Reavivados por Sua Palavra


AGEU 2, Comentado por Rosana Barros
7 de janeiro de 2018, 0:30
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“Minha é a prata, Meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos” (v.8).


A reedificação do templo representava um recomeço, uma nova oportunidade, o reavivamento da nação escolhida para um propósito santo. Exatamente na data em que era realizada a Festa dos Tabernáculos, o profeta apresentou ao povo a mensagem do Senhor sobre a glória do segundo templo. Conforme está escrito, esta era a última festa da sequência de todas as celebrações e cerimônias religiosas de Israel. Na Festa dos Tabernáculos, o povo se reunia para alegrar-se perante Deus durante sete dias, habitando “em tendas de ramos” (Lv 23:42). Uma prévia da alegria perene que terão todos os filhos de Deus nas santas moradas.

Conhecendo o coração de Seu povo e a dificuldade que estava enfrentando diante do desafio de reerguer um lugar que lhe trazia fortes lembranças, um brado de motivação soa do instrumento divino: “sê forte… sê forte… sê forte” (v.4)! Aquela obra tinha o objetivo de, muito além de reerguer paredes, reavivar o povo. Levá-lo a viver uma experiência de intimidade com Deus. E, para isso, o principal lhes foi dado: “o Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (v.5).

Deus deseja habitar em nós através da pessoa do Espirito Santo. É Ele que nos convence “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8) e que nos prepara para sermos habitantes das moradas celestiais. Mas, para isso, é necessário que passemos pelo crivo do Senhor: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus” (Zc 13:9). Percebem que há um significado sobremodo profundo quando o Senhor nos diz: “Minha é a prata, Meu é o ouro” (v.8)?

Tudo é de Deus e a Ele pertence, mas a didática usada não se limita a riquezas, mas ao que faz os olhos do nosso Criador brilharem: aqueles que O invocam. Aqueles que reconhecem as suas limitações e decidem confiar nos méritos do Infalível. Provados e burilados, estes se tornam verdadeiros tesouros nas mãos do Senhor. E no dia em que Deus “abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca” (v.6), eles permanecerão fiéis para serem levados ao lugar de paz (v.9).

As nossas impurezas e imundícies precisam ser removidas. “Antes de pordes pedra sobre pedra no templo do SENHOR” (v.15), antes da reforma, deve haver o reavivamento. Antes de trabalharmos em favor dos outros, uma obra tão grande quanto deve ser realizada em nosso coração. Porque “em primeiro lugar vem a conversão; depois é que vem o procurar a salvação dos outros” (Ellen G. White, Review and Herald, 10 de setembro de 1903). “Considerai, Eu vos rogo… considerai nestas coisas” (v.18) é o apelo do Artífice divino que deseja nos tornar “mais raros do que o ouro de Ofir” (Is 13:12).

O que temos oferecido ao Senhor? Obras vazias, palavras vãs, aparência de santidade quando o coração está cheio de falsidade? Pois é assim que o Senhor dos Exércitos diz sobre essas obras: “tudo é imundo” (v.14). Amados, consideremos “tudo o que está acontecendo” (v.15) ao nosso redor e despertemos para a solenidade desta hora. Não temos mais tempo a perder confiando que teremos uma fé inabalável quando professamos ser o que não somos; quando a Palavra de Deus não é examinada e a oração é negligenciada. Deus nos escolheu para propósitos eternos! Até quando o Senhor terá de suportar a nossa arrogância em pensar que somos alguma coisa simplesmente porque temos um título religioso e uma capa de santidade?

Não houve, entre vós, quem voltasse para Mim, diz o SENHOR” (v.17). Esta foi a assustadora realidade dos habitantes de Jerusalém e é a nossa realidade hoje. Não temos nada de bom para oferecer ao Dono da prata e do ouro. E o que Ele nos pede é justamente que Lhe entreguemos a nossa fonte de corrupção: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv 23:26). Eis a oferta diária que Deus espera de nós: a entrega do nosso coração. Todo aquele que, diariamente, deposita o coração nos depósitos celestes, recebe os lucros em forma de “muito fruto” (Jo 15:8). E sua vida torna-se uma manifestação do “fruto do Espírito”, sendo uma fonte de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5:22-23).

Permita que o Espírito Santo realize esta obra em sua vida. Assim como o resto do povo atendeu à voz de Deus e “às palavras do profeta Ageu” (Ag 1:12), que façamos parte dos “restantes” (Ap 12:17) que estarão em pé quando o Senhor fizer “abalar o céu e a terra” (v.21).

Bom dia, mui valiosos do Senhor dos Exércitos!

