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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ex/4
O diálogo entre Moisés e Deus ilustra o quanto Deus quer que experimentemos Sua obra: preparar almas para a vida eterna — incluindo a nossa.
Deus precisava de Moisés para libertar os hebreus do Egito? Não. Deus precisa de nós para libertar outros do pecado? Não. Mesmo quando Ele nos chama como agentes para trabalhar pela salvação de outros, seria impossível para nós, como humanos pecadores, salvá-los. No entanto, Deus nos escolhe para trabalhar com Ele em prol da salvação de almas. Do mesmo modo que Deus responde repetidamente às objeções de Moisés, assegurando-lhe Sua ajuda, Ele também está disposto a fazer provisão para qualquer fraqueza que possamos ter. Deus pode nos usar como Seus evangelistas, apesar de nossas falhas, se estivermos dispostos a fazermos parceria com Ele.
“O Senhor tem uma grande obra para realizar, e mais legará na vida futura aos que na presente serviram mais fiel e voluntariamente. O Senhor escolhe Seus agentes e dá-lhes cada dia, sob diferentes circunstâncias, oportunidades em Seu plano de operação. Escolhe Seus agentes em cada esforço sincero de levar a efeito o Seu plano, não porque sejam perfeitos, mas porque pela conexão com Ele podem alcançar a perfeição.”. (Parábolas de Jesus, p. 330)
Juliana Dunn
Funcionária do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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872 palavras
1-9 Em resposta aos terceiro questionamento de Moisés, Deus apresenta três sinais com a intenção de autenticar o ministério de Moisés. Contudo, estes sinais sugerem que atrás do conflito entre Faraó e Israel existe um conflito espiritual (Andrews Study Bible).
2-3 bordão. Um bordão enquanto símbolo de autoridade e uma serpente estão intimamente associados com Faraó e seu poder (Andrews Study Bible).
3 serpente. Em boa parte da história do Egito, os faraós mantinham uma naja de metal na frente da coroa como símbolo de soberania. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6-7 lepra. O termo bíblico descreve uma doença de pele que não é, necessariamente, a mesma lepra como conhecida hoje (Hanseníase). A imediata surpresa devida ao milagre surpreenderia a audiência, tendo em vista que a lepra era uma doença de longa duração e geralmente associada com punição divina (Num. 12:10; 2 Reis 15:5) (Andrews Study Bible).
8-9 A transformação de água em sangue como sinal antecipa a primeira praga (7:14-24). No pensamento egípcio o Nilo e suas águas eram divinos e a fonte de toda a vida (Andrews Study Bible).
10-12 nunca fui eloqüente… sou pesado de boca e pesado de língua. Um bom exemplo da típica “exagerada humildade” oriental, especialmente quando se recebe uma missão importante (1 Sam. 9:21; 18:23; 24:14; 1 Tim. 1:15). A fala elaborada de Moisés pode ser encontrada em todo o Pentateuco (Andrews Study Bible).
13-17 A recusa ao final lembra a reação de Jonas que também provocou a ira de Deus. Contudo, ao invés de punição, outro sinal da graça divina é dado. Aarão já está a caminho para encontrar Moisés para apoiá-lo e encorajá-lo. A descrição da ira divina não tem nada em comum com a ira irracional humana, mas destaca a graça divina (como é visível na sobrevivência miraculosa de Jonas na barriga do peixe) (Andrews Study Bible).
21 endurecerei o seu coração. Ao longo de Êxodo, o endurecimento do coração de Faraó é expresso de três maneiras diferentes: 1) Faraó endureceu seu próprio coração 2) O coração de Faraó foi endurecido (impessoal) e 3) Deus endureceu o coração de Faraó. O contexto de toda a história deixa claro que Faraó teve livre escolha em tudo que ele fez (10:1-11). Seja o que for que “endurecimento” signifique, está claro que Deus não destrói o poder de Faraó decidir em suas ações (Andrews Study Bible). [Citações bíblicas omitidas]
Deus não tem prazer algum com o sofrimento e morte do ímpio. Pelo contrário, Ele deseja que todos se arrependam e sejam salvos (Ez 33:11; 1Tm 2:4; 2Pe 3:9); […] Mas, assim como o sol afeta a matéria de diferentes formas, de acordo com sua natureza – derrete a cera e endurece o barro – assim é a influência do Espírito Santo sobre o coração humano. Ele produz efeitos diferentes, de acordo com a condição do coração (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).
