Filed under: bens materiais, caráter | Tags: Amós, desonestidade, Israel, luxo, ociosidade
Comentário devocional:
Aqui nos é apresentado um retrato de um povo pecador que não dava importância às advertências divinas. Eles colocam sua confiança em seus altos privilégios (vv.2-3) e seu poder (v.13). Eles estão totalmente viciados em seus prazeres (vv. 4-6). O profeta enfatiza os avisos de Deus destacando a gravidade dos julgamentos que virão sobre eles (v.7). Deus abomina a contínua maldade dos israelitas e não tem outra escolha a não ser abandoná-los aos seus inimigos (vv. 8-11) e trazer desolação e juízos sobre eles, por causa de sua falta de interesse em seguir os Seus caminhos (vv. 12-14).
O profeta lamenta aqueles que em Israel e Judá estão “à vontade”, isto é, no mesmo estado de auto-indulgência e falsa segurança que os levou a colher amargas consequências.
Os líderes de Israel deviam ser modelos de retidão e justiça e também instruir o povo que tinha sido escolhido e comissionado por Deus para proclamar o seu nome perante o mundo. A destruição das cidades prósperas do Calné, Hamate e Gate foi uma ilustração do destino da impenitente Samaria (v.2).
Com a presunção de que não deviam dar conta a ninguém do seu modo ímpio de vida, a classe alta se satisfazia com todos os tipos de prazeres sensuais e delícias. Eles eram escravos de seus apetites e, em vez de serem exemplos de abnegação, achavam que o fato de serem poderosos desculpava sua sensualidade. Até seus móveis eram extravagantes. Nada, a não ser o melhor os satisfazia, como camas de marfim para dormir ou divãs de marfim para se reclinar enquanto comiam, quando o pó e a cinza do arrependimento sobre suas cabeças teria sido mais adequado para eles.
Eles eram preguiçosos e gostavam de ficar à toa. Eles se esticavam sobre os seus leitos, quando deveriam cuidar de seus negócios e ajudando a outros. Eles davam importância ao que era superficial, enquanto muitos de seus irmãos pobres careciam das necessidades mais básicas (vv. 4-6).
Os versos 7-11 prevêem o castigo da nação pelos crimes mencionados. Rejeitados por Deus, eles entrariam em cativeiro e ruína total. Eles seriam levados como prisioneiros e perderiam todos os seus prazeres.
Já seria ruim o suficiente desperdiçar o dinheiro ganho honestamente em luxo e casas suntuosas; mas Israel havia garantido seu luxo e esplendor através da desonestidade, particularmente através da injustiça para com os pobres.
Os versos finais (12-14) revelam a loucura daqueles que pensavam que em sua própria força podiam desafiar o julgamento de Deus e resistir ao inimigo enviado para castigá-los. Eles tinham pervertido a justiça em uma injustiça mortífera e sofreriam todos os terríveis resultados. Qualquer tentativa de escapar do juízo iminente seria inútil.
Que não estejamos seguindo os passos da decadente Israel amando o ganho fácil e o tempo de ociosidade. Que o Senhor nos ajude a usar o nosso tempo para coisas úteis e para ajudar o nosso próximo.
Deepati Vara Prasad
Watchman Publishing House, Índia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/6/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Amós 6
Comentário em áudio
Filed under: correção, crescimento espiritual, formalismo | Tags: advertências, Amós, chamado de Deus, Israel
Comentário devocional:
Este capítulo tem mensagens específicas para o Israel do norte, a respeito de sua precária condição social e espiritual e da devastação que viria num breve futuro, através da guerra.
Israel era orgulhosa, sentia-se superior; como “a virgem de Israel.” Mas, esta nação cairá e ninguém a levantará. O profeta lamenta a respeito de Israel, refletindo o espírito de Cristo, “que não só mostra o pecado, mas Se entristece quando deve punir o pecador (ver Lc 19:40-44)” CBASD 4:1071. O castigo de Deus a Israel seria tão severo que apenas um décimo dos habitantes sobreviveria (v.3).
Deus continua a chamar Israel ao arrependimento. Buscar a Deus e seguir seus caminhos é a única maneira de escapar da iminente tragédia da conquista, deportação e exílio. Eles não devem buscar os centros de idolatria de Betel, Gilgal ou Berseba (v.5). Israel (aqui mencionada como a casa de José – pai de Efraim) será destruída por sua intensa injustiça e extrema corrupção (vv. 6-7), se não buscar ao Senhor, fazendo o bem e abstendo-se de fazer o mal. Deus deseja a salvação de todos, mas quem não deixar seus maus caminhos não pode escapar da Sua punição (2 Pedro 3: 7-9).
