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“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (v.28).
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“Sereis odiados de todos por causa do Meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (v.22).
O discurso de Jesus neste capítulo é um verdadeiro choque de realidade para Seus discípulos. Formado o Seu pequeno grupo especial, Cristo tomou o cuidado de adverti-los quanto a sua missão e as dificuldades que envolveriam a mesma. O público alvo do discipulado seria “as ovelhas perdidas da casa de Israel” (v.6), o que não era uma tarefa nada fácil, dada a incredulidade do povo quanto ao ministério messiânico de seu Mestre. Jesus expôs algumas características que devem compor a vida de Seus seguidores:
- Devem manter o foco (v.5-6);
- Pregar “que está próximo o reino dos céus” (v.7);
- Viver o amor prático (v.8);
- Depender de Deus mediante uma vida altruísta: “de graça recebestes, de graça dai” (v.8);
- Ter uma vida simples (v.9), mas com dignidade (v.9);
- Ser corteses (v.12);
- Ser prudentes (v.14 e 16);
- Ser cuidadosos (v.17);
- Confiar na ação e provisão divina (v.19);
- brir mão da própria vida por amor a Cristo (v.39).
Diante de um mundo secularizado e individualista, provavelmente, vivemos em uma das piores épocas de se viver o discipulado. Apesar do direito fundamental quanto a liberdade de crença ainda poder ser proclamado e defendido, parece que quanto mais liberdade temos, mais nos acomodamos em nossas confortáveis igrejas, pregando um evangelho que na realidade não vivemos. O evangelho prático conforme os métodos e instruções de Cristo requer renúncia. E perante a sociedade, inclusive a religiosa, uma vida de abnegação não combina com o estereótipo da prosperidade criado por tradições humanas. Cristo não disse que os Seus seguidores viverão de esmolas, e sim que “digno é o trabalhador do seu alimento” (v.10). Mas Ele também não prometeu riquezas ou prestígio, pelo contrário, nos advertiu acerca das dificuldades e perseguições. Ele prometeu sim, recompensas eternas, “tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt 6:20).
A nossa missão é estar constantemente aprendendo na escola de Cristo e, mediante a ação do Espírito Santo, falaremos e viveremos conforme a Sua guia. Não temos o que temer diante dos que desejam o nosso mal, pois eles podem até resumir a nossa jornada nesta terra, mas não podem nos tirar a vida eterna em Cristo Jesus. A nossa família deve sempre ser o nosso primeiro público alvo na pregação do evangelho, mas Jesus também nos advertiu que nem sempre seremos bem-vindos, inclusive pelos da nossa “própria casa” (v.36).
Uma coisa é certa: Jesus lançou por terra a teologia barata de que a vida de Seus seguidores são só flores. Contudo, também deixou bem claro de que Ele tem cuidado de nós (v.31). Aquele que amou até à morte uma humanidade ingrata e imerecedora, espera que, de igual forma, possamos viver o maior dos dons: o amor. Amor a Deus e amor ao próximo é o que deve reger a nossa vida e nos impulsionar a almejar seguir os passos de Jesus (1Pe 2:21). Em um tempo profético onde o amor de quase todos está esfriando (Mt 24:12), perseverança é o segredo da vitória final. Onde o ódio impera, aquele que perseverar no amor certamente manifestará “plena luz” (v.27) e “será salvo” (v.22).
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Assim como um filho que ama a seus pais tem prazer em obedecê-los, aquele que ama a Deus Lhe obedece e busca viver o amor. Um verdadeiro discípulo de Cristo não é aquele que se esforça por mostrar que suas obras O testificam, mas aquele cuja vida escondida em Cristo manifesta o Seu caráter. Que o Espírito Santo derrame em nosso coração o amor de Deus (Rm 5:5) e faça de nós verdadeiros discípulos:
“Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).
Bom dia, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus10 #RPSP
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“Vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (v.36).
Mal havia chegado em “Sua própria cidade” (v.1), e foi levado à presença de Jesus “um paralítico deitado num leito” (v.2). Era evidente, diante das testemunhas oculares, que aquele homem desejava a cura física. Mas o Leitor de corações sabia que a cura física seria apenas um paliativo para o que ele realmente necessitava. E vendo-lhe a angústia que o maltratava mais do que a própria enfermidade, Jesus proferiu as palavras de cura: “Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados” (v.2). Se aquele homem tivesse voltado para sua casa novamente carregado, ainda assim, voltaria glorificando o nome de Deus. Mas a cura de sua enfermidade seria uma prova da autoridade de Cristo “para perdoar pecados” (v.6) perante os corações petrificados pelo orgulho.
