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“Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a Mim? Dize aos filhos de Israel que marchem” (v.15).
Os filhos de Israel receberam a ordem de Deus de retroceder de sua marcha para acamparem-se “junto ao mar” (v.2). Aquela parada logo chegou aos ouvidos de Faraó, que tomando os filhos de Deus por “desorientados na terra” (v.3), reuniu toda a sua força bélica e partiu para o que pensava ser uma batalha ganha. A reação temerosa do povo ao avistar Faraó e seu exército é uma prova de que as manifestações sobrenaturais não são em si suficientes para sustentar a fé. Mesmo depois de terem sido testemunhas oculares dos grandes prodígios do Senhor no Egito, Israel precisava aprender a indispensável e diária lição da confiança em Deus. Lição esta que confirmaria a fé de uns e a descrença de outros.
Antes de Israel estar cercado por um exército covardemente armado e pelas águas do mar, estava cercado pelo medo. Creio que Moisés seria severamente agredido ou quem sabe morto, não fosse a imediata intervenção divina. O Senhor dos Exércitos se interpôs entre os egípcios e o Seu povo. Para os egípcios, a nuvem de Deus “era escuridade”, mas para os filhos de Israel “esclarecia a noite” (v.20). Para os filhos da desobediência, Deus e Seus feitos lhes escurece ainda mais a consciência cauterizada, mas para os filhos da obediência, Deus e Seus milagres lhes ilumina a vida. Andando “pelo meio do mar em seco” (v.22), Israel não tinha mais o mar como um obstáculo intransponível, mas como um muro de proteção “à sua direita e à sua esquerda” (v.29) e como o carrasco de seus inimigos.
Sem dúvida alguma, este foi o episódio que mais marcou o início da jornada de Israel. Deus já havia provado ser o Criador do céu, através das pragas da chuva de pedras e da escuridão, além de revelar-Se como o Criador da terra, transformando o pó da terra em piolhos. Chegada era a hora de revelar-Se como o Criador do mar, o que foi notoriamente visto pelos egípcios e reconhecido pelos israelitas. A verdadeira liberdade consiste na adoração Àquele que fez “os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11). Logo, o Senhor lembraria o Seu povo do selo de Sua criação (Êx.20:8). O sábado é o presente do Criador à criatura, como memorial eterno (Is.66:22-23) da criação e da redenção.
Nos dias em que antecedem o triunfante retorno de Cristo, a realidade que nos cerca deixa cada vez mais claro de que “o mundo inteiro jaz no maligno” (1Jo.5:19). Para onde olhamos há inimigos e um mar de tribulações. E muitos, encurralados pelas circunstâncias, têm acreditado que atentar contra a própria vida é a única saída. Outros, buscam logo um culpado ou um alvo para descarregar as suas emoções. Alguns ainda, frustrados, julgam ser melhor voltar à escravidão do pecado do que colocar o pé na água. E no meio deste emaranhado de situações, o Espírito Santo não desiste de nos consolar: “Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará” (v.13).
Que neste dia de preparação para o santo sábado do Senhor, você não olhe para os inimigos ou para a fúria do mar. Que os teus olhos se abram para ver “o Anjo de Deus” (v.19), que te protege por detrás e por diante. Que, pelos olhos da fé, você enxergue a gloriosa coluna que ilumina o teu caminho e que não permite que o inimigo toque em um só fio do teu cabelo. Acredite: assim como foi com Israel, o mar passa, os inimigos passam, o deserto desta vida já tem hora e data marcadas para terminar e, muito em breve, nos uniremos às vozes do Céu, dizendo: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap.11:15). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo que marcha para o Céu!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 14 – A perseguição ao fiel povo de Deus pelos infiéis não é característico do tempo do fim. A história dos crentes, no Antigo e Novo Testamento, é caracterizada por perseguição descarada.
Em Êxodo 14 a perseguição ao povo de Deus tornou-se terrível frustração; o mesmo acontecerá aos perseguidores no tempo do fim (Daniel 12:1). O foco do fiel não está na força do mal, mas no poder divino que humilha e frustra até mesmo aos poderes do diabo.
A ambição que derrotou Lúcifer no Céu (Isaías 14:12-14; Ezequiel 28:13-18; Apocalipse 12:7-9) está nas pessoas desde os primórdios (Gênesis 10:8-11). Além de Ninrode, muitos outros ambiciosos lutaram pelo poder (inclusive Faraó, que pensava ser um dos principais deuses egípcios). O Egito teve todas as bênçãos conquistadas por José (Gênesis 57:13-28) devastadas pelo orgulhoso e ambicioso Faraó; o qual, frustrado e enraivecido, saiu a recuperar, ao menos, os escravos “que haviam fugido” (Êxodo 14:5).
A ambição entorpece a razão. O orgulho ferido age irracionalmente. Orgulho e ambição preparam no coração um solo fértil para a autodestruição.
“Como Deus é eterno, onipresente e onipotente, e sustenta todas as coisas pela palavra de Seu poder, e em Quem todas as coisas existem, a relação da criatura com Deus somente poderia ser uma relação de ininterrupta, absoluta e universal dependência. Tão certo como Deus, pelo Seu poder, criou-nos uma vez, assim também, pelo mesmo poder, Deus nos sustenta a cada momento”, argumenta Andrew Murray. Tais verdades, os egípcios deveriam ter aprendido; era isso que Deus queria ensinar aos israelitas; e, a mesma verdade quer que Seu remanescente aprenda antes da libertação final liderada por Jesus, o qual luta por Seu povo (Êxodo 14:14).
