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“Ela dará à luz um Filho e Lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (v.21).
O início do Novo Testamento traz uma genealogia singular e curiosa. Aquele que disse: “antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8:58), é chamado de “filho de Davi, filho de Abraão” (v.1). Em Sua linhagem encontramos uma mulher que se passou por prostituta para deitar-se com seu sogro (Tamar), uma prostituta de fato (Raabe), uma estrangeira (Rute, a moabita) e uma adúltera (mulher de Urias, Bate-Seba). Além do fato de, incluindo Maria, estas mulheres serem citadas em uma genealogia quando o sistema patriarcal não incluía mulheres em suas genealogias. E sem falar nos erros e tropeços relatados nas Escrituras de muitos dos homens citados. O nascimento do Messias foi um verdadeiro marco não só no sentido do cumprimento da promessa naquele estábulo de Belém, mas na forma como este cumprimento se deu no decorrer da história de Israel. Deus atuou usando os meios mais improváveis e as pessoas que, se analisadas pelos padrões judaicos da época, jamais poderiam fazer parte de tamanha honra.
Partindo desta primeira impressão, notamos que a nossa percepção acerca dos propósitos divinos é finita e condicional. Finita porque somos incapazes de sondar os pensamentos que são bem maiores do que os nossos (Is 55:9), e condicional, porque a nossa natureza julga pelo que vemos (1Sm 16:7). Então, seria muito mais compreensível para nós se José tivesse entrado na linhagem do Messias ao invés de Judá. Ou se Jó aparecesse nesta lista “vip”. Contudo, graças a Deus, os Seus planos não incluem a nossa opinião ou ajuda. E foi desta forma que nasceu, neste solo enegrecido pelo pecado, o Salvador do mundo. Que, mesmo sem pecado, escolheu nascer já trazendo em Sua linhagem, gerações de pecadores, mais precisamente quarenta e duas, desde Abraão (v.17). Que, gerado “pelo Espírito Santo” no ventre de Maria (v.18), teve que ser ocultado de um povo zeloso de obras, mas ignorante quanto à misericórdia.
A escolha de Seus pais terrestres fazia parte do plano da redenção de um Deus-Menino que foi educado na simplicidade de um lar pobre e na humildade de uma cidade desprezada. José, “sendo justo” (v.19), Lhe foi como o primeiro retrato do Pai e Maria, como Sua instrutora particular, Lhe ensinou as lições de amor e de fidelidade que tornaram o Seu caráter a fiel cópia do divino. Nos ombros deste casal eleito repousava a sublime e ímpar responsabilidade de zelar pela construção da mente, corpo e espírito dAquele que não podia pecar. Sob os seus cuidados e orientação, exemplo e retidão, Jesus aprendeu a verdadeira ciência da educação.
Sobre cada ser humano está a digital de um Deus que deixou o Seu trono de glória e veio a esta Terra para tornar-Se um de nós. O Verbo que ordenou e tudo se fez (Jo 1:1-3), deixou a Sua glória para nascer de uma forma humilhante, de uma linhagem de pecadores, para salvar uma humanidade que não merece. O evangelho de Mateus começa nos dando um vislumbre do plano da salvação. Este plano inclui a todos. Assassinos, ladrões, prostitutas, adúlteros, mentirosos, todos os pecadores, inclusive eu e você são chamados para, à semelhança do ladrão na cruz (Lc 23:42), crer nAquele que tem “autoridade para perdoar pecados” (Mc 2:10). Não importa a quantidade de pecados que tenhamos cometido, o que importa para Jesus é se aceitaremos a Sua amorável ordem: “Vai e não peques mais” (Jo 8:11).
Que o estudo da vida de Jesus transforme a nossa vida. E que, em cada cumprimento profético (v.22) possamos enxergar o amor de um Deus que, mesmo “se somos infiéis, Ele permanece fiel” (2Tm 2:13).
Bom dia, salvos por Jesus!
Desafio do dia: Converse com uma pessoa desconhecida aqui nos comentários, deixe o seu comentário e interaja com outro, com respeito, amor e empatia!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Mateus1
#RPSP
* Inspirado numa postagem da página “Adventistas Brasil” (Facebook)
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“ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (v.6).
Em todo o nosso estudo do Antigo Testamento, descobrimos pelo menos duas certezas: a primeira, é que o pecado é mau e destrói e a segunda, é que precisamos de um Salvador. O nosso destino eterno depende das escolhas que fazemos e a quem estamos servindo, hoje. A ideia que o mundo cristão em geral tem sobre “os soberbos” e os perversos (v.1) está muito aquém do conceito bíblico. Espero que tenhamos compreendido este conceito através da história de Israel. Toda a religiosidade daquela nação havia se transformado em ofensa diante do Senhor. Com a boca professavam santidade, mas na prática tornaram-se piores do que os povos vizinhos. O conhecimento de Deus não tem a ver com rituais e sacrifícios, mas com uma vida disposta a render-se à vontade de Deus ainda que “ande pelo vale da sombra da morte” (Sl 23:4).