Amós apresenta Deus como Criador e Juiz, ao afirmar: “Senhor é o seu nome” (v.8d). Ele fez as estrelas, as Plêiades e Órion. Ele transforma “a sombra da noite em manhã”, um forte contraste ao que Israel fez: transformando justiça em amarga injustiça. Ele faz com que a água do mar se transforme em vapor e caia na Terra em forma de chuva. Ele traz ruína sobre os rebeldes que se acham fortes (vv. 8-9).
Os ímpios odiavam quem os repreendiam e falavam a verdade. Eles oprimiam os pobres e exigiam deles pesadas contribuições. Além disso, afligiam o justo, aceitavam subornos e privavam os pobres de justiça. Por isso, eles não habitariam em suas casas luxuosas de pedras lavradas, nem beberiam do vinho de seus vinhedos (vv.10-12). Nestes tempos, o prudentes ficavam em silêncio – não se exporiam, relatando a injustiça aos magistrados, pois não seriam ouvidos (v.13). No entanto, Amós pede a Israel para buscar o bem e não o mal (v.14). O mal deveria ser abominado e o bem, amado (v.15).
No mundo, muitos enganam a si mesmos. Alguns têm prazer em fazer o mal, prejudicando outros; outros, não fazem o mal, nem fazem o bem – são inúteis; outros, ainda, fazem tanto o bem como o mal – são hipócritas. Somente aqueles que odeiam o mal e amam o bem são justos e recebem a promessa da presença de Deus habitando com eles e da Sua graça transformadora (vv. 14-15).
Amós descreveu ainda mais profundamente o destino de Israel: haveria lamento nas ruas; o agricultor e o trabalhador iriam chorar – haveria choro nas vinhas. O dia do Senhor seria dia de trevas para Israel. Seria como fugir de um leão, ou um urso, apenas para ser picado por uma serpente dentro de casa (vv. 16-20).
Porque o povo de Israel seguia seus maus caminhos, Deus odiava os seus dias de festa e assembleias solenes. Os seus holocaustos, grãos e ofertas pacíficas não eram aceitáveis para Ele. Suas canções e a melodia de seus instrumentos de cordas eram ruído para Ele (vv. 21-23).
O desejo do Senhor é que “corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!” (v.24 NVI), ou seja, um abastecimento contínuo de água como de um ribeiro perene em vez de uma corrente sazonal de águas. Justiça e retidão, os valores fundamentais de toda a estrutura da fé bíblica, são os atributos divinos que Deus compartilha com seus leais parceiros de concerto. Sem isso a religião se transforma em formalismo sem sentido e hipocrisia (v. 27).
Deepati Vara Prasad, Ph.D.
Watchman Publishing House, Índia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/5/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Amós 5
Comentário em áudio
Filed under: correção, Israel, profecias, prosperidade | Tags: Amós, arrependimento, Israel, juízo, justiça, profecias
Comentário devocional:
“Amós”, que significa “um portador de carga” era um humilde pastor de ovelhas em Tecoa, na Judéia, no século VIII aC. Ele não era nem filho de profeta, nem havia sido treinado para ser profeta (7:14). No entanto, ele foi chamado por Deus para profetizar contra Israel a respeito do comportamento de seus líderes religiosos e políticos que faziam mal aos olhos do Senhor. Isso conteceu numa época em que Israel e Judá eram prósperos durante os reinados de Uzias, rei de Judá, e de Jeroboão, rei de Israel (v.1).
Sentindo-se seguro contra os inimigos estrangeiros e confiante na sua própria força, Israel não vê qualquer perigo ou risco de destruição. Mas os maus frutos da prosperidade — orgulho, luxúria, egoísmo e opressão — estavam aparecendo com fartura tanto em Israel quanto em Judá. Amós sentiu-se incomodado com o luxo e os pecados existentes, descritos em vívidos detalhes por ele. Ele repreende os pecados que floresceram após a prosperidade material: as extravagâncias, as orgias, a libertinagem dos ricos, que podiam desfrutar disso pela opressão aos pobres e perversão do juízo, através de suborno e extorsão.
