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“Fidelíssimos são os Teus testemunhos; à Tua casa convém a santidade, SENHOR, para todo o sempre” (v. 1).
Um dos menores em tamanho, porém um dos Salmos mais gigantes em poder. Por meio de linguagem humana o salmista descreve alguns dos atributos divinos, e a possibilidade de termos um vislumbre, ainda que pálido, do que sejam eles através de ilustrações extraídas da própria criação de Deus.
A localização do planeta Terra, a distância segura do sol e da lua, os movimentos de rotação perfeitamente em equilíbrio com as estações do ano e com a manutenção da vida, o fato de estar suspenso no espaço em condições favoráveis, tudo isso comprova o que vimos no final do verso 1: “Firmou o mundo, que não vacila”.
A força das águas dos rios, o bramido das ondas do mar, as mais violentas manifestações como tsunamis ou ressacas marinhas são utilizadas como ilustrações de que nem tudo isso junto pode ser comparado ao poder do “SENHOR nas alturas” (v. 4).
Toda a natureza e a ciência são provas inequívocas de que “Reina o SENHOR” (v. 1). Por mais que o homem destrua o que o SENHOR criou, por mais que dê as costas à evidência intrínseca de que só o SENHOR é Deus, Ele permanece fiel, com o perdão da redundância, no mais fiel sentido da palavra: “Fidelíssimos são os Teus testemunhos” (v. 5). Diante de um Deus que é tão grande, majestoso, poderoso e santo, mas que também é tão longânimo, bondoso e rico em misericórdia e em amor, o mínimo que podemos fazer é amá-Lo. Deus nos deu o máximo e nos pede o mínimo. Já pararam para pensar nisso?
Aceitar a Cristo como nosso SENHOR e Salvador requer um compromisso diário de entrega do próprio eu ao governo divino. Não basta falar, é preciso viver. Somente quando experimentamos o constante relacionamento com Deus, “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo SENHOR, o Espírito” (II Coríntios 3:18). Após a conversão, vem o processo de santificação. E somente perseverando neste é que alcançaremos o galardão eterno e o direito de assistir na casa do SENHOR, à qual “convém a santidade… para todo o sempre” (v. 5). Quando entendemos que servimos a um Deus santo, passamos a ter uma maior e melhor compreensão acerca do que Ele nos pede: “Sede santos, porque Eu sou santo” (Levítico 29:2 e I Pedro 1:16).
Tudo de nós como resposta ao tudo que Cristo nos deu, é, portanto, o mínimo que podemos Lhe oferecer. Ele deixou a Sua majestade, o Seu trono e a perfeita adoração dos anjos para nos dar o direito a recebermos dEle a graça de estarmos em Sua santa morada pelos séculos sem fim. O mesmo Deus que firmou o mundo com perfeição é O mesmo que deseja firmar os nossos passos em santidade, em direção ao Reino que Ele nos preparou. Ele prometeu e Ele é fiel! Santifiquemo-nos! (Vide João 17:17)
Bom dia, santos do Altíssimo!
*Leiam #Salmo93
Rosana Garcia Barros
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“Bom é render graças ao SENHOR e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo” (v. 1).
A gratidão nem sempre é tão praticada quanto o pedido. Pedimos muito e agradecemos pouco. E, geralmente, pedimos o que queremos. Os nossos desejos são alimentados para saciar a nossa própria vontade e a nossa ansiedade por conquistas pessoais. Não é errado ter sonhos e ir em busca deles. O erro está em colocá-los acima dos sonhos de Deus para nós.
No verso quatro, o salmista faz uma declaração a respeito disso: “Pois me alegraste, SENHOR, com os TEUS FEITOS, exultarei nas obras das TUAS MÃOS”. Percebem, amados? A verdadeira gratidão brota de um coração que compreende que a vontade de Deus é sempre a melhor. Já “o inepto não compreende e o estulto não percebe isto” (v. 6). Isto é, aquele que procura somente os seus próprios interesses, que não busca andar no centro da vontade divina, jamais irá compreender as obras grandiosas de Deus e, consequentemente, nunca compreenderá o valor e a alegria que emanam da gratidão.