A doutrina de que existe um inferno onde os ímpios serão consumidos por toda a eternidade acaba com as verdades de que “Deus é amor” (1Jo 4:8) e que Ele é um Juiz justo que destruirá a morte, o luto, o choro e a dor (Ap 21:4). Como o Senhor destruiu Sodoma e Gomorra com “fogo eterno” (Jd 1:7) e até hoje essas cidades não estão queimando, assim o juízo final será eterno em suas consequências, “de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (v.1). Aprendemos com o sábio Salomão que a morte é um sono (Ec 9:5) e que, no tempo determinado pelo Senhor, Ele mesmo, “dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4:16). Também aprendemos esta verdade no livro de Daniel: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Dn 12:2). Ora, qual seria a lógica de ressuscitar os justos para eles retornarem para um Céu que já habitavam ou os ímpios para retornarem a um lugar onde já sofriam? Ou porque Jesus ressuscitaria Lázaro para tirá-lo do Céu e devolvê-lo a este mundo escuro? Percebem? Haverá um lago de fogo para a destruição definitiva de Satanás, seus anjos e os ímpios e há um Céu para os justos, mas, me permitam usar uma linguagem popular para explicar que a Bíblia deixa claro que tanto um como o outro ainda não estão abertos ao público.
Cristo, o “Sol da justiça” (v.2), nasceu e trouxe salvação aos que temem o nome do Senhor. Em Sua primeira vinda, cumpriu com perfeição a missão que o Pai lhe confiou, ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E diante de tamanho amor e graça, a Sua ressurreição nos deu a vitória sobre “o último inimigo a ser destruído”: a morte (1Co 15:26). E Aquele que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8), nos pede que lembremos “da Lei de Moisés” (v.4). Este capítulo não foi um recado apenas ao antigo Israel e mais uma profecia messiânica, mas uma mensagem ao atual “Israel de Deus” (Gl 6:16), para que esteja preparado para “o grande e terrível Dia do SENHOR” (v.5). Semelhante a João Batista que veio “no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc 1:17), “antes da segunda vinda de Cristo uma obra semelhante será feita por aqueles que pregam as três mensagens angélicas ao mundo” (CBASD, v. 4, p.1247).
“Lembrai-vos” (v.4) é um chamado de um Pai que deseja a felicidade eterna de Seus filhos e um reforço ao mandamento em que Ele disse: “Lembra-te” (Êx 20:8). Todos os que são tementes a Deus, estão ouvindo o Seu último chamado e buscando viver em obediência assim como foi com Noé: “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (Hb 11:7). Contudo, infelizmente, “muitos dos que ouvem a mensagem – o maior número deles – não darão crédito à solene advertência. Muitos serão achados desleais aos mandamentos de Deus, que são uma prova do caráter. Os servos de Deus serão chamados entusiastas. Os ministros aconselharão o povo a não os ouvirem. Noé recebeu o mesmo tratamento enquanto o Espírito o impelia a dar a mensagem, quer os homens quisessem, quer não a quisessem ouvir” (Ellen G. White, TM, pág. 233, 1895).
A Bíblia diz que “Noé andava com Deus” e fazia “consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn 6:9 e 22), salvando a si mesmo e a sua família. Está na hora, e já chegou, de erguermos um clamor tão alto quanto o foi o de Noé. É tempo de toda a Terra ser iluminada com a glória da última e solene mensagem (Ap 18:1): “Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável… Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap 18:2 e 4). O Espírito Santo está convocando e reunindo os filhos de Deus de todas as nações e unindo-os num só exército de oração. De todos os cantos deste mundo Deus tem ouvido o clamor do Seu povo, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). E, ao contrário do que se prega e do que se pensa, Ele não usará instrumentos grandiosos para completar a Sua obra, mas “usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar Sua obra de justiça” (Ellen G. White, TM, pág. 330, 1885).
Que hoje, amanhã e cada dia até aquele grande Dia, seja esta a nossa decisão: “Eu e minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15). Já chega de tanto sofrimento! Já chega de tanta desonra ao nome do Senhor! Coloque a sua vida nas mãos do grande “EU SOU” (Êx 3:14) e permita que Ele faça de você um meio simples de pregar “um evangelho eterno” (Ap 14:6) em sua casa e de sua casa para o mundo.
Bom dia, “vós outros que temeis” o nome do Senhor (v.2)!
Desafio do dia: Reforce o convite aos seus amigos e familiares para darmos início ao estudo do Novo Testamento.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Malaquias4
#RPSP
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“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (v.18).
Longe de ser um capítulo que se refere apenas à importância da fidelidade nos dízimos e nas ofertas, Malaquias três é um chamado à fidelidade a Deus em todos os aspectos da vida. Iniciando com a profecia a respeito de João Batista, o Senhor declarou que sua vida seria um testemunho acerca do desejado Messias. Porém, para um povo que não reconhecia a sua fracassada condição espiritual, seria praticamente impossível compreender no que implicava “o dia da Sua vinda” (v.2). Jesus viria justamente “como derretedor e purificador de prata” e refinador de ouro, transformando as ofertas impuras em “justas ofertas” (v.3).
