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Comentário devocional:
Neste capítulo, Daniel muda de história para profecia. Os últimos sete capítulos de Daniel contêm vários sonhos e visões vindos de Deus.
Em Daniel 7, retorna-se para antes dos eventos de Daniel 5, ao tempo em que Belsazar ainda era o regente. Nestes dias, Daniel viu um sonho que repetiu o padrão do sonho da estátua do cap. 2, porém com detalhes adicionais.
Neste sonho, Daniel viu vários animais saindo sucessivamente de um grande mar [os povos da Terra] agitado por ventos [agitações populares, guerras] que vinham de todas as direções (vv. 1-3). Os animais se assemelhavam com um leão alado, um urso, um leopardo, e um animal com dez chifres, de aparência terrível, que não se parecia com nenhum outro animal conhecido (vv. 4-7). Enquanto Daniel estava ainda espantado com a aparência do quarto animal terrível com seus chifres, um pequeno chifre “surgiu entre eles” e três chifres foram arrancados (v. 8).
Após os quatro animais subirem do mar, Daniel viu muitos tronos serem colocados e num deles, envolto por fogo, se assentou um “Ancião”, o próprio Deus (v. 9). Milhões serviam o Ancião em uma atividade de julgamento, enquanto cada animal recebia um tempo de vida (v. 10, 12). Daniel reconheceu ali que Deus é Quem levanta e derruba impérios. Ele permite que alguns continuem por determinado tempo e faz com que outros desapareçam. A autoridade dos reinos é concedida ou retirada no céu.
A sucessão dos reinos nos ensina que o leão alado era Babilônia, personificada por Nabucodonosor. O urso era o império combinado dos medos e persas, que se levantou sobre o lado mais forte, os persas. O leopardo simbolizava, em sua rapidez, o império grecomacedônico de Alexandre.
O quarto animal com dez chifres era tão estranho e temível que chamou sobremodo a atenção de Daniel. Após o surgimento e crescimento do chifre que falava arrogantemente blasfêmias contra Deus, este animal foi julgado, morto e destruído no fogo. Este animal representava o império romano, incluindo o Sacro Império Romano, que o sucedeu.
Recebeu Daniel, ainda, a informação que os dez reis eram dez reinos, que o poder representado pelo chifre pequeno falaria contra o Altíssimo, mudaria os tempos e as leis e oprimiria os santos por “um tempo, tempos e metade de um tempo”, frase que foi preservada num dos pergaminhos com o livro de Daniel, que faziam parte dos manuscritos do mar Morto, nas cavernas de Qumram.
Como a palavra traduzida por “tempo” também podia significar “ano”, temos “ano, “anos” e “meio ano”, ou seja, três anos e meio. Se considerarmos, ainda, que o ano judeu tinha aproximadamente 360 dias, chegamos à cifra de 1260 dias (360 dias x 3,5 anos).
Se aplicarmos o princípio de interpretação profética de que um dia profético significa um ano literal (Nm 14:33, 34; Ez 4:4-7 ) chegamos ao período de 1260 anos da perseguição movida por Roma, contra os cristãos em geral, que começou em 538 dC, sob o imperador romano Justiniano e contra os cristãos que não se submeteram às doutrinas humanas impostas por Roma eclesiástica, que se seguiu. O período dos 1260 anos mostrado ao profeta Daniel é o mesmo que foi mostrado a João em Apocalipse 12:6.
Agitado e aterrorizado com tudo que vira: a sucessão de reinos, o chifre blasfemo, justos sendo mortos, juízo investigativo divino e juízo executivo, Daniel pergunta o significado de tudo que vira (v. 16) e recebe a informação: os reinos passariam, mas os justos, que sofreram de modo destacado sob o poder do quarto animal/reino, ao final “receberão o reino e o possuirão para sempre” (v. 18 NVI).
Esta visão dada a Daniel fornece segurança e esperança a todos nós que seguimos a Deus. Nosso Senhor tem a história em suas mãos e determinou que o reino eterno será dado aos santos do Altíssimo (v. 27).
Querido Deus,
Conforta-nos saber que controlas e conduzes não só as nações, mas também as nossas vidas. Conduz-nos ao destino que reservas aos que Te amam: uma vida plena e abençoada aqui neste mundo e uma vida eterna conTigo.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 7
Palestra Daniel 7
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Comentário devocional:
Neste capítulo, temos um relato escrito do testemunho de Nabucodonosor extraído por Daniel dos arquivos da Babilônia. É uma surpreendente e dolorosa confissão de pecados que teve um desfecho feliz.
Nabucodonosor era um homem pecador, cruel para com os oprimidos (v. 27). O Senhor avisou Nabucodonosor através de um sonho interpretado por Daniel, de que passaria por maus pedaços, até pelo vale da sombra da morte, mas que se recuperaria e sairia exaltado desta situação, o que realmente aconteceu.
Quando tudo estava indo bem com Nabucodonosor, ele teve mais um sonho que tirou sua paz. Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais seria reabilitada.
Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais foi reabilitada.
Ninguém a não ser Daniel conseguiu interpretar o sonho. A árvore frondosa e frutífera simbolizava Nabucodonosor e seu império, a “cesta de pão” do mundo então conhecido. O tronco cortado significava a inteligência retirada do rei, de quem os representantes dos países iriam se afastar. O rei iria viver entre os animais o tempo suficiente para que ele e todos reconhecessem que Deus é soberano ao dar e retirar dos homens o domínio da terra.
Um ano se passou depois que Daniel deixou a presença do rei na corte e nada havia acontecido (v. 29). Nabucodonosor esqueceu a Palavra de Deus e deu lugar à orgulhosa exaltação própria (v. 30). Neste dia, enquanto ainda estava andando no terraço superior do palácio e admirando suas obras (29 NVI), o próprio Deus falou com Nabucodonosor, dizendo-lhe que a sua autoridade tinha sido tirada (v. 31). A sentença de Deus se cumpriu naquele exato momento e Nabucodonosor perdeu sua glória e sua inteligência e deixou o palácio para viver com os animais (v. 33).
Depois de sete anos longe da convivência dos humanos, Nabucodonosor levantou os olhos para o céu em espírito de humildade e oração. Então sua sanidade voltou e seu primeiro ato foi bendizer, glorificar e louvar a Deus, “que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno e cujo reino é de geração em geração” (v 34 ARA). Sua majestade e resplendor imediatamente foram restauradas e ele foi reconduzido pelos seus conselheiros de volta ao trono.
