Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 41, Comentário Rosana Barros
31 de outubro de 2017, 0:30
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“Também mediu o seu comprimento: vinte côvados, e a largura: vinte côvados, diante do templo, e me disse: Este é o Santo dos Santos” (v.4).


Contemplando o interior do templo, Ezequiel se depara com a descrição do lugar Santíssimo. Era ali que Deus manifestava a Sua glória e a luz de Sua presença. Tendo “vinte côvados” (v.4) de comprimento e de largura, o Santo dos Santos formava um quadrado perfeito.

Em sua visão da nova Jerusalém, João também viu um quadrado perfeito: “A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais” (Ap 21:16). O que Deus tem preparado “para aqueles que O amam” (1Co 2:9) é nada mais, nada menos, do que o Santo dos Santos, o Santíssimo lugar de Sua habitação.

Quando, no dia da expiação, o sumo sacerdote entrava no lugar Santíssimo, todo o povo, em atitude de humilhação (Lv 23:29), era purificado de todos os pecados com que havia contaminado o tabernáculo. Da mesma forma, Deus espera realizar a mesma obra em nosso coração. Jesus afirmou: “se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18:3). A menos que busquemos o coração de uma criança; a menos que peçamos a Deus “um coração puro” (Sl 51:10), rápido para amar, rápido para perdoar, nossos pés jamais pisarão a santíssima habitação do Eterno.

Há exatamente 500 anos atrás, um homem permitiu que Deus fizesse morada em seu coração, e, seguindo o princípio declarado por Pedro e os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29), cheio de santa ousadia e fé inabalável, pregou com batidas de convicção as 95 teses contra as indulgências, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517. Martinho Lutero não tivera a intenção de agir contra a igreja, mas em que a igreja reconhecesse o seu erro e promovesse o princípio que, em todos os tempos, deve nortear o povo de Deus: “Sola Scriptura“. Mas a humildade que guiava a sua busca em fazer a vontade de Deus foi rejeitada pelos que, professos religiosos, negaram a verdadeira mensagem da cruz.

A reforma não foi simplesmente um marco histórico, mas o início de um movimento cujo fundamento sobre a “pedra que vive” (1Pe 2:4) jamais cairá devido ao derradeiro grupo de “crianças” que irá perseverar até o fim (Mt 24:13). Cristo está para encerrar a Sua obra no santuário celestial e, quando isso acontecer, virá reclamar um povo que, à semelhança dos reformadores, não cederam às ameaças da abominável união  (Ap 16:14). Mas, “com jejuns, com choro e com pranto” (Jl 2:12), rasgaram seus corações na presença do Senhor, aborreceram o mal e amaram o bem (Am 5:15).

Muitos querem hoje comemorar o fim da reforma protestante, eu, porém, oro para que seja o início de uma reforma em nossa vida como a geração que contemplará, em vida, a vinda do Filho do Homem. Coloquemos em prática o conselho do próprio Lutero: “Não podemos atingir a compreensão das Escrituras, quer pelo estudo quer pelo intelecto. Teu primeiro dever é começar pela oração. Roga ao Senhor que te conceda, por Sua grande misericórdia, o verdadeiro entendimento da Sua Palavra. Não há nenhum intérprete da Palavra de Deus senão o Autor dessa Palavra, como Ele mesmo diz: ‘E serão todos ensinados por Deus’. Nada esperes de teus próprios trabalhos, de tua própria compreensão: confia somente em Deus, e na influência de Seu Espírito. Crê isto pela palavra de um homem que tem tido experiência” (O Grande Conflito, p. 129).

Bom dia, crianças de Deus!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!“, 16° dia: “Pegue um papel e uma caneta e faça uma lista de todas as reformas que você necessita realizar em sua vida, tendo em vista o que você aprendeu até agora. Apresente ao Senhor a lista e clame ao Espírito Santo pelo Seu poder para que toda a reforma seja realizada. Lembre-se de que é o Espírito que possui a capacidade de transformar a vontade” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, pág. 97).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 40, Comentado por Rosana Barros
30 de outubro de 2017, 0:30
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“Em visões, Deus me levou à terra de Israel e me pôs sobre um monte muito alto; sobre este havia um como edifício de cidade, para o lado sul” (v.2).


Como na sequência apocalíptica, após a profecia contra Gogue e Magogue (Ap 20:8), vem sobre Ezequiel “a mão do SENHOR” (v.1) e, assim como João, ele recebe a visão de um lugar que Deus havia planejado (Ap 21:10). Chamado para ver, ouvir e guardar a visão no coração, o profeta recebe a ordem de anunciar tudo quanto viu “à casa de Israel” (v.4). Na verdade, Ezequiel foi levado a contemplar o  novo templo, considerado o “coração” de Jerusalém.