Faraó não pensou na consequência de lutar contra Deus. Possuindo o maior exército mundial, saiu para resgatar os escravos das mãos divinas. A ganância promove ignorância. Mal sabia ele que sua teimosia ambiciosa colaboraria para que os egípcios aprendessem de fato que Deus é o Soberano do Universo.
Pela ganância, o melhor exército do mundo afogou-se nas águas do Mar Vermelho; e, os frágeis escravos experimentaram graciosa libertação divina, atravessando a seco o mesmo mar!
Não tem nada pior que afrontar Deus; e, não há nada melhor que submeter-se a Ele aguardando livramento! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ÊXODO 13 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ÊXODO 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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A nuvem misteriosa (Êx. 13:21) significando a presença de Deus continua a aparecer por toda a Escritura. Em Levítico vemos que essa nuvem permanece não só sobre o tabernáculo recém-construído, mas também dentro dele (Lv 16:2). Em Números 9:15 essa nuvem que permaneceu “desde o entardecer até o amanhecer … por cima do tabernáculo” (NVI) está também associada com as nuvens com as quais aquEle “semelhante a um filho do homem” (NVI), se aproxima do Ancião de Daniel 7:9, 13.
Em Marcos 14:62, Jesus de Nazaré está diante do sumo sacerdote, Caifás, e lhe diz: “vereis o Filho do Homem assentado à direita do Poderoso vindo sobre as nuvens do céu” (NVI). Caifás sabia exatamente o que Jesus estava dizendo: Ele estava se igualando com Yahweh [YHWH], que conduziu Israel através do deserto através da “coluna de nuvem” (v. 21). Neste momento, Caifás fez algo que o sumo sacerdote nunca deveria fazer (veja Lv. 21:10): rasgou as suas roupas. Ao fazer isso, ele anulou efetivamente o sacerdócio, dando lugar ao novo Sumo Sacerdote que estava diante dele.
Este mesmo Sumo Sacerdote voltará um dia à terra: “Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá, até mesmo aqueles que O traspassaram…” (Ap 1:7 NVI).
Andy Nash
Escola de Jornalismo e Comunicação
Southern Adventist University
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1748 palavras
2 consagra-Me. A hora em que Deus tinha Se revelado por um milagre supremo, era justamente a oportunidade para ensinar o povo sobre os deveres religiosos. Assim, também, Jesus usou a ocasião em que produziu, por milagre, pão para os famintos, para ensinar que Ele é o Pão da Vida (Jo 6.51). Bíblia Shedd.
todo primogênito. A palavra hebraica usada nesta passagem limita a ordem aos primogênitos machos, pois foram salvos da décima praga. A explicação adicional “todo que abre a madre” mostra que se referia apenas ao primogênito que, ao mesmo tempo, fosse o primeiro filho a nascer de sua mãe. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 595.
Jesus, primogênito de Maria (v. Lc 2.7), foi apresentado ao Senhor em conformidade com essa lei (v Lc 2.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 Fixa a celebração da Festa dos Pães Asmos [modelo de Jesus] na consciência comum. Andrews Study Bible.
Lembrai-vos. Esta forma da palavra é encontrada somente duas vezes em Êxodo, aqui e no mandamento do sábado (20:8), e em ambos os casos marca um evento chave para a humanidade (criação) e Israel (êxodo). Andrews Study Bible.
4 hoje, mês de abibe. Pela primeira vez menciona-se o nome do mês. CBASD, vol. 1, p. 596.
8 contarás a teu filho. A explicação da Palavra de Deus no lar sempre foi a base da vida religiosa do povo de Deus no passado e sempre deverá ser o fundamento da sociedade cristã de hoje. Os chefes dos lares devem ser sacerdotes e profetas, de certo modo. Bíblia Shedd.
9 será como um sinal na tua mão e e por memorial entre teus olhos. Os judeus interpretaram este versículo, juntamente com v. 16 e Dt 6.8, 11.13-21, como uma ordem de atar pequenas caixas de couro aos braços e à fronte, contendo pergaminhos com trechos inteiros da Bíblia, contendo tais ordens. Mas será melhor guardar estes ensinamento no pensar (entre os olhos), no agir (na tua mão) e no falar (na tua boca). É isto que, na sua linguagem pitoresca, a Bíblia quer dizer. Bíblia Shedd.
Eram os thephilim ou filactérios [designação grega phylakterion (Mt 23:5) cf CBASD]… do judaísmo posterior, aos quais o Senhor Jesus se referiu ao criticar as exibições ostensivas de piedade dos fariseus (Mt 23.5). Bíblia de Genebra.
A prática parece ter origem no período posterior ao exílio na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os filactérios eram usados por judeus piedosos durante as orações matutinas diárias, mas por alguns, o dia todo. Para parecerem mais piedosos, com frequência, eles aumentavam seus filactérios, alargando suas faixas, prática severamente criticada por Cristo (Mt 23:5). Ainda na atualidade, judeus conservadores usam filactérios. Sabe-se que os egípcios com frequência usavam amuletos presos ao corpo, na forma de rolos de papiro em miniatura, nos quais estavam escritas palavras mágicas. … Deus, porém, não tinha intenção de que os judeus fizessem uma aplicação literal da ordem, atando certas porções da lei no braço e na fronte (DTN, 612, 613). Ele se referiu à aceitação dos princípios na mente e no coração, no intelecto e nas emoções, bem como à aplicação desses princípios na vida. CBASD, vol. 1, p. 596.