Sendo um Salmo sabático, também revela o cuidado paterno de Deus em estabelecer um tempo especial de gratidão e de louvor para que Seus filhos O reconheçam, a cada manhã e a cada noite (v. 2), como o Criador de todas as coisas. O sábado foi feito para nos deleitarmos na presença do Altíssimo e nEle encontrar o descanso que nos proporciona a plena união com Ele e de uns com os outros.
A gratidão nos faz exercitar, além de outras coisas, a confiança em um Deus que é reto e justo (v. 15), a ponto de encontrarmos alegria e satisfação mesmo em meio a perseguição (v. 11). Viver “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2), sempre será a melhor decisão a ser tomada. Não troque o florescimento eterno (v. 12) pelo terreal (v. 7). Este pode até parecer um lindo jardim, mas o seu final será a destruição eterna (v. 7). Apegue-se ao SENHOR e na sabedoria da Sua vontade, e serás bem-sucedido em florescer “nos átrios do nosso Deus” (v. 13).
Bom dia, justos do Altíssimo!
Desafio do dia: Pela manhã, escreva no início de uma folha em branco a palavra GRATIDÃO, e no fim do dia escreva no mínimo sete razões para render graças a Deus.
*Leiam #Salmo92
Rosana Garcia Barros
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“Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (v. 7).
Não há melhor alívio para quem está andando sob o sol do que encontrar uma sombra. Com praticamente uma promessa em cada versículo, o Salmo 91, depois do Salmo 23, provavelmente seja o texto bíblico mais conhecido no meio cristão. A segurança prometida para os que fazem de Deus o Seu refúgio (v. 9) é completa e é segura. E, convenhamos, se tem uma coisa da qual necessitamos neste mundo é de segurança.
Ao estudar as profecias, a Bíblia nos revela que haverá um tempo de angústia “qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, SERÁ SALVO O TEU POVO, todo aquele que for achado inscrito no Livro” (Daniel 12:1). Isto é, as palavras e promessas deste Salmo são também palavras proféticas, promessas que se cumprirão com precisão na vida do remanescente do SENHOR, que guardou a verdade do SENHOR como pavês e escudo (v. 4; Vide Apocalipse 14:12).
Para todo aquele que se apegar a Deus com amor, buscando conhecê-Lo cada dia mais (v. 14), somente com os olhos verá o castigo dos ímpios (v. 8). Nada os abalará, pois o SENHOR dará ordens aos Seus anjos para que os guardem por onde quer que andarem (v. 11). Não há o que temer, se Deus é o nosso refúgio e baluarte (v. 2).
Em minha jornada cristã tenho aprendido grandes e preciosas lições com o Espírito Santo. E como tem sido para mim um terrível incômodo quando deixo de ouvir a Sua voz para dar vazão aos meus vis sentimentos! Eu louvo a Deus por insistir comigo e me mostrar por onde devo caminhar. Quanto mais me aproximo de Cristo, mais sinto a minha miserabilidade e necessidade dEle. Porém, ao mesmo tempo, sinto uma alegria arrebatadora e uma confiança inabalável de que Ele tem me sustentado nas Suas mãos para que eu não tropece em alguma pedra (v. 12).
Creio, amados, que já estamos vivendo o tempo de angústia. Não me refiro aos sinais oculares, mas à batalha espiritual que tem sido travada em nossos corações. Oh, meus irmãos, se o SENHOR for o nosso refúgio e fizermos do Altíssimo a nossa morada diária (v. 9), na angústia, Deus estará conosco, no tempo da opressão nos livrará, e no grande Dia de Cristo nos glorificará!
Prepara-te, e dentro em breve, verás a salvação (v. 16)!
Bom dia, salvos em Jesus!
