Reavivados por Sua Palavra


SALMO 83 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
22 de janeiro de 2017, 0:30
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“E reconhecerão que só Tu, cujo nome é SENHOR, és Altíssimo sobre toda terra” (v. 18).

O pedido do salmista foi expresso em um clamor pela atuação da justiça divina sobre as nações inimigas. Todos os prodígios de Deus realizados no Egito em favor dos hebreus e todos os milagres e livramentos no êxodo, tornaram Israel uma nação temida e também muito perseguida. Apesar de ser a menina dos olhos de Deus (Vide Salmo 17:8), não poucas vezes, o próprio povo caía em ciladas que ele mesmo armava. Deixava de buscar a Deus e de seguir os Seus mandamentos e o resultado era desastroso.

O verso nove faz menção a Sísera. Este comandante do exército do rei de Canaã, foi derrotado junto com todo o seu forte exército, pela mão do SENHOR. Israel padecia sob jugo de Jabim, rei de Canaã, justamente por ter feito o que era mau perante Deus. Vinte anos depois, resolveram clamar ao SENHOR. Deus os libertou e lhes deu quarenta anos de paz (Vide Juízes 5:31). Perceberam? Vinte anos de sofrimento, mas o dobro de tempo de paz. Deus tem maior desejo de nos oferecer o Seu melhor do que nós temos de receber.

Amados, a justiça de Deus é plena de misericórdia e enquanto há alguma chance de arrependimento, Ele usa a Sua justiça como instrumento de salvação, para que busquem o Seu nome (v. 16); para que reconheçam que só Ele é Deus (v. 18).

O SENHOR nos tem chamado para buscá-Lo tanto em tempos de guerra quanto em tempos de paz. A paz de Israel se esgotava quando esquecia de onde ela vinha. Debaixo de pesados fardos lembrava-se de Deus. Desfrutando de Sua paz, dava-lhe as costas. “Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente” (v. 17) os inimigos que encerram a porta do coração a Deus. Mas que muitos inimigos encontrem em nossas orações e em nossa vida a possibilidade de conhecer ao Deus verdadeiro. 

Bom dia, protegidos do SENHOR!

Desafio do dia: Use ao longo do dia essas palavras: POR FAVOR / MUITO OBRIGADO / ME PERDOE / EU TE AMO.

*Leiam #Salmo83

Rosana Garcia Barros



SALMO 82 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
21 de janeiro de 2017, 0:30
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“Levanta-Te, ó Deus, julga a terra, pois a Ti compete a herança de todas as nações” (v. 8).

Quão difícil é conviver com a injustiça! Quão terrível é termos de lidar com o desamparo e com a sensação de impotência frente a um mundo hostil e indiferente!Do hebraico “elohim“, a palavra deuses (v. 1) se refere aos próprios juízes de Israel que eram investidos para tal função como representantes de Deus. Ou, pelo menos, era o que deveriam ser. Porém, conforme o salmista, os juízes eram parciais e aqueles que andavam contra a justiça eram por ela beneficiados (v. 2).

Quando Cristo afirmou “Eu e o Pai somos um” (João 10:30), os judeus prontamente pegaram pedras “para Lhe atirar” (João 10:31). Então Jesus lhes disse:

— Ora, Eu só tenho lhes mostrado boas obras de Deus até agora; por qual delas vocês irão Me apedrejar? (João 10:32). 

Mas os judeus não ficaram ofendidos com as Suas obras e sim com o fato de Se dizer Filho de Deus.

Jesus Cristo foi o incomparável homem-Deus, que abriu mão de Sua glória celeste para receber a rejeição terrestre. Nunca houve na história deste mundo maior injustiça do que aquela que tornou a cruz o objeto de maior representatividade no cenário cristão. Não há como olhar para uma cruz e não remetê-la ao sacrifício de Cristo. O Justo morreu pelos pecadores para que a injustiça tivesse prazo de validade.

