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“Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração puro” (v. 1).
Você já ouviu a expressão: “A grama do vizinho é sempre mais VERDE”? Pois é. A confissão do salmista e a sua sinceridade nos mostram que não basta apenas sermos conhecedores das Escrituras, precisamos conhecer a Deus. Quando conhecemos o SENHOR, tudo neste mundo se torna supérfluo. O salmista confessou que quase se desviou do caminho por contemplar “a prosperidade dos perversos” (v. 3). Enquanto admirava-se de suas vidas regaladas, sadias e tranquilas, ia perdendo o foco do que realmente importava. E não somente ele, mas o povo de Deus estava a fixar os olhos na mesma coisa e a pensar:”O que está acontecendo? Deus saiu para o almoço? Volta logo?” (v. 11, Bíblia A Mensagem).
Cogitavam: — De forma inútil eu andei certinho! E para quê? Para sair de casa todos os dias e ser afligido (v. 13-14).
E o que o salmista ganhou tentando entender este mundo injusto? Um tremendo fardo (v. 16)!
Até que…
Ele entrou no santuário do Altíssimo e compreendeu que a resposta estava na conclusão (v. 17). Percebem o desvio de foco? Ele deixou de olhar para as criaturas e volveu os olhos para o Criador. O início e o meio da vida de cada ser humano não é a resposta final. Todo cristão verdadeiro, que busca ao SENHOR de todo o coração, sabe que esta vida mortal não pode ser avaliada diante de Deus pelo que se tem ou pelo que se é, mas pelo que permitiu que o SENHOR fosse nela. Isto é o que definirá o destino eterno de cada pessoa.
Em atitude de humildade, o salmista confessou suas fraquezas: “eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à Tua presença” (v. 22). Ainda que, por vezes, a sua natureza humana recaísse, ele confiaria na força que vem do SENHOR (v. 26).
O estado próspero dos ímpios deixou de o incomodar quando percebeu para Quem deveria olhar.
Será que hoje tem sido diferente? Na era das redes sociais, nunca houve tempo tão terrível como este. A contemplação da vida alheia tem sido a principal atividade do dia e, infelizmente, o povo de Deus também tem se corrompido nesse sentido. O número de curtidas e de seguidores têm sido o termômetro da popularidade e a exposição da vida tem despertado em outros a curiosidade, a inveja e a cobiça.
Muitos me perguntam porque eu não participo mais de redes sociais. Um dos motivos foi porque eu precisava otimizar o meu tempo. Mas também, como o salmista, percebi que estava me desviando do caminho por visualizar o que não era da minha conta. Eu perdia tempo demais olhando para os outros e muito pouco ou nada olhando para Deus. Tinha muita dificuldade em controlar o meu tempo no computador. E entendam, não estou dizendo com isso que é pecado ter redes sociais. O pecado está em fazer uso errado e/ou abusivo. Eu senti Deus me chamando para fazer uma escolha, eu O escolhi e não me arrependo porque foi uma decisão que me levou para perto dEle. Me dei conta de que eu conhecia mais a vida das pessoas do que vida do meu Salvador. E o tempo que era gasto na internet, ganhei em oração, estudo da Bíblia e mais tempo com meus filhos.
Não precisamos compactuar com as mesmas tendências do mundo para nos tornar populares, nem tampouco cobiçar a vida de ninguém. Precisamos estar sempre com o SENHOR (v. 23). Ele deve ser a nossa constante companhia. Estar ao Seu lado deve ser o nosso maior prazer (v. 25). Não deseje estar em dia com as tendências deste mundo, mas almeje ser um escolhido de Deus para ser recebido em Sua glória (v. 24). Seja um atalaia do SENHOR, e use suas redes sociais para proclamar o evangelho eterno (Vide Apocalipse 14:6). E, então, poderemos todos dizer:
“Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os Seus feitos” (v. 28).
Bom dia, mensageiros do SENHOR!