Sua grandeza foi ainda maior que antes (v. 36). Ao final de sua experiência, Nabucodonosor não só reconheceu a glória e o poder do Altíssimo, mas o louvou por tê-lo livrado da loucura da arrogância e da exaltação própria (v. 37).
Querido Deus,
Nós também enfrentamos o problema de nos gloriarmos acerca de nossas boas obras e nos contaminarmos com pensamentos de grandeza. Ajude-nos a fixar nossos olhos em Jesus o único que pode nos perdoar e libertar de nossos pecados. Amém.
Koot van Wyk,
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/4/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 4
Palestra sobre Daniel 4
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Comentário devocional:
Neste capítulo Daniel relata um acontecimento que marcou definitivamente a sua vida. Ele escreveu em aramaico, a língua falada pela população em geral, para que a veracidade do relato pudesse ser confirmada pelos oficiais da corte que falavam essa língua. É interessante notar que os pergaminhos encontrados nas cavernas de Qumran trazem exatamente o mesmo texto hebraico a partir do qual nossas atuais traduções da Bíblia são feitas.
No segundo ano de Nabucodonosor, Deus deu ao rei um sonho que o perturbou muito (v. 1). Ditadores muitas vezes são inseguros e não confiam em ninguém ao seu redor. Naqueles dias, um ditador buscava ansiosamente o conselho dos adivinhos sobre o que deveria ou não fazer. Neste caso, entretanto, eles simplesmente não sabiam o que dizer a Nabucodonosor a partir de suas tábuas astrológicas.
O rei disse que estava ansioso para saber o sonho (v. 3) e ameaçou todos os sábios da corte com a morte caso não conseguissem revelar o mistério. “Esta é a minha decisão: se vocês não me disserem qual foi o meu sonho e não o interpretarem, farei que vocês sejam cortados em pedaços e que as suas casas se tornem montes de entulho” (v. 5, NVI).
Os adivinhos perceberam então que tinham um grande problema. Eles conheciam a extrema brutalidade dos ditadores assírios e babilônios, como a demonstrada na captura de Laquis, registrada na parede do palácio de Senaqueribe, em Nínive. Muito provavelmente eles seriam cortados em pedaços ainda vivos.
Tendo ciência da crise que também o envolvia, Daniel se aproximou e pediu para falar com o rei (v. 15) e pediu a seus amigos para orarem com ele a respeito do assunto (v. 17-18). Deus respondeu a oração deles e deu a Daniel o sonho e a sua interpretação (v. 19). No sonho o rei havia visto uma enorme estátua, de diversos materiais, que foi destruída por uma rocha não cortada por mão humanas.
O conceito fundamental do sonho é que Deus está no controle da história deste mundo e de seus sucessivos impérios. Este mesmo conceito já havia sido exposto por Moisés em Gênesis 31, Êxodo 3 e Jó 12.
A interpretação do sonho dada por Deus a Daniel e transmitida ao rei foi a seguinte: A cabeça de ouro da imagem representava a Babilônia (v. 37a). Outros reinos se sucederiam, como confirmado pela História. Depois da Babilônia veio a Medo-Pérsia (v. 39a) representada pela prata, e depois de sua queda, veio o Império Grego representado pelo bronze (v. 39b).
Depois da queda da Grécia dominou o “império de ferro” de Roma. Mais tarde, na Idade Média, Roma assumiu uma orientação religiosa através da Igreja Católica Romana, quando passou a ser conhecido como o Sacro Império Romano (v. 40). O aspecto religioso de Roma se revela logo em 538 dC, quando o imperador Justiniano ordenou que nas moedas a serem cunhadas naquele ano ele não deveria ser retratado, como no passado, como um guerreiro ou um soldado com uma lança em um cavalo, mas como um teólogo segurando em suas mãos uma cruz.
O último reino que aparece no sonho composto de “argila e ferro” (vs. 41-43), também teria fim, como todos os demais. Então uma pedra vinda do próprio Deus destruiria a imagem que Nabucodonosor vira em seu sonho e o Deus do céu estabeleceria um reino que jamais seria destruído (v. 44).
Quando Nabucodonosor ouviu tudo isso, colocou o rosto em terra perante Daniel (v. 45-47). Apesar de ser ainda um calouro, Daniel foi promovido a chefe de todos os sábios da Babilônia. Daniel foi trazido para a corte do rei e seus amigos se tornaram encarregados da administração da província de Babilônia, a seu pedido (v. 49). A inteligência e a sabedoria de Daniel e seus companheiros lhes foram dados por Deus.
Querido Deus,
Vivemos no tempo do fim e sabemos que o Seu filho, a Rocha dos Séculos, virá em breve como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores para encher a terra com a Sua glória. Que possamos, desde agora, nos abrigar nEle. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional de Kyungpook, Coreia do Sul
Filed under: cuidado de Deus, Deus, Israel, profecias, prosperidade, restauração | Tags: Ezequiel, Nova Jerusalém, Nova Terra, profecias, restauração
Comentário devocional:
Enquanto o capítulo anterior descreve os limites gerais do novo Israel, o capítulo 48 fornece os detalhes de como a terra deve ser repartida entre as 12 tribos. Devemos notar que são destinadas terras para todas as tribos. As tribos do reino do norte, que havia deixado de existir desde a conquista assíria, obtém suas terras de volta. Todas as tribos tem um novo recomeço. No centro do território, há uma porção especial ou sagrada da terra. Esta área do meio contém o Templo em seu centro com um lugar em torno dele para os sacerdotes e levitas. O território atribuído ao príncipe ladeia esta porção. Para os israelitas, essa parte de sua terra era o centro de sua vida. E nós, temos colocado Deus no centro da nossa vida?
A nova cidade na área central terá 12 portões cada uma com o nome de uma das 12 tribos, semelhante à cidade santa descrita no livro de Apocalipse 21:12. Ezequiel culmina sua descrição com a revelação do nome da cidade. É de se esperar que seja “Nova Jerusalém”, mas não é. Ela é chamada: “o Senhor está aqui.” O tema do livro diz respeito à presença de Deus. No início do livro de Ezequiel, o pecado de Israel leva a presença de Deus para longe e traz o juízo. Agora Deus revela através de Ezequiel que Ele voltará para a Sua cidade e Seu templo restaurados e Sua presença trará todos os tipos de bênçãos.