Amados, o Deus “que assiste na congregação divina” (v. 1), muito em breve vai estabelecer o Seu julgamento, e este definitivo. O mundo pode tratar de forma injusta aos mais necessitados e tratar com indiferença os oprimidos, mas o Deus que “julga a terra” Se levantará e os defenderá diante de todo o Universo. É só uma questão de tempo. Da mesma forma que Cristo não fez acepção de pessoas aqui, assim o será no dia da Sua volta. Mas enquanto isso, somos chamados por Deus como Seus representantes, como filhos e filhas do Altíssimo (v. 6), para sermos abençoadores e praticantes da verdadeira religião (Vide Tiago 1:27). Só assim ouviremos do SENHOR o chamado tão almejado: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

Não há nada mais gratificante neste mundo do que uma consciência em paz. Andar ao lado da justiça promove bem-estar, saúde e tranquilidade de valor inestimável.

Que sejamos praticantes da justiça e ela nos conduzirá para a vida eterna (Vide Provérbios 11:19)!

Bom dia, filhos do Altíssimo!

Dica de leitura: Leia o capítulo 40, “O livramento dos justos“, do livro “O Grande Conflito“.

*Leiam #Salmo82

Rosana Garcia Barros 



SALMO 81 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
19 de janeiro de 2017, 22:59
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“Não haja no meio de ti deus alheio, nem te prostres ante deus estranho” (v. 9).

Nos anos sessenta, Stanley Milgran, um psicólogo americano, chocou o mundo com uma experiência nada comum. Tentando compreender o porquê de alemães considerados socialmente normais terem concordado com o bruto massacre do holocausto, criou um aparelho e o testou em quarenta homens na idade entre vinte e cinquenta anos. O experimento consistia em que o voluntário faria perguntas a outro suposto voluntário, que na verdade era um contratado, e este, em outra sala, receberia choques que iriam aumentando de intensidade a cada resposta errada. Os voluntários não sabiam que não estavam acionando choques de verdade no outro, mas, incrivelmente, aproximadamente sessenta e seis por cento deles foram até a última instância acionando o botão de choque severo de 450 volts, somente pelo fato de um psicólogo (também contratado) os incitar a isto, mesmo ouvindo gritos do outro lado ou até mesmo o silêncio total do “castigado”. Milgran concluiu o seguinte: Que os nazistas não eram um bando de psicopatas, mas pessoas normais como a população da minha e da sua cidade. Eles simplesmente foram obedientes à voz de comando que prevalecia entre eles. O psicólogo chegou à conclusão de que, mesmo não conseguindo explicar o motivo, somos naturalmente obedientes.

O que Milgran concluiu faz todo o sentido: somos obedientes por natureza. Mas o que não soube explicar, a Bíblia nos explica: “Ah! Se o Meu povo Me escutasse, se Israel andasse nos Meus caminhos!” (v. 13). O Salmo de hoje nos exorta a louvar e a obedecer a Deus. Fomos feitos para obedecer à voz do nosso Criador, e o que passa disso (v. 9) nos faz dar ouvidos à voz errada. A primeira vez que o ser humano obedeceu a uma voz diferente da de Deus, deu início ao pecado e até hoje sofremos as consequências. Eva, Balaão, Saul, Roboão, são exemplos de como escutar a voz errada nos leva a sérios apuros e como isto pode afetar gerações contemporâneas e futuras.

A que voz estamos obedecendo? O maior engano do inimigo tem sido a sutileza. De forma disfarçada, ele tem desviado a atenção das pessoas do Assim Diz o SENHOR para dar ouvidos a “deuses” estranhos. Satanás sabe que fomos feitos para obedecer e tira proveito disso procurando encher a mente humana de toda espécie de “lixo”. Sendo assim, desvia o homem de prestar louvor e obediência à voz correta.