Quando paramos para meditar na diferença entre uma oferta que não agrada a Deus e a que é “agradável ao SENHOR, como nos dias antigos e como nos primeiros anos” (v.4), não há como não lembrarmos da oferta de Caim e da oferta de Abel. Conscientes de que o pecado os havia destituído do privilégio da vida eterna e do gozo do lar edênico, haviam aprendido no exemplo do lar, mediante os sacrifícios oferecidos a Deus por Adão, que “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hb 9:22) de pecados. Contudo, enquanto Abel guardava as palavras de Deus em seu coração, Caim pensava que poderia agradar a Deus à sua própria maneira. O resultado nós conhecemos: “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas” (Hb 11:4). Percebam que a Bíblia não diz que Caim não ofereceu sacrifício, mas que o sacrifício de Abel foi “mais excelente”. Ou seja, podemos até oferecer “sacrifícios” a Deus, mas isso não quer dizer que todos sejam agradáveis a Ele e aceitos por Ele. Abel ofereceu o sacrifício de um coração obediente ao Senhor. Ele entendeu que, assim como pela desobediência de seus pais havia perdido o dom da vida eterna, pela obediência Àquele que o criou, pela fé na promessa de um Salvador (Gn 3:15), poderia reavê-la.
Deus não muda! E esta é a razão pela qual ainda temos a oportunidade de acertar o caminho (v.6; Tg 1:17). Precisamos compreender que, ao pé da cruz, não é lugar de depositar ofertas “do fruto da terra” (Gn 4:3), mas “das primícias” (Gn 4:4) de nossa vida: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça” (Mt 6:33). Deus está prestes a derramar sobre esta terra o Seu juízo (v.5), e que tipo de oferta Ele vai nos encontrar oferecendo? “Tornai-vos para Mim, e Eu tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos” (v.7). Vamos aceitar este convite e tomar posse desta promessa, ou repetir as palavras de um povo cego e surdo: “Em que havemos de tornar?” (v.7).
Amados, a devolução dos dízimos e das ofertas é um mandamento do Senhor tanto quanto Ele ordena: “Não furtarás” (Êx 20:15). Não adianta tentar fugir da palavra de um Deus que deixou bem claro: “Eu, o SENHOR, não mudo” (v.6). A fidelidade quanto aos dízimos e ofertas do Senhor não é garantia de salvação, mas o resultado dela. Lembremos que faz parte das obras humanas dos últimos dias, a avareza (2Tm 3:2) e que, ao contrário disto, “o fruto do Espírito” produz “fidelidade” (Gl 5:22). Portanto, todo aquele que anda no Espírito, consequentemente, decidirá por uma vida de fidelidade ao Senhor, em tudo.
Que a oração de Davi seja também a nossa: “Ensina-me, SENHOR, o Teu caminho, e andarei na Tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o Teu nome” (Sl 86:11). Então, seremos para Deus “particular tesouro” e Ele nos poupará “como um homem poupa a seu filho que o serve” (v.17). E veremos “outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (v.18). Que, em nome de Jesus, façamos parte do primeiro grupo!
Bom dia, justos do SENHOR!
Desafio do dia: Os dízimos e as ofertas fazem parte da adoração ao Senhor. Se você tem sido infiel neste aspecto, decida hoje acertar as contas com o teu Mantenedor. E verás se Ele não vos abrirá as janelas do céu e não derramará sobre a sua casa “bênção sem medida” (v.10).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Malaquias3
#RPSP
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“Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do SENHOR dos Exércitos” (v.7).
Diante da realidade de uma igreja morna e sem noção de sua condição reprovável, Deus apresenta a principal causa de tamanho mal: uma liderança desprezível e indigna (v.9), desobediente às instruções divinas. Em seus corações não havia o sincero desejo de honrar o nome de Deus, mas de conquistar o apreço daqueles que poderiam satisfazer os seus próprios interesses. Contudo, tudo aquilo que recebiam julgando ser bênção, Deus tornaria em maldição. E não poderia haver linguagem mais forte e maneira mais clara de discernir a reprovação de Deus para com os sacerdotes do que a verbalização de tais palavras: “atirarei excremento ao vosso rosto, excremento dos vossos sacrifícios, e para junto deste sereis levados” (v.3).
A tribo de Levi foi escolhida para o sacerdócio e cuidados para com a Casa do Senhor. A aliança estabelecida com esta tribo “foi de vida e de paz” (v.5) e a resposta foi de temor e tremor diante dAquele cujo “nome é terrível” (Ml 1:14). A função dos sacerdotes era a de ensinar ao povo “a verdadeira instrução”, na teoria e na prática, apartando a muitos da iniquidade (v.6). Por seu exemplo de retidão, deveriam ser mensageiros do SENHOR, instruindo Israel acerca da verdadeira piedade e inspirando seus semelhantes a buscarem o caminho da obediência. No entanto, por se desviarem do caminho, por suas palavras e por suas ações faziam “tropeçar a muitos”, violando “a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos” (v.8). Com isso, Deus tornou notório o pecado deles diante do povo, porque não guardaram os mandamentos do SENHOR e foram parciais na aplicação da lei (v.9).
