Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 23 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de maio de 2021, 0:45
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“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (v.37).

A atual conjuntura de conflitos entre Israel e Palestina não se trata de algo novo, mas de consequências advindas de milênios de desobediência à Palavra do Senhor. Desde o rompimento das tribos, dividindo Israel entre Reino do Norte e Reino do Sul, várias batalhas têm sido travadas e várias tentativas divinas rejeitadas por um povo que prefere fazer as coisas do seu próprio jeito. Cada profeta enviado representava a misericórdia de Deus a cada geração corrompida pela apostasia. E como “Insensatos e cegos” (v.17), rejeitavam a voz profética destinando os enviados do Senhor ao martírio. Ao aproximar-se o tempo de Sua morte, semelhante aos profetas, Jesus não Se eximiu de declarar àquela geração, principalmente a seus líderes, a necessária repreensão e reprovação.

A hipocrisia era o principal insumo da religião dos escribas e fariseus. Suas vidas aparentemente impecáveis compunham um verdadeiro desfile de máscaras. Mas diante dAquele que vê o coração, foi “manifesta a vergonha da [sua] nudez” (Ap.3:18). Com um discurso duro e direto, a intenção de Cristo não consistia, porém, em envergonhá-los ou condená-los, mas em desperta-lhes a consciência e sacudir-lhes a estrutura orgulhosa, a fim de que se arrependessem, se humilhassem e fossem salvos. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (v.12). O pronunciamento dos ais segue uma sequência lógica que define bem o que Deus levará em conta no julgamento dos crentes não convertidos:

1. Criar barreiras ou impedimentos para o ingresso de novos conversos;

2. Uma vida religiosa desprovida de caridade cristã;

3. Fazer acepção de pessoas na pregação do evangelho;

4. Falsos ensinos e descaracterização do “Assim diz o Senhor”;

5. Tentativa de salvação pelas obras;

6. Hipocrisia;

7. Perseguição e rejeição à palavra profética.

Antes de ouvir a voz do Espírito me chamando para uma nova vida, tudo o que eu realizava tinha a finalidade de ser vista pelos outros. Eu dizia ser para a glória de Deus, mas meu coração não se conformava enquanto não fosse preenchido de elogios. E com o ingresso nas redes sociais, esse sentimento maligno só despertou uma insana busca pela aprovação alheia, de forma que a inveja e a cobiça me transformaram em uma pessoa completamente egoísta e hipócrita. À vista da maioria eu era uma boa mulher cristã, mas, aos olhos de Deus, infeliz, miserável, pobre, cega e nua (Ap.3:17). Ou seja, totalmente perdida! Não me orgulho de falar essas coisas e, pelo perdão que me foi dado pelo meu Redentor, não tinha obrigação nenhuma de declará-las publicamente, mas eu creio que o que eu passei muitos podem estar passando hoje e precisam ser sacudidos tal qual eu fui.

O próprio apóstolo Paulo em suas cartas não escondeu suas fraquezas e, por vezes, as confessou publicamente, inclusive, detalhes de sua vida passada e de sua conversão como mais um meio de alcançar corações endurecidos (Veja At.22). “Muitos dos que creram” na pregação de Paulo também “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (At.19:18). A Bíblia não diz com isso que devemos confessar uns aos outros tudo o que fizemos de errado, pois o nosso único Confessionário é Cristo, que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Mas aquilo que estava publicamente evidente ou que o Senhor nos pede que usemos como um testemunho favorável ao evangelho, isso sim tem o aval das Escrituras.

A maioria daqueles líderes religiosos, porém – fora alguns que podemos contar nos dedos de uma mão – não aceitaram a repreensão e não demonstraram frutos de arrependimento. A mudança que necessita ser realizada e a que é verdadeiramente poderosa em seus efeitos é aquela que acontece de dentro para fora. Essa é a ordem: “limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (v.26). Também não se trata de um episódio único, mas de uma experiência que dura 24 horas por dia durante toda uma vida; um processo do aperfeiçoamento do caráter que requer um relacionamento pessoal tão íntimo com o Senhor, a ponto de permanecermos sob Suas asas, assim “como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas” (v.37).

O provérbio “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, se encaixaria perfeitamente para os escribas e fariseus antigos e modernos. Hoje, amados, não posso dizer que estou livre de mim mesma, até porque quanto mais olho para Cristo e quanto mais O conheço em Seu amor, justiça, bondade e misericórdia, mais meus defeitos ficam evidentes e mais profundo desejo mergulhar nas águas de Sua pureza e santidade. Mas é esse reconhecimento de nosso demérito e constante dependência da graça de Cristo que nos faz permanecer nEle mais do que uma criança encontra segurança no colo de seus pais. Nem os conflitos armados, nem os familiares, nem tão pouco as dissensões eclesiásticas cessarão até que, muito em breve, venhamos a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!” (v.39). No entanto, no que depender de nós, tenhamos “paz com todos os homens” (Rm.12:18).

Logo o nosso Salvador voltará e não adiantará expor “todas as suas obras” (v.5) diante dAquele que virá buscar apenas aqueles que se submeteram à boa obra do Espírito Santo na vida. Estude o capítulo de hoje com temor e tremor! Que o Espírito Santo sacuda a Sua igreja, realizando a poderosa e última obra de reavivamento e reforma “sobre a presente geração” (v.36). Vigiemos e oremos!

Bom dia, novas criaturas em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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