Meticulosamente, cada parte do templo lhe foi apresentado conforme media o “homem” com “um cordel de linho e uma cana de medir” (v.3). Era o “Arquiteto e Edificador” (Hb 11:10) colocando em cada parte daquele lugar as Suas perfeitas medidas. “Cada câmara” (v.7), cada “espaço em frente das câmaras” (v.12) e cada detalhe do templo apontavam para a aliança eterna do Senhor para com o Seu povo. Mas, enquanto Ezequiel viu a figura, João viu o verdadeiro, “a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Ap 21:10).

Após o pecado, o homem perdeu o contato direto com Seu Criador. Aquele que com o barro formou a obra-prima de Sua criação, teve de sofrer a dor da separação. Desejoso de estabelecer morada com Seus filhos, disse Deus a Moisés: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx 25:8). Aquele, portanto, não era um lugar comum, era um lugar santo e uma “maquete” do original (Hb 8:2). Um símbolo de que, um dia, a separação terá fim.

Assim como, no princípio, o Senhor plantou um lindo jardim para os nossos primeiros pais, percebam nas palavras do profeta Isaías, recitadas por Paulo, a grandiosidade do que nos aguarda: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co 2:9). Lá, no novo Éden, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) “verá o fruto do penoso trabalho se Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11).

Percebam que a Bíblia diz que o lugar que Deus tem preparado é para “aqueles que O amam”. E Jesus mesmo declarou: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). Acerca disto, dissertou M. L. Andreasen: “Se a lei ou qualquer dos mandamentos pode ser transgredida impunemente; se a lei foi abolida ou mudados os seus preceitos; se a lei, dada pelo próprio Deus, deixou de ser a norma no juízo, torna-se então desnecessária a morte de Cristo, o Pai mesmo deixa de ser a personificação da justiça e bondade, e Cristo já não pode escapar à acusação de ser cúmplice de um erro. Clamem todos os cristãos contra semelhante doutrina!” (O Ritual do Santuário, p. 224).

Não mais em tendas ou edifícios, mas você e eu, pelo sacrifício de Jesus, fomos escolhidos para ser o “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19). Permita que o Eterno ocupe o espaço que só Ele pode preencher, em seu coração (Ec 3:11), então, certamente, a exemplo de Cristo, serás “obediente até à morte” (Fl 2:8), receberás “a coroa da vida” (Ap 2:10) e “uma porta aberta no céu” (Ap 4:1).

Bom dia, herdeiros da salvação em Cristo!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!“, 15° dia: “Faça uma pesquisa bíblica sobre o tema do “selamento dos justos”. Avalie como ele ocorrerá e o perfil de quem o receberá. Faça um profundo exame de consciência e compartilhe o assunto com seu grupo de oração. Você pode usar como fonte de pesquisa: Eventos Finais, Ellen G. White (www.cpb.com.br)” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, p. 86).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 39, Comentado por Rosana Barros
29 de outubro de 2017, 0:30
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“Manifestarei a Minha glória entre as nações, e todas as nações verão o Meu juízo, que Eu tiver executado, e a Minha mão, que sobre elas tiver descarregado” (v.21).


A manifestação da ira de Deus contra Gogue declara o tamanho do Seu zelo por Seu nome e amor por Seu povo. Uma promessa foi feita e Ele a cumprirá de forma “sete” (v. 9, 12 e 14), ou seja, de forma perfeita e definitiva.

Representando todas as nações inimigas do povo de Deus de todos os tempos, como vimos ontem, Gogue e Magogue receberão uma “viagem” só de ida ao “lugar de sepultura” (v.11). Perante “todo o povo da terra” (v.13), as forças de Gogue serão reduzidas a nada “para limpar a terra” (v.12) da escravidão do pecado que há tanto tem manifestado os seus terríveis resultados.

A derradeira fúria do inimigo para com a humanidade caminha para um trágico clímax onde a fé de cada um será provada, ainda com maior intensidade, do que o foi com os cristãos de Roma perante o Coliseu e com os cristãos da Idade Média perante a inquisição. Pois que o profeta Daniel descreveu um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn 12:1). Acusados como hereges e fundamentalistas, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12), experimentarão os reveses de uma perseguição sem precedentes.

Semelhante ao período que Jesus enfrentou a separação do Pai, grande angústia aguarda o povo de Deus e como Jesus o fez, repetirão as palavras do salmista Davi: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22:1; Mt 27:46). Porém, o Espírito Santo que “não agirá para sempre no homem” (Gn 6:3), será derramado (v.29) sobre cada coração que por Ele clamou e por Ele desejou ser preenchido. O Senhor os tornará “a ajuntar para voltarem à sua terra” (v.28) e lá estará para sempre com eles.