Dando continuidade, Deus indica o pecado que mais profanava “o santuário do SENHOR” (v.11). A apostasia que teve início no coração dos líderes religiosos culminou em “abominação” (v.11) aos olhos de Deus. Os casamentos mistos e o divórcio tornaram-se comuns dentre os filhos de Israel. O matrimônio sagrado, símbolo da união entre Cristo e Sua Igreja, era profanado constantemente. “Casavam e davam-se em casamento” (Mt 24:38) segundo suas próprias preferências, e repudiavam e eram infiéis “para com a mulher da sua mocidade” (v.15), assemelhando-se à geração antediluviana. E o mais surpreendente era a reação do povo mesmo diante de tudo isso: “cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choro e de gemidos” (v.13). Viviam na prática da abominação, não estavam dispostos a sacrificar o eu, no entanto, suas práticas religiosas eram regadas por lágrimas e gemidos perante ofertas que Deus não olhava nem tampouco aceitava (v.13). Deus estava enfadado de tantas palavras falsas (v.17) e da distorção de Sua Palavra com o fim de encobrir pecados ou de fazer o mal ao próximo.
Porque insistimos em guardar dentro de nós sentimentos e pensamentos maus que mascaramos com falsas gentilezas ou com o politicamente correto? Como ousamos adentrar às portas da Casa do SENHOR e pisar em terra santa com um coração carregado de malícias e de rancor, quando não estamos dispostos a permitir que Deus nos conceda um novo coração? Como nos atrevemos a proferir a Palavra de Deus não com o fim de edificar o próximo, mas de acusá-lo e de fazê-lo sentir-se mal? Quem achamos que somos diante dAquele que tudo vê e que tudo conhece? Podemos enganar os outros, podemos até enganar a nós mesmos, mas “de Deus não se zomba” (Gl 6:7). Vivemos sob a forte tendência da geração Laodiceia, de estarmos vivendo um cristianismo morno, ou seja, relativo, pisando nas verdades que com tanto orgulho defendemos, trocando as bênçãos do Senhor pelo excremento de ofertas ofensivas a Ele.
“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hb 3:12-13). Ainda há tempo, amados, de nos achegarmos ao trono de Deus com a oferta de um coração quebrantado e que reconhece a sua incapacidade de andar sozinho. Deus jamais rejeitará um pecador que se arrepende. Eu não conheço o teu coração e nem sei se o seu pecado foi contra o sétimo mandamento do Decálogo (Êx 20:14). Mas de uma coisa eu sei: o mesmo Deus que amou e que não condenou a mulher adúltera, é O mesmo que te diz hoje: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo 8:11).
“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15). Não cubra mais “de violência as suas vestes” (v.16). Permita que Jesus lhe vista com as Suas brancas vestes de justiça, fazendo de sua vida um testemunho vivo de Seu grande poder e infinita graça!
Bom dia, alvos da infinita graça de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Malaquias2
#RPSP
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“Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a Sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará Ele a vossa pessoa? – diz o SENHOR dos Exércitos” (v.9).
O último livro do Antigo Testamento. O último profeta conhecido de Israel, no Antigo Testamento. O último chamado de Deus a cada geração. Este é o livro do profeta Malaquias (heb., “meu mensageiro”). Um livro onde a vida do mensageiro se esconde atrás da sublime e solene mensagem. Apesar de não haver citação acerca da vida de Malaquias em nenhum outro lugar na Bíblia, e do significado do seu nome indicar que talvez este não fosse realmente o seu nome e sim uma espécie de título, é certo de que este homem de Deus cumpriu com fidelidade o chamado divino dizendo exatamente o que o Senhor lhe havia revelado.
E a primeira coisa que o Senhor diz a um povo rebelde, desobediente e ingrato, por intermédio de Malaquias, é: “Eu vos tenho amado” (v.2).
Qual seria a sua resposta diante de uma declaração tão tremenda? Eis o que Israel respondeu: “Em que nos tens amado?” (v.2). A missão do profeta não foi fácil. Ele estava no meio de um povo extremamente religioso, mas completamente cego. Não existe coisa pior do que tentar corrigir aquele que não reconhece o seu erro. A condição laodiceana de que “estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap 3:17), é a pior das armadilhas. Ela é sutil, possui aparência de santidade e arrebata o coração num sentimento de falsa segurança.
A comparação feita entre Jacó e Esaú não mostra uma acepção por parte de Deus, mas o resultado de diferentes escolhas. Esaú era alvo do amor de Deus assim como Jacó, mas Jacó escolheu o caminho do arrependimento, já Esaú “querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb 12:17). Quantos não estão tentando fazer o mesmo? Querem a bênção do Senhor, choram pela bênção do Senhor, buscam por ela, mas não reconhecem que precisam se arrepender de seus pecados. Chamam a Deus de Pai e de Senhor, mas não O honram e não O temem (v.6).
