Reavivados por Sua Palavra


ZACARIAS 10, Comentado por Rosana Barros
17 de janeiro de 2018, 0:30
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“Pedi ao SENHOR chuva no tempo das chuvas serôdias, ao SENHOR, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo” (v.1).


Para compreendermos melhor a linguagem profética com relação às chuvas, precisamos entender o símbolo. Na região da Palestina, a chuva temporã caía durante o outono no tempo de semear a terra garantindo assim, a colheita do inverno. Sem essa chuva a semente não germinava, por isso, essa chuva era necessária para fazer brotar a semente. A chuva serôdia caía durante as primeiras semanas da primavera antes da colheita, ela era necessária para fazer com que a plantação amadurecesse para a colheita. Percebem o sentido espiritual?

Antes de Sua ascensão, Jesus fez uma promessa aos Seus discípulos: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1:8). O derramamento das chuvas, portanto, refere-se ao derramamento do Espírito Santo. Mas muitos têm desmerecido a importância da primeira, pensando que apenas a segunda é segurança de salvação. A chuva temporã do Espírito é tão valiosa quanto a serôdia. Na verdade, é aquela que prepara o cristão para receber esta última. Para fazer brotar a semente do evangelho no coração, diariamente, é-nos ofertado o privilégio de receber do Espírito Santo gotas de poder que preparam a nossa vida para a porção dobrada. É um processo onde o Agricultor (Jo 15:1) é quem define o melhor momento para a colheita.

No entanto, o profeta nos exorta a pedir pela chuva “no tempo das chuvas serôdias” (v.1). E como saber se já é chegado este tempo? A continuação do capítulo nos fornece uma resposta digna de reflexão. Ela inicia da seguinte forma: “Porque os ídolos do lar falam coisas vãs…” (v.2). Trazendo para o contexto atual, vocês conseguem identificar os contemporâneos “ídolos do lar”? Creio que não foi difícil identificar. Vamos começar pela “assassina” de virtudes: a televisão. Sua funcionalidade, basicamente, é a de passatempo. No entanto, esta função tem sido a causa de graves problemas: diminuição da leitura, ociosidade, sedentarismo, obesidade, transtornos psicológicos, redução ou extinção da espiritualidade, dentre outros. Estamos ou não estamos, diante de um ídolo moderno? Sem falar nos smartphones, tablets, computadores e vídeo games que, pelo mau uso, têm sido grande causa de lares desestruturados ou destruídos.

Através destes meios, a humanidade tem visto mentiras e ofertas de “consolações vazias”, andando como ovelhas, aflitas, “porque não há pastor” (v.2). Este versículo, portanto, mais parece uma descrição de nossos dias do que um recado para o antigo Israel. Não é exatamente esta a realidade do mundo atual? As pessoas aceitam um consolo que acaba com a primeira decepção e, então, vão em busca de mais em um poço cujas águas nunca terão o poder de saciar a sede da alma. Foi este o quadro que Jesus apresentou à mulher samaritana (Jo 4:13-14). A água dos poços desta vida jamais poderá satisfazer o coração que tem sede da eternidade (Ec 3:11). Mas a água que Cristo nos oferece é uma abundante chuva que sacia a sede, que rega a plantação e que prepara o cristão para ser recolhido no celeiro do Senhor.

Pois bem, diante desta realidade, vejamos o que nos diz o apóstolo Paulo: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13:11). Nunca houve um tempo tão oportuno para fazermos o pedido de Zacarias 10:1. Sem desmerecer a importância da tecnologia e dos meios de comunicação, que também nos têm sido valiosos na pregação do evangelho, precisamos estar em constante atitude de vigilância para não substituirmos o assim diz o Senhor pelo assim diz o homem. E esta foi a sequência da fala do profeta referindo-se aos pastores insensatos, “os bodes-guias” (v.3). Ai daqueles que pregam mentiras ou meias-verdades a fim de conquistar um maior público-alvo! Já dizia o sábio: “Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano; quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração” (Pv 26:24-25; Pv 6:16-19). É ou não é motivo para estarmos de olhos bem abertos?

Todo aquele que tem compreendido que chegado é o tempo de pedirmos que Deus nos toque por herança a porção dobrada do Seu Espírito (2Rs 2:9), como Eliseu, confiará na provisão divina e por Ele será atendido. Será como valente na batalha, “porque o SENHOR está com” ele (v.5), “o seu coração se regozijará no SENHOR” (v.7). “Ainda que” espalhados “por entre os povos, eles se lembram” de Deus “em lugares remotos; viverão com seus filhos e voltarão” (v.9).

Percebem que Deus deseja salvar “tu e tua casa” (At 16:31)? Não despreze a repreensão do Espírito Santo, pois ela é para a tua salvação e de tua família. Se tão somente você fizer da tua casa um altar de adoração ao único e verdadeiro Deus, Ele os fortalecerá e vocês “andarão no Seu nome, diz o SENHOR” (v.12).

Bom dia, lares de esperança!

Desafio do dia: Estabeleça no culto familiar diário um momento para memorização de trechos da Bíblia. Guarde em seu coração e de seus filhos a Palavra que liberta (Sl 119:11).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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ZACARIAS 9, Comentado por Rosana Barros
16 de janeiro de 2018, 0:30
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 “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (v.9).