Desafio do dia: No dia 26 deste mês iniciaremos o nosso estudo do Novo Testamento. Convide amigos e familiares para participar deste projeto e seja um multiplicador de esperança.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ageu2
#RPSP



AGEU 1, Comentado por Rosana Barros 
6 de janeiro de 2018, 0:30
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“Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado” (v.7).


O livro de Esdras apresenta o relato de quando o profeta Ageu e o profeta Zacarias falaram da parte de Deus “aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém” (Ed 5:1). O povo estava, mais uma vez, se desviando do que realmente importava e permitindo que seu coração fosse tomado pela ostentação de viver no luxo que por tanto tempo vislumbrou em Babilônia. Ao invés de olharem para o templo e lembrarem que o Senhor os levou de volta para casa, agarraram-se à oportunidade de construir para si fortunas perecíveis.

A reedificação do templo significava muito mais do que simplesmente restaurar paredes ou reerguer ruínas. Tratava-se de uma prova de fidelidade e uma forma de unir todo o povo num só propósito. A deslealdade para com Deus e o descaso para com a Sua casa levaria Judá a um estado ainda pior do que antes. “Considerai o vosso passado” (v.5 e 7) não foi dito duas vezes sem propósito, mas era a voz do Senhor a confirmar a obra que Ele desejava realizar na vida de Judá e que deseja realizar em nossa vida hoje: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2:4-5).

A queda de Judá se deu justamente por ter desviado os olhos para contemplar as práticas dos povos vizinhos. A cobiça pelo alheio foi se enraizando nos corações até que não mais faziam caso do Senhor e do sagrado. Deus não pode abençoar o que é acumulado a custo de negligência espiritual. Em um tempo onde é cada um por si e onde “cada um… corre por causa de sua própria casa” (v.9), Deus nos diz: “Considerai o vosso passado”, busque lembrar de onde você caiu, arrependa-se e volte a Me amar!

Assim como Zorobabel, Josué “e todo o resto do povo atenderam à voz do SENHOR, seu Deus, e às palavras do profeta Ageu” (v.12), o Senhor diz a nós, hoje: “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20). Para os que atendem à voz de Deus, Ele promete: “Eu sou convosco” (v.13) e grava não só nos registros da história deste mundo, mas nos registros celestes o nome daqueles que, com amor e com temor, dedicam-se “ao trabalho na Casa do SENHOR dos Exércitos, seu Deus” (v.14).

A obra de reedificação que se deu no passado é a obra que já tem sido realizada no tempo do fim e que se apressa para o seu cumprimento. Semelhante à precisão cronológica da profecia de Ageu, Deus tem um tempo determinado para a conclusão da obra final. A Bíblia diz que o Espírito de Deus estava com Ageu (Ed 5:1) e tanto ele como os demais profetas não foram subjugados pela vontade de um Deus tirano, mas “indagaram e inquiriram… investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava” (1Pe 1:10 e 11). Da mesma forma, Deus deseja que investiguemos a Sua Palavra, que a examinemos com diligência e O adoremos de forma racional (Rm 12:1). Se quisermos ser habitação do Espírito Santo, antes, precisamos dar ouvidos à Sua voz. Só assim, Ele abrirá os nossos olhos para contemplar os tesouros celestes e jamais abriremos mão destes pelos corruptíveis.

Enquanto muitos se acomodam em pensar: “Não veio ainda o tempo” (v.2), ou, “Meu Senhor demora-se” (Mt 24:48), aqueles que têm buscado com humildade de coração a verdade presente (2Pe 1:12), reconhecem que esta “já é a última hora” (1Jo 2:18) e, na Palavra da Verdade, têm buscado a santificação a qual Jesus pediu ao Pai que nos concedesse (Jo 17:17). Permita que a Palavra de Deus, que é a verdade, continue lhe reavivando e reedificando o que o inimigo tornou em ruínas. Quando “todo o resto do povo” (v.12) de Deus dos últimos dias estiver unido nesta obra como um só homem, não veremos a glória de um templo terreno, mas, “segundo a mensagem do SENHOR” (v.13), habitaremos onde o templo “é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21:22). Aleluia! Amém!

Feliz sábado, habitação do Espírito Santo!

Desafio do dia: A primeira obra que o Espírito Santo deseja realizar em nós é a mudança de coração (Ez 36:26). Ore e peça que esta obra seja realizada em sua vida a cada dia, “até ser dia perfeito” (Pv 4:18).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ageu1
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SOFONIAS 3, Comentado por Rosana Barros
5 de janeiro de 2018, 0:30
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“Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do SENHOR” (v.12).


