Reavivados por Sua Palavra


Mateus 11 – comentários selecionados by Jeferson Quimelli
12 de novembro de 2014, 0:00
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1 tendo acabado Jesus. Deve-se notar que Mateus 11:1 pertence à narrativa de 9:36 a 10:42, e não à do cap. 11. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 399.

2 no cárcere. João Batista estava encarcerado em Maqueros, fortaleza inóspita nas proximidades do mar Morto. Bíblia Shedd.

3 És Tu AquEle que estava para vir? Herodes aprisionara João Batista porque este o havia repreendido publicamente por ter se casado com a esposa de seu irmão, Filipe (14:3-5). Na prisão João começou a duvidar se Jesus era realmente o Messias, especialmente do tipo de Messias do qual Mal 3 falava, ou que ele mesmo predizia (3:10-12) – aquEle cuja missão seria julgamento de fogo. Andrews Study Bible.

João quis certificar-se, antes de morrer, de que Jesus era realmente o Messias. … Aliás, Jesus e João evitaram usar a palavra “Messias” que os próprios ouvintes poderiam interpretar como a declaração da vinda do libertador militar nacionalista. Bíblia Shedd

4-6 Ide e anunciai a João. Jesus altera o entendimento tradicional de qual seria a missão do Messias nesta resposta à mensagem de João:Em vez de um Messias político que traria julgamento aos inimigos dos judeus e quebraria o jugo do imperialismo romano, Jesus é o Messias que tem conhecimento das necessidades sociais, espirituais e pessoais. Ele cura, Ele ressuscita e proclama boas novas ao pobre. Mateus deseja demonstrara que a missão de Jesus era mais ampla do que outorgar uma nova lei e mais do que morrer na cruz. Andrews Study Bible.

7 um caniço. As canas cresciam em abundância no vale do Jordão, onde se realizou a maior parte do ministério de João. … Certamente João não poderia ser comparado às canas, pois seu caráter não era débil e vacilante. CBASD, vol. 5, p. 400.

9 Um profeta é simplesmente alguém que transmite uma mensagem de Deus. CBASD, vol. 5, p. 400.

Muito mais que um profeta. A ele [João] foi dada a tarefa mais importante de todos os tempos: apresentar o Messias ao mundo. CBASD, vol. 5, p. 400.

11 o menor do reinos dos céus é maior do que ele. Qualquer crente seria maior do que João, pois veria a culminação de Cristo, participando nos Seus benefícios. Bíblia Shedd.

… no privilégio de se relacionar com o próprio Cristo. CBASD, vol. 5, p. 401.

12 dias de João. Isto é, o tempo em que Batista proclamou a vinda do Messias e o reino messiânico, provavelmente desde a primavera de 27 d.C., até a primavera de 29 d.C. CBASD, vol. 5, p. 401.

até agora. Isto é, desde o tempo do aprisionamento de João, na primavera de 29 d.C. ao outono do mesmo ano. CBASD, vol. 5, p. 401.

é tomado por esforço. Alguns entendem que significa que as multidões lutavam com zelo para seguir Jesus; outros que o reino da graça divina (ver com. de Mt 3:2) sofria violência no sentido de que muitos que seguiam João e Jesus o faziam com pouco ou nenhum entendimento real da verdadeira natureza do reino. CBASD, vol. 5, p. 401.

13 os Profetas e a Lei. A totalidade do AT profetizava a vinda do reino. Bíblia de Estudo NVI Vida.

profetizaram até João. …todos os profetas do AT esperaram pela época de João e falaram do Messias que viria. (1Pe 1:10, 11). Portanto, é possível dizer que o ofício profético da época do AT teve seu clímax em João. CBASD, vol. 5, p. 401.

16 esta geração. “Esta geração” tinha recebido privilégios muito maiores do que todas as do AT. Mas, apesar dessas oportunidades sem precedentes, bem poucos tiveram “ouvidos” para ouvir …, para perceber o verdadeiro significado da missão de João Batista e da de Jesus. … João Batista serviu de ponte entre o AT e o NT (ver DTN, 220). O AT foi concluído com uma profecia de que ele viria (ver com. de Ml 3:1; 4:5, 6) e o NT se inicia com um registro do cumprimento dessa profecia (ver Mt 3:1-3; Mc 1:1-3). CBASD, vol. 5, p. 402.

17 tocamos flauta. Como num casamento. Cantamos um lamento. Como num enterro. … Os judeus eram como crianças que se recusavam a corresponder em qualquer dessas ocasiões. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O problema não era se eles gostavam do lamento ou dança. Eles simplesmente não queriam fazer o que os outros pediam. A aplicação dessa metáfora é óbvia. As crianças que não se agradavam de nada representavam os escribas e fariseus que criticavam tanto João quanto Jesus. CBASD, vol. 5, p. 403.

18 tem demônio! … desculpa para não aceitar a mensagem de arrependimento e vida nova. CBASD, vol. 5, p. 403.