E nem os sacerdotes escaparam da repreensão divina. Enquanto ofereciam ofertas imundas e desprezíveis, e acendiam fogo estranho no altar do Senhor, Ele dizia: “Tomara houvesse entre vós quem feche as portas” (v.10). Ele estava dizendo ao povo: “Eu prefiro um templo fechado a um templo que Me desonre”! Você compreende a seriedade desta mensagem? Deus estava falando com um povo que dizia honrá-Lo enquanto oferecia do pior ou do resto que tinha. E a estes são dirigidas as duras palavras: “Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta” (v.10). Que coisa mais triste!
O que temos ofertado ao Senhor? O que realmente temos ofertado? E quando Ele se refere a ofertas não está falando em quantidade, mas na qualidade do que ofertamos. Também não se refere apenas a dinheiro, mas à nossa resposta quanto ao tudo que Deus nos entregou. Até quando Deus terá de suportar a nossa arrogância em pensar que somos alguma coisa? Até quando a Sua longanimidade se estenderá por um povo que insiste em rejeitar a cura da enfermidade mortal que não admite ter? “Maldito seja o enganador” (v.14), que tendo o melhor para oferecer a Deus, promete dar e Lhe oferece o pior.
Amados, não é agradável ser repreendido, porém, o Senhor nos diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3:19). Experimente Deus! Não vá ao Seu encontro com propósitos egoístas, porque Ele sonda o seu coração. “Suplicai o favor de Deus” (v.9) com a oferta de um coração governado pelo Espírito Santo. Esta é a oferta pura (v.11) que Ele aceita. Esta é a Sua maior alegria!
Bom dia, amados pelo Pai!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
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“O SENHOR será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o SENHOR, e um só será o Seu nome” (v.9).
O grande “Dia do SENHOR” (v.1) é anunciado pelo profeta. Jerusalém seria alvo de uma nova batalha, desta vez, definitiva. Haveria uma separação entre o povo, sobrando “o restante” (v.2), que não seria expulso da cidade. Deus mesmo pelejaria em favor de Seu povo (v.3), sendo-lhe por montanhas ao redor (v.4). Pelo vale dos montes do Senhor o restante fugiria até que viesse “o SENHOR… e todos os santos, com Ele” (v.5). Então, iria se cumprir na cidade fiel o plano original do Criador e Jerusalém se tornaria a capital de toda a terra.
Assim como Israel aguardava o cumprimento da primeira vinda do Messias, Zacarias termina a sua fala anunciando a Sua segunda vinda. Se tão-somente o povo houvesse dado ouvidos às profecias e à voz do Senhor, este evento glorioso já teria acontecido. Contudo, desde a primeira vinda de Jesus a esta terra, já se passaram mais de dois mil anos de longanimidade e misericórdia. Nestes últimos dias, o Senhor tem guiado “o restante do povo” (v.2) de Seu Israel espiritual (Gl 6:16) pelo vale dos Seus montes. E assim como Jesus travou uma terrível batalha pelo Seu povo, “sobre o monte das Oliveiras” (v.4; Mt 26:36-46), hoje, Ele luta por mim e por você, intercedendo em nosso favor como o nosso Sumo Sacerdote.
A Festa dos Tabernáculos era a última festa das celebrações anuais dos israelitas, sucedendo o Dia da Expiação. Enquanto este último deveria ser observado mediante profundo exame de coração e aflição de alma, a última festa deveria ser celebrada com alegria como lembrança da libertação de Israel, do Egito. Hoje, conforme as profecias bíblicas, Jesus atua no lugar Santíssimo do santuário celeste como nosso Sumo Sacerdote. Desde 1844, conforme estudamos no livro do profeta Daniel, vivemos o grande Dia da Expiação aguardando a celebração dos tabernáculos de Deus. Profeticamente, vivemos em um tempo de aflição de alma e diligente exame de coração. A nossa alegria deve estar depositada nos méritos dAquele que pagou o preço de nosso resgate e subiu para nos preparar lugar (Jo 14:2).
Amados, estamos em contagem regressiva para aquele “dia singular” (v.7). “Todos os que restarem de todas as nações” (v.16) são os que têm ouvido e os que ouvirão o último chamado de Deus e “subirão… para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos” (v.16). Em uma subida constante e crescente, o Espírito Santo tem sido derramado sobre o remanescente de Deus que almeja chegar na Nova Jerusalém. E o chamado para esta busca e crescimento é para as “famílias da terra” (v.17), pais, mães e filhos subindo juntos “para adorar o Rei” (v.17). Famílias restaurando o altar do Senhor em suas casas e pedindo “chuva no tempo das chuvas serôdias” (Zc 10:1), enquanto sobem.