Desafio do dia: Com muita oração e sincera contrição, reflita sobre o papel das redes sociais em sua vida e o papel do seu perfil na vida das pessoas.
*Leiam #Salmo73
Rosana Garcia Barros
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“… nele sejam abençoados todos os homens, e todas as nações lhe chamem bem-aventurado” (v. 17).
Apesar de trazer no título “Salmo de Salomão”, é mais provável que tenha sido escrito por Davi, tanto pelo fechamento do Salmo, que diz: “Findam as orações de Davi, filho de Jessé” (v. 20), quanto pelo teor do texto parecido com as palavras que disse em II Samuel 23:1-5 (Comentário Bíblico Adventista, p. 898). Se Salomão seguisse todas as orientações deixadas ali, certamente seria bem sucedido em seus propósitos. Sabemos que o seu pedido a Deus foi sincero e humilde. Salomão pediu um “coração compreensivo” (Vide I Reis 3:9) para julgar o povo e discernimento para saber fazer diferença entre o bem e o mal. Em outras palavras, e de forma mais popularmente conhecida, Salomão pediu sabedoria e Deus fez de Salomão o ser humano mais sábio que já pisou nesta Terra.
Por outro prisma, este Salmo, em parte, também é considerado messiânico pelo fato de apresentar um reino totalmente justo e eterno. Cristo veio a primeira vez não para estabelecer este reino, como esperavam os judeus, mas para nos garantir a vitória sobre o mal. Ele nos deixou exemplo de como podemos ter um coração compreensivo e cheio de compaixão, principalmente pelos mais desvalidos, como está escrito: “Ele tem piedade do fraco e do necessitado e salva a alma aos indigentes” (v. 13). Este sim é o verdadeiro Rei, Justo e Eterno!
Salomão recebeu o que pediu, mas não soube fazer bom uso. Foi um rei que usou para com o povo de um jugo pesado (Vide I Reis 12:4) e seu envolvimento com mulheres estrangeiras o tornaram um idólatra (Vide I Reis 11:1-8). Todas as bênçãos descritas neste Salmo eram promessas para a descendência de Davi se tão-somente seguissem as instruções do SENHOR. Mas o Único que assim procedeu e que viveu em perfeita harmonia com o que lemos no texto sagrado de hoje, não recebeu as honras do povo e não foi por ele coroado e bendito. Pelo contrário, veio ao mundo da forma mais humilde que poderia haver, recebeu adoração da classe mais humilde de pastores e não recebeu as honrarias dos maiorais de Seu povo e nem as riquezas de Sabá (v. 15), mas presentes de sábios do Oriente que, contrariando todo um povo que se julgava o único conhecedor das profecias, foram os únicos que identificaram o fiel cumprimento da profecia messiânica.
Meus amados, todos somos detentores da promessa de um reino justo que não terá fim. Hoje, todos nós temos em mãos o “mapa do tesouro” eterno nos indicando não somente para onde devemos ir, mas como devemos andar para chegarmos lá. Cristo, o Rei da Glória, o Rei “Bendito para sempre” (v. 19) é a resposta. Só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Vide João 14:6). Por coroa, Ele recebeu espinhos. Por trono, uma cruz. Por adoração, uma turba furiosa. E tudo isso para nos garantir a vitória final. Ele nos deixou as pegadas da salvação para que as sigamos e vivamos. Ele viveu o que nós devemos viver. Somente quando experimentamos o que Ele viveu aqui, conseguimos compreender por onde devemos andar. Buscar conhecê-Lo diariamente é o segredo para alcançar a vida eterna (Vide João 17:3). Por essa maravilhosa e verdadeira promessa, podemos adorá-Lo neste momento com as palavras finais do Salmo de hoje e do Livro II de Salmos:
“Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só Ele opera prodígios.
Bendito para sempre o Seu glorioso nome, e da Sua glória se encha toda a Terra. Amém e amém!” (v. 18-19).