24-26 Este enigmático encontro com o Senhor destaca duas questões importantes: a circuncisão é o sinal da aliança de Deus com Israel (17:10) e sua prática precisa ser iniciada na casa de um líder.Aparentemente, Moisés não circuncidou seus filhos em Midiã. A ação decisiva de Zípora salvou a vida dos membros de sua família. Assim como a marcação das ombreiras das portas com sangue durante o ritual da Páscoa [passover], marcou o ponto alto do Êxodo, a sangrenta circuncisão marcou o seu início (Andrews Study Bible).
24 numa estalagem. A tradução “estalagem” é incorreta. Não existiam estalagens no trajeto entre Midiã e o Egito. A palavra hebraica usada aqui tem o sentido de “um lugar para se passar a noite” (cf. Js 4:3; Is 10:29). É provável que o episódio tenha ocorrido próximo a um poço ou a uma fonte de água onde a família tinha parado para pernoitar (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).
E o quis matar. Alguns imaginavam que Moisés teve uma experiência semelhante à de Jacó em Peniel (Gn 32:24-32). Outros sugerem que uma doença repentina e grave o acometeu, que ele e Zípora reconheceram como punição de Deus por não cumprir uma de Suas ordens. Na verdade, um anjo apareceu a Moisés e o ameaçou, como se tencionasse matá-lo (PP, 255, 256) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
25 Cortou o prepúcio de seu filho. Moisés regressou ao Egito com seus dois filhos (Ver Êxodo 4:20). Evidentemente, Gérson o mais velho, tinha sido circuncidado de acordo com as instruções de Deus a Abraão (Gn 17:10-14). No caso de Eliézer, o filho mais novo, esse rito tinha sido negligenciado (PP, 256). Por não crer na necessidade da circuncisão, Zípora tinha resistido à intenção de seu marido de circuncidar Eliézer no tempo indicado. A aparição do anjo tornou clara que sua oposição são desculpava Moisés de [não] realizar o rito. Agora que a vida do marido estava em perigo, ela achou necessário realizar a operação por si mesma.
esposo sanguinário. Estas palavras são uma clara expressão de reprovação. Elas mostram que Zípora realizou o rito com relutância, não como um desejo de obedecer a Deus, mas como necessidade, para salvar a vida do marido. Deve ter criticado Moisés por derramar sangue de seus filhos para cumprir com um costume étnico que ela considerava bárbaro (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 1).
pés. Provável eufemismo de “genitália”, assim como em Dt 28:57 (“ventre”, que no original é lit. “pés”). Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 O Senhor o deixou. Deus aceitou o ato tardio de Zípora e restaurou Moisés (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 1).
31 creu. Palavra chave que descreve a resposta de fé aos sinais e promessas divinos (Gên. 15:6). inclinaram-se e O adoraram. O movimento corporal expressa atitude. Curvar-se sempre envolve “adoração” (Êx. 12:27; Gên. 24:26; 2 Cr. 7:3; 29:20; Neem. 8:6). O tema da adoração e serviço é central em Êx. 5-12 (Andrews Study Bible).
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“Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (v.12).
Ainda atônito diante do grandioso chamado de Deus, Moisés estava prestes a contemplar sinais mais incríveis do que a sarça ardente. Através do que por tantos anos havia sido um simples instrumento de trabalho, Deus lhe mostraria o Seu poder. Ao lançar o seu bordão na terra e vê-lo transformar-se em uma serpente do deserto, talvez tenha sido naquele momento que sua mente despertou de que era real o que estava vivendo ali. E ao sentir na pele os efeitos de uma lepra instantânea, foi-lhe como um beliscão de que aquilo tudo não era um sonho, mas uma experiência pessoal com o próprio Deus. O Senhor realmente estava lhe confiando o destino do Seu povo.