O juízo final acontecerá quer o mundo acredite, quer não. E nenhum dos salvos poderá declarar: “Por causa da minha justiça é que o SENHOR me trouxe a esta terra para a possuir” (Dt. 9:4), mas, com o coração compungido de gratidão, clamarão “em grande voz, dizendo: “Ao nosso Deus, que Se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap 7:10).

O Senhor fez uma aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó, e, por Sua fidelidade a cumprirá. Pois que “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Js 23:14). Jesus mesmo prometeu: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12). Muito em breve, Ele virá buscar um povo que, andando no Espírito, abandonou “as obras da carne” (Gl 5:19) e manifestou na vida “o fruto do Espírito” (Gl 5:22).

Que possamos orar, a cada dia, como Davi orou: “Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder” (Sl 54:1). E aguardar, andando no Espírito Santo, a bendita e gloriosa promessa!

Bom dia, povo do advento!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!“, 14° dia: “Converse com o Senhor sobre sua experiência cristã e o quanto necessita de crescimento espiritual para ser selado pelo Espírito Santo. Escreva no seu caderno de oração às suas conclusões” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, pág. 83).

Rosana Garcia Barros

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Ezequiel 38, Comentado por Rosana Barros
28 de outubro de 2017, 0:30
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“Pois, no Meu zelo, no brasume do Meu furor, disse que, naquele dia, será fortemente sacudida a terra de Israel” (v.19).


Apesar da incerteza quanto à identidade de Gogue e Magogue, a aplicação profética destes nomes certamente não foi apenas para o período pós-exílio, mas também o é para o período que antecede o retorno de Jesus à Terra e o que sucede o período do milênio. Como termos genéricos, Gogue e a “terra de Magogue” (v.2), representam todas as autoridades e nações que rejeitaram e que rejeitarão o Deus de Israel, como está escrito: “e sairá [Satanás] a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar” (Ap 20:8).

Dentro desta perspectiva, existem dois momentos na história desta “nação” apóstata: como um povo que avança parecendo que vai vencer (v.15), e como aquele que perecerá sob o brasume da ira de Deus (v.22). Segurando o estandarte do engano, Satanás tem avançado em seus propósitos de “roubar, matar e destruir” (Jo 10:10). E assim como tentou, a todo custo, eliminar o povo do qual descenderia o Messias, hoje, a sua ira é contra a igreja de Cristo e “os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

O pecado têm mostrado todos os seus resultados e o desfecho da história deste mundo revelará a santidade de Deus quando a Sua glória consumi-lo. “Nos últimos dias” (v.16), a terra “será fortemente sacudida” (v.19). A natureza já tem manifestado a fragilidade do planeta após milênios de pecado. Mas, enquanto a cólera de Deus se volta contra o pecado, a ira de Satanás tem como objetivo destruir o pecador. Enquanto Deus vindica Sua santidade, a estratégia final de Satanás é fazer o mundo acreditar que não existe pecado e, consequentemente, que não existe verdade absoluta.

Amados, assim como o Senhor é santo, Ele também chamou algumas coisas de santas:

  1. O sábado é santo (Gn 2:3; Êx 20:8; Is 58:13-14; Ez 20:12, 20);
  2. A Lei de Deus é santa (Rm 7:12);
  3. Nós somos chamados para ser santos (Lv 19:2; 1Pe 1:16).

Gogue e Magogue não se refere apenas às nações que perseguirão o remanescente dos últimos dias, mas àqueles que têm buscado “cobrir a terra” (v.16) com mentiras e sutilezas deitando por terra tudo o que acima Deus chamou de santo. Apesar de possuir o apoio de “muitos povos” (v.15), “todos os homens que estão sobre a face da terra tremerão” (v.20) diante dos juízos do Poderoso de Israel.

Temos sido testemunhas oculares das últimas cenas deste mundo que está prestes a ser abatido pela “chuva inundante” (v.22) das pragas finais. E qual tem sido a tua e a minha reação diante de tão urgente mensagem? “Fogo e enxofre” (v.22) não foi preparado para nós, e sim “para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41). Portanto, não trate como profano o que Deus chamou de santo. Volte-se para as Escrituras. Estude a Bíblia com diligência e oração. Então, como Cristo, vencerás o tentador pelo poder do Espírito Santo mediante o “está escrito” (Mt 4:4).

Feliz sábado, santos dos últimos dias!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!“, 13° dia: “Há uma missão extraordinária para a qual você foi chamado(a). Inicie uma jornada de jejum e oração pedindo ao Senhor que lhe capacite para o Seu ministério” (Manassés Queiróz, Chuva Serôdia. Chegou a hora, pág. 79).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 37, Comentado por Rosana Barros
27 de outubro de 2017, 0:30
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“Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua. Estabelecê-los-ei, e os multiplicarei, e porei o Meu santuário no meio deles para sempre” (v.26).


