Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 8 by jquimelli

Comentário devocional:

Depois que João vê que os selados serão capazes de suportar o “grande dia do seu julgamento,” ele vê a abertura do sétimo selo do pergaminho no qual estão escritos todos os atos da humanidade. Tudo que podia ser realizado pelo Cordeiro em prol da salvação da humanidade na Terra, foi feito. Ainda na visão, João vê sete anjos de pé na presença de Deus, prontos para a tarefa final. A eles são dadas sete trombetas para anunciar a chegada da guerra.

Ainda na sala do trono, João vê Jesus, nosso Mediador, tomar o incensário para começar o ministério sacerdotal celestial em favor do Seu povo. João vê toda a cena ocorrida desde o Pentecostes, em 31 dC, até o fim do trabalho sacerdotal de Cristo, quando o anjo (v. 5) atira o incensário em direção a Terra por ocasião do fechamento da porta da graça. Esta cena, de Jesus no altar, abrange todo o período de tempo das sete igrejas, dos sete selos e das sete trombetas (Apoc 2, 3, 6, 8, 9). Quando o incensário é jogado na Terra, o tempo da graça termina.

Tendo como contexto o Israel espiritual na Terra, as sete trombetas começam a soprar. Por que Deus faria guerra contra o Israel espiritual, a igreja? No Antigo Testamento, quando Israel foi atrás de outros deuses, Deus enviou juízos sobre Seu povo, pedindo-lhes para se arrependerem. Assim, também, quando o Israel Espiritual do Novo Testamento se apostata, Deus envia julgamentos que são as trombetas, pedindo-lhes para se arrependerem e retornarem a Ele (Apoc. 9:20, 21).

A apostasia aconteceu com o estabelecimento da missa católica e o sacerdócio na igreja. Não existe unanimidade de interpretação quanto a qual evento histórico é simbolizado pela primeira trombeta. No entanto, a seguinte aplicação de estudiosos dos séculos XVII a XIX tem resistido ao teste do tempo. A primeira trombeta caiu sobre a parte oriental do Império Romano cristianizado pelo ataque dos godos; a segunda trombeta caiu na parte sul através dos vândalos; a terceira trombeta caiu sobre a parte central através dos hunos; e a quarta trombeta caiu sobre diretamente sobre o governo e pôs fim ao mesmo. Os convites divinos para o arrependimento não fizeram qualquer diferença no Império Romano cristianizado e este deixou de existir. Em seu lugar, a besta do mar de Apocalipse 13:1-11 começou a se erguer.

Kenneth Mathews, Jr. M. D.
Greeneville, TN, EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/8/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Apocalipse 8 
Comentário em áudio 



I Tm 4:3,4 – Celibato e abstinência de alimentos by jquimelli
14 de maio de 2015, 7:06
Filed under: alimentos, celibato | Tags: ,

3 Proíbem o casamento. Paulo admoesta contra os conceitos fanáticos introduzidos primeiramente no cristianismo pelos gnósticos (ver vol. 6, p. 40-45) e perpetuados pelo sistema monástico. Os gnósticos acreditavam que toda matéria é má e que o corpo humano, sendo material, deve ter suas paixões reprimidas e negadas. Segundo essa teoria, o casamento se tornou uma concessão aos desejos da carne e, portanto, era pecaminoso. Paulo deixa claro que o casamento é uma instituição de origem divina e que combater essa instituição seria atacar a sabedoria infinita e os bondosos propósitos de Deus (ver 1Co 7:1; Hb 13:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, p. 312.

Alimentos. Aqui, Paulo se refere às influências e tendências ascéticas que permeavam a igreja. Por razões cerimoniais, ritualísticas, esses ascetas consideravam que a total proibição de certos alimentos seria espiritualmente desejável. A proibição de certos alimentos em determinados dias religiosos também pode ser incluída na advertência do apóstolo. CBASD, vol. 6, p. 312.

Deus criou. Os alimentos e o casamento faziam parte do plano original de Deus para a humanidade no Éden. CBASD, vol. 6, p. 312. 4

4 tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável. Alguns comentaristas acreditam que Paulo revoga a distinção feita no AT entre alimentos limpos e imundos (ver com de Lv 11). Deve-se notar, porém, que ele limita suas observações às coisas criadas por Deus para uso como alimento (ver com. Do v. 3). Na criação, Deus especificou os artigos que pretendia que as pessoas usassem como alimento. Esse regime prescrito não incluía a carne de qualquer animal, nem mesmo todos os tipos de vegetais (ver com. de Gn 1:29, 31). Todas as coisas foram criadas para um propósito diferente e eram boas para o fim específico, ou seja, adequadas para atender à finalidade para a qual Deus as criou. Depois do dilúvio, Deus permitiu o uso de carnes “limpas”, mas proibiu o consumo das carnes “imundas”. Em nenhuma parte da Bíblia se remove essa proibição. CBASD, vol. 6, p. 313.



I Timóteo 4 by jquimelli
14 de maio de 2015, 1:00
Filed under: alimentos, celibato, doutrina | Tags: , ,

Comentário devocional:

A história cristã revela que ao longo dos séculos Satanás tem infiltrado no cristianismo muitos ensinamentos falsos, assim como os versos 1-3 preveem. O Espírito Santo, por meio de Paulo, alerta acerca da apostasia da verdadeira fé. Satanás é capaz de usar do pseudo cristianismo para seus propósitos malignos. Quatro vezes nos dezesseis versículos desse capítulo encontramos a palavra “doutrina”, que significa “ensino” (vs. 1, 6,13,16). Nós não devemos ser desviados por cada nova ideia que recebemos.

Entre os pagãos e judeus havia grupos que acreditavam que uma pessoa atingia uma vida espiritual mais elevada através de rigorosa auto-disciplina e auto-negação (vs. 4-8). O ensino de que o celibato é uma maneira de viver mais santa do que ser casado e ter filhos é um ataque ao nosso Criador. É um falso ensino.

O Senhor disse a Adão e Eva o que comer. Após os seres humanos pecarem Ele lhes disse de quais alimentos poderiam se alimentar e quais não poderiam. Proferir uma oração sobre comida e bebida que não foi “separada” pela Palavra como adequada para os seres humanos não torna a comida ou bebida sagrada. O jejum pode ser benéfico, mas é um erro pensar que a abstenção de comida faz de alguém um santo. O exercício físico é importante, mas não deve ser prioridade. Viver piedosamente, refletindo o caráter de Jesus, é de muito maior importância. É de valor eterno.

Muitos dos provérbios ou ensinamentos que as pessoas acreditam desde crianças são “fábulas profanas e tolas” (v.7 NVI). Alguns deles são inofensivos, mas outros não. Por exemplo, as pessoas costumavam acreditar que o ar da noite era  prejudicial e devia ser mantido fora. Como resultado, as janelas dos quartos eram mantidas fechadas a noite toda e o ar tornava-se viciado. Gatos pretos, quebrar um espelho, aplacar espíritos – o mundo está cheio de mitos terríveis. Não é fácil abandonar a bagagem cultural que nos é imposta, mas esta deve ser testada pela Palavra de Deus e deixada de lado, se necessário, sempre que afetar a visão que temos de Deus e da eternidade.

Esse capítulo nos lembra que a oração, o ensino da Palavra de Deus e o Espírito Santo são capazes de nos libertar para vivermos o caminho de Cristo.

David Manzano 
Pastor aposentado
Collegedale, TN EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1ti/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto Bíblico: I Timóteo 2 
Comentários em áudio 




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