Filed under: correção, idolatria, pecado | Tags: advertência, Astarote, Ishtar, Vênus
Comentário devocional:
Os judeus que se mudaram para o Egito se estabeleceram em quatro lugares: Migdol e Tafnes, na fronteira, Mênfis (Baixo Egito) e Patros (Alto Egito). A última mensagem profética de Jeremias para este povo deixava claro que o motivo dos problemas que enfrentavam, entre eles a fome e a destruição de Jerusalém, era a sua adoração de ídolos e por servirem a outros deuses (v. 2-10). Mesmo após a destruição de Jerusalém eles não haviam se arrependido e voltado para Deus.
A mensagem de Deus entregue ao povo de Judá, no Egito, foi uma mensagem de punição. Ali eles não viveriam ilesos como pensavam que seria (v. 11-14).
Mesmo que a mensagem de Deus possa parecer apenas uma mensagem negativa, devemos entender que toda a mensagem de punição é condicional. Por exemplo, a mensagem de Deus ao povo de Nínive era negativa (Jonas 3:4). No entanto, quando o povo se arrependeu, a cidade não foi destruída (Jonas 3:10). Também a mensagem dada a Ezequiel era negativa (Ezequiel 3:18); no entanto, se o ímpio se arrependesse, sua vida poderia ser prolongada (Ezequiel 3:21).
O povo de Judá no Egito respondeu a Jeremias e disse: “É certo que faremos tudo o que dissemos que faríamos — queimaremos incenso à Rainha dos Céus e derramaremos ofertas de bebidas para ela, tal como fazíamos, nós e nossos antepassados … . Naquela época tínhamos fartura de comida, éramos prósperos e nada sofríamos. Mas, desde que paramos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de derramar ofertas de bebidas a ela, nada temos tido e temos perecido pela espada e pela fome” (v. 17, 18 NVI).”
Jeremias lhes respondeu, dizendo que o que eles e seus antepassados tinham feito era errado e que era por causa deste mau comportamento que eles sofriam e a terra estava desolada (v. 22, 23). Disse-lhes também: “os judeus no Egito perecerão pela espada e pela fome até que sejam todos destruídos… Serão poucos os que escaparão da espada e voltarão do Egito para a terra de Judá” (v. 27, 28).
O nome “Rainha do Céu” é outro nome da deusa assíria relacionada com o planeta Vênus. Em outros lugares da Bíblia ela é chamada Astarote e Anate. Os crentes desta religião adúltera haviam praticado a cerimônia de fertilidade oficiada pelas prostitutas femininas e prostitutos masculinos de seus templos.
O povo de Judá teimosamente afirmou que não iria mais servir a Deus, e violou dois dos mandamentos de Deus: a adoração de ídolos e o adultério. Que tragédia para o povo de Deus cometer tal maldade! Que lição para nós hoje!
Querido Deus, quando enviares mensagens de advertência e reprovação, mantenha o meu coração sensível a Teus apelos e minha mente disposta a fazer a Tua vontade. Amém.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/44/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 44
Filed under: consequências, correção, profecias | Tags: conselho de Deus, vontade de Deus
Comentário devocional:
Ismael e os outros dez altos funcionários do último rei Zedequias foram, aparentemente de forma pacífica, comer com Gedalias, em Mispá, e traiçoeiramente o mataram (v. 1,2). Mataram também os judeus e os soldados caldeus que estavam com ele (v. 3). Mostrou-se correto o relatório de Joanã a Gedalias que o alertava do plano de Ismael para matá-lo. No dia seguinte, Ismael matou também 70 das 80 pessoas que vinham de Siquém, Siló e Samaria trazer oferendas ao templo de Deus. Ismael e seus companheiros jogaram os corpos em uma cisterna, feita para resistir em tempos de guerra, de tal forma que a cisterna ficou totalmente cheia de corpos (v. 4-9).