De todos os milagres, o maior milagre que Cristo realizava por onde passava era o do perdão. Em cada vista restaurada, em cada leproso purificado, em cada endemoninhado liberto, em cada chamado realizado (v.9), a Sua voz, o Seu toque, o Seu olhar diziam: “Alegra-te! Eu te perdoei!”. A maior alegria do Salvador era a de estar rodeado de pessoas; de assentar-Se à mesa com “publicanos e pecadores” (v.10). O Seu “consultório” era onde estavam “os doentes” (v.12). O Seu lema era: “Misericórdia quero e não holocaustos” (v.13) (e continua sendo o mesmo!). A obra de Cristo é a de salvar pecadores. Ser justo mediante esforços próprios não passa de justiça imprestável (Is 64:6). Justo é aquele a quem Deus chama de justo (Gn 6:9, Jó 1:8, Mt 1:19, Hb 11:4). Percebem a diferença?
Os meios que Deus nos deixou para que possamos manter comunhão com Ele, quando usados fora do contexto, ou como um fim em si mesmos, perdem por completo a sua validade. O estudo da Bíblia, a oração e o jejum são ferramentas imprescindíveis para que possamos estabelecer um relacionamento íntimo com Deus, contudo, não são artigos de mostruário de santidade e nem certificado de garantia de justificação (era esta a justiça dos escribas e fariseus). Desde os nossos primeiros pais, a promessa é de que Jesus seria o nosso libertador (Gn 3:15). Não temos participação no plano da salvação. Nada do que façamos ou deixemos de fazer, muda o fato de que Cristo já pagou o preço de nosso resgate. A graça ilimitada nos confere “o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm 3:16).
Se permitirmos que Ele nos dê um novo coração; que transforme o odre velho em odre novo (v.17), nem a morte silenciará a nossa fé (v.18). Diariamente, estenderemos nossas mãos com o fim de apenas tocar as vestes de justiça do único que é verdadeiramente Justo (v.21; 1Jo 2:1). Mesmo tomados de cegueira por tanto tempo, do coração renovado romperá o intenso clamor diário: “Tem compaixão de [mim], Filho de Davi!” (v.27). O maior milagre que Jesus deseja realizar em nossa vida é o milagre do perdão. O profeta Isaías afirma esta necessidade e o apóstolo Paulo a confirma: “Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (Is 49:8; 2Co 6:2).
Assim como o foi com o paralítico de Cafarnaum, Jesus deseja nos curar de dentro para fora. São estes os trabalhadores que Ele convoca para a Sua seara (v.37). Roguemos, pois, “ao Senhor da seara” (v.38), que esta obra tenha início em nosso coração e, certamente, ela será naturalmente manifestada em nossa vida para a glória de Deus (v.8).
Feliz sábado, alvos do perdão divino!
Desafio do dia: Visite alguém que esteja enfermo. Seja um trabalhador da seara de Deus.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Mateus9
#RPSP
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“Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus” (v.11).
Considerada como um castigo de Deus, a lepra era uma das piores, se não a pior doença que existia. Desprezados e condenados à reclusão, os leprosos eram obrigados a ficar longe do convívio social e a anunciar à distância a sua triste sorte, gritando: “Imundo! Imundo!”.
Imagino o desespero das pessoas que cercavam Jesus quando aquele leproso fez o inesperado: aproximou-se. Provavelmente, ele estava esperando que Jesus descesse do monte e que as multidões se dispersassem para ter a chance de encontrá-Lo, mas “as multidões O seguiram” (v.1). Ele não poderia perder a sua única oportunidade de cura e num ato de fé e coragem, se aproxima e adora Aquele que reconhece como o seu Salvador. Jesus, então, faz o que por muito tempo aquele homem não sentia. “Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe” (v.3). E o toque da Onipotência aliado à fé da sofredora alma tornou puro o que era imundo.
Igualmente desprezados pelos judeus, os oficiais romanos não passavam de inimigos. Os centuriões eram encarregados de cuidar de cem soldados. E após o relato do leproso, o registro da fé do centurião romano é usado por Cristo como uma ilustração acerca da salvação para todos os povos. Enquanto Israel desprezava o seu Resgatador, aquele estrangeiro reconheceu o poder que há no Verbo da Vida (v.8). Uma só palavra, uma única ordem de cura, e, “naquela mesma hora, o servo foi curado” (v.13).