20 increpar. Gr oneidisein, lit “lançar em rosto” ou “repreender”. Bíblia Shedd.

21 Corazim … Betsaida … Cafarnaum. Três cidades localizadas na banda noroeste do mar da Galileia sobre as quais pouco sabemos, a não ser que rejeitaram a mensagem de Cristo, precedendo, em sua rejeição, à dos judeus. Bíblia Shedd.

22, 24 menos rigor. Deus julgará os seres humanos mediante as oportunidades que tiveram. CBASD, vol. 5, p. 404.

Não que Sodoma fosse menos pecadora do que as cidades mencionadas: apenas não teve as mesmas oportunidades que estas. Bíblia Shedd.

23 inferno. Do gr. hades, … heb she’ol, “sepultura”, como em Oseias 13:14, em que she’ol, “túmulo”, é um paralelo poético de maweth, “morte”. CBASD, vol. 5, p. 404.

25 graças Te dou. Jesus dava graças pela misericórdia, em revelar as verdades eternas aos simples. Jesus não condena ao intelecto, mas, sim, ao orgulho intelectual. Sem humildade, o evangelho não tem acesso ao coração.Bíblia Shedd.

sábios e instruídos. Seriam os doutores da Lei e os escribas que orgulhavam-se do seu profundo estudo e conhecimento do AT, mas que não foram capazes de reconhecer Quem era Jesus. Bíblia Shedd.

…é evidente que os “sábios e instruídos”, os líderes de Israel, tiveram mais oportunidades de entender a Jesus do que qualquer um de seus compatriotas. … Porém, os líderes de Israel escolheram rejeitar a luz que o Céu lhes dera (ver Os 4:6; DTN, 30). Deus não foi parcial. CBASD, vol. 5, p. 405. 

28 cansados. Cristo não está se referindo a trabalho físico, mas de alma e mente, que resulta em cansaço por preocupações e pesar. Esse convite tinha um significado especial para a multidão ouvinte, pois a religião de Israel tinha se corrompido até se tornar numa tentativa trabalhosa e sem sentido de se encontrar salvação pelas obras. CBASD, vol. 5, p. 406.

29 jugo. Um pedaço de madeira rígida colocada no pescoço de uma besta de carga (usualmente um boi). Era conectado a um veículo usado para carregar cargas pesadas. Andrews Study Bible.

O propósito de um jugo não era tornar mais pesadas as cargas para o animal que as levava, e sim mais leves; não mais difícil, e sim mais fácil de carregar. … O “jugo” de Cristo é nada mais do que a vontade de Deus resumida na lei de Deus e enaltecida no Sermão do Monte (ver Is 42:21; DTN, 329; ver com. de Mt 5:17, 22). A figura que Cristo empregou não era desconhecida de Seus ouvintes, pois os rabis também se referiam à Torah (ver com. de Dt 31:9) como um “jugo”, não no sentido de ser um fardo, mas como uma disciplina, um modo de vida ao qual as pessoas deviam se submeter. CBASD, vol. 5, p. 407.



Mateus 10 by Jeferson Quimelli
11 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: evangelismo, Reino de Deus, testemunho | Tags: ,

Comentário devocional:

Alguma vez você já andou num carrinho que anda sobre trilhos numa altura imensa e depois começa a descer com grande velocidade e faz curvas acentuadas? Isto mesmo, estamos falando de uma montanha-russa. Eu ainda me lembro da minha primeira experiência em uma delas quando eu era um menino. Eu estava em pé na fila, esperando pela minha vez. Sentia-me animado e um pouco nervoso. Mas a onda de excitação era muito maior do que a de medo. O medo veio depois.

Eu me lembro que, ao embarcamos, afivelamos os cintos de segurança e começamos a nos mover para cima, cada vez mais alto. Finalmente subimos tão alto que parecia que eu poderia tocar o céu. Tenho que admitir que, naquele momento, eu queria pedir que alguém parasse o passeio e me trouxesse de volta para baixo. Mas, ao que parece, ninguém se importava. Eu nunca vou esquecer como eu estava tomado de medo, enquanto descíamos, cada vez mais rápido. Parecia que iríamos atingir o chão. 

Os discípulos de Jesus experimentaram algo semelhante. Espiritualmente eles estavam se movendo cada vez mais alto. Jesus lhes confiou poderes especiais para curar os enfermos, tornar limpos os leprosos, ressuscitar os mortos e expulsar demônios (Mat. 10:8). 

Mas então, de repente, eles ouviram Jesus dizer que as coisas não iriam permanecer assim. A perseguição viria – bateriam neles, seriam expulsos de suas sinagogas e até mesmo seus parentes iriam persegui-los (Mat. 10:16).

