Filed under: Amor de Deus, erros, heresias, igreja, Juízo | Tags: juízos divinos
Comentário devocional:
O primeiro ai sob a quinta trombeta cai no Império Romano cristão do Oriente, e uma “estrela” mensageira celeste desce do céu com uma chave que Cristo lhe deu para abrir o “poço sem fundo”. Ele abre este poço e dele saem Satanás e seus demônios. Eles fortalecem um povo para ações de julgamento contra os cristãos apóstatas. Estes lamentos são julgamentos literais, como aqueles que ocorrem nos primeiros quatro toques de trombeta.
Quando é que os acontecimentos da quinta e da sexta trombetas ocorrem? Martinho Lutero e outros comentaristas aplicam a quinta trombeta aos sarracenos [árabes] proveniente das areias do deserto da Arábia sob o comando de Abu Bakr. Eles começaram a atacar o Império Romano do Oriente com sede em Constantinopla [Istambul]. A sexta trombeta sinalizou a ascensão dos turcos otomanos na guerra contra o cristianismo apóstata.
Josias Litch, um dos associados de Guilherme Miller no movimento do Advento, definiu as datas da quinta e da sexta trombeta entre 1299 d.C. e 1840 d.C. Em agosto de 1840, o poder do império turco foi quebrado, quando Mohammed Ali venceu os turcos e capturou sua marinha. Estes eventos, ocorrendo no momento predito por Litch, exerceram grande influência sobre os crentes mileritas na América.
A descrição dos gafanhotos dada neste capítulo recorda o vestido dos antigos cavaleiros árabes de muitos modos. Eles pouparam os guardadores do sábado, mas perseguiram o resto dos cristãos durante este período. Os cidadãos do império almejavam alívio de seu sofrimento, mas não o encontram. Os gafanhotos guerreiros desse tempo tiveram um sultão [um rei] sobre eles, um agente do próprio Satanás. Os sultões seguintes também foram destruidores, destruindo o restante um terço do antigo Império Romano do Oriente.
Uma vez que Litch entendeu que essas datas terminavam em 1840, ele observou que esse foi o momento exato em que a Turquia, através de seu embaixador, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa e, portanto, colocou-se sob a proteção das nações cristãs. O evento satisfez exatamente a predição. Quando isso se tornou conhecido, multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus associados, e um maravilhoso impulso foi dado ao movimento do Advento. Homens de saber e posição se uniram a Miller na pregação e na publicação e de 1840 a 1844 o trabalho estendeu-se rapidamente.
Apesar dos julgamentos anunciados pelas trombetas, o resto dos homens recusou-se
a arrepender-se de sua adoração de demônios, ídolos de sua própria criação, e acreditar em falsas doutrinas. O que mais Deus poderia fazer?
E quanto a você e eu? Estamos correspondendo aos sussurros de Deus ou estamos resistindo a eles, não nos arrependendo de nossos erros? Não cometamos o mesmo erro que muitos cristãos cometeram em afastar-se da intercessão de Cristo, mas curvemo-nos todos os dias e reivindiquemos Sua graça amorosa para nós mesmos.
Kenneth Mathews, Jr. M. D.
Greeneville, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/9/
Traduzido por JAQ/GASQ/IB
Texto bíblico: Apocalipse 9
Comentário em áudio
Filed under: apostasia, celibato, heresias, igreja, Juízo, Sumo Sacerdote | Tags: apostasia, incensário, ministério sacerdotal de Jesus
Comentário devocional:
Depois que João vê que os selados serão capazes de suportar o “grande dia do seu julgamento,” ele vê a abertura do sétimo selo do pergaminho no qual estão escritos todos os atos da humanidade. Tudo que podia ser realizado pelo Cordeiro em prol da salvação da humanidade na Terra, foi feito. Ainda na visão, João vê sete anjos de pé na presença de Deus, prontos para a tarefa final. A eles são dadas sete trombetas para anunciar a chegada da guerra.