Tomando ciência de que teria de falar aos líderes do Egito e mensurando as implicações que aquela obra lhe traria, olhou para si mesmo, um insignificante pastor do deserto, e não cogitou a ideia de assumir tamanha responsabilidade. Com certeza – retrucou –, o Senhor encontrará alguém que seja capaz, “menos a mim” (v.13). Foi só depois de apresentar todas as desculpas possíveis, que “se acendeu a ira do Senhor” (v.14) contra ele. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a ira de Deus não pode ser comparada à ira humana. A ira do homem é retribuitiva e, na maioria das vezes, injusta; a ira de Deus é misericordiosa e é sempre justa. Ele não Se irou contra Moisés para puni-lo e destituí-lo da liderança de Israel, mas para ajudá-lo em suas fraquezas através do auxílio de seu irmão Arão.
Se Arão possuía um talento nato de falar fluentemente, então porque o Senhor não o escolheu no lugar de Moisés? Porque Deus vê o que o homem não vê. “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7). Moisés precisava de libertação tanto quanto seus irmãos cativos. E mesmo ciente da aliança estabelecida entre Deus e os descendentes de Abraão, negligenciou o sinal da circuncisão em seu filho. Zípora circuncidou o menino contrariada porque ainda precisava compreender o real sentido daquela cerimônia. Mas, de qualquer forma, foi um instrumento de Deus para preservar a vida de seu marido. Tanto a sua atitude quanto o fato de que a rebeldia de Faraó poderia lhe custar a morte de seu primogênito, reforça o princípio de que as escolhas de um membro do lar têm influência direta sobre a família como um todo.
Amados, nem sempre os planos de Deus para nós estão limitados à nossa zona de conforto. Geralmente, Ele precisa nos retirar dali e nos fazer voltar para onde menos desejamos ir. Moisés precisava voltar para a terra que relembrava um passado doloroso e que havia lhe deixado traumas difíceis de superar. Ele não desejava sair daquela terra que o acolheu com alegria e que por tantos anos lhe proporcionou paz e tranquilidade. Seu retorno ao Egito não significava apenas a libertação de Israel, mas também o início de sua maior batalha espiritual. A maior dificuldade não seria a de fazer com que Faraó libertasse Israel, pois Quem faria isso com mão forte e poderosa seria o Senhor. A maior dificuldade seria ter de enfrentar os próprios medos e fraquezas e aprender a dominá-los confiando no poder de Deus.
Creio que o maior problema do ser humano chama-se: o “eu” não convertido. Isso não quer dizer que os nossos receios são frutos da não conversão. Isso quer dizer que se não os confiarmos nas mãos do Senhor para convertê-los em bênçãos, corremos o sério risco de continuar olhando para o lugar errado. Mas o nosso grande conforto está em saber que Deus não desiste de nenhum de Seus filhos, e insiste em moldar todo aquele que, com humildade, reconhece a sua incapacidade e completa dependência do poder divino.
O Senhor pergunta a cada um de nós, hoje: “Que é isso que tens na mão?” (v.2). É um martelo? Um bisturi? Uma vassoura? Uma caneta? Quem sabe, uma enxada. Ou uma panela. Independentemente do que seja, Ele lhe dá a seguinte ordem, agora: “Lança-o na terra” (v.2). Se tiveres um coração disposto a fazer a vontade de Deus, por mais simples que seja o teu instrumento de trabalho, nas mãos do Senhor torna-se um sinal de Seu poder na terra. Não olhe para dentro de si, olhe para Cristo e para a cruz. Então, “vai, pois, agora” (v.12) e Deus lhe ensinará tudo o que você deve fazer e falar, para a sua salvação, de sua casa e de todos quantos Ele colocar em seu caminho. Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados para a missão de salvar!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 4 – O poder preocupa mais aos seres humanos do que agir corretamente; a estética é mais valorizada que a ética, o orgulho é preferído à humildade, Deus trabalha para moldar àqueles que desprezam a vaidade para submeter-se a Ele.