12 separem para o Senhor o primeiro nascido de todo ventre (NVI).
13 jumenta. Era o único animal dos que os israelitas normalmente possuíam, que era ritualmente imundo, não sendo aceitável nem para sacrifício, nem para comida. Bíblia Shedd.
todo primogênito do homem. Os primogênitos de Israel também deviam ser dedicados ao Senhor. Isso não deveria ser feito à maneira dos pagãos, matando e queimando crianças sobre um altar, mas apresentando-as a Deus como sacrifício vivo., consagrando todas as suas faculdades corporais e mentais ao serviço divino. Mais tarde, Deus separou a tribo de Levi para Seu serviço como uma substituição dos primogênitos das outras tribos (ver Êx 32:26-28; Nm 3:12, 13). Ao mesmo tempo, todo primogênito israelita devia ser “redimido” ou comprado de volta do Senhor, pelo pagamento de cinco ciclos de prata como prescrito em Números 3:46, 47 e 18:16. Em vários países, tanto antigos como modernos, é costume dedicar o primogênito para propósitos religiosos. CBASD, vol. 1, p. 597.
15 Israel não estava isento da sentença de morte contra os primogênitos do Egito. Os filhos primogênitos foram poupados somente através do sangue do cordeiro pascal. Bíblia de Genebra.
17 pelo caminho da rota da terra dos filisteus. Embora fosse a rota mais direta de Gósen a Canaã, estava pesadamente protegida por uma fileira de fortalezas egípcias. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus (não Moisés) não levou Israel pelo caminho direto da estrada da costa do Egito a Canaã, provavelmente devido aos fortes movimentos militares ao longo dessa rota. A rota através do ermo é muito mais longa mas menos usada. Andrews Study Bible.
Antes que estivessem prontos para tomar posse da terra de Canaã eles deveriam primeiramente estar unificados como nação e aprender a confiar em Deus, a quem ainda pouco conheciam. Como escravos, estavam desarmados e não tinham o costume de guerrear (PP, 282). Uma transformação espiritual, intelectual e política deveria ocorrer antes que estivessem preparados a cooperar com Deus na conquista de Canaã. CBASD, vol. 1, p. 597
guerra. Haveria um exército de egípcios guardando as fronteiras. Bíblia Shedd.
e torne ao Egito. A atitude de Israel em ocasiões posteriores mostra quão real era o perigo de os israelitas retornarem ao Egito, diante da menor derrota ou desânimo, e se submeterem novamente à escravidão (ver Nm 14:4). Se soubessem o que estava pela frente, jamais estariam dispostos a deixar o Egito. É muito provável que esperassem estar em Canaã destro de algumas semanas. CBASD, vol. 1, p. 597.
18 pelo caminho do deserto, perto do mar Vermelho. Ou seja, o deserto entre o Egito e o Mar Vermelho …, não o deserto da península do Sinai. … O propósito de Deus ao escolher o caminho do Mar Vermelho era duplo: (1) Os israelitas estavam desarmados e não tinham o costume de guerrear, portanto, estavam despreparados para enfrentar os aguerridos filisteus … Os israelitas podiam entender isso; e essa foi a razão que Deus lhes deu (v. 17). (2) Como Deus já havia instruído Moisés (Êx 3:12), Ele tinha o propósito de Se encontrar com o povo no monte Horebe. Lá completariam sua organização formal como nação, Deus faria uma aliança com eles, comunicaria Sua santa lei, e os serviços do santuário seriam instituídos. Os filhos de Israel não estavam preparados para entender a necessidade de tudo isso e, por esse motivo, Deus não as mencionou nessa ocasião. O relativo isolamento da parte meridional da península do Sinai se adaptava maravilhosamente ao cumprimento do propósito pelo qual Deus conduziu Seu povo às proximidades do monte Horebe. … O povo não só receberia as instruções que Deus desejava lhe comunicar, mas privações de sua longa e cansativa jornada pelo deserto montanhoso proveria situações nas quais teriam de aprender a confiar Ele. Este era precisamente o treinamento que precisavam no preparo para a difícil tarefa de conquistar Canaã. CBASD, vol. 1, p. 598.
mar Vermelho. O hebraico realmente quer dizer “Mar de Juncos”. Na região entre o Egito e o Sinai havia uma cadeia de lagos amargos. Andrews Study Bible.
O termo hebraico (yam suf) é usado para designar o golfo de Ácaba (23.31), o golfo de Suez (10.19; Nm 33.10) e também o corpo de água cruzado por ocasião do êxodo. … O “mar Vermelho” do êxodo é, provavelmente, um dos lagos Amargos ao norte do golfo de Suez. Bíblia de Genebra.
19 os ossos de José. Embora aqui e na narrativa do enterro dos ossos de José, em Siquém (Js 24:32), não haja menção dos outros filhos de Jacó, a declaração de Estêvão diante do Sinédrio parece indicar que todos os pais “foram transportados para Siquém” (At 7:15, 16). CBASD, vol. 1, p. 598.