Ainda na sala do trono, João vê Jesus, nosso Mediador, tomar o incensário para começar o ministério sacerdotal celestial em favor do Seu povo. João vê toda a cena ocorrida desde o Pentecostes, em 31 dC, até o fim do trabalho sacerdotal de Cristo, quando o anjo (v. 5) atira o incensário em direção a Terra por ocasião do fechamento da porta da graça. Esta cena, de Jesus no altar, abrange todo o período de tempo das sete igrejas, dos sete selos e das sete trombetas (Apoc 2, 3, 6, 8, 9). Quando o incensário é jogado na Terra, o tempo da graça termina.
Tendo como contexto o Israel espiritual na Terra, as sete trombetas começam a soprar. Por que Deus faria guerra contra o Israel espiritual, a igreja? No Antigo Testamento, quando Israel foi atrás de outros deuses, Deus enviou juízos sobre Seu povo, pedindo-lhes para se arrependerem. Assim, também, quando o Israel Espiritual do Novo Testamento se apostata, Deus envia julgamentos que são as trombetas, pedindo-lhes para se arrependerem e retornarem a Ele (Apoc. 9:20, 21).
A apostasia aconteceu com o estabelecimento da missa católica e o sacerdócio na igreja. Não existe unanimidade de interpretação quanto a qual evento histórico é simbolizado pela primeira trombeta. No entanto, a seguinte aplicação de estudiosos dos séculos XVII a XIX tem resistido ao teste do tempo. A primeira trombeta caiu sobre a parte oriental do Império Romano cristianizado pelo ataque dos godos; a segunda trombeta caiu na parte sul através dos vândalos; a terceira trombeta caiu sobre a parte central através dos hunos; e a quarta trombeta caiu sobre diretamente sobre o governo e pôs fim ao mesmo. Os convites divinos para o arrependimento não fizeram qualquer diferença no Império Romano cristianizado e este deixou de existir. Em seu lugar, a besta do mar de Apocalipse 13:1-11 começou a se erguer.
Kenneth Mathews, Jr. M. D.
Greeneville, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/8/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Apocalipse 8
Comentário em áudio
Filed under: Juízo, santificação | Tags: distrações, julgamento final, redenção, Segunda Vinda
Comentário devocional:
Em I Tessalonicenses 5:1-11 a Segunda Vinda ainda é o tema principal, mas o foco muda. Aqui Paulo não traz muitos detalhes sobre o retorno de Jesus, mas proclama a necessidade de estar constantemente pronto para o julgamento final. Sempre que Deus julga, Sua decisão possui um lado positivo e um lado negativo.
A preparação para a Segunda Vinda tem a ver com investir tempo no estudo da Palavra de Deus (vs. 1-5). Há muitas distrações no mundo de hoje, de trabalhos sufocantes a e-mails que tomam todo o nosso tempo e até uma ampla variedade de entretenimentos. O apelo de Paulo é que coloquemos a Palavra de Deus em primeiro lugar em nossas vidas. Assim não seremos atropelados pelos acontecimentos, não importa a rápida sucessão em que eles ocorram.
Paulo conclui sua primeira carta aos Tessalonicenses, com uma série de dezessete admoestações (vs. 12-22), seguidas de uma oração de encerramento (vs. 23-28). Essas dezessete admoestações (vs. 12-22) podem ser divididas em dois grupos: conselhos sobre o ministério na igreja local (vs. 12-15) e conselhos sobre a experiência cristã em geral (vs. 16-22).
Na oração de encerramento (vs. 23-24) Paulo resume um dos temas principais da carta: seu desejo de que os crentes em Tessalônica continuem a crescer em santidade até a Segunda Vinda. O tema do crescimento espiritual continua a ser vital para todas as igrejas ao redor do mundo hoje. Busquemos pois individualmente a santificação, porque a nossa redenção se aproxima.