Desafio do dia: Não perca mais tempo. Comece já a estudar o livro de Daniel. Solicite o seu curso bíblico pelo site: http://www.novotempo.com
*Leiam #Salmo91
Rosana Garcia Barros
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“Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, Tu és Deus” (v. 2).
Nada neste mundo pode nos fazer compreender o que é a eternidade. Se olhamos para as árvores, vemos galhos secos, folhas caindo, troncos envelhecendo; para as flores, murchando; para os animais, sendo vítimas da cadeia alimentar ou do próprio homem. Olhamos uns para os outros e os anos vão revelando o triste fato de que estamos envelhecendo e, aos poucos, morrendo. “Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento” (v. 9).
Contudo, o Deus eterno, ao nos criar, colocou em nós algo maravilhoso. Sabendo que o pecado destruiria tudo o que Ele criou para a perfeição, e que o homem não teria mais como visualizar aqui as coisas eternas, colocou em nosso coração um discernimento especial: “Tudo fez Deus formoso no Seu devido tempo; TAMBÉM PÔS A ETERNIDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM” (Eclesiastes 3:11).
Apesar de tudo neste mundo nos ser um alerta de que a morte é inevitável, Deus, na criação, coloca em nosso coração um espaço do tamanho da eternidade. Sabem porque, amados? Para que entremos no gozo do nosso SENHOR, sabendo que só nEle podemos encontrar o verdadeiro e único felizes para sempre. Só o Eterno pode preencher este espaço e enquanto o ser humano não entende isto, embriaga-se com as finitudes desta vida perdendo o privilégio de ser preenchido por Aquele que tem o poder de fazer tornar os filhos dos homens (v. 3).
Só quando aprendemos “a contar os nossos dias” (v. 12), que são finitos e passam voando (v. 10), é que Deus nos faz alcançar “coração sábio” (v. 12). Pois só quando reconhecemos a nossa finitude e que dependemos do Eterno, é que Ele nos dá o vislumbre da eternidade. O Deus que fez tudo para durar eternamente (Vide Eclesiastes 3:14), um dia “fará renovar-se o que se passou” (Eclesiastes 3:15). Enquanto isso, aqueles que aguardam o cumprimento da promessa, a cada manhã são saciados com a benignidade e com a alegria celestes (v. 14). Enquanto há vida, há oportunidade de viver a alegria do SENHOR mesmo em meio às adversidades (v. 15).
Alegre-se mais uma vez no Deus da tua salvação! Permita que o Eterno preencha o espaço que só Ele é capaz de preencher em teu coração. Já chega de procurar nas coisas deste mundo uma felicidade e satisfação que jamais encontraremos aqui. O SENHOR só confirmará “as obras das nossas mãos” (v. 17), quando estas forem resultado de Sua graça em nós. Sendo servos de Deus neste mundo, seremos Seus filhos no porvir (v. 16). A eternidade chegará para aqueles que, pela graça de Deus, começaram a vivê-la aqui.
Bom dia, servos do SENHOR e herdeiros da eternidade!
Desafio do dia: Deus tem sido o primeiro em sua vida a cada manhã? Se ainda não fez isso, estabeleça a primeira hora da manhã para a comunhão com o Eterno.
*Leiam #Salmo90
Rosana Garcia Barros
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“Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da Tua presença” (v. 15).
O casamento entre um homem e uma mulher representa o plano edênico de Deus. Essas duas pessoas selam uma aliança prometendo um ao outro fidelidade no compromisso matrimonial. Ambas as partes devem respeitar o que acordaram ao decidirem se unir na vida a dois.
O que muitos ignoram é o fato de que, ao criar a mulher, Deus não lhe deu o nome de Eva. Este nome lhe foi dado não por Deus, mas por Adão, e só após a entrada do pecado. Vocês sabem o nome que Eva recebeu ao ser criada? A Bíblia nos responde: “homem e mulher os criou, e os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados” (Gênesis 5:2). Isso mesmo! Adão. O que faz da afirmação de que o casamento torna o casal uma só carne (Vide Gênesis 2:24) ainda mais forte e relevante. A promessa do reino messiânico a Davi era certa, real e eterna. A aliança que o SENHOR fez com o Seu ungido foi verdadeira e de maneira alguma será violada (v. 34). Só que, como num casamento, a aliança feita entre Deus e o Seu povo, corria o risco de ser desprezada e violada (v. 30).