Opressora, rebelde e manchada foram os adjetivos dados a Jerusalém. Maculada pelas iniquidades e abominações que praticava, a cidade “santa” tornou-se em covil de “leões” e de “lobos” (v.3), injustos, “levianos, homens pérfidos” (v.4), levando todo o povo à queda. Até o santuário havia sido contaminado com as práticas pagãs e a Lei do Senhor violada (v.4). Não havia mais pudor ou sentimento de vergonha que despertasse o povo a reconhecer a sua terrível condição. “Manhã após manhã” Deus trazia à luz “o Seu juízo” (v.5), mas os habitantes de Jerusalém já não atendiam “a ninguém”, nem aceitavam disciplina, não confiavam “no SENHOR”, nem se aproximavam “do seu Deus” (v.2). Que coisa triste, não é mesmo? Mas será que estamos longe desta realidade?

Diante da realidade de um mundo governado pela mídia, paulatinamente, as influências midiáticas foram sendo inseridas no meio cristão. O que antes era sutil está exposto e já atingiu um ponto em que se tornou muito difícil fazer diferença entre crentes e descrentes. Na verdade, os costumes que antes caracterizavam o meio evangélico e o tornavam diferente, não só na aparência, mas também no comportamento, foram sendo engolidos pela “ditadura” deste século, enfraquecendo e destruindo a base da sociedade: a família.

O que enfrentamos hoje é uma verdadeira guerra onde, ironicamente, o inimigo é convidado para entrar em nossa casa. A televisão e a internet tornaram-se armas mortíferas à disposição de todos. Desde o mais infante até o mais ancião têm sido contaminados com a “magia” que bloqueia a mente para as coisas santas e que realmente edificam. Quando o assim diz o SENHOR é trocado pelo assim diz a mídia que eu devo ser, criancinhas tornam-se a autoridade da casa, adolescentes desafiam seus pais, pais negligenciam seu dever como sacerdotes do lar, mães trocam sua sagrada obra de educar por trabalho e aparência, fazendo de cada família um verdadeiro campo de batalha.

Logo, “toda esta terra será devorada pelo fogo” do zelo do Senhor (v.8) e Deus suscitará “lábios puros” (v.9), reunirá os Seus “adoradores, que constituem” os filhos de Sua dispersão, que Lhe oferecerão sacrifícios agradáveis (v.10). Ou seja, de cada canto deste planeta Deus reunirá “um povo modesto e humilde, que confia em o nome do SENHOR” (v.12). Estes, “os restantes de Israel, não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante” (v.13).

Jesus disse que Ele é o bom Pastor e que as Suas ovelhas são todos aqueles que Lhe reconhecem a voz. A que voz temos dado ouvidos? Não nos enganemos amados! Se preferimos gastar o nosso tempo na televisão, nas redes sociais e navegando na internet em detrimento de ganhar tempo estudando a Palavra de Deus, orando e cumprindo com fidelidade a parte que nos corresponde como membros de uma família, estamos seguindo ao estranho. E Jesus afirmou que as Suas ovelhas “de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele” (Jo 10:5).

Foge enquanto há tempo! Como fez José diante da tentação da mulher de Potifar (Gn 39:12), fuja para longe do que lhe afasta do bom Pastor. “O SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te” (v.17), a você e sua família (At 16:31). No dia em que o Juiz de toda a terra Se levantar será para dar a sentença final a todas as nações (v.8) e o Seu desejo é que invoquemos o Seu nome enquanto temos oportunidade, porque “todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (Jl 2:32). Como fez Elias (1Rs 18:30), restaure o altar do Senhor em sua casa. A mudança deve iniciar na sua e na minha vida e então contagiar, primeiramente, os de casa.

Jesus tem pressa de voltar e recolher para Si “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is 53:11). Que “naquele dia” (v.16), estejamos cantando, rejubilando, regozijando e exultando “de todo o coração” (v.14) e que possamos dizer: “Eis-me aqui, e os filhos que o SENHOR me deu” (Is 8:18).

Bom dia, “povo modesto e humilde” (v.12)!

Desafio do dia: Se o culto familiar ainda não é uma realidade em sua casa, decida, hoje, em nome de Jesus, restaurar o altar do Senhor. Prepare um lindo culto de pôr do sol junto com sua família.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Sofonias3
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SOFONIAS 2, Comentado por Rosana Barros
4 de janeiro de 2018, 0:30
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“Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que cumpris o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do SENHOR” (v.3).


