantes;
5. Reconhecer que precisamos do auxílio divino na luta contra o mal.

Através de uma vida de oração, encontramos sempre o forte braço do Senhor estendido para nos confortar e nos dar a certeza de que as nossas preces não são importunas, e sim o aroma agradável que sobe “à presença de Deus” (Ap.8:4). O relacionamento pessoal e íntimo de Jesus com o Pai era celebrado e confirmado a cada dia quando Jesus Se retirava para Seu lugar particular de oração. Era dali que Ele saía fortalecido e habilitado para cumprir a vontade do Pai. Nossas fragilidades e fracassos devem ser constantemente depostos no altar da oração. Quando oramos como Jesus nos ensinou, o Espírito Santo nos é dado como o maestro de nossas palavras compondo diante do santíssimo a oração que Lhe é aceitável. A simplicidade da oração do Pai Nosso nos ensina que a oração que nos eleva não é aquela de admirável oratória, mas de doce simplicidade e humilde sabedoria.

De Seus refúgios solitários, contudo, Jesus saía para encontrar as multidões que queriam ouvi-Lo e ser beneficiadas com Sua cura. Dentre elas, estavam os fariseus e intérpretes da Lei sempre ávidos pela queda do Rabi de Nazaré. Quando as Escrituras deixaram de ser a voz de Deus para ser tão-somente um conjunto de normas e regras como uma espada sempre apontada na direção dos pecadores, os líderes judeus deixaram de ser adoradores para serem juízes do povo. Usaram a “espada do Espírito” (Ef.6:17) de forma errada. Perderam a essência e supervalorizaram o que é periférico. Muitos questionam porque Deus não Se manifesta dos céus com algum sinal a fim de que o mundo creia nEle. Como os antigos fariseus, pedem um sinal, enquanto milagres atuais têm acontecido diante de seus olhos. A transformação de uma vida, o poder de Cristo libertando o pecador “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9), é suficiente evidência de que o “dedo de Deus” (v.20) ainda está em atuação habilitando um povo que esteja preparado para a vinda do Senhor.

Cristo não censurou os escribas e fariseus a fim de ofendê-los. Ele falava com cada pessoa e com cada classe da forma que lhes fosse mais impactante. Sua abordagem para com aqueles que se diziam mestres da Lei foi a que mais eficácia teria a fim de perceberem sua cegueira e sua nudez. Enquanto publicavam suas boas obras como troféus de honra ao mérito, desprezavam “a justiça e o amor de Deus” (v.42). Jesus não condenou ou revogou a devolução dos dízimos, mas nos ensinou que devemos “fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (v.42). Nossa fidelidade e obediência devem figurar como resultado da justiça e do amor de Deus em nossa vida. Como discípulos de Cristo, precisamos conhecê-Lo primeiro antes de apresentar a Sua mensagem ao mundo. Não temos como compartilhar aquilo que não temos. As verdades da Palavra de Deus devem ser apresentadas sempre sob a perspectiva da cruz de Cristo, de que Deus tanto nos amou que deu o Seu único Filho para que nEle tivéssemos vida eterna (Jo.3:16).

Não havia misericórdia ou compaixão nos ensinos dos rabinos judeus. Em meio aos rituais sagrados e sacrifícios diários, perderam de compreender que o sangue derramado representava a maior prova do amor de Deus pela humanidade. Tudo não passava de um frio rigor religioso. Desta forma, o povo também não compreendia o mistério da piedade ilustrado diariamente no santuário e Israel prosseguia na ruína de uma casa dividida contra si mesma (v.17). Daquela geração foi dito: “Esta é geração perversa!” (v.29). É importante salientar que Ele não estava Se referindo a um povo pagão, mas à nação judaica. O que Jesus diria, hoje, dessa geração de crentes? Ele diria: “Bem-aventurados!” (v.28), porque ouvimos e obedecemos à Sua Palavra? Ou diria: “Insensatos!” (v.40), porque o nosso piedoso exterior esconde um interior que está “em trevas” (v.34)? Não precisamos viver a realidade de Laodiceia, amados (Ap.3:17)! Mas, pelo poder do Espírito, podemos fazer parte do restante que não compactua com a mornidão espiritual da maioria.

Nossas orações, nossas palavras e nossas atitudes devem estar envolvidas com o amor do Calvário e da sepultura vazia. Não precisamos de sinais e prodígios. Necessitamos do Espírito Santo operando o milagre da transformação diária do nosso caráter, até que brilhemos a luz de Cristo, “sem ter qualquer parte em trevas” (v.36). Cada um de nós temos enfrentado o nosso próprio deserto, mas precisamos lembrar que isso também é obra do Espírito Santo (Mt.4:1) e que, “provados, purificados e embranquecidos” (Dn.11:35), estaremos prontos para habitar no reino eterno, pela graça de Deus e pelos méritos de Cristo. Dentro em breve, “contas serão pedidas a esta geração” (v.51). Que, vestidos da justiça de Cristo, possamos a cada dia nos apresentar diante de Deus aprovados, “como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade” (2Tm.2:15). “Orai sem cessar” (1Ts.5:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo que ora e que maneja bem a Palavra de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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