Jon Paulien
Universidade Loma Linda
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1th/5/
Traduzido por: JDS/JAQ/IB
Texto bíblico: I Tessalonicenses 5
Comentários em áudio
Filed under: amizade, Juízo, relacionamento | Tags: autoestima, ministério, relacionamentos, sucesso
Comentário devocional:
O tema principal deste capítulo se estende desde o capítulo anterior (1Ts 2:13-3:13): a amizade. Havia um vínculo emocional profundo entre Paulo e os tessalonicenses. Mas o relacionamento deles era mais do que uma ligação emocional – era uma amizade para sempre (1Ts 2:19-20; 3:13). Essa não era apenas uma relação de conveniência para o bem do evangelismo – Paulo tinha a intenção de continuar próximo a eles por toda a eternidade.
Uma razão pela qual Paulo anseia tanto rever os tessalonicenses é porque ele os vê como uma validação do seu ministério. Quando Jesus voltar os tessalonicenses serão sua alegria diante de Jesus (2:19-20). Paulo não se contentava em ser salvo, ele também queria evidências de que sua vida tinha feito diferença na vida dos outros. A igreja precisava de Paulo, mas Paulo também precisava da igreja.
Embora o evangelho (o que Jesus pensa de nós) seja um meio poderoso para construir um senso estável de autoestima, a nossa frágil humanidade anseia por sinais de sucesso. O apóstolo Paulo parece não ter sido exceção. Até certo ponto, o seu senso de autoestima como pessoa estava ligado ao sucesso de seus esforços como missionário (3:6-8).
O objetivo final de Paulo é ser declarado sem culpa por Deus no julgamento final (3:11-13). Mas igualmente importante para ele, é que a Segunda Vinda será uma reunião gloriosa de familiares e amigos, cujos relacionamentos durarão por toda a eternidade por causa do que Jesus fez. Os relacionamentos cristãos não têm data de validade. Eles são projetados para durar para sempre.
Jon Paulien
Universidade Loma Linda
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1th/3/
Traduzido por: JDS/JAQ/IB
Texto bíblico: I Tessalonicenses 3
Comentários em áudio
1 tendo acabado Jesus. Deve-se notar que Mateus 11:1 pertence à narrativa de 9:36 a 10:42, e não à do cap. 11. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 399.
2 no cárcere. João Batista estava encarcerado em Maqueros, fortaleza inóspita nas proximidades do mar Morto. Bíblia Shedd.
3 És Tu AquEle que estava para vir? Herodes aprisionara João Batista porque este o havia repreendido publicamente por ter se casado com a esposa de seu irmão, Filipe (14:3-5). Na prisão João começou a duvidar se Jesus era realmente o Messias, especialmente do tipo de Messias do qual Mal 3 falava, ou que ele mesmo predizia (3:10-12) – aquEle cuja missão seria julgamento de fogo. Andrews Study Bible.
João quis certificar-se, antes de morrer, de que Jesus era realmente o Messias. … Aliás, Jesus e João evitaram usar a palavra “Messias” que os próprios ouvintes poderiam interpretar como a declaração da vinda do libertador militar nacionalista. Bíblia Shedd.
4-6 Ide e anunciai a João. Jesus altera o entendimento tradicional de qual seria a missão do Messias nesta resposta à mensagem de João:Em vez de um Messias político que traria julgamento aos inimigos dos judeus e quebraria o jugo do imperialismo romano, Jesus é o Messias que tem conhecimento das necessidades sociais, espirituais e pessoais. Ele cura, Ele ressuscita e proclama boas novas ao pobre. Mateus deseja demonstrara que a missão de Jesus era mais ampla do que outorgar uma nova lei e mais do que morrer na cruz. Andrews Study Bible.
7 um caniço. As canas cresciam em abundância no vale do Jordão, onde se realizou a maior parte do ministério de João. … Certamente João não poderia ser comparado às canas, pois seu caráter não era débil e vacilante. CBASD, vol. 5, p. 400.
9 Um profeta é simplesmente alguém que transmite uma mensagem de Deus. CBASD, vol. 5, p. 400.
Muito mais que um profeta. A ele [João] foi dada a tarefa mais importante de todos os tempos: apresentar o Messias ao mundo. CBASD, vol. 5, p. 400.