Para os que afirmam que estamos vivendo em tempos em que Deus mudou a Sua aliança, de que Ele simplesmente “esqueceu” da promessa feita a Davi, eis o que diz o SENHOR QUE NÃO MUDA (Vide Malaquias 3:6 e Tiago 1:17): “Não violarei a Minha aliança, nem modificarei o que os Meus lábios proferiram. Uma vez jurei por Minha santidade (e serei Eu falso a Davi?)” (v. 33 e 34).
Oh, amados, não há como questionar o que sai da boca de Deus! O que a maioria tem feito hoje é esconder-se atrás de desculpas esfarrapadas para poder transgredir o que Deus chamou de ETERNO: “As Tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos juízos DURA PARA SEMPRE” (Salmo 119:160). Porque “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40:8).
Deus não é homem para arrepender-se do que diz. Todas as Suas palavras são sabedoria e vida. A Sua promessa, portanto, é fiel e sempre será (Vide II Timóteo 2:13). Nós é que nos desviamos, fugimos dos propósitos divinos e inventamos mil desculpas para tentar mascarar as nossas transgressões. Deus é Deus de “sim, sim; não, não” (Mateus 5:37). Se Ele disse:
— Não tenha deuses estranhos em tua vida, nem faça deles imagens de escultura. Respeite o Meu santo nome. Lembre que Eu, o Criador, estabeleci, no Éden, um dia especial de adoração a Mim, o Meu sábado. Honre seus pais e cuide deles, e assim Eu também cuidarei de você. Não mate ninguém nem com palavras e nem com atitudes. Seja fiel à pessoa que preparei para você. Não se apodere do que não é seu. Não minta, não fale mal de quem Eu criei como teu semelhante. Não deseje nada além do que Eu preparei para ser seu (Vide Êxodo 20:3-17).
Precisamos andar em Sua luz (v. 15) e ser um com Ele, assim como Cristo nos deixou exemplo.
Não foi à toa que Jesus foi chamado de o Verbo (Vide João 1:1), ou seja, a Palavra em ação. Assim também devemos nos esforçar para viver. Enquanto nossas palavras não estiverem de acordo com as nossas atitudes, não temos o direito de reclamar as promessas de Deus. O SENHOR não desmente a Sua fidelidade (v. 33) e breve estabelecerá o Reino prometido a Seu filho Davi, quando bradaremos os vivas de júbilo: “Aleluia! Pois reina o SENHOR, nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 19:6). E encerramos o Livro III de Salmos.
“Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém e amém!” (v. 52).
Bom dia, “povo que conhece os vivas de júbilo”!
Ore comigo: “Senhor, esteja comigo durante todo este dia, eu quero andar na luz da tua presença! Em nome de Jesus, amém.“
*Leiam #Salmo89
Rosana Garcia Barros
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“Mas eu, SENHOR, clamo a Ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de Ti a minha oração” (v. 13).
No estudo do livro anterior, vimos a vida de Jó e as agruras que o cercaram. A lamentação de hoje lembra muito as palavras atribuladas de Jó em seu mais terrível desespero. Por muitas vezes, Jó fez referência à ira de Deus com relação ao seu sofrimento, mas, como o salmista, não perdia a sua fé e o seu clamor não cessava “dia e noite” (v. 1). Muito parecido com dois dos discursos de Jó (Vide Jó 7 e Jó 14), o Salmo de hoje também confirma a doutrina bíblica sobre o estado dos mortos. “Na terra do esquecimento” (v. 12), “o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu SONO” (Jó 14:12). Percebem a coerência entre os textos? Jesus mesmo comparou a morte a um sono, quando estava para ressuscitar a Lázaro: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo… Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu” (João 11:11 e 14).