Cristo é o nosso bom Pastor e somente Ele tem palavras de vida eterna. Como ovelhas de Cristo, a Sua voz deve ser a nossa única guia: “Vai adiante delas, e elas O seguem, porque Lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (João 10:4).

Louve e obedeça ao seu Criador! Não ande “na teimosia do seu coração” (v. 12), pois ele é enganoso e extremamente corrupto (Vide Jeremias 17:9), não “siga os seus próprios conselhos”.

“Ouve, povo Meu, quero exortar-te” (v. 8), é o chamado do SENHOR para nós hoje!

Obedeçamos e vivamos (Vide João 10:10)!

Bom dia, povo cujo Deus é o SENHOR (v. 10)!

Desafio do dia: Leia os seguintes textos e perceba que a obediência a Deus é para a nossa própria felicidade: Deuteronômio 4:6; II Crônicas 15:15; João 5:39 e Apocalipse 14:12.

*Leiam #Salmo81

Rosana Garcia Barros



SALMO 80 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
19 de janeiro de 2017, 0:30
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“Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos” (v. 3).

Restauração não significa condição plenamente nova, mas condição plenamente renovada. É quando o que foi desgastado ou danificado volta ao seu pleno estado de bom uso. Por exemplo: se quero renovar um par de sapatos, vou ao sapateiro. Ele não voltará a ser novo, porém receberá uma renovação que o fará parecer quando era novo. O pedido do salmista, portanto, é bem claro: levar o povo a voltar ao primeiro estado, ao primeiro amor. 

Ele lembra de como o povo saiu do Egito, derribou nações e contemplou prodígios e maravilhas. O seu rogo ao “Deus dos Exércitos ” (v. 14) não era para obter vitória sobre os inimigos externos, e sim vitória sobre o inimigo interno. 

Quando lemos a carta à igreja em Éfeso no livro de Apocalipse, percebemos como o pedido de Asafe tem a ver com o pedido que foi feito a esta igreja: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e VOLTA à prática das primeiras obras” (Apocalipse 2:4-5). Quantos não têm abandonado o primeiro amor ao dar os primeiros passos na direção do deserto que vem após o batismo? Assim como Jesus teve de passar pelo deserto, não é diferente conosco. Cristo nos deixou o exemplo de como enfrentar a crise e vencê-la: oração, jejum e o ESTÁ ESCRITO (Vide Mateus 4). Lembre-se de que é no “vale da sombra da morte” (Salmo 23:4) que o “Pastor de Israel” (v. 1) permanece conosco: “porque Tu estás comigo” (idem).

E prestem muita atenção agora, amados! Abandonar o primeiro amor não significa, necessariamente, abandonar a igreja. Antes, quer dizer abandonar a prática das primeiras obras. E quando a Bíblia se refere a obras, não se trata de nada do que fazemos, mesmo que seja em nome de Deus (Vide Mateus 7:21), mas do que permitimos que Deus realize em nós. Percebem a diferença? 

É por isso que todas as vezes que os filhos de Israel se arrependiam e se voltavam para Deus, Deus os perdoava e os restaurava. Pois este é o maior desejo do Pai, de receber para Si todos os Seus filhos de volta! Para isso, é necessário retroceder para poder avançar. Precisamos confessar os nossos pecados (“Lembra-te, pois, de onde caíste”), nos arrepender e voltar a fazer a vontade de Deus (“à prática das primeiras obras”). Só então, o rosto do SENHOR resplandecerá sobre nós, a Sua destra nos fortalecerá (v. 17) “e seremos salvos” (v. 19).

Bom dia, restaurados pelo SENHOR!

Desafio do dia: Se o primeiro amor deixou de arder em seu coração, em oração clame ao SENHOR que lhe restaure.

*Leiam #Salmo80

Rosana Garcia Barros 



SALMO 79 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
18 de janeiro de 2017, 0:30
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“Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do Teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do Teu nome” (v. 9).