Deus atua para libertar-nos da tirania do pecado, resgatando-nos das correntes da maldade. As páginas sagradas revelam Seu plano de redenção em andamento. Nesse processo, O notamos atuando nas primeiras páginas do livro de Êxodo.
Neste mundo de pecado sempre estamos lidando com problemas; os quais são variados. Faraó teve medo do povo de Israel, sentiu-se ameaçado e então agiu com truculência para tentar resolver seu problema (Êxodo 1:8-10). Os israelitas, que multiplicavam-se rapidamente no Egito, gemiam, ao enfrentaram a escravidão e o assassinato dos filhos recém nascidos (Êxodo 1:12-14, 22; 2:23). Moisés, tentando ajudar seu povo, matou um egípcio. Ameaçado de morte, tornou-se fugitivo pelo deserto (Êxodo 2:11-15).
Deus entra nesse emaranhado de problemas para resgatar Seu amado povo. A Bíblia do Discípulo introduz Êxodo comentando que esse livro “é a narrativa do cumprimento das promessas de Deus aos patriarcas, de que Ele faria de seus descendentes uma grande nação. Descreve a auto-revelação de Deus, O qual convida Israel a crer nEle e a segui-Lo rumo à liberdade”.
Com esse intuito, Deus fez um convite ao fugitivo Moisés para compartilhar de Seus planos. Moisés alegou incapacidade, covardia, baixa autoestima, travado para falar e incompetente. Entretanto, Deus insistiu, oferecendo-lhe Sua presença, Sua onipotência, Sua capacitação, Sua orientação e Sua direção. Então… Moisés aceitou a missão.
Por conseguinte, “como libertador, Moisés sofria o risco de ser cortado por causa do pecado. Portanto, Zípora [sua esposa] circuncidou o filho. O encontro de Moisés com Arão, e a manifestação dos sinais por intermédio deles marcam o progresso do plano redentor”, analisa Merrill F. Unger.
Sendo que não há justo nenhum sequer, Deus não chama pessoas perfeitas; Ele capacita os imperfeitos que aceitam Seu chamado. Você aceita?
Deus não Se equivoca quando nos chama; nós que equivocamos quando rejeitamos Seu chamado para cumprir uma missão específica e especial.
Nosso único medo deveria ser o de não viver os planos de Deus para nós. Então, consagremo-nos a Ele e estejamos disponíveis como Seus instrumentos. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ÊXODO 3 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ÊXODO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ex/3
Em Êxodo 3, Deus diz a Moisés para voltar ao Egito e conduzir os israelitas à terra prometida. Esse chamado pode parecer uma tarefa fácil de realizar, já que Moisés cresceu na família real egípcia. No entanto, definitivamente não era nada “fácil”. Moisés estava em uma situação desconfortável porque havia assassinado um supervisor egípcio. Por causa dessa “situação” nem os israelitas nem os egípcios confiavam nele de fato.
É verdade que Moisés matou o homem por causa de um israelita, mas assassinato continua sendo assassinato. Moisés tinha que convencer o Faraó a deixar os israelitas irem para o deserto, e os israelitas tinham que ser convencidos de que Deus realmente ungira Moisés para a liderança.
Talvez parte da razão pela qual Moisés estava tão hesitante em seguir os desejos de Deus era que ele de alguma forma sabia que enfrentaria esses desafios. Certamente, Moisés experimentou o milagre de Deus chamando-o de uma sarça ardente, mas esse mistério não impediu Moisés de discutir com Deus sobre seu chamado. Há muitas coisas que podemos aplicar em nossas próprias vidas na história de Moisés, mas acho que a mais importante é lembrar que quando Deus nos chama para fazer algo por Ele, Ele nos capacita para a tarefa.