11 o menor do reinos dos céus é maior do que ele. Qualquer crente seria maior do que João, pois veria a culminação de Cristo, participando nos Seus benefícios. Bíblia Shedd.
… no privilégio de se relacionar com o próprio Cristo. CBASD, vol. 5, p. 401.
12 dias de João. Isto é, o tempo em que Batista proclamou a vinda do Messias e o reino messiânico, provavelmente desde a primavera de 27 d.C., até a primavera de 29 d.C. CBASD, vol. 5, p. 401.
até agora. Isto é, desde o tempo do aprisionamento de João, na primavera de 29 d.C. ao outono do mesmo ano. CBASD, vol. 5, p. 401.
é tomado por esforço. Alguns entendem que significa que as multidões lutavam com zelo para seguir Jesus; outros que o reino da graça divina (ver com. de Mt 3:2) sofria violência no sentido de que muitos que seguiam João e Jesus o faziam com pouco ou nenhum entendimento real da verdadeira natureza do reino. CBASD, vol. 5, p. 401.
13 os Profetas e a Lei. A totalidade do AT profetizava a vinda do reino. Bíblia de Estudo NVI Vida.
profetizaram até João. …todos os profetas do AT esperaram pela época de João e falaram do Messias que viria. (1Pe 1:10, 11). Portanto, é possível dizer que o ofício profético da época do AT teve seu clímax em João. CBASD, vol. 5, p. 401.
16 esta geração. “Esta geração” tinha recebido privilégios muito maiores do que todas as do AT. Mas, apesar dessas oportunidades sem precedentes, bem poucos tiveram “ouvidos” para ouvir …, para perceber o verdadeiro significado da missão de João Batista e da de Jesus. … João Batista serviu de ponte entre o AT e o NT (ver DTN, 220). O AT foi concluído com uma profecia de que ele viria (ver com. de Ml 3:1; 4:5, 6) e o NT se inicia com um registro do cumprimento dessa profecia (ver Mt 3:1-3; Mc 1:1-3). CBASD, vol. 5, p. 402.
17 tocamos flauta. Como num casamento. Cantamos um lamento. Como num enterro. … Os judeus eram como crianças que se recusavam a corresponder em qualquer dessas ocasiões. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O problema não era se eles gostavam do lamento ou dança. Eles simplesmente não queriam fazer o que os outros pediam. A aplicação dessa metáfora é óbvia. As crianças que não se agradavam de nada representavam os escribas e fariseus que criticavam tanto João quanto Jesus. CBASD, vol. 5, p. 403.
18 tem demônio! … desculpa para não aceitar a mensagem de arrependimento e vida nova. CBASD, vol. 5, p. 403.
20 increpar. Gr oneidisein, lit “lançar em rosto” ou “repreender”. Bíblia Shedd.
21 Corazim … Betsaida … Cafarnaum. Três cidades localizadas na banda noroeste do mar da Galileia sobre as quais pouco sabemos, a não ser que rejeitaram a mensagem de Cristo, precedendo, em sua rejeição, à dos judeus. Bíblia Shedd.
22, 24 menos rigor. Deus julgará os seres humanos mediante as oportunidades que tiveram. CBASD, vol. 5, p. 404.
Não que Sodoma fosse menos pecadora do que as cidades mencionadas: apenas não teve as mesmas oportunidades que estas. Bíblia Shedd.
23 inferno. Do gr. hades, … heb she’ol, “sepultura”, como em Oseias 13:14, em que she’ol, “túmulo”, é um paralelo poético de maweth, “morte”. CBASD, vol. 5, p. 404.
25 graças Te dou. Jesus dava graças pela misericórdia, em revelar as verdades eternas aos simples. Jesus não condena ao intelecto, mas, sim, ao orgulho intelectual. Sem humildade, o evangelho não tem acesso ao coração.Bíblia Shedd.
sábios e instruídos. Seriam os doutores da Lei e os escribas que orgulhavam-se do seu profundo estudo e conhecimento do AT, mas que não foram capazes de reconhecer Quem era Jesus. Bíblia Shedd.