O crescimento espiritual é um processo árduo e que requer total confiança em Deus. Como vimos ontem, estamos passando por um processo de purificação que requer fogo e provação (Zc 13:9). E Tiago bem define o propósito divino neste processo: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1:2-3). E Jesus afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13). Você entende que antes de subir ao monte, precisamos andar no vale? O “vale da sombra da morte” (Sl 23:4) deste mundo não é lugar de destruição, é lugar de santificação, porque o bom Pastor está conosco. A fornalha ardente que o inimigo acende para nos destruir, Deus transforma em lugar de purificação para nos salvar, e lugar de passeio com a bênção de Sua presença (Dn 3:25).
Quer fazer a diferença este ano? Quer apressar o “Dia do SENHOR” (v.1)? Quer ser um missionário do exército de um só Senhor? Então, comece esta obra no seu coração e na sua casa. Porque “se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm 5:8). Ore como nunca orou! Não apenas leia a Bíblia, estude-a! Convide o Espírito Santo para ser Seu amigo e leal confidente. Pare agora de levantar “a mão contra o seu próximo” (v.13) enquanto há tempo! Permita que o bom Pastor conduza a sua vida e você nunca terá o que temer. Segure firme na destra do Onipotente e muito em breve ouvirás de Sua boca o que você buscou todos os dias:
“Vamos subir!”
Bom dia, peregrinos rumo ao Lar!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Zacarias14
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Perfeição só existe naquilo que Deus faz. Questionar Seus feitos só revelará nossa imperfeição, pois enxergamos pelas limitadas, pervertidas e pecaminosas lentes da sabedoria humana.
Tem muitas coisas boas que Deus fará por nós. A profecia aponta que Ele fará…
• …uma reforma plena. Uma fonte de purificação restaurará todos os desvios de comportamento e eliminará toda impureza sexual e religiosa que atrapalha nosso relacionamento com Ele (v. 1).
• …uma purificação removendo ídolos (santos/imagens de esculturas/etc.) e falsos líderes religiosos (vs. 1-6).
• …ferirá um pastor, cuja morte provocará uma diáspora, o povo se espalhará por todos os lados (v. 7).
• …ferirá o pastor que desfruta de uma posição elevada, visto que Ele está ao Seu lado (vs. 8-9).
• …demonstrará que a morte desse pastor é necessária para causar arrependimento, reavivamento e reforma. Assim, Deus suscitará um remanescente fiel, zeloso e de boas obras (v. 9).
Zacarias é um livro evangélico, fortemente messiânico. Escritores do Novo Testamento viram o plano divino descrito no Antigo Testamento realizando-se em Jesus. Frequentemente eles aplicaram as referências de Zacarias a Jesus, tais como:
1. O Rei glorioso, vitorioso, mas pacífico (9:9);
2. O transpassado (12:10)
3. O pastor abatido (13:1).
No capítulo em questão, o transcorrer da história de Israel estava ligado à linhagem de Davi como obra da graça divina, tanto quanto Deus ter dado Jesus foi obra da graça. Os profetas enviados nada mais eram que manifestação da graça celestial a um povo que merecia a desgraça das consequências de seus atos.
Os profetas de Deus eram desprezados, maltratados, até assassinados. Nunca foi popular ser profeta; por isso, os falsos profetas surgiam com mensagens mais palatáveis, assim multidões os aceitavam e seguiam.
• No final, Deus revelará quem era dEle, e quem era líder religioso empregado pelo diabo.
O capítulo culmina com um oráculo de Deus exigindo o assassinato do Seu Pastor, o rei davídico em Israel. Devido a isso, dois terços morreriam dos habitantes do mundo, deixando vivo um terço, o qual seria testado e purificado: O verdadeiro povo de Deus (vs. 8-9).
“O processo traumático de provação e purificação resultaria no estabelecimento do remanescente, em um relacionamento especial com Deus” (Bíblia de Estudo Andrews). Deus faz tudo perfeito porque anseia por nosso relacionamento!
Amigos, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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“Se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas Tuas mãos?, responderá Ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos Meus amigos” (v.6).
A idolatria e as falsas profecias tornaram Jerusalém um antro de pecado e de impureza (v.1). Tomados por “espírito imundo” (v.2), muitos se intitulavam profetas, falando “mentiras em nome do SENHOR” (v.3). A situação era tão alarmante, que mesmo os pais dariam fim à vida de seus filhos caso ousassem profetizar (v.3). Suas vestes de profeta não mais poderiam enganar, pois suas palavras não tinham nenhuma comunhão com suas ações.
Apesar de haver divergência teológica quanto à aplicação do verso seis, creio na corrente que diz referir-se a Jesus. As evidentes chagas do amor ficarão para sempre gravadas nas mãos e pés do nosso Salvador. E, perante o Universo, Suas cicatrizes serão uma eterna lembrança do alto preço da redenção. O bom Pastor foi ferido, Suas ovelhas ficaram dispersas, porém, jamais desamparadas (v.7). “Em toda a terra” (v.8) haverá uma separação entre as ovelhas que perecerão e as que restarão (v.8). Estas últimas irão passar por uma espécie de prova de fogo até que reconheça: “O SENHOR é meu Deus” (v. 9).