Ismael, então, se retirou em direção à terra dos amonitas, levando “como prisioneiros todo o restante do povo que estava em Mispá” (v. 10 NVI). Quando chegaram ao açude de Gibeom, Joanã e seus homens os alcançaram, mas Ismael e oito de seus homens ainda conseguiram escapar para Amom (v. 11-15). Joanã e os demais capitães dos judeus então decidiram fugir para o Egito, porque temiam a reação dos babilônios por causa do assassinato de Gedalias, a quem os babilônios tinham deixado como governador da terra. E pararam perto de Belém, a caminho do Egito.
Isso tudo aconteceu porque Gedalias não consultou Jeremias, o profeta de Deus, para saber se era verdadeira a advertência, feita por Joanã, de que Ismael planejava assassinar o governador. Isto nos lembra a história de Josias, que fez muitas coisas boas para Deus por muitos anos, mas morreu porque não consultou Deus se deveria realmente lutar contra o exército egípcio (2 Crônicas 35:20-24).
O líder do povo de Deus deve ser sempre um homem piedoso, que busque a orientação de Deus. Este capítulo está repleto de acontecimentos terríveis que poderiam ter sido evitados se o líder Gedalias fosse um homem de oração ou mesmo um homem de coração humilde que consultasse a Deus, através de Jeremias, sobre o que deveria fazer. Se Gedalias tivesse orado e consultado o profeta sobre o que fazer, Deus teria lhe mostrado e protegido.
Senhor, impressiona-nos a sempre conhecer mais sobre a Tua vontade. Que estejamos prontos a seguir Tua vontade quaisquer que sejam as circunstâncias.
Yoshitaka Kobayashi,
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/41/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Jeremias 41
Filed under: correção, escolhas | Tags: apelo de Deus, rebeldia, voz de Deus
Comentário devocional:
Neste capítulo, vemos os últimos apelos de Jeremias aos líderes e ao último rei de Judá, Zedequias, no 11º ano do seu governo, imediatamente antes da queda de Jerusalém perante os babilônios (Jer 39).
Alguns príncipes (v. 1) ouviram Jeremias transmitir a mensagem do Senhor a todo o povo que o visitava no pátio da guarda: “Aquele que permanecer nesta cidade morrerá …; mas aquele que se render aos babilônios …viverá.” (v. 2 NVI). Sendo esta mensagem contrária aos interesses destes líderes (para que mantivessem suas posições de destaque) e céticos com relação à Palavra de Deus pregada por Jeremias, pediram ao rei que o condenasse à morte (v. 4) como se ele fosse o inimigo público número um, por enfraquecer os ânimos do povo para a guerra.
Zedequias adotou a abordagem de Pôncio Pilatos e deixou que esses líderes decidissem o destino do profeta (v. 5). Jeremias foi, então, lançado por eles no poço sem água existente no pátio da prisão para ali morrer de fome. O poço tinha muita lama no fundo e Jeremias afundou nela (v. 6). Foi aqui, provavelmente, que nasceu Lamentações 3: “Cercou-me de muros, e não posso escapar; atou-me a pesadas correntes.” (Lam 3:7).
O Senhor, entretanto, não permitiu que Seu profeta ficasse naquela situação e moveu o coração de um compassivo oficial etíope (negro), chamado Ebede-Meleque (“Escravo do rei”, em hebraico), que, junto à porta de Benjamim contou ao rei do perigo pelo qual passava o profeta (v. 7, 8. Ver Jer. 37:13). O rei, temeroso de ser responsável pela morte de um profeta de Deus, voltou atrás e ordenou que o oficial etíope levasse consigo três homens (NVI) sob seu comando e libertasse Jeremias do poço, o que foi feito cuidadosamente utilizando cordas e trapos velhos colocados debaixo dos braços do profeta.