Bom dia, filhos do Rei dos reis!
Desafio do dia: Medite nas palavras de Cristo em João 17 e busque do SENHOR sabedoria para estar diariamente pronto para o retorno do Rei da Glória.
*Leiam #Salmo72
Rosana Garcia Barros
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“Ora, a Tua justiça, ó Deus, se eleva até aos Céus. Grandes coisas tens feito, ó Deus, quem é semelhante a Ti?” (v. 19).
Apesar de ser de autoria desconhecida, trata-se de um Salmo escrito por alguém idoso. Você já ouviu esta expressão: “Quanto mais velho, mais teimoso”? Parece que isso não se aplica ao caso deste ancião anônimo. Em completa atitude de humildade, ele queda-se aos pés do SENHOR e expressa a sua total confiança nEle (v. 5). Em sua fraqueza, Deus era o seu apoio (v. 6). E por ser tão temente a Deus e dar um bom testemunho, muitos o consideravam “um portento” (v. 7), ou seja, um prodígio, uma pessoa maravilhosa. Mas o que havia de tão maravilhoso na vida deste homem? Vejamos:
Primeiramente, enquanto as pessoas o consideravam alguém extraordinário, ele reconhecia que Deus era o seu forte refúgio (v. 7). Quem não se esconde em Deus, Deus não o revela para o mundo. Segundo, e não menos importante, observem o teor do que saía dos lábios do salmista: “Tu és motivo para os meus louvores constantemente” (v. 6).
“Os meus lábios estão cheios do Teu louvor” (v. 8).
“…Te louvarei mais e mais” (v. 14).
“A minha boca relatará a Tua justiça…” (v. 15).
“… até agora tenho anunciado as Tuas maravilhas” (v. 17).
“… até que eu tenha declarado à presente geração a Tua força…” (v. 18).
“Os meus lábios exultarão… Igualmente a minha língua celebrará a Tua justiça todo o dia” (v. 23-24).
Percebem qual era o conteúdo que emanava da língua do poeta? Agora acompanhem comigo o contraste de seus inimigos:
“Pois falam contra mim os meus inimigos… consultam reunidos” (v. 10).
Só este verso já foi o suficiente para compreendermos o porquê de sua angústia e o motivo pelo qual possuía tão estimada conduta. Enquanto ele louvava o nome de Deus, “o homem injusto e cruel” (v. 4) falava contra ele. Enquanto ele anunciava as maravilhas do SENHOR (v. 17), os ímpios se reuniam com o fim de prejudicá-lo (v. 10). Eis a diferença entre o justo e o perverso. Não precisamos ir tão longe para estar fazendo a coisa errada, basta estar no lugar errado. O salmista se refugiava em Deus, já os seus inimigos, em rodas de escarnecedores (Vide Salmo 1:1).
Meus amados, a missão que nos foi dada por Cristo, foi: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-20). A nossa boca deve relatar de forma contínua os feitos da salvação do SENHOR (v. 15). Para isso que fomos chamados. Enquanto a vida alheia é o assunto principal, o evangelho eterno deixa de ser pregado. O salmista foi considerado um prodígio simplesmente porque seguiu a ordem de Deus (Compare o verso 18 com Deuteronômio 6:4-9) e que Jesus daria centenas de anos depois. Sua boca era uma fonte de bênçãos e o seu maior temor não era dos seus inimigos, mas em sair da presença de Deus (v. 12).
Que a nossa vida seja sempre um PORTENTO, não por méritos próprios, mas por estarmos revestidos da rememoravél justiça divina (v. 16).
Bom dia, portentos refugiados no SENHOR!
Desafio do dia: Passe o dia louvando ao SENHOR, ainda que não saia um som de seus lábios. Que a tua vida louve a Deus!
*Leiam #Salmo71
Rosana Garcia Barros
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Caros leitores,
Por motivo de força maior, não postaremos os “comentários selecionados” até o dia 17/Jan.