Jerusalém foi invadida pelo império babilônico e o povo foi levado cativo. A cidade foi praticamente toda destruída e dos muros e do templo só restaram ruínas. A amada cidade e a nação eleita foram transformados em escárnio para os povos vizinhos (v. 4). O salmista pede castigo para os inimigos, ao mesmo tempo em que reconhece o porquê de tudo aquilo ter acontecido (v. 8).

Como já vimos em outro Salmo, o povo rejeitou a voz de Deus por intermédio do profeta Jeremias, e colheu exatamente o que plantou. A ira do SENHOR não seria para sempre e nem a iniquidade dos pais seria descontada nos filhos. Mas setenta anos seria o tempo de disciplina para os filhos de Israel. A próxima geração teria a oportunidade de retornar ao lar e renovar a aliança que a antiga havia rejeitado. Pois está escrito: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho” (Ezequiel 18:20).

Deus é Justo. Ao contrário das Suas misericórdias que se renovam à cada manhã (Vide Lamentações 3:23), a Sua ira é passageira e tem o objetivo disciplinar, não condenatório. Deus repreende e disciplina a quantos ama (Vide Apocalipse 3:19). Quando o homem não entende ou não aceita isso, busca a própria condenação.

Quando o SENHOR estabeleceu setenta anos de cativeiro babilônico não o fez porque desejava que o Seu povo ficasse todo esse tempo cativo, mas porque a dureza de coração o faria resistir aos apelos divinos. Constantemente, apelou para que se arrependessem: “Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta; mas eles dizem: Não escutaremos” (Jeremias 6:17). As nações vizinhas profanaram o templo de Deus (v. 1), porque, antes, o próprio povo o profanou: “porque os filhos de Judá fizeram o que era mau perante Mim, diz o SENHOR; puseram os seus ídolos abomináveis na casa que se chama pelo Meu nome, para a contaminarem” (Jeremias 7:30). É certo, portanto, que o povo procurou a própria destruição. Mas Deus restaurou a sorte das ovelhas do Seu pasto (v. 13) e as fez retornar ao lar.

Da mesma forma, quantas vezes nós não provocamos o nosso próprio mal? Enquanto houver em nosso coração resquícios de pecados acariciados, não poderemos experimentar a máxima da misericórdia divina. Deus nunca fixa e nunca fixou anos ou centenas de anos para nos aplicar a Sua disciplina, mas o período de tempo que Ele espera que tomemos uma decisão se chama AGORA. “Eis, AGORA, o tempo sobremodo oportuno, eis AGORA, o dia da salvação” (II Coríntios 6:2). Todo aquele que crê em Jesus Cristo e em Sua Palavra, crê também que Ele cumprirá a Sua última e fiel promessa. Ele prometeu voltar (Vide João 14:1-3), e isto vai acontecer, quer você creia, quer não; quer você esteja pronto, quer não. Cristo vai voltar! E Ele não está castigando o mundo até lá, como muitos pensam. Prestem muita atenção no que está escrito, mui amados de Deus:

“não retarda o SENHOR a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (II Pedro 3:9).

Sejamos, pois, expectadores do glorioso retorno do “Deus e Salvador nosso” (v. 9), que nos levará de volta ao Lar, “à santa cidade, Jerusalém” (Apocalipse 21:10), onde Lhe daremos graças para sempre!

Bom dia, ovelhas do aprisco do SENHOR!

Desafio do dia: Clame ao SENHOR para que te livre dos “parasitas” do pecado que insistem em te afastar dEle.

*Leiam #Salmo79

Rosana Garcia Barros 



SALMO 78 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
17 de janeiro de 2017, 0:30
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“Escutai, povo Meu, a Minha lei; prestai ouvidos às palavras da Minha boca” (v. 1).