Quando falamos hoje sobre cristianismo, temos a tendência de diminuir a importância de seguir Jesus. Costumamos falar das bênçãos que a vida cristã pode trazer, incluindo a recompensa final dos céus. Mas a mensagem de Jesus é diferente. Ele disse que a vida cristã não é apenas um passeio bonito e alegre – é como a montanha-russa que mencionei acima e como a experiência dos discípulos. Você pode ficar animado, mas depois vem o medo, quando experimenta a dor e sofrimento. Nós podemos ser odiados e perseguidos, mas isso é o que significa, por vezes, carregar a cruz e seguir Jesus (Mat. 10:38).

Mas por que os cristãos estão dispostos a sofrer por amor de Jesus? A resposta é o nosso amor por Ele; porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19).

Os verdadeiros seguidores de Jesus O amam acima de qualquer outra coisa ou pessoa em todo o mundo (Mat. 10:37).  

Oleg Kostyuk

Hope Channel

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/10/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 10 

Comentário em áudio 



Mateus 10 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
11 de novembro de 2014, 0:09
Filed under: evangelismo, testemunho, Trabalho de Deus | Tags: ,

2 apóstolos. Esta é a única vez que Mateus chama os discípulos de “apóstolos”. A palavra significa “enviados” e, portanto, se ajusta ao contexto deste discurso. Andrews Study Bible.

4 Zelote. O fato de Jesus ter chamado um zelote (que apoiavam a violência que Jesus condenou no Sermão do Monte) e Mateus, o cobrador de impostos (a nêmesis [objeto de ira e vingança] dos zelotes), demonstra a graça e abertura de Jesus e Seu desejo de construir a comunidade cristã unificada. Andrews Study Bible.

5 rumo aos gentios. Ou, “o caminho dos gentios”, isto é, qualquer estrada que conduzisse a uma comunidade na qual predominassem gentios. Por exemplo, os doze não poderiam visitar nenhuma das cidades de Decápolis, onde a maior parte da população era gentílica. É provável que o motivo dessa restrição fosse que Jesus não quisesse fazer nada que suscitasse desnecessariamente o preconceito contra Ele enquanto houvesse oportunidade de trabalhar pelos judeus. Além disso, os próprios discípulos não estavam preparados para trabalhar pelos vizinhos gentios e o preconceito que compartilhavam com todos os judeus contra os gentios, sem dúvida, teria efetivamente frustrado seus esforços, ainda que de maneira involuntária. Essa proibição não foi feita aos setenta quando foram enviados cerca de um ano depois; pelo contrário, eles começaram sua obra entre os samaritanos (ver DTN, 488). Naquele tempo, a situação tinha mudado. O próprio Jesus, que fora rejeitado na Galiléia, trabalhou em favor dos samaritanos e gentios; além disso, instruiu os discípulos a fazerem o mesmo (ver Mt 28:19, 20; At 1:8). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 391.

samaritanos. Raça de sangue misto, resultante dos casamentos mistos entre os israelitas deixados para trás, quando o povo do Reino do Norte foi exilado, e os gentios trazidos para o país pelos assírios (2Rs 17.24). Havia acrimoniosa hostilidade entre os judeus e os samaritanos nos dias de Jesus (v. Jo 4.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

9-11 Estes versículos ensinam o servo de Cristo a tomar uma atitude de fé com a obra missionária, aceitando as condições de vida que Cristo e a comunidade dos fiéis lhe ofereceram. Bíblia Shedd.

12 saúdam-na. A saudação dos judeus era shalom, “paz”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

14 sacudi o pó. Os judeus, sob o domínio romano, desenvolveram um costume de afastar, de maneira mais dramática e completa, qualquer contato com os não-judeus, considerando o próprio pó de seus pés imundo como a putrefação da morte. Bíblia Shedd.

… como ato ato simbólico quando saíssem daquele lugar ritualmente impuro. Aqui Jesus instrui Seus discípulos a fazerem o mesmo com as cidades e povoados judeus que recusassem recebê-los ou ouvir a sua mensagem. Andrews Study Bible.

16 prudentes como as serpentes. Devem ser capazes de enxergar através das astúcias dos ímpios, sem praticar eles mesmos esses ardis. Porém, há certos traços característicos da serpente que não devem imitar, assim como algumas características da ovelha. CBASD, vol. 5, p. 393.

19 não se preocupem quanto ao que dizer. Não deve ser usado por pregadores como desculpa para a falta de preparo dos sermões! V. Lc 21.14, 15. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 fugi. Jesus deixa claro neste verso que o martírio não deve ser buscado. Fuja da perseguição! Andrews Study Bible.

Não há virtude em sofrer perseguição como um meio de se obter mérito nos livros do Céu. CBASD, vol. 5, p. 394.

28 alma. Aqui Jesus está usando o termo “alma” significando “vida eterna”: Não tema aquele que pode lhe tirar da vida presente (corpo), mas tema Aquele que lhe pode tirar a vida eterna (alma). Andrews Study Bible.

32-36 O capítulo inteiro, e este trecho especialmente, projeta uma nota de urgência na mensagem de Cristo, mostrando que é exclusiva na sua situação e no seu propósito, e que é dogmática quanto ao caráter único e insubstituível da pessoa de Cristo. O cristianismo moderno, como tem sido superficial, está longe de arcar com as exigências desta mensagem. Bíblia Shedd.