A ira divina que dantes havia servido de disciplina para o povo de Israel, foi então revertida para os povos pagãos que, aproveitando-se da fragilidade do povo de Deus, o oprimiu, zombou de sua desgraça e saqueou os seus tesouros. Os olhos do Onipresente estavam “sobre os homens” para puni-los conforme as suas más obras e “sobre todas as tribos de Israel” (v.1) para lhes devolver a honra e a glória do lugar que se chamava pelo Seu nome. Porém, o juízo de Deus não tem por finalidade a destruição, mas a salvação. Se tão-somente aqueles povos se arrependessem, ficariam “como um restante para o nosso Deus” (v.7). Eles passariam a fazer parte de Seu povo e seriam “como chefes em Judá” (v.7).

A oportunidade de restauração e de salvação da humanidade foi encarnada nAquele que, mesmo sendo o Rei da Glória, despiu-Se das vestes reais para pisar no solo enegrecido pelo pecado. E “o povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9:2). Jesus veio exatamente no tempo em que a escuridão prevalecia até no coração dos mestres da lei. Sua vida confrontava as grandes tradições judaicas e era como uma afronta àqueles que aparentavam santidade, mas que não dispensavam a oportunidade de agir como “fundibulários” de seus irmãos (v.15; “aqueles que atiram pedras com fundas”; Jo 8:5).

A profecia messiânica aponta para um Cristo “humilde” (v.9) e que viria anunciar “paz às nações” (v.10), e não somente à nação judaica. Os exilados que ainda se encontravam em território babilônico deveriam voltar “à fortaleza” (v.12), à Jerusalém, e aquela cidade seria um raio de luz entre os povos. Deus seria “visto sobre os filhos de Sião” (v.14) e faria soar a Sua trombeta. Ninguém ficaria sem ouvir falar na paz que ali repousava. Se Israel houvesse reconhecido a Jesus como o Filho de Deus, e dEle tivesse aprendido a mansidão e a humildade, não teria sofrido a ruína e o opróbrio.

Hoje, somos desafiados a abraçar esta missão que Israel recusou. Assim como o Senhor do Universo Se importa comigo e com você de forma individual; se Ele Se interessa por nós a ponto de ouvir as nossas particulares orações, muito mais devemos considerar cada vida como preciosas “pedras de uma coroa” (v.16). A vida de Jesus foi o cumprimento não só das profecias, mas da intensidade do amor de Deus por toda a raça caída: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

O Senhor nos convida a fazer parte do restante que aclamará o seu Rei não mais com “ramos de palmeiras” (Jo 12:13), mas com a oferta de um coração governado pelo Espírito Santo. Como a Sua primeira vinda, o Seu segundo advento é certo: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá… Certamente. Amém!” (Ap 1:7). E diante do tempo onde a bondade de Deus tem sido tão questionada, devemos, semelhante às multidões em festa (Jo 12:12), exultar e erguer a nossa cabeça, porque a nossa “redenção se aproxima” (Lc 21:28).

Seja a nossa vida um reflexo da vida do humilde Salvador. Veja o mundo em nós a mensagem de um Deus que ama a todos e que a todos deseja perdoar: “Quem quer que, sob a reprovação de Deus, humilhe a alma com confissão e arrependimento, como fez Davi, pode estar certo de que há esperança para ele. Quem quer que com fé aceite as promessas de Deus, encontrará perdão. O Senhor nunca lançará fora uma alma verdadeiramente arrependida. Ele fez esta promessa: ‘Apodere-se da Minha força, e faça paz Comigo; sim, que faça paz Comigo’ (Is 27:5). ‘Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar’ (Is 55:7)” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 537).

 “Pois quão grande é a Sua bondade!” (v.17).

Bom dia, mensageiros da esperança!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Zacarias9
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ZACARIAS 8, Comentado por Rosana Barros
15 de janeiro de 2018, 0:30
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“Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que salvarei o Meu povo…” (v.7).


Após uma dura e necessária repreensão, Zacarias relata uma mensagem de restauração e de salvação. Os “grandes zelos” (v.2) do Senhor por Seu povo faria de Jerusalém “a cidade fiel” (v.3), morada do SENHOR dos Exércitos. Então, há uma descrição sobre as praças da cidade, que seriam tanto de repouso para “velhos e velhas” (v.4), como lugares de brincadeiras cheios de “meninos e meninas” (v.5). Ou seja, seria um lugar abundante de paz e de alegria, um lugar “maravilhoso” (v.6) de se viver.

Por várias vezes o sonoro e poderoso “Assim diz o SENHOR”, ou “diz o SENHOR dos Exércitos” foi dito pela boca do profeta como um sinal indicativo de que cada promessa de restauração continha a inconfundível assinatura do Deus de Israel. E em Seu profundo amor por Seu povo, o bom Pastor prometeu salvá-lo e trazer de volta todas as Suas ovelhas, “da terra do Oriente e da terra do Ocidente” (v.7), reunindo um só povo sobre o qual reinaria “em verdade e em justiça” (v.8).

A bênção e a provisão de Deus na reconstrução do templo deveria ser motivo de fortalecer lhes a fé. A força das mãos era uma referência ao trabalho. O labor penoso e escravo de outrora (v.10) daria lugar à abundante colheita “de paz” (v.12). A maldição se tornaria em bênção (v.13). O exílio acabou. Não haveria mais o que temer (v.15). Entretanto, após estas notícias sobremodo maravilhosas e a promessa de uma terra restaurada, segue-se uma pequena lista de deveres. Vejamos:

  1. Falai a verdade cada um com o seu próximo” (v.16);
  2. Executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz” (v.16);
  3. Nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo” (v.17);
  4. Não “ame o juramento falso” (v.17);
  5. Amai, pois, a verdade e a paz” (v.19).