Como a profecia mais conhecida de Ezequiel, esta visão revela de forma muito clara a condição de Israel como se fosse um amontoado de ossos secos. A nação chamada a ser dentre as demais nações um “aroma de vida para vida”, tornou-se um “cheiro de morte para morte” (2Co 2:16).

Seguindo as ordens de Deus, Ezequiel profetizou e viu um vale de ossos “sequíssimos” (v.2) se tornar “um exército sobremodo numeroso” (v.10). O Senhor ressuscitaria “a casa de Israel” (v.11) de sua morte espiritual e lhes daria uma nova vida (v.14). A divisão do reino não mais existiria (v.17) e um novo rei os governaria “para sempre” (v.25).

Na escuridão deste mundo, o Senhor suscitou homens e mulheres de fé que, como exército de “apenas um” (v.17), têm marchado em conformidade com a luz que receberam. Em um período onde as trevas espirituais pareciam não poder ser dissipadas, Lutero, Huss, Knox, dentre outros, foram as primícias de um povo sobre o qual Deus derramou a luz de Sua Palavra. Firmes e inabaláveis no propósito de viver o “assim diz o SENHOR”, tornaram-se “apenas um” usados poderosamente pela destra de Deus (v.19).

O avanço de tal obra alcançou resultados extraordinários e revolucionou o mundo, dando a todos a chance de participar das mesmas bênçãos divinas. Com a Bíblia em mãos, o que dantes lhes era negado, a verdade que havia sido “lançada por terra” (Dn 8:12) começou a ser revelada e os princípios da santa Palavra de Deus reerguidos.

O capítulo culmina com a promessa da união entre o povo de Deus e dEle, conosco, simbolizado pelo Seu tabernáculo (v. 27). Através dos símbolos do santuário terrestre foi derramada grande luz para possibilitar ao homem a compreensão do caminho divino que, pela verdade, nos conduz à vida (Jo 14:6). Como uma maquete do original (Hb 8:2), ali encontramos todo o plano da redenção da humanidade e o desejo de Deus em estabelecer o Seu reino eterno de justiça. Em Apocalipse 21:3, está escrito: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles”.

Está chegando o dia em que “nunca mais para o futuro” (v.22) haverá dois reinos, divisões entre o povo de Deus. “Nunca mais” haverá idolatria, nem apostasia e nem pecado algum (v.23). Onde o “Filho de Davi” (Mt 9:27) reinará eternamente sobre um povo que andará nos Seus juízos, guardará os Seus estatutos e os observará (v.24), sendo “o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem” (Hb 5:9).

Chegada é a hora de um novo reavivamento dos “ossos secos”! “Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR” (v.4)! Não é mais tempo de falar, é tempo de viver! Chegada é a hora de restaurarmos o altar do SENHOR, assim como fez Elias (1Rs 18:30), “pela prática”, tendo as nossas “faculdades executadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:14). De vivermos de maneira plena os princípios bíblicos, ainda que sob a ameaça das fogueiras da perseguição. “Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que há de vir virá e não tardará” (Hb 10:37).

A tentativa de acabar com a obra de Deus iniciada com os reformadores está bem diante de nossos olhos. E, sob o discurso de um falso amor, o dia que deveria celebrar o início do renascimento da verdade, congregará o mundo numa infeliz mistura da verdade com o erro. Pressionados pela massa popular, muitos há que abandonarão a fé (1Tm 4:1). Mas, todo aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13). “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).

Não se iluda com o amor que o mundo oferece, mas, revestido da armadura de Deus (Ef 6:10-18), viva o verdadeiro amor: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). E, os que hão de herdar a salvação, como João, conhecem o amor de Deus: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (1Jo 5:3). Viva o verdadeiro amor aqui, então, viverás “para sempre” (v.25)!

Bom dia, povo de Deus!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!”, 12° dia: “Sente-se, eleve seus pensamentos a Deus e pergunte: Senhor, tenho vivido como “trigo” ou como “joio”? Em seguida converse com Ele sobre suas dificuldades e decida ser totalmente do Senhor. Para finalizar, clame ao Espírito Santo pela chuva serôdia para capacitá-lo a manter seu compromisso. E tenha certeza que sua oração já foi atendida” (Chuva Serôdia. Chegou a hora!, p. 74).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 36, Comentado por Rosana Barros
26 de outubro de 2017, 0:30
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“Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (v.27).


A profecia aos “Montes de Israel” (v.1), referindo-se a toda a terra de Israel, compreende uma promessa de restauração e de justiça. O período do exílio babilônico foi aproveitado pelos povos vizinhos como tempo de vingança. E, tomados de ódio e de inveja, transformaram as terras da nação santa em lugares de escárnio e de opróbrio.