Fiquem todos na santa paz de Deus e buscando a cada dia ser Reavivados Por Sua Palavra.
Graça e paz,
Ivan Barros – EQUIPE RPSP
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“Folguem e em Ti se rejubilem todos os que Te buscam; e os que amam a Tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado!” (v. 4).
Quando Deus criou o homem, antes de criar a mulher deixou que este sentisse falta de uma companhia. Então, Ele fez o homem cair em pesado sono, fez a primeira cirurgia do mundo, e de Adão extraiu uma costela. Daquele osso, Deus fez a mulher e a chamou de auxiliadora idônea de Adão. Você pode ler este relato em Gênesis 2:18-25. O verbo auxiliar significa ajudar, prestar socorro, dentre outras coisas. Já a palavra idônea, quer dizer alguém que é competente para realizar algo, perfeitamente habilitado para a função que lhe cabe.
O Salmo de hoje é um clamor de Davi por auxílio divino. Ele pede ajuda ao único Auxiliador que é perfeitamente habilitado e competente para lhe socorrer. Assim como Adão olhou para um lado e para o outro daquele lindo mundo recém criado e sentiu falta de uma companhia que lhe fosse perfeitamente habilitada e se adequasse às suas necessidades, quando reconhecemos que somos pobres e necessitados, recorremos ao Deus magnífico que SEMPRE é perfeitamente habilitado para nos socorrer.
Não nasci em um lar cristão praticante, mas recebi de minha mãe, desde a infância, lições preciosas que, mais tarde, descobri serem princípios bíblicos. E um deles foi o de nunca me alegrar com o mal alheio. Ainda que este mal viesse sobre quem não me queria bem, foi impressa em minha mente que era muito feio dizer ou pensar: “Bem-feito!” (v. 3). Será que este princípio tem sido praticado em nossa vida? Percebam que o verso 1 nos mostra um pedido de socorro. Um S.O.S em forma de oração. Davi precisava, desesperadamente, do auxílio divino. A sua necessidade era maior do que a sua capacidade de fazer algo, e ele reconheceu isso.
Quando, ao invés de agir conforme as nossas próprias forças, buscamos a Deus e amamos a Sua salvação, assim como Ele fez Adão dormir para lhe acordar com o que ele estava precisando, também podemos descansar na fiel promessa de que Deus é o nosso amparo e o nosso libertador (v. 5), pois “aos Seus amados Ele o dá enquanto dormem” (Salmo 127:2). Que a nossa vida não seja uma vergonha (v. 2), e sim um testemunho para o mundo, declarando “sempre: Deus seja magnificado!” (v. 4). Que o SENHOR seja sempre o nosso único e perfeito auxílio em todo o tempo.
Bom dia, pobres e necessitados de Deus!
Desafio do dia: Seja um(a) auxiliador(a) idôneo(a) de alguém hoje. Desempenhe a sua função na escola, no trabalho, em casa, da melhor maneira que puder e, o que não estiver ao seu alcance fazer, clame pelo auxílio divino.
*Leiam #Salmo70
Rosana Garcia Barros
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“Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre” (v. 21).
Imagine que você está passando por um grande apuro, de forma que não consegue enxergar saída alguma. Mas daí, de repente, surge alguém que, voluntariamente, decidiu ajudar-lhe e tomar sobre si o mal que era para você sofrer. Então, ao invés de ser imensamente grato, você o insulta, o rejeita, o odeia (v. 4) e lhe oferece o que há de pior por alimento e bebida (v. 21). E não para por aí. Você ainda o escarnece (v. 11), o torna objeto de fofocas (v. 12), o persegue e bate nele até a morte (v. 26). Você pode estar pensando: – Ah, minha irmã, eu já entendi. Você está se referindo ao que fizeram com Jesus. Sim. Também. Mas tudo aquilo se repete quando volvemos as costas para as palavras de Cristo.