A pedido do rei, Jeremias se encontrou com Zedequias na terceira entrada do templo (provavelmente uma entrada particular do palácio para o templo). O rei, então, lhe perguntou se havia alguma palavra do Senhor para ele (v. 14) e secretamente jurou que não o mataria qualquer que fosse a mensagem (v. 15, 16). O rei demonstra aqui a sua fraqueza: apesar de acreditar que Jeremias tinha realmente a Palavra de Deus, teve medo de enfrentar abertamente a vontade e influência dos príncipes. Ele, os líderes e toda Jerusalém sofreram terrivelmente por esta hesitação.
Jeremias, então, repetiu a mesma mensagem que pregara ao povo e aos príncipes: resistir significaria condenação. Esta foi a última pregação de Jeremias a Zedequias. O rei temeu mais aos homens, líderes e desertores, que a Deus e Deus o entregou e ao povo ao único amargo remédio a que sua rebeldia os levara: o cativeiro babilônico.
O rei tomou providências para que Jeremias ficasse fora do alcance das mãos dos que queriam matá-lo, desde que mantivesse silêncio quanto a suas últimas advertências (v. 24, 25). O profeta ficou no pátio da casa da guarda, até o dia em que Jerusalém foi capturada (v. 28).
Que triste destino de um rei e de um povo que não deram crédito às solenes advertências de Deus! Estamos nós, hoje, atentos à voz da Palavra de Deus, através do Espírito Santo, corrigindo nosso caminho e cultivando a comunhão com Deus?
“Querido Deus, quando a Sua Palavra causar um impacto em nós, ajuda-nos a agir de acordo com Suas exigências e não tentarmos modificar ou negar o papel contemporâneo da Sua Palavra para nossas vidas. Amém.”
Koot van Wyk
Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/38/
Traduzido por JDS/JAQ/GASQ
Texto bíblico: Jeremias 38
Comentário devocional:
Jeremias neste capítulo lida com Zedequias, o último rei de Judá, no nono ano do seu reinado de 11 anos. Ele próprio havia sido nomeado como rei de Judá por Nabucodonosor (v. 1). Nesta época, porém, os babilônios cercavam Jerusalém porque Zedequias deixara de lhes pagar tributo, confiante na aliança que havia feito com o Egito. Nem ele, Zedequias, “nem seus conselheiros, nem o povo da terra deram atenção às palavras que o Senhor tinha falado por meio do profeta Jeremias” (v. 2 NVI). Quando as pessoas estão doentes e não querem usar o medicamento oferecido para a cura, muito pouco o médico pode fazer.
Nesses dias, o rei Zedequias mandou dois homens, Jeucal e Sofonias (filho de um sacerdote) pedir a Jeremias: “Ore ao Senhor, ao nosso Deus, em nosso favor” (v. 3 NVI). Faraó com o seu exército haviam saído do Egito para combater Nabucodonosor. Este, então, levantou o cerco ao redor de Jerusalém por um tempo para enfrentar a nova ameaça (v. 5) que vinha do sudoeste.
Zedequias tinha a falsa esperança de vitória sobre os babilônios, mas Deus lhe disse, através de Jeremias, que os egípcios abandonariam seu acordo de proteção pelo qual os judeus pagavam e voltariam para a sua terra (v. 7). Zedequias e seu povo ainda não tinha aprendido que não se deve colocar suas esperanças em homens, mas sim em Deus, que conhece o fim desde o começo.
O “assim diz o Senhor” para Zedequias contrariou suas expectativas: os babilônios voltariam e queimariam Jerusalém (v. 8). Nenhum homem poderia mudar esta realidade (v. 9-10).
Quando os babilônios se retiraram, Jeremias se dispôs a ir a Anatote, tomar posse da propriedade que havia adquirido lá (v. 12. Ver Jer. 32). Ao passar pela porta de Benjamim, em Jerusalém, o capitão da guarda o acusou de estar desertando em favor dos babilônios (v. 13). Levou-o, então, aos líderes da cidade que, acreditando na acusação, “furiosos com Jeremias, espancaram-no e o prenderam” injustamente (v. 15 NVI) por muitos dias (v. 16).