Diante da triste realidade de um povo que, dando as costas ao Senhor, se contaminou com as imundícies dos povos pagãos, os juízos que lhe sobrevieram foram o resultado do que realizou “segundo os seus caminhos e segundo os seus feitos” (v.19). No entanto, o que estava em jogo naquele momento não mais era o sofrimento de Israel e nem a maldade dos povos vizinhos, mas a profanação do santo nome de Deus (v.21).

A fim de vindicar a santidade do Seu grande nome (v.23), Deus restauraria a sorte do Seu povo e traria à luz o que havia sido lançado em trevas. Em Apocalipse dezenove, João teve a seguinte visão de Jesus: “Os Seus olhos são chama de fogo; na Sua cabeça há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão Ele mesmo” (Ap 19:12). Apesar do mistério que envolve o Seu nome, o verso seguinte nos revela que “Está vestido com um manto tinto de sangue, e o Seu nome se chama o Verbo de Deus” (Ap 19:13).

O mesmo João que teve esta visão, escreveu no início de seu evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1:1). A palavra verbo denota ação, movimento. Jesus veio ao mundo e Sua vida não foi apenas um discurso, mas cumprimento da vontade do Pai. Então, quando retornamos para o texto do capítulo de hoje, algo fica muito claro: foi exatamente por discursar uma religiosidade que não vivia, que Israel profanou o nome de Deus perante as demais nações (v.32).

O mandamento que diz: “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão” (Êx 20:7), não tem a ver simplesmente com palavras, mas, principalmente, com atitudes. Ao praticar os mesmos pecados das nações pagãs e envolver-se nas mesmas práticas, Israel blasfemou contra Deus e vituperou a santidade do Seu nome.

O mau testemunho, portanto, é a mais “eficiente” transgressão do terceiro mandamento do Decálogo. Para Deus, não há desculpas para aquele que profana o Seu nome publicamente e ainda declara servi-Lo. Honrar o nome do Senhor não é deixar de ser um pecador, mas permitir que, todos os dias, Ele realize em nós a obra gratuita que só Ele é capaz de realizar: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (v.26).

Então, como resultado deste reavivamento espiritual, surge a reforma: “Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (v.27). Está você disposto a viver para santificar o nome do Senhor? Permita, hoje, que Ele inicie esta obra em sua vida, e faça parte do Seu “rebanho de santos” (v.38).

Bom dia, santos do Altíssimo!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!“, 11° dia: “Faça uma lista de pessoas que você deseja que o Espírito Santo restaure a vida e ore diariamente por elas. Em seguida, envie uma mensagem ou faça uma ligação telefônica para dizer que você orou” (Chuva Serôdia. Chegou a hora, p. 70).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 35, Comentado por Rosana Barros
25 de outubro de 2017, 0:30
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“Por isso, tão certo como Eu vivo, diz o SENHOR Deus, procederei segundo a tua ira, e segundo a tua inveja, com que, no teu ódio, os trataste; e serei conhecido deles, quando te julgar” (v.11).


Irmãos de sangue, mas inimigos declarados, diz a Bíblia que já no ventre materno Esaú e Jacó brigavam pela liderança (Gn 25:22). Apesar de ter nascido primeiro, Esaú veio ao mundo com a mão de Jacó segurando o seu calcanhar (Gn 25:26). Os irmãos deram origem a dois povos. Esaú, aos edomitas. E Jacó, aos israelitas.

A rivalidade entre irmãos prevaleceu entre os dois povos. E, tomados de ódio e de inveja, a desolação do povo de Deus era para Edom motivo de contentamento e de alegria. O “monte Seir” (v.3), também chamado pelo profeta Obadias de “monte de Esaú” (Ob 1:8), bem como “todo o Edom” (v.15), receberia o mesmo fim de destruição que desejara em seu coração e com o qual se alegrara quando aconteceu.

Desejar a infelicidade do outro, comemorar o fracasso alheio e se aproveitar do infortúnio de alguém revela um caráter corrompido, carnal e totalmente avesso ao caráter que o Espírito Santo deseja imprimir em cada cristão. A sutileza da inveja é tão maligna e cruel em seus efeitos que, geralmente, age na surdina e na mente do invejoso desenvolve um ódio que se manifesta em pensamentos de maldição, bem exposta por Deus na expressão “Bem feito!” (Ez 25:3).

Tal ação encoberta, no entanto, não foge aos olhos e aos ouvidos dAquele que diz: “Eu o ouvi” (v.13). E a queda alheia de que tanto se alegrou, um dia, se torna a mesma pela qual cairá. Como está escrito: “Se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!” (Pv 11:31). Possuidores de um coração enganoso, precisamos estar em constante vigilância. Muitos há que se orgulham de guardar toda a lei de Deus, mas permitem que a inveja e a cobiça lhes cative a mente a ponto de não mais reconhecer a voz do Espírito Santo a lhes advertir.