A morte é um período de descanso, de sono, de pausa, onde o corpo volta ao pó e o espírito (fôlego de vida, “pneuma”) volta a Deus. Somos a junção destes dois “ingredientes”, que nos torna almas viventes (Vide Gênesis 2:7). Portanto, nós não temos uma alma, nós somos uma alma. A partir do momento em que descemos à sepultura, não há mais louvor (v. 10), nem lembrança alguma (v. 11), nem recebemos o cumprimento da justiça divina (v. 12), mas, como confirmou o sábio Salomão, “entramos” na “terra do esquecimento”: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas OS MORTOS NÃO SABEM COISA NENHUMA, NEM TAMPOUCO TERÃO ELES RECOMPENSA, PORQUE A SUA MEMÓRIA JAZ NO ESQUECIMENTO” (Eclesiastes 9:5). Percebem como a Palavra de Deus deve ser estudada um pouco aqui, um pouco ali, sobre o mesmo assunto (Vide Isaías 28:10)?
Muitos têm sido enganados e outros muitos têm distorcido as verdades divinas (Vide II Pedro 3:16) fazendo com que haja descrédito da parte de muitos com relação à veracidade da Bíblia Sagrada. Mas o salmista escolheu crer e permanecer firme na única coisa que lhe dava algum alívio: sua fé. Apesar de sua ideia equivocada acerca da ira retributiva de Deus, como Jó, ele apegou-se a Deus com todas as suas forças na certeza de que, mesmo que a morte o alcançasse, poderia como o íntegro sofredor afirmar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra” (Jó 19:25).
O Dia do SENHOR se aproxima, quando “todo olho O verá” (Apocalipse 1:7), e todo aquele que mesmo atribulado perseverou até o fim, será salvo (Vide Mateus 24:13). Vem chegando o grande Dia em que o nosso Salvador Se levantará e Sua voz despertará os salvos que dormem no pó: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e OS MORTOS EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO” (I Tessalonicenses 4:16).
Ainda que a tua vida esteja à beira da morte (v. 3), ainda que sejas abandonado e rejeitado pelos teus conhecidos (v. 8), ainda que os teus olhos desfaleçam de aflição (v. 9), como o salmista, não cesse de clamar ao Deus da tua salvação (v. 1). Pois, todo aquele que nEle crê, “ainda que morra, viverá” (João 11:25)!
Bom dia, aflitos que serão consolados (Vide Mateus 5:4)!
Desafio do dia*: Talvez você não esteja tão aflito, mas você conhece alguém que está. Considere ser um companheiro de oração para essa pessoa!
*Leiam #Salmo88
Rosana Garcia Barros
*Contribuição: Jeferson Quimelli
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“Gloriosas coisas se tem dito de ti, ó cidade de Deus” (v. 3)
Construída sobre o alicerce da orientação divina, Jerusalém era um lugar que emanava a presença de Deus. Também conhecida como Sião, a capital de Judá representava algo muito maior: um lugar ainda inacessível. Os judeus tinham aquela cidade como um troféu diante do mundo, como uma real prova de sua eleição. Mas, na verdade, Sião era também um convite para todos.
A cidade de Deus, assim como o santuário terrestre, eram sombra do verdadeiro. Esta informação me leva ao seguinte questionamento: O anseio que o povo tinha pelo terrestre, muito mais não deveríamos ter pelo celeste?
Ter a Jerusalém por cidade natal era uma honra para os judeus (v. 5), mas jamais superará os registros do lugar eterno.
Quando aceitamos a Cristo como nosso SENHOR e Salvador, e nos batizamos, além de uma demonstração pública de nossa fé, nosso nome ganha um novo registro de nascimento (Apocalipse 3:5). Morremos para o mundo, e nascemos para o Reino de Deus.