Três mensagens extremamente relevantes estão contidas neste capítulo. A primeira é que Deus não tolera “o pecado e a impureza” (v.1). A segunda é que vestir-se “de manto de pelos” (v.4) pode até enganar por um tempo, mas, um dia, o conteúdo contrasta com a embalagem. E a terceira, e não menos importante, é que o processo de purificação na vida do cristão envolve provas que o conduzem ao verdadeiro conhecimento de Deus. Ele descobre que “a salvação implica algo mais do que aceitar a Deus uma vez. É continuar aceitando-O hoje, amanhã, na próxima semana, e todos os dias até que Ele volte” (Morris Venden, Como Conhecer a Deus, p. 55).
Muitos de nós estamos dispostos a declarar-nos cristãos, vestir-nos como cristãos, mas não estamos dispostos a passar provações por amor a Cristo. Esquecemos que, logo após o batismo, “Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto” (Mt 4:1). O processo de purificação não é fácil. É um processo doloroso, desconfortável e angustiante. Mas quando terminar, “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11), dizendo: “é Meu povo” (v.9).
Busque ao Senhor em primeiro lugar a cada dia. Ore e estude a Bíblia como nunca fez antes. A comunhão diária não é garantia de salvação, mas abre as portas para que o Salvador possa habitar em seu coração. “Provai e vede” (Sl 34:8).
Feliz sábado, “terceira parte” (v.9)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Zacarias13
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“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a quem traspassaram; pranteá-Lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora amargamente pelo primogênito” (v.10).
“Esta mensagem profética pode ser intitulada como ‘O triunfo do programa de Deus’“ (CBASD, v.4, p.1223). De forma contundente e com a autoridade do Deus Criador de todas as coisas (v.1), o Senhor deixa bem claro que, muito acima dos propósitos do coração humano estão os desígnios do Seu coração. Como está escrito: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec 3:1). E o sábio termina dizendo que há “tempo de guerra e tempo de paz” (Ec 3:8). Certamente, assim como Deus havia determinado o tempo de disciplina para o Seu povo, também estabeleceria o tempo de paz.
Por sete vezes a expressão “naquele dia” apresenta a perfeita exatidão do Criador, exaltando a excelência de Seus planos, assim como em sete dias “estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do homem dentro dele” (v.1; Gn 2:2). Entretanto, os perfeitos propósitos divinos não ultrapassam o limite da escolha humana. As profecias relativas à libertação e salvação são condicionais, o seu cumprimento depende de nossas decisões.
Deus desejava tornar Jerusalém o centro de toda a Terra. Um lugar onde todos os povos seriam bem-vindos para adorar o seu Criador. Onde haveria um povo peculiar, diferente de todos os demais, mas não exclusivista. Um povo cuja identidade fosse revelada na mais pura expressão do amor e no mais fiel compromisso com a verdade. Jerusalém seria um escudo intransponível para os inimigos, mas, ao mesmo tempo, uma cidade-refúgio para os verdadeiros adoradores.
Contudo, a resposta do povo não foi compatível com as expectativas de Deus e, lamentavelmente, desviaram os olhos do plano original para satisfazer as próprias inclinações. A cena do Calvário deveria ter-lhes provocado profundo arrependimento e contrição. Porém, foi um chocante espetáculo onde o público ovacionava os líderes judeus pelo “sucesso” de seu feito. Quando a terra deveria prantear (v.12) pelo inocente Cordeiro pascal, apenas murmurava a Sua morte como um triste fim. Quando “cada família à parte” (v.14) deveria lamentar a morte de seu Salvador, cada qual voltava a ocupar-se em seus labores cotidianos.
As “mulheres à parte” (v.12) também deveriam prantear pelo Unigênito. “Não poucas mulheres se acham na multidão que segue à Sua morte cruel Aquele que não foi condenado. Sua atenção fixa-se em Jesus… Ao cair Jesus desfalecido sob a cruz, irrompem em lamentoso pranto… [Jesus] sabia que não O estavam lamentando como um enviado de Deus, mas movidas por sentimentos de piedade humana. Não lhes desprezava a simpatia, mas esta Lhe despertou no coração outra, mais profunda ainda, para com elas mesmas. ‘Filhas de Jerusalém’, disse Ele, ‘não choreis por Mim, mas chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos’. Lucas 23:28” (Ellen G. White, DTN, p. 525).
A indiferença é um dos piores sentimentos humanos. Ela provoca amargura e endurece o coração, tornando-o cético e inacessível. Pessoas indiferentes, geralmente, não se preocupam com os sentimentos do próximo. Seu foco está na satisfação de seus gostos e preferências, de maneira tal que não importa se eles resultem na infelicidade do outro, desde que a própria felicidade seja atendida. São fortes candidatos a pecar contra o Espírito Santo (Mt 12:32). O horror da cruz não ofendeu os corações indiferentes que ali estavam, mas foi um massacre diante do olhar daqueles que sabiam que diante deles estava a Majestade dos Céus ou dos que assim não O reconheciam mas que tinham o mínimo de piedade.