34 não penseis. Jesus desfaz a opinião errônea que alguns dos discípulos aparentemente tinham de que a mensagem que levariam seria somente de paz. Eles não deviam se surpreender, no seu trabalho de casa em casa …, se surgissem diferenças como resultado de seu ministério. CBASD, vol. 5, p. 396.

não vim trazer paz. “Paz” no sentido de comodismo, ócio e ausência de lutas, Jesus não trará, enquanto o mundo não estiver em comunhão com Deus. Bíblia Shedd.

O evangelho às vezes provoca conflito por causa das profundas diferenças e desavenças que surgem entre aqueles que o aceitam e aqueles que não o aceitam. Andrews Study Bible.

38 toma a sua cruz. O criminoso romano carregava a sua cruz para o lugar de execução. O crente salvo por Cristo carrega consigo a mesma cruz: a renúncia de si mesmo para servir unicamente a Cristo, mesmo até à morte (Gl 2:20). Bíblia Shedd.

Tomar a cruz de Cristo e seguir após Ele significa sofrer sem reclamação ou arrependimento a censura de amigos e parentes e suportar a reprovação das pessoas com paciência e humildade. CBASD, vol. 5, p. 397.

42 der a beber. Talvez usado como ilustração do menor serviço que se pode fazer a alguém. Com certeza, era mínimo, mas muitas vezes, o mais importante e necessário nas terras bíblicas, onde a água sempre foi escassa. CBASD, vol. 5, p. 397.



Mateus 9 by Jobson Santos
10 de novembro de 2014, 0:42
Filed under: obediência | Tags: ,
Comentário devocional:

Jesus se misturava com os pecadores. Ele era um amigo de ladrões, prostitutas, bêbados, e coletores de impostos. Na verdade, ele freqüentemente era visto festejando com eles. Professores  da lei piedosos do primeiro século consideravam essas ações ultrajantes.

A fim de ajudar as pessoas a entenderem o seu modo de proceder, Jesus conta então uma parábola: “Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha… Nem se põe vinho novo em odres velhos… Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam” (Mateus 9:16-17).

Aqui Jesus está apresentando dois pontos. Em primeiro lugar, cortando um pedaço de tecido de uma grande nova peça e costurando-o em um pano velho, você não vai ajudar o velho e ainda irá danificar a peça nova. E em segundo lugar, ao colocar vinho novo em odres velhos o vinho vai estourar os odres e o bom vinho se perderá.

Na primeira instrução, vemos que, tomando apenas pedaços isolados das ações e dos ensinamentos de Jesus perdemos o todo. Em outras palavras, é impossível tomar apenas o que gostamos sobre Jesus e Seus ensinamentos e encaixar em nossa velha maneira de pensar. Temos de aceitar inteiramente o que Jesus disse.

A segunda afirmação é ainda mais dramática – se você tentar encaixar as obras de Jesus e Seus ensinamentos, que são tão novos, na sua velha maneira de pensar e viver o resultado será uma explosão.

Quando você aceitar todos os ensinos de Jesus, inevitavelmente começará a viver uma nova vida. Você experimentará uma mudança em seus antigos padrões de pensamento e toda a sua vida terá um novo significado.

Oleg Kostyuk
Hope Channel

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/9/
 
Traduzido por JDS/JAQ
 
Texto bíblico: Mateus 9
Comentário em áudio


Mateus 9 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
10 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Bíblia, cura, ressurreição | Tags: ,

3 blasfemando. aqui o termo abarca a ideia de usurpar a prerrogativa de Deus de perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 No Sermão do Monte, Jesus mostra Sua autoridade sobre a Lei; no cap. 8 Ele demonstra autoridade sobre doenças físicas, demônios e sobre a criação; aqui, Sua autoridade se estende ao pecado. A visão judaica sobre a doença era que ela era foi causada porque algum pecado tinha sido cometido (Jo 9:2). Para que os espectadores e antagonistas acreditassem que Jesus tinha autoridade para perdoar pecados, o ato da cura teria que seguir ao pronunciamento do perdão. Andrews Study Bible.

9-10 A aceitação de Mateus do chamado de Jesus ao discipulado abriu a porta para que outros publicanos [coletores de impostos], excluídos e pecadores (i. e., todos aqueles que não seguiam os escrúpulos e tradições dos fariseus) se tornassem parte do círculo de Jesus. Isto, porém, levou a duras críticas a Jesus. Para os fariseus, um judeu respeitável – e um líder, muito mais ainda – deveria se preocupar com sua aparência e imagem. Aqueles com quem nos associamos dizem muito do que somos. Mas para Jesus a vida do “reino” não se baseava ma imagem, mas em ajudar e salvar. Andrews Study Bible

10 em casa. Era a casa do próprio Mateus, escritor deste evangelho, conforme se vê em Lc 5.27 (onde aparece seu nome israelita, Levi). Publicanos e pecadores. O costume israelita destacava as duas palavras, talvez para fazer dos publicanos uma classe especial de pecadores. Bíblia Shedd.