Muito em breve estaremos na “cidade santa, a nova Jerusalém” (Apocalipse 21:2), cujos ornamentos sobrepujam infinitamente os mais suntuosos palácios da Terra, “a qual tem a glória de Deus” (Apocalipse 21:11). Ser um cidadão de Sião era um orgulho para a nação judaica. Ser um cidadão da Sião do Céu será um prazer indescritível para os salvos “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Apocalipse 7:9), que “saltando de júbilo, entoarão: Todas as minhas fontes são de ti” (v. 7). Entendem o que Israel não compreendeu? Jerusalém deveria ser a “cidade-convite” para ensinar o caminho da salvação e não um lugar inacessível.
Você tem almejado o Céu? Sonha com a pátria celestial? Os judeus deram um valor a Jerusalém maior do que Àquele que a idealizou. Não era este o ideal divino. Não era este o sentido daquele lugar. Jerusalém não deveria ser apenas um espaço geográfico qualquer, mas também não poderia ser mais amada do que o SENHOR que a criou.
Jesus nos prometeu um lugar de beleza inquestionável e de dimensões gigantescas, “Gloriosas coisas” (v. 3) que “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (I Coríntios 2:9). Amar a Deus sobre todas as coisas deve sempre estar no topo da vida de todo cristão. E como O amamos? “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15).
As pegadas daqueles que amaram a Deus em primeiro lugar serão eternizadas nas ruas de ouro. Você deseja a cidadania celeste? Comece a vivê-la aqui. “O SENHOR ama as portas” (v. 2) de pérola que serão abertas para os que O amam. Quem ama, obedece, e vive aqui na firme certeza de que ainda não está em casa.
Bom dia, futuros cidadãos da nova Jerusalém!
Desafio do dia: Ore em especial pela população da cidade em que você nasceu.
*Leiam #Salmo87
Rosana Garcia Barros
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“Pois Tu és grande e operas maravilhas; só Tu és Deus” (v. 10).
Em minha época de ensino médio, estudei em um colégio que ficava longe de minha casa. E aprendi a desenvolver uma vida de oração no trajeto que fazia na ida e na volta. Certo dia, como de costume, desci do ônibus e caminhei por uma praça que ficava próxima do colégio. Ao chegar mais ou menos no meio da praça, percebi que um enorme cachorro que latia do outro lado da rua arrombou o portão e veio correndo em minha direção. Ali, simplesmente paralisei. Foi uma questão de segundos e aquele cachorro estava no meio da pista, morto. Um grande caminhão o atropelou. Pela fúria e tamanho daquele cão, ele poderia ter feito um grande estrago ou até mesmo tirado a minha vida. Eu cheguei no colégio em estado de choque e muito grata a Deus por tamanho livramento. Eu pude perceber o real poder da oração.
O filho de Jessé reaparece e suas palavras revelam uma vida de oração e de confiança no SENHOR. Em suas súplicas: “responde-me” (v. 1), “salva” (v. 2), “compadece-te” (v. 3), “alegra” (v. 4), “escuta” (v. 6), Davi expressou a sua total dependência de Deus. O que ele reconhecia o tempo todo, um dia todos terão de reconhecer (v. 9; Vide Apocalipse 15:4): “só Tu és Deus!” (v. 10).
Davi prossegue externando o seu desejo em ser ensinado de Deus e andar na Sua verdade, em temer somente o Seu nome (v. 11). Sabem, amados, é muito fácil hoje em dia afirmar ser um cristão. Está tão na “moda”, que é até difícil identificar quem é e quem não é. Dizer que é de Cristo resume-se a fazer parte de alguma igreja cristã. Será que viver o cristianismo se resume a isso mesmo? Como o próprio nome já diz, ser cristão é ser um seguidor de Cristo. É ser como bem compôs em canção o padre Zezinho: “Amar como Jesus amou… viver como Jesus viveu…”. Cristo nos deixou a conjugação da vida eterna. Tudo o que precisamos saber para andar como Ele andou, por amor, Ele nos deixou escrito, pois é “Deus compassivo e cheio de graça” (v. 15).