Um Salmo que inicia com palavras proferidas pelo próprio Deus merece uma atenção especial, vocês não acham?Ao estudar o livro de Êxodo, percebemos que cada detalhe da história de Israel possui um significado maior. Por exemplo:

  • O maná (v. 24) representava a Cristo, o Pão que desceu dos Céus (Vide João 6:51);
  • A Rocha que jorrava água (v. 16), também era uma representação de Cristo, a Pedra angular (Vide I Pedro 2:4) e a Água da vida (Vide João 4:14);
  • O santuário terrestre (v. 69) era uma ilustração acerca do plano da salvação e do verdadeiro santuário, o celeste (Vide Hebreus 8:2).

Portanto, não é de se estranhar que Jesus tenha Se comunicado através de parábolas (v. 2; Vide Mateus 13:35).

Em nosso estudo da jornada dos hebreus, percebemos também que a ideia de um Deus tirano foi lançada por terra. O cuidado de Deus para com o Seu povo não era guiado por Sua ira, mas por Sua rica misericórdia (v. 38). Vez após vez o povo O tentava com suas rebeliões sem causa (v. 8). Apesar de terem sido testemunhas oculares de sinais e prodígios jamais vistos (v. 11, 12), ainda assim endureciam o coração cada vez que sentiam falta de algo que possuíam no Egito. Não conseguiram avançar para a terra prometida, enquanto não pararam de olhar para trás.

Meus amados, o SENHOR não elegeu Israel para ser o único povo a ser salvo, mas como Seu representante da única mensagem de salvação. A primeira declaração de Cristo na tentação do deserto é um chamado de Deus para TODOS. Ele não disse: “Nem só de pão viverá o judeu…”, e sim: “Nem só de pão viverá o HOMEM, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4; Vide Deuteronômio 8:3). Portanto, dar ouvidos às palavras que saem da boca de Deus é dever de todo homem.

Mas, infelizmente, Israel não deu ouvidos ao que Deus ordenou (v. 5). As novas gerações foram surgindo e os propósitos do SENHOR foram sendo esquecidos (v. 7). A ordem de Deuteronômio 6:4-9 (Leia!) foi ignorada e seus filhos “tornaram atrás…desviaram-se como um arco enganoso” (v. 57).

Notem a preocupação de Deus para com a educação dos filhos. Não era importante apenas o conhecimento da Palavra de Deus, mas a sua vivência. A vida espiritual dos pais deveria ser refletida na dos filhos e assim por diante. Ao ver toda a história de Israel se cumprir na vida de Cristo, aquela geração deveria tê-Lo adorado e não rejeitado. Não corremos nós o mesmo risco? Nunca se falou tanto em Deus como hoje. Nunca houve no mundo tantas igrejas cristãs. Mas também nunca houve uma geração tão ignorante com relação as verdades da Bíblia e nem tantos lares destruídos. E quanto mais o mundo busca a paz e a fraternidade, tanto mais o caos se alastra. E porquê? Porque com a boca lisonjeiam a Deus (v. 36), mas o coração não é firme para com Ele e não são “fiéis à Sua aliança” (v. 37). O homem busca o próprio infortúnio ao dar as costas para as palavras de vida eterna. Assim como os filhos de Israel “não reprimiram o apetite” (v. 30), o apetite deste mundo pelo mal não tem limites.

Onde estão vocês, pais e mães que decidem iluminar este mundo com uma descendência que verdadeiramente teme a Deus? Quantos lares têm quebrado o estigma maligno para realizar o culto familiar diário? A maior herança que podemos deixar aos nossos filhos é uma vida espiritual sólida e fiel. O SENHOR nos deu filhos para isto. Eles não são nossos, são do SENHOR (Vide Salmo 127:3). Somos chamados a educar uma geração de verdadeiros adoradores (Vide João 4:23), e, para isso, a mudança deve começar a ser vista em nós:

A primeira obra dos cristãos é manter a unidade da família. Quanto mais intimamente forem unidos os membros da família em sua obra no lar, tanto maior será a influência que pais e mães exercerão fora dele” (Fundamentos do Lar Cristão, p. 20).