11 porque come. Os empedernidos judeus quiseram insinuar que esta prova de misericórdia de Cristo era sinal que se sentia em boa companhia com os pecadores. Eles, com tanto medo de se deixar contaminar, julgaram estas pessoas como que sendo desprezadas por Deus. Jesus, a Luz do Mundo, ilumina sem medo de que as trevas prevaleçam. Bíblia Shedd.

13 misericórdia quero. Nesse sentido, “misericórdia” representa justiça pela fé e “sacrifício”, justiça pelas obras. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 386.

14-15 Jesus suporta a disciplina do jejum. Contudo, Ele nega que ele seja necessário aos Seus seguidores naquele momento. O princípio a se observar aqui é que a disciplina espiritual, apesar de bíblica e necessária, tem seu tempo e lugar. Andrews Study Bible.

17 odres. Na Palestina antiga, o vinho era guardado em recipientes feitos de pele de cabra. O suco de uva fresco se fermentaria com o tempo e esticaria os recipientes. Um odre velho não conseguiria suportar a pressão e se romperia; portanto, novos recipientes eram necessários para novos sucos. Jesus usou essa ilustração para enfatizar que o Seu caminho era novo e não se ajustava aos velhos e desacreditados caminhos dos fariseus ou mesmo algumas limitações das leis mosaicas. Andrews Study Bible. 

18 um dos dirigentes da sinagoga. Marcos e Lucas informam que seu nome era Jairo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Marcos menciona ainda um pormenor, o de que os médicos tiraram-lhe todo o dinheiro que ela possuía, sem contudo curá-la. Bíblia Shedd.

22 ficou sã. A mesma palavra grega para “salvou”. Quando Jesus cura fisicamente Ele também salva holisticamente [como um todo]. Andrews Study Bible.

O verbo grego sõzein significa tanto salvar como curar. É restaura e restabelecer totalmente. Bíblia Shedd.

23 tocadores de flauta. Estes, juntamente com as carpideiras, eram profissionais que acompanhavam os enterros; essas lamentações não eram senão mercenárias, o que se revela pelo tom de zombaria que adotaram para com Jesus. Ele ressuscitou a menina com a mesma ternura com a qual sua mãe a despertaria cada manhã (Mc 5.41). Bíblia Shedd.

24 dorme. Uma metáfora bíblica para a morte (Dan 12:2; Jo 11:11; 1Ts 4:13-14). Andrews Study Bible.

25 tomou a menina pela mão. Quem quer que tocasse um cadáver ou estivesse com ele num aposento se tornava ritualmente impuro (Nm 19:14-16). Jesus quebrou estas leis para trazer restauração. Andrews Study Bible.

27 cegos. Isaías predisse a cura dos cegos na era messiânica (Is 35.5) [O mesmo para os mudos, Is 35.6, verso 32]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

32 foi-Lhe trazido. Quando uma pessoa é impedida de ir até Jesus por falta de habilidade ou de fé para a cura física ou espiritual, é bem-aventurada se tem alguém que se preocupa com ela o suficiente para levá-la a Jesus (cf. Mc 2:2, 3). CBASD, vol. 5, p. 387.

33 falou o mudo. Esta era a evidência tangível da cura. Este foi o último milagre registrado em vários meses, sendo que o próximo foi o de alimentar 5 mil na primavera seguinte. Não se diz se Jesus se retirou a algum lugar no inverno, após a segunda viagem pela Galileia. A agitação popular provocada pelos muitos milagres tendia a obscurecer o principal objetivo de Cristo ao realizá-los: a propagação do reino dos céus no coração e na vida do ser humano.  CBASD, vol. 5, p. 387.



Mateus 8 by Jeferson Quimelli
9 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: amor, religião viva, virtude | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Em seus últimos anos, Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, criou um “novo” evangelho, ao qual ele chamou de: “A Vida e os Costumes de Jesus de Nazaré”. Usando uma lâmina de barbear, Jefferson recortou e colou alguns versos que ele selecionou dos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João, colocando-os em ordem cronológica. Ele misturou trechos de um Evangelho com os de outro, criando uma narrativa única. Mas em sua composição ele excluiu todas as seções do Novo Testamento que continham aspectos sobrenaturais. Em outras palavras, ele criou o seu próprio evangelho sem milagres.

Thomas Jefferson podia aceitar Jesus, mas ele não aceitava Seus milagres. No entanto, ao excluir os milagres dos Evangelhos ficamos com muito pouco de Jesus, porque sem milagres não podemos conhecer plenamente o que Jesus realmente é: o Filho de Deus.

Quando Jesus terminou o Sermão da Montanha, “as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tem autoridade” (Mat. 7:28-29 NVI). Ao colocar o Sermão do Monte nesta parte específica do Evangelho, Mateus apresenta a autoridade de Jesus, em primeiro lugar, na pregação.