…é evidente que os “sábios e instruídos”, os líderes de Israel, tiveram mais oportunidades de entender a Jesus do que qualquer um de seus compatriotas. … Porém, os líderes de Israel escolheram rejeitar a luz que o Céu lhes dera (ver Os 4:6; DTN, 30). Deus não foi parcial. CBASD, vol. 5, p. 405.
28 cansados. Cristo não está se referindo a trabalho físico, mas de alma e mente, que resulta em cansaço por preocupações e pesar. Esse convite tinha um significado especial para a multidão ouvinte, pois a religião de Israel tinha se corrompido até se tornar numa tentativa trabalhosa e sem sentido de se encontrar salvação pelas obras. CBASD, vol. 5, p. 406.
29 jugo. Um pedaço de madeira rígida colocada no pescoço de uma besta de carga (usualmente um boi). Era conectado a um veículo usado para carregar cargas pesadas. Andrews Study Bible.
O propósito de um jugo não era tornar mais pesadas as cargas para o animal que as levava, e sim mais leves; não mais difícil, e sim mais fácil de carregar. … O “jugo” de Cristo é nada mais do que a vontade de Deus resumida na lei de Deus e enaltecida no Sermão do Monte (ver Is 42:21; DTN, 329; ver com. de Mt 5:17, 22). A figura que Cristo empregou não era desconhecida de Seus ouvintes, pois os rabis também se referiam à Torah (ver com. de Dt 31:9) como um “jugo”, não no sentido de ser um fardo, mas como uma disciplina, um modo de vida ao qual as pessoas deviam se submeter. CBASD, vol. 5, p. 407.
Filed under: Juízo | Tags: Espírito Santo, fé, obediência, Obras, Trabalho de Deus, Zacarias
Filed under: Juízo | Tags: alegria, caráter, caráter de Deus, deus, santificação, Sofonias
No capítulo três, o profeta muda abruptamente de assunto da ira de Deus contra as nações vizinhas para a situação de Jerusalém. Deus vai direto ao ponto ao descrever o núcleo do problema do antigo Israel, assim como em nossas vidas: a falta de vontade de ouvir a Deus, de aceitar a correção, a nossa falta de vontade de colocar nossa confiança no Senhor, e de buscarmos a Deus como deveríamos. Todo o resto que dá errado são conseqüências, sintomas, da nossa falta de vontade de ter um relacionamento íntimo com Deus.
A nossa condição contrasta totalmente com a descrição de Deus no versículo cinco o qual manhã após manhã nos dispensa Seu amor e justiça.
Começando no versículo 6, Deus torna-se muito pessoal quando Ele fala na primeira pessoa. Deus está decepcionado porque, embora o povo de Judá tivesse visto o julgamento de Deus sobre as nações vizinhas, eles não estavam dispostos a honrar a Deus e aceitar a correção. E não é exatamente isso o que está acontecendo no mundo de hoje? O diabo é um perito em manter-nos tão ocupados com nossas preocupações do dia a dia que não vemos o quadro maior do imenso amor de Deus por nós.
O versículo 9 marca um ponto de virada surpreendente no capítulo: Deus vai purificar o Seu povo e reuni-los. Purificação não é um processo fácil, pode machucar, mas sem esse processo uma ferida aberta não vai curar. Mais uma vez percebemos que não somos nós que produzimos a mudança, mas é a intervenção de Deus: Ele purifica os nossos lábios, para que possamos verdadeiramente adorá-Lo e servi-Lo com integridade. A única coisa que temos a fazer é responder a sua intervenção a nosso favor, e Ele continuará a trabalhar em nós e através de nós. Assim, a promessa se tornará realidade: O remanescente de Israel confiará no nome do Senhor.