Iniciando com mais uma advertência para Judá, o profeta dá sequência a uma série de ameaças contra os inimigos do povo de Deus. Como parte do fruto do Espírito Santo (Gl 5:23), a mansidão é uma virtude essencial na vida do cristão e ganhou destaque neste capítulo. Apesar da corrupção generalizada de Judá, o profeta apela aos seus patrícios que ainda eram obedientes a Deus, de que em um tempo onde a voz de ordem era de guerra, o Senhor os chamava a buscar a mansidão.

Considerado o homem mais manso de sua época (Nm 12:3), Moisés logrou o privilégio de falar “boca a boca” (Nm 12:8) com o Senhor. A mansidão não é sinônimo de falta de dinamismo, mas de espírito pacificador, que promove o bem-estar e os bons relacionamentos. O líder de Israel precisava exercer autoridade perante o povo, mas precisava fazê-lo com mansidão. Só que Moisés cometeu um deslize que lhe custou ficar de fora da terra prometida. Cansado das murmurações do povo, ao invés de falar à rocha como Deus lhe ordenara, ele feriu a rocha duas vezes (Nm 20:11).

Jesus disse: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11:29). Apesar de seu título de homem “mui manso” (Nm 12:3), não foi de Moisés que a Bíblia disse para seguirmos o exemplo, mas de Jesus. Aprender de Cristo deve ser a nossa prioridade; estudar a Sua Palavra e dela extrair o conhecimento de Deus e a santificação. O contato diário com as Escrituras, o exame das Sagradas Letras é o que nos capacita a dEle aprender e nEle buscar a justiça e a mansidão.

No sermão do monte, Jesus declarou: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5:5). O salmista Davi declarou o mesmo: “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz” (Sl 37:11). O profeta Sofonias ao referir-se aos mansos, mais a frente declarou que os “restantes da casa de Judá” (v.7) também herdariam a terra. A mansidão, portanto, resulta em um Lugar de paz.

Os inimigos de Judá poderiam cometer as piores atrocidades, mas se o povo buscasse a mansidão e a justiça, certamente sairia vitorioso, “porque o SENHOR, seu Deus”, atentaria para ele e lhe mudaria “a sorte” (v.7). Todo aquele que escarnece e se gaba “contra o povo do SENHOR dos Exércitos” (v.10), “o SENHOR será terrível contra” ele (v.11).

“Concentra-te e examina-te” (v.1)! Você tem permitido que o Espírito Santo frutifique a mansidão em seu coração? Existe uma terra de paz à nossa espera. Não perca este incomparável privilégio por causa de um orgulho ferido. Espera no Senhor e Ele, no tempo certo, lhe fará justiça, porque, “os que esperam no SENHOR possuirão a terra” (Sl 37:9).

Bom dia, mansos da terra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Sofonias2
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SOFONIAS 1, Comentado por Rosana Barros
3 de janeiro de 2018, 0:30
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“Cala-te diante do SENHOR Deus, porque o Dia do SENHOR está perto, pois o SENHOR preparou o sacrifício e santificou os Seus convidados” (v.7).


Se há uma parte de nosso corpo que constantemente nos torna culpados perante Deus, esta parte é a nossa língua. A “língua é fogo; é mundo de iniquidade… e contamina o corpo inteiro… é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg 3:6 e 8). Com uma descrição tão forte, está claro que a nossa língua é responsável por uma parcela significativa de nossos pecados. Algumas de nossas palavras podem até cair no esquecimento, mas aquelas que são mal ditas ou que são usadas para ferir podem causar estragos inesquecíveis.

A ordem de silêncio “diante do SENHOR Deus” (v.7) significa total reverência e plena confiança na ação divina. Não somente se refere à queda de Babilônia ou dos demais inimigos de Israel, mas uma mensagem de magnitude mundial e que rompe as barreiras do tempo até alcançar a última geração deste planeta. Como “foi nos dias de Noé” (Mt 24:37), o profeta apresenta uma mensagem de completa e definitiva destruição não somente dos homens, mas também de todas as criaturas e das “ofensas com os perversos” (v.3). Ou seja, todas as maldades, toda língua maliciosa, todas as palavras de maldição serão consumidas junto com aqueles que insistiram em contaminar-se, cumprindo-se o que está escrito: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt 12:37).

O processo de santificação dos convidados para as bodas do Cordeiro requer um preparo constante e ininterrupto, envolvendo corpo, alma e espírito: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6:5). E isto inclui o que pensamos (Fp 4:8), o que falamos (Mt 12:37) e o que fazemos (Ec 12:14). “Está perto o grande Dia do SENHOR; está perto e muito se apressa” (v.14) é um aviso que não podemos ignorar. E, ainda que muitos ignorem, ou não busquem ao SENHOR e nem perguntem por Ele (v.6), não mudará jamais o fato de que “nenhuma promessa falhou” das que o SENHOR fez em Sua Palavra, “tudo se cumpriu” (Js 21:45).