Ryan Whitset
Aluno do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1283 palavras
1 De acordo com o discurso de Estêvão, Moisés tinha passado 40 anos como pastor de ovelhas, antes desta vocação (At 7.30). Já tinha passado 40 anos no Egito, recebendo elevada cultura, e agora, após 40 anos de vida no campo, estava preparado para ser guia, pastor, profeta e legislador do seu povo (Biblia Shedd).
Deserto . Uma área não cultivada, mas capaz de manter pastagem. De acordo com 34.3 e Nm 10.11, o deserto do Sinai sustentou os rebanhos de Israel por um ano. monte de Deus. Essas palavras descrevem a montanha como um santuário, uma designação que antecipa o cap. 19. (Biblia de Genebra).
Horebe. Literalmente, “lugar seco”, é também descrita como a “montanha de Deus.” Aparece também em 17:6 e 33:6. Em outros contextos a montanha é chamada Sinai (19:1, 18, 20, 23; 24:16). Ambos os nomes podem ser associados à mesma cadeia montanhosa (Andrews Study Bible).
2 Anjo do SENHOR. Esta frase já é conhecida de Gên. 16 e 22. O contexto sugere que se refira aos nomes de Deus (vs. 4-6,11-16) e do Senhor (vs. 2, 4, 7, 15-16, 18), usados intercambiadamente (Andrews Study Bible).
fogo. O fogo é um frequente símbolo bíblico para a presença de Deus (13.21; 19.18; 1Rs 18.24,38); exprime, particularmente, a santidade consumidora de Deus (Hb 12.29) (Biblia de Genebra).
não se consumia. Luz e calor sem destruição. Moisés podia, através desse milagre, compreender a natureza da comunhão com Deus (Biblia Shedd).
5 Tire as sandálias. Sacerdotes sempre entravam descalços nos templos para manter pureza e expressar humildade e respeito (Jos. 5.15). A santidade divina é um tema muito importante em Êxodo (Andrews Study Bible).
Essa prática é ainda respeitada pelos muçulmanos ao entrarem numa mesquita. Bíblia de Estudo NVI Vida.
santa. O local foi santificado pela presença de Deus. Ver 19.23; 24.2. A questão de como deve alguém aproximar-se de Deus é crucial em Êxodo. Essa questão foi resolvida no simbolismo do tabernáculo (Biblia de Genebra).
Moisés teve de tirar suas sandálias, pois o local onde estava pisando era terra santa. No evangelho vemos Deus fazendo com que o crente seja santo. Agora, seus pés estão calçados com o evangelho da paz (Ef 6.15), de modo que ele pode levar a mensagem de salvação àqueles que estão em terra profana (Biblia NVI Evangelismo em Ação).
6 Eu sou. Prefigura a subsequente autorevelação de Deus (v. 14). Por ora, Ele é o “Deus de seu pai” (Andrews Study Bible).
7-10 Esta passagem contem a razão para o aparecimento divino. Note os sete verbos descrevendo a percepção e ação divinas, incluindo ver, ouvir, preocupar-se, etc. Porque Deus escutou o choro de Israel, Ele enviou Moisés (Andrews Study Bible).
8 Desci. Ainda que Deus esteja presente em todo o lugar, em alguns encontros com certos homens, como nesta ocasião, Deus se manifesta de modo especial (Biblia Shedd).
cananeu. Povo habitante das terras costeiras siro-palestinas. heteu. Cf. Gn 10.15 amorreu. O Antigo Testamento usa este termo de forma vaga, às vezes se referindo aos habitantes pagãos da Palestina em geral (15.16; Js 10.5) e, às vezes, ao povo palestino das regiões montanhosas (Nm 13.29), cf. Gn 10.6. ferezeu. Talvez os aldeões que estavam localizados na Palestina central (Js 17.15). heveu. Os heveus viviam no Líbano e na Síria (Js 11.3; Jz 3.3) e também na área de Siquém e Gibeão (Gn 34.2; Js 9.1,7), cf Gn 10.17. jebuseu. Os ocupantes originais de Jerusalém [Jebus], posteriormente deslocados dali por Davi (Gn 10.16; 2Sm 5.6-9) (Biblia de Genebra).