Amós utiliza uma linguagem bastante vívida, própria de um pastor atento aos barulhos dos animais selvagens. Para expressar o desagrado do Senhor ele disse que “O Senhor ruge” e que as pastagens e o monte Carmelo iriam chorar (v. 2). Nos versos 3-15, o profeta apresenta o julgamento de Deus sobre Damasco, Gaza, Tiro, Edom e Amon.
Damasco (vv. 3-5), a bela, próspera e bem fortificada capital e representante de toda a Síria, experimentaria os juízos de Deus por suas más ações intencionais e incuráveis, particularmente por “moer” gente como o grão é moído por artefatos de ferro (v. 3, NLT). Deus adverte que enviará fogo e destruirá Hazael e seu filho (Heb. Ben) Hadad, toda a sua dinastia e a cidade de Damasco, com todos os seus magníficos palácios reais. As barras transversais da porta da cidade seriam quebradas para o inimigo entrar e as pessoas abatidas no Vale de Áven. E, finalmente, o povo da Síria seria levado em cativeiro. Tudo isso se cumpriu quando o rei da Assíria subiu contra Damasco e a tomou.
Gaza, a cidade dos filisteus, recebe acusação por impor a migração e a escravidão. Deus decidiu lançar fogo sobre os muros de Gaza a fim de devorar seus palácios. Os habitantes de Asdod, Asquelon e Ecron seriam abatidos. Gaza foi conquistada pelo rei do Egito, e por Alexandre, o Grande. Asdod foi capturada por Uzias, e depois por Sargão II. Deus destruiria aqueles que tentam destruir o seu povo.
O julgamento também é pronunciado sobre Tiro (vv. 9-10), a principal cidade dos fenícios, por entregar prisioneiros israelitas aos edomitas. Sendo assim, eles também foram responsabilizados pelas crueldades que os judeus sofreram. A parte continental de Tiro foi tomada por Senaqueribe. Mais tarde, a ilha que pertence a Tiro foi conquistada por Asaradão e, finalmente, Tiro foi destruída por Alexandre, o Grande. Aos olhos de Deus uma pessoa é tão culpado do crime que ela ajuda a cometer quanto do crime que ela própria comete.
Em seguida, Amós denuncia as três nações aparentadas de Israel por sangue — Edom, Amon e Moabe. A atitude pouco fraterna dos Edomitas, os descendentes de Esaú, em relação aos descendentes de Jacó, e a hostilidade dos Amonitas para com os Israelitas, foi condenada por Amós. É ruim odiar a um inimigo, pior do que isso odiar a um amigo e ainda pior odiar a um irmão.
Senhor, livra-me de cometer injustiças e de oprimir aos semelhantes. Ajuda-me a amar a todos.
Deepati Vara Prasad
Índia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/1/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Amós 1
Comentário em áudio
Filed under: Amor de Deus, arrependimento | Tags: arrependimento, chamado de Deus, Israel, Jacó
Comentário Devocional:
Aos olhos de Deus o Israel do norte estava se alimentando com o vento e perseguindo o vento leste prejudicial e escaldante, buscando alianças estrangeiras. Israel não percebeu com era vão o acordo com estes poderes, tentando ganhar seu favor. Em vez de se arrepender e voltar para Deus, Israel aumentou suas mentiras, roubo e pilhagem (12:1). Deus tinha também uma queixa contra Judá. Ele julgaria Judá, segundo os seus caminhos e obras (12:2).
Nos próximos dois versos (vv. 3,4), Deus aconselha Israel a voltar à condição espiritual de Jacó, quando ele se arrependeu de enganar seu irmão mais velho Esaú. Por conselho de seus pais, Jacó saira de casa para a casa de seu tio Labão. No caminho, ele teve um sonho e quando acordou fez um juramento em Betel de ser fiel a Deus (Gn 28:16-22). Anos mais tarde, quando Jacó retornou, seu irmão foi ao seu encontro com quatrocentos homens de guerra. Foi quando Jacó implorou fortemente a Deus por proteção (Gn 32:9-11). Ele perseverou e o anjo o abençoou e mudou seu nome de “Jacó” para “Israel”. Seu novo nome “Israel” significa “Deus suplica e luta” com o homem, assim como Jacó suplicou e lutou com Deus. Através de nossas próprias experiências “Betel” nas quais ao passarmos por crises prometemos ser fiéis a Deus, Ele também fala conosco e nos abençoa.