Ellen White nos dá a seguinte orientação:
“Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais” (Ellen G. White, DTN, p. 83). Este é um excelente antídoto contra o veneno da indiferença. Faça uso dele “cada família à parte” (v.12) e veremos, ainda em nossos dias, o cumprimento da promessa de Malaquias 4:6.
Bom dia, aqueles que “têm a força do SENHOR dos Exércitos, seu Deus” (v.5)!
Desafio do dia: Separe um tempo de sua devoção diária para estudar as cenas finais da vida de Cristo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Zacarias12
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“Apascentai, pois, as ovelhas destinadas para a matança, as pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra, União; e apascentei as ovelhas” (v.7).
As parábolas do bom pastor e do pastor insensato revelam o desejo de Deus para o homem, e o desastroso resultado do desejo humano. Enquanto o bom pastor deseja apascentar as suas ovelhas mediante os atributos salvíficos da graça e da união, o insensato “abandona o rebanho” (v.17) e não se compadece das ovelhas (v.5). “Destinadas para a matança” (v.4), as ovelhas de Judá e de Israel receberam, através do profeta Zacarias, a profecia messiânica que indica o Messias como o bom Pastor e como Ele seria por eles rejeitado.
O profeta, então, quebra a primeira vara. A graça, símbolo da aliança que Deus “fizera com todos os povos” (v.10), “foi, pois, anulada naquele dia” (v.11). E naquela ação de Zacarias, “as pobres do rebanho… reconheceram que isto era palavra do SENHOR” (v.11). Um salário é proposto e o profeta recebe “trinta moedas de prata” (v.12), um “magnífico preço” (v.13), arrojadas “ao oleiro, na Casa do SENHOR” (v.13). A segunda vara é quebrada e a irmandade é rompida “entre Judá e Israel” (v.14).
Não reconheceram o bom Pastor. Jesus foi entregue à morte por trinta moedas de prata (Mt 27:9-10) e arrojando Judas as moedas no templo, estas foram usadas para a compra de um terreno chamado de “campo do oleiro” (Mt 27:5-7), exatamente conforme as profecias. Mas os versos oito ao dez apresentam uma mensagem perturbadora, principalmente nestas três sentenças: “perdi a paciência”, “o que quer morrer, morra” e “para anular a Minha aliança”. Israel se afastaria de tal modo do Senhor e de Sua vontade, que a vida do Messias lhe seria por escândalo e não por promessa tão aguardada. Enquanto esperavam por um Messias conforme as suas exigências, debaixo de seu próprio nariz estava Aquele cujo ministério público cumpria com precisão e fidelidade cada uma das profecias a Seu respeito. Sua graça foi desprezada e a união que promovia, transformada em motivos de discórdia.
Este capítulo não apenas relata a primeira vinda de Cristo e a forma como Ele foi vendido e rejeitado, mas também é um retrato contemporâneo da crise espiritual de nossa sociedade. Multidões têm dito seguir a Jesus, contudo, ao perceberem a tônica verdadeira de Sua mensagem, se escandalizam (Jo 6:61), O abandonam e deixam de andar com Ele (Jo 6:66), seguindo a insensatez de seus enganosos corações. A “vara chamada Graça” (v.10) é quebrada, portanto, quando, deliberadamente, a palavra que sai da boca de Deus é rejeitada e trocada por ensinos sedutores e demoníacos de que o importante é ser feliz e que Deus não Se importa com o nosso estilo de vida. Basta dizer um “Louvado seja o SENHOR” (v.5) e estou de bem com Deus. Em lugar algum na Bíblia Deus autoriza esse tipo de atitude.
Amados, a graça de Jesus foi a nós outorgada não por míseras moedas de prata, mas pelo “magnífico preço” de Seu sangue vertido na cruz. E foi por meio deste pagamento que você e eu somos alcançados hoje pela preciosa graça, pelo imerecido favor de um Deus que nos ama e deseja nos unir nos laços fraternos de Seu amor. A “segunda vara, chamada União” (v.14) só cumpre com seu propósito quando aceitamos a graça e vivemos por meio dela. Quando compreendemos e vivemos firmados na promessa: “A Minha graça te basta” (2Co 12:9), passamos a olhar para nossos semelhantes com a visão do coração de Deus: “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).
Ouça a voz do bom Pastor. Ele te chama pelo teu nome (Jo 10:3) para que tenhas vida e vida em abundância (Jo 10:10). Estávamos destinados à matança, mas o bom Pastor deu a Sua vida por nós (Jo 10:11). Que os teus ouvidos estejam sempre atentos para atender ao Seu convite de graça: “Segue-Me” (Mt 9:9).
Bom dia, ovelhas do bom Pastor!
Rosana Garcia Barros
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