Enquanto eu lia o Salmo de hoje em voz alta, meu filho mais novo, de seis aninhos, estava deitado ao meu lado. Foi quando ele interrompeu a leitura com uma pergunta:
– Mãe, a Bíblia diz que temos que amar nossos inimigos?
– Sim, meu amor – respondi.
– Ah, eu não sabia! – e deu uma risadinha inocente.
A sua inocência me fez pensar que eu não sou mais inocente. Bem sei o que Jesus fez por mim e o que devo fazer para ser considerada Sua amiga: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando… Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (João 15:14, 17). Portanto, odiar sem razão e inventar de “falsos motivos” (v. 4) para criar inimizades não é e nunca será uma atitude cristã, mas demoníaca e avessa aos ensinamentos de Cristo. Este Salmo é tão entrelaçado com as palavras de Jesus em João 15, que Ele mesmo o citou em Seu discurso: “Odiaram-Me sem motivo” (v. 4, João 15:25). E ainda nos advertiu: “Se Me perseguiram a Mim, também perseguirão a vós outros” (João 15:20).
Apesar de ser um Salmo messiânico, também era um desabafo de Davi com relação aos seus perseguidores. O seu coração desfalecia diante das muitas afrontas (v. 20), mas a diferença estava em suportá-las por amor a Deus (v. 7). Encarar os perseguidores e inimigos com ira, além de não resolver nada, nos torna semelhantes ou piores do que eles. Experimentar sofrer afrontas e injúrias com oração, é amar como Cristo amou e viver como Ele viveu. Ainda que o nosso choro, jejum e oração nos sejam devolvidos “em afrontas” (v. 10); ainda que não encontremos piedade e consolo por parte de quem nos persegue sem causa (v. 20); ainda que nos ofereçam o pior da terra (v. 21); é preferível sofrer por Cristo aqui a ter o nosso nome riscado do Livro da Vida do Cordeiro (v. 28; Vide Apocalipse 3:5, 13:8, 17:8).
Precisamos nos aprofundar em nosso estudo sobre a vida do Messias. Não conseguiremos entender tudo o que Ele nos ensinou e viveu se não nos debruçarmos nas Escrituras que dEle testificam (Vide João 5:39). Não temos mais a desculpa de dizer como meu filho:
– Ah, eu não sabia!
Cumpre-nos ser praticantes da Palavra que pregamos, ou, do contrário, estaremos nos enganando a nós mesmos (Vide Tiago 1:22).
Como Davi, e, acima de tudo, como Jesus Cristo, sejamos homens e mulheres de oração. Que o nosso lamento esteja primeiramente diante dAquele que é rico em graça e misericórdia (v. 13 e 16). Que, como o salmista, não sejamos pedras de tropeço para nossos irmãos (v. 6), espalhando contendas. Sigamos os passos do nosso Salvador (I Pedro 2:21), que escolheu viver por amor. E, assim como Ele reviveu, Ele também fará reviver o nosso coração (v. 32), salvará a nós e a nossa família e nos levará para morar para sempre em Sua habitação (v. 36). Louvado seja o nome de Deus (v. 30)!
Feliz semana, povo de oração!
Desafio do dia: Se você feriu alguém, procure, com oração e humildade, a reconciliação. HOJE, é o tempo que o SENHOR está lhe dando para tomar uma firme decisão e tornar-se, verdadeiramente, Seu amigo.
*Leiam #Salmo69
Rosana Garcia Barros
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“Bendito seja o SENHOR que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação!” (v. 19).
Deus cuida de nós.
Deus nos protege.
Deus nos abençoa.
Deus “leva o nosso fardo” (v. 19).
Não conseguimos ter noção do quanto deveríamos ser gratos a Deus e do quanto Lhe custou nos resgatar do domínio do inimigo (O Grande Conflito, p. 33). Ele escolheu tomar sobre Si as nossas iniquidades (Isaías 53:6) e nos oferece no lugar um jugo suave e um fardo leve (Mateus 11:30).