Oséias explica a relação de Israel com Deus. Jeová (“Ele existe”) é o Deus dos Exércitos. Ellen White identifica a palavra “exércitos” com os hebreus de tal forma que “o Deus dos Exércitos” significa “o Deus das doze tribos”, incluindo as tribos do norte de Israel (12:5). Porque o Deus dos exércitos é amoroso e perseverante, Ele continua insistindo com Israel: “Volte para o seu Deus, pratique a misericórdia e a justiça, e espere em seu Deus continuamente” (12:6).
Israel foi abençoado e tornou-se rico (2 Reis 14:23-27). Por causa disso, poderia ter dito: “Uma vez que a riqueza é a evidência da bênção de Deus e da Sua aprovação, ninguém encontraria em mim a iniquidade do pecado” (Oséias 12:8). No entanto, Deus disse: “Eu sou o Senhor que trouxe seus antepassados da terra do Egito. Como os tirei do Egito, vou de novo retirá-los de seus atuais caminhos de pecado “(12:9).
Deus deu a Israel a mensagem de arrependimento através de seus profetas. Israel deveria adorar em um só lugar, que estava em Jerusalém (I Reis 8:29). Foi contra a vontade de Deus a construção de templos para Deus em vários lugares. Se Israel continuasse a pecar contra Deus, seria levado para a Assíria e experimentaria dificuldades como Jacó enfrentou, na terra de Padã Arã (12:12).
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/12/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Oseias 12
Comentário em áudio
Filed under: Amor de Deus, fidelidade de Deus, profecias | Tags: chamado de Deus, Israel
Comentário devocional:
Deus amou os israelitas e os tirou da escravidão no Egito (11:1). No entanto, eles não gostavam das mensagens que Deus lhes enviara através dos profetas. Então eles se afastaram de Deus, indo servir a outros deuses e oferecer sacrifícios e incenso à imagens de escultura (11:2). Deus amava os Israelitas e os ensinou a caminhar com Ele, mas eles logo se esqueceram de como Ele os tirou do Egito e o que havia feito por eles (11:3). Deus os atraíra com cordas de amor, retirara o jugo do pescoço deles e se abaixara para lhes dar comida (11:4).
Israel do norte experimentaria um cativeiro na Assíria semelhante ao que eles haviam experimentado no Egito, porque eles se recusaram a retornar para Deus (11:5). Eles não conseguiram evitar a guerra e a invasão da Assíria por causa de seus próprios planos equivocados (11:6). Ninguém poderia libertá-los dessa escravidão, porque eles estavam se afastando de Deus de maneira deliberada (11:7).
O coração de Deus se contorce de dor por causa do Seu amor por Israel. Ele diz: “Como posso desistir de você, Efraim? Como posso entregá-lo nas mãos de outros, Israel?” Em sua compaixão Deus sofre por seu povo (11:8, NVI). Se apenas Israel se arrependesse, Deus não iria destruí-los, porque Ele é o “Santo” em seu meio (11:9). Ellen White diz: “Santidade é integridade, é dedicação total.” Nossa santidade é nossa devoção total a Deus, e a santidade de Deus é a Sua devoção perfeita para conosco. Deus nos amou primeiro. Ele amou a Israel quando ela era uma criança (11:1).
Mesmo na época de Oséias, Deus ainda amava a pecaminosa Israel, mas com uma profunda dor na esperança de que retornasse a andar com ele (11:10).
Se o arrependimento de Israel não viesse antes, Deus ainda esperava que eles se arrependessem durante o cativeiro na Assíria. Então Deus os levaria para fora da Assíria e os traria de volta à sua terra natal tão rapidamente quanto uma pomba voadora (11:11). Apesar de toda a rejeição, Deus ainda não desiste de seus filhos.
A atitude de Israel para com Deus fora cheia de infidelidade, mentiras e enganos (11:12a). Ele compara Israel com a vizinha Judá. (11:12b).
Deus é o “Santo”. Ele é fiel e dedicado ao seu povo com misericórdia paciente e carinhosa. Quão felizes e gratos devemos ser pelo fato de Deus ser tão fiel conosco! Ter isto em mente e’ o que nos fará desejar jamais desapontá-lo.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/11/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Oseias 11
Comentário em áudio
Filed under: arrependimento, consequências, correção, cuidado de Deus, escolhas, idolatria | Tags: bezerro de ouro, chamado de Deus, Israel
Comentário devocional:
Israel era uma videira que produzia frutos apenas para si mesma. À medida que sua prosperidade aumentava, também aumentavam os altares a Baal, assim como o adorno das suas colunas de fertilidade (10:1). Eles eram culpados aos olhos de Deus e estes altares e pilares seriam destruídos pelos assírios (10:2).