20-22 A presença de Deus é visivelmente ilustrada pela coluna de nuvens de dia e pela coluna de fogo à noite. Esse é um importante tema teológico …, ligado intimamente à história do tabernáculo. Andrews Study Bible.
20 acamparam-se em Etã. Israel acampou-se à beira do deserto, perto daquilo que pode ter sido uma fortaleza egípcia, em Etã. Bíblia de Genebra.
Registros egípcios falam da existência de uma linha de fortificações fronteiriças do mar mediterrâneo ao golfo de Suez …, construídas com o claro propósito de impedir que as tribos do deserto oriental entrassem no Egito; e, ao mesmo tempo, eram designadas para controlar a circulação de pessoas entre o Egito e a Ásia. … no caso de Moisés [quando fugitivo], essas fortalezas não impediram um fugitivo solitário de escapar com êxito para o deserto …, mas é óbvio que as hostes de Israel não poderiam ter passado por elas sem o consentimento dos guardas. Aparentemente, o faraó nunca teve a intenção de permitir que os hebreus fossem mais além do que entrar no deserto oriental e adorar a Deus ali. Talvez os guardas da fronteira tenham informado ao faraó que os israelitas prosseguiam sua viagem em direção ao Mar Vermelho, e foi então que o monarca iniciou a perseguição (Êx 14:3; PP, 283). CBASD, vol. 1, p. 599.
21 numa coluna de nuvem. Nessa coluna de nuvem, o próprio Senhor estava presente com Seu povo, e dela Ele falava com Moisés. Nela, a glória do Senhor, conhecida mais tarde como shekinah, era manifestada (Êx 16:10; 40:34). CBASD, vol. 1, p. 599.
a fim de que caminhassem de dia e de noite. Não se deve concluir desta declaração que Deus queria que os israelitas viajassem à noite, bem como durante o dia. Em vez disso, eles viajavam tanto dia como de noite até a hora em que chegavam ao destino pretendido. CBASD, vol. 1, p. 599.
22 Nunca se apartou. A última menção na nuvem está em Números 16:42, embora seja possível que Números 20:6 se refira a ela. … Como não há menção dela no livro de Josué, pode ter desaparecido exatamente antes da travessia do Jordão, no final dos 40 anos. O fato de a coluna de nuvem ter permanecido com Israel em sua longa jornada, mesmo quando o povo era infiel, assegura que Deus não abandona Seus filhos na peregrinação. A promessa de Jesus aos discípulos: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28:20), nunca faltou a ninguém disposto a ir aonde Ele ordena. Não existe circunstância na vida em que Deus se retire. Ele está presente nas noites mais escuras de miséria e descontentamento, bem como nos dias mais iluminados de felicidade e sucesso. De fato, precisamos dEle à noite, quando estamos cientes de nossas necessidades, mas talvez mais ainda durante o dia, quando somos propensos a confiar em nós mesmos. A coluna visível não pode ser mais vista, mas a presença de Deus pode ser sentida na experiência dos indivíduos, da igreja e das nações. Bendito é o homem cujos olhos não estão demasiados escurecidos para discernir a direção do Senhor. CBASD, vol. 1, p. 599, 600.
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“Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” (v.22).
Arregimentada para a grande marcha, a multidão dos filhos de Israel recebeu as últimas instruções de Moisés sobre a consagração dos primogênitos do povo. As primícias da madre deveriam ser consagradas a Deus de forma especial; “os machos serão do Senhor” (v.12), como um símbolo da aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó e da aliança eterna que Cristo, o Unigênito de Deus, viria confirmar. Vimos que a celebração da festa dos pães asmos possuía uma conotação de purificação, de santificação. Assim como, naqueles dias, nenhum fermento deveria ser encontrado em todo o território de Israel, também Israel deveria livrar-se de todos os costumes pagãos que traziam consigo da terra do Egito.
Novamente, o Senhor reforçou um dos princípios que rege a verdadeira educação: a transmissão de valores e princípios de pai para filho. “E será como sinal na tua mão e por memorial entre teus olhos; para que a lei do Senhor esteja na tua boca” (v.9). Aos pais cumpria o dever de perpetuar a lei de Deus e torná-la a primazia na vida de seus filhos. Como um sinal de identificação, deveriam cumpri-la de todo o coração a fim de que, pelo exemplo, ensinassem seus filhos a verdadeira adoração. Creio que todos nós temos um testemunho a dar acerca da atuação da graça de Deus em nossa vida. Como pais, a nossa responsabilidade constitui em um hábil e constante serviço. Tal obra é considerada pelo Céu como a maior escola missionária da Terra.
A vida de cada pai e de cada mãe de Israel deveria instigar seus filhos a lhes perguntarem: “Que é isso?” (v.14). Cada pai e cada mãe, hoje, deve buscar viver a lei do Senhor movidos pelo amor que têm pelo Senhor da lei. A nossa resposta ao resgate feito pelo nosso Salvador, deve ser sempre esta: “O Senhor com mão forte nos tirou da casa da servidão” (v.14). A nossa vida deve ser uma constante declaração de que Cristo nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (2Pe.2:9). Aquele que está em Cristo Jesus “é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (1Co.5:17). E é esta novidade de vida, é esta transformação que promove o desejo nos filhos em saber como seguir no caminho estreito. O exemplo sempre foi e sempre será o melhor método de educação do lar.