Chegando à casa de Pedro, Jesus se depara com outra enfermidade. Desta vez, era a sogra de Pedro que estava “acamada e ardendo em febre” (v.14). “Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou” (v.15). A sequência de curas relatadas neste capítulo não foi ao acaso. Um leproso, um estrangeiro e uma mulher. Os grupos de pessoas mais rejeitados por Israel. Jesus toca no leproso, exalta a fé de um estrangeiro e Se compadece de uma mulher tomando-a pela mão. Eis o Deus da Bíblia! Eis Aquele que mostrou a verdadeira face do Pai (Jo 14:9-10) e que cumpriu fielmente a profecia: “Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (v.17).
Seguir a Jesus quando tudo se revela em bênçãos é fácil, difícil é continuar O seguindo quando surgem as dificuldades e as tempestades da vida. São nesses momentos que nos é dada a oportunidade de clamar: “Senhor, salva-nos! Perecemos!” (v.25). O fato de Jesus estar dormindo em um momento de tanta turbulência para os discípulos não mudava o fato de que Ele estava no barco. Há uma frase de um filme, que aprecio muito, que diz: “Quando o aluno está fazendo prova, o professor fica em silêncio”. As provas não surgem para nos destruir, mas são permitidas a fim de nos fortalecer. E quando clamamos com fé, Jesus repreende os ventos e o mar da vida, e faz-se “grande bonança” (v.26).
De um mar em fúria, Jesus e Seus discípulos se deparam com endemoninhados furiosos (v.28). Ele poderia tê-los ignorado, afinal não tinha quem apelasse por eles. Mas Aquele que lê corações assistiu a angústia de alma daquelas vítimas do inimigo. Reconhecendo que diante deles estava o Filho de Deus, os demônios rogam para que Jesus os enviasse a uma manada de porcos. Assim foi feito e a manada precipitou-se “despenhadeiro abaixo” (v.32), e morreu. A notícia alarmou toda a cidade que, indo ao encontro de Jesus, não se maravilhou ao ver os que antes eram furiosos algozes em homens serenos, mas rogou para que Jesus fosse embora dali.
Encontramos exemplos de pessoas que foram ao encontro de Jesus e de Jesus indo ao encontro de pessoas. No toque, na palavra, Ele oferecia muito mais do que a cura, mas um amor que promovia a verdadeira alegria. Infelizmente, muitos têm ido ao encontro de Jesus simplesmente para dizer que Ele vá embora. Enxergam suas frustrações e dificuldades como sendo Sua culpa, perdendo o sublime privilégio de Sua companhia. Jesus, “meramente com a palavra” (v.16), deseja realizar em nossa vida a perfeita cura do coração.
Vá ao Seu encontro, agora, assim como você está e, certamente, você não sairá do mesmo modo.
Bom dia, curados por Cristo Jesus!
Peça a Deus com fé: “Senhor, se quiseres podes purificar-me” (v.2).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Mateus8
#RPSP
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“… pelos seus frutos os conhecereis” (v.20).
O julgamento no qual Jesus se referiu dando ênfase ao seu uso indevido não se referia à prática da justiça legal, mas ao juízo particular com relação às falhas alheias. Somos juízes por excelência e brilhantes comentaristas. Se tem um pecado no qual podemos fazer nossas as palavras de Paulo: “… o mal que não quero, esse faço” (Rm 7:19), é o julgamento temerário. Há uma diferença entre uma pessoa crítica e aquela que usa de discernimento para saber como lidar com pessoas e situações. O julgamento condenado por Cristo é aquele que é ofensivo, iracundo e que não tem nenhum interesse em contribuir de alguma forma para ajudar aquele que errou ou que simplesmente agiu de maneira que o crítico desaprova. Ele deixou esta diferença clara quando advertiu que precisamos ter cuidado com pessoas deliberadamente maldosas ou impuras, aos quais denominou “cães” e “porcos” (v.6), como também com os falsos profetas, os famosos lobos “disfarçados em ovelhas” (v.15).
Mais uma vez, a oração ganha destaque no discurso de Jesus sendo agora incentivada no sentido de confiar na provisão divina. Ele nos diz: “Peçam e vocês receberão”. A comparação feita com o pedido de um filho a seu pai ilustra o desejo de aliar a vontade humana (filhos) com o poder divino (Pai). Em Sua infinita bondade, Deus está mais disposto em nos conceder as Suas bênçãos do que nós estamos dispostos a pedi-las. Um coração egoísta, crítico e que não confia nos cuidados do Pai, jamais irá receber as bênçãos que são reservadas para aqueles que desejam as mesmas bênçãos para seus semelhantes, isto é, aqueles que praticam “a Lei e os Profetas” (v.12). Os verbos pedir, buscar e bater denotam insistência de quem confia que em algum momento receberá, encontrará e a porta “abrir-se-lhe-á” (v.8).