Quando o rei Zedequias mandou que trouxessem Zedequias ao palácio, perguntou-lhe em voz baixa se havia uma palavra do Senhor. Havia: “você será entregue nas mãos do rei da Babilônia.” (v. 17), disse o profeta ao rei. Jeremias então reclamou da injustiça que sofrera (v. 18). E lembrou que suas palavras haviam se cumprido e que os falsos profetas, que haviam dito que os babilônios nunca viriam, é que deviam estar sofrendo em seu lugar (v. 19).
Jeremias pede, então, ao rei para não colocá-lo de volta na prisão de onde viera, pois temia pela sua vida (v. 20). Nisto foi atendido, tendo sido deixado no pátio da guarda do rei (v. 21).
Por um pequeno instante, o rei Zedequias pode ter pensado que se fosse benigno com um profeta do Senhor, talvez o Senhor fosse gentil para com ele. Mas seu curto período de paz iria em breve acabar pois não dera ouvidos às advertências para a vida do Senhor.
“Querido Deus, Teus apelos, através dos profetas, nos exortam diariamente a nos rendermos incondicionalmente à Tua vontade e ao Teu serviço. Para muitos, isto é pesado de se ouvir, assim como foi para Zedequias. Ajude-nos a nos render às Tuas instruções, antes que seja tarde demais. Amém”.
Koot van Wyk
Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/37/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 37
Filed under: arrependimento, correção, cuidado de Deus, discernimento, escolhas, esperança, Justiça, profecias, Queda de babilônia | Tags: advertência, Apocalipse, juízos divinos
Comentário devocional:Que capítulo intenso! Deus envia aqui Sua Palavra a toda a nação de Judá e, também, ao mundo todo, em todas as épocas, através de seu servo Jeremias.
A mensagem de Deus é simples e clara. Observe Seu “Plano de três pontos” para a sobrevivência espiritual:
1. Arrependei-vos dos vossos maus caminhos e maldades;
2. Não vá atrás de outros deuses para os servir e adorar;
3. Não Me obrigue a agir por causa das más obras das tuas mãos.
A Escritura registra a triste verdade que eles se recusaram a ouvir. Recusaram não apenas poucas vezes, mas de forma permanente.
A leitura deste capítulo me faz imaginar Jeremias tentando conseguir a atenção das pessoas no portão da cidade. Mas o povo não deu ouvidos às palavras de Deus. Estas palavras os teriam salvo se tivessem levado o profeta a sério.
Jeremias detalha os resultados devastadores de desprezar as repreensões divinas. Os babilônios se tornaram instrumento divino de juízo. Os sons da vida foram silenciados e as luzes se apagaram.
Mas existe uma esperança: encontramos neste capítulo a profecia de Jeremias de que os cativos ficariam na Babilônia por 70 anos e depois retornariam.
Veja que interessante: como registrado em Daniel 9, esta é a mesma profecia que Daniel estava estudando perto do fim do cativeiro! Preste atenção: vemos aqui um profeta – Daniel – estudando as palavras de outro profeta – Jeremias – que tentava entender o que Deus dizia! Quão importantes são as palavras de Deus!
No restante do capítulo observamos Jeremias ser levado em visão para além dos 70 anos de cativeiro, após a punição de Babilônia por seus pecados, até o desfecho do conflito entre o bem e o mal no fim dos tempos.
Estas questões que trouxeram os juízos divinos ao povo de Deus agora se aplicam a todo o mundo. Deus diz: “Pegue de minha mão este cálice com o vinho da minha ira e faça com que bebam dele todas as nações a quem eu o envio.” (v. 15 NVI).