A Bíblia apresenta cerca de duas mil e quinhentas referências sobre o segundo advento de Cristo a este planeta, sendo que mais da metade delas está no Antigo Testamento. Estamos há quatro livros de adentrar nas páginas que marcaram a história deste mundo em antes e depois de Cristo. Desde Gênesis (Gn 3:15), a Palavra nos apresenta a promessa de um Salvador que destruirá o mal de uma vez por todas. E qual é o pedido que o Senhor nos faz? “Cala-te e permita que Eu te santifique”.

Em um tempo onde tantas vozes ocupam a nossa atenção, o Espírito Santo nos pede silêncio. Não se trata apenas do silêncio dos lábios, mas da alma. Calar os desejos, as vontades, as críticas. Calar o “eu” e permitir que o Santo habite em nós. Esperar confiantemente de que Deus há de realizar o melhor. “Atenção!” (v.14) não é uma frase de impacto registrada em páginas antigas, mas uma mensagem tão atual quanto as atualizações de hoje de suas redes sociais. É uma advertência de amor de um Deus que não quer “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).

Diante da maior injustiça de todos os tempos, “como ovelha muda”, Jesus “foi levado ao matadouro” e “Ele não abriu a boca” (Is 53:7). Que o exemplo do nosso Salvador nos motive a fazer o mesmo. E, “no dia de trombeta” (v.16), Deus nos fará justiça.

Bom dia, convidados do Senhor!

Desafio do dia: Separe um momento para estar a sós com Deus. Leia Mateus 6:6, converse com Ele e em silêncio aguarde a tua recompensa.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Sofonias1
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HABACUQUE 3, Comentado por Rosana Barros
2 de janeiro de 2018, 0:30
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“Todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação” (v.18).


O livro que iniciou com uma oração em forma de lamentação, termina com uma oração “sob a forma de canto” (v.1). Alarmado diante das circunstâncias que abateriam o povo de Judá, o profeta inicia o seu louvor com dois pedidos:

  1. “aviva a Tua obra, ó SENHOR”
  2. “na Tua ira, lembra-Te da misericórdia” (v.2).

O desejo do profeta não era apenas para a sua geração, mas para as gerações que surgiriam “no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos” (v.2). De uma maneira linda e plena, Deus transformou o Habacuque perplexo em um homem de fé. Por mais que as circunstâncias pareçam ser um indicativo de fracasso, ele aprendeu que Deus é Deus independente de estarmos enfrentando boas ou más situações. Tudo está sob o controle dAquele cuja “glória cobre os céus” (v.3). De geração em geração, o Senhor revela o Seu poder “para salvamento” (v.13) do Seu povo e a Sua contínua misericórdia para com aqueles que O amam.

O avivamento da obra de que o profeta se referiu não tem a ver com obras laborais ou com rituais religiosos, mas com o verdadeiro conhecimento de Deus. Após ouvir a resposta do Senhor, ele compreendeu a parte que lhe cabia: “pois, em silêncio, devo esperar” (v.16). Habacuque aprendeu a confiar em Deus independente das circunstâncias. O inimigo poderia lhe tirar todo o sustento (v.17), “todavia” (v.18), a sua alegria no Deus em quem confiava não mudaria. Isso é viver pela fé.

Viver pela fé não é simplesmente professar um credo religioso, mas perseverar na fé “ainda que” falte o alimento; “ainda que” haja desemprego; “ainda que” morra alguém que amamos; “ainda que” pessoas nos decepcionem; “ainda que” tudo nos falte. Viver pela fé é confiar nAquele que jamais nos faltará (Sl 23:1). Quando Deus é suficiente na vida do cristão, ele não sente falta de mais nada.

Precisamos buscar viver o que Habacuque viveu e o que o apóstolo Paulo viveu e declarou: “entristecidos, mas sempre alegres… nada tendo, mas possuindo tudo” (2Co 6:10). Eis que a Bíblia nos apresenta a verdadeira alegria! Tal comunhão e intimidade com o Senhor redunda em sublime e incomparável felicidade. Quando escolhemos derramar nossas lágrimas e expor nossas aflições no altar do Senhor, Ele converte a nossa tristeza em gozo, o nosso pesar em alegria perene. Porque “os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl 126:5-6).

Permita que o Espírito Santo frutifique em seu coração a verdadeira alegria (Gl 5:22). Desprenda-se das encostas de risco deste mundo e que seja “o SENHOR Deus” a sua fortaleza (v.19). Então, ainda que as tristezas tirem o sorriso de teus lábios, jamais conseguirão tirar o sorriso do teu coração.

