Reavivados por Sua Palavra


MARCOS 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
30 de maio de 2021, 0:45
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“Para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles” (v.12).

Este poderia ser considerado o texto mais misterioso da Bíblia e até mesmo controverso. Os ensinos de Jesus através de parábolas despertaram a curiosidade de alguns de Seus seguidores mais próximos e dos discípulos. Replicando a profecia de Isaías, Jesus falou as palavras do versículo doze. Para compreendê-las, precisamos entender o contexto na época do profeta. A nação de Israel havia se afastado de Deus como um filho rebelde despreza a seu pai. Israel e Judá foram colocadas por Deus num mesmo patamar de infidelidade: “nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás” (Is.1:4). Foi nesse contexto que Isaías foi levantado como porta-voz de Deus.

A missão de Isaías consistia em transmitir a Israel um claro e sonoro “Assim diz o Senhor”, enquanto a nação se orgulhava de sua vida religiosa e repleta de rituais e cerimônias. A obra do Senhor no meio do Seu povo consistia em retirar dela “todo metal impuro” (Is.1:25), preservar “a santa semente” (Is.6:13) e reunir os Seus fiéis de todos os povos da Terra: “Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao Senhor, dizendo: O Senhor, com efeito, me separará do Seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca” (Is.56:3). Há, portanto, um propósito divino, desde os tempos antigos, de reunir os Seus escolhidos de todas as nações da Terra como um só povo. Esse propósito, no entanto, requer um conhecimento que nem todos estão dispostos a aceitar e que muitos, caso permanecessem nas fileiras do Senhor, causariam no meio do povo de Deus um terrível prejuízo.

O caso de Ananias e Safira e de Simão, o mágico, são exemplos da intervenção divina a fim de expelir do meio de Sua pura e infante igreja a escória que abalaria a fé de muitos (At.5:1-11; At.8:9-25). Não é diferente no contexto em que vivemos do tempo do fim. O Espírito Santo está realizando uma grande e poderosa obra, a toque de urgência, reunindo o restinho dos que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). O Senhor não permitirá entrada no Céu a quem não permitiu esta obra de purificação e santificação aqui na Terra. Uma obra que não é realizada como parâmetro de medida para os outros (v.24), mas com a exclusiva função de atuar em cada um de nós individualmente. Isso significa que o terreno de nosso coração precisa ser “boa terra” a fim de produzir “a trinta, a sessenta e a cem por um” (v.8).

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (v.9). Cristo Jesus Se fez homem para nos salvar e nos deixar o exemplo perfeito de um caráter íntegro e reto. Multidões professam segui-Lo, mas somente a poucos Ele explica tudo “em particular” (v.34). Deus jamais interfere no livre arbítrio de alguém, de forma que Ele só abre os olhos e os ouvidos, promovendo conhecimento e conversão e o perdão dos pecados, aqueles que pedem por isso com sinceridade de coração. Desta forma, entendemos melhor a profecia de Joel para os últimos dias, que diz: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). E nesse processo, por vezes, o próprio Senhor nos aponta a necessidade de passarmos para a outra margem, a sair de nossa zona de conforto e enfrentar as tempestades da vida sabendo que temos a nosso favor Aquele “que até o vento e o mar Lhe obedecem” (v.41).

O reino de Deus” (v.26) será o lar daqueles que sonham mais com o abraço de Jesus do que com as ruas de ouro. Um povo que, ao contrário de Israel nos dias de Isaías, manifesta as características dadas pelo Espírito Santo: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).Vigiemos e oremos, “porque é chegada a ceifa” (v.29) e o Senhor não tarda a cumprir a Sua derradeira promessa: “Venho sem demora” (Ap.3:11).

Feliz semana, discípulos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Marcos4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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