Os conselhos dados pelo apóstolo Paulo nos dá um discernimento avançado quanto ao amor prático e abnegado serviço pelo próximo. Leia com calma e peça ao Espírito Santo que promova em você um profundo exame de coração as palavras que estão em todo o capítulo doze do livro de Romanos. Ali, encontramos o passo a passo de uma nova vida em Cristo, do uso devido acerca dos dons espirituais e uma linda e minuciosa recomendação sobre as virtudes cristãs. É um verdadeiro antídoto contra a inveja e contra a ira.

Desta forma, buscando o poder do alto e reavivados pela transformação promovida pela Palavra de Deus, estaremos comprometidos em ser amigos de Jesus: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando… Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo 15:14 e 17). Permita que o Espírito Santo realize esta obra em sua vida, todos os dias.

Bom dia, amigos de Jesus!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!“, 10° dia: “Experimente orar ao Espírito Santo para dizer-Lhe que você O aceita como seu amigo, e que necessita que Ele realize toda obra necessária em sua vida” (Chuva Serôdia. Chegou a hora, pág. 67).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 34, Comentado por Rosana Barros
24 de outubro de 2017, 0:30
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“Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que Eu mesmo procurarei as Minhas ovelhas e as buscarei” (v.11).


Preocupados com o próprio bem-estar, os pastores de Israel receberam séria advertência quanto à sua infidelidade. Negligenciando o cuidado com as ovelhas de Deus, levaram Israel à dispersão e apostasia. A obra de apascentar requer o mesmo zelo que tinha Davi pelo rebanho de seu pai, a ponto de arriscar a própria vida enfrentando “as feras do campo” (v.5; 1Sm 17:34-35), coisa que os pastores não estavam dispostos a viver. Davi salvara as ovelhinhas da boca das feras; Deus salvaria Suas ovelhas da boca dos pastores omissos (v.10).

A responsabilidade de um pastor é sobremodo grande e sagrada. É um privilégio dado a homens que demanda uma vida de íntima comunhão com Deus e dedicação altruísta. O sucesso deste ministério está em fixar os olhos no ministério maior. Jesus, aqui chamado de Davi (v.23), devido à linhagem de onde veio como Messias, buscou as ovelhas perdidas, trouxe de volta as desgarradas, ligou as quebradas e sarou as enfermas, deixando exemplo de bom Pastor que “dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10:11). Mas também pregou com autoridade, corrigiu as rebeldes e advertiu as hipócritas. Ele não omitiu o dever de fazer diferença entre o bem e o mal.

Da mesma forma, Deus fez distinção entre “ovelhas gordas e ovelhas magras” (v.20). Além do ministério falido dos líderes de Israel, o povo se voltava contra o próprio povo e injustiças eram cometidas. Perante o Senhor, as ovelhas do Seu rebanho não eram somente as mais fortes e robustas, mas “a perdida… a desgarrada… a quebrada… e a enferma” (v.16). Injustiçadas e feridas, receberam do grande Pastor a promessa de Seu cuidado e proteção: “Eu livrarei as Minhas ovelhas… e julgarei entre ovelhas e ovelhas” (v.22).

A obra de reunir as últimas ovelhas do Seu pasto já está sendo feita. E mediante a ação do Espírito Santo, Deus fará “descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos” (v.26). Munidos das provisões celestiais, o remanescente do Senhor estará seguro ainda que no “vale da sombra da morte” (Sl 23:4). “Quando a tempestade da perseguição realmente irromper sobre nós, as verdadeiras ovelhas ouvirão a voz do verdadeiro Pastor. Serão envidados esforços abnegados para salvar os perdidos, e muitos que se afastaram do aprisco voltarão para seguir o grande Pastor” (6T, p. 401). Então, “habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante” (v.28).

Eis a maior necessidade dos pastores e das ovelhas:

“A necessidade vital – a maior necessidade da igreja remanescente – não é a de mais membros, mais pregadores, mais dinheiro ou mais facilidades. A maior necessidade hoje em dia é a de homens e mulheres repletos do Espírito Santo”.

“Quem atenderá sem reservas ao veemente repto desta hora culminante da história terrestre?” (B. E. Wagner, Preparação para a Chuva Serôdia, CPB, p. 45).

Bom dia, ovelhas do grande Pastor!

Jornada EspiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!”, 9° dia: Em seu grupo de amigos de oração, sugira a ideia de se reunirem para estudar a Bíblia juntos. Pode ser um encontro semanal, quinzenal ou mensal. Fica a critério da possibilidade de cada um

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Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 33, Comentado por Rosana Barros
23 de outubro de 2017, 0:30
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“Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como Meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (v.31).