Bom dia, alegres no Senhor!

Desafio do dia: Compartilhe este comentário com um amigo e convide-o para estudar a Bíblia conosco.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Habacuque3
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HABACUQUE 2, Comentado por Rosana Barros
1 de janeiro de 2018, 0:30
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“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (v.4).


Angustiado diante da situação de Judá, Habacuque dirigiu-se a um lugar especial na certeza de que, de alguma forma, o Senhor lhe responderia. No silêncio da solidão, ele buscou ouvir a única voz que poderia saciar os anseios de seu coração. Sua “queixa” (v.1) não tinha o sentido de reclamação, mas de lamentação. No entanto, a vigília do profeta não mais tinha o objetivo de lamentar, e sim de esperar a resposta de Deus ao seu lamento.

Uma visão lhe é concedida e uma mensagem lhe é dada para que escreva e “a possa ler até quem passa correndo” (v.2). A angústia que outrora inquietava-lhe o coração solitário, tornou-se em esperança gravada “sobre tábuas” (v.2) para todo o povo. A mensagem de justificação pela fé é seguida de uma série de “ais” sobre os principais pecados de Babilônia. Fraude, roubo, extorsão, cobiça, homicídio, bebedice, luxúria, imoralidade, idolatria, eram os “alicerces” sórdidos sobre o qual aquele império fora construído e sobre os quais seria destruído.

Por mais que o mal pareça prevalecer, “no tempo determinado” (v.3) por Deus, ele cai por terra. E assim como cumpriu-se o fim da antiga Babilônia, cumprir-se-á o fim da Babilônia atual: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap 14:8). Ainda que pareça demorar, eis que “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (v.3). A fé nesta promessa é o que move a vida do cristão. A certeza de que, “no tempo determinado”, chegará a vez do verdadeiro culpado (v.16) tomar do cálice que o Inocente bebeu (Mt 26:39).

Lutero passou por uma luta semelhante a Habacuque e foi testemunha ocular de corrupção semelhante. Ao deparar-se com o verdadeiro significado da cruz, percebeu que o seu pior inimigo habitava em sua carne e que a sua única chance de salvação estava na fé nAquele que o salvou. Aquele que encheu a terra “do conhecimento da glória do SENHOR” (v.14) passou a ser-lhe o alvo de seus mais profundos estudos. Em Jesus, tanto Lutero, como Habacuque, Isaías e tantos outros, têm descoberto o verdadeiro caminho da vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3).

No lugar Santíssimo do santuário celeste, Jesus tem cumprido o Seu ministério sacerdotal, aguardando apenas uma ordem do Pai: “Vai buscar os que são Teus!”. Aqueles que viveram pela fé no Filho de Deus e que suspiraram e gemeram “por causa de todas as abominações que se cometeram” (Ez 9:4) sobre a terra, como Habacuque, estarão vigiando, conforme a ordem do Mestre: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt 24:42).

Que a nossa fé seja fortalecida nAquele que prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap 22:7). E que prontos estejamos todos para dizer: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o SENHOR, a Quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25:9).

Feliz ano novo, justificados pela fé em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Habacuque2
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HABACUQUE 1, Comentado por Rosana Barros
31 de dezembro de 2017, 0:30
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“Não és Tu desde a eternidade, ó SENHOR, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó SENHOR, para executar juízo, puseste aquele povo; Tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina” (v.12).


Acusada de cometer injustiças, Judá tornou-se culpada perante Deus. A nação que deveria ser um exemplo de retidão diante das demais nações, mostrou-se perversa e violenta, cercando os justos com contendas e atitudes opressoras. O que sucedeu a Judá foi tão terrível, uma obra tão pavorosa, que seria difícil de acreditar sendo apenas contada (v.5).

Apesar de não se tratar de um nome hebraico, alguns sugerem que o significado do nome do profeta está relacionado com uma palavra hebraica que denota “abraço”. Habacuque, portanto, não foi enviado para declarar um desfecho, mas para comunicar uma saída. A disciplina viria, mas seria para correção e não para destruição. O Pai desejava abraçar novamente o Seu filho.

Como um filho rebelde, Judá escolheu andar por caminhos tortuosos e aprender a duras penas que longe do Senhor a vida não faz sentido. Fundada “para servir de disciplina” (v.12), Babilônia seria para o povo de Deus a prova de que não há lugar melhor do que aquele em que o Pai está.