10 Eu te enviarei. Nota-se que quando Deus se compadece dos aflitos, e promete sua intervenção, é o próprio homem que recebe uma comissão sobrenatural para ser o instrumento nas mãos divinas (Biblia Shedd).
Faraó. Provavelmente Tutmés III (1504 – 1450 a.C.) (Biblia de Genebra).
11 Quem sou eu? Moisés se sentia incapaz para a tarefa, tal como sucedeu a Giseão (Jz 6.15) e a Jeremias (Jr 1.6) (Biblia de Genebra).
O ser humano sempre deve reconhecer sua impossibilidade de fazer as obras de Deus. Mas Moisés está levantando a primeira de uma série de objeções (Biblia Shedd).
12 Eu serei contigo. A promessa da presença real de Deus é a resposta total à fraqueza humana (compare a missão e a promessa descritas em Mt 28.18-20) (Biblia Shedd).
sinal … prestarão culto neste monte. O chamado de Deus seria confirmado por Sua ação futura. Deus estaria com Moisés para que voltasse àquela mesma montanha para adorar (Biblia de Genebra).
13 Qual é o Seu nome? Moisés previu uma pergunta que seria feita pelo povo de Israel, e que também era a pergunta dele. Moisés já buscava a auto-revelação de Deus. Se o livramento divino tivesse de ser plenamente apreciado e garantido, aquEle que seria adorado naquele monta teria de ser conhecido (33.12). Um nome pessoal não era apenas uma maneira de tratamento, mas uma descrição do caráter e da personalidade de Deus (Sl 9.10, cf 1Sm 25.25) (Biblia de Genebra).
14 Eu sou. Este verbo, numa forma que produz o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo, dá o nome transliterado Jeová (Yahweh[YHWH]), que indica a natureza eterna e imutável de Deus (Biblia Shedd).
EU SOU O QUE SOU. O Senhor não pode ser definido ou determinado a não ser por Si mesmo. Na qualidade de auto-existente, as Suas promessas são firmes; ele se revelaria em Seus atos de salvação (Biblia de Genebra).
Jesus aplicou esse nome a Si; ao fazê-lo, declarou ser igual a Deus, arriscando ser apedrejado por blasfêmia . Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 O SENHOR. Hebraico: YHWH. O termo assemelha-se à expressão Eu sou em hebraico (Biblia NVI).
Quando os nomes SENHOR e DEUS se escrevem em letra maiúscula, é uma tradução da palavra hebraica Yahweh, que vem do verbo “ser”, e mostra que Deus é eterno e imutável (Biblia Shedd).
Em hebraico, esse nome é Iavé (muitas vezes grafado, incorretamente, “Jehovah” ou “Jeová”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
assim serei lembrado de geração em geração. Javé [ou Jeová, ou Yahweh, ou YHWH], o nome divino particularmente associado com o relacionamento entre Deus e Israel segundo a aliança, dali por diante deveria ser usado na adoração. As versões na língua portuguesa do Antigo Testamento geralmente traduzem esse nome como “o SENHOR”, seguindo a prática do Novo Testamento, bem como a prática dos judeus durante o período intertestamentário. Os judeus consideravam esse nome sagrado demais para ser pronunciado e, quando liam a Bíblia, substituíam-no por outro, ‘adonay (“meu Senhor”). No hebraico, os sinais vocálicos da palavra ’adonay foram juntados às consoantes do nome hebraico YHWH, para torná-las pronunciáveis, e essa forma híbrida foi traduzida por “Jehovah”, por William Tyndale em sua tradução inglesa (1530 d.C) do Novo Testamento. Ali, “SENHOR” (Javé) é aplicado a Jesus (Rm 10.13, citando Jl 2.32) (Biblia de Genebra).