A coleção de milagres relatados por Mateus demonstra inequivocamente a autoridade de Jesus.

Em primeiro lugar, Jesus tem autoridade sobre as doenças. Mateus demonstra isto apresentando histórias de cura do leproso, do servo do centurião e da sogra de Pedro (versículos 1-17).
Em segundo lugar, Jesus é apresentado como aquele que tem autoridade sobre a natureza, quando Ele acalma a tempestade (versos 23-27).
Em terceiro lugar, Jesus tem autoridade sobre os poderes demoníacos (versos 28-34).

Hoje podemos enfrentar doenças, mas lembremo-nos de que Jesus tem autoridade sobre elas.
Nossos campos podem estar sob perigo de seca, mas lembremo-nos de que Jesus tem autoridade sobre a natureza.
Finalmente, podemos ser atormentado por demônios, mas lembremo-nos que mesmo os demônios sabem quão poderoso é o nosso Senhor Jesus.

Oleg Kostyuk
Hope Channel



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 8 

Comentário em áudio



Mateus 8 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
9 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Messias, Reino de Deus | Tags: , , ,

1 descendo. Encerrou-se um dos cinco grandes grupos de ensinamentos que Mateus ajuntou, nos cap 5-7; os outros encontram-se nos cap. 10, 13, 18 e 24-25. Bíblia Shedd.

2,3 leproso. Ninguém poderia por em perigo a sua pureza ritual ou física entrando em contato com eles, muito menos tocá-los. Mas Jesus não apenas o curou. Jesus o tocouAndrews Study Bible.

4 não o digas a ninguém. Talvez por várias razões: 1) Jesus não queria ser considerado somente operador de milagres, 2) não queria que seu ministério de ensino fosse prejudicado pela publicidade exagerada de seus milagres de cura e 3) não queria que sua morte fosse precipitada, i. e., ocorresse antes de Ele ter terminado o Seu ministério. V. 9.30. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Moisés ordenou. As leis sobre a lepra (V. cap 13 e 14) eram pormenorizadas, e o conceito da quarentena teve seu início naquela época. A palavra traduzida por “lepra” (heb çãra’ath) é uma definição genérica de várias desordens na pele, havendo rara coincidência com o tipo mais comumente conhecido. Para os hebreus, simbolizava o pecado, por ser nojento, contagioso e incurável. Jesus, ao curá-la, revela parte da natureza do Seu ministério. Bíblia Shedd.

5 um centurião. Oficial do império Romano, comandante de uma centúria ou destacamento de 100 soldados. Bíblia Shedd.

11 tomarão lugares à mesa com Abraão. Era assombroso e escandaloso Jesus retratar gentios impuros comendo com os santos patriarcas. … Comer junto demonstrava companheirismo, amizade e solidariedade. Andrews Study Bible.

tomarão lugares. Do gr. anaklino, “reclinar”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 379.

14, 15 Esta passagem dos evangelhos indica que Pedro era casado e que possuía casa, como se vê em Mc 1.29. Paulo menciona que Pedro levava a esposa nas viagens missionárias. Bíblia Shedd.

17 para que se cumprisse. Mateus mostra a Jesus Cristo como o Rei prometido pelas profecias do AT. Por isso há tantos textos que vinculam Jesus com as profecias (93 citações). Bíblia Shedd.

18 muita gente. Multidões seguiam Jesus por onde quer que fosse (ver Mt 4:25; Mc 3:7; 4:1) e, como resultado disso, Ele frequentemente tinha pouco ou nenhum tempo para comer (ver Mc 3:20; DTN 333). Enquanto atravessava o mar, vencido pela fraqueza e fome, logo adormeceu (DTN, 334). Ministrar às necessidades físicas e espirituais do povo exigia, mesmo dEle, o desgaste de forças que deviam ser restauradas com descanso e alimento. Foi por essa razão que o Salvador buscou algumas horas de descanso de Seu trabalho incessante. CBASD, vol. 5, p. 380.

19-22 O chamado de Jesus, “segue-Me” tem precedência sobre todas as obrigações e responsabilidades. Andrews Study Bible.

19 um escriba. Como um homem culto, instruído e de elevada posição social, sem dúvida, seria mais difícil para um escriba se acostumar às privações da vida de um discípulo do que para um pescador, por exemplo. … Alguém acostumado ao conforto de um lar, como provavelmente era o caso desse escriba, talvez achasse a vida itinerante difícil e desagradável. Testemunhas do evangelho devem estar sempre dispostas a enfrentar dificuldades como bons soldados de Jesus Cristo (ver 2Tm 2:3).  CBASD, vol. 5, p. 381.