Como é apropriado chamar a cidade restaurada de “Yahweh está lá”! Na verdade, esta afirmação é o tema de toda a Bíblia. Em Gênesis, o pecado de Adão e Eva nos separou de Deus. O resto da Bíblia mostra Deus em ação para restaurar a Sua presença entre nós. Isso culmina no livro do Apocalipse, quando Deus declara que Ele estará conosco novamente (Apocalipse 21: 3). Todos os crentes podem esperar viver nessa cidade maravilhosa restaurada agraciados pela presença eterna de Deus.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/48/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 48
Comentário em áudio
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A terra a ser distribuída é dividida em 13 faixas iguais e paralelas: uma porção para cada tribo e uma porção sagrada ao centro, com o Novo Templo e a Nova Cidade. Sete tribos ficam acima da porção sagrada e cinco abaixo dela. A descrição da localização de cada tribo vai de Dã até Gade, do norte até o sul. … A Nova Terra Santa se estenderia desde a região de Hamate acima de Tiro e Sidom ao norte, até o Ribeiro [wadi, rio sazonal] do Egito, ao sul. E do rio Jordão (incluindo o mar da Galiléia e o mar Morto), que formaria a fronteira leste, até o mar Mediterrâneo como a fronteira oeste. Andrews Study Bible.
1 nome das tribos. Este capítulo descreve a distribuição da terra e termina com uma descrição do tamanho da cidade e de seus portões. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 814.
7 Judá. Recebeu o lugar do maior prestígio, fazendo fronteira com a porção sagrada (v. 8), porque a promessa messiânica fora dada à tribo dele (Gn 49.8-12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Um lado [o norte] do território de Israel tem sete tribos porque o outro lado, com cinco tribos (23-29) tem de caber num espaço menor. Isto acontece porque Jerusalém, a sede espiritual do novo Israel, não está no meio do país, mas sim bem no sul. Entre as doze tribos … [existe uma faixa de 25.000 côvados, no centro do qual existe um quadrado de] 25.000 por 25.000 côvados, um quadrado perfeito que, tendo o templo bem no centro, se divide entre os sacerdotes, os levitas e a cidade Santa. O resto do espaço que ficou [a leste e a oeste] da área retangular de Israel pertence ao príncipe, cujo território se estende ao mar Morto de um lado, e ao Mediterrâneo do outro lado, tendo assim uma “fatia” igual às doze tribos (cede, porém, a parte central ao templo com seus arrabaldes). Bíblia Shedd.
14 não a venderão [a terra]. Como era do Senhor, não devia ser objeto de comércio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 uso civil da cidade. O território dos sacerdotes e dos levitas mediria, cada um, 10 mil côvados de norte a sul, o que deixava para a cidade 5 mil côvados de toda a “porção santa” ao sul da área dos sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 814.
A Nova Cidade se localizaria ao centro da faixa mais ao sul da “porção sagrada”, portanto separada do Novo Templo. Andrews Study Bible.
19 de todas as tribos de Israel. O distrito sagrado era propriedade da nação, e não o domínio particular do príncipe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 do príncipe. A faixa de terra que restava a leste e oeste da “porção santa” seria para o príncipe. CBASD, vol. 4, p. 814.
30 as saídas. O tabernáculo no deserto tinha uma ordem fixa para a disposição das tribos ao redor dele, três portas de cada lado, uma para cada tribo, Ap 21.12-14. Assim se vê como as disposições da Bíblia não falham: apontam em primeiro lugar para as coisas visíveis na terra, e refletem as coisas eternas no céu. Bíblia Shedd.
35 a cidade. A cidade da nova Terra, a nova Jerusalém, que João viu descer do Céu da parte de Deus (Ap 21), mostra notáveis semelhanças com a cidade da visão de Ezequiel. Este [Ezequiel] descreve a cidade que poderia ter sido; João, a que será. … A nova Jerusalém, cujos habitantes são remidos de toda nação, tribo, língua e povo, é apresentada com o nome das 12 tribos inscritos em suas portas. Segundo a figura bíblica, os remidos, não importa a que etnia pertençam, são representados como fazendo parte de uma das 12 tribos (Rm 9-11; Gl 3:29). CBASD, vol. 4, p. 814.
o Senhor está ali. Em hebraico: Iavé-Shama, possível jogo de palavras com Yerushalayim, que é “Jerusalém”, em hebraico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A história do Êxodo se encerra com a promessa da presença real de Deus ao lado de Seus fiéis (Êx 40.38). O evangelho encerra-se com a vocação missionária acompanhada pela promessa da presença real de Jesus (Mt 28.18-20). A visão da história da Igreja e do mundo até a consumação final encerra-se com a promessa da Segunda Vinda de Cristo (Ap 22.2). A profecia de Ezequiel, cheia de preceitos e promessas, contendo a chave da história dos impérios da época, e apontando na direção da santificação total do povo de Deus, apresenta, como soma total das suas visões, a promessa da comunhão dos crentes com Deus. Bíblia Shedd.
O livro de Ezequiel se inicia com a visão da santidade de Deus que se aproxima e se torna presente em Jerusalém e no templo (1:4, 28; 8:1-4). Após emitir o julgamento sobre o Seu povo, o templo e Jerusalém (cap. 8-11), o Senhor deixa o templo e Jerusalém (8:6; 10:18; 11-23-24), mas estava com Seu povo na Babilônia. Na seção final do livro, o Senhor retorna ao Novo Templo (43:3-5) e permanece na Nova Capital e na Nova terra para Sempre. Andrews Study Bible.
Não é sabido se Ezequiel viveu para ver alguns de seus compatriotas retornarem após o generoso decreto do rei persa. Se soubesse que seus escritos seriam preservados no cânon sagrado, ele teria extraído conforto do fato de que alguma geração futura poderia se beneficiar da mensagem que seus companheiros de cativeiro haviam desprezado.