Não existe tarefa mais difícil e melindrosa do que a educação de filhos. Somos limitados e falhos no que diz respeito à nossa natureza pecaminosa, mas, arraigados em Cristo, somos por Ele instruídos e capacitados para tão sagrada obra. Semelhante a coluna de nuvem que guiava o povo durante o dia e a coluna de fogo que os guiava durante a noite, o Senhor promete ser conosco se confiarmos em Sua provisão. Ele deseja nos salvar e salvar a nossa família. Há um desejo ardente de Deus por salvar o nosso lar! E para isso, precisamos buscar a santificação, deixando para trás tudo aquilo que pode se tornar em pedra de tropeço durante a caminhada. Deus está disposto a caminhar conosco “de dia e de noite” (v.21). Aceite a Sua companhia e Ele, o “Senhor, seu Deus, naquele dia […] salvará [você e sua família], como ao rebanho do Seu povo; porque [vocês] são pedras de uma coroa e resplandecem na terra dEle” (Zc.9:16). Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias que caminham com o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 13 – A páscoa foi símbolo de redenção ao povo de Deus e de juízo aos ímpios. O juízo no tempo do fim salvará fieis oprimidos e condenará opressores (Daniel 7:9-14, 12, 21-22, 26-27). Obviamente, “Deus está mais disposto a perdoar do que a punir”. Sua “misericórdia se multiplica mais nEle do que pecado em nós” declara Thomas Watson. O Deus que avisou sobre a morte dos primogênitos, almejava a salvação deles. Todos receberam oportunidade de salvar-se. Passar o sangue na porta era opcional, mas a morte dos primogênitos não.
Deus estava cumprindo cabalmente a profecia de Gênesis 15:13-16. No capítulo em análise, o êxodo do Egito aconteceu. O povo sentia não apenas o cheiro de liberdade, mas a experiência da liberdade. O impossível tornou-se possível. Nitidamente, o mundo pagão percebeu que existe um Deus verdadeiro – todos os outros são falsos, inferiores, criados pelo homem. Também ficou evidente que Deus tem um povo e luta por ele.
Aprofunde-se na teologia objetivando conhecer melhor a Deus, “porque, quanto mais conhecê-lO, mais vai amá-lO”, destacou George Whitefield. Para isso, considere estes tópicos:
Os primogênitos preservados pelo sangue deveriam ser consagrados a Deus. Os rituais são didáticas divinas para ensinar preciosas verdades celestiais da salvação aos seres humanos neste planeta corrompido pelo pecado (Êxodo 13:1-10).
Os ensinamentos aprendidos com Deus devem ser transmitidos às novas gerações. O bastão doutrinário deve ser passado adiante (Êxodo 13:11-16).
Deus tem interesse na intimidade com Seu povo. Ele não quer uma religião formal, mas relacional, construída com tempo. Evangelizar não é vomitar conhecimento doutrinário, é ensinar dependência dEle. É preocupar-se com os medos e limitações dos interessados, como Deus faz (Êxodo 13:17).
O propósito de Deus é que descansemos nEle na vida e na morte, como fez José. Devemos confiar em Seu plano e em Seu tempo (Êxodo 13:18-19; Gênesis 50:24-26).
A intenção de Deus é guiar e cuidar de Seu povo; apresentar o caminho da vida e da verdadeira felicidade. Seu cuidado paternal revela Seu amor incondicional (Êxodo 13:20-21).
Quem aceita a graça das orientações de Deus experimenta Suas diferentes provisões na jornada rumo ao auge das Suas promessas! A nuvem e fogo sobrenatural indicam o cuidado de Deus em tempo integral, rumo à herança celestial (1 Pedro 1:3-9).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ÊXODO 12 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ÊXODO 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
ÊXODO 12 Comentário devocional de Andy Nash
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ex/12
Por que Deus desencoraja sobras no Antigo Testamento, mas parece apreciá-las no Novo Testamento? Êxodo 12:10 (NVI) diz: “Não deixem sobrar nada [do cordeiro da Páscoa] para a manhã seguinte; caso isso aconteça, queimem o que restar. “Mas depois da alimentação dos 5.000, Jesus diz a seus discípulos: “Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado”. João 6:12 (NVI). Porque Deus deu instruções diferentes? Qual a razão para a ordem ter sido diferente?
A Páscoa era um serviço especial instituído por Deus para traçar uma linha entre os que eram fiéis e os que não acreditavam. O cordeiro morto simbolizava a morte de Cristo em favor dos pecadores e como esses participantes seriam poupados [passed over] pela ira do julgamento de Deus. A opção estava disponível para todos, mas somente apenas até a ira cair. As sobras não teriam mais nenhum proveito para a salvação e equivaleria tentar crucificar novamente a Cristo.
Por outro lado, Jesus alimentando os 5.000 simbolizava a divulgação do evangelho. A verdade pode ser compartilhada inúmeras vezes e nunca irá se esgotar. A fé realmente se fortalece com o compartilhamento. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” Mateus 4:4 (NVI). Quanto mais a palavra de Deus é compartilhada, mais vida ela traz.
