Reavivados por Sua Palavra


Romanos 3 by Jeferson Quimelli
1 de março de 2015, 1:00
Filed under: conversão, graça, religião viva, salvação | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Depois de ler os dois primeiros capítulos de Romanos, aquele que crê em Jesus pode perguntar: “Por que eu fui me tornar um cristão*? Receberei maior cobrança no juízo por ter maior conhecimento!” Paulo antecipou este questionamento por parte dos judeus que tinham pleno conhecimento da lei de Deus. Eles têm uma grande vantagem. As instruções que receberam tornam mais fácil andar no caminho da salvação.

Em seguida, nos versos 3 e 4, ele chama a atenção de que mesmo que alguém não creia na verdade conforme estabelecida na Escritura, isto não retira desta verdade seu poder e eficácia. Ele cita Salmo 51:4, que diz que quando Deus fala, Ele é justo e não mente. Deus é verdadeiro quando Ele declara justo aquele que nEle crê… E o que Ele diz, é verdade!

Em seguida, Paulo deixa claro que ele não ensina, como alguns dizem que ele faz, que é aceitável continuar pecando, para que, ao pecarmos mais, recebamos mais graça (vv 5-8).

Então, Paulo fala do pecado de toda a humanidade (vv 10-18). “Não há nenhum justo, nem um sequer.” (v 10 NVI). Esta injustiça começa na mente. As escolhas erradas que fazemos transformam-nos em inimigos de Deus e nos levam a todas as formas de pecado, inclusive não temer a Deus (vv 12-18). Note, entretanto, que parte do evangelho eterno, como vemos na mensagem do primeiro anjo (Ap 14: 6, 7) é temer a Deus. Deus nos prometeu que podemos ser libertos das escolhas tolas que fazemos (vv 10-18).

Ao chegarmos ao versículo 19 lemos que “todo o mundo” está sob a lei e sua condenação, e que todos são culpados diante de Deus. E porque todos são culpados, nenhuma quantidade de boas obras pode nos salvar. Assim, todos precisamos da “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo” (v 22 NVI).  Essa justiça é concedida a todo aquele que crê.

Esta justiça é dada livremente pela graça de Deus, e o sangue de Jesus torna esta graça possível. Aqueles que creem em Jesus serão justificados e Deus será justo ao proclamar os crentes fiéis como justos (vv. 24-26).

O capítulo termina mostrando que não pode haver qualquer exaltação própria, porque esta justiça vem pela fé, e isto vale tanto para judeus quanto para gentios, cristãos e não-cristãos. Além disso, esta fé guiará todo aquele que crê a cumprir a lei de Deus, não a torná-la sem efeito. Em outras palavras, aqueles que experimentam a justificação pela fé, também viverão uma vida obediente, pela graça de Deus através de Jesus Cristo, nosso Salvador (vv 27-30).
Norman McNulty
Neurologista, 
Tenessee, EUA

* “adventista do sétimo dia”, no original.  Os tradutores acreditam que a palavra “cristão” torna o texto mais inclusivo, sem perda de sentido. 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/3/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Romanos 3 
Comentário em áudio 



Romanos 3 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
1 de março de 2015, 0:00
Filed under: graça, lei, obediência, salvação | Tags: , , ,

1 Qual é  a vantagem do judeu? Uma vez que um gentio incircunciso que preenche os requisitos da lei é considerado como um circuncidado (Rm 2:26), qual é a vantagem de ser circuncidado? Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 542.

2 Oráculos. A primeira vantagem que os judeus desfrutavam era a revelação direta de Deus a respeito da vontade divina para o ser humano. Receber essa revelação era grande honra e privilégio e trazia consigo a obrigação correspondente de compartilhá-la com o mundo. CBASD, vol. 6, p. 542.

4 De maneira nenhuma! Do gr. me genoito, literalmente, “que não aconteça”. Paulo usa esta expressão 18 vezes, sempre pra indicar forte aversão. CBASD, vol. 6, p. 543.

5 Traz a lume. Esta palavra e suas formas afins são utilizadas no NT, com dois significados: (1) “ser louvado por vós”; e (2) “demonstrar”, “provar”. O sentido de “provar” pode se aplicar a esta passagem. Paulo se prepara para enfrentar a objeção de que, se o pecado tende apenas a louvar e demonstrar a justiça de Deus, por que seria punido? CBASD, vol. 6, p. 543.

7 Fica em relevo. A veracidade de Deus não pode ser aumentada, mas pode existir em maior abundância, para que Sua glória seja mais plenamente manifestada. CBASD, vol. 6, p. 544.

9 Temos nós qualquer vantagem? O restante do versículo deixa claro que, independentemente de vantagem ou desvantagem, judeus e gentios estão debaixo do pecado e necessitados de justificação. CBASD, vol. 6, p. 544.

13 Sepulcro aberto. Como a sepultura aberta em breve estará cheia de morte e corrupção, de igual modo, a garganta dos ímpios, aberta para o discurso, está cheia de falsidade, corrupção e morte. CBASD, vol. 6, p. 545.

19 Que se cale toda a boca. Diante das provas apresentadas, as pessoas não têm desculpa a oferecer (Sl 63:11). CBASD, vol. 6, p. 546.

20 Pelas obras da lei. Paulo afirma uma verdade geral que se aplica tanto aos gentios quanto aos judeus. Não há contradição entre a declaração em Romanos 2:13: “os praticam a lei hão de ser justificados” e esta passagem: “ninguém será justificado […] por obras da lei”. O último enfatiza o fato igualmente verdadeiro de que as boas obras de obediência nunca podem conquistar a salvação. Elas podem, na melhor das hipóteses, ser a evidência da fé pela qual a justificação é recebida. CBASD, vol. 6, p. 547.

21 A justiça de Deus. Em contraste com a pecaminosidade universal do ser humano e suas tentativas fúteis de obter justiça pelas obras da lei, Paulo passa a descrever a justiça de Deus, a qual Ele está pronto a conceder a todos os que têm fé em Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 548.

Pela lei e pelos profetas. Ou seja, as Escrituras do AT. Não há contradição entre o AT e o NT. Embora essa manifestação da justiça de Deus esteja á parte da lei, não está em oposição á lei e aos profetas. Ao contrário, esta prevista por eles (Jo 5:39). A lei cerimonial tinha como principal objetivo ensinar que os seres humanos podem ser justificados, não pela obediência á lei moral, mas pela fé na vinda do Redentor. CBASD, vol. 6, p. 548.

23 Todos pecaram. O pecado de Adão maculou a imagem divina no ser humano e desde a queda da humanidade, todos os descendentes de Adão continuaram a ser insuficientes e carentes da imagem e da glória de Deus. CBASD, vol. 6, p. 549.

24 Sendo justificados. Visto que as pessoas não têm nada pelo que possam se reconciliar com Deus, a justificação deve vir como um dom gratuito. Somente quando, com toda a humildade, a pessoa está preparada para reconhecer que está destituída da glória de Deus e que nada tem em si mesma que a recomende a Ele, está habilitada pela fé a aceitar a justificação como um dom gratuito. CBASD, vol. 6, p. 550.

27 Onde, pois, a jactância? Uma vez que todos pecaram e não conseguiram estabelecer a própria justiça pelas obras da lei, e visto que todos são igualmente dependentes da graça de Deus para a justificação, todos os motivos para vanglória humana foram removidos. Isso se refere ás pretensões dos judeus, que se orgulhavam de seus privilégios (Rm 2:17, 23). CBASD, vol. 6, p. 556.

28 Justificado pela fé. A fé em Cristo envolve uma relação pessoal com o Redentor. Implica uma atitude de amor e gratidão para com o Salvador, em resposta ao Seu amor por nós, pecadores. CBASD, vol. 6, p. 556.

29 Somente dos judeus. Uma vez que a justificação é pela fé e não pelas obras da lei, está tão livremente disponível aos gentios, como aos judeus, que foram privilegiados com a lei escrita. A salvação é oferecida a gentios e judeus precisamente nos mesmos termos. Deus deu Seu Filho, pois amou “ao mundo” (Jo 3:16). CBASD, vol. 6, p. 557.

31 Confirmamos a lei. Paulo enfatiza o papel da lei como um princípio […]. Jesus veio a este mundo para engrandecer a lei (Is 42:21; Mt 5:17) e para revelar, por intermédio de Sua vida de perfeita obediência a ela, que os cristãos podem, por meio da graça capacitadora de Deus, prestar obediência á Sua lei.

É sobre essa questão da autoridade e da função da lei de Deus que se dará a batalha final no grande conflito entre Cristo e Satanás. O último grande engano que Satanás traz sobre o mundo é que não mais é necessário dar completa obediência a todos os preceitos da lei de Deus (Ap 12:17; 14:12). CBASD, vol. 6, p. 558.



Romanos 2 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
28 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: Israel, Juízo, salvação

  1 És indesculpável. Os judeus eram rápidos em condenar os gentios, mas, tendo em vista que, por séculos, os judeus foram tão favorecidos com maior luz que os gentios, eles eram indesculpáveis por cometer os mesmo pecados. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 528.
Praticas. Uma questão comumente observada: aqueles que são rápidos em criticar e acusar os outros são culpados dos mesmos crimes. Ás vezes, as pessoas são particularmente zelosas na oposição a esses delitos que eles mesmos praticam secretamente. CBASD, vol. 6, p. 528.
2 Segundo a verdade. Seu juízo se fundamenta no conhecimento das motivações das pessoas e da verdadeira natureza de sua conduta, e é imparcial. Até os pecados mais secretos são colocados sob Seu escrutínio (Ec 12:14). CBASD, vol. 6, p. 529.
3 Pensas. Em outras palavras, “você acha que, por causa de seu elevado conhecimento da verdade, ou por causa de sua ligação com a ascendência divina, ou com o povo escolhido, ficará livre do juízo?”. Essa esperança ilusória de livramento pessoal do juízo é uma forma comum de autoengano. CBASD, vol. 6, p. 529.
4 Longanimidade. Embora Deus odeie o pecado, em Sua longanimidade, Ele não agirá imediatamente para punir o pecado no momento em que é cometido. Ao contrário, Ele poupa as pessoas no dia a dia para lhes dar a oportunidade de se arrepender e ser salvas (2 Pe 3:9). CBASD, vol. 6, p. 530.
5 Coração impenitente. Ou seja, um coração que se recusa a se arrepender. Não havia mudança de atitude no coração. As pessoas continuavam e cresciam voluntariamente no endurecimento do coração, apesar do apelo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 530.
9 Sobre a alma de qualquer homem. Ou seja, em cada ser humano. Este versículo tem sido usado para apoiar a ideia de que a alma, e não o corpo, sofrerá a penalidade. No entanto, a palavra “alma” (psuche) frequentemente denota toda a pessoa. CBASD, vol. 6, p. 532.
12 Sem lei. Esta expressão significa, evidentemente, sem lei revelada ou escrita, pois os gentios não estão sem a lei não escrita da consciência. Os gentios não serão julgados por uma lei que não possuem. No entanto, se transgredirem a lei não escrita da consciência, estarão perdidos, assim como os que pecaram contra a luz maior.A falta de mais luz não dá a ninguém o direito de pecar contra a luz menor. Os pagãos que pecaram estarão perdidos, mesmo que não tenham a lei escrita de Deus. Eles pecaram contra a lei que possuem, e a punição segue como consequência inevitável. CBASD, vol. 6, p. 533.
13 Simples ouvidores. Os judeus tinham a oportunidade de ouvir a lei, lida regularmente nas sinagogas. Mas chegaram a supor que o conhecimento teórico da lei, em si, constituía justiça. A vontade de Deus não só deve ser conhecida, mas obedecida. CBASD, vol. 6, p. 534.
16 De conformidade com o meu evangelho. Alguns entendem que isso significa que Paulo estava tão confiante na veracidade de sua mensagem que podia afirmar que seu evangelho seria o padrão no juízo final. No entanto, Paulo pode ter pretendido dizer simplesmente que o fato observado é apresentado no evangelho, isto é, que as pessoas não só serão julgadas, mas que o julgamento será feito por Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 536.
19 Estás persuadido. O proposito de Deus era que os judeus fossem testemunhas e mestres da verdade para o mundo. O pecado estava em apenas desfrutar seus privilégios sem cumprir a responsabilidade correspondente. CBASD, vol. 6, p. 537.
21 Pois. Uma vez que os judeus faziam uma profissão tão elevada de piedade e reivindicavam essa superioridade, era certo que se deveria esperar muito deles. Mas Paulo revela a incoerência entre suas reivindicações e sua conduta real. Eles “dizem e não fazem” (Mat 23:3). CBASD, vol. 6, p. 537.
25 Circuncisão. Os judeus davam grande importância ao rito da circuncisão, como se a cerimonia exterior garantisse um favor divino especial. Deus instituiu esse rito como um sinal de Sua aliança com Abraão e seus descendentes. Como marca e memorial dessa relação, a circuncisão poderia ter sido uma benção para os judeus. Mas, visto que, em tão grande medida, eles não tinham conseguido fazer jus ás exigências essenciais da aliança, a circuncisão se tornou em nada mais que uma forma vazia. CBASD, vol. 6, p. 538.
26 Considerada. Ou, “contada”. Se um gentio obedece ás exigências da lei, a incircuncisão não torna menos aceitável sua obediência. A circuncisão era um rito simbólico destinado por Deus. Se os gentios, sem o beneficio desse rito simbólico, praticassem as coisas contidas na lei, eles também compartilhariam as promessas feitas aos judeus. CBASD, vol. 6, p. 539.
28 Não é judeu. A mera conformidade exterior com a lei não faz da pessoa um verdadeiro judeu, de acordo com a definição da Bíblia, mesmo que seja descendente de Abraão e tenha sido circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 539.
29 Do coração. O rito incluía a renuncia e o abandono de todos os pecados, a separação de tudo que era ofensivo  a Deus. Essa obra era claramente “do coração”. CBASD, vol. 6, p. 539.


Romanos 1 by Jeferson Quimelli
27 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: Evangelho, poder de Deus, salvação | Tags: , , ,

Comentário devocional:

O livro de Romanos é uma poderosa explicação do evangelho de Jesus Cristo. Ellen White oferece uma melhor visão sobre a grande luz que a epístola de Paulo aos Romanos nos traz: “Com grande clareza e poder ele [Paulo] apresentou a doutrina da justificação pela fé em Cristo. … A grande verdade da justificação pela fé, como exposta nesta epístola, tem permanecido através de todas as épocas como um poderoso farol a guiar o pecador arrependido pelo caminho da vida. … Ele tem orientado milhares de almas sobrecarregadas pelo pecado à mesma fonte de perdão e paz. Todo cristão tem motivos para agradecer a Deus por essa epístola à igreja de Roma.” (Sketches from the Life of Paul [Lições da Vida de Paulo], pp 187, 188).

Nos primeiros seis versos, Paulo oferece uma breve ideia do que ele irá compartilhar nos primeiros oito capítulos. Ele é um apóstolo, chamado por Deus para pregar o evangelho, que também havia sido compartilhado com Israel nas Escrituras do Antigo Testamento. Esta boa notícia é sobre Jesus Cristo, que, “como homem, era descendente de Davi” (v. 3, NVI). Assim, Jesus veio como um ser humano, o que O qualificou a morrer como sacrifício pelos pecados, para que possamos receber a Sua graça . Além disso, a Sua vida nos capacita a sermos libertos do pecado quando nós O aceitamos como nosso Salvador. Esta é certamente uma ótima notícia!

Após salientar que Deus é contra toda a impiedade, Paulo mostra porque o mundo necessita tanto do evangelho e identifica a maldade dos que não têm parte com Deus (vs. 18-32). No próximo capítulo, ele descreve o pecado dos que afirmam conhecer a Deus e carecem do evangelho tanto quanto os do mundo.

Entretanto, o mais importante do capítulo se encontra nos versículos 16 e 17, onde Paulo descreve o poder do evangelho. A palavra grega para poder é dunamis, de onde veio o substantivo dinamite. O evangelho é poderoso porque nele a justiça de Deus se revela na vida daqueles que creem, o que é evidência da justificação pela fé. Observe como Ellen White conecta a justificação pela fé com a última mensagem ao mundo. Ela diz: “Várias pessoas me escreveram, indagando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e eu respondi: ‘É a mensagem do terceiro anjo, em verdade.’ O profeta declara: ‘E depois destas coisas, vi outro anjo que desceu do céu com grande poder; e a terra foi iluminada com a sua glória’ “(Review and Herald, 1º de abril de 1890).

Em outras palavras, aqueles que experimentam a justificação pela fé revelarão a justiça de Deus e receberão poder e destemor para dar a mensagem do alto clamor ao mundo.

Norman McNulty
Neurologista, EUA

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/1/
Traduzido e adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: Romanos 1 
Comentário em áudio 



O justo viverá pela fé (Rm 1:17) by Jeferson Quimelli
27 de fevereiro de 2015, 0:20
Filed under: , salvação | Tags: , ,

Porque no evangelho é revelada, a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: O justo viverá da fé. Rm 1:17 (NVI).

 

Esta frase, citada por Paulo de Hab. 2:4, é tão fundamental para a compreensão de como Deus provê nossa salvação, que vamos ver como é traduzido em outras versões:

ARA: “O justo viverá por fé”;

ARC: “Mas o justo viverá da fé “;

NTLH: “Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus”. (ou: Quem é aceito por Deus, viverá por meio da fé – rodapé);

Bíblia Viva: “O homem que encontra a vida, vai encontrá-la confiando em Deus”.

Clear Word: “O justo vive pela fé em Deus e Ele o declara justo”.



A citação é de Habacuque 2:4. Durante a invasão dos caldeus (babilônicos), Habacuque foi confortado com a certeza de que o justo estaria a salvo (ver com. de Hc 2.4). Um significado semelhante pode ser notado no uso que Paulo fez da citação em Romanos 1:17. A pessoa justa não viverá na dependência de suas próprias obras nem de seus méritos, mas pela confiança e fé em Deus. … Unicamente a pessoa que é justa pela fé viverá. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 520. 



Habacuque provavelmente entendia “viverá” se referindo somente à esta vida. Mas Paulo estende esta declaração à vida eterna. Ao crermos (ou: confiarmos) em Deus, nós somos salvos. Encontramos vida, agora e para sempre. Life Application Study Bible.



A justiça pela fé é um tipo especial de justiça – algo que é sem igual nas religiões comparadas. A justiça pela fé está firmada na fidelidade de Deus. Quando a fidelidade de Deus encontra a resposta de fé da parte do homem, o milagre torna-se possível. Então é manifestada a justiça de Deus.

Sendo que Cristo vive no coração daquele que crê, essa pessoa tem a dádiva da justiça de Cristo e possui o poder para realizar obras agradáveis a Deus. Foi esta compreensão que iluminou, mudou e inflamou a vida de Lutero…

Porque então é tão difícil aceitar a dádiva inapreciável da justiça de Deus?

1) A tentativa de nos tornarmos justos por nossos próprios esforços é uma manifestação natural de independência humana.

2) Aceitar a justiça de Cristo significa a morte para o próprio eu.

3) É mais fácil confiar em nossas boas obras do que confiar em Cristo. 

(Comentários baseados nas Lições da ES do 4º trim de 1990, do Dr. Herbert Kiesler).



O professor Pedro Apolinário, em seu livro Explicação de Textos Difíceis da Bíblia, demonstra que a melhor tradução para o trecho fundamental de Romanos 1:17 é: “O homem que é justificado pela fé – viverá“. E explica: “A teologia de Paulo nos afiança de que o homem justificado pela fé é o único que possui vida, porque esta vem unicamente de Cristo, recebida através da fé. O grande tema da epístola de Romanos pode ser sintetizado nesta frase: O pecado conduz à morte; a justificação conduz à vida (Rom. 5:17, 21; 8:10).”



Lutero e Romanos 1:17:

“Por uma decretal recente, fora prometida pelo papa certa indulgência a todos os que subissem de joelhos a ‘escada de Pilatos’, que se diz ter sido descida por nosso Salvador ao sair do tribunal romano, e miraculosamente transportada de Jerusalém para Roma. Lutero estava certo dia subindo devotamente esses degraus, quando de súbito uma voz semelhante a trovão pareceu dizer-lhe: ‘O justo viverá da fé’. Romanos 1:17. Ergueu-se de um salto e saiu apressadamente do lugar, envergonhado e horrorizado. Esse texto nunca perdeu a força sobre sua alma. Desde aquele tempo, viu mais claramente do que nunca dantes a falácia de se confiar nas obras humanas para a salvação, e a necessidade de fé constante nos méritos de Cristo. Tinham-se-lhe abertos os olhos, e nunca mais se deveriam fechar aos enganos do papado. Quando ele deu as costas a Roma, também dela volveu o coração, e desde aquele tempo o afastamento se tornou cada vez maior, até romper todo contato com a igreja papal.” O Grande Conflito, p. 122 (p. 77 da edição condensada). 

 



A importância de Romanos by Jeferson Quimelli
26 de fevereiro de 2015, 21:55
Filed under: Estudo devocional da Bíblia, Evangelho, salvação | Tags: , ,

Muitos estudiosos destacam a relevância da carta de Paulo aos Romanos em relação aos demais livros da Bíblia. Isto porque nela Paulo descreve como a salvação de Deus, através de Jesus se produz no crente. Ou seja, Romanos nos diz como somos salvos e conseguimos paz de espírito.

Leia esta introdução a Romanos:
“A epístola aos Romanos, a mais longa, a mais sistemática e a mais profunda de todas as epístolas, e talvez o livro mais importante da Bíblia, foi escrito pelo apóstolo Paulo (1.1, 5). Nessa ocasião ele se achava em Corinto (15.26, 16.1, 2). A cuidadosa composição da epístola sugere que após algumas tempestuosas experiências ali, o apóstolo teve um período de tranquilidade, antes de ter levado o dinheiro para aliviar as necessidades dos santos em Jerusalém. Isso situa a data da obra no início de 58 d.C. Diferentemente das outras epístolas, as de Romanos foi escrita a uma igreja que Paulo nunca havia ainda visitado (1.10, 11, 15). Bíblia Shedd.

Se você quiser conhecer mais a fundo a maravilhosa mensagem da Carta de Paulo aos Romanos, você pode consultar esta compilação, feita em 2000, de três importantes obras sobre Romanos: as Lições da Escola Sabatina do 4º trimestre de 1990, o livro Comentário Bíblico Devocional – Novo Testamento, de Frederick Meyer e o fantástico e bem humorado livro Como ser Cristão sem ser Religioso, de Fritz Ridenour, acessável em: http://sermoes.com.br/tdevo3.htm.



Que bênção lermos juntos a carta aos Romanos! by Jeferson Quimelli

Caríssimos,

O livro de Romanos é, segundo o pastor Carlos Hein, a melhor sistematização da salvação pela graça, através da fé, ou seja, como a salvação de processa, de verdade. Deste modo, um dos livros mais importantes da Bíblia.

Um livro que abalou Lutero e pode, também mexer com as suas estruturas.

Vamos lê-lo juntos?

Introdução ao livro de Romanos






Atos 10 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
8 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: Evangelho, salvação | Tags: , , , , , ,

10:1 – 11:18 A história de Cornélio é muito importante. … Ela não significa que as leis dietéticas [de dieta alimentar] tenham sido abolidas. … Pedro acredita que as leis de restrição alimentar do AT vieram de Deus; no entanto, a voz divina lhe diz: “Levanta-te e come” e “O que Deus purificou não consideres comum” (10:13-15). Esta tensão revela o verdadeiro significado: “Deus me demostrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (10:28). O que muda não é a dieta alimentar de Pedro, mas as pessoas com quem eles está disposto a se associar. Ele agora entende que “Deus não faz acepção de pessoas” e que Jesus Cristo é “Senhor de todos” (10:34-36). E este é precisamente o ponto a respeito do qual ele é mais tarde questionado: “Entraste na casa de incircuncisos e comeste com eles!” (11:3). Eles não questionaram o que ele comeu, mas com quem ele comeu. Pedro novamente resume o que ele aprendeu no eirado: “Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles [os servos de Cornélio], sem hesitar” (11:12; ver notas em Mt 15:11; Mc 7:15-23; e 1Tm 4:1-5). O que esta história significa? Cornélio representa um ponto de virada crítico na missão dos cristãos. Enquanto Filipe tinha já pregado na Samaria (At 8:4-11) e batizado o oficial etíope (8:26-40), estas pessoas ainda estavam na órbita do judaísmo. Cornélio era claramente um gentio e ele foi ganho à fé pelo próprio Pedro. então, Cornélio representava a quebra definitiva, o caso teste ou precedente. O evangelho não seria restrito aos limites do judaísmo. E seria estendido aos gentios. Andrews Study Bible. 

1 Cesareia. Localizada 48 km ao norte de Jope, recebeu esse nome em homenagem a Augusto César. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cornélio. A conversão de Cornélio marca uma nova etapa de expansão no crescimento da igreja. Ele era centurião romano, mas não completamente pagão. Era “piedoso”, “temente a Deus” e dava esmolas. Mesmo assim, aos olhos dos judeus, era um gentio, por não ser circuncidado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 247.

Centurião. Oficial no exército romano que comandava 100 homens (cf Mt 8.11; Lc 7.2-10). Bíblia Shedd. 

Os centuriões eram cuidadosamente selecionados; todos os mencionados no AT parecem ter qualidades nobres (e.g., Lc 7.5). Os centuriões davam a estabilidade necessária a todo o sistema romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 Com toda a sua casa. Cornélio não se contentou em encontrar uma verdade mais elevada para si, mas procurou reparti-la com seus familiares, servos e outros que estavam sob sua influência. O soldado enviado para encontrar Pedro é qualificado como “piedoso”. CBASD, vol. 6, p. 248.

Muitas esmolas. Cornélio era generoso assim como o outro centurião, de quem os judeus disseram: “é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga” (Lc 7:5). CBASD, vol. 6, p. 248.

Orava. A combinação de esmolas e oração era comum tanto no judaísmo quanto no inicio do cristianismo. Sem dúvida, a visão pode ser considerada uma resposta às orações de Cornélio, logo, é natural pensar que ele estava buscando orientação e conhecimento mais detalhado dos caminhos de Deus. CBASD, vol. 6, p. 248.

3 Hora nona. Esta era a hora da oração vespertina no templo. Parece que Cornélio havia adotado os horários judaicos de oração e estava orando quando recebeu a visão. CBASD, vol. 6, p. 248.

anjo de Deus. Os Manuscritos do Mar Morto indicam que uma crença comum entre judeus fiéis era que anjos não se associavam com gentios; portanto, o fato de um anjo vir a Cornélio era significante. Andrews Study Bible. 

4 Subiram. A oração pode ser vista como o incenso que sobe ao trono de Deus ou como a fumaça dos holocaustos, que, em hebraico, era chamada de ‘olah, “aquilo que ascende”. Esta era uma expressão especialmente adequada para se referir à oração feita no momento do sacrifício da tarde. CBASD, vol. 6, p. 248.

7 Um soldado piedoso. A palavra “piedoso” significa que este homem, assim como seu superior, o centurião, era um adorador do Deus verdadeiro, mas não um prosélito circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 249.

9 ao eiradoa fim de orar. É provável que Pedro orasse três vezes por dia (cf. 3.1; Dn 6.10); esta era a oração do meio-dia. As casas típicas tinham um teto plano, alcançado por uma escadaria externa. Bíblia de Genebra. 

10 Um êxtase. Lucas usa esta palavra de novo para se referir à visão de Paulo no templo (At 22:17). Representa um estado no qual a ação costumeira dos sentidos é suspensa, a fim de que a visão seja contemplada apenas mentalmente, como em um sonho. CBASD, vol. 6, p. 250.

A consciência de Pedro foi retirada das coisas externas, em preparação para a visão. Bíblia de Genebra. 

13 Mata e come. Pedro estava com fome e o impulso natural foi confirmado por uma voz do céu. Ele resistiu por uma questão de consciência. Pedro ainda não havia aprendido que a distinção entre judeus e gentios não se mantinha, em Cristo (Gl 3:28,29). Mesmo depois da visão, ele não conseguiu entender essa ideia com clareza. Isso ficou evidente mais tarde em sua dissimulação em Antioquia, quando Paulo o repreendeu abertamente (Gl 2:9-21). CBASD, vol. 6, p. 250.

14 De modo nenhum, Senhor! A enfática resistência de Pedro mesmo a uma voz do céu está em harmonia com seu caráter. Sua exclamação lembra a de Ezequiel, quando contemplou Israel comendo alimento imundo (Ez 4:14). A abstenção de carnes impuras era uma das marcas distintivas de um judeu, que devia ser cumprida com todo rigor. No entanto, a distinção entre animais limpos e imundos, que se tornou definitiva em Levítico 11, precede a nação judaica. A distinção foi feita por Deus e respeitada por Noé ao supervisionar a entrada de animais na arca (Gn 8:20). A alimentação original dos seres humanos consistia de frutas, cereais e nozes (Gn 1:29). Antes da introdução de alimentos cárneos à dieta, a diferença entre animais puros e imundos já ficara evidente. Portanto, não há base para a posição de que a restrição aos alimentos impuros foi removida quando o ritual das cerimônias judaicas se encerrou na cruz. Na visão de Pedro, essas restrições alimentares eram referências simbólicas da distinção feita pelos judeus entre eles e os gentios. O assunto em pauta era a anulação de tais diferenças étnicas. CBASD, vol. 6, p. 251.

Comum. O uso da palavra “comum” no sentido de “impuro”, segundo o ritual mosaico, se refletia na atitude dos judeus em relação aos gentios. Todos os não judeu eram considerados gente comum, excluída da aliança com Deus. CBASD, vol. 6, p. 251.

16 três vezes. A repetição reforça a lição. É interessante que o número de repetições da visão se encaixa com o número de mensageiros que vieram da parte de Cornélio. Andrews Study Bible. 

15 Ao que Deus purificou. Na visão animais puros e imundos estavam na mesma posição e eram trazidos do céu no mesmo lençol. Portanto, representavam uma mistura de coisas, nenhuma das quais deveria ser chamada de comum ou imunda. Ao interpretar esta visão, é preciso reconhecer que embora tenha ocorrido no contexto de fome física, ela não trata de comida, mas de pessoas. Pedro devia ver os gentios como “purificados” na era da graça. CBASD, vol. 6, p. 251.

17 Perplexo. Isto é, “sem saber o que pensar”. Desperto do êxtase, Pedro não sabia como entender o que vira e ouvira. Os representantes de Cornélio, chamando por ele no momento, deram a resposta. CBASD, vol. 6, p. 251.