Amados, o texto de hoje exige cuidadosa reflexão e um profundo exame de coração. O chamado profético na vida de Ezequiel foi feito com palavras nada fáceis de se ouvir e, quem dirá, de se executar. O SENHOR foi bem claro ao dizer ao profeta que se ele não falasse as Suas palavras seria culpado não apenas pela desobediência, mas pela morte de todo aquele que deixou de ouvi-las (Ez 3:18). Ainda atônito diante de seu comissionamento profético, Ezequiel foi levantado pelo Espírito Santo como atalaia de Israel. Ou seja, ele seria um porta-voz do SENHOR para seu próprio povo e teria de adverti-lo quando este era “casa rebelde” (Ez 3:27).

A presunção e o orgulho são os maiores “vilões” na vida do povo de Deus. Ezequiel teve de enfrentar a hostilidade de Israel, que andava “confiando na sua justiça” (v.13). O pecado é como uma doença terminal. Ninguém fica curado de um câncer, por exemplo, porque tomou o medicamento necessário apenas um dia, ou porque o tomou esporadicamente. Mas é preciso seguir e respeitar o tratamento devido. Assim também acontece com o pecado. Se não seguirmos as orientações deixadas por Deus em Sua Palavra, vigiando e orando, diariamente, e não as praticarmos como Ele deseja que as pratiquemos, os nossos atos de justiça de nada valerão. Afinal, eles são “como trapo da imundícia” (Is 64:6).

O discurso de Ezequiel não era nada maleável e nem deixava margem a aliviar a deplorável situação do povo. Porém, é impressionante observar qual foi a reação dos filhos de Israel. Em todos os lugares de Jerusalém, uns falavam aos outros a respeito do profeta, dizendo: “Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do SENHOR” (v.30). Em linguagem atual, era como se dissessem:

Fulano, você precisa ouvir o irmão Cicrano! Só pode ser o Espírito Santo na vida dele!

Vocês entenderam? É preciso que isto fique bem claro em nossa mente.

Só que a conclusão dada por Deus, logo após, é uma triste realidade que não foi exclusividade do antigo Israel. Eis o que o SENHOR revelou ao Seu atalaia no verso trinta e um:

“Eles vêm a ti, como o povo costuma vir”. Iam ouvir o profeta guiados pelo costume e não por um coração humilde disposto a se arrepender.

“… e se assentam diante de ti como Meu povo”. Aparentemente, o profeta tinha uma linda visão de uma plateia de filhos de Deus.
“… e ouvem as tuas palavras”. O seu público estava atento ao que era dito.
“… mas não põem por obra”. Mas não estava disposto a praticar o que ouvia.
“… professam muito amor”. Era um povo que jurava amores com os lábios.
“… mas o coração só ambiciona lucro”. Mas que, na prática, só visava agradar o próprio “eu”. Como afirmou Jesus: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt 15:8).

Preste atenção! Será que isto ficou no passado? Não! Estamos diante de um mundo doente e em  processo de metástase. E as pessoas trocam a cura por paliativos que apenas retardam o fatídico fim. Me dói o coração ao pensar na possibilidade de que muitos que acompanham este projeto de estudo da Bíblia têm só lido os comentários, mas não têm se debruçado sobre a Palavra viva para dela extrair a cura! E prosseguem em sua vida religiosa medíocre, comendo o pecado com farinha e achando que desta forma haverão “de possuir a terra” (v.25) que o SENHOR tem preparado para os Seus santos (Ap 14:12).

“Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos” (v.11), diz o SENHOR Deus. “Porque haveis de morrer”, meu irmão, se Jesus nos oferece a cura para nosso estado terminal, de graça? Semelhante ao tempo em que o SENHOR ordenou que Ezequiel guardasse silêncio, Deus também Se manteve em silêncio por um tempo. Até que levantou um povo para chamar de Seu e lhe convocou como Seu atalaia dos últimos dias, dando-lhe uma profetisa, uma atalaia. Então, o silêncio acabou! É tempo não apenas de falar, mas de “tocar a trombeta e avisar o povo” (v.3) de que, ou ele se converte, ou “ele morrerá” (v.13).

Não é tempo de ouvir as solenes advertências do SENHOR como quem ouve “canções de amor” (v.32). É tempo de aceitarmos ser confrontados pela Palavra de Deus e incomodados pelo Espírito Santo por causa dos pecados que ainda acariciamos. É tempo de intenso clamor pelo derramamento do poder dobrado do Espírito Santo. É tempo de permitir que Deus nos torne exatamente aquilo que Ele deseja que sejamos. É tempo de proclamar o amor de Deus tal qual ele é, e não como o mundo diz ser. Amar ao próximo não tem nada a ver com deixar que ele viva do jeito que quiser, mas tem tudo a ver com conduzi-lo a viver do jeito que Deus quer. Porque Ele julgará “cada um segundo os seus caminhos” (v.20).

