Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de maio de 2021, 0:45
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“E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava Ele, só” (v.23).

Após enfrentar a rejeição de Seu povo em Nazaré, Jesus teve de enfrentar outro duro golpe: a notícia da morte de João Batista. Atendendo a um capricho de sua enteada, Herodes “deu ordens e decapitou a João no cárcere” (v.10). João foi odiado por chamar o pecado pelo nome, advertindo o tetrarca sobre seu relacionamento pecaminoso. O ódio instalado no coração de Herodias só aguardava a oportunidade perfeita para consumá-lo na morte do profeta. Ao ouvir o que tinha acontecido, Jesus procurou sair dali “para um lugar deserto, à parte” (v.13). Seu coração deveria estar despedaçado e necessitado do conforto do Pai. Contudo, ao desembarcar, “viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos” (v.14).

O primeiro instrumento do Pai para confortar Seu Filho amado foi cercando-O de pessoas que necessitavam de Seu auxílio. Ao curar e alimentar milagrosamente aquelas pessoas em um lugar deserto, Suas obras testificaram do testemunho de João Batista e fortaleceram a fé daqueles que O seguiam, sobrando exatamente “doze cestos cheios” (v.20) de alimento, uma bonita representação do ministério dos apóstolos. Ainda assim, Jesus precisava de um momento sozinho, o que conseguiu ao findar do dia. Esses momentos preciosos eram de muito valor para o nosso Salvador, que os empregava em orações e súplicas a fim de ser fortalecido em favor da humanidade caída. Jesus não somente sofria um desgaste físico, mas principalmente emocional ao ter que lidar com tantas mazelas e sofrimentos. Que contraste das multidões de enfermos com os milhares de anjos que O adoravam no reino celeste!

Contudo, a Sua necessidade de ficar sozinho não era maior do que a necessidade daqueles que precisavam dEle. E como escreveu o salmista: “Pelo mar foi o Teu caminho; as Tuas veredas, pelas grandes águas” (Sl.77:19), Jesus foi Se encontrar com os discípulos “andando por sobre o mar” (v.25). Mas o desespero deles de ver o barco sendo “açoitado pelas ondas” (v.24) não foi maior do que o de ver o vulto de alguém andando sobre as águas. A revelação de Jesus e a incomum caminhada de Pedro nos revelam importantes lições: ainda que pareça estar tudo dando errado, Jesus está sempre por perto para nos confortar; mesmo que tenhamos que enfrentar a fúria das tempestades da vida, se clamarmos pelo auxílio de Deus, Ele “prontamente” (v.31) estende a Sua mão para nos socorrer, entra no barco da nossa vida e faz cessar a tormenta.

Como os habitantes de Genesaré, precisamos exercitar a fé em Cristo de simplesmente “tocar na orla de Sua veste” (v.36) até aquela de quem aguarda ser “vestido de vestiduras brancas” (Ap.3:5). A morte e o luto têm batido à porta de inúmeras casas todos os dias. E como Jesus Se entristeceu com a morte de João e desejou estar sozinho, muitos têm passado pela mesma angústia. Mas o encontro dEle com as multidões enfermas e famintas e Sua subida ao monte para falar a sós com o Pai nos ensinam o método divino de suportar o luto: tendo compaixão de quem necessita e uma vida de comunhão com Deus. Ou seja, seguindo o exemplo de Cristo Jesus.

Jesus sempre conservava em Seu rosto um sorriso de aceitação e olhar de simpatia. Mesmo nos momentos mais difíceis de Seu ministério, servia com amor sem manifestar qualquer tipo de preferência ou rejeição. Não buscava reconhecimento no que fazia, mas, “erguendo os olhos ao céu” (v.19), sempre buscava fazer a vontade do Pai que está nos Céus. Se o Filho de Deus assim agia, quanto mais nós devemos nos ocupar tão-somente em manter nossos olhos fixos no alto para que nossa visão horizontal seja santificada. Ajudar uns aos outros e orar uns pelos outros, como bem disse Jesus no sermão do monte, não devem ser obras meritórias, e sim o resultado de uma vida escondida em Deus. Como a lâmpada não acende por vontade própria, nossa luz nunca brilhará se não estivermos conectados à Fonte.

João Batista, o maior profeta que já pisou sobre a Terra, foi preso injustamente e morto de forma cruel. O ministério de Jesus consistia em dias inteiros lidando com enfermos e endemoniados, pouco descanso e a desgastante perseguição dos líderes religiosos. O que nos faz pensar que uma vida cristã cômoda é sinal de bênção? Logo as fogueiras da perseguição serão reacendidas. Estamos prontos para enfrentar os machados dos verdugos ou para percorrer a Terra em busca dos restantes que necessitam do alimento espiritual? O tempo que se aproxima se assemelha à tempestade de vento que açoitava o barco. Como foi com Pedro, nossa fé será provada e não poucas vezes parecerá submergir. Mas se estivermos dispostos a clamar: “Senhor, salva-me!” (v.30), certamente e “prontamente” (v.31), seremos elevados pela destra do nosso Redentor. Pare de reparar “na força do vento” (v.30) e olhe para Jesus! Então, venha o que vier, estaremos ocupados adorando Aquele que faz cessar o vento. Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de fé!

* Oremos pela chuva serôdia em nossa vida. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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