Semelhante à parábola do filho pródigo, Judá desejava andar longe do Pai. Seguindo os desejos de seu próprio coração corrupto, acabou em terra distante, perdeu tudo o que tinha e trocou as delícias de Canaã pela porção de “alfarrobas” dos caldeus. Julgando-se ser rico o bastante, tornou-se miserável ao extremo. O clamor apavorado do profeta (v.2) revela o caos que a nação enfrentava e o desejo sincero de um filho de Deus de entender o propósito divino para tal litígio.

Quando decidimos seguir os desejos de nosso próprio coração enganoso, estamos declarando a Deus que não queremos viver debaixo de Seu abrigo, mas gozar do que Ele mesmo nos dá de forma dissoluta, em “terra distante” (Lc 15:13). Como um Pai amoroso, Deus não nos impede de partir, mas nunca Se cansa de nos esperar.

A resposta para os questionamentos do profeta está neles mesmos. Deus é Eterno, Ele sabe o fim desde o princípio. Deus é Santo, não pode comungar com a impiedade. Deus é Rocha, a Sua justiça é imutável e perfeita. Deus têm olhos puros, não habita onde reina a iniquidade. Assim como o pai do pródigo permitiu que ele partisse, Deus permitiu que Seu povo seguisse o caminho que ele mesmo escolheu e experimentasse o quão terrível é estar longe do Pai.

Muitos estão a consumir tudo o que Deus lhes deu até que, sobrevindo as dificuldades da vida, se vêem sem nada. Então, ao invés de voltar para a casa do Pai, vão atrás de pessoas que os colocam em situação ainda pior. Mas, aquele que cai em si e reconhece a sua inanição espiritual, volta para o lugar do qual jamais deveria ter saído. E, semelhante ao provável significado do nome do profeta, Deus não espera que Seus pródigos façam todo o trajeto de volta sozinhos. Ele corre ao seu encontro e lhes abraça!

Assim como a disciplina de Deus para Judá não foi para morte (v.12), os infortúnios da vida também não o são. Suas escolhas podem ter lhe levado para uma terra distante do Pai, mas saiba que Ele espera o seu retorno para correr ao seu encontro com abraços e beijos de um amor que é eterno (Jr 31:3). Você ainda se encontra sob as mazelas de Babilônia? Aceite hoje o convite do Pai: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do SENHOR: Ele lhe dará a sua paga” (Jr 51:6). “Sai dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap 18:4).

Volta, amado (a) irmão (a), e inicia este novo ano na casa de teu Pai! Volta, para a nossa alegria e regozijo! Porquanto, “era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc 15:32). Aleluia!

Bom dia, filhos do Pai de amor, feliz 2018!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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NAUM 3, Comentado por Rosana Barros
30 de dezembro de 2017, 0:30
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“Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável…” (v.19).


De todos os livros dos profetas menores, Naum é o único a terminar com uma mensagem de total destruição. A maldade de Nínive atingiu o limite do cálice da ira de Deus. Tudo o que poderia ter sido feito para salvar aquele povo, Deus fez. Mas, sob terrível maldição, Nínive rejeitou aos apelos divinos e apossou-se de um sentimento de invencibilidade que levou a nação à completa ruína.

O pecado se mostra belo e encantador. A face do mal não é a pintura de um diabo com um par de chifres e um tridente na mão, e sim, sedutoras tentações e sutis enganos que têm levado multidões a acreditar que não importa o que façamos ou deixemos de fazer, Deus só quer o nosso coração. Sim, Deus só deseja o nosso coração, mas para fazer nele uma conversão, uma “cirurgia” espiritual:

… tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36:26). E para quê? Para colocar dentro de nós o Espírito Santo e fazer com que andemos nos Seus estatutos e obedeçamos à Sua Palavra (Ez 36:27).

Percebem que este é o resultado e não a causa? A mudança que o Senhor deseja realizar na vida de cada filho Seu é gradual e constante, e é de dentro para fora. Assim também, o mal surge com pequenas concessões até tomar conta de todo o coração. A mensagem do Senhor através do profeta Jonas havia levado salvação a Nínive. E a mensagem do profeta Naum não tinha um objetivo diferente. Os ninivitas poderiam ter se arrependido, contudo escolheram endurecer o coração e sofrer o mal que eles mesmos buscaram (Pv 11:17).

O perdão de Deus está além do alcance de nosso entendimento finito. Ele é completamente perfeito e extraordinariamente misericordioso. Creio que o episódio do rei Manassés seja a maior prova disto. Como um dos reis mais cruéis da história de Judá, Manassés queimou seus filhos em holocausto aos ídolos e fez errar todo o povo, fazendo-o pior do que os povos que Deus havia destruído (2Cr 33:9). Mas bastou uma oração, uma simples oração, para Deus tornar-Se “favorável para com ele” (2Cr 33:13).