Que nossos lares sejam para o mundo a prática da palavra que sai da boca de Deus!

Bom dia, lares de esperança!

Desafio do dia: Se ainda não instituiu o culto familiar em sua casa, HOJE é o dia de transformar o seu lar em uma casa de oração. Realize diariamente o culto matinal e o culto vespertino em seu lar e desfrutem das bênçãos divinas!

*Leiam #Salmo78

Rosana Garcia Barros 



SALMO 77 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
16 de janeiro de 2017, 0:30
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“De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta” (v. 6).

O salmista deixa clara a sua situação perante Deus. Ele não desejava um relacionamento relativo com o Altíssimo, mas absoluto. Seu desejo de ser conduzido por Deus era tão grande que lhe causava insônia, perturbação e mudez (v. 4). Questionando a Deus e sentindo-se só, o salmista conclui: “isto é a minha aflição” (v. 10). Recordando o que Deus havia feito ao Seu povo no passado, a conclusão já foi diferente: “O Teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?” (v. 13).

No dia da angústia, a quem ou o que você procura? Espero que a sua resposta seja igual a de Asafe: “procuro o SENHOR” (v. 2). É normal que sintamos a necessidade de desabafar, de expor as nossas angústias e que não poucas vezes tenhamos a sensação de que estamos sozinhos. E Deus espera de nós sinceridade, afinal, Ele perscruta o nosso coração. A Sua obra não está nas mãos dos reis, e sim dos súditos do Rei. Aqueles que dEle dependem totalmente recebem o mais alto privilégio espiritual que muitos doutos têm deixado de receber, justamente pela ausência de dependência. A angústia, portanto, torna-se um instrumento de salvação nas mãos de Deus para nos conduzir a uma comunhão plena e para fazer-nos compreender que não temos forças para vencer o pecado sozinhos.

Contudo, ao mesmo tempo, a comunhão também nos leva a reconhecer a grandeza de Deus e a Sua rica misericórdia. Podemos até nos afligir, mas a nossa aflição deve nos levar para mais perto do SENHOR e não o contrário. Quando a angústia te leva a procurar mais diligentemente a Deus, pode acreditar, confie, porque a Sua providência chegará. O SENHOR lhe remirá (v. 15) e lhe conduzirá (v. 20). Deus deseja realizar em nossa vida obras tão grandes quanto as da antiguidade. Ao invés de elevar a voz em reclamações e protestos contra o mundo, experimente elevar a voz e clamar a Deus, pois só Ele pode lhe atender (v. 1). 

Bom dia, povo de Deus!

Desafio do dia: Algo te aflige? Clame ao SENHOR e releia algum relato bíblico onde Deus concedeu a vitória aos Seus filhos. Deus há de renovar as suas forças!

*Leiam #Salmo77

Rosana Garcia Barros



SALMO 76 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
15 de janeiro de 2017, 0:30
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“Tu és ilustre e mais glorioso do que os montes eternos” (v. 4).

A biografia divina trazida pelo salmista descreve atributos de Deus grandes demais para a nossa finita compreensão. É um Deus ilustre (v. 4), mas também terrível (v. 7). Como entender? (Vide Deuteronômio 29:29).

Diante da majestade e do poder de Deus, somos chamados a fazer parte do grupo de salvos denominados “os humildes da terra” (v. 9). Notem o início do Salmo, onde cada lugar revela o que somos chamados a revelar. “Conhecido é Deus” (v. 1) em você? Grande é o nome do SENHOR em sua vida? Você tem sido o templo de Deus e a Sua morada (v. 2)?

Para todo aquele que vive em humildade diante de Deus, não há o que temer quanto à Sua ira (v. 7). Os humildes de Deus não O temem no sentido de sentir medo, e sim na expectativa de que o Justo Juiz logo os salvará. Suas vidas são verdadeiros votos ao SENHOR, compromissos vivos em fiel cumprimento de seu dever (v. 11). Entendem que a conclusão de tudo que norteia suas vidas é a mesma a que chegou o sábio Salomão: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é DEVER de todo homem” (Eclesiastes 12:13).