16 anciãos. Lit. “os barbados”. Esses são os cabeças de famílias que representariam Israel. Eles se reuniram para ouvir a respeito da fidelidade de Deus (4.30-31) (Biblia de Genebra).
17 leite e mel. A usual descrição bíblica da terra de Canaã (Biblia de Genebra).
18 caminho de três dias. Talvez uma expressão para indicar um breve período de tempo (Biblia de Genebra).
Provável expressão convencional com o significado de “breve viagem”, mas não necessariamente de três dias. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 Eu sei. Deus sempre quer oferecer a oportunidade para o arrependimento e a obediência, mas sabe quão duro é o coração do homem: assim também Jesus nos conhece (cf Jo 2.24-25) (Biblia Shedd).
mão poderosa. Juntamente com a “mão estendida”, esta frase aparece repetidamente na história do êxodo (6:6; 32:11; Deut. 4:34; 5:15; 7:19; 26:8) e ecoa terminologia egípcia indicando conquista. Geralmente, era apenas Faraó quem conquistava assim. Contudo, desde que o conflito entre Deus e Faraó é descrito em termos de uma batalha espiritual, é o Senhor quem tirará Israel do Egito com mão forte e braço estendido (Andrews Study Bible).
20 prodígios. Esta menção de feitos extraordinários antecipa as pragas (7.14-12.30) (Biblia de Genebra).
21 não será de mãos vazias. Conforme tinha prometido (Gn 15.14), Deus providenciaria para que seus anos de servidão fossem recompensados (Biblia de Genebra).
22 despojareis. Novamente uma terminologia de guerra destaca o tema do grande conflito (Andrews Study Bible).
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“Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!” (v.4).
Apascentando os rebanhos de seu sogro no deserto por quarenta anos, Moisés aprendeu a mansidão e a paciência que requeria o seu serviço. Não era fácil encontrar pastagens e água no deserto. Poucos eram os lugares que lhe oferecia tais privilégios, mas a fim de manter os animais em boas condições, não hesitava em caminhar por longo período para saciar suas necessidades. Foi assim que o bravo guerreiro tornou-se um homem pacato e paciente. Suas mãos não mais se erguiam para ameaça ou violência, mas para o amparo e o cuidado dos rebanhos que o ensinaram a amar.
Foi diante de um cenário desértico e montanhoso, talvez no lugar mais difícil de se pastorear, que Moisés teve o seu primeiro encontro com Deus. Foi em meio aos perigos de penhascos e de caminhos íngremes que algo lhe chamou a atenção. Seus olhos brilharam na direção de uma planta que ardia em chamas, porém não se consumia. Precisava ver de perto aquele fenômeno jamais visto. Foi quando, “do meio da sarça” (v.4), ouviu uma potente voz que lhe chamava pelo nome. Ainda atordoado pela situação e sem saber como lidar com ela, Deus o orientou a não mais se aproximar, e retirar dos pés as sandálias. Percebendo estar perto do próprio Senhor, “Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (v.6).
Chegada era a hora do livramento de Israel. A grande aflição fez com que clamassem a Deus por socorro. Moisés estava pronto para liderar esta obra grandiosa. Se o Senhor regredisse quarenta anos e chamasse Moisés quando ainda era um príncipe do Egito, certamente encontraria um bravo e ousado líder declarando o seu desejo em vingar o seu povo. Contudo, quarenta anos depois, ao chamá-lo para liderar a maior missão de livramento registrada no Antigo Testamento, Ele encontrou um homem tão manso quanto as ovelhas que pastoreava e que, cheio de temor, declarou: “Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (v.11).