Que listinha intrigante, não? Dá para notar qual era o principal pecado entre o povo de Deus: a maledicência. E só para não restar dúvida alguma acerca do que Deus pensa sobre este pecado, a lista abominável ainda termina, dizendo: “porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o SENHOR” (v.17). Isto é, são atitudes que Ele abomina e que não aceita no meio do Seu povo. O Senhor estabeleceu critérios de comportamento para que, por meio de relacionamentos saudáveis e pacíficos, Jerusalém fosse uma bênção não somente para seus habitantes, mas para outros “povos e habitantes de muitas cidades” (v.20), que, tomando conhecimento do amor que dali transbordaria, fossem buscar a Deus e “suplicar o favor do SENHOR” (v.22).

De todos os pecados que nos têm amarrado a esta “quarentena” ininterrupta, creio que os piores estão relacionados com o uso da língua. Bem descreveu Tiago: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade… e contamina o corpo inteiro” (Tg 3:6). Se lermos a lista de pecados que Paulo elencou como a causa dos “tempos difíceis”, “nos últimos dias” (2Tm 3:1), veremos que praticamente todos, senão todos, estão relacionados com a forma com a qual lidamos uns com os outros. Foi por meio deste instrumento diabólico que Satanás causou divisão entre os seres celestiais e fez cair terça parte dos anjos com ele (Ap 12:4, 9). E tem sido através desta mesma estratégia que ele tem destruído casamentos, famílias e até igrejas.

O chamado do Senhor para o Seu povo continua sendo o mesmo. Se Israel tão-somente cumprisse com o dever do amor mútuo, o dever se tornaria em prazer e, onde houvesse um judeu, haveria “dez homens, de todas as línguas das nações”, lhe dizendo: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (v.23). Amados, nestes últimos dias Deus tem preparado um povo peculiar que, despertado do sono e cheio do Espírito Santo, têm compreendido que, de nada vale uma vida religiosa se esta não for o modelo estabelecido por Seu Mestre e supremo Exemplo: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35). Fora disto, não há restauração e muito menos salvação.

Não é fácil refrear o que Bíblia chama de “mal incontido” (Tg 3:8). E quão difícil é dominar os nossos pensamentos críticos e a nossa mente repleta de julgamentos e desconfianças. Por isso a importância da oração e do contato diário com as Escrituras Sagradas. O íntimo relacionamento diário com Deus resulta em um amor, pelo próximo, “sem hipocrisia” (Rm 12:9). Precisamos pedir, constantemente, em atitude de vigilância, que o Espírito Santo derrame em nosso coração “o amor de Deus” (Rm 5:5), e faremos parte de um povo que não pode ser confundido.

Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa, ó Senhor, atende-nos e age” (Dn 9:19). Seja esta a nossa oração!

E se alguém vier atrás de mim por onde eu for, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 481). Seja esta a nossa realidade!

Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!

Desafio do dia: Seguindo as orientações de Jesus (Mt 6:6), faça uma oração de confissão. Peça perdão enquanto há tempo e, se possível, no que depender de você, tenha paz com todos (Rm 12:18).

Rosana Garcia Barros

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ZACARIAS 7, Comentado por Rosana Barros
14 de janeiro de 2018, 0:30
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“Assim falara o SENHOR dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9).


Durante os anos de exílio, alguns do povo “foram enviados… para suplicarem o favor do SENHOR” (v.2). Até que, após os setenta anos, eles questionaram aos sacerdotes até quando continuariam com aquela prática. Foi quando o Senhor falou por intermédio de Zacarias, e disse: “Quando jejuastes e pranteastes… acaso foi para Mim que jejuastes, com efeito, para Mim?” (v.5). Em tempos de paz, Deus enviou os Seus profetas para anunciar a Sua vontade, “porém, não quiseram atender e, rebeldes,… deram as costas” ao Senhor “e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem” (v.11).

Não foi a prática do jejum que foi desconsiderada por Deus, mas a intenção do jejum. Mesmo afastados do SENHOR, a observância dos rituais religiosos não cessaram e, de contínuo, ainda jejuavam. No entanto, apesar de julgarem ter “prazer em se chegar a Deus” (Is 58:2), suas atitudes não tinham qualquer harmonia com sua religião. O jejum havia perdido totalmente a sua finalidade e foi transformado em aparência de santidade. Era um jejum orgulhoso. Erguiam suas orações com palavras bonitas enquanto seus corações tramavam o mal “contra o seu próximo” (v.10).

Geralmente, o jejum era realizado no sábado, mas não como um sinal de arrependimento e contrição, e sim como um mostruário de “santos” que jejuavam “para contendas e rixas” (Is 58:4). Certa vez ouvi uma frase que me impactou profundamente: “Nós [cristãos] somos o único exército que atira em seus próprios soldados feridos”. Vocês percebem a seriedade disto? O Senhor nos diz: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9). Temos realmente praticado o assim diz o Senhor? Temos verdadeiramente jejuado para a glória dEle?

O grande e maior perigo que nos cerca não está associado às catástrofes naturais, nem tampouco à violência humana, mas ao que Cristo mesmo nos alertou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24:12). A prática de qualquer dos mandamentos de Deus consiste em amar. Vejamos a confirmação disto em Romanos 13:10: “O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor”.

Entendem meus amados? Jesus manifestou o amor ao praticar cada um dos mandamentos de Seu Pai (Jo 15:10). Ele não veio revogar (Mt 5:17-18) o que Ele mesmo instituiu, mas veio para nos dar o exemplo de como cumprir com o nosso dever (Ec 12:13). Jesus não escolheu o templo para jejuar diante de todos, mas foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt 4:1). Ele não disse para divulgarmos nossas boas obras, mas que a nossa ajuda ao próximo “fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:4). Ele não nos orientou a mostrarmos que temos uma vida de oração, mas nos apresentou a forma que agrada a Deus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:6).

Há recompensa para aqueles que ouvem as palavras de Deus e as praticam. Mas o “coração duro como diamante” (v.12) não é humilde para reconhecer os seus erros e pedir perdão, só jejua e ora pelo que julga ser importante aos próprios olhos. Notem que aquele grupo de judeus não apenas jejuava, mas também chorava (v.3). Muito em breve, Jesus enxugará “dos olhos toda lágrima” (Ap 21:4), mas não as lágrimas derramadas por motivos egoístas. Há bênçãos sem igual reservadas não para os frios legalistas, mas para os verdadeiros adoradores do Amor (1Jo 4:8). Jejuar para interceder e observar a lei do Senhor executando “juízo verdadeiro” com “bondade e misericórdia” (v.9), são as maiores declarações de amor que podemos fazer a Deus e aos nossos semelhantes. É exatamente isso que o SENHOR espera de Seu povo nestes últimos dias!

Quantos anos ainda perderemos derramando lágrimas e erguendo clamores que o Senhor não ouve (v.13)? Quando o remanescente do Senhor se levantar como um genuíno povo de oração e quando a caridade for a essência de sua religião, haverá um reavivamento tal que, semelhante a Estêvão, o mundo não poderá resistir “à sabedoria e ao Espírito” pelo qual falaremos (At 6:10). Que a nossa oração hoje, e a cada dia, seja por um coração semelhante ao de Cristo: “manso e humilde” (Mt 11:29).

Bom dia, povo de oração!

Rosana Garcia Barros

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ZACARIAS 6, Comentado por Rosana Barros
13 de janeiro de 2018, 0:30
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“Aqueles que estão longe virão e ajudarão no edificar o templo do SENHOR, e sabereis que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós outros. Isto sucederá se diligentemente ouvirdes a voz do SENHOR, vosso Deus” (v.15).


Em praticamente todas as visões de Zacarias, há uma espécie de ritual inicial, em que o profeta levanta os olhos e então vê. Os seus olhos eram chamados a desviar-se da perspectiva terrestre e contemplar a celeste: “levantei os olhos e vi” (v.1). E apesar do contexto profético e da profundidade da mensagem não só para Israel, mas para a humanidade de todas as épocas, o privilégio dado a Zacarias é-nos ofertado pelo exercício da fé. O desejo de Deus é que todo o Seu povo ouça a Sua voz (v.15). E para isso não precisamos ser profetas, mas homens e mulheres que, como Zacarias, apreciem levantar os olhos para contemplar as coisas do alto. O apóstolo Paulo reforça este pensamento: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3:2).

Apesar de ser incerto o significado da oitava visão, ela começa com um detalhe que faz toda a diferença. Os quatro carros saíram “dentre dois montes” (v.1). E o verso cinco diz que os quatro carros “são os quatro ventos do céu, que saem donde estava perante o SENHOR de toda a terra”. Ou seja, eles saíram da morada do Altíssimo. João também teve uma visão parecida acerca de cavalos de cores diferentes e dos quatro ventos que são contidos por quatro anjos. Interessante é que a visão de João dos quatro cavaleiros (Ap 6:1-8) é seguida da visão dos quatro ventos (Ap 7:1), indicando uma ligação entre ambas, assim como na visão de Zacarias.

A ordem dada de percorrerem “a terra” (v.7), culmina na ordem de fazer repousar o Espírito Santo “na terra do Norte” (v.8). Recém-chegados de um regime opressor, os remanescentes de Judá encontraram a oposição e a resistência daqueles que tentavam atrapalhar a reconstrução de Jerusalém e do templo. Mas Deus enviou o Seu Espírito para trabalhar no coração de Dario (“na terra do Norte”) a não somente autorizar a reconstrução, como também enviar tudo o que fosse necessário para que a obra fosse completada (Ed 6:1-12).

A seguir, o profeta recebe ordens divinas acerca de alguns do povo. Mesmo sendo desconhecida a genealogia destes três personagens, Heldai, Tobias e Jedaías representavam muito mais do que simples cativos judeus, mas o significado de seus nomes indicava a forma como Deus sempre teve o controle sobre o Seu povo: “os principais”, “os úteis” e “os que têm entendido” (CBASD, v. 4, p. 1208). Já o nome de Josué é a forma hebraica para o nome Jesus. A coroação do sumo sacerdote Josué é um símbolo do ministério sacerdotal de Cristo e de Seu reino eterno. O Renovo (v.12) é o nosso Sumo Sacerdote, o nosso único Mediador diante de Deus (1Tm 2:5) e também é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19:16).

O ministério aos gentios é descrito como “aqueles que estão longe” (v.15). O Messias veio para unir judeus e gentios num só propósito, o de fazer parte da “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15). Olhar para o alto requer a coragem de aceitar as verdades eternas e perseverar com fé em defendê-las, ainda que demande a nossa própria vida. “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10) é uma promessa, mas também é um desafio. O desafio de permanecer fiel mesmo que todos ao seu redor não concordem com a sua fé. Noé aceitou este desafio e foi salvo, ele e a sua casa. Não foi sem razão que Cristo nos alertou de que os dias que antecedem a Sua vinda serão “como… nos dias de Noé” (Mt 24:37). As pessoas “comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento” (Mt 24:38), isto é, estavam tão envolvidas com as coisas deste mundo que nem perceberam que a porta da arca já havia sido fechada.

Querido(a) irmão(ã), é tempo de erguer os olhos aos céus e clamar por sua vida! “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr 51:6). Deus está prestes a dar a ordem para que os quatro ventos sejam soltos e você vai precisar estar em pé nesse tempo. Mas “isto sucederá se diligentemente” você buscar ouvir a voz do Senhor, seu Deus (v.15). É uma promessa condicional, que depende da sua decisão. Todo o Céu trabalha para que você olhe na direção certa. “As coroas serão” (v.14) para os principais aos olhos de Deus, que foram úteis em Sua obra de salvação e que entenderam que ainda não chegaram em casa. Pela graça de Deus, decida, “agora” (2Co 6:2), fazer parte dos santos que olham para o Céu com o ardente desejo de subir.

Feliz sábado, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

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ZACARIAS 5, Comentado por Rosana Barros
12 de janeiro de 2018, 0:30
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“… porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma” (v.3).


Duas visões, mas uma só mensagem. O rolo tão utilizado naquela época para documentos civis e religiosos aparece como um símbolo da corrupção de Israel. Apesar do anjo não descrever o seu conteúdo, o que estava ali escrito representava maldição. A quebra do oitavo e do nono mandamentos do Decálogo foi destacada como motivo pelo qual foi despertada a ira de Deus. Todos aqueles que não se arrependessem de tais pecados, teriam de sofrer as consequências de suas más ações.

Da mesma sorte, a visão do efa é uma ilustração acerca da “iniquidade em toda a terra” (v.6). E, a mulher dentro do efa, a impiedade da nação israelita. As duas mulheres com asas “como de cegonha” (v.9) não são identificadas pelo anjo, mas a sua missão era a de elevar “o efa entre a terra e o céu” (v.9), “para edificarem àquela mulher uma casa na terra de Sinar” (v.11). Deus desejava remover a iniquidade do Seu povo, mas, todo aquele que insistisse em carregar Babilônia no coração, para lá retornaria.

Se fossem expostos os registros de sua vida e Deus lhe mostrasse quais são as suas transgressões, qual seria a sua reação? E se eu te disser que isto já tem sido feito? As três mensagens angélicas de Apocalipse quatorze nos mostram um caminho sobremodo excelente, mas também revelam a perturbadora realidade de um “mundo inteiro” que “jaz no Maligno” (1Jo 5:19). A mensagem é praticamente nesta ordem: Tema e adore somente ao Deus Criador, Babilônia já caiu, os ímpios serão condenados à morte eterna e “a perseverança dos santos” (Ap 14:12) os preservará para a vida eterna. Diante desta revelação espiritual e de tudo que temos examinado nas Escrituras, qual tem sido a tua reação?

 “Ai dos que andam à vontade… e dos que vivem sem receio” (Am 6:1). Estamos vivendo em “tempos difíceis” (2Tm 3:1), onde o mundo não mais faz diferença entre o certo e o errado. Tempos onde ser cristão não significa ser um seguidor de Cristo, mas um “criador” do seu próprio cristo. Onde o privilégio de adorar foi trocado pelo desejo de sentir emoções que desaparecem tão logo os pés toquem fora da igreja. São realmente tempos mui difíceis e que requer dos filhos do Reino uma fé inabalável e perseverante disciplina.

 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm 4:1). Isto é muito sério, amados. A mesma apostasia que levou maldição para Israel tem sido manifestada entre nós hoje. Assim como Israel depositava a sua segurança em seu título, muitos cristãos têm vivido relaxadamente julgando estar em posição privilegiada com relação aos “pecadores do mundo”. Pensam: “Eu não mato, eu não roubo, eu devolvo o dízimo, eu guardo o sábado e trabalho na igreja. Então, tá tudo certo. Estou de bem com Deus”. Mas esquecem do principal: conhecer a Deus. Não podemos apresentar a quem não conhecemos.

Enquanto a oração não for o nosso fôlego de vida; enquanto a “Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4:4) não for o nosso principal alimento diário; enquanto não permitirmos que o Senhor realize em nós o transplante diário do coração (Ez 36:26), todos os nossos feitos, quer sejam religiosos ou não, serão contados como obras inúteis. Mas, se tão-somente buscarmos a Deus em primeiro lugar (Mt 6:34), todos os dias, confiando na provisão divina e na atuação do Espírito Santo, Este cuidará de nos mostrar os nossos pecados e nos conduzir ao arrependimento.

Deus deseja colocar uma “tampa de chumbo” (v.7) em cima dos nossos pecados e lançá-los no abismo inalcançável (Mq 7:19). Você aceita esta intervenção gratuita?

Bom dia, perdoados pelo Pai das misericórdias!

Desafio do dia: “Levanta, agora, os olhos” (v.5) e para um pouco para contemplar a grandeza e a beleza do firmamento. Pense que é dali que, muito em breve, você avistará o teu Redentor e faça uma pequena prece pedindo para estar pronto para aquele grande Dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Zacarias5
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ZACARIAS 4, Comentado por Rosana Barros
11 de janeiro de 2018, 0:30
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“… Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (v.6).


A sequência deste capítulo nos concede ricas lições. Primeiro, Zacarias é despertado. Logo em seguida, ele é levado a contemplar. E, despertado do sono e vendo o espiritual, o profeta se interessa em saber do que se trata aquilo que lhe foi mostrado. Então, lhe é revelada “a palavra do SENHOR” (v.6). Percebem a ordem? Despertamento, contemplação, busca e revelação. O que aconteceu com Zacarias, Deus deseja realizar na vida de cada filho Seu. E é urgente o chamado dAquele que está às portas: “Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora… Levantai-vos, vamos!” (Mc 14:41 e 42).

Assim como Josué representava a liderança religiosa de Israel, Zorobabel representava a liderança civil. E apesar da fragilidade que ainda envolvia aquela nação pós-exílio, de estar vulnerável a ataques inimigos, a segurança de Jerusalém não seriam seus muros, exércitos ou armas, mas a confiança depositada na provisão divina.

Ao contemplar o candelabro de ouro, Zacarias não compreende o significado de tal visão. O candelabro era um dos objetos do santuário, que ficava no lugar santo. Sua função era a de iluminar o ambiente e a sua luz não podia se apagar. Da mesma forma, Jesus declarou que há uma luz que deve iluminar este mundo: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5:14). Israel foi chamada para cumprir a missão de iluminar o mundo e, para isso, precisava do “combustível” sagrado, do azeite, do Espírito Santo.

Sobre a nossa missão e necessidade, diz Ellen White: “Que posso dizer a meus irmãos em nome do Senhor? Que medida de nossos esforços foi feita de acordo com a luz que ao Senhor aprouve dar? Não podemos depender da forma ou do maquinismo externo. O que precisamos é da vivificadora influência do Espírito Santo de Deus. “Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” Orai sem cessar, e vigiai, trabalhando de conformidade com vossas orações. Ao orardes, crede, confiai em Deus. Estamos no tempo da chuva serôdia, tempo em que o Senhor outorgará liberalmente o Seu Espírito. Sede fervorosos em oração, e vigiai no Espírito” (Ellen G. White, TM, p. 512).

Quem és tu, ó grande monte?” (v.7). Não existem montanhas que não possamos remover se houver fé (Mt 17:20). Quando a nossa vida é firmada sobre “a pedra de remate”, sobre a rocha, que é Cristo (Mt 7:24), é-nos concedida graça sem medida: “Haja graça e graça para ela!” (v.7). Deus espera que despertemos e que aceitemos dar o primeiro passo. E Ele transformará “o dia dos humildes começos” (v.10) em uma vida perfeitamente habilitada “para toda boa obra” (2Tm 3:17). Precisamos pedir incessantemente que o Senhor nos conceda a porção dobrada do Espírito Santo. Não basta estar esperando as bodas do Cordeiro, devemos estar apercebidos, preparados para entrar “com Ele para as bodas” (Mt 25:10).

Portanto, “pedi ao SENHOR chuva no tempo das chuvas serôdias” (Zc 10:1). E independente de quem sejam os “dois ungidos” (v.14), a mensagem central é: O Senhor deseja conceder ao Seu povo o aguaceiro do Seu Espírito e o Céu só aguarda que Lho peçamos. Que você e eu, como Zacarias, despertemos para a solenidade deste tempo. Continuemos examinando a Palavra de Deus e arrazoando com o Senhor (Is 1:18), e o Espírito Santo nos iluminará para a missão final com poder jamais visto.

Bom dia, luz do mundo!

Desafio do dia: Em oração, peça ao Espírito Santo que lhe indique alguém ou alguma família para que você possa prestar assistência social este ano, “na medida de suas posses” (2Co 8:3). Siga a orientação do Mestre: “…que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará” (Mt 6:4 NVI).

Rosana Garcia Barros

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ZACARIAS 3, Comentado por Rosana Barros
10 de janeiro de 2018, 0:30
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“Tomou Este a palavra e disse aos que estavam diante dEle: Tirai-lhes as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes” (v.4).


Recém-liberta do cativeiro babilônico, a nação israelita enfrentou o desafio de reerguer um lugar que estava em ruínas. Contudo, o desafio não era apenas estrutural, mas, principalmente, espiritual. A experiência da qual Daniel e seus companheiros saíram vitoriosos não foi a mesma vivida por todos. As tentações daquela terra iníqua lhes maculou o coração e os mesmos pecados que levaram seus pais para o exílio ainda eram cultivados. Um prato cheio para o acusador lhes apontar como culpados e dignos da ira divina.

Josué, como sumo sacerdote, representava toda a nação de Israel, e, através dele, Satanás oportunizou uma forma de acusar a Deus de agir com injustiça. Afinal, aquele povo que permanecia tão sujo quanto antes de ser levado cativo merecia a destruição. Porém, a oposição do inimigo encontrou a mesma forte mão que do Céu o expulsou (Ap 12:7-9). “O acusador de nossos irmãos” (Ap 12:10) não tem resistência diante de Miguel, o “Anjo do SENHOR”, Aquele que é semelhante a Deus e que Se apresentou como “SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23:6), Senhor dos Exércitos que luta por nós. Algo semelhante ocorreu quando “o arcanjo Miguel… contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés” (Jd 1:9). De igual sorte, o inimigo sai derrotado pelo poder da Palavra do SENHOR: “O SENHOR te repreende, ó Satanás” (v.2).

As vestes sujas de Josué representavam as iniquidades de Israel e somente Jesus tem o poder de alvejar os nossos pecados com Seu sangue e nos vestir “de finos trajes” (v.4). Foi Ele que trocou as vestes de folhas de figueira de nossos primeiros pais (Gn 3:21) e lhes vestiu “com trajes próprios” (v.5). Foi Ele que tirou de José as vestes de prisioneiro e lhe vestiu com trajes reais (Gn 41:40). E é Ele que deseja cobrir a nossa nudez com as Suas “vestiduras brancas” (Ap 3:18). A nossa única participação nesta obra chama-se: entrega diária. Assim como o ministério sacerdotal de Josué consistia em sacrifícios diários, como “sacerdócio real” (1Pe 2:9), eis os sacrifícios que o Senhor requer de nós: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51:17).

Aqueles que depositam o coração como oferta voluntária a Deus, diariamente, e buscam andar em obediência à Palavra da Verdade, um dia “hão de julgar o mundo” (1Co 6:2) e, sentados em tronos, receberão de Deus a “autoridade de julgar” (Ap 20:4). Mas, até lá, se Jesus não Se “atreveu a proferir juízo infamatório contra ele [Satanás]” (Jd 1:9), porque ousamos infamar nossos irmãos? A Bíblia deixa duas coisas muito claras, amados: a obra de Cristo é salvar e a obra de Satanás é acusar. Lembremos do que Cristo afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6:24). A quem você tem servido?

Seja sincero com Aquele que não somente vê as tuas “roupas sujas”, mas que também enxerga a tua nudez. Ele deseja te vestir com as vestes de Sua justiça, mas para isso você precisa tomar a decisão de Josué, e estar diante de Jesus dia após dia. Satanás vai te acusar. Você vai sentir que as suas forças acabaram e que não há mais jeito para o seu caso. Então, com ternura Jesus lhe dirá: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9). A “pedra única” que estava perante Josué é a mesma que tirou “a iniquidade desta terra, num só dia” (v.9). “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe 2:7). “E a pedra é Cristo” (1Co 10:4).

Que, “naquele dia” (v.10), quando estaremos gozando do “prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14), possamos convidar ao nosso próximo para deleitar-se das delícias da eternidade (v.10) e que, até lá, a nossa vida seja para os nossos semelhantes um convite para fazer parte desta eterna alegria.

Bom dia, “sacerdócio real”!

Desafio do dia: Inicie o ano lendo um bom livro. Sugiro que entre no site da Casa Publicadora Brasileira e adquira um livro de seu interesse.
Acesse www.cpb.com.br

Rosana Garcia Barros

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ZACARIAS 2, Comentado por Rosana Barros
9 de janeiro de 2018, 0:30
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“Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o SENHOR” (v.10).


Dando continuidade à mensagem da segunda visão, a terceira visão de Zacarias revela o resultado daquela. Derrotados “os chifres” (Zc 1:19), isto é, os inimigos de Israel, a vitória seria tão grande que a cidade não necessitaria de muros, mas o Senhor mesmo lhe seria por “muro de fogo em redor e… no meio dela, a Sua glória” (v.5). Mas o toque de rebate deveria ser respeitado. Os filhos do Seu povo precisavam obedecer a ordem de sair de Babilônia: “Fugi, agora, da terra do Norte, diz o SENHOR” (v.6). O chamado era sério e urgente.

Mediante tamanha urgência, deveria todo o povo sair imediatamente daquela terra de exílio e dirigir-se à terra da liberdade. E ai de quem tocasse “na menina do Seu olho” (v.8). A promessa de proteção era para Israel um bálsamo diante de todo o sofrimento que havia passado devido a opressão de povos inimigos. Mas Deus vai além das expectativas de um povo que esperava a glória de um reino terrestre. Um vislumbre do celeste lhes é concedido e, muito acima de uma cidade com fortalezas, Deus promete um lugar de paz, onde Ele estabelecerá a “Sua santa morada” (v.13).

Eis que venho” (v.10) é a promessa dAquele que também prometeu urgência: “Eis que venho sem demora” (Ap 22:7). E o que fazemos ainda perdendo tempo e colocando a nossa salvação em risco comungando com os pecados da atual Babilônia? Muitos há que pensam que apenas provar das “finas iguarias” (Dn 1:8) do príncipe deste mundo não lhes tirará o direito de comer “da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Ap 2:7), e se iludem com uma religião de aparências enquanto nutrem a alma com pecados que estão a ponto de converterem-se em pecado contra o Espírito Santo (Mt 12:32).

Eh! Salva-te” (v.7) é um clamor que chega até nós como um eco persistente de um Deus que não desiste de ninguém. Quando o justo Juiz levantar-Se “da Sua santa morada” (v.13), até o céu ficará em silêncio (Ap 8:1). A Sua justiça virá para destruir “os que destroem a terra” (Ap 11:18) e para salvar aqueles que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12:11).

O tempo de angústia que diante de nós está é descrito pelo profeta Daniel como um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn 12:1). O cumprimento das profecias nos mostram que este tempo já está começando. E qual tem sido a nossa atitude? Estamos de fato e de verdade preparados para enfrentar a grande e última fúria do Maligno? Como Daniel e seus amigos, a nossa fé tem sido fortalecida no sentido de negar com firmeza tudo aquilo que não faz parte da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2)?

Amados, enquanto não compreendermos o verdadeiro sentido da ordem “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe 1:16), continuaremos depositando a nossa confiança em nossos trapos de imundícia (Is 64:6). A santidade é concedida por Deus como porções diárias e, gradativamente, crescentes. Ela não faz com que você e eu deixemos de ser pecadores, mas nos habilita a andar no Espírito e fugir das obras da carne (Gl 5:16). Todo aquele que, todos os dias, queda-se aos pés de Jesus a invocar-Lhe o nome, que faz de Sua Palavra a bússola de sua vida, recebe do Céu a aprovação de Deus e a promessa da salvação.

Quer você morar na santa morada do Altíssimo? “Fugi, agora” (v.6), das práticas abomináveis deste mundo! “Canta e exulta” (v.10) ao Deus da tua salvação! Porque eis que Ele vem sem demora para buscar um povo peculiar, que não se curvou diante do deus deste século; que não se conformou com os “tempos difíceis” e que fugiu da companhia dos escarnecedores (2Tm 3:1-5). Um povo cujos princípios de vida não podem ser confundidos com a impiedade deste mundo. Um povo que “é gente sábia e inteligente” (Dt 4:6) e que se mantém fiel “ainda que caiam os céus” (Ellen G. White).

Siga as orientações de Jesus em Mateus 6:6. Hoje, entra no teu quarto e fechada a porta, rasgue o seu coração diante do Senhor (Jl 2:13) e faça disto uma prática constante e diária. Daniel venceu fazendo isto “três vezes por dia” (Dn 6:10). Quão pouco é diante de todo o tempo de graça que nos é ofertado! Hoje, decida “firmemente” (Dn 1:8) buscar ao Senhor enquanto pode achá-Lo e invocar-Lhe o nome “enquanto está perto” (Is 55:6). “Salva-te” (v.7)!

Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

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ZACARIAS 1, Comentado por Rosana Barros
8 de janeiro de 2018, 0:30
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“E este me disse: Clama: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião” (v. 14).


Contemporâneo de Ageu, o profeta Zacarias inicia o seu ministério com uma exortação ao arrependimento. A sua geração começou a gozar da liberdade do exílio babilônico. Após os setenta anos, como profetizou Jeremias, Deus cumpriu a Sua promessa (Jr 25:11). Contudo, a realidade espiritual daquela nova geração não diferia muito daquela sobre a qual o “SENHOR Se irou em extremo” (v.2). Semelhante aos seus antepassados que saíram do Egito carregando o fardo dos costumes e práticas pagãs, assim também os judeus saíram de Babilônia contaminados pela cultura daquela nação. Algo precisava ser feito.

Tornai-vos para Mim” (v.3) é o chamado de um Deus que não depende da nossa atenção, mas que conhece o resultado de nossa recusa. “Convertei-vos, agora” (v.4) é o clamor de um Pai que tem pressa de correr para abraçar e beijar o filho que se arrepende. Deus deu para o Seu povo a oportunidade de recomeçar da maneira correta: aproximando-se dEle e reconhecendo a sua incapacidade de andar sozinho.

Na primeira visão do profeta, cavalos de diferentes cores aparecem. E um anjo faz as vezes de oráculo de Deus para responder a Zacarias. Enviados por Deus “para percorrerem a terra” (v.10), aqueles cavaleiros apresentaram um relatório que, à vista da violência e miséria que têm assolado a humanidade, seria praticamente a notícia mais ovacionada de todos os tempos: “… eis que toda a terra está, agora, repousada e tranquila” (v.11). Seria ou não seria a notícia do século? Só que o sentido desta tranquilidade mundial não tinha nada a ver com o fim da violência ou a erradicação da miséria, mas com a atitude despreocupada do mundo diante da iminência de um juízo definitivo.

O profeta foi enviado aos habitantes de Jerusalém com o fim de alertá-los de que não caíssem na mesma cilada sutil e fatal. E, apesar de que Zacarias e os demais profetas “não vivem para sempre” (v.5), e do contexto histórico ali envolvido, as palavras do Senhor e os Seus estatutos, que Ele prescreveu aos Seus profetas nos alcançam hoje (v.6) e temos o privilégio de entender os oráculos de Deus da mesma forma que a Zacarias foi concedido compreender. O Espirito Santo nos foi enviado a fim de nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13), e precisamos fazer uso desta promessa e não comungar com os “que vivem confiantes” (v.15), os que não temem ao Senhor.

Com grande empenho” (v.14), Deus tem agido em favor da humanidade, chamando a todos para fazer parte de Seu Reino eterno. No entanto, até mesmo aqueles que se chamam pelo Seu nome encontram-se eclipsados pelo presente século. O livre acesso que temos, através da tecnologia, às mais diversas culturas, tem causado um verdadeiro caos mental. E quando a mente é absorvida pelo prazer das novas experiências, entramos em um terreno perigoso sobre o qual já nos tinha advertido Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

A Zacarias foi apresentado o triste cenário de um mundo conformado. Um mundo onde o que importava era o bem-estar de cada um. E isto causa “grande indignação” (v.15) no coração de Deus. Pessoas que vivem apenas em função de nutrir uma vidinha egoísta e medíocre. A comodidade é tida como bênção, enquanto descansam na beira de um abismo. O Espirito Santo “clama outra vez” (v.17) a cada um de nós: Despertai do sono, vocês que estão dormindo! “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR!” (Jr 22:29). E Ele nos responderá com “palavras boas, palavras consoladoras” (v.13), voltará para nós “com misericórdia” (v.16), nos “consolará… e ainda [nos] escolherá” (v.17) para habitar em Suas moradas.

Turbai-vos, vós que estais confiantes… até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto” (Is 32:11 e 15). Então, muito em breve, no grande Dia do Senhor, diante de uma multidão de redimidos, como Zacarias, teremos o privilégio de perguntar ao nosso anjo: “meu senhor, quem são estes?” (v.9), e ele nos responderá: “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14) e você, pela graça de Jesus, faz parte deste grupo!

Bom dia, redimidos do Senhor!

Desafio do dia: Sabe aquela pessoa que você pensa não ter jeito? A partir de hoje, faça um propósito de orar por ela todos os dias e creia que 2018 não encerrará sem que um milagre aconteça.

Rosana Garcia Barros

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