A nossa resposta diante dos ensinos de Cristo, é o que define a porta em que escolhemos entrar e o caminho que estamos seguindo. Jesus disse: “Eu sou a porta” (Jo 10:9). Contudo, infelizmente, “são poucos os que acertam com ela” (v.14). Porque não basta dizer: “Senhor, Senhor!” (v.21) para entrar no reino dos céus. Mas aquele que faz a vontade do Pai, “que edificou a sua casa sobre a rocha” (v.24) através de uma fé prática, que “produz bons frutos” (v.17), naquele Dia, não ouvirá: “Nunca lhe conheci” (v.23), e sim: “Vinde, bendito(a) de Meu Pai” (Mt 25:34).
As multidões ficaram maravilhadas com incomparável ensinamento (v.28). Nunca haviam sido ensinadas de tal forma e nunca haviam se sentido tão amadas. Enquanto os líderes religiosos as excluíam, Jesus as incluiu, colocando a todos num só patamar. Não existe um mau testemunho pior do que a hipocrisia e tentar desculpá-la pode ser fatal. Estamos, de fato, vivendo o amor prático? Estamos, verdadeiramente, nos alegrando com os que se alegram e chorando com os que choram (Rm 12:15)? O evangelho de Cristo não consiste em encher igrejas, mas em fazer discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28:19). E não existe método mais eficaz de discipular do que o exemplo. “Se já foi indispensável compreender e seguir os corretos métodos de ensino de Cristo, bem como imitar-Lhe o exemplo, este tempo é agora” (Ellen G. White, Carta 322, 1908).
Não ocupemos a nossa mente com julgamentos e críticas que em nada contribuem para o avanço da obra sagrada, mas que, pela graça de Deus, busquemos seguir com diligência o exemplo de Jesus, “com toda oração e súplica” (Ef 6:18), e o Espírito Santo nos habilitará a sermos Seus fiéis discípulos em busca de mais discípulos.
Bom dia, fiéis discípulos de Cristo!
Desafio do dia: Memorize as bem-aventuranças (Mt 5:3-12). Permita que o Espírito Santo as escreva nas tábuas do teu coração (2Co 3:3).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Mateus7
#RPSP
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“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome” (v.9).
Continuando o sermão da montanha, após elencar princípios fundamentais que devem reger a vida cristã, ampliando conceitos e reivindicando o verdadeiro caráter do Pai, neste capítulo Jesus apresenta como principal enfoque o objetivo da prática do cristianismo, iniciando com uma advertência e encerrando com outra. A publicidade que se dava aos atos religiosos era notoriamente carregada de presunção. Havia certa disputa eclesiástica quanto à quantidade e qualidade das obras realizadas. Estar em evidência era o maior objetivo a ser alcançado, julgando que isto era prova incontestável da bênção e aprovação de Deus. Então, Cristo lança por terra esta ideia distorcida e afirma que todo aquele que faz o que é justo com a finalidade de, em uma linguagem contemporânea, ganhar mais curtidas, likes, compartilhamentos e visualizações, não terá o galardão de Deus (v.1).
Em Suas muitas misericórdias, Jesus passa a ensinar a maneira correta de proceder com justiça. Ele nos ensina como ajudar as pessoas, como orar, como jejuar e nos dá incríveis lições de abnegação, coerência e confiança. Ele não lançou palavras ao ar e simplesmente disse: Vão e façam o que Eu falei. Mas Ele falou e viveu. A vida de Cristo foi uma ilustração viva de Suas palavras e, por Seu exemplo, ensinou muito mais do que o mundo tivesse capacidade de registrar em livros (Jo 21:25). Em Sua simplicidade, amor e altruísmo, portava-Se com discrição e profundo interesse de salvar. Suas ações não eram ovacionadas por Ele mesmo, mas em tudo, buscava apontar os olhos humanos para o trono do Pai. Não ajudava a fim de ser visto, Suas orações eram feitas em audiência secreta com o Pai e, ao jejuar, o fez no deserto. Sublime Exemplo!
Precisamos experimentar esta comunhão que Jesus mantinha com o Pai. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça” (v.33) não significa tentar mostrar aos outros que nós pertencemos a Ele, e sim o estilo de vida de todo aquele que não precisa mostrar que faz, porque ele simplesmente é. Chega de falar, amados! É tempo de viver! É como uma fruta bichada; mais cedo ou mais tarde alguém vai parti-la e descobrir que não presta. “Portanto, caso a luz que em [nós] há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (v.23).