Muito em breve, todos, inclusive os ímpios, hão de reconhecer (v. 10; Vide Apocalipse 5:13) a majestade do SENHOR. E sabendo que “o fim de todas as coisas está próximo” (I Pedro 4:7), precisamos nos esforçar por andar em retidão diante de Deus, seguindo a orientação de Sua Palavra: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em TODAS as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a Quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (I Pedro 4:11).

Que a nossa vida seja uma manifestação da majestade e do poder de Deus! Este, sem dúvidas, é o maior e melhor presente (v. 11) que podemos dar ao nosso SENHOR.

Bom dia, humildes da terra!

Desafio do dia: Abrace a sua família. Demonstre que os ama. Comece a ser um testemunho de Cristo dentro do seu lar.

*Leiam #Salmo76

Rosana Garcia Barros 



SALMO 75 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS 
14 de janeiro de 2017, 0:30
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“Deus é o Juiz; a um abate, a outro exalta” (v. 7).

Quando estava na faculdade, fui convocada algumas vezes para participar do júri popular. Não é fácil estar na posição de jurado, principalmente por se tratar de crimes contra a vida. Julgar pessoas que não conhecemos, fatos que não vimos e definir entre absolvido ou condenado, é, de fato, um dos deveres cívicos mais desafiadores que existe. Até pelo fato de ser um corpo de jurados, com pontos de vista diferentes, o que pode causar sensação de dever cumprido em uns e de injustiça em outros. Mas o julgamento descrito no Salmo de hoje, apesar de envolver a vida, não comporta jurados, mas um único Juiz. E, contrariando a justiça dos homens, o Seu julgamento é reto (v. 2) e a Sua justiça é plena de misericórdia.

Percebam que o verso 2 diz que Deus há “de aproveitar o tempo determinado” para julgar. E até que profira a sentença, Ele chama os soberbos e ímpios ao arrependimento (v. 4). O Pai, o justo Juiz já sabe qual o dia e a hora (Vide Mateus 24:36) em que há “de julgar retamente” (v. 2), e, até lá, concede a cada ser humano a oportunidade de arrepender-se e converter-se. Podemos olhar em todas as direções, procurando por pessoas ou coisas que nos ajudem, porém, o verdadeiro auxílio do qual necessitamos é Deus. Só nEle podemos encontrar a verdadeira justiça, que abate os ímpios e exalta os justos (v. 10).

Quem aceita a Cristo como seu SENHOR e Salvador, não precisa temê-Lo como Juiz. Ele sonda os corações e sabe bem quem na realidade somos. Quando os escribas e fariseus armaram aquele tribunal a céu aberto onde Cristo seria o juiz, a mulher adúltera a ré e eles e a multidão os algozes, Jesus simplesmente Se abaixou e, com o mesmo dedo que escreveu em pedra (Vide Êxodo 31:18): “Não adulterarás” (Êxodo 20:14), começou a escrever na terra. O Juiz justo, então, Se levanta e dá a Sua primeira sentença: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (João 8:7). Um por um foi se retirando, “acusados pela própria consciência” (João 8:9), isto é: “Digo… aos ímpios: não levanteis vossa força” (v. 4). Jesus havia Se abaixado novamente, e, novamente Se ergue para dar a segunda sentença: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (João 8:11).

Sabem, amados, Deus tem trabalhado de maneira urgente com a humanidade através do Espírito Santo. “Porque na mão do SENHOR há um cálice” (v. 8) que está prestes a ser derramado (Vide Apocalipse 14:10). E enquanto isso, Ele nos convida a declararmos as Suas maravilhas (v. 1), e não a julgarmos o que não nos compete julgar. A não ser que você esteja cumprindo um dever cívico como jurado, “quem és tu que julgas o servo alheio?” “Tu, porém, por que julgas teu irmão?” (Romanos 14:4, 10).