O desafio agora é para a igreja. O novo Israel de Deus está prestes a entrar numa terra muito mais gloriosa do que aquela oferecida à geração de Ezequiel. Mas essa entrada também se baseia em certos pré-requisitos. Tem havido demora, e o povo de Deus precisa cumprir as condições necessárias. Desta vez, contudo, não pode haver um adiamento indefinido, pois a restauração não será mais nacional, mas individual. Quando o momento chegar, Deus ajuntará, de todas as terras, aqueles que pessoalmente se prepararam. Eles herdarão as ricas promessas e habitarão na cidade prefigurada na profecia de Ezequiel e divinamente denominada “O Senhor Está Ali”. CBASD, vol. 4, p. 815.
Filed under: profecias, restauração, segurança | Tags: água, Espírito Santo, Ezequiel, Templo de Ezequiel
Comentário devocional:
Ezequiel 47 continua a tratar do templo restaurado, da cidade e da terra de Israel. Em um país seco como Israel, a água é uma necessidade da vida em todos os seus aspectos. Ezequiel recebe um retrato vívido da solução de Deus para a questão da água. No Israel restaurado, a presença de Deus é real e supre todas as necessidades, incluindo a de água. O que começa como um fio de água a partir do portão leste do templo começa a fluir em direção ao deserto. No espaço de pouco mais de um quilômetro, o pequeno córrego se transforma num rio caudaloso, renovando as águas do salgado mar Morto. Esta água dada por Deus traz vida. Graças a ela, as árvores crescem e produzem frutos em todos os meses. Os peixes tornam-se tão abundantes que os pescadores prosperam. Toda a terra é abençoada por esta água que flui da presença de Deus.
Embora esta imagem literal nunca tenha acontecido para Israel, ela é uma imagem tão poderosa que posteriores escritores da Bíblia também usaram esta imagem da água para retratar as bênçãos espirituais que Deus dá. Jesus a menciona em João 7:37-39. Ele diz que a água se refere ao Espírito Santo, que será dado aos crentes. Este quadro também é utilizado por João em Apocalipse 22:1, 2, em sua descrição da nova terra. Que imagem poderosa das bênçãos que fluem a partir da presença de Deus!
Este capítulo também trata da divisão da terra entre as 12 tribos. As fronteiras estão bem próximas daquelas dadas originalmente em Números 34:1-12, mas uma grande diferença se destaca. Enquanto no livro de Números apenas israelitas literais recebem a terra, na nação restaurada de Ezequiel, estranhos ou estrangeiros que têm filhos na terra, também recebem uma propriedade. O fato de não israelitas receberem tratamento semelhante aos dos israelitas, recebendo terras, é mais um exemplo da graça de Deus. Em nosso trato com outros devemos ser tão graciosos quanto Deus é.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/47/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 47
Comentário em áudio
Filed under: profecias, reverência | Tags: Ezequiel, ordem, santidade, templo
Comentário devocional:
Ezequiel continua a descrever detalhes acerca do templo, seus edifícios e serviços.
O capítulo 42 trata especificamente de duas questões. Em primeiro lugar, fala acerca dos aposentos para os sacerdotes, (versos 1 a 14) e, em seguida, indica as dimensões dos muros exteriores (versos 15-20). Os sacerdotes eram essenciais para os serviços do templo e em Levítico foram dadas normas rígidas sobre a maneira como eles deveriam exercer suas funções e manter a santidade. Santidade significa separação das coisas comuns – tanto no comportamento quanto no vestuário.
Em Ezequiel, é repetido o convite para que os sacerdotes sejam santos. É interessante que o principal exemplo dado por Ezequiel diz respeito às vestes do sacerdote. Após deixarem o lugar santo e se dirigirem para a área comum os sacerdotes deveriam retirar suas vestes sacerdotais e colocar suas roupas de uso diário. Embora os detalhes do comportamento sacerdotal não devam necessariamente ser seguidos hoje, podemos concluir tirar disso que o respeito, a reverência e o senso do sagrado não devem ser perdidos.
Deus é muito especial e deseja ser honrado em tudo que fazemos, mesmo através das roupas que usamos. Os crentes em Cristo são todos sacerdotes e também precisam ser santos (I Pedro 2:5,9).
As dimensões das paredes exteriores, que formam um quadrado com 500 côvados ou aprox. 250 metros de cada lado, nos levam a refletir sobre tamanho, simetria e equilíbrio. O templo com seu grande complexo é impressionante em sua aparência. É um projeto que incentiva os adoradores a refletirem sobre a grandeza e a santidade do Deus do universo, que está prestes a manifestar a Sua presença ali.
A descrição do futuro templo nos dá uma pequena idéia do quanto o nosso Deus valoriza a ordem e a atenção aos detalhes. Tudo o que Deus faz, Ele faz bem. Que exemplo para nós!
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/42/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 42
Comentário em áudio
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1 átrio exterior. Os v. 1 a 14 descrevem as câmaras para os sacerdotes, ao norte e ao sul do templo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 796.
2 cem côvados. Cerca de 50 metros. Segundo a LXX, esta é a medida do comprimento do edifício [das câmaras]. O comprimento é igual ao do edifício do templo (Ez 41:13). Aparentemente as câmaras estavam diretamente ao norte e ao sul do templo, e entre elas e o templo havia a área separada. CBASD, vol. 4, p. 796.
13 As câmaras destes dois lados tem seu uso definido; nunca mais as pessoas consagradas, nem as coisas dedicadas, teriam a possibilidade de se confundir com as coisas do mundo. Bíblia Shedd.
14 porão ali as vestiduras. As câmaras santas serviam como vestiários para os sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 797.
15 Acabando ele de medir o templo interior. O termo [templo interior] aqui se refere à área do templo, presumivelmente a tudo o que tinha sido medido até então. Ezequiel volta à porta leste exterior, onde a inspeção havia começado (Ez 40:6). CBASD, vol. 4, p. 797.
Filed under: Israel, profecias | Tags: céu, esperança, Nova Jerusalém, templo
Comentário devocional:
No capítulo 41, temos o início de uma descrição detalhada do templo e da cidade em torno dele, que se estende por vários capítulos. O capítulo 40 falou sobre os quatro portais que dão acesso ao pátio e diversas construções adjacentes, enquanto que neste capítulo Ezequiel fornece os planos e dimensões do próprio edifício do santuário.