Na primeira parte do Salmo, Davi descreve o fim dos inimigos de Deus (v. 1-2) em contraste com os justos (v. 3), seguido do cuidado paterno de Deus para com os injustiçados (v. 5-6). E a sequência nos mostra uma série de ilustrações, todas referindo-se à bondade de Deus para com o Seu povo, exaltando-O como SENHOR que tem tudo sob controle, inclusive a nossa vida (v. 20).
A cada dia que passa, o caos deste mundo se agrava, como nos dias de Noé, a humanidade se corrompe e se destrói. A maioria tem seus ouvidos fechados e sua mente bloqueada aos apelos do Espírito Santo que deseja descer sobre nós como “copiosa chuva” (v. 9). Deus nos revela em toda a Sua Palavra de que há sim diferença entre o justo e o ímpio, entre o santo e o profano, “entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Malaquias 3:18). E quanto mais se aproxima o Dia do SENHOR, o Espírito é retirado da terra e o pecado mais se revela em consequências destrutivas e eternamente irreversíveis. Mas o mesmo Espírito permanecerá até o fim com os justos do Altíssimo, conduzindo-os, fortalecendo-os e livrando-os.
Munidos da força divina usada a nosso favor (v. 28), temos o privilégio de tributar a glória de Deus (v. 34), dizendo: “Bendito seja Deus!” (v. 35), que com Sua palavra nos arregimenta como mensageiros das boas-novas de salvação (v. 11), como Seus justos praticantes da verdadeira religião (v. 5-6): “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tiago 1:27).
Oh, meus amados, temos estudado a Bíblia juntos e juntos temos descoberto verdades libertadoras (Vide João 8:32) e transformadoras. É impossível estudar a Bíblia mediante o agir do Espírito Santo e continuar do mesmo jeito. Pois “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Provérbios 4:18). Apegados a esta promessa maravilhosa, podemos ter a plena certeza de que o fardo que era para nos castigar até à morte, Cristo já carregou. E o fardo que nos aflige o coração enquanto aqui estamos, Ele também prometeu levar. Basta apenas aceitarmos o Seu convite: “Vinde a Mim” (Mateus 11:28).
Se te afligem aqueles que se comprazem na guerra, confia que Deus mesmo os dispersará (v. 30) e te restabelecerá de tua exaustão (v. 9).
Que o Espírito Santo continue nos moldando e nos dando a força e o poder (v. 35) necessários para continuarmos firmes no caminho da justiça.
Feliz sábado, justos do Altíssimo!
Desafio do dia: Separe um tempo do seu dia para ajudar alguém. Seja um praticante da religião pura e sem mácula.
*Leiam #Salmo68
Rosana Garcia Barros
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“Louvem-Te os povos, ó Deus, louvem-Te os povos todos” (v. 3 e 5).
Este é um dos textos bíblicos que lança por terra o pensamento de que a salvação e a bênção de Deus eram apenas para Israel. Na verdade, este Salmo deixa bem clara a mensagem de que a nação de Israel havia sido elegida para partilhar das novas de salvação. A graça e a bênção de Deus devia ser para com a nação eleita a fim de que refletisse a glória de Deus (v. 1). Então, assim, todas as nações conheceriam o caminho do SENHOR e a Sua salvação (v. 2).
E assim aconteceu. Israel espalhava as boas novas da primeira vinda de Cristo e, quando Ele veio, já O estavam esperando com grande alegria. Foi assim?Infelizmente esta afirmação não confere com o relato bíblico. Muito pelo contrário, Cristo “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (João 1:11). Isto é, Ele veio para o que era Seu (todo o mundo), mas os Seus (Israel, a nação eleita) não O receberam. Duas coisas Israel rejeitou: refletir a glória de Deus e pregar o Caminho (Vide João 14:6). Apegaram-se mais ao título do que à esperança oferecida por nosso SENHOR. Enquanto isso, morriam espiritualmente sem nem perceber.