Por causa da maldade de Israel o juízo de Deus viria logo como uma planta amarga e venenosa nascendo nos sulcos arados dos campos (10:4). O povo de Samaria e os sacerdotes que se orgulhavam do bezerro de ouro em Betel em breve chorariam porque seriam levados para a Assíria (10:5). O bezerro de ouro também seria levado.
Num período de trinta anos, desde que o rei Jeroboão II morreu, em 753 aC, até o fim do reino de Israel (722 aC), seis reis reinaram um após o outro. Ao tempo da invasão assíria contra Israel, o último rei morreria, e a cidade de Betel seria destruída, tornando-se um lugar onde somente os espinhos e ervas daninhas cresceriam.
Oséias profetizou que na época da invasão o povo desejaria ser sepultado pelos montes e colinas, o que de fato aconteceu durante o cerco de três anos que sofreram (10:7, 8).
Quando a cidade benjamita de Gibeá cometeu seu pecado, outras tribos israelitas a castigaram. Agora, as dez tribos de Israel seriam castigadas por causa de seu pecado por intermédio da invasão da Assíria e outras nações (10:9, 10).
Israel era amado por Deus e foi por Ele colocado na terra prometida, como uma jovem novilha colocada em uma boa pastagem. No entanto, por causa de seus pecados, Israel iria experimentar as agruras da invasão. Soldados assírios submeteriam Israel ao seu jugo como a um boi atrelado ao arado (10:11).
Porém, se Israel se voltasse para Deus, praticando justiça, veria o amor fiel de Deus. Esta era a última chance para que eles buscassem a Deus. Se eles mudassem sua forma de pensar e voltassem para Deus em arrependimento, receberiam dEle a salvação de forma abundante, como a chuva (10:12).
Que Deus misericordioso nós servimos. Será que existe algum pecado que nos está separando dEle? Se existe, voltemo-nos para Ele a fim de sermos perdoados e curados!
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/10/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Oseias 10
Comentário em áudio
Filed under: adoração, cuidado de Deus, idolatria, prosperidade | Tags: Israel, Oséias, profecias
Comentário devocional:
A religião cananéia era um culto à fertilidade onde se adorava o deus natureza que se supunha trazer bem-estar e boas colheitas. Os israelitas abandonaram o verdadeiro Deus e esperando boas colheitas, seguiram a religião cananéia, que incluia a prostituição no templo durante seus cultos (Oséias 9:1). Uma vez que Deus decidira fazer da terra de Canaã “a terra do Senhor” (9:3), as pessoas descrentes deveriam ser dela retiradas, porque Jerusalém e Israel deveriam ser uma cidade e uma terra de santos.
Então, o Senhor permitiu que os israelitas fossem levados para a Assíria como prisioneiros onde eles teriam que viver em um estado semelhante à sua antiga escravidão no Egito, tendo que comer animais imundos e viver como os que lá viviam (9:3). No cativeiro assírio eles não seriam autorizados a adorar o Deus verdadeiro (9:4), nem celebrar as festas do Senhor (9:5). Suas casas deixadas para trás ficariam vazias e cobertas de ervas daninhas (9:6).
Oséias era o vigia de Israel, mas era odiado pelos sacerdotes dos adoradores do bezerro de ouro, e armadilhas foram colocadas em seu caminho (9:8). O povo do Israel do norte era tão abominável e corrompido quanto o povo de Gibeá que havia abusado da concubina do levita (9:9; Jz 19).
A condição espiritual de Israel durante a sua estada no deserto, no Êxodo, era como uvas inesperadas ou os primeiros figos. No entanto, ao final de seus 40 anos no deserto eles começaram a adorar Baal-Peor (9:10). Deus teria que ensinar o povo de Israel que Ele era o verdadeiro Sustentador, não Baal. Assim, Deus impediu o aumento de nascimentos de pessoas e de gado. Só então eles iriam perceber que as bênçãos não perduram quando o Sustentador e Guardião se afasta (9:11b-12).
O profeta Oséias sabia que a destruição de Samaria e o cativeiro de Israel do norte eram inevitáveis. Por não ouvirem ao Senhor, se tornariam peregrinos entre as nações (9:17).
Ajuda-nos, Senhor, para que possamos aprender com a história de Israel e reconhecer que és o nosso Criador e Sustentador o tempo todo.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/9/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Oseias 9
Comentário em áudio