Karen Lifshay
Cantora do coro da IASD Hermiston
Stanfield, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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2277 palavras
1 Disse o Senhor. Neste capítulo estão registrados os regulamentos acerca da primeira das instituições conhecidas como mosaicas. Deve-se observar que nem Moisés nem Arão implantaram legislação alguma por conta própria, nesta ocasião nem mais tarde. Todo o sistema religioso e civil anunciado por Moisés, antes do êxodo, foi revelado a ele. Não foi ele quem deu origem às leis que levam seu nome no Pentateuco; ele foi apenas o instrumento usado por Deus para tornar conhecida Sua vontade ao povo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1, p. 584, 585.
2 Este mês. Introdução do calendário religioso em Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O verdadeiro aniversário do povo de Deus. … O cordeiro da Páscoa era o sacrifício aceitável, que Deus mesmo tinha instituído. Jesus é nossa Páscoa (1 Co 5.7), é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro tinha de ser sem defeito (5) e Cristo cumpriu esta exigência. Bíblia Shedd.
Como ocorre aqui, às vezes este mês é designado como o primeiro mês do ano (Êx 40.2, 17; Lv 23:5; etc.), chamado também de abibe (Êx 13:4; 23:15; 34:18; Dt 16:1). Abibe, que geralmente corresponde ao mês de abril do nosso calendário, significa “mês das espigas”, pois os cereais estavam na espiga nesse período. Após o cativeiro, nomes do calendário babilônico foram adotados e abibe se tornou nisã (ver Ne 2:1; Et 3:7). CBASD, vol. 1, p. 585.
3 um cordeiro. A palavra hebraica se aplica tanto a cordeiros como cabritos, sem limitação de idade. Porém, a idade foi fixada por estatuto (ver Êx 12:5) em um ano, e se podia escolher um cordeiro ou um cabrito (v. 5). É interessante observar que em geral os hebreus preferiam cordeiro a cabrito. CBASD, vol. 1, p. 585.
4 se a família for pequena. Posteriormente, a tradição judaica fixou como 10 o número de pessoas para quem um cordeiro deveria ser repartido. CBASD, vol. 1, p. 585.
5 O cordeiro será sem defeito. A ausência de defeitos e danos … era símbolo da integridade moral do Cordeiro de Deus representado pelo sacrifício. … Mais adiante, a lei proibiu o uso de animais imperfeitos para sacrifícios obrigatórios, embora pudessem ser apresentados como oferta voluntária (Lv 22:20-25). CBASD, vol. 1, p. 585.
macho. Esta exigência era feita porque o cordeiro assumia o lugar do primeiro filho homem da família. CBASD, vol. 1, p. 585.
6 todo o ajuntamento da congregação. O chefe de cada família deveria oferecer o sacrifício por si mesmo e por sua família. Assim, ninguém que não fosse da família interviria entre ela e Deus. Isso era feito em reconhecimento de de que Israel era uma nação de sacerdotes, como os cristãos (Ap 1:6; 1Pe 2:5, 9). CBASD, vol. 1, p. 586.
no crepúsculo. Os cordeiros da Páscoa eram mortos … aproximadamente à hora quando o verdadeiro “Cordeiro de Deus” morreu pelos pecadores na cruz (1Co 5:7; Mt 27:45-50). A preparação da refeição pascal requer tempo e deveria estar pronta antes da meia-noite. … Segundo Josefo, era costume em sua época oferecer o cordeiro por volta das três horas da tarde (Antiguidades, xiv.4.3). CBASD, vol. 1, p. 586.
7 Tomarão do sangue e porão em ambas as ombreiras e na verga da porta. O sangue simboliza a vida de uma vítima (Lv 17.11). Bíblia de Genebra.
Simboliza um sacrifício oferecido em substituição, uma vida entregue em troca de outra de outra. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Espargir o sangue deveria ser considerado um ato de purificação, pois o molho de hissopo era usado para esse fim (Êx 12:22). CBASD, vol. 1, p. 586.
8 assada no fogo. As razões podem ser que assar fosse mais fácil que cozinhar e que seria difícil “cozinhar” o “cordeiro” sem cortá-lo em pedações, o que também parece ter sido proibido (ver Êx 12:46; Nm 9:12; Jo 19:36). CBASD, vol. 1, p. 587.
pães asmos. O cordeiro assado devia ser comido com pães asmos, pois o fermento produz fermentação, símbolo natural de impureza e corrupção. CBASD, vol. 1, p. 587.
ervas amargas. Embora não se saiba que tipo de “ervas” eram usadas no Egito, mais tarde, judeus da Palestina usaram duas variedades de alface, um tipo de cardo e agrião. A alface e a escarola são nativas do Egito e da Palestina. … Quaisquer que tenham sido as ervas usadas, é óbvio que eram designadas para lembrar aos participantes de seu cativeiro e do amargo sofrimento na terra do Egito. CBASD, vol. 1, p. 587.
9 Não comereis do animal nada cru. Esta ordem era necessária, tendo em vista o fato de os povos pagãos com frequência comerem carne crua em suas refeições de sacrifícios. CBASD, vol. 1, p. 587.
10 Nada deixareis dele. Toda a carne devia ser consumida na refeição, para que não se decompusesse. Visto que o corpo de Cristo não veria a corrupção (At 2:27, 31; 13:35-37), o cordeiro simbólico também não. CBASD, vol. 1, p. 587.