Portanto, ser cristão não é um título, é um chamado. Ser cristão não é sinônimo de riqueza, mas de serviço (v. 16). Ser cristão não é fazer parte da igreja que mais se identifica, mas buscar aquela que tem o Assim diz o SENHOR como identidade e única regra de fé e prática (Vide I Timóteo 3:15). Ser de Cristo envolve muito mais do que uma religiosidade barata; é desenvolver, à cada dia, uma vida de oração e confiança, ainda que tenha de sofrer perseguições por parte dos que não O consideram (v. 14). Precisamos, como o salmista, buscar conhecer a verdade e nela permanecer para que nossas orações sejam ouvidas, como está escrito: “O que se desvia de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Provérbios 28:9). Todo aquele que anda na verdade do SENHOR, ele mesmo será o próprio sinal do favor divino (v. 17).
Que a Palavra de Deus seja a tua guia e que a oração seja o teu respirar.
Bom dia, sinais do favor de Deus!
Desafio do dia: Organize um espaço para ser o seu refúgio de oração diário.
*Leiam #Salmo86
Rosana Garcia Barros
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“Próxima está a Sua salvação dos que O temem, para que a glória assista em nossa terra” (v. 9).
No original bíblico, há quatro nomes diferentes para a palavra perdão, cada qual com uma vertente diferente acerca deste dom divino. Mas a palavra que mais se encaixa no contexto do Salmo de hoje é a palavra hebraica “nasa”, no sentido de “levantar”. Ou seja, buscar o perdão divino para ser reerguido: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em Ti se regozije o Teu povo?” (v. 6).Israel desejava a restauração de sua prosperidade (v. 1) como nação do SENHOR. E faz uma espécie de aliança com Deus: “Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser” (v. 8). O que há de tão grande e de tão importante nestas palavras? Era justamente por não dar ouvidos ao que o SENHOR ordenava que o povo caía nas mãos dos inimigos e em caminhos de insensatez (v. 8).
Observem que a salvação está próxima daqueles que temem a Deus (v. 9), daqueles que O obedecem como SENHOR. Portanto, aceitá-Lo e servi-Lo como nosso SENHOR é um requisito essencial para todos que desejam um Salvador. Dizer que crê em Jesus não é sinônimo de salvação, mas viver o que diz crer sim.
Quando o jovem rico procurou a Cristo e fez a célebre pergunta: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Marcos 10:18), ele ouviu claramente que deveria guardar os mandamentos de Deus. Só que aquele jovem, apesar de ser um exímio observador da lei, tinha o coração governado pelas suas muitas riquezas. A ordem de Deus é que as palavras que Ele nos ordena estejam em nosso coração (Vide Deuteronômio 6:6). Aquele jovem vivia apenas uma aparência de santidade, pois o seu coração estava longe dos propósitos divinos. Querem ver a diferença entre ele e outro personagem bíblico?
Vamos avançar nas páginas sagradas até o livro de Atos dos Apóstolos, onde encontramos a história do carcereiro romano. Ao deparar-se com dois homens verdadeiramente tementes a Deus, Paulo e Silas, lhes fez a seguinte pergunta: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (Atos 16:30). Opa! Perceberam? A mesma pergunta feita pelo jovem rico. E qual foi a resposta dos discípulos?
“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (Atos 16:31). Já a resposta foi diferente da de Cristo, não foi? Não, amados. Foi exatamente a mesma. Àqueles que alcançarão a salvação, Cristo afirmou: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS” (Mateus 7:21).
E qual é a vontade de Deus?
Que O amemos e O obedeçamos, assim como é o desejo de qualquer pai para com seus filhos. E não há alegria maior para um pai e uma mãe do que um filho que os honram.