Jesus nos aponta o caminho da verdadeira felicidade e descarta todas as ofertas que este mundo apresenta como sendo a solução para os nossos problemas. Comer, beber, vestir e acumular riquezas tem consumido toda a atenção do homem e desviado nossos olhos do que realmente importa. A comunhão com Deus é o antídoto contra o veneno da ansiedade e da ganância e nos protege de nós mesmos e do perigo de “servir a dois senhores” (v.24). Porque, qual de nós, por mais ansiosos que estejamos, podemos acrescentar um instante sequer à nossa vida? (v.27). Seja Deus suficiente em nossa vida, e viveremos uma experiência tão extraordinária aqui, que só a eternidade explicará.
Onde está o teu coração (v.21)? Decida, a partir de hoje, em nome de Jesus, depositá-lo todos os dias diante dAquele “que está em secreto”, e Ele, “que vê em secreto, te recompensará” (v.6). Que a oração do Pai nosso não seja por nós simplesmente falada, mas vivida!
Bom dia, filhos do Pai que está nos céus!
Desafio do dia: Coloque em prática, hoje, os dois primeiros ensinamentos de Cristo: Ajude alguém sem que ninguém saiba e tenha um momento de oração particular.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Mateus6
#RPSP
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“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (v.20).
A partir de hoje, iniciamos o estudo de três capítulos que irão mudar para sempre a nossa vida e o equivocado e popular conceito de vida cristã. Nos dias de Cristo, o modelo religioso da sociedade era o dos escribas e fariseus. Sob o manto do zelo e das incontáveis tradições, estes grupos de religiosos julgavam-se santos e dignos do louvor da “plebe pecadora”. Com oratória impecável, orações eloquentes e moral aparentemente incontestável, sua presença era imponente e intimidante. Não tinham qualquer simpatia pelos necessitados, apesar de ostentar uma vida de caridade a fim de serem vistos. Era uma vida cheia de obras, mas vazia do poder de Deus. Eram mestres de si mesmos.
Então, as multidões se depararam com um Rabi diferente. As Suas palavras não soavam intimidantes, mas preenchiam os corações solitários com um amor inexplicável. Sua pregação não tinha por finalidade acusar, mas salvar. Suas mãos não lhes apontava as mazelas, mas se estendiam para curá-las. Seus olhos não os criticavam, mas os amava. Ele não Se sentou para condená-las, mas para ensiná-las (v.2). E Suas primeiras palavras exprimiam o primeiro fundamento da vida cristã: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (v.3). Isto é, feliz é aquele que confessa: “Deus, eu não consigo!”. Vocês sabem o que isso representa? A maravilhosa graça de um Deus que nos diz: “Eu já consegui por você!”.
Quando Jesus afirmou que o reino dos céus é dos pequeninos (Mt 19:14), Ele estava replicando Mateus 5:3, em outras palavras. O salmista Davi nos dá um vislumbre do que seja experimentar esta verdadeira felicidade e paz: “Fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo” (Sl 131:2). A entrega a Deus envolve plena confiança nos cuidados do Único capaz de nos salvar. Feito isto, as demais bem-aventuranças irão cumprir-se em nossa vida, e o Espírito Santo nos fará sal e luz em um mundo que, assim como as multidões ao pé do monte, carece de ver obras que glorifiquem a Deus (v.16).
Em todas as épocas, o Senhor tem convocado um exército de bem-aventurados que siga as pegadas de seu Mestre e proclame a sublime verdade de que Ele veio para nos dar exemplo, e não para revogar o que Ele mesmo promulgou: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (v.18). Ainda vivemos sob o mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, violar a lei de Deus usando a preciosa graça de Jesus como desculpa é pecado e é um ensino contrário ao que Ele mesmo ensinou: “… não vim para revogar, vim para cumprir” (v.17).
Na sequência, Ele faz o que Isaías profetizou a Seu respeito: “Foi do agrado do SENHOR, por amor da Sua própria justiça, engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is 42:21). Então, Ele continua o Seu mais famoso sermão ampliando, tornando ainda mais gloriosos, mandamentos do Decálogo que os líderes religiosos zelavam com rigor, enquanto os transgrediam constantemente em seu íntimo. “Não matarás” (Êx 20:13) e “Não adulterarás” (Êx 20:14), foram postos em um patamar muito acima da justiça dos escribas e fariseus (v.20). Jesus não revogou a Lei que é uma expressão de Seu próprio caráter, mas ensinou o verdadeiro modo de observá-la, o modo que agrada a Deus e que sucede a entrega do coração a Ele.