A arrogância, o orgulho e a presunção que havia aprendido nos anos em que viveu no palácio foram trocados pela humildade de anos de serviço útil. Seu temor fazia parte da transformação realizada em seu caráter. Foi quando reconheceu a sua incapacidade, que o Senhor Se apresentou para torná-lo capaz. O “Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.15) é Deus fiel, que cumpre as Suas promessas. Davi escreveu: “que é o homem, que dele Te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Sl.8:4). Mas Aquele que diz: “EU SOU O QUE SOU” (v.14) não pode falhar. Moisés foi escolhido não por causa de méritos próprios, mas por reconhecer a sua insuficiência diante do grande “EU SOU” (v.14).
Estamos vivendo em tempos decisivos. Certamente, o Senhor está vendo a aflição de Seu povo e ouvindo o seu clamor. Ele conhece os nossos sofrimentos e está prestes a descer para nos livrar e nos fazer subir deste mundo de pecado para “uma terra boa e ampla” (v.8), “a cidade santa, a nova Jerusalém” (Ap.21:2). E assim como escolheu Moisés para liderar o Seu povo na marcha para a terra prometida, o Senhor nos escolheu para conduzir o Seu último exército para a Canaã celestial. Ele nos chama, hoje: “Vem, agora, e Eu te enviarei” (v.10). Foi o mesmo chamado de Cristo: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt.4:19). Você se acha incapaz para tamanha obra? Ótimo! É tudo o que o Senhor precisa.
Deus está prestes a estender a Sua “mão forte” (v.19) e ferir esta terra com todos os Seus prodígios. Deixe Deus ser Deus em tua vida e muitos “ouvirão a tua voz” (v.18) e te seguirão na certeza de que você e Jesus andam numa só pegada para o eterno Lugar de paz. Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do EU SOU!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 3 – Enquanto personagens poderosos não se importam com pessoas (e quando as percebem as tratam como ameaça), Deus Se importa até mesmo com escravos sofredores.
Nestas frases abaixo, é notório o caráter de Deus ao lidar com os escravos israelitas no Egito:
• “O seu clamor subiu até Deus. Ouviu Deus o lamento…” (2:23-24).
• Deus “lembrou-Se da aliança que fizera…” (2:24).
• “Deus olhou para os israelitas…” (2:25).
• Deus “viu qual era a situação…” (2:25).
• “O Anjo do Senhor lhe apareceu” (3:2).
• “O Senhor viu que ele se aproximara para observar…” (3:4).
• “do meio da sarça Deus o chamou: Moisés, Moisés…” (3:4).
• “Então disse Deus: Não se aproxime…” (3:5).
• “Tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito” (3:7).
• “Tenho escutado seu clamor” (3:7).
• “Sei o quanto eles estão sofrendo” (3:7).
• “Por isso desci para livrá-los…” (3:8).
• Desci “para tirá-los daqui para uma terra boa e vasta…” (3:8).
• “o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem” (3:9).
Em vez de ignorar os pecadores, Deus ouve atentamente seus clamores. Em vez de desprezar-nos pela nossa condição de escravos do pecado, perdidos e afogados na lama da iniquidade, Deus preza por agir amoravelmente em nosso favor.
Para tal, Deus abordou Moisés, o frágil e impotente homem, frustrado com seu passado. Um assassino fugitivo, sobrevivendo como pastor das ovelhas que não eram suas, no deserto, sem expectativa alguma… Deus pode reverter uma alma moribunda, tornando-a num grandioso instrumento em Sua causa!
A promessa da libertação aconteceria no tempo certo (Gênesis 15:13-16). Assim como a promessa do grande libertador da humanidade também se cumpriu na plenitude do tempo (Gálatas 4:3-5); e, antes do advento de Jesus, o profeta Daniel categoricamente profetizou que no tempo de grande angústia do mundo, “se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor” do Seu povo (Daniel 12:1-2).
Diante da situação caótica de nossa sociedade, Deus é a única esperança real para o desespero humano. Ele é a única certeza para este mundo incerto. Ele é a única segurança para um mundo econômica e politicamente instável.
Moisés foi a salvação da escravidão egípcia, mas Jesus é o Salvador da escravidão do pecado. Aguardamos a segunda vinda de Cristo, que virá no tempo certo para libertar-nos!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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