Os estudantes da Bíblia reconhecem aqui uma forte semelhança com as palavras de Apocalipse [em especial, Apoc 14], descrevendo o conflito final dos tempos. Deus tem um acerto de contas a fazer, não só com o Seu povo, mas com todas as nações. A devastação do pecado e do mal não perdurará para sempre.
No final deste capítulo é feita referência aos líderes e pastores no Dia do Juízo. Não é uma imagem bonita. Parece mais um momento de terror. Eu não gostaria de ser responsabilizado por ter levado um dos filhos de Deus a se extraviar!
A boa notícia é de que haverá um fim para a loucura de rejeitar as palavras de Deus. Façamos a nossa parte em aceitar as mensagens de Deus para nós e as colocarmos em prática. Assim seremos aprovados no juízo final.
“Senhor, que cada membro da família mundial “Reavivados por Sua Palavra” ouça atentamente as Suas palavras e as pratique”.
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/25/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto original: Texto bíblico: Jeremias 25
Filed under: caráter de Deus, consequências, correção, escolhas, Justiça | Tags: consequências, escolhas, rebeldia
Contexto histórico:
“Nos capítulos 21 e 22, Jeová dirigiu uma mensagem à pessoa do rei de Judá. Anunciou ao rei que ele pusera à sua frente o caminho da vida e o caminho da morte (21.8). O caminho da vida era a obediência (22.3) e traria bênçãos. Zedequias reinou em 597-587 a.C., preferiu o caminho da morte, que lhe causou a rejeição de sua família como dinastia de descendentes e herdeiros do trono de Davi (22.24-30). Pasur, filho de Malquias, deve ser distinguido do Pasur anterior, filho de Imer (20.1). Cerca de vinte anos se haviam passado entre estes capítulos e o anterior [cap. 20] … Zedequias é como a maioria dos homens: usa a religião apenas quando está em situação cujos recursos humanos não são suficientes para obter-se uma solução favorável ao problema que enfrenta; quando não, permite que até os fiéis sejam perseguidos. … Ezequiel, nessa época, estava pregando a mesma coisa na Babilônia (Ez 7.22)”. Comentários da Bíblia Shedd, sobre Isaías 21.
Comentário devocional:
Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. A advertência de Jeremias de que Deus iria destruir o país através dos babilônios já se evidenciava pela presença dos exércitos de Nabucodonosor a circundar a cidade. Então o rei Zedequias enviou uma delegação a Jeremias, em busca da Palavra do Senhor, que ele recentemente havia desprezado e rejeitado. Ele fez isso não por conta de um arrependimento verdadeiro ou uma mudança de coração, mas numa tentativa desesperada de evitar o desastre e sobreviver.
Em resposta, Jeremias envia uma mensagem de volta ao rei. A nação havia ido longe demais e a mensagem de condenação e julgamento não só é ratificada, mas ampliada. Não há esperança para a cidade, o rei ou os príncipes, mas ele indica um caminho para que as pessoas comuns sofram menos. Ele diz que Zedequias deveria deixar de lado o instinto de lutar ou fugir e se entregar aos babilônios, porque, então, ele viveria! “Fique aqui e lute, e você vai morrer!” é a mensagem de Jeremias. Deus sempre dá a oportunidade de escolher a vida.
Jeremias lembra à Casa de Davi, o rei e os seus príncipes, que a razão para isso estar acontecendo é a total corrupção dentro da estrutura dirigente da nação. Deus faz aqui uma apaixonada defesa em prol da justiça, honestidade e compaixão como sendo uma obrigação da liderança para com as pessoas. Os líderes que não atenderem a este apelo de Deus sofrerão as conseqüências de sua maldade.
Isso me faz lembrar de um princípio que procurei incutir em meus filhos enquanto eles cresciam: tomem boas decisões e coisas boas acontecerão; tomem decisões ruins e coisas ruins acontecerão! Quanto mais boas decisões você tomar, mais coisas boas acontecerão. E o oposto também é verdadeiro: quanto mais cedo você parar de tomar más decisões e começar a tomar boas decisões, coisas boas vão acontecer mais rapidamente!
