Reavivados por Sua Palavra


Lucas 20 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
4 de janeiro de 2015, 0:50
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Todos os acontecimentos de 20.1-21.36 ocorreram na terça-feira da Semana da Paixão – um longo dia de controvérsia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

1 estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar. Jesus estava trazendo as boas novas de Deus e, ao mesmo tempo, seus inimigos estavam conspirando contra Ele. Bíblia de Genebra.

principais sacerdotesescribasanciãos. Parece ser uma delegação do Sinédrio. Bíblia de Genebra.

2 com que autoridade fazes estas coisas? Especialmente a purificação do templo (19.45ss), que era um desafio violento às autoridades judaicas. Só o Messias teria tal autoridade, mas é impossível reconhecer a autoridade divina, se não estivermos dispostos a nos submetermos a ela. Bíblia Shedd.

5-6 Notar que eles não estavam preocupados com a verdade, mas com as consequências de suas possíveis respostas. Bíblia de Genebra.

16 Tal não aconteça! Ou seja, “nem pense nisso!”. Esta forte exclamação foi proferida quando os fariseus reconheceram na parábola um retrato do próprio destino (ver PJ, 295). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 948.

O povo reconhece as implicações da parábola e rejeita a possibilidade de que Deus, o proprietário da vinha, os destruiria. Andrews Study Bible.

17 A pedra que os construtores rejeitaram. O Salmo 118 foi cantado ao se completarem os muros de Jerusalém em 444 a.C. O v 22 desse salmo citado aqui referia à volta de Israel à Palestina e seu restabelecimento como nação. Bíblia Shedd

principal pedra. O judaísmo esperava uma renovação gloriosa do templo, nos dias do Messias. 1 Pe 2.4-9 mostra que esta esperança se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo de Cristo (cf Jo 2.19-22; Ef 2.20-22). Bíblia Shedd.

22 é lícito? Isto significa”está de acordo com a lei de Deus?” Bíblia de Genebra.

24 Jesus … tornou claro que há deveres próprios para com Deus, mas também deveres para com o estado. Bíblia de Genebra.

25 Dai. Gr apodote, “pagai de volta”. Não é somente lícito, mas também um dever. Bíblia Shedd.

27 saduceus. Lucas menciona os saduceus somente aqui. Nenhum dos escritos deles permaneceu, por isso só os conhecemos através de seus oponentes. Eles eram conservadores e aristocratas e contavam os sumos sacerdotes entre os de sua classe. Rejeitavam a tradição oral dos fariseus e não encontravam base para a doutrina da ressurreição no Pentateuco [cinco livros de Moisés, a Torá]. Bíblia de Genebra.

34-36 Os saduceus achavam que se houvesse uma vida após a morte, seria algo semelhante a uma repetição desta vida. Jesus nega isto. O casamento é uma parte essencial desta vida, mas não da vida futura; portanto, a pergunta dos saduceus era inválida. Bíblia de Genebra.

35 O casamento, como nós conhecemos, será substituído por algo melhor, o que ainda não sabemos. Andrews Study Bible.

34 filhos deste mundo. Lit “século”, significa aqueles que, como os saduceus materialistas, adotam este mundo como seu alvo e exemplo. Bíblia Shedd.

36 filhos da ressurreição. …indica simplesmente os que ressuscitaram dos mortos. Eles receberam vida novamente pelo mesmo poder que lhes dera vida a princípio. Todo seu ser foi reconstituído para a vida em um mundo novo. CBASD, vol. 5, p. 949.

37 no trecho referente à sarça (Êx 3.2). Antes da divisão em capítulos e versículos, as passagens nas Escrituras eram mencionadas por seu conteúdo. Bíblia de Genebra.

As divisões em capítulos foram feitas em 1244 d.C. e em versículos entre os séculos VI e X. Bíblia Shedd.

39 alguns dos escribas respondeste bem! Na sua grande maioria eram fariseus, os quais aceitavam a ressurreição (At 23.6-8), e portanto aprovaram a resposta de Jesus. Bíblia Shedd.

44 Na ordem patriarcal, o mais velho não podia honrar o mais novo assim. É uma referência à preexistência e deidade de Cristo, o Messias (cf Mt 22.41ss; Mc 12.35ssn). Sendo eterno, Ele é antes de Davi, como também de Abraão (cf Jo 8.58). Bíblia Shedd.

A inevitável resposta é que o Cristo [Messias] é mais do que somente um filho de Davi. Jesus, portanto, responde indiretamente à pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas?”. Andrews Study Bible.

45 Ouvindo-O todo o povo. Em outras palavras, enquanto os escribas e fariseus estavam ouvindo Jesus. CBASD, vol. 5, p. 949.

 

Nota: Você encontrará mais comentários nas passagens correlatas:

Mateus 21

Mateus 22

Marcos 11

Marcos 12



Lucas 8 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2014, 0:00
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2 algumas mulheres. Os rabis recusavam-se a ensinar mulheres. Assim, ao aceitá-las em Seu grupo de seguidores, Jesus agiu de maneira incomum. Bíblia de Genebra.

É como se Lucas dissesse que o evangelho do reino dos céus era para homens e mulheres, e que a parte delas na proclamação era tão importante quanto a dos homens. … Com a segunda viagem à Galileia, o alcance do ministério de Cristo expandiu-se rapidamente, e o grupo de pessoas que então O acompanhava cresceu muito em comparação com o grupo que esteve na primeira viagem. Essa situação envolveu gastos e trabalho considerável, a fim de prover alimento e manter as roupas limpas e restauradas. Cristo nunca realizou milagres em proveitos próprio (ver com. de Mt 4:6); agir dessa forma seria contrário ao Seu propósito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 848

3 com seus bens. Jesus e Seus discípulos mantinham os recursos numa bolsa comum (ver com. de Jo 13:29; cf. Lc 12:6), e parece que essas discípulas ajudavam a evitar que a bolsa ficasse vazia. Pode-se dizer que esse grupo de mulheres devotas constituiu a primeira sociedade missionária feminina da igreja cristã. CBASD, vol. 5, p. 849. 

4 parábola. Na parábola, os inimigos de Jesus não conseguiriam encontrar declarações diretas para usar contra Ele. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 o semeador. Inevitavelmente não era todo terreno em que a semente caiu era solo adequado para o desenvolvimento. Andrews Study Bible.

6 sobre a pedra. Isto é, sobre a pedra coberta com uma camada de terra muito rasa para ter umidade suficiente. Bíblia de Genebra.

10 mistérios. O reino de Deus envolve verdades que estão além da compreensão e sabedoria humanas, mas que Deus agora tornou conhecidas. Bíblia de Genebra.

15 retém a palavraperseverança. O Senhor frisa que só a perseverança garante a vida eterna. Bíblia Shedd.

16 a luz. A palavra de Deus pode ser comparada à luz que ilumina todas as coisas. Andrews Study Bible.

19 A família, pensando que estava “fora de si”, provavelmente queria afastá-Lo de Seu cronograma pesado de tarefas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

irmãos. Na igreja primitiva surgiram várias interpretações quanto ao grau de parentesco deles com Jesus … A conclusão mais natural (proposta por Helvídio) é que eram os filhos mais novos de José e Maria, meio-irmãos de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 Minha mãe e meus irmãos. Não uma rejeição de Sua própria mãe e irmãos, mas um convite para que todos se incluam em Sua família por escutarem e praticarem a palavra de Deus. Andrews Study Bible.

As palavras de Jesus não constituem um repúdio à família terrena; Ele mostrou cuidado para com maria mesmo quando estava pendurado na cruz (Jo 19.26-27). Seu ensino é que o serviço de Deus e Sua obra como Messias são mais importantes do que qualquer parentesco natural. Bíblia de Genebra.

22, 23 O mar da Galileia fica a duzentos e treze metros abaixo do nível do mar e é cercado por montanhas. Por isso o ar frio [do Mediterrâneo] pode descer canalizado e pode provocar repentinas tormentas. O sono de Jesus seguiu-se a um dia de trabalho pesado. Bíblia de Genebra.

24, 25 repreendeu. É possível que Jesus tenha reconhecido o interesse do maligno na tempestade. Bíblia Shedd

25 Quem é este? Esta pergunta e a anterior são deixadas para que a audiência de Lucas responda. Andrews Study Bible.

27 um homem possesso de demônio. A vítima dos demônios foi ao encontro de Jesus, provavelmente, para maltratá-Lo. Logo reconheceu sua fraqueza diante do poder absoluto de Deus. Bíblia Shedd.

37 Todo o povo rogou-Lhe que Se retirasse. Como na parábola do semeador, a colocação em prática da palavra de Deus resultou na rejeição de muitos mas o discipulado de alguns (vv. 38-39). Andrews Study Bible.

39 Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. A família e a vizinhança serão os que melhor poderão confirmar o poder de Deus numa vida transformada. Bíblia Shedd.

41 chefe da sinagoga. Era o homem que organizava o serviço litúrgico, escolhendo os que deviam ler as Escrituras ou conduzir a oração. Bíblia de Genebra.

42 filha única. Na mente de um oriental, um filho único ou filha única é a única chance de se preservar o nome da família; e, assim, é portador de grande responsabilidade. A morte desse filho ou filha era visto como especialmente trágica. Os israelitas consideravam esse acontecimento como uma tragédia para a família, que se extinguiria (ver com. de Dt 25:6). CBASD, vol. 5, p. 849.

43 uma hemorragia. A condição da mulher a tornava cerimonialmente imunda (Lv 15.25), excluindo-a de muitos relacionamentos sociais. Bíblia de Genebra.

44 tocou na orla da veste. Apesar de impura, o seu toque não contaminou Jesus; em vez disso, purificou a mulher. Andrews Study Bible.

45 a cura da mulher precisava ser conhecida publicamente, de modo que ela pudesse retornar à sua vida normal. Jesus tem o cuidado de providenciar isso. Bíblia de Genebra.

48 Filha. É a única mulher a quem Jesus chama de “Filha”, uma afirmação de ternura. Bíblia de Genebra.

50 Não temas, crê somente. 1) a razão diz: crê no possível; 2) a experiência diz: ninguém voltou do túmulo (Lc 16:30); 3) As emoções dizem: “terrores de morte me assaltam” (Sl 55.4); 4) Cristo diz: Crê somente em Mim; Eu sou a única esperança (Jo 11.25). Bíblia Shedd.

52 dorme. Jesus compara a morte ao sono, em vez de confortar seus pais com a afirmação de que ela está agora no Céu. Andrews Study Bible.

55 Voltou-lhe o espírito. Na palavra grega pneuma, que significa “vento” ou “respiração” [sopro]. Andrews Study Bible.

56 Ele lhes advertiu que a ninguém contassem. Cristo não queria que a multidão O seguisse para receber pão (Jo 6.26), e muito menos para que Ele levantasse os seus mortos. O motivo válido para segui-Lo é a comunhão que resulta em glória (cf Jo 5.44; Fp 3.11). Bíblia Shedd.



Lucas 7 by Jeferson Quimelli
22 de dezembro de 2014, 0:30
Filed under: cura, , ressurreição | Tags: , ,

Comentário devocional:

Por que a fé de um centurião romano em Cafarnaum fez Jesus se maravilhar e chamá-la de a maior fé que havia encontrado? Anciãos dos judeus tinham pedido a Jesus para curar o servo do centurião, porque ele “ama a nossa nação, e construiu a nossa sinagoga” (Lc 7:4 NVI). Quando Jesus se encaminha para curar o servo, o centurião envia um apelo diferente: “Senhor … não mereço receber-Te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao Teu encontro. Mas dize uma palavra e o meu servo será curado”(Lc 7:6, 7 NVI). 

Somos tentados a pensar que somos dignos de receber a cura de Jesus por causa do que temos feito. O centurião reconheceu sua indignidade e baseou seu pedido no poder da Palavra de Jesus. Seu servo não precisava de presença e toque de Jesus. Jesus era o Senhor do Universo, Ele tinha autoridade sobre tudo, incluindo a doença do empregado: “Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz”(Lc 7: 8 NVI). Jesus maravilhou-se com a fé do centurião. Quando os mensageiros voltaram para a casa do Centurião, encontraram o servo completamente curado. 

No dia seguinte, Lucas nos diz, Jesus mostrou que Sua Palavra poderia conquistar a própria morte, ressuscitando o filho de uma viúva em Naim (Lucas 7:11-17). Quão grande é a sua fé no poder da Palavra de Deus? Você está disposto a parar de depender de suas próprias obras e confiar sua salvação à Palavra de Jesus? 

Quando os discípulos de João Batista disseram a ele o que Jesus tinha feito, João enviou uma mensagem a Jesus, mas não foi uma mensagem de fé: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?” (Lucas 7:19 NVI). Às vezes as pessoas mais próximas de Jesus têm maior dificuldade de confiar em Sua palavra. Se João podia duvidar, então qualquer um pode ser tentado a duvidar de Deus e de Sua Palavra. Na verdade, quanto mais tempo alguém tem sido um cristão, maior pode ser a tentação de duvidar. Peça a Deus para dar-lhe a fé do centurião. 

Lucas 7 termina com uma mulher “pecadora” interrompendo a festa de Simão, ungindo os pés de Jesus com perfume caro. Jesus usa com tato uma parábola de dois devedores para mostrar a Simão que tanto ele como a mulher eram pecadores necessitados do perdão. Enquanto você lê esta história questione qual a sua resposta a Jesus e a outros pecadores. A mulher que ungiu os pés de Jesus reconhecia que ela era uma pecadora e veio a Jesus para pedir perdão. Simão, o fariseu, respondeu a Jesus oferecendo-lhe o prestígio de uma refeição com ele. Ele se sentiu insultado que uma mulher pecadora viesse sem ser convidada à sua festa. 

Ao reconhecermos a nossa própria pecaminosidade, ao nos achegarmos a Jesus com fé pedindo perdão, estenderemos o perdão que recebemos aos demais pecadores. 

Douglas Jacobs 
Professor do Ministério e Homilética 
School of Religion, Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/7/ 
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 6 
Comentário em áudio



Mateus 28 by Jeferson Quimelli
29 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: evangelismo, poder de Deus, ressurreição, vitória | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

O Evangelho de Mateus chega ao seu clímax com a ressurreição de Cristo. Cristo venceu! A morte e a injustiça não podem derrotá-lo! 

Os líderes religiosos que deveriam ter recebido e anunciado a boa notícia negam o túmulo vazio e subornam os soldados para espalharem uma mentira. Aqui, novamente, questões de poder e identidade estragam a cena.

Em nítido contraste, duas mulheres fora das estruturas de poder, Maria Madalena e “a outra Maria”, são as primeiras pessoas a receber a tarefa de difundir o Evangelho. Isso mostra que a proclamação das boas novas acerca de Jesus é trabalho de todos os crentes, independentemente da condição sócio-econômica ou eclesiástica. Estas mulheres foram orientadas a dizer para “os discípulos” irem encontrá-Lo na Galileia (vs 7, 10). Os discípulos (vs 16) obedeceram a mensagem enviada através das mulheres, e foram para o monte que Jesus tinha especificado.

Quando todos estavam reunidos no monte, Jesus anuncia que tem todo o poder no Céu e na Terra, e por isso, comissiona Seus discípulos a irem por todo o mundo e fazerem discípulos de todas as nações. Os dois componentes-chave para a formação de discípulos são o batismo e o ensino de tudo aquilo que Cristo ensinou. Observe que os discípulos de Cristo não estão autorizados a ensinar o que bem entendem. Eles devem ensinar o que Cristo ensinou, ou seja, os ensinamentos bíblicos. Assim, não há nenhuma autoridade inerente no mensageiro. Em vez disso, a mensagem é que tem autoridade em virtude de Quem a originou. 

Jesus tem toda autoridade no céu e na terra, porque Ele é Deus. Assim, em Sua autoridade, não em nós mesmos, saímos ao mundo com a Sua mensagem, formando mais discípulos para seguir o divino Cristo ressuscitado.

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul

 

 

Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/28/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 25 
Comentário em áudio 



Mateus 28 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
29 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: missão, ressurreição | Tags: ,

1 No findar do sábado. Do gr. opse de sabbaton. … E. J. Goodspeed conclui que “o sentido claro da passagem é: depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 599.

no primeiro dia da semana. Do gr. mia sabbaton. A palavra sabbaton … significa tanto “sábado”, o sétimo dia da semana, quanto “semana” …[como em Lc 18:12; 1Co 16:2). Sem qualquer base gramatical, alguns interpretam  mia sabbaton como “o primeiro dos sábados” e concluem que Mateus aqui designa o domingo da ressurreição como a primeira ocasião em que o caráter sagrado do sábado foi transferido para o primeiro dia da semana. No entanto, estudiosos do grego jamais tentaram defender a santidade do domingo com base nesta tradução gramaticalmente incorreta de Mateus 28:1.  CBASD, vol. 5, p. 600.

A contagem de Mateus deixa claro que o primeiro dia da semana seguiu ao sábado, que, por suas vez, seguiu ao dia da preparação (27.62) que foi sexta-feira. Isto deixa claro que décadas após a ressurreição, quando Mateus escreveu seu evangelho, o domingo ainda era o primeiro dia da semana (e não havia sido mudado para o “Sábado”) e que o sétimo dia ainda era observado como o Sábado, de acordo com os mandamentos e práticas bíblicas desde a Criação. Andrews Study Bible.

No domingo de madrugada verificou-se o milagre da ressurreição, da vitória sobre a morte pela intervenção divina. Bíblia Shedd.

foram ver o sepulcro. Naquela estação do ano astronômico, o amanheceer começava cerca de 5h30 da manhã. Se Maria Madalena acordou na hora em que começava a clarear o dia (ver Jo 20:1) e caminhou de Betânia ao Calvário, ela teria chegado por volta do nascer do sol (ver Mc 16:1, 2; cf Jo 20:1). CBASD, vol. 5, p. 600.

2 sobreveio (NVI). O significado é “sobreviera”. Fica claro nos relatos correspondentes (Mc 16.2-6; Lc 24.1-7; Jo 20.1) que os acontecimentos dos v. 2-4 tinham ocorrido antes da chegada das mulheres ao túmulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cada um dos quatro evangelistas dá sua própria versão dos acontecimentos rápidos e intensos da manhã da ressurreição. … As diferenças aparentes não são devido a discrepâncias entre os relatos, mas sim à brevidade das narrativas. CBASD, vol. 5, p. 601.

um grande terremoto. Somente Mateus menciona esse terremoto e o ocorrido por ocasião da morte de Jesus (27.51, 54). Bíblia de Estudo NVI Vida.

um anjo. Lucas 24:4 fala de dois anjos, dos quais Mateus menciona apenas um. … O fato de o outro não ser mencionado não deve ser tomado como uma negação de sua presença. CBASD, vol. 5, p. 601.