Nas bem-aventuranças Jesus já nos dá um vislumbre de que, ao contrário do que se prega nos púlpitos da prosperidade, a vida eterna é para os humildes, os que choram, os que não revidam o mal, os famintos e sedentos, os perseguidos, os injuriados, os injustiçados, porque a felicidade do cristão não está neste mundo e no que ele oferece, mas está em Cristo e na esperança da fiel promessa de “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe 3:13).
Quando confessamos a Deus que não conseguimos e nos entregamos totalmente aos Seus cuidados paternos; quando vamos a Ele com o coração de uma criança, o Seu amor vai sendo derramado em “nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm 5:5) e Ele mesmo vai nos tornando perfeitos como o Pai celeste é perfeito (v.48). Não é o que fazemos, portanto, que nos torna dignos da salvação, mas é a confissão da nossa indignidade que dá lugar ao Espírito Santo de fazer de nossa vida um troféu de Cristo para a glória de Deus. E a essência disto tudo é a perfeita obra do amor.
Permita que o milagre do amor opere em seu coração a verdadeira perfeição aos olhos de Deus: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (v.44). Lembre-se: o milagre começa quando você confessa: “Deus, eu não consigo!”.
Bom dia, humildes de espírito!
Desafio do dia: Inicie hoje um propósito de oração diário. Ore por todos aqueles que você tenha dificuldade de relacionamento, pedindo a Deus que o Espírito Santo derrame em seu coração o Seu amor incondicional.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Mateus5
#RPSP
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“Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (v.4).
Após Seu batismo, Jesus foi “levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (v.1). Muitos têm negligenciado ou ignorado este relato da vida de Cristo e perdido o grande privilégio de compreender esta fase da vida cristã que a maioria não está disposta a enfrentar. E por não darem atenção a esta importante fase do início do ministério terrestre de Jesus, não são poucos que diante dos “desertos” da vida têm abandonado a fé.
A primeira tentação lançada sobre Jesus foi a mesma que levou Eva a pecar. O fruto proibido foi mais uma vez oferecido sob o disfarce de transformar pedras em pães (v.3). Satanás tentou a Jesus justamente com o que mais o Seu corpo tinha necessidade naquele momento. Pelo apetite, tentou incitá-Lo a usar Seu poder divino para aliviar o Seu sofrimento. Contudo, obteve a resposta proveniente de uma vida de oração, jejum e estudo das Escrituras. Eis o trio espiritual que deve reger a vida cristã! Semelhante às tentações do deserto, Satanás tem usado as mesmas estratégias e, infelizmente, tem logrado êxito.
A condescendência com o apetite (v.3), a distorção da Palavra de Deus (v.6) e as atrações que o mundo oferece (v.8) têm sido as principais armas do inimigo contra aqueles que Cristo veio salvar. Aproveitando-se de um cristianismo fragilizado pela falta de comunhão, não é do interesse de Satanás que as pessoas saiam de suas igrejas, mas que ali permaneçam exatamente do jeito que estão: aparentemente santas, mas vazias por dentro. Notem que, assim como Jesus, o diabo também usou o “está escrito” (v.6). Ou seja, nem todo aquele que faz uso das Escrituras está sob a aprovação de Deus e multidões têm sido enganadas pelo mau uso das Sagradas Letras.
Muitos têm caído no engodo de que o batismo é o início de uma vida sem problemas e, diante da primeira dificuldade, abandonam a fé. Iniciam a vida cristã sobre o frágil alicerce das emoções e esquecendo-se de seguir nos passos de Jesus, perdem o privilégio de serem servidos pelos anjos (v.11). Jesus mesmo afirmou que o caminho da vida eterna não é um caminho fácil, mas é apertado e poucos são os que conseguem acertá-lo (Mt 7:14), porque nem todos estão dispostos a abnegar do próprio eu para viver pela fé.
Após a vitória no deserto, “passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.17). A missão de Seu precursor, João Batista, agora Ele tomou em Suas mãos. E como precursores de Sua segunda vinda, a mensagem que ao povo do advento foi confiada tem sido pregada há mais de cento e cinquenta anos. Como o foi na era messiânica, assim se dará em nossos dias, quando Deus mesmo procurará as Suas ovelhas e as buscará (Ez 34:11). Jesus está convocando um povo que, à semelhança dos discípulos, “imediatamente” (v.20) têm deixado tudo para segui-Lo. Homens e mulheres que, no mesmo instante, aceitem ao chamado salvífico: “Vinde após Mim” (v.19).
O desejo de Cristo é o de curar a todos (v.24). Mas “numerosas multidões” (v.25) O tem seguido apenas com esta finalidade. Dão mais valor às bênçãos do Senhor do que ao Senhor das bênçãos. Amados, Jesus obteve a vitória no deserto para que hoje possamos ser vitoriosos com Ele. Se apenas seguirmos nos Seus passos, pelo Seu poder, seremos mais que vencedores. Creia que, em nome de Jesus, o resultado do seu deserto será o de um inimigo derrotado e de um banquete preparado pelo Céu (v.11).
“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7).
Bom dia, vencedores em Cristo!
Desafio do dia: Forme uma dupla missionária e aliste-se no exercito do Deus Vivo. Procure o diretor de ministério pessoal da sua igreja.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Mateus4
#RPSP
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“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.2).
Filho de pais zelosos e tementes a Deus, João Batista veio ao mundo com uma missão tão grandiosa, que o próprio Jesus o considerou o maior ser humano que já pisou nesta terra (Mt 11:11). Com vestes peculiares e uma mensagem arrebatadora, João atraía multidões ao “deserto da Judeia” (v.1). Como profetizara Isaías, “a voz do que clama no deserto” (v.3) iniciou a obra de preparar os corações para receber o Messias. João não estava preocupado em agradar pessoas e deixou isto bem claro ao dirigir-se aos fariseus e saduceus com as duras palavras: “Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?” (v.7). A sua vida, tal qual a sua mensagem, era um testemunho de amor, abnegação e serviço. E as pessoas “saíam a ter com ele” (v.5) porque viram em João o que jamais conseguiram ver em seus líderes religiosos.
Há uma sequência neste relato sobre a missão de João que nos aponta a realidade da igreja de Deus naquela época e nos últimos dias:
- “Arrependei-vos” (v.2). Esta deveria ser a primeira atitude do povo. Este deve ser o nosso primeiro passo. É sempre a primeira entonação do chamado de Deus aos Seus filhos;
- “… porque está próximo o reino dos céus” (v.2). Porque o Messias logo iniciaria o Seu ministério terrestre. Porque Cristo logo voltará a esta Terra;
- “e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão” (v.9). A “síndrome” de Laodiceia já existia e hoje tomou corpo bem mais preocupante, pois pouco tempo resta para definirmos de que lado estaremos na batalha final;
- “Eu vos batizo com água” (v.11). O batismo é um passo essencial na vida do cristão. O próprio Jesus, livre de pecado, foi batizado para que se cumprisse “toda a justiça” (v.15), nos deixando exemplo para que façamos o mesmo;
- “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (v.11). O Espírito Santo nos foi outorgado como nosso Consolador, Instrutor e Guia. Mediante a Sua obra, somos preparados para suportar a fornalha da aflição e de lá sairmos como ouro refinado;
- “… recolherá o Seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (v.12). Há uma sacudidura em andamento e só estarão a salvo aqueles que produzem “frutos dignos de arrependimento” (v.8).
O batismo de Jesus foi um dos Seus atos mais significativos. Ao ser mergulhado nas águas do Jordão, Cristo não “sepultou” os Seus pecados, pois não os possuía. Mas aceitou a Sua missão, cuja vitória da ressurreição foi aclamada com antecedência pelo Pai, logo que saiu da água: “Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo” (v.17). Lendo um testemunho sobre um jovem de um país do Oriente Médio me emocionei com a sua sinceridade. Ao estudar a Bíblia e sendo conduzido pelo Espírito Santo às verdades do Senhor, ele entrou no banheiro de sua casa, encheu um balde, fez uma oração e jogou a água na cabeça com a intenção de batizar-se. Algum tempo depois ele aprendeu que o batismo é por imersão e teve a oportunidade de ser batizado da maneira correta.
Meus irmãos, a missão de João Batista preparou o caminho para a primeira vinda de Cristo e recebemos a mesma missão, mas desta vez para preparar o caminho para o Seu segundo advento. Assim como o Espírito Santo trabalhou no coração daquele sincero jovem, Ele tem trabalhado em nossos corações incansavelmente para que sejamos guiados “a toda a verdade” (Jo 16:13). O batismo é apenas a subida do primeiro degrau. Precisamos continuar subindo, subindo e como Paulo buscando “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl 3:1), almejando logo estar lá com Ele. Sigamos, pois, os passos de Jesus (1Pe 2:21) e, certamente, não erraremos o caminho.
Bom dia, trigo do celeiro do Senhor!
Desafio do dia: Se você ainda não se decidiu pelo batismo, não perca mais tempo. Procure uma igreja no site abaixo e prepare-se para tornar real a decisão mais importante de sua vida.
www.encontreumaigreja.com.br
Rosana Garcia Barros
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“E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo” (v.10).
Havia-se passado cerca de quatrocentos anos após a última profecia messiânica. Um longo período de silêncio foi então rompido por três “magos do Oriente” (v.1) que, de repente, fazem a perturbadora pergunta: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?” (v.2). Pergunta esta que alarmou não somente o ímpio rei Herodes, mas “toda a Jerusalém” (v.3). Imediatamente, foram convocados “todos os principais sacerdotes e escribas do povo” para deles saber “onde o Cristo deveria nascer” (v.4). De pronto, vem a resposta: “Em Belém da Judeia” (v.5), como escreveu o profeta Miqueias (v.6). Herodes, temendo perder o seu trono, reúne os magos em secreto e os persuade a informar-lhe onde estava Jesus para poder ir adorá-Lo, quando, na verdade, a sua intenção era matar Aquele que pensou lhe ser uma ameaça.
Apesar da terrível intenção de Herodes, a sua reação foi equivalente ao seu caráter maligno, mas a reação do povo de Jerusalém e de seus líderes religiosos foi ainda pior. Quão diferente foi a atitude dos magos comparada a deles! Percebendo a grandiosidade do que representava aquela nova estrela, partiram em uma longa e difícil viagem esperando ouvir de longe os cânticos de Jerusalém a receber o Seu Salvador. Mas que surpresa deve ter sido para aqueles sábios descobrir que eles eram os únicos na cidade “santa”, ansiosos por ver o recém-nascido Messias. Aqueles homens do Oriente podiam não saber todas as informações acerca do Cristo, mas mostraram aos sacerdotes e escribas que não bastava o conhecimento das Escrituras, mas o conhecimento do Deus das Escrituras. E, como iniciaram a sua viagem, da mesma forma continuaram, apenas os três. Nenhum do povo os acompanhou. Nenhum dos líderes religiosos mostrou interesse de unir-se a eles para adorar e levar seus tesouros Àquele que trocara os tesouros celestes por uma vida de escárnio e privações.
Mal havia nascido, e o tão “esperado” Messias foi rejeitado e perseguido. “Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1:11), tendo que partir com seus pais para o Egito (v.13). Satanás utilizou de todos os meios que podia para interromper o milagre da salvação. Em sua fúria e terror ao ver cumprir-se a fiel promessa, Herodes foi seu instrumento para amortizar ainda mais a mente do povo, desviando a atenção do nascimento do Salvador para a morte de tantas crianças inocentes (v.16). O que profetizou Jeremias se cumpriu. E os vivas de júbilo foram trocados por inconsolável pranto (v.18). Mas a missão salvífica havia apenas começado e, durante trinta anos, Jesus testemunhou as rudezas de um mundo imerso no pecado, antes de sentir a dor da rejeição do povo que se chamava pelo Seu nome.
A triste condição espiritual de Israel na primeira vinda de Cristo não é dessemelhante da que prevalece no meio cristão de hoje. Assim como as profecias apontavam para o exato cumprimento do nascimento do Salvador, diante de nossos olhos as profecias se cumprem e se avolumam indicando que o relógio do Apocalipse está prestes a soar a “meia-noite” (Mt 25:6). O Espírito Santo tem exclamado “com potente voz” (Ap 18:2) o derradeiro clamor e, da mesma forma que se deu com os magos do Oriente tem acontecido nestes últimos dias. Há uma igreja invisível sendo chamada em todo o globo terrestre enquanto o povo do advento dorme e, à semelhança dos sacerdotes e escribas, gaba-se do conhecimento: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap 3:17). A Bíblia não foi escrita para nos fornecer informações, mas para transformar a nossa vida. Estudar as Escrituras a fim de assegurar a vitória nos debates é para Deus considerado inútil e fútil (Tt 3:9). Mas estudá-la a fim de obter o verdadeiro conhecimento redundará em vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17:3).
Muito em breve, o exército de anjos entenderá que chegou a hora de brilhar não mais como uma estrela no firmamento, de erguer um cântico não apenas aos pastores no campo (Lc 2:13), mas chegada é a hora de toda a humanidade contemplar a Majestade dos Céus e a uma só voz exclamar: Só o Senhor é Deus! Que, assim como o foi com os magos do Oriente, seja esta a nossa reação diante do advento do nosso Redentor. Alegremo-nos, povo do Senhor, “com grande e intenso júbilo” (v.10), pois eis que o nosso Rei vem vindo!
Feliz sábado, “a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm 4:8)!
Desafio do dia: Prepare um “presente para Jesus” e entregue a alguém que esteja necessitando.
Rosana Garcia Barros
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