Bem, a pergunta foi igual, o contexto da resposta foi igual, mas a diferença está na atitude dos dois. O jovem rico foi embora triste. Não aceitou ser confrontado com a verdade. Já o carcereiro aceitou o chamado de Deus e levou a salvação para toda a sua casa: “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (v. 10). Todos os atributos do SENHOR andam juntos na vida do cristão. Não há paz se não há justiça, como também não há graça sem que haja verdade. Não há como pedir perdão por nossos pecados se não aceitamos ser confrontados pela Palavra de Deus (Vide II Timóteo 3:16). Quando entendemos que “o pecado é a transgressão da lei” (I João 3:4), passamos a entender que a lei não tem o papel de nos salvar, mas de nos mostrar a necessidade que temos de um Salvador. Então, seremos obedientes, tementes a Deus, porque cremos em Jesus e em Seu sacrifício de amor. E porque cremos nEle e O amamos, consequentemente, O obedecemos.
A justiça só irá adiante daqueles que seguem as pegadas que abrem caminhos de vida eterna (v. 13). Sigamos as pegadas do nosso SENHOR e Salvador:
“Deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos” (I Pedro 2:21), e a salvação entrará em nossa vida e em nossa casa!
Bom dia, seguidores de Jesus!
*Leiam #Salmo85
Rosana Garcia Barros
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“Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em Ti confia” (v. 12).
Repleto de paixão e de felicidade, este Salmo nos remete a uma saudade por um Deus que nunca vimos e de um lugar que nunca fomos. A viagem ao templo do SENHOR era realizada com muita alegria e ansiedade pelo povo de Israel e, até lá, o caminho tornava-se oportunidade de adoração. A Casa de Deus era considerada o melhor lugar para se estar e a Sua habitação, uma bem-aventurança (v. 4).
Então, o foco sai do templo para o percurso até o templo. A bem-aventurança pertence ao homem cuja força está em Deus (v. 5), que possui um coração com “caminhos aplanados”. E o diferencial vem logo em seguida: “o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial” (v. 6). Ou seja, o coração que é guiado por Deus ao Seu santo lugar, passa por momentos difíceis na vida, mas até estes momentos se transformam em oportunidades de avançar “de força em força” (v. 7). Eu não sei se vocês têm ou já tiveram esta sensação. Mas é como lembrar das provações não com medo de sofrê-las novamente, mas com o coração extremamente grato por tê-las enfrentado sob o pendão divino e sentir uma alegria inexplicável pelo privilégio de ser um vencedor em Cristo.
Todo cristão convicto da atuação do Espírito Santo, “de bênçãos o cobre a primeira chuva” (v. 6). Com sinceridade e firmeza de propósito, recebe a chuva temporã. O agir diário do Espírito o move a caminhar por caminhos planos, crescendo gradualmente, como convém aos justos do SENHOR (Vide Provérbios 4:18). E este crescimento é o que o capacitará a receber a última chuva, a serôdia. Ninguém, amados, e prestem muita atenção, NINGUÉM receberá a última chuva se não foi devidamente regado pela primeira. O Pentecostes dos últimos dias só será derramado sobre aqueles que, como a igreja primitiva, estava preparando-se para recebê-lo.
Precisamos nos preparar para nos encontrar com o nosso Deus (Vide Amós 4:12) e este preparo deve incluir uma vida de oração (v. 8) e o constante desejo de andar retamente diante do SENHOR (v. 11). Deus derrama sobre os Seus filhos “em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (Joel 2:23). Então, Ele derramará o Seu “Espírito sobre toda a carne” (Joel 2:28) e não sonegará aos retos nenhum bem (v. 11), antes, a verdadeira felicidade os acompanhará, pois nEle confiam (v. 12).
Que o mesmo amor pelo SENHOR, que a mesma ansiedade em estar nos átrios eternos de Deus, que o mesmo gozo em nEle depositar a nossa confiança possa conduzir o nosso coração. Só assim, o nosso deserto se tornará manancial e as bênçãos da chuva temporã nos levarão ao “aguaceiro” espiritual da chuva serôdia.
Bom dia, bem-aventurados de Deus!
Desafio do dia: Convide um parente/amigo para ir à igreja adventista no próximo sábado pela manhã.
*Leiam #Salmo84
Rosana Garcia Barros