Cristo também nos deu uma missão. O chamado de ir ao mundo e pregar o Evangelho a toda tribo, povo, língua e nação (Vide Mateus 28:19), dizendo: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo e adorai Aquele que fez o Céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7). A primeira voz angélica tem uma luz especial. Envolve adoração, justiça e bênção, justamente como lemos no Salmo de hoje. E também é um convite para TODOS: “um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6). Nós temos em mãos uma mensagem eterna para ser espalhada por TODO o mundo e não uma bênção privada.
Israel conhecia as Escrituras, mas não reconheceu o SENHOR das Escrituras. Que não sejamos conduzidos por este mesmo erro, mas que a nossa vida seja um constante louvor a Deus, proclamando ao mundo a Sua salvação. Então, “temerão, pois, o nome do SENHOR desde o poente e a Sua glória, desde o nascente do sol; pois virá como torrente impetuosa impelida pelo Espírito do SENHOR” (Isaías 59:19).
Bom dia, missionários de Deus!
Desafio do dia: Escolha um hino de louvor e/ou gratidão a Deus. Escute, cante e guarde no ❤️
*Leiam #Salmo67
Rosana Garcia Barros
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“Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem Ele feito por minha alma” (v. 16).
Em nosso estudo das Escrituras temos visto o relato da vida de diversos personagens, uns que nos deram bom testemunho e ainda outros que não são exemplo para ninguém. Provavelmente não haja um consenso a respeito de cada um deles, pois que onde um falhou o outro venceu, e onde um venceu o outro falhou. Só quando paramos para ver as obras de Deus (v. 5) e os Seus maravilhosos feitos (v. 6), é que nos damos conta do quanto o SENHOR nos ama e nos preserva (v. 9) apesar de nossas falhas e limitações.
Aproximadamente a três anos atrás eu não tinha o relacionamento que hoje tenho com o Altíssimo. Eu não compreendia a Bíblia e nem me esforçava por compreendê-la. Toda a minha vida se resumia em religiosidade, não em comunhão. Foi quando Deus me encontrou, assim como a mulher encontrou a sua dracma perdida (Lucas 15:8-10), que me dei conta de que estava perdida dentro da igreja. Eu dizia seguir a Cristo, mas nem O conhecia. Então, a partir do momento em que me rendi aos propósitos divinos, vieram provações que eu jamais havia passado nessa intensidade. Passei “pelo fogo e pela água” (v. 12). O inimigo manifestou a sua ira e eu percebi, pela primeira vez na minha vida, de que, verdadeiramente, eu estava andando com Deus. E de uma maneira inexplicável, apesar das forças enfraquecidas e do coração angustiado, ao mesmo tempo, eu sentia e sinto uma certeza tão grande do poder de Deus em minha vida que tenho enfrentado situações de uma forma que a única explicação plausível é: “Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração” (v. 19).
Amados, ainda continuo passando por provações tremendas, mas segura nAquele que “em Seu poder governa eternamente” (v. 7), “prossigo para o alvo” (Filipenses 3:14). Portanto, se as lutas desta vida estiverem lhe afligindo, apegue-se Àquele que deseja lhe levar à moradas eternas. Quando pensar que não há mais para onde ir, continue marchando e Ele lhe abrirá o caminho (v. 6). Creia que a tua provação se converterá em alegria e em um testemunho eficaz e poderoso para os que temem a Deus (v. 16). Hoje entendo a razão de ter passado por tantas provas e porque continuo a passar: para contar o que Ele tem feito por mim (v. 16), o que, pela graça de Deus, tem fortalecido a muitos, e porque o pecado macula o que há de precioso em mim (a imagem e semelhança de Deus), e o processo de purificação requer em minha vida o aperfeiçoamento da fé, da esperança e do amor. Porém, por mais difícil que seja e por mais que não sejamos merecedores, Deus não rejeita a nossa oração e nem aparta de nós a Sua graça (v. 20).