22 sepultar meu pai. Com toda probabilidade, o pai ainda gozava de boa saúde e o tempo de sua morte estava num futuro indeterminado. … Se o pai já estivesse morto, é pouco provável que Cristo tivesse ordenado que ele negligenciasse o que, nos países orientais, até hoje se considera um dos deveres mais sagrados de um filho dedicado. … Era como se dissesse a Cristo: “Eu gostaria de Te seguir, mas não posso fazer isso enquanto meu pai viver.” Em resposta, Cristo disse: “Reconheço teu dever para com teus pais, contudo, teu dever para com o reino dos Céus tem prioridade.” CBASD, vol. 5, p. 382.

deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Que os espiritualmente mortos sepultem os fisicamente mortos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-27 Jesus ia atravessando o lago da Galiléia, saindo de Cafarnaum e indo para Gadara, uma travessia de 10 km. Bíblia Shedd.



Mateus 7 by Jeferson Quimelli
8 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

Na tradição oral judaica, existe o registro dessa história: Em uma ocasião, aconteceu de um certo gentio vir até o rabino Shammai e lhe dizer: “Eu me tornarei um crente, se você me ensinar toda a Torah (lei), durante o tempo em que eu conseguir ficar sobre um pé só”. O rabino Shamai, usou a pá que estava em sua mão para fazer o homem ir embora. Então este mesmo homem procurou o rabino Hillel, e fez-lhe a mesma pergunta. O rabino Hillel olhou para ele e disse: “Não faça ao seu vizinho o que é odioso para você: essa é toda a Torah, o resto é apenas  comentário; vá e aprenda”.

Em Seu Sermão do Monte, Jesus apresenta esta verdade universal em forma positiva, dizendo: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas”(Mat 7:12, NVI). Curiosamente, os versos anteriores falam sobre como nós gostamos de julgar e criticar os outros. Na verdade, a primeira frase em Mateus 7 é: “Não julgueis.” É muito importante para nós entendermos que isto não é nem um apelo nem um pedido. É muito mais forte: é uma ordem.

Para muitos de nós é fácil julgar e criticar quando não estamos sob o risco de sermos julgados e criticados de volta. É por isso que talvez as nossas mais duras críticas são feitas na forma de fofoca, quando a pessoa envolvida não está presente. Jesus, por outro lado, encoraja-nos a libertar-nos de tentar viver a vida de outras pessoas. Ele quer que vivamos a nossa própria vida e nos concentremos em nossas próprias relações com ele e com os outros.

John Stott, pregador Inglês do século 20, disse certa vez: “O Sermão do Monte é provavelmente a parte mais conhecida dos ensinamentos de Jesus, embora, sem dúvida, é a parte menos compreendida e, certamente, a menos obedecida.”

Estes ensinamentos de Jesus vão contra a nossa natureza, mas pela graça de Deus e a atuação do Espírito Santo em nós podemos praticar o ensino mais importante da lei e dos profetas como enfatizado por Jesus: “em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam”.

Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
Hope Channel



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/7/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 7 

Comentário em áudio 



Mateus 7 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 não julgueis. Não se proíbe o uso de critérios sãos. O que é proibido é o espírito de crítica, que aumenta o erro alheio. Bíblia Shedd.

Jesus se refere em em especial ao fato de julgar as intenções de outra pessoa, não ao fato de julgar se seus atos são certos ou errados. … Jesus não se refere à percepção da qual o cristão deve distinguir o certo e o errado (Ap 3:18; cf. T5, 233), mas sim ao hábito da crítica e da censura, em geral, injusta. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol 5, p. 369.

3 cisco … viga. Exemplo de hipérbole nos ensinos de Jesus. … Seu propósito é deixar uma lição bem clara. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 trave. O cristão que descobre o erro do irmão irá corrigi-lo “com espírito de brandura” (Gl 6:1), considerando que ele próprio pode ter sido tentado e pode ter caído naquele mesmo ponto, ou pode cair no futuro. CBASD, vol 5, p. 369.

5 verás claramente. Somente quando a pessoa está disposta a sofrer, se preciso for, para ajudar um irmão errante, ela deixa de ser cega para ajudá-la. CBASD, vol 5, p. 370.

6 o que é santo. O obreiro do evangelho não deve perder tempo com aqueles que “só fariam do evangelho um objeto de contenção e ridículo”. CBASD, vol 5, p. 370.

7 pedi. Esta passagem nos encoraja a sermos persistentes em buscar a Deus e Ele nos dará todas as dádivas que Ele sabe que precisamos. Andrews Study Bible.

12 Longe de pagar o mal com o mal, devemos fazer o bem a todos. Foi assim que Deus respondeu à rebelião dos homens oferecendo-lhes a salvação pela graça (Ef 2.8, 9).  Bíblia Shedd.