No Novo Testamento também encontramos outro episódio que nos dá um vislumbre acerca da graça de Deus. Reconhecendo que ao seu lado estava sendo crucificado o Salvador da humanidade, aquele ladrão fez apenas um pedido: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no Teu reino” (Lc 23:42). E a mesma voz que criou todas as coisas, que acalmou uma tempestade e fez mortos ressuscitarem, pronunciou a sua liberdade: “Em verdade te digo hoje, estarás Comigo no paraíso” (Lc 23:43).

Só não há remédio para a ferida daquele que insiste em rejeitar a cura. Esta é a chaga incurável, um coração irremediavelmente obstinado. O livre arbítrio é uma das maiores provas de amor de um Pai que respeita as nossas escolhas. Ele só espera uma simples oração de nossa parte: “Eu aceito!”.

Não entre em mais um ano sem tomar esta decisão. Jesus não quer mais estar do lado de fora batendo (Ap 3:20). Ele deseja habitar em seu coração e lhe oferecer um banquete diário de fé, esperança e amor, mas, principalmente, de amor (1Co 13:13). Aceite “o dom gratuito de Deus” (Rm 6:23) e viva na certeza de que porque Ele vive, nós também viveremos (Jo 14:19).

Tenham um lindo e feliz sábado, curados pelas chagas de Cristo!

Desafio do dia: Faça uma oração de entrega. Peça ao Espírito Santo que torne o seu coração lugar de Sua habitação.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Naum3
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NAUM 2, Comentado por Rosana Barros
29 de dezembro de 2017, 0:30
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“Ah! Vacuidade, desolação, ruína! O coração se derrete, os joelhos tremem, em todos os lombos há angústia, e o rosto de todos eles empalidece” (v.10).


Como é triste ver a corrupção humana atingir os seus limites. Nínive foi alertada e, certamente, muitos descansaram confiantes no perdão divino. Mas o tempo foi passando, novas gerações foram surgindo e a mensagem do profeta Jonas, esquecida. De forma arbitrária e cruel, os ninivitas voltaram a assolar o povo de Deus e foram, pouco a pouco, bloqueando o coração aos apelos do Espírito do Senhor.

Não há pecado grande demais que Deus não possa perdoar. Não existe abismo tão profundo que Ele não consiga alcançar um pecador que se arrepende. Mas Jesus declarou existir um pecado imperdoável: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será  perdoada” (Mt 12:31). Acusado de realizar curas pelo poder de Satanás e não do Espírito Santo, Jesus concluiu com estas palavras. A dureza de coração dos fariseus os estava levando para um caminho sem volta. “Com base no episódio, concluiu-se que a essência desse pecado é a recusa deliberada em reconhecer a atuação do Espírito de Deus. Essa atitude obstinada acaba levando à dureza de coração e à completa rejeição do Espírito e do próprio Jesus” (Comentário da Bíblia de estudos Andrews, p. 1253).

Nínive não só fechou os portões da cidade para Deus. Pior do que isso, fechou a porta do coração. Buscou a própria destruição. O Espírito Santo não intercede por nós apenas. Ele “intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). Mesmo que nos arrependamos e busquemos andar na presença de Deus, “não sabemos orar como convém” (Idem). É o Espírito do Senhor que transforma as nossas orações em palavras aceitáveis diante do trono de Deus. Se rejeitamos esta intercessão, não temos acesso ao Pai. “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8:14).

Mas o Senhor prometeu restaurar a glória do Seu povo (v.2). Aqueles que rejeitam a voz do Espírito Santo podem fazer de tudo para se salvar no dia da calamidade, mas de nada adianta. A ironia nas palavras do profeta (v.1) mostra que toda a força, todo o poder e toda a glória de Nínive de nada serviriam quando “o SENHOR dos Exércitos” (v.13) derramasse o Seu juízo para fazer vingança aos Seus filhos.

Porque eu falo tanto do juízo divino? Porque ele é real e está prestes a ser derramado de maneira definitiva, amados. Porque precisamos entender que o nosso pior inimigo habita dentro de nós. O nosso “eu” pecador e volúvel deve ser constantemente deposto ante os pés de Jesus. O Espírito Santo tem sido derramado “sobre toda a carne” (Jl 2:28). Mas qual tem sido a nossa resposta? “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (Jl 2:32).

Invoque o nome do Senhor! Não cale a voz dAquele que quer te salvar e te levar de volta para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Permita que o Espírito Santo te leve de volta para Casa!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

PrimeiroDeus
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