No momento apropriado entenderemos o porquê tivemos que passar por certas dificuldades, mas, até lá, prossiga aclamando ao Deus de toda a terra (v. 1) e dando glórias ao Seu nome (v. 2). Confie na promessa dAquele que não falha e que não mente (Hebreus 6:18): “Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque Eu sou o SENHOR, teu Deus” (Isaías 43:2-3).
Aleluia! Amém!
Bom dia, vitoriosos em Deus!
Desafio do dia: Se puder, compartilhe nos comentários um testemunho do que Deus tem feito por você. O seu testemunho pode ser o meio que Deus usará para salvar pessoas que de outra forma não seriam alcançadas.
*Leiam #Salmo66
Rosana Garcia Barros
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“Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de Ti, para que assista nos Teus átrios…” (v. 4).
Nunca se falou tanto em prosperidade como hoje. E a associação entre prosperidade e bênção lota os espaços da maioria das igrejas cristãs no mundo. As pessoas estão tão estagnadas pelo capitalismo e pela busca de conquistar tudo o que desejam, que esquecem do verdadeiro sentido de ir à uma igreja: aproximar-se de Deus.
Davi não compôs este Salmo afirmando que todo aquele que é fiel a Deus, Deus tem por obrigação torná-lo próspero financeiramente. Mas inicia o Salmo com duas palavras que expressam a verdadeira gratidão: confiança e louvor (v. 1). Confiar é aceitar a provisão de Deus ainda que não seja a que sonhamos ter. O louvor é ter sempre um cântico no coração por tudo o que Deus nos deu ou dará. Quando nosso desejo por algo ultrapassar o desejo de fazer a vontade de Deus, então estamos colocando as bênçãos acima do SENHOR das bênçãos. Não há nada de errado em querer prosperar. O erro está quando passamos por cima de princípios para alcançar nosso objetivo; quando o dinheiro nos impede de obedecer ao chamado de um Deus que nos escolhe e nos diz: “Vem e segue-Me” (Lucas 18:22).
Por isso que Davi elenca o que deve nortear a vida dos escolhidos do SENHOR: confiança, gratidão (v. 1), oração (v. 2), confissão e arrependimento (v. 3). Aqui percebemos a coerência com as palavras de Cristo, quando Ele disse: “… pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mateus 9:13). Não há verdadeira gratidão e nem verdadeira adoração se não estivermos satisfeitos (v. 4) com a provisão divina e se não nos arrependermos de nossas iniquidades. O Deus Salvador (v. 5) é também o Deus Criador que tem o controle de todas as coisas (v. 6-7). Ele nunca vai dar a um de Seus filhos o que não lhe seja conveniente.
Ser próspero, amados, é seguir as pegadas dAquele que destila fartura (v. 11). Cristo nos ensinou que Deus tem todo o poder de nos dar além do que imaginamos conquistar. Ele provou isso ao transformar água no mais puro suco da vide; ao multiplicar pães e peixes para multidões; ao encher os barco de Pedro de peixes a ponto de quase naufragar; ao mandar Pedro tirar moedas da boca de um peixe. Contudo, as Suas maiores lições de prosperidade não se referiam a bens materiais, mas ao Reino dos Céus. O que Ele preparou para os Seus escolhidos, fortuna alguma desta terra pode superar. Portanto, só alcançaremos a verdadeira fartura (v. 11) se tão-somente vivermos como Cristo viveu. Em I Pedro 2:21, está escrito: “Porquanto, para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, DEIXANDO-VOS EXEMPLO PARA SEGUIRDES OS SEUS PASSOS”.
Quer ser próspero? Siga as pegadas do Mestre.
Bom dia, prósperos no SENHOR!
Desafio do dia: Leia Apocalipse 21:9-11 e 22:1-5 e descubra a fartura eterna dos escolhidos de Deus.
*Leiam #Salmo65
Rosana Garcia Barros