Apenas aqueles que fazem da regra áurea sua lei para a vida e a praticam podem esperar ser admitidos no reino da glória. A atitude para com  o próximo é um indicativo infalível da atitude para com Deus (ver 1Jo 3:14-16). … A regra áurea toma o egoísmo supremo (o que gostaríamos que os outros nos fizessem) e o transforma em suprema abnegação (o que devemos fazer para os outros). Essa é a glória do cristianismo. CBASD, vol 5, p. 371.

esta é a Lei. Cristo nega de forma enfática que o princípio apresentado na regra áurea seja algo novo; é a própria essência da lei, dada por Moisés (a Torah), e o que os profetas escreveram; em outras palavras, todo o AT. … Quem atribui a lei do amor apenas ao NT, e relega o AT ao esquecimento, como um sistema religioso obsoleto, critica o Mestre, que declarou especificamente que não veio para mudar os grandes princípios contidos na “Lei” e nos “Profetas”. … Todo o Sermão do Monte, de Mateus 5:20 a 7:11 ilustra essa grande verdade. CBASD, vol 5, p. 371.

13, 14 porta estreita. Jesus chama o caminho do céu de “porta estreita” ou “caminho apertado” … porque na prática muito poucas pessoas renunciam ao eu-próprio para procurar a Deus.  Bíblia Shedd.

15 falsos profetas. Um verdadeiro profeta é aquele que fala no lugar de Deus. Um falso profeta é alguém que finge estar falando no lugar de Deus, quando na realidade fala apenas dos pensamentos pervertidos de seu próprio coração. CBASD, vol 5, p. 372.

22 profetizamos. No NT, esse verbo significa em primeiro lugar transmitir uma mensagem da parte de Deus, não necessariamente uma predição. Bíblia de Estudo NVI Vida.

muitos milagres. As Escrituras deixam claro que a realização de milagres não é em si eidência conclusiva de que o poder divino está em operação. O maior milagre de todos os tempos e da eternidade é uma vida transformada à semelhança divina (ver DTN, 406, 407).  CBASD, vol 5, p. 373.

25 ventos. Os “ventos” da tentação e das provas (DTN, 314), ou os ventos dos falsos ensinos que tendem a retirar a pessoa do firme fundamento da fé (Ef 4:14).  CBASD, vol 5, p. 374.

edificada sobre a rocha. Isto é, sobre os ensinamentos de Cristo. neste caso particular, os ensinos do Sermão do Monte (v. 24).  CBASD, vol 5, p. 374.

26 homem insensato. “Insensato” porque não fez o que sabia que deveria ser feito (comparar com o homem sem a veste nupcial [Mt 22:11-13] e com as cinco virgens néscias [Mt 25:2, 3]).  CBASD, vol 5, p. 374.

sobre a areia. Aquele que não dá ouvidos ao evangelho constrói sobre a instável areia do eu, sobre seus próprios esforços (MDS, 152) e sobre teorias e invenções humanas (DTN, 314).  CBASD, vol 5, p. 375.

29 Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Não por meio de dogmas, mas com Sua própria autoridade, em vez de citar expositores anteriores da lei, como faziam os rabis. Observe o uso frequente nos evangelhos da expressão “em verdade vos digo”. … O ensino dos escribas era dogmático e baseado em tradições dos anciãos. No método de Cristo havia poder vivificante, bem como nas verdades que apresentava, em contraste com o formalismo morto dos ensino dos escribas.  CBASD, vol 5, p. 375



Mateus 6 by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2014, 1:00
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Comentário devocional:

A Oração do Senhor é familiar a todos os cristãos. Na verdade, tornou-se tão costumeira que quase perdeu a sua abordagem revolucionária. Mas ela foi, é, e continuará sendo uma oração com uma mensagem radical.

Primeiramente, até mesmo a língua em que foi proferida encerra um significado profundo. O Novo Testamento foi escrito em grego. Jesus, por outro lado, falava aramaico, a língua da comunicação diária. Os estudiosos da Bíblia concordam que Jesus também apresentou esta oração na língua aramaica, o que em si já foi uma ação revolucionária. Apesar dos judeus falarem aramaico em suas vidas diárias, eles deveriam recitar suas orações em hebraico, não em aramaico. O hebraico era considerada língua sagrada. Assim, o uso do aramaico nas orações diárias e na adoração era inaceitável naquele tempo.

Ao nos ensinar a orar Jesus transforma a visão de religiosidade do seu tempo. Para Jesus não há nenhuma língua sagrada, não existe uma cultura sagrada. Os crentes são incentivados a adentrar na presença de Deus usando a linguagem que estão acostumados a usar no dia a dia. A linguagem mais eficaz junto a Deus é a linguagem do coração.

Depois, a primeira palavra que Jesus usa na oração modelo é “Abba”. Essa é a primeira palavra que as crianças aprendem a falar no Oriente Médio até o dia de hoje e significa “papai”. Para um judeu sincero dos tempos de Jesus seria impensável dirigir-se a Deus com um vocativo que demonstrasse tamanha intimidade e proximidade. Porém Jesus demonstrou com o uso da palavra “Abba” – que demonstra respeito e uma relação pessoal muito íntima-, como deveria ser o relacionamento entre Deus e seus filhos.

Quando você orar hoje lembre-se que Deus é o seu “papai” e use a linguagem do coração. Suas palavras serão muito bem recebidas pelo coração de Deus!

Oleg Kostyuk
Hope Channel

 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/6/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Mateus 6 

Comentário em áudio