11 lombos cingidos. Para o trabalho ou para uma viagem em que se tenha que carregar algo, a parte da frente [das longas e soltas vestes semitas] é dobrada e amarrada na cintura. CBASD, vol. 1, p. 587.
sandálias nos pés. Não era costume usar sapatos dentro de casa ou às refeições. CBASD, vol. 1, p. 587.
comê-lo-eis à pressa. Como não sabiam o momento quando partiriam, e pelo fato de terem que queimar os ossos do cordeiro antes de ir, deviam terminar a refeição o mais rápido possível. CBASD, vol. 1, p. 587.
é a Páscoa do Senhor. O povo devia perceber que aquela não era uma refeição comum. A vida de seus primogênitos dependia do cumprimento das instruções. CBASD, vol. 1, p. 588.
12 ferirei na terra do Egito todos os primogênitos … até os animais. Quase todos os deuses do Egito eram semelhantes a algum animal, com feições humanas. A morte do primogênito de cada tipo de animal mostrará a falibilidade e a impotência das “divindades” que haviam de protegê-los. Bíblia Shedd.
13 passareis por vós. Ao passar pela [em inglês, passover] terra do Egito para ferir todos os primogênitos de homens e de animais, o Senhor “passaria por alto”, pasah, os israelitas. Esta palavra foi transliterada para o grego como pascha, de onde vem a palavra portuguesa “Páscoa”. CBASD, vol. 1, p. 588.
14 memorial. A observância deveria ser comemorada de ano em ano. CBASD, vol. 1, p. 588.
perpétuo. De ‘olam, cuja tradução literal seria “perpetuamente”. … Como um tipo [modelo], deveria continuar vigente até a vinda do antítipo [realização do modelo], Jesus Cristo, que liberta do pecado. A duração de “perpétuo”, ‘olam, está condicionada à natureza daquilo a que se aplica. Pode se referir a algo que não tem começo nem fim, como, por exemplo, o próprio Deus, ou a um tempo que tem um início, mas não tem fim, como a vida eterna dos remidos, ou pode significar um período mais curto de tempo que tem tanto início como fim. Aqui, tem o último sentido. Instituída no êxodo, a Páscoa permaneceu vigente até a crucificação. CBASD, vol. 1, p. 588.
15 qualquer que comer coisa levedada … será eliminada. A punição é grave; mas, na Bíblia, o fermento frequentemente simboliza o pecado, a podridão (Lc 12.1), e é claro que nenhuma cerimônia religiosa tem valor se vier acompanhada do pecado humano (1 Co 10.1-5, 11.28-19). Bíblia Shedd.
Antes de celebrar a Páscoa, o judeu praticante faz uma busca sistemática (muitas vezes simbólica) em casa para eliminar toda migalha de pão levedado que porventura haja ali (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
eliminada. O que de fato aconteceu nesses casos [os 36 registrados de negligência passível de “eliminação” no AT] não se sabe, pois não há registro de tal ocorrência, nem de instruções dadas quanto à forma como essa ameaça deveria ser levada a cabo. Alguns imaginam que isso signifique uma morte violenta, mesmo prematura, ou eterna. Mas, provavelmente, significa a perda dos direitos e privilégios de pertencer ao povo de Israel. Após ser “eliminado”, o indivíduo era considerado forasteiro e não tinha parte em nenhuma das bênçãos da aliança. CBASD, vol. 1, p. 588.
16 Santa assembleia. Assembleia convocada por ordem expressa de Deus para santificação. CBASD, vol. 1, p. 589.
19 será eliminado … o peregrino. Este era o cidadão não israelita que vivia de forma temporária ou permanente entre o povo hebreu, mas que não aceitava suas crenças e práticas religiosas. CBASD, vol. 1, p. 589.
o natural da terra. O israelita. O termo … era [também] aplicado aos que nasciam como israelitas. CBASD, vol. 1, p. 589.
22 hissopo. Uma planta usada para aspergir. Bíblia Shedd.
A maioria dos pesquisadores bíblicos concorda que esse hissopo era um tipo de manjerona cinza-esverdeado, origanum maru, conhecido na Palestina como za’tar. Os samaritanos ainda usam um maço de za’tar nas cerimônias da Páscoa, para colocar o sangue do cordeiro pascal sobre os umbrais das portas das casas. CBASD, vol. 1, p. 589.
nenhum de vós saia. Naquela noite de juízo, nenhum lugar estaria seguro, a não ser atrás da porta manchada de sangue. Assim … também … não há salvação à parte do sangue de Cristo, o verdadeiro “Cordeiro de Deus” (Jo 1:36; At 4:12). CBASD, vol. 1, p. 590.
26 Que rito é este? Hoje, ao ser [a Páscoa] observada, a criança mais jovem presente faz perguntas semelhantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cada culto, cada rito, cada sacramento tem a finalidade de ensinar a palavra de Deus, instruir os participantes nas coisas que Deus tem feito, ordenado e prometido. Bíblia Shedd.
28 fizeram isso. Descreve de maneira muito abreviada a total aceitação dos israelitas da divina instrução. Andrews Study Bible.
Uma vez que a ordem foi dada antes do dia 10 de abibe (Êx 12:3), e o cordeiro pascal não foi morto antes do dia 14, o v. 28 fala de vários dias de preparação. CBASD, vol. 1, p. 590.