6 Ele não está aqui. O túmulo vazio proclamava a ressurreição de Jesus. Tudo que as autoridades judaicas precisavam fazer para refutar a ressurreição de Jesus era preservar o corpo morto do Salvador. Se pudessem, eles certamente fariam isso. CBASD, vol. 5, p. 601.

9 Salve! Literalmente, “seja feliz”, ou “se alegre”. Esta era uma forma comum de saudação (cf Mt 26:49; 27:29; Lc 1:28; At 15:23; Tg 1;1). CBASD, vol. 5, p. 601.

10 Não temais! Uma admoestação comum feita pelos visitantes celestiais (ver Mt 28:5; cf Lc 1:13, 30). CBASD, vol. 5, p. 601.

13 Vieram de noite os discípulos. Se esta acusação fosse verdadeira, os sacerdotes que fabricaram a mentira provavelmente teriam sido os primeiros a pedir punição severa para os soldados envolvidos no suposto caso de negligência. … A morte era a pena romana para quem permitisse a fuga de um prisioneiro. Sabendo disso, a guarda não teria dormido. Além disso, é inconcebível que todos os soldados tivessem adormecido ao mesmo tempo e que permanecessem adormecidos durante a remoção da pedra e do corpo de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 602.

13-15  A burla dos judeus. Agostinho propõe o seguinte argumento: “dormindo ou acordados: Se acordados, porque deixaram alguém roubar o corpo de Jesus? E se dormindo: como poderiam declarar que foram os discípulos que furtaram o corpo de Jesus?” Em ambas as circunstâncias seriam condenados à morte, se não fosse o interesse dos líderes, em encobrir o fato da intervenção divina. Bíblia Shedd.

15 como estavam instruídos. Durante vários séculos, esse relato fabricado do túmulo vazio apareceu em ataques judeus e pagãos ao cristianismo. Justino Mártir, na metade do 2º século, e Tertuliano, no início do 3º , o mencionam. CBASD, vol. 5, p. 602.

16 onze. Judas Iscariotes se suicidara (27.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 duvidaram. Isto não se refere aos onze, os quais estavam então convencidos, mas a outros, entre os 500 crentes reunidos na encosta da montanha, muitos dos quais nunca tinham visto Jesus (DTN, 819). CBASD, vol. 5, p. 603.

18 Toda a autoridade. Nesse momento, Ele retomou toda a autoridade que exercia antes de vir a terra para assumir as limitações da humanidade (cf Fp 2:6-8). CBASD, vol. 5, p. 603.

19 Ide. Os v. 19 e 20 constituem o grande fundamento da missão cristã. No pronome “vós” (subentendido em português), Cristo incluiu todos os crentes até o fim dos tempos (ver DTN, 822; cf 819). Como discípulos, os onze foram alunos na escola de Cristo. Como apóstolos, eles foram então enviados a ensinar aos outros (ver com. de Mc 3:14). CBASD, vol. 5, p. 603.

19-20 fazei discípulos de todas as nações. Apesar de Mateus escrever especificamente para judeus, sua intenção era mostrar que a boa nova de Jesus Cristo é universal, internacional e inclusiva. Ele inicia seu evangelho incluindo mulheres, não-judeus e pessoas com manchas no caráter em sua genealogia … e encerra não apenas destacando o envio das mulheres com as boas novas (28:5-8), mas comissionando os discípulos a levar as boas novas a todas as nações e todas os povos e fazer deles discípulos por meio do batismo no nome singular do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Andrews Study Bible.

O cristianismo foi a primeira religião a assumir um caráter verdadeiramente mundial. … O cristianismo desfaz efetivamente todas as barreiras de raça, nacionalidade, sociedade, economia e costumes. CBASD, vol. 5, p. 603. 

Espírito Santo. Ver com. de Mt 1:18; sobre o ofício e a obra do Espírito Santo, ver Jo 14:16-18. A natureza do Espírito Santo é um mistério divino, sobre o qual as Escrituras não consideram sábio especular. CBASD, vol. 5, p. 603.

20 ensinando-os. A aceitação do evangelho de Cristo envolve a ação da inteligência. … Conceitos do cristianismo que fazem da conversão e da salvação um mero assentimento à fé em Jesus Cristo como salvador, por mais importante que seja, omitem a parte mais importante da comissão evangélica. É essencialmente importante ensinar às pessoas, ao batizá-las, a observar as coisas que cristo ordenou. … Sem o exercício das faculdades mentais para entender a vontade revelada de Deus, não pode haver cristianismo verdadeiro, nem crescimento real. A instrução é, portanto, de importância vital antes e depois do batismo. CBASD, vol. 5, p. 604.

todas as coisas. Nada deve ser omitido. Não cabe ao ser humano declarar que alguns dos ensinamentos de Cristo estão fora de moda. CBASD, vol. 5, p. 604.

que Vos tenho ordenado. Tradições e exigências humanas são de nenhum valor diante de Deus. Qualquer ensinamento sem a autoridade de Cristo não tem lugar na igreja cristã. Jesus fez uma distinção vital entre o “mandamento de Deus” e a “tradição dos homens”. CBASD, vol. 5, p. 604.

estou convosco. Mateus termina citando as palavras confortantes e fortalecedoras de Jesus, que veio à terra para ser “Deus conosco”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A promessa da continuada presença divina é a chave de ouro que encerrará vários livros da Bíblia (cf Êx 40.38; Ez 48.35; Ap 22.20). Bíblia Shedd.

… pela virtude do Espírito Santo, Jesus estaria mais perto dos crentes em todo o mundo do que sera possível se permanecesse como antes, na terra (ver Jo 16:7). … Através do dom e da orientação do Espírito Santo, cada discípulo do Mestre pode encontrar comunhão com Cristo, como o fizeram os discípulos no passado. CBASD, vol. 5, p. 604.

A consumação do século. Ou, “o fim do mundo”. CBASD, vol. 5, p. 604.



Mateus 22 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
23 de novembro de 2014, 0:00
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2-14 a proclamação do evangelho é como um convite a uma festa maravilhosa. Ainda assim há pessoas que o rejeitam. Bíblia Shedd.

5 negócio. Do gr. emporia, “comércio”, “negócio” ou “mercanciar”; de emporos, “negociar”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 510.

6 e mataram. Nas perseguições que os judeus promoveram contar a igreja cristã primitiva, Estêvão foi o primeiro a morrer (ver At 6:9-15; 7:54-60). Tiago, o primeiro dos doze a ser martirizado, também foi vítima da inimizade dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 510.

7 incendiou a cidade. Sem dúvida, uma alusão à queda de Jerusalém pelas legiões de Roma, em 70 d.C. (ver Mt 24:15; Lc 21:20; p. 64). CBASD, vol. 5, p. 510.

9. Ide, pois. Este é o terceiro chamado da parábola; de modo bem evidente representa o convite de misericórdia aos gentios. CBASD, vol. 5, p. 510.

11 não estava usando veste nupcial. Acredita-se que talvez fosse um costume o anfitrião fornecer aos convidados as roupas apropriadas à festa. Nesse banquete em especial, teria sido necessário, pois os hóspedes eram trazidos diretamente da rua (v. 9, 10). Por isso, o homem que não quis usar a veste nupcial que o anfitrião lhe pusera à disposição desprezava a generosidade deste. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A veste nupcial representa “a justiça de Cristo” (PJ, 310). Portanto, a rejeição da veste representa a rejeição daqueles traços de caráter que qualificam as pessoas a se tornarem filhos e filhas de Deus. Como os convidados da parábola, não temos nada adequado para usar. Somos aceitáveis na presença do grande Deus somente se nos vestirmos da perfeita justiça de Jesus Cristo, pela virtude de Seus méritos. Estas são as vestes brancas que os cristãos são aconselhados a “comprar” (ver Ap 3:18; cf Mt 19:8). O homem sem a veste nupcial representa os professos cristãos que não sentem necessidade de uma transformação no caráter. CBASD, vol. 5, p. 510.

13 lançai-o para fora. O homem, na parábola, estava apto a entrar no salão do banquete apenas pelo convite do rei, mas só ele era responsável por permanecer ali. CBASD, vol. 5, p. 511.

nas trevas. Ver Mt 8:12; 25:30. Esta é a escuridão do esquecimento, da separação eterna de Deus, do aniquilamento. Na parábola, as trevas eram o que havia de mais palpável em contraste com a luz brilhante da câmara festiva. CBASD, vol. 5, p. 511.

16-17 Os herodianos eram judeus que apoiavam o governo romano de Herodes, em contraste com os fariseus, que eram nacionalistas, desejando independência dos romanos. Aqui, os dois grupos trabalharam em conjunto para enredar Jesus, desacreditá-Lo e, talvez, acusá-Lo de traição. Se Ele tivesse dito “sim” à questão se era lícito pagar tributos a César, então os fariseus O denunciariam como um judeu desleal; se Ele tivesse dito “não”, os herodianos O acusariam de incitamento a rebelião e traição e pediriam Sua execução. Andrews Study Bible.

16. discípulos. Os “discípulos” dos fariseus eram homens mais jovens, aos quais os líderes esperavam que Cristo não reconhecesse. CBASD, vol. 5, p. 511.

sabemos. Sua falsa honestidade era, de fato, uma tentativa de engano. Por meio da lisonja, esperavam distraí-Lo de sua vigilância. CBASD, vol. 5, p. 512.

17 tributo. Provavelmente era o imposto per capita romano, cobrado em todos os territórios sob a jurisdição de Roma. O pagamento do tributo era particularmente irritante para os judeus, não por ser um fardo excessivo, mas porque era símbolo de submissão a um poder estrangeiro e um lembrete amargo de sua liberdade perdida. A questão politicamente explosiva que confrontou Jesus envolvia o problema: “Devemos nos submeter a Roma ou lutar por nossa independência?”. CBASD, vol. 5, p. 511.

21. Dai. Ou “devolva”. O dinheiro do imposto (ver o v. 19) então em circulação normal portava a imagem de César; e, portanto, devia ter sido emitido por ele e pertencia a ele.  O fato dos judeus terem a posse do dinheiro e de usá-lo como moeda oficial era, em si, uma evidência de que reconheciam, embora de má vontade, a autoridade e a jurisdição de César; portanto, César tinha direito de exigir o que era seu. CBASD, vol. 5, p. 513.

A resposta de Jesus coloca a questão num nível mais profundo do compromisso último a Deus. A moeda que traz a imagem de César pertence a ele; os seres humanos, criados à imagem de Deus, pertencem a Deus. Bíblia de Genebra.

22. Ouvindo isto, se admiraram. os fariseus tinham antecipado uma resposta do tipo “sim” ou “não”, e não haviam considerado a possibilidade de uma alternativa ao dilema que propuseram. Foram forçados a perceber que não podiam competir com Jesus, a despeito do cuidadoso plano que haviam traçado. CBASD, vol. 5, p. 513.

23 saduceus. O partido aristocrático que dominava a política dos judeus, inclusive a posição do sumo sacerdote. Não acreditavam nem em ressurreição, nem em anjos, nem na imortalidade da alma; nisto diferiam dos fariseus. Agora vinham copiosamente lançar sobre Jesus sua dúvida predileta. Bíblia Shedd.

Os saduceus aceitavam a autoridade apenas dos cinco primeiros livros da Escritura (o Pentateuco) e não haviam encontrado neles nenhum ensino sobre a ressurreição. Andrews Study Bible.

Embora professassem crer nas Escrituras, os saduceus eram, para propósitos práticos, materialistas e céticos em sua filosofia de vida. Criam em Deus como criador, mas negavam que Ele Se preocupasse com os problemas da humanidade. … se consideravam intelectualmente superiores aos demais e passavam por alto o legalismo rígido dos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 513.

29 Errais. Os saduceus provaram que pessoas cultas podem ser tão ignorantes e aprisionadas ao erro como as incultas. Sábios e confiantes em sua própria filosofia como eram, não percebiam que o conhecimento sobre esse assunto era incompleto, e havia, pelo menos, um fator vital que não haviam considerado: “o poder de Deus”. Jesus seguiu mostrando que, embora a doutrina da ressurreição pudesse não ser explicitamente ensinada no AT, como alguns poderiam desejar, ela está implícita em todo o AT. CBASD, vol. 5, p. 514.

não conhecendo as Escrituras. Conceitos teológicos baseados em especulações que partem de informações incompletas podem, com certeza, levar á deriva aqueles que se apoiam nesse método fantasioso de buscar a verdade. Hoje, os cristãos precisam ter cuidado, senão também “errarão não conhecendo as Escrituras”. CBASD, vol. 5, p. 514.

poder de Deus. Os saduceus haviam se esquecido de que o Deus poderoso o bastante para ressuscitar os mortos também tinha sabedoria e poder para estabelecer uma nova ordem social na terra renovada e perfeita. Além disso, todos os salvos se sentirão contentes e felizes com a gloriosa nova ordem das coisas, mesmo que, nesta vida, eles não compreendam totalmente o que o futuro lhes reserva (ver 1Co 2:9). CBASD, vol. 5, p. 514.

31-32 não tendes lido. Jesus cita o Pentateuco (Êx 3.6) … Que Deus “é” (e não “era”) o Deus dos patriarcas proclama a ressurreição… Bíblia de Genebra.

32 o Deus de Abraão. Não há honra em deus reinar sobre os mortos. Abraão, Isaque e Jacó já haviam morrido quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente. CBASD, vol. 5, p. 514.

34-36 Os fariseus voltam agora à tona com sua dúvida predileta. Haviam abstraído do AT 248 preceitos afirmativos (em número idêntico ao total dos membros do corpo segundo a enumeração dos judeus) e 365 negativos (cf dias do ano). A soma é igual a 613 (o número de letras do decálogo), e sempre debatiam sobre a prioridade entre eles. Bíblia Shedd.

37-39 Ame. O verbo aqui não é phileo, que denota afeição entre amigos, mas agapao, compromisso de dedicação dirigida pela vontade, podendo ser exigida como obrigação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

37 Amarás o Senhor. Jesus cita Deuteronômio 6:5 (ver com. de Lc 10:27). Primeiramente deve haver amor no coração antes que uma pessoa possa, na força e na graça de Cristo, começar a observar os preceitos da lei de Deus (cf Rm 8:3, 4). Obediência sem amor é tão impossível quanto inútil. Porém, onde o amor estiver presente, a pessoa ordenará sua vida naturalmente em harmonia com a vontade de Deus expressa em Seus mandamentos (ver com. de Jo 14:15; 15:10). CBASD, vol. 5, p. 515.

40 Destes dois mandamentos. Jesus resumiu de forma profunda a largura e a profundidade dos desejos de Deus para Seu povo: amar a Deus (Dt 6:5;) e aos outros (Lv 19:18). Estes são os dois grandes princípios do Decálogo. Andrews Study Bible.

toda a Lei e os Profetas. Um modo de referir-se a todo o Antigo Testamento. O amor cumpre a lei, porque resume os mandamentos de Deus e motiva a obediência a eles (Rm 13.8-10; 1Co 13). Bíblia de Genebra.

45 como é Ele seu filho? Em outras palavras, se Davi chama o Messias de “Senhor”, implicando que o Messias é mais velho que o próprio Davi, como poderia o Messias ser também Filho de Davi e ser mais novo que Davi? A única resposta possível à pergunta de Jesus é que Aquele que devia vir como o Messias já deveria existir antes de Sua encarnação para vir ao mundo. Como o “Senhor” de Davi, o Messias era ninguém menos que o Filho de Deus; como “Filho” de Davi, o Messias era o Filho do Homem (ver com. de Mt 1:1). … Eles [os líderes judeus] não podiam responder à pergunta sem admitir que Jesus de Nazaré era o Messias, o Filho de Deus. CBASD, vol. 5, p. 516.



Mateus 9 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
10 de novembro de 2014, 0:00
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3 blasfemando. aqui o termo abarca a ideia de usurpar a prerrogativa de Deus de perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 No Sermão do Monte, Jesus mostra Sua autoridade sobre a Lei; no cap. 8 Ele demonstra autoridade sobre doenças físicas, demônios e sobre a criação; aqui, Sua autoridade se estende ao pecado. A visão judaica sobre a doença era que ela era foi causada porque algum pecado tinha sido cometido (Jo 9:2). Para que os espectadores e antagonistas acreditassem que Jesus tinha autoridade para perdoar pecados, o ato da cura teria que seguir ao pronunciamento do perdão. Andrews Study Bible.

9-10 A aceitação de Mateus do chamado de Jesus ao discipulado abriu a porta para que outros publicanos [coletores de impostos], excluídos e pecadores (i. e., todos aqueles que não seguiam os escrúpulos e tradições dos fariseus) se tornassem parte do círculo de Jesus. Isto, porém, levou a duras críticas a Jesus. Para os fariseus, um judeu respeitável – e um líder, muito mais ainda – deveria se preocupar com sua aparência e imagem. Aqueles com quem nos associamos dizem muito do que somos. Mas para Jesus a vida do “reino” não se baseava ma imagem, mas em ajudar e salvar. Andrews Study Bible

10 em casa. Era a casa do próprio Mateus, escritor deste evangelho, conforme se vê em Lc 5.27 (onde aparece seu nome israelita, Levi). Publicanos e pecadores. O costume israelita destacava as duas palavras, talvez para fazer dos publicanos uma classe especial de pecadores. Bíblia Shedd.

11 porque come. Os empedernidos judeus quiseram insinuar que esta prova de misericórdia de Cristo era sinal que se sentia em boa companhia com os pecadores. Eles, com tanto medo de se deixar contaminar, julgaram estas pessoas como que sendo desprezadas por Deus. Jesus, a Luz do Mundo, ilumina sem medo de que as trevas prevaleçam. Bíblia Shedd.

13 misericórdia quero. Nesse sentido, “misericórdia” representa justiça pela fé e “sacrifício”, justiça pelas obras. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 386.

14-15 Jesus suporta a disciplina do jejum. Contudo, Ele nega que ele seja necessário aos Seus seguidores naquele momento. O princípio a se observar aqui é que a disciplina espiritual, apesar de bíblica e necessária, tem seu tempo e lugar. Andrews Study Bible.

17 odres. Na Palestina antiga, o vinho era guardado em recipientes feitos de pele de cabra. O suco de uva fresco se fermentaria com o tempo e esticaria os recipientes. Um odre velho não conseguiria suportar a pressão e se romperia; portanto, novos recipientes eram necessários para novos sucos. Jesus usou essa ilustração para enfatizar que o Seu caminho era novo e não se ajustava aos velhos e desacreditados caminhos dos fariseus ou mesmo algumas limitações das leis mosaicas. Andrews Study Bible. 

18 um dos dirigentes da sinagoga. Marcos e Lucas informam que seu nome era Jairo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Marcos menciona ainda um pormenor, o de que os médicos tiraram-lhe todo o dinheiro que ela possuía, sem contudo curá-la. Bíblia Shedd.

22 ficou sã. A mesma palavra grega para “salvou”. Quando Jesus cura fisicamente Ele também salva holisticamente [como um todo]. Andrews Study Bible.

O verbo grego sõzein significa tanto salvar como curar. É restaura e restabelecer totalmente. Bíblia Shedd.

23 tocadores de flauta. Estes, juntamente com as carpideiras, eram profissionais que acompanhavam os enterros; essas lamentações não eram senão mercenárias, o que se revela pelo tom de zombaria que adotaram para com Jesus. Ele ressuscitou a menina com a mesma ternura com a qual sua mãe a despertaria cada manhã (Mc 5.41). Bíblia Shedd.

24 dorme. Uma metáfora bíblica para a morte (Dan 12:2; Jo 11:11; 1Ts 4:13-14). Andrews Study Bible.

25 tomou a menina pela mão. Quem quer que tocasse um cadáver ou estivesse com ele num aposento se tornava ritualmente impuro (Nm 19:14-16). Jesus quebrou estas leis para trazer restauração. Andrews Study Bible.

27 cegos. Isaías predisse a cura dos cegos na era messiânica (Is 35.5) [O mesmo para os mudos, Is 35.6, verso 32]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

32 foi-Lhe trazido. Quando uma pessoa é impedida de ir até Jesus por falta de habilidade ou de fé para a cura física ou espiritual, é bem-aventurada se tem alguém que se preocupa com ela o suficiente para levá-la a Jesus (cf. Mc 2:2, 3). CBASD, vol. 5, p. 387.

33 falou o mudo. Esta era a evidência tangível da cura. Este foi o último milagre registrado em vários meses, sendo que o próximo foi o de alimentar 5 mil na primavera seguinte. Não se diz se Jesus se retirou a algum lugar no inverno, após a segunda viagem pela Galileia. A agitação popular provocada pelos muitos milagres tendia a obscurecer o principal objetivo de Cristo ao realizá-los: a propagação do reino dos céus no coração e na vida do ser humano.  CBASD, vol. 5, p. 387.



Daniel 12 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Neste capítulo, Daniel vê a ordem mundial como a conhecemos chegando ao fim e Miguel (Cristo), nosso Sumo Sacerdote, concluindo Seu juízo investigativo. Ele é o “príncipe que protege os fiéis a quem Daniel também pertence” (v. 1). Os comentaristas não concordam se Daniel 11:45 e capítulo 12: 1 são ou não eventos simultâneos. O judaísmo entende que os versos 1-4 são a conclusão do capítulo 11.

Cristo, que estava assentado com Seu Pai no trono irá Se levantar. Isto ocorre durante o tempo da tribulação “como nunca aconteceu desde que houve nação”. Quando Ele se levanta, fecha-se a Porta da Misericórdia. Antes Miguel era descrito como “O Príncipe”, mas aqui em Seu estado de glorificação após a conclusão do processo de expiação, Ele é “O Grande Príncipe”.

Começa, então, o tempo de angústia de Jacó. Contudo, “naquela ocasião o Seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no Livro [da Vida] , será liberto” (v. 1b NVI). Estes são os remanescentes fiéis ainda vivos. Uma parte dos que dormem o sono da morte serão ressuscitados, “acordarão” (v. 2 NVI). Uns para a vida eterna, e outros, como os que feriram a Cristo,  para a vergonha eterna e destruição final Cristo (v. 2). (Apoc 1: 7). Todos os que aceitam a Cristo como Salvador serão chamados sábios, e todos aqueles que estiveram envolvidos ativamente no negócio mais importante de Deus, ganhar almas, brilharão como as estrelas para sempre (v. 3).

O Livro de Daniel deveria ser selado até o tempo do fim (v. 4). Depois de 1798, data que marca o início do tempo do fim (11:35), entendimento mais completo seria dado. Também o conhecimento iria aumentar rapidamente (v. 4). Esta data é obtida quando o ser vestido de linho ergue suas mãos, jurando que estes dias se cumpririam após “tempo, tempos e metade de um tempo” (v.7a). Daniel entendeu que cada tempo corresponderia a um ano de 360 dias, o que totaliza 1.260 dias proféticos ou anos literais, o que nos leva ao período de domínio secular papal de 538 a 1798.

O ser vestido de linho continua: “Quando o poder do povo santo for finalmente quebrado, todas essas coisas se cumprirão” (v. 7b NVI). Daniel ouviu tudo isso, mas não entendeu (v. 8). Ele ainda queria saber “qual será o resultado de tudo isso?” O que acontecerá então? A mensagem que veio a Daniel dizia que ele tinha que seguir o seu caminho, porque estas palavras estavam fechadas e seladas até o fim (v. 9).

Aquele que falava a Daniel fornece a partir de agora informações adicionais a respeito dos fiéis. Eles serão purificados, sem manchas, através do processo de santificação, e sua fé em Cristo será testada. Diariamente a justiça será vista em suas vidas, porque eles não mais andam em seus maus caminhos (v. 10). Mas os ímpios continuarão seus maus hábitos, encobrimento seus pecados, participando timidamente da verdadeira adoração de Deus, da boca para fora, em vez de rendição do coração. No entanto, aqueles que são sábios andarão com Cristo e Seu Espírito e “entenderão”.

Aqui são dados, então, dois elementos de tempo que não haviam sido dados antes a Daniel e sobre os quais nenhuma informação adicional é fornecida: 1290 dias (v.11) e 1335 anos (v.12). 

Não foi dado a Daniel nenhum período de tempo após o encerramento da profecia dos 2300 anos. No entanto, foi dada resposta à pergunta de Daniel de como tudo iria terminar. Os tempos difíceis da história durante a Idade Média mencionados anteriormente deveriam terminar em 1798, mas iriam recomeçar logo antes do final. Daniel ainda não entende tudo, mas é orientado a seguir o seu caminho e descansar (dormir em Cristo): “você se levantará para receber a herança que lhe cabe” (v. 13 NVI). Este evento marcará o final do tempo histórico e o início da eternidade.

Não há nenhuma posição oficial de nossa denominação a respeito dos 1.290 e 1.335 dias. As informações que dispomos a respeito disto são as que tem sido divulgadas de pesquisas particulares. 

Querido Deus,
Não sabemos quando Jesus virá; tudo o que sabemos é que a Sua Vinda está próxima. Se tivermos que ir para o nosso descanso, que seja em Jesus, e se continuarmos vivos, sustenha-nos em Teus braços. Amém.