Neste ponto, duas grandes questões parecem apropriadas: 1. Porque toda essa atenção aos detalhes da estrutura e suas dimensões? 2. Por que é tão importante para Ezequiel relatar todos esses detalhes ao longo de nove capítulos (40-48)? Será que os israelitas se interessariam por isso?
Em resposta à primeira pergunta, podemos dizer que a descrição detalhada faz da promessa de restauração algo concreto, tangível e real. As pessoas poderiam ver que Deus tinha em mente algo muito especial. Os detalhes deixam claro que a restauração que Deus está trazendo é maior e melhor do que a estrutura que eles tinham antes. O templo com a presença da glória de Deus – o Shekinah – era o centro das atividades de Deus para Israel e cada detalhe era significativo para o povo.
A segunda pergunta é mais difícil de responder. Tendo em vista que a descrição dada aqui não parece ter sido literalmente cumprida, como devemos interpretar esses capítulos? Muitas respostas diferentes foram dadas. A que eu prefiro tem duas partes. Em primeiro lugar, Deus restaurou Israel na esperança de que isso levasse a renovação, renascimento espiritual e fidelidade a Deus. Mas Israel não respondeu como Deus desejava e esta visão baseada nesta esperança não se cumpriu literalmente.
Em segundo lugar, mesmo que Israel tenha falhado, estão incorporados nesta visão princípios e detalhes que fazem parte da restauração final do povo de Deus. Essa é a razão por que encontramos no livro de Apocalipse tantas citações e referências ao livro de Ezequiel.
Isso é importante para nós, porque Deus executará Seu plano de estabelecer novos céus e uma nova terra com uma Nova Jerusalém, independentemente de quantos homens e mulheres respondam. Estejamos entre aqueles que respondem positivamente ao Seu grande amor por nós.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/41/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 41
Comentário em áudio
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1. ao templo. O termo designa aqui o lugar santo (ver 1Rs 6:17; 7:50). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 794.
pilares. Ficavam nos dois lados da entrada e tinham seis côvados (três metros) de espessura, como os muros (v. 5). CBASD, vol. 4, p. 794.
3 penetrou. Quer dizer “entrou além” para o Santo dos Santos (4). O profeta não foi levado junto, compare v. 1. As medidas da entrada referem-se à entrada deste lugar sagrado. Bíblia Shedd.
O anjo entra sozinho no lugar santíssimo. CBASD, vol. 4, p. 794.
4 Santo dos Santos. Um quadrado perfeito de 20 côvados, da mesma medida que o do templo de Salomão (1Rs 6:20). CBASD, vol. 4, p. 794.
Os lugares Santo e Santo dos Santos tinham as mesmas dimensões internas do que a do templo de Salomão. Andrews Study Bible.
5 paredes do templo. A espessura aqui dada (três metros) é a mesma que a do muro do átrio exterior (Ez 40:5). Essa espessura está de acordo com as grandes proporções da antiga arquitetura oriental. CBASD, vol. 4, p. 794.
8 pavimento elevado ao redor do templo. Isto é, o alicerce mais alto sobre o qual repousava o templo. Ao que parece, esta plataforma se estendia 2,5 m para além da parede externa das câmaras (v. 9, 11), formando um passeio do lado das câmaras. CBASD, vol. 4, p. 794, 795.
22 altar … de madeira. Tanto o altar de incenso (ver 23:41) quanto a mesa para o Pão da Proposição (ver Êx 25:23, 30; Lev 24:6). O fato de que os outros itens da mobília não serem mencionados não é uma indicação de que estavam ausentes; a visão destaca coisas que, de certa maneira, são diferentes do templo de Salomão. Andrews Study Bible.
25 palmeiras. Estas árvores sobrepujam as demais em longevidade, utilidade, altura, retidão, beleza, primando pelo seu poder de tirar alimento do deserto árido, e de alimentar em seu turno os viajantes e esgotados. É por isso que os dois enfeites tolerados no templo eram estes: os querubins que são a revelação da glória divina e as palmeiras que simbolizam o ser humano religioso, crescendo na luz da glória divina (2 Co 3.18), com raízes alimentadas pela Palavra de Deus (Sl 1.2-3), produzindo seu fruto pela comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Jo 15.1-11). Bíblia Shedd.
26 janelas de fasquias [NVI: janelas estreitas]. Ou, janelas com treliças fixas. CBASD, vol. 4, p. 795.
Filed under: cuidado de Deus, Israel, profecias | Tags: juízo final, oposição
Comentário devocional:
Quando Deus restaura Seu povo, as forças do mal se levantam contra ele. Nos capítulos 38 e 39, temos a história de uma grande aliança do mal que vem guerrear contra a nação restaurada de Israel, Vemos também como Deus lida com o problema.
O líder dessa aliança contra Israel (contra Deus, na verdade) é chamado de Gogue e ele vem da terra de Magogue. Não sabemos muito sobre a pessoa de Gogue nem da localização de Magogue a não ser que a coalizão de forças encabeçada por ele virá do extremo norte.
A Bíblia diz que isso acontecerá depois de muitos dias (versos 7, 8 e 16). Curiosamente esta terminologia de Gogue e Magogue é usada em Apocalipse 20:7 para o grande exército que se ajuntará contra Deus ao final dos mil anos.
Muitas interpretações foram feitas sobre o real significado destes versos que não cabe discutir aqui, mas a idéia central é clara: antes da restauração final do povo de Deus, uma aliança do mal virá contra ele. Mas Deus não permitirá que eles tenham vitória sobre o Seu povo.
O povo de Deus não deve se surpreender com a oposição do mal. Isto é inevitável em um mundo onde Satanás está ativo. O que deve ficar claro é que, assim como o juízo de Deus veio contra Gogue e Magogue, também virá contra as forças do mal ao final dos tempos. Neste conflito, não só o povo de Deus é salvo, mas o próprio Deus é glorificado e conhecido por quem Ele realmente é, mesmo aos olhos de muitas nações (v. 23).
Quando isso acontecer, as pessoas saberão com certeza, como Ezequiel afirma repetidamente, que “Eu sou o Senhor.” Isto é o que Deus quer que todos nós saibamos, que Ele é o Senhor e que realiza tudo o que seja necessário para a salvação do Seu povo.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/38/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 38
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Estes capítulos [38 e 39] formam uma unidade literária e contém uma profecia contra Gogue, da terra de Magogue. Andrews Study Bible.