29 à meia noite. Literalmente “na metade da noite”. Embora os israelitas soubessem o dia, este não havia sido anunciado ao rei, e essa incerteza deve ter-lhe causado mais ansiedade. Quando Moisés saiu da presença do obstinado rei, todos os cortesãos, sem dúvida, temeram perder seu primogênito. Contudo, passados vários dias sem que a ameaça se cumprisse, muitas pessoas, talvez o próprio rei, devem ter pensado que nada aconteceria. Porém o temor de que a palavra de Moisés se cumprisse deve ter estado sempre presente. CBASD, vol. 1, p. 590.
o primogênito de Faraó. Se Amenhotep II foi o faraó do êxodo …, seu filho mais velho foi morto durante a noite de horror. Não existem registros fora da Bíblia sobre esse acontecimento. Na realidade, era costume dos antigos egípcios não declarar qualquer experiência humilhante. Entretanto, Tutmés IV, irmão do primogênito do faraó, deixou uma evidência da qual se infere a morte inesperada de seu irmão e sua própria ascensão à condição de príncipe herdeiro. CBASD, vol. 1, p. 590.
30 grande clamor. Os egípcios não tinham mais dúvida de que todos morreriam se os israelitas permanecessem no país. CBASD, vol. 1, p. 591.
32 abençoai-me. Faraó … foi forçado a reconhecer que lhe faltava alguma coisa. Só que não quis pagar o sacrifício do próprio “eu”, com um arrependimento real. Bíblia Shedd.
34 tomou a sua massa. Isto reflete a urgência dos egípcios. Os israelitas provavelmente preparariam pães para a viagem. Embora Moisés lhes tivesse advertido muitos dias antes, o povo parecia não esperar uma partida tão apressada e ainda não estava pronto. … a necessidade os obrigou a se contentar com pães asmos, ou o chamado “pão da aflição” (Dt 16:3). CBASD, vol. 1, p. 591.
35 pediram aos egípcios. Uma indenização a pagar aos escravos libertados, uma fração daquilo que lhes era devido. Bíblia Shedd.
36 despojaram. Não pelo roubo, mas pelo favor. Bíblia Shedd.
37 cerca de seiscentos mil homens. Cifra redonda que representa 603 550 [cf. 38.26]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A referência de Ellen G White a “mais de dois milhões de almas” e “milhões” que saíram do Egito e morreram no deserto (PP, 344, 410) está em harmonia com a tradução de 600 mil. CBASD, vol. 1, p. 593.
38 um misto de gente. Foram feitas muitas tentativas para se identificar este “misto de gente”. … Embora não saibamos a identidade desses não israelitas que se uniram aos triunfantes hebreus nessa oportunidade, eles aparecem novamente mais tarde na narrativa. Foram sempre os primeiros a lamentar a saída do Egito e desejar suas iguarias (Nm 11:4, 5). CBASD, vol. 1, p. 593.
39 e cozeram. Os israelitas fizeram uma parada breve em Sucote para os preparativos finais da longa jornada no deserto. A duração de sua estada não é mencionada, mas foi tempo suficiente para assar os pães que necessitariam. CBASD, vol. 1, p. 593.
40 quatrocentos e trinta anos. A declaração de Paulo em Gálatas 3:17, assim como outras evidências, deixa claro que esses 430 anos incluem o período desde o chamado de Abraão para deixar Harã até a descida de Jacó ao Egito, 215 anos mais tarde. Visto que na época de Moisés a Palestina era considerada parte do império egípcio, não é de se estranhar que um autor desse período incluísse Canaã no termo “Egito”. … A profecia de que a quarta geração daqueles que haviam entrado no Egito sairia dali (Gn 15:16) e o registro de seu cumprimento (Êx 6:16-20) tornam irrelevante qualquer outra explicação do período de 430 anos. CBASD, vol. 1, p. 593.
43 nenhum estrangeiro. Isto é, alguém de outra etnia que desejasse permanecer com sua condição de estrangeiro e não ser circuncidado. Uma vez que a Páscoa era uma festa que comemorava o nascimento de Israel como nação, seria naturalmente impróprio que um estrangeiro participasse dela. CBASD, vol. 1, p. 593.
44 depois de o teres circuncidado. Não foi de forma natural, mas por meio de um chamado divino, que Israel se tornou o povo do Senhor. Por essa razão, e como estava destinado a ser uma bênção a todas as nações, Israel não deveria assumir atitude exclusivista em relação aos estrangeiros. Eles deveriam receber bem os que desejassem se unir a eles em adoração e serviço a Deus. CBASD, vol. 1, p. 593.
45 O estrangeiro e o assalariado. Residentes temporários e assalariados não deviam participar da Páscoa, pois sua participação com Israel poderia ser dissolvida a qualquer momento. CBASD, vol. 1, p. 593.
46 nem lhe quebrareis osso nenhum. Esta norma mostra claramente que o cordeiro pascal era um tipo de Cristo. João 19:33 e 36 evidencia que isso era compreendido na igreja cristã primitiva. CBASD, vol. 1, p. 594.
Tal como acontecia ao cordeiro pascal, e contra o costume dos romanos, nenhum osso de Jesus foi quebrado por ocasião de sua crucificação (Jo 19.36; cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra.