Reavivados por Sua Palavra


Levítico 16 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de abril de 2022, 0:45
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“Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o Senhor” (v.30).

Todos os dias, pela manhã e à tarde, dois cordeirinhos eram sacrificados no tabernáculo como oferta pelos pecados de Israel. Todos os dias, também, o sacerdote entrava no lugar santo do santuário para queimar o incenso, que representava as orações do povo. O capítulo de hoje fala sobre um dia especial, um feriado anual chamado Dia da Expiação, em hebraico, “Yom Kippur”. Nesse dia acontecia o que não podia ser feito em nenhum outro: o sumo sacerdote entrava no lugar Santíssimo. Lembram? O segundo compartimento do tabernáculo em que ficava a arca da aliança com as tábuas dos dez mandamentos. Era um dia de purificação. Durante todo o ano os filhos de Israel haviam levado seus pecados para o santuário. Neste dia era realizada a expiação, uma espécie de limpeza do santuário.

Antes, porém, o sumo sacerdote precisava oferecer primeiramente por ele e por sua família uma oferta pelo pecado, e só então pelo povo. A expiação feita “por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel” (v.17), aponta para a ordem dos fatores no viés espiritual. Em carta a um pai cristão, Ellen White escreveu: “Aqueles que conquistarem a vida eterna farão tudo o que puderem para pôr sua casa em ordem. Eles precisam começar no próprio coração e prosseguir até que retumbantes vitórias sejam alcançadas. O eu precisa morrer e Cristo viver em seu coração” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, v.2, p.88). O verdadeiro espírito missionário provém de um coração verdadeiramente convertido. A boa obra do Espírito Santo na vida sempre nos indicará o lar como sendo o nosso primeiro campo missionário; uma obra que se estende para outros como poderosa e insuperável influência.

Na sequência do Dia da Expiação, dois bodes eram trazidos e acontecia uma espécie de sorteio. Um seria o bode “para o Senhor” (v.8). Sobre este bode não seria lançada culpa, mas, sem culpa alguma, seria morto e seu sangue aspergido no lugar Santíssimo, representando a Cristo, o Inocente que Se ofereceu em sacrifício por nós. Já sobre o bode emissário ou Azazel – cujo significado é “demônio do deserto” – eram lançadas todas as iniquidades do povo e levado para fora do arraial, no deserto, e lá era solto “para terra solitária” (v.22). Ou seja, demônio, que merecia receber toda a culpa, lançado vivo no deserto à sua própria sorte. É praticamente uma ilustração de Apocalipse sobre o destino de Satanás durante o milênio.

Cristo é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Mas apesar de receber sobre Si as nossas iniquidades (Is.53:6), Ele morreu sem culpa. Ele não merecia tal condenação. Porém, o Seu sangue tinha que ser derramado para que tivéssemos vida, para que fôssemos purificados. Existe, porém, uma criatura na qual se originou o pecado e que, um dia, receberá a culpa merecida por todas as iniquidades (bode Azazel), sendo lançado vivo nesta terra que estará desolada como um deserto durante o período de mil anos. A Bíblia diz que, após o retorno de Cristo, Satanás ficará nesta Terra desolada por mil anos sem ter a quem tentar, ou seja, num verdadeiro deserto (Ap.20:1-3). O Dia da Expiação representava, portanto, algo grandioso e profético. Era uma sombra daquilo que um dia se tornaria realidade. Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, está hoje no lugar Santíssimo do santuário celestial fazendo expiação por nós, e quando Ele declarar: “Feito está” (Ap.16:17), voltará para buscar os que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14), e Satanás receberá a sua primeira condenação.

Um dia, todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo (1Co.5:10). Conforme Daniel 8:14 e 9:25, desde 1844 vivemos no dia da expiação profético. Jesus está agora intercedendo por cada um de nós. É tempo, pois, de afligirmos a nossa alma; de nos consagrarmos para encontrarmos com o nosso Deus, confessando os nossos pecados Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Hoje é o tempo de buscarmos esta purificação! Nas palavras de Guilherme Müller: “Hoje, e hoje, até que Ele venha”. Nosso Pai do Céu tanto nos amou que entregou o Seu único Filho, o Inocente, por mim e por você (Jo.3:16). Não há maior amor do que este! Aceite, hoje, este amor incondicional que espera ansiosamente pelo Dia em que nos levará “para o Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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Comentário por Silvio Fernandes




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