1 O princípio [para determinar o que é imediato e o que é futuro ou escatológico nesta profecia] pode ser declarado da seguinte forma: As profecias com respeito à glória futura de Israel e de Jerusalém eram primariamente condicionais e dependiam da manutenção da aliança (ver Jr 18:7-10; PR, 704). Elas teriam um cumprimento literal nos séculos subsequentes se Israel tivesse aceitado totalmente os planos de Deus. O fracasso de Israel tornou impossível o cumprimento dessas profecias em seu propósito original. … Ezequiel 38 e 39 teria se cumprido literalmente depois que os judeus retornaram do exílio, caso eles tivessem atendido às condições apresentadas pelos profetas. Pelo fato de eles as haverem recusado persistentemente, a condição de prosperidade aqui retratada nunca se cumpriu. Consequentemente, não pôde haver o ataque combinado dos pagãos contra um povo que habitasse na prosperidade mencionada. A profecia terá uma aplicação futura? … tal aplicação pode ser estabelecida com certeza apenas por uma revelação subsequente. No NT, há apenas uma referência direta aos símbolos usados nesta profecia: Apocalipse 20:8. Nesta passagem, João diz como esta profecia, que teria se cumprido literalmente em época anterior, terá certo grau de cumprimento na luta final contra Deus empreendida pelas hostes dos ímpios, chamadas de “Gogue e Magogue”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 773, 774.
2 contra Gogue. Gogue é um misterioso inimigo de Deus e Seu povo, cuja identidade não é clara, provavelmente de propósito. A predição do ataque e derrota de Gogue e seus aliados , contudo, nunca ocorreu na história, mesmo que possa ter ocorrido de forma parcial em algumas circunstâncias … em Cristo … na Igreja. De acordo com o livro de Apocalipse, esta profecia tem cumprimento específico , tanto ao tempo da Segunda Vinda de Cristo quanto ao final do milênio. Jesus é o vitorioso na última guerra (Apoc 17:14) e todo aquele que O escolhe, identifica-se e permanece com Ele, pode compartilhar de Sua vitória. Andrews Study Bible.
Na verdade não é necessário encontrar um Gogue nos registros históricos. Gogue é muito provavelmente um nome abstrato pelo qual Ezequiel descreve o líder das hostes pagãs que fazem o ataque final a Israel após a restauração deste e numa ocasião em que o povo de Deus está desfrutando a prosperidade sob a condição de obediência. CBASD, vol. 4, p. 775.
Magogue. Visto que o prefixo hebraico ma– pode significar “lugar de”, é possível que Magogue aqui signifique simplesmente “terra de Gogue”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 todo o teu exército.Do ponto de vista militar, todas as vantagens pareciam estar com os que atacavam. No entanto, se Yahweh estava contra Gogue, Israel não tinha nada a temer. CBASD, vol. 4, p. 778.
O orgulho e a destruição de Gogue refletem muito de perto o orgulho e queda de Lúcifer, como descritas em Is 14:12-15 (compare com Ez 28:17-19). Andrews Study Bible.
5-6 O número sete [das nações] desempenham um papel significativo nesta profecia e no livro inteiro de Ezequiel, simbolizando complitude ou totalidade, e neste contexto específico aponta para uma conspiração universal, um plano mundial contra Israel. Andrews Study Bible.
7 prepara-te. O profeta parece ironicamente encorajar Gogue a fazer os preparativos para a guerra e a reunir forças para que todos os inimigos de Deus pereçam juntos. CBASD, vol. 4, p. 779.
8 serás visitado. Quer dizer “atingido pela justiça divina”. Bíblia Shedd.
10 você maquinará um plano maligno [NVI]. Uma invasão seguida de saque (cf. v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus fará isto no sentido de permitir a Gogue executar os desígnios de seu coração perverso. CBASD, vol. 4, p. 779.
11 parte central do território. A palavra hebraica traduzida por “parte central” também significa “umbigo”, uma figura pitoresca da crença de que Israel era o elo vital entre Deus e o mundo (tb em 5.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 quando Eu tiver vindicado a Minha santidade. Na destruição de Gogue, o caráter de Deus seria completamente vindicado; da mesma forma, na destruição de Satanás e da vasta multidão de ímpios no final do milênio, a sabedoria, justiça e bondade de Deus serão plenamente vindicadas. CBASD, vol. 4, p. 780.
17 não és tu aquele de quem eu disse nos dias antigos, por intermédio dos Meus servos, os profetas de Israel? Uma declaração chave da profecia, que afirma que Deus, através de Seus profetas, falara em tempos anteriores a respeito de Gogue. Isto significa que Deus falara sobre ele de modo geral, porque em nenhum lugar no AT é mencionada uma profecia direta contra Gogue. Andrews Study Bible.
Vista em seus aspectos mais amplos, a batalha aqui descrita é apenas a culminação da luta milenar entre os poderes do mal e o povo de Deus, e há frequente menção disso em profecias anteriores. A mais antiga vem do jardim do Éden, na maldição pronunciada sobre a serpente. … qualquer sucesso da parte do povo de Deus encontra a mais violenta oposição do adversário. CBASD, vol. 4, p. 780.
17-23 Aqui se percebe que esta profecia vai muito além de uma invasão física. É o dia do Senhor mencionado pelos profetas antigos, um dia de julgamento (Am 5.18). É a guerra final entre a luz e as trevas, na qual os partidários de Satanás serão lançados no abismo de fogo e enxofre (22 e Ap 20.7-10). Bíblia Shedd.
19 terremoto. Assinalando a poderosa presença de Deus, que vem para derrotar totalmente o exército que invadia a sua terra. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Aqui está um aspecto para o qual os escritores do NT chamam a atenção. Eles falam das terríveis convulsões da natureza que precederão a vinda do Filho do homem. Jesus menciona o “bramido do mar e das ondas” e “homens que desmairão de terror”, não tanto por causa de alguma ameaça militar à segurança, mas porque toda a natureza parecerá estar fora de seu curso (Lc 21:25, 26; GC, 636). CBASD, vol. 4, p. 780.