Muito em breve, o SENHOR tornará “a terra em desolação e espanto” (v.29). Mas Ele não nos deixou ignorantes quanto a isto, e revelou Seus propósitos à Sua serva Ellen G. White, cuja boca, “uma vez aberta” (v.22) não guardou silêncio e, inspirada pelo Espírito Santo, deixou escrito mais de cem mil páginas de palavras que nos levam a amar a Bíblia e a praticar os seus ensinos. Portanto, não espere que venha o pior para reconhecer “que houve no meio deles um profeta” (v.33). Mas vá direto à fonte e escute, com atenção e humildade, a voz de uma atalaia de Deus que aceitou “tocar a trombeta” (v.3) que nos guiará para Casa.

Bom dia, “Israel de Deus” (Gl 6:16)!

Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 8° dia: Acesse o site http://www.amigosdejesus.org.br/, do Manassés Queiroz, autor do livro-texto de nossa jornada, busque um artigo em uma área de seu interesse ou necessidade e use-o como ferramenta para auxiliar no exame das Escrituras e melhor entendê-las.

 Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 32, Comentado por Rosana Barros
22 de outubro de 2017, 0:30
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“Quando Eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz” (v.7).


Encerrando os juízos proferidos contra o Egito, o SENHOR declara a Ezequiel palavras de lamentação contra Faraó. Destronado e incapaz, o rei do Egito seria humilhado à vista de “muitos povos” (v.10), a ponto dos reis da terra temerem pela própria vida. A soberania do monarca não mais seria reconhecida e por suas obras receberia a devida paga.

Então, o profeta é chamado a prantear “sobre a multidão do Egito” (v.18) e, de forma simbólica, a “cova”, o “além” e as “profundezas da terra”, são expressões utilizadas para se referir ao destino final das nações transgressoras. Toda a beleza (v.19) e todo o poder “dos valentes” (v.21) foram desbaratados e, “Ali”, devido às suas iniquidades e “porquanto causaram terror na terra dos viventes” (v.26), receberiam o desfecho reservado para os ímpios: “Ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 25:30).

Perante a humanidade, o SENHOR apresenta dois caminhos: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt 30:15). “Até quando coxeareis entre dois senhores? Se o SENHOR é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs 18:21). “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7:13-14). O salário do pecado (Rm 6:23) é o resultado final de nossa condição pecaminosa. Não fosse a oferta gratuita do plano da salvação em Cristo Jesus, e todos estaríamos condenados ao mesmo fim do Egito e de todos os povos que se rebelaram contra o SENHOR Deus.

Os sinais que evidenciam a segunda vinda de Jesus e o juízo final foram claramente descritos por Ele mesmo. Os avisos de Deus no mundo social e religioso também são acompanhados pelos avisos no mundo físico, onde as coisas criadas manifestam fenômenos que contrariam a sua função original. No sermão profético de Jesus, encontramos uma descrição bem semelhante a do verso sete do capítulo de hoje: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mt 24:29).

As expressões “Quando Eu te extinguir” (v.7) e “Logo em seguida à tribulação”, indicam que aqueles sinais dão sequência, ou confirmam, eventos que os antecedem, e o sublime evento que ocorrerá imediatamente após. Tais intercorrências, portanto, são evidências de que é só uma questão de tempo, e veremos “no céu o sinal do Filho do Homem” (Mt 24:30). O SENHOR não tem “prazer na morte de ninguém”, mas deseja que o perverso “se converta dos seus caminhos e viva” (Ez 18:32 e 23). Capítulo após capítulo, as Escrituras têm nos mostrado um Deus que não desiste de salvar. Um Deus que sobrepuja a nossa capacidade de compreender tamanho amor e misericórdia. E que declara ao meu e ao teu coração em cada página sagrada: “Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31:3).

Aquelas nações ímpias buscaram o próprio infortúnio, por isso foram condenadas ao castigo que foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41). Tais registros devem ser para nós, hoje, solenes advertências de que nem tudo o que aparenta ser belo e forte é sinônimo de vida. E que precisamos estar atentos diante de um tempo em que somos testemunhas oculares dos últimos sinais e do último chamado de Deus a um mundo que “jaz no Maligno” (1Jo 5:19).

Eis que Cristo vem e NÃO tardará! Portanto, aceite, AGORA, a oferta da graça divina: “escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:19).

Feliz semana, herdeiros da vida eterna!

Jornada espiritualChuva Serôdia. Chegou a hora!“, 7° dia: “Marque hoje mesmo um novo encontro com seus amigos para orar pela chuva serôdia do Espírito Santo. Pode ser num monte, num sítio, num parque ou numa casa mesmo. Se possível, torne esse encontro semanal” (Chuva Serôdia. Chegou a hora, p. 48).

Rosana Garcia Barros

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