Koot van Wyk
Coreia do Sul.

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/12/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 12 

Comentário em áudio



Jó 18 by Jeferson Quimelli
14 de julho de 2013, 0:00
Filed under: esperança, ressurreição

Comentário devocional:

Bildade inicia com uma censura a Jó e diz que os ímpios são julgados e recebem sua recompensa não só no futuro, mas também no presente e que Jó é um deles. Bildade está contrariado com Jó por que este rejeita as (suas)  legítimas ciência e filosofia, por achá-las insensatas e não merecedoras de atenção. Bildade diz: “Por que somos considerados […] ignorantes aos seus olhos?” (v. 3 NVI). “Ah, você, que se dilacera de ira! Deve-se abandonar a terra por sua causa? (v. 4 NVI).

Então Bildade continua afirmando – incluindo a Jó em sua acusação – que, mesmo agora, a luz do ímpio se apagará (v. 5). A força da sua vida (sua lâmpada), o vigor dos seus passos, se enfraquecerão. Várias armadilhas o aguardam e o derrubarão, principalmente as armadas por ele mesmo (v. 6-10). O ambiente em que vive será hostil, ele viverá sobressaltado, as calamidades estarão prontas a o assaltar como uma fera faminta. Tudo que ímpio conseguir construir e juntar poderão ser perdidos em um só momento (v. 11, 12).

Estas palavras de Bildade, mostram que o “amigo” de Jó, defende a teologia egípcia da morte. Nela, todos devem passar por este processo após a morte, deixando a terra num barco com o rei sol, Ra, para fazer uma viagem no rio Nilo celestial. Os mortos passam por 12 portões com monstros aterrorizando-os no caminho. À meia-noite, diretamente sobre o Nilo terreno, os mortos aparecem na sala de julgamento do deus Osíris para o juízo investigativo e aguardam o julgamento de fogo. 

Bildade continua: Quando um ímpio morre, “é arrancado da segurança de sua tenda e o levam à força ao rei dos terrores” (v. 14 NVI). Ninguém mais se lembrará dele, seu nome não terá mais influência alguma, ele será lançado da luz para as trevas, e [lá] não terá mais filhos (v. 17-19).

Bildade está tentando assustar Jó com o seu conhecimento da teologia pagã dos mortos. A cena é de horror. “É assim a habitação do perverso; essa é a situação de quem não conhece a Deus” (v. 21 NVI). Este quadro de horror do pós-vida, como apresentado por Bildade, é totalmente contrário ao entendimento de Jó.

Mentiras são inventadas ao nosso redor por aqueles que não lêem corretamente a Palavra de Deus. O ponto de vista de horror de Bildade a respeito da vida após a morte soa semelhante a crenças modernas. Jó acreditava na Segunda Vinda.

Querido Deus,

O nosso mais profundo desejo, como também Jó ansiava, é sermos plenamente restaurados por Teu poder quando da Segunda Vinda. Quer estejamos no descanso ou vivos para nos juntarmos aos demais na manhã da ressurreição, que permaneçamos sempre em Cristo, nossa justiça, na promessa da salvação futura. Esta é a nossa humilde súplica. Amém.

Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ/GASQ



Texto bíblico: Jó 18



Jó 17 by Jeferson Quimelli
13 de julho de 2013, 0:00
Filed under: esperança, ressurreição
Comentário devocional:
 
Jó continua a descrever a sua situação. O capítulo 16 se encerra com sua admissão de que seus dias estão contados, seu espírito está quebrantado e o túmulo está pronto para ele (v. 1). E, além disso, tem de suportar a zombaria e a hostilidade de seus pretensos amigos (v.2). 
 
Jó então pronuncia uma pequena oração para que Deus atente para ele e lhe dê uma “garantia” (v. 3) de que estará com Ele, acreditando que a falta de entendimento de seus amigos da situação é um sinal de que não prevalecerão contra ele, porque Deus não os iluminou (v. 4-5). A palavra garantia é utilizada no Novo Testamento como um “penhor da futura bem-aventurança” (Hebreus 6:5).
 
Jó lamenta ter se tornado uma má referência junto ao povo: um provérbio ambulante, alguém em cujo rosto se cospe (v. 6), que reflete somente tristeza e se sente fisicamente como uma sombra (v. 7). Para Jó, uma situação como esta causa revolta por parte dos íntegros e inocentes como ele. Mas ele tem certeza que isto não o abalará e ele ainda se fortalecerá. Quanto aos seus amigos, sabe que nada de sábio virá deles (v. 10)
 
Jó continua seu lamento dizendo que seus dias de alegria já se foram e que já não possui mais propósitos e sonhos (v. 11).  Apesar de seus amigos dizerem que nele há esperança, e de que sua noite se transformará em dia (v. 12), Jó não vê neles sinceridade e anseia pelo descanso que a sepultura lhe poderia trazer (v.13). Jó, então, mostra seu desespero ao constatar que este seu anseio pelo descanso revela que terá em breve apenas a companhia da morte e da corrupção (v. 14, 15). E até mesmo sua esperança morrerá com ele.
 
Moisés, ao descrever a corrupção como companheira da morte, deve ter se lembrado do esforço inútil dos faraós, com quem convivera, em tentar preservar seus corpos e estender sua existência.Os egípcios queriam negar a realidade da sepultura, Jó entretanto não a nega; aceita a sua realidade e se prepara para enfrentar o inevitável fim de todos os mortais.
 
Jó se encontra num conflito. Seu único consolo é que todos os seus sofrimentos acabem, incluindo as acusações insensíveis de seus pretensos “consoladores”. Sua única esperança de estar livre de tudo isso é a morte, porém este pensamento o apavora.
 
Nós não precisamos nos desesperar com nossa condição humana e nosso destino comum, a sepultura, porque nosso Salvador já venceu a morte. Jó não tinha a vantagem da compreensão que hoje temos. Sejamos gratos pelo que Cristo fez por nós, e que nos enche de esperança mesmo nos momentos mais difíceis!
 
Querido Deus,
A sepultura não assusta aqueles que tem a Cristo. Conceda-nos a graça de na manhã da ressurreição fazermos parte do grupo dos salvos, pelos méritos de Cristo, nossa “garantia” de salvação.
 
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JAQ/JDS
 
 
Texto bíblico: Jó 17