21 a espada de cada um será contra o seu irmão. A coligação dos inimigos de Israel se voltará contra si mesma, assim como fizeram os exércitos que atacaram Judá nos dias de Josafá (2Cr 20.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 grande pedras de saraiva. Isto encontra paralelo na sétima praga, quando pedras de cerca de um talento ampliarão a destruição em andamento (Ap 16:21). O “fogo” pode achar correspondente nos “relâmpagos” de Apocalipse 16:18. CBASD, vol. 4, p. 781.
A lista de armas divinas faz crer que Deus intervirá diretamente, sem o benefício de um exército terrestre. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 saberão que Eu sou o Senhor. à medida que o conflito se aproxima de seu clímax, os elaborados estratagemas do enganador serão desmascarados, e será revelada a debilidade e falsidade de suas reivindicações. Demônios e homens vão reconhecer que há apenas um que é supremo, e que seu modo de agir no grande conflito visava a promover o bem eterno de Seu povo e do universo em geral (ver GC, 671). CBASD, vol. 4, p. 781.
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Comentário devocional:
Ezequiel fechou o círculo em suas proclamações contra as nações. O monte Seir e Edom foram mencionados na primeira mensagem de Ezequiel, no capítulo 25. Agora Seir e Edom voltam ao foco. O objetivo desta mensagem contra Edom, foi proclamar que o juízo de Deus viria sobre eles devido a sua ira, inveja e ódio contra o Senhor e o seu povo (v. 11).
Os edomitas foram impiedosos quando Israel e Judá foram invadidos pelos assírios e babilônios, unindo suas espadas aos dos invasores. Agora eles mesmos serão perseguidos pela espada. Não há montanha, vale, ou ravina para onde eles possam fugir e se esconder.
No passado, em diversas ocasiões, os edomitas derramaram sangue inocente. Agora o sangue deles é que será derramado. A injustiça pode governar por um tempo, mas no juízo final ela se voltará contra a pessoa que não se arrepender.
Quando o Senhor voltar, como Ele julgará aqueles que são chamados pelo Seu nome? Somente poderemos encontrá-Lo em paz se tivermos buscado a paz e a justiça aqui, em nossa vida terrena. “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9 ARA).
Qual é a minha resposta quando os inocentes sofrem? Faço parte da multidão que os oprime, assim como aqueles que condenaram e crucificaram a Jesus? Ou me coloco ao lado da justiça e da verdade? No final das contas, é isto que o Juiz de toda a terra está procurando: pessoas que amam a paz e a bondade. Apesar das doutrinas certas terem a sua importância e o seu lugar no juízo final, não ajudará em nada termos apenas aceitado intelectualmente as doutrinas corretas. O que realmente importará é como eu tratei meu companheiros seres humanos.
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/35/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 35
Comentário em áudio
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Comentário devocional:
Muitas vezes as palavras dos profetas são difíceis de conciliar com a crença em um Deus amoroso. Principalmente quando estas mensagens parecem focadas na destruição humana. O Senhor usa neste capítulo a imagem do profeta como vigia. Um vigia soa o alarme quando um inimigo se aproxima e, então, a pessoa que ouve pode optar por fugir ou ficar. O ouvinte, e somente ele, é responsável pelo resultado. Por outro lado, se o vigia não soar o alarme e ficar indiferente ao que está acontecendo, então ele será responsabilizado pelo desastre.
Ezequiel é o vigia. Por mais alarmante que a mensagem possa ser, o objetivo é a salvação, não destruição. Deve haver um alerta da possível ocorrência de coisas ruins para que elas não aconteçam. As advertências e as promessas de Deus são igualmente condicionais.
Não pode haver meio termo ou indecisão diante da mensagem do profeta. O momento exige uma resposta decisiva. Não importa o quão ímpio possamos ser, arrepender-se no momento crítico é o que conta. Por outro lado, não importa o quão justo sejamos, afastar-se do bem no momento crítico traz perda.
Lembro-me dos trabalhadores da parábola de Jesus que trabalharam um número diferente de horas do dia, mas receberam todos o mesmo salário ao final. No entanto, cada um respondeu positivamente quando chamado (Mt 20:1-6). Aqueles que dizem sim para Deus na hora crítica em que ouvem o convite da graça, recebem a aprovação do Senhor.
Agora é o momento de nos decidirmos. Ao ouvirmos o convite do Espírito Santo, não percamos tempo, coloquemos a nossa vida em plena harmonia com a vontade de Deus.
Ross Cole
Avondale College, Australia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/33/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 33
Comentário em áudio
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O cap 33 de Ezequiel é um dos maiores reveladores da história de Judá. No exílio, eles tomam conhecimento da destruição de sua capital, Jerusalém (que eles achavam que nunca cairia) e pela primeira vez reconhecem que são responsáveis pelos juízos que sofrem. Aqui também descobrimos porque os remanescentes em Judá não conseguiram ocupar e manter a terra (v. 24, 25). E a maior revelação: o maior desejo de Deus para nós é que vivamos!
O ministério de Ezequiel agora toma uma nova direção. Após o juízo divino, vem a graça de Deus e a promessa de restauração na era messiânica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este capítulo assinala o começo da segunda parte do livro de Ezequiel. A primeira parte do livro diz respeito, primariamente, a Jerusalém, no passado e no presente; a segunda parte enfoca a futura Cidade de Deus. Essa parte do livro começa repetindo dois temas importantes: primeiro, uma reiteração do chamado de Ezequiel como atalaia (vs. 1-9; cf 3.16-21); e, segundo, a doutrina da responsabilidade moral individual (vs. 10-20; cap. 18). Os exilados ouvem as notícias de Jerusalém no v. 21; o resto das declarações de Ezequiel acerca de Jerusalém não prevê juízo e destruição, mas, sim, restauração. Bíblia de Genebra.
1-20 Estes versículos ensinam que o pastor deve anunciar a plenitude da palavra de Deus, isto é, todos os julgamentos e advertências que Deus pronuncia (1-6) e todos os convites à conversão que Deus faz, bem como as promessas de consolação e de restauração que Deus o autoriza pronunciar (16). “Cada palavra que procede da boca de Deus”, Mt 4.4, deve ser o conteúdo de pregação do pastor. Bíblia Shedd.