19 Meditava Pedro. Ele refletia sobre as dificuldades que encontrara e perguntava a Deus o que Ele queria ensinar com a visão, enquanto meditava nessas coisas, a explicação chegou. CBASD, vol. 6, p. 252.

Disse-lhe o Espírito. Pedro não estava mais em êxtase. O Espírito divino então falou ao apóstolo. A instrução do Espírito subentendia que Pedro deveria relacionar a chegada dos mensageiros à visão que tivera. CBASD, vol. 6, p. 252.

19-20 O Espírito confirma o significado evidente da visão. Deus abolira em Cristo a distinção entre judeu e gentio (Gl 3.28). Bíblia Shedd. 

20 Duvidando. Assim como antes, Pedro ainda não sabia o que o Senhor estava fazendo. Tanto ele quanto os mensageiros de Cornélio estavam agindo em obediência às instruções do Espírito Santo, a visão não dera a Pedro nenhuma pista de que ele faria uma viagem. Então ficou sabendo disso e entendeu que “nada duvidando” significava, ao fim da jornada, não fazer distinção entre os judeus e as outras pessoas. Dessa maneira, a visão foi se tornando inteligível pouco a pouco até que sua perplexidade terminou. CBASD, vol. 6, p. 252.

23 Convidando-os. O convite para os gentios entrarem na casa foi o primeiro passo de Pedro em abandonar as reservas dos judeus em relação aos não judeus. CBASD, vol. 6, p. 253.

24 Cornélio estava esperando. Sua atitude preparada demonstra o quanto ele tinha certeza de que sua visão fora real e de que Deus estava prestes a responder suas orações. CBASD, vol. 6, p. 253.

Parentes e amigos íntimos. Com certeza, este grupo incluía os soldados sob o comando de Cornélio que sentiam simpatia por seus sentimentos religiosos, bem como amigos da comunidade. Ele tentou reunir o maior número de pessoas para terem também a nova luz que estava prestes a receber. CBASD, vol. 6, p. 253.

26. Pedro o levantou. A reação de Pedro demonstra que só Deus deve ser adorado. Um ser humano nunca deveria exigir ou receber esse tipo de  homenagem. CBASD, vol. 6, p. 253.

É possível que Cornélio apenas pretendesse homenagear Pedro como alguém superior – sendo mensageiro de Deus. Pedro, no entanto, não quis deixar margem a nenhum equívoco – não devia ser adorado como se fosse mais que um ser criado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

27 Entrou. Contrário à lei e à prática judaicas. Pedro entrou na casa de um gentio obedecendo à revelação da visão no eirado. Bíblia Shedd. 

28 É proibido. O apóstolo declarou como fato conhecido que um judeu não podia se associar a um gentio. CBASD, vol. 6, p. 253.

A nenhum homem considerasse comum. O apóstolo demonstrou o que havia aprendido com a visão. Toda humanidade fora redimida por meio da encarnação, do sacrifício e da ascensão de Cristo. Nem mesmo o mais humilde pagão era considerado comum ou imundo. Deus estava disposto a aceitar todos os seres humanos e foi isso que Ele fez mediante Jesus. Somente o pecado faz separação entre as pessoas e Deus (Is 59:2). CBASD, vol. 6, p. 254.

33 Fizeste bem. A expressão não é de mera aprovação, mas de gratidão verdadeira. CBASD, vol. 6, p. 255.

Estamos todos aqui. As palavras sugerem que os amigos reunidos na casa de Cornélio sentiam a mesma avidez por conhecer a verdade e estavam prontos para obedecer ao que lhes fosse revelado como a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 255.

34 Acepção de pessoas. Deus não é como rei que dispensa favores a seus favoritos. A frase no grego é uma tradução do hebraico que se refere a um juiz parcial e interesseiro. Bíblia Shedd. 

Pedro vira no Mestre uma ausência de “acepção de pessoas”, pois Cristo não fazia distinção de posição social, conhecimento ou riqueza. Até Seus inimigos reconheceram isso (Mt 22:16). CBASD, vol. 6, p. 255.

35 Aceitável. Deus não tem mais um povo escolhido. Ele convida todas as pessoas a se arrependerem e aceita quem o faz com sinceridade. CBASD, vol. 6, p. 256.

Pedro não proclama salvação pelas obras, mas sim, a aceitabilidade dos homens de qualquer nacionalidade. Nem herança nem rito religioso (e.g., circuncisão) facilitam a aproximação de Deus que se revela aos que O procuram (17.27). Bíblia Shedd. 

36 A palavra. Isto é, a mensagem de boas-novas que trouxe paz à Terra por meio de um Salvador, que é Cristo, o Senhor. CBASD, vol. 6, p. 256.

evangelho da paz, por meio de Jesus Cristoo Senhor de todos. Cristo não é apenas o messias nacional de Israel, mas o Rei do mundo. Paz entre Deus e os homens (Is 52.17) e entre judeus e gentios (Ef 2.17). Bíblia Shedd. 

37 depois do batismo que João pregou. De modo semelhante ao esboço de Marcos [em seu evangelho], o sermão de Pedro começa com o batismo feito por João Batista e continua até a ressurreição de Jesus. Esse fato é relevante, uma vez que os pais da igreja primitiva consideravam Marcos o “intérprete de Pedro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

44 Caiu o Espírito Santo. A descida do Espírito Santo sobre o gentio Cornélio e sua família antes do batismo cumpriu diretamente, para os companheiros de Pedro, a promessa de Cristo de que o Espírito Santo “vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13). A despeito da visão que o apóstolo recebera, ele ainda estava despreparado para aceitar os gentios na igreja até o momento em que o Espírito Santo demonstrou que esses eram aceitáveis para Deus. CBASD, vol. 6, p. 258.

45 os fiéis que eram da circuncisãoadmiraram-se. Era difícil para os judeus rigorosos, que não tinham a visão de Pedro, entender que Deus não mostrava favoritismo em sua oferta. Bíblia de Genebra. 

48 Ordenou que fossem batizados. A construção da frase sugere que não foi Pedro quem batizou os conversos. Jesus (Jo 4:1, 2) e Paulo (ICo 1:14-16) evitavam batizar e parece que Pedro adotou uma conduta semelhante nesta situação. Paulo declarou que se abstinha de batizar para não criar divisões e atrapalhar a unidade cristã por meio da cisão entre partidos com o nome de quem batizou cada grupo. Este pode ter sido o motivo aqui (1Co 1:12). CBASD, vol. 6, p. 260.

Pedro mesmo não batizou para não suscitar grupinhos em torno dele (cf 1Co 1.15ss). Bíblia Shedd. 

Permanecesse. É provável que Pedro tenha consentido em ficar, demonstrando que estava preparado para agir segundo a visão recebida. Ele deve ter se misturado aos novos conversos, comendo e bebendo com eles. CBASD, vol. 6, p. 260.  

 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



João 19 by Jeferson Quimelli
27 de janeiro de 2015, 1:00
Filed under: amor, Amor de Deus, Barrabás, Julgamento de Jesus, salvação | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Eles crucificaram o filho errado! Como poderia toda a nação de Israel cometer tamanho erro? Todos os homens judeus viajavam a Jerusalém uma vez por ano por ocasião da Páscoa. Pode-se dizer, então, que a nação israelita estava ali presente e tinha duas opções, dois homens presos, ambos chamados de “filho do pai.” Se Jesus era o “Filho do Pai”, o nome de Barrabás também significa “filho do pai”: “bar” = filho de, e “abbas” = pai.

Eles libertaram aquele “filho do pai” que deveria morrer naquele dia junto com os dois ladrões. Em vez disso, o Filho do Pai, Jesus de Nazaré, em quem Pilatos não encontrou “motivo algum de acusação” (v.4 NVI), que viveu uma vida perfeita e sem pecado, foi pregado na cruz naquela sexta-feira! O “filho do pai” errado foi libertado naquele dia. E no lugar dele o justo “Filho do Pai” foi crucificado!

Jesus sofreu três simulacros de julgamento antes de morrer. Mas quem realmente estava recebendo o juízo na crucificação de Jesus? Jesus disse em João 12:31: “Chegou a hora de ser julgado este mundo… ” (NVI). A cruz é a revelação mais clara do coração amoroso de Deus, mas também expõe de maneira definitiva e completa tudo o que está errado em nosso mundo. Na cruz, a natureza pecaminosa de cada pessoa e de cada reino é julgada e condenada em toda a sua feiura no corpo de Jesus. A cruz é uma acusação contra a violência, a usura, a rebelião, a religião que força e coage, contra a prática de jogar a culpa em outros, contra o reino satânico caracterizado pelo espírito de acusação, vergonha e decepção.

Na cruz, Jesus morreu POR nossos pecados. Isto é, Ele morreu EM nosso lugar. No entanto, ele fez muito mais do que isso! Jesus também morreu COMO portador do nosso pecado. Ele “Se tornou pecado” (II Cor. 5:21). Jesus tornou-se “uma maldição por nós” (Gálatas 3:13). Muitos cristãos pensam que Jesus veio para ensinar as pessoas a ir para o Céu. Esse mal-entendido menospreza a cruz, imaginando apenas como um meio para nos levar para lá. Mas a cruz é muito mais.

Somente o Evangelho de João registra que “um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lança, e logo saiu sangue e água.” (v 34 NVI). Na cruz, Jesus derramou Seu sangue, significando a morte do Filho de Deus que nos dá vida. Este sangue saturou o solo ao redor da cruz.

Com o coração cheio de gratidão aceite o Seu sangue derramado em seu proveito. Você está com sede? Jesus lhe convida a vir e beber e com alegria tirar água do poço da salvação. 

Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia
Estados Unidos da América

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/19/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: João 19 
Comentário em áudio 



João 6 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
14 de janeiro de 2015, 0:00
Filed under: milagres, salvação | Tags: , ,

1-71 Este capítulo é o ponto crucial dos caps. 2 – 12. Revela a identidade de Jesus como Aquele enviado do Pai (vs. 38, 44, 46, 50-51, 57); de maneira figurada, distingue entre a fé e a descrença através da ilustração do comer e do beber a carne e o sangue de Jesus (vs 53-58); narra a crescente rejeição, motivada pela descrença com que Jesus Se defrontou (vs 41-42, 60-66). Os sinais, neste capítulo, recordam os correspondentes eventos salvíficos na história de Israel. Indicam que Jesus cumpre a tipologia da Páscoa, do êxodo e da provisão de alimento no deserto. Bíblia de Genebra.

1-15 A multiplicação dos pães para os 5 mil é o único milagre, afora a ressurreição, que se encontra em cada um dos quatro evangelhos. Demonstra que Jesus supre as necessidades humanas, e monta o cenário que testemunhará dEle como o Pão da Vida (v. 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.

1 mar de Tiberíades. O nome romano para o lago da Galileia. Uma indicação de que João estava escrevendo tendo em mente os não-judeus. Andrews Study Bible.

5-13 O único milagre encontrado nos quatro Evangelhos. Uma demonstração do poder criativo e divindade de Jesus. Ver 1:1-3. Andrews Study Bible.

para lhes dar de comer. Reminiscência de Nm 11.13, onde Moisés faz uma pergunta semelhante. Bíblia de Genebra.

7 duzentos denários. Aproximadamente o salário de 200 dias de trabalho. Andrews Study Bible.

15 fazê-Lo rei. Eles esperavam que Ele os livraria dos romanos, como Moisés livrou os israelitas do Egito. Andrews Study Bible.

Jesus rejeitara a versão mundana da realeza por ser tentação do diabo (Mt 4.8-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 trinta estádios equivalem a cerca de 5 a 6 km. Bíblia Shedd.

20 Sou Eu. Do gr ego eimi, “eu sou”. Estas palavras são repetidamente encontradas na LXX como tradução do heb. ‘ani hu’, “Eu [sou] Ele”, uma declaração de Yahweh de que Ele é Deus (ver Dt 32:39; Is 43:10; 46:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1075.

Em face do temor dos discípulos, Jesus pronuncia “Sou Eu”… Isso não deixaria de chamar a atenção ao fato que Ele Se chamaria pelo nome divino (cf 8.24, 28). Bíblia Shedd.

21 e logo chegaram à praia. Alguns acham que se trata aqui de mais um milagre. De qualquer maneira, a chegada segura do barco implicitamente atribui o feito a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 à Sua procura. A busca de Jesus é nobre unicamente quando a motivação é certa. Aqui deparamos puro materialismo (26). Bíblia Shedd.

26-27 sinais. Os milagres de Jesus apontavam para realidades espirituais, mas o povo estava pensando em um nível material. Andrews Study Bible.

27 vos dará. Nós não ganhamos vida eterna; ela é um dádiva [dom, presente]. Andrews Study Bible.

Jesus aponta para o significado espiritual do milagre, que é estabelecer o selo de Deus como aprovação de Seu ministério e identificá-Lo como o Filho do Homem, o Messias prometido. Bíblia de Genebra.

28 realizar as obras de Deus. Os judeus pensaram na possibilidade de aprender a fazer os milagres como Jesus e Moisés fizeram. Jesus esclarece que a “obra” que antecipa todas as obras (14.12) é a fé submissa em Cristo, o Enviado de Deus. Bíblia Shedd.

Não tinham percebido a lição de que a vida eterna é dádiva de Cristo, e pensavam sob o aspecto de alcançá-la mediante obras piedosas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 A obra de Deus écrer. Crer em Jesus Cristo é a “obra” indispensável que Deus requer – a qual conduz à vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 maná. Ver Êx 16. Havia uma tradição de que quando o Messias viesse, faria cair novamente maná em uma Páscoa. Andrews Study Bible.

32 Não foi Moisés. Jesus os corrigiu, mostrando que o maná do deserto não procedera de Moisés, mas de Deus, e que o pai ainda “dá” (é importante esse tempo no presente) o verdadeiro pão do céu (a vida por meio do Filho). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 O que desce do céu e dá vida ao mundo. Jesus não ensina aqui a salvação universal, mas a relevância e o apelo universais de Sua obra salvadora (3.16, nota). Bíblia de Genebra.

34 desse pão. Provavelmente outro equívoco, como o da mulher junto ao poço (4.14; cf tb. Nicodemos: 3.4). A mente deles seguia balizas materialistas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35 Eu sou o pão da vida. primeira das sete reivindicações introduzidas por “ego eimi” (6.35; 8.12, 28; 10.7; 11.11, 25; 15.1; cf Êx 3.14n). Bíblia Shedd.

39 que nenhum Eu perca de todos os que Me deu. Não “uma vez salvo, sempre salvo”. O objetivo de Deus é que todos se salvem, mas ninguém é forçado a responder positivamente. Ver 17:12. Andrews Study Bible.

40 vida eterna o ressuscitarei no último dia. A morte não pode destruir a vida que Cristo dá. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 Murmuravam, pois, dele os judeus. Esta atitude é semelhante à dos israelitas no deserto, que murmuravam contra Moisés e Arão (Êx 16.7; 17.3; Nm 11.1). Bíblia de Genebra.

51-58 Jesus emprega a linguagem do comer e do beber para ilustrar a intimidade entre Cristo e o crente. Bíblia de Genebra.

51 minha carne, que Eu darei. Antevendo o Calvário. Bíblia de Estudo NVI Vida.

52 “Carne” e “sangue” significam a plena humanidade de Cristo ( 1 Jo 4.2, 3). No sacrifício o sangue obrigatoriamente pertencia a Deus (Gn 9.4; Dt 12.16, 23) porque nele estava a vida. Jesus declara que se não assimilarmos Sua vida não participamos nEle. Bíblia Shedd.

53 beberdes o Seu sangue. …comer Sua carne e beber Seu sangue significa apropriar-se de Sua vida pela fé. “Comer a carne e beber o sangue de Cristo é recebê-lo como Salvador pessoal, crendo que Ele perdoa nossos pecados, e nEle ficamos completo” (DTN, 389). CBASD, vol. 5, p. 1075.

53 se não comerdes e não beberdes não tendes vida. Fora da união pessoal com o Salvador, não há salvação. Bíblia de Genebra.

53-58 É simplesmente impossível que a declaração absoluta de Jesus no v. 53 … seja referência direta à ceia do Senhor. Certamente Ele não ensina que receber esse sacramento seja o grande requisito para a vida eterna, nem que essa é a única ordenança pela qual Cristo e Seus benefícios salvíficos são recebidos. Nesse mesmo discurso Ele resalta a fé em consequência do testemunho a respeito dEle. Bíblia de Estudo NVI Vida.

54 quem comer. Do gr trogon, um particípio presente que indica comer continuamente, alimentar-se constantemente. Não é suficiente participar uma única vez da vida de Cristo. Os crentes precisam de nutrição espiritual contínua, alimentando-se dAquele que é o pão da vida. CBASD, vol. 5, p. 1075.

55 verdadeira. quer dizer, “a única”. Bíblia Shedd.

59 Cafarnaum. Evidentemente, toda a cena de 6:22-71 aconteceu na sinagoga de Cafarnaum. Andrews Study Bible.

60 dura. De difícil aceitação, não de difícil entendimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Duro é este discurso. Referindo-se aos versos 50-59. Jesus não se conformava às suas expectativas messiânicas. Andrews Study Bible.

discípulos. A fala de Jesus dividiu até mesmo os discípulos. Andrews Study Bible.

63 a carne para nada aproveita. O sucesso nesta vida é relativamente de pouca importância em contraste com a eternidade. Andrews Study Bible.

palavras de vida eterna. Expressão genérica; Pedro não se referia a uma fórmula falada, mas ao conteúdo global dos ensinos de Jesus. Percebia a verdade do v. 63. Bíblia de Estudo NVI Vida.

66-71 Um ponto crucial neste Evangelho. Muitos de seus discípulos, juntos com a multidão, rejeitaram a Cristo em sua descrença, enquanto os Seus discípulos, que permaneceram fiéis (como mostra a confissão de Pedro), aprofundaram sua fé nEle. Bíblia de Genebra.

69 temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus [ARA, NVI; NKJV: o Cristo]. A identidade de Jesus, como mostrada no Evangelho de João, é a chave para uma fé consistente e estável. Andrews Study Bible.

Como os verbos gregos estão no tempo perfeito, significam “Já entramos num estado de fé e de conhecimento que tem continuado até o tempo presente”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70 um diabo. Judas (v. 71) se oporia a Cristo movido pelo espírito de satanás. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70-71 Dá a entender que Judas não compartilhou da confissão de fé que Pedro fez no v. 69. Mesmo entre os doze havia um que colocava a posição mundana acima das coisas eternas. Andrews Study Bible.