Que confiemos na reta justiça do SENHOR e que possamos escolher o que o salmista escolheu fazer: “Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó” (v. 9).

Feliz sábado, justos de Deus!

Desafio do dia: Faça o bem. Envolva-se em projetos sociais. Em atender as necessidades do próximo, você não terá tempo de julgá-lo.

*Leiam #Salmo75

Rosana Garcia Barros 



SALMO 74 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
13 de janeiro de 2017, 0:30
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“Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta; nem entre nós, quem saiba até quando” (v. 9).

Em tom de lamentação, este Salmo retrata a angústia do povo de Deus diante da invasão dos inimigos. O santuário havia sido profanado e o povo estava indignado, reclamando pela justiça divina. O período mais provável deste Salmo é que tenha sido escrito após Nabucodonosor invadir Jerusalém, levando o povo cativo, assim como havia predito o profeta Jeremias. Negando a mensagem profética, os judeus rejeitaram o chamado de Deus e a Sua aliança: “Viraram-Me as costas e não o rosto; ainda que Eu, começando de madrugada, os ensinava, eles não deram ouvidos, para receberem a advertência” (Jeremias 32:33).

A reivindicação do salmista para com Deus foi, na verdade, um grito por misericórdia. O que vemos é o clamor de um homem que tinha fé no mesmo Deus que abriu o mar (v. 12) e que secou rios (v. 15). Todavia, se lamentava, quer dizer que chorava pelo que não poderia mais voltar atrás. A desobediência às palavras do mensageiro de Deus fez com que Deus os entregasse à própria sorte: “Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que entrego esta cidade nas mãos dos caldeus, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e ele a tomará” (Jeremias 32:28).

A palavra profética nunca foi tão banalizada como atualmente tem sido. Milhares têm aberto a boca para dizer que vão profetizar, enquanto a verdadeira profecia é negligenciada ou ignorada. Enquanto Jeremias clamava para que o povo desse ouvidos ao que Deus o havia revelado, mais teimoso o povo se tornava. Mas foi ali, em meio ao cativeiro babilônico, enquanto se dizia: “já não há profeta”, que Deus suscitou Daniel e lhe deu o dom profético e um livro que, em conjunto com o livro de Apocalipse, nos abre os olhos para o “até quando” (v. 9). Na verdade, foi revelado aos filhos de Israel e de Judá até quando duraria aquele jugo: 70 anos. Nós não sabemos quanto tempo mais durará o jugo do pecado neste mundo, contudo, de uma coisa podemos ter certeza, os sinais nos mostram que cada dia é o tempo que nos é concedido para estarmos prontos: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15). Se tão-somente seguirmos as orientações proféticas, seremos bem-sucedidos: “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (II Crônicas 20:20).

O SENHOR nunca desconsiderou a aliança que havia feito com o Seu povo (v. 20), mas o Seu povo que não Lhe deu ouvidos. Em sua dureza de coração, os judeus rejeitaram o profeta de Deus e trataram de eles mesmos profanar a casa de Deus com abominações (Vide Jeremias 32:34). A aliança que o SENHOR fez com os seres humanos é eterna e jamais volta atrás: “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o Meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de Mim” (Jeremias 32:40). 

Continue estudando a Bíblia. Examine as Escrituras com diligência e humildade. Então, não terás do que lamentar, mas verás o SENHOR pleitear a Sua própria causa (v. 22) em favor do Seu povo: “Eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Jeremias 32:38).

Bom dia, povo do SENHOR!

Desafio do dia: Se ainda não está lendo, inicie a leitura de um livro do espírito de profecia. Sugiro que leia “O Grande Conflito”. Acesse: http://www.cpb.com.br

*Leiam #Salmo74

Rosana Garcia Barros