10 nossas ofensas e pecados. Essa foi a primeira ocasião em que os exilados expressaram consciência do pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
desfalecemos neles. O estado de espírito dos ouvintes de Ezequiel havia mudado. Antes, o profeta encontrara descrença e escárnio (Ez 12:22). O povo tentou desculpar sua transgressão afirmando que estava sendo punido, não por seus próprios pecados, mas pelos de seus pais (18:12). Diante do fato da destruição de Jerusalém, eles já não podiam contradizer as palavras do profeta. Em desespero, o que estavam dizendo, na verdade, era: “Se tudo isso é punição por nossos pecados, que esperança há para nós?”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 757.
Finalmente, aos sobreviventes na Babilônia está ocorrendo a ideia de não confiar na segurança física de Jerusalém, mas sim procurar a resposta na sua própria péssima situação espiritual. Os primeiros momentos de arrependimento são dolorosos, até que se saiba que há uma resposta final e completa para o pecador: “Deus prova o Seu amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8-11). Bíblia Shedd.
11 não tenho prazer na morte do perverso. Ezequiel anima seus concidadãos com a certeza de que Deus não tem prazer na morte deles. O que Ele deseja é que se arrependam e vivam (2Pe 3:9). CBASD, vol. 4, p. 757.
Os restantes dos israelitas na Babilônia já ouviram os pronunciamentos de Ezequiel sobre o castigo divino que estava caindo em cheio sobre as nações pagãs, e sobre Judá, porque aderira ao paganismo. Ezequiel, porém, mostrava-lhes que o “caminho sobremodo excelente” da vontade de Deus é a restauração do pecador. Bíblia Shedd.
21 caiu a cidade.O primeiro fugitivo de Jerusalém anuncia a queda da cidade. Andrews Study Bible.
Cinco meses depois de o templo ter sido incendiado. […] Com essa declaração, todas as profecias anteriores de Ezequiel foram cumpridas e vindicadas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
É o ponto histórico entre o velho Israel de Canaã e o novo Israel remanescente que estava se formando no cativeiro. Bíblia Shedd.
24 os moradores destes lugares desertos. Os pobres dentre o povo foram deixados na terra como vinheiros e lavradores, e a eles se uniram judeus que fugiram de países vizinhos (ver 2Rs 25:12, 22; Jr 52:16). Esta mensagem tem o objetivo de combater um ditado que era corrente entre esse grupo. CBASD, vol. 4, p. 757.
Abraão era um só; no entanto, possuiu a terra. Estas palavras expressam as arrogantes declarações dos que haviam sido deixados na terra pelos babilônios. O que eles declaravam era que, se Abraão, sendo um só, recebeu a posse da terra, eles, sendo muitos, certamente poderiam reivindica-la e tomar posse das propriedades dos que foram exilados. Em resposta, o profeta afirma que o fato de alguém ser descendente de Abraão não representava nenhuma vantagem, porque Deus estava interessado em qualificações de caráter; e o fato de eles serem muitos não tinha qualquer relevância para a questão.
Muitos confiam em sua ligação com uma organização religiosa, em vez de buscar a santidade de coração, que é unicamente o que capacita a permanecer em pé no último dia. Depositam confiança em números e popularidade. Em última análise, a verdadeira religião é um assunto pessoal, e cada um precisa buscar a própria salvação com temor e tremor. A ligação com a igreja organizada é o resultado natural e esperado de uma genuína experiência pessoal, mas isso, em si mesmo, não constitui o fundamento da esperança de ninguém. CBASD, vol. 4, p. 758.
Há uma grande diferença entre a fé obediente e humilde de Abraão, e a presunção pecaminosa da escória de Israel, abandonada a viver como os animais na terra desolada. Bíblia Shedd.
25. vossos ídolos e derramais sangue. As pessoas deixadas na terra não mostravam qualquer disposição para se afastar dos pecados dos pais. O povo vivia em aberta rebelião contra as ordens expressas de Deus (ver Jr 42-43). CBASD, vol. 4, p. 758.
29 desolação e espanto. As poucas pessoas que moravam nos campos, depois da destruição de Jerusalém, que aliás conservavam a mesma soberba infernal (24) que determinara a queda da cidade, foram logo forçadas a fugir para o Egito deixando o território como presa para os habitantes das nações ao redor, pois a terra nada mais sustentava, a não ser apenas as alimárias do campo (Jr 44.22). Bíblia Shedd.
30 falam de ti. Ezequiel havia sido ignorado e até mesmo ridicularizado; mas, agora, que os eventos tinham confirmado a veracidade de suas palavras, ele se tornou popular diante do povo. Não obstante, continuavam a não lhe dar ouvidos, continuavam surdos quanto a arrepender-se e a obedecer (v. 11). Bíblia de Genebra.
As pessoas não estavam se opondo a Ezequiel; estavam gostando de sua oratória. O profeta, provavelmente, nunca tivera tantos ouvintes, e que eles fossem aparentemente, tão promissores. Ele é advertido quanto ao fato de essas pessoas serem meros ouvintes da palavra, e não praticantes (ver Mt 7:21-27; Tg 1:22-25). CBASD, vol. 4, p. 758.
31 Ele vem a ti… se assentam diante de ti … e ouvem as tuas palavras. Estando afastados de Jerusalém e do templo, as atividades religiosas dos israelitas se concentraram em torno do profeta Ezequiel. Agora começa a segunda etapa da vocação do mesmo: a exortação aos remanescentes. Infelizmente, a mesma irreverência para com a palavra de Deus, que fazia nos cultos, em Israel, uma oportunidade para se desfilar indecentemente, com bens injustamente extorquidos dos pobres, enquanto se celebrava uma liturgia tecnicamente correta (Am 5.21-27; 8.4-10), também tornava as consultas ao profeta em simples motivo de riso (32) … Só depois de estarem cientes da destruição de Jerusalém é que os israelitas reconheceram que as “extravagâncias” de Ezequiel, longe de serem um espetáculo de zombaria, ao contrário, eram a voz de Deus chamando os sobreviventes da trágica derrota nacional a escutar o verdadeiro profeta (33). Bíblia Shedd.
32 canções de amor. Agora, os exilados tinham começado a considerar Ezequiel como uma fonte de entretenimento. Ouvi-lo falar parecia-lhes ser uma maneira de passar uma tarde ou uma noite de inatividade (cf. 20.49). Bíblia de Genebra.