A boa notícia neste capítulo é que o amor e a justiça de Deus não permitirão que a corrupção do pecado dure para sempre. Se você sofre com injustiça e opressão, saiba que um dia Ele fará o acerto de contas e estabelecerá uma nova ordem de coisas em que habita a justiça. Louvado seja Deus!
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/21/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 21
Filed under: correção, desobediência, pecado | Tags: idolatria, pecaminosidade
Comentário devocional:
Tínhamos pessoas para jantar em casa e eu estava ajudando a lavar os pratos. Havia muita coisa a lavar e enquanto Karen lavava eu secava e guardava os pratos. Em certo momento, peguei um copo de cristal para secar e você já deve saber o que aconteceu: ele escorregou da minha mão e caiu no chão, se espatifando em um milhão de pedaços. Não havia mais nada a fazer além de varrer os pedaços para jogá-los no lixo.
Apesar do profeta de Deus estar sendo ameaçado e implorando ao Senhor por misericórdia para com o povo, Deus lhe diz: “Vá!” Ele tinha uma mensagem de julgamento divino que deveria ser dada de uma forma que não admitisse má interpretação. Então Deus orientou Jeremias que encenasse uma parábola.
Os anciãos do povo e os sacerdotes respeitavam Jeremias o suficiente a ponto de concordarem em acompanhá-lo ao lugar que o Senhor os havia mandado, o infame Vale dos Filhos de Hinom ou Geena. Este lugar, ao sul de Jerusalém, tornou-se mais tarde símbolo de destruição total. Foi o lugar onde os reis apóstatas ofereceram seus próprios filhos como sacrifícios aos deuses demônios Moloque e Baal. Era também o local onde o lixo da cidade era queimado.
Olhando para esta cena, Jeremias pronuncia a catástrofe iminente, arrolando os motivos. Era como se Deus quisesse que todos que ouvissem ou lessem esta mensagem entendessem a depravação a que chegara Seu povo. Deus declarou que a idéia de sacrificar crianças como holocaustos a Baal ou Moloque estava muito longe de Seu caráter e tal coisa nunca sequer deveria ser cogitada pelo povo. Somente da mente do inimigo poderia surgir a idéia de que Criador demandasse coisa tão terrível!
O profeta conclui quebrando um vaso de cerâmica criado para conter líquidos, como água ou óleo, em tantos pedaços que nunca poderiam ser colados novamente. Então o profeta repete novamente as acusações contra o povo por terem abandonado a Deus e ido atrás da adoração de demônios como se fossem seus deuses.
Jeremias termina a “parábola viva” declarando que toda a cidade se tornaria como o contaminado “Tofete”, um lugar específico no Vale do Hinom, onde o sacerdote de Moloque oficiava a queimava crianças ainda com vida. O nome “Tofete” deriva de uma palavra que significa tambores e um comentarista sugere que os tambores eram usados para abafar os gritos das crianças quando estavam sendo sacrificadas.
Você pode imaginar a procissão de anciãos e sacerdotes retornando à cidade após esta experiência com Jeremias? Então, no Pátio do Santuário, o profeta repete a mensagem de Deus para que todos que por ali passassem tomassem dela conhecimento.
O mais difícil desta porção da Escritura é tentar entender como o povo de Deus caiu tão fundo. Como isso pôde acontecer a reis, sacerdotes, anciãos e pessoas? A resposta é que existe algo no vírus do pecado que é tão destruidor que sem a intervenção do poder do Evangelho em nossas vidas, nos destrói de dentro para fora.
“Obrigado, Pai Celestial, por Jesus e pelo poder do Evangelho para nossa transformação. Amém”.
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/19/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 19
Filed under: Amor de Deus, correção, Israel, pecado | Tags: escolhas, obediência, salvação
Comentário devocional:
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart – http://www.hartresearch.org/