Os versículos 14 a 20, representam uma jóia na Bíblia: Deus nos convida a cantar, a nos alegrar-nos porque Ele está agindo a favor do seu povo, e porque o próprio Deus está se alegrando por nossa causa. Podemos imaginar o que significa para uma criança ver que o pai ou a mãe estão se regozijando por causa dele. De igual maneira, podemos também nos alegrar com o pensamento de que Deus está alegre por nós. É claro que isso não é motivo para nos vangloriarmos, mas para desfrutarmos do amor de Deus, nosso Criador. O versículo 17 diz: Ele terá grande prazer em você; em Seu amor Ele não vai mais lhe repreender, mas se deleitará em você com júbilo.
Que quadro! Deus alegrando-se em nós a ponto de cantar de alegria! A imagem que me vem à mente é a imagem de um noivo adornando a sua noiva com belas roupas e depois regozijando-se por vê-la tão bela. Deus está nos tratando de uma forma maravilhosa e surpreendente. Louvemos ao Senhor por aquilo que Ele é!
Norbert Zens
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zep/3/
Traduzido por JDS
Texto bíblico: Sofonias 3
Comentário em áudio
A profecia de Sofonias coloca um desafio perante nós enquanto esperamos pelo DIA DO SENHOR. Ele fala sobre o escuro dia do Senhor.
É interessante observar que Sofonias profetizou durante o reinado de Josias, após o reinado de 55 anos do mau Manassés, e do reinado de Amon que durou dois anos. Alguns podem ter se perguntado por que Deus enviaria um outro profeta para anunciar o severo juízo do Senhor, sendo que o processo de reavivamento e reforma havia iniciado sob o reinado de Josias. Na verdade, é uma mensagem difícil anunciar que Deus irá varrer tudo sobre a face da terra. No versículo 4 Sofonias está pensando em Judá e nos habitantes de Jerusalém. Apesar de que o reavivamento e a reforma haviam começado, ainda havia pessoas que adoravam a Baal, entre o povo de Deus e, infelizmente, entre os sacerdotes. Sofonias acusa o povo de unir diferentes formas de religião e até mesmo de deixarem de seguir ao Senhor.
Talvez seja hora de refletir sobre o estado do nosso próprio reavivamento e reforma. Será que começamos bem, mas de alguma forma retornamos aos velhos hábitos ou não abandonamos hábitos ou comportamentos que sabemos que não estão de acordo com a vontade de Deus? Por isso, Deus nos convida a buscar o Senhor e a perguntar-lhe como avalia a nossa religiosidade.
Sofonias chama as pessoas a ficar em silêncio diante do Senhor Deus, mas este silêncio não é o tipo de silêncio que indica uma abertura do coração e da mente à voz de Deus, mas é por causa da expectativa acerca do DIA DO SENHOR.
Nos dias de Sofonias a liderança da nação estava preocupada com a exibição exterior e o povo estava concentrado com o lucro em seus negócios. Deus, então, através do profeta anuncia que Ele já chamou os babilônios para virem como Seus instrumentos de punição.Podemos imaginar como esta situação entristeceu o coração de Deus que havia dedicado tanta energia e esforço em prol do seu povo.
O profeta tenta abrir os olhos de seu povo para a proximidade do dia do Senhor. Mas parece que ninguém quer ouvir. As respostas das pessoas podem parecer familiares a nós: “O Senhor não fará nada bom ou mau”. O pensamento de que Deus deixou esta terra à sua própria sorte, incentiva a mentalidade de que não há necessidade de mudar. O que mais poderia Deus fazer para levar seu povo a se arrepender?
Que linguagem Deus precisa usar, a fim de chamar a nossa atenção? Talvez precisemos refletir hoje sobre a nossa reforma e reavivamento pessoal. Peçamos ao Espírito de Deus para nos mostrar as áreas da nossa vida em que precisamos de uma mudança, e O convidemos a fazer essas mudanças em nós!
Traduzido por JDS
Texto bíblico: Sofonias 1
Comentário em áudio