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1635 palavras
1 Depois de nos apartarmos. O verbo grego sugere separar-se com esforço, e a expressão poderia ser traduzida como “depois de termos nos desgrudado deles”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 425.
Rodes. A cidade principal da ilha de Rodes, célebre no passado por um colosso no porto, uma das sete maravilhas do mundo antigo (demolido, porém, mais de dois séculos antes da chegada de Paulo ali). Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Encontrando os discípulos. Literalmente, “tendo olhado os discípulos”. Não se trata de uma referência a discípulos que estavam lá por acaso, mas a uma agregação de cristãos de Tiro. Portanto, esta é a primeira menção específica à existência de uma igreja em Tiro, embora seja provável que ela já existisse ali por muitos anos. CBASD, vol. 6, p. 426.
movidos pelo Espírito. Paulo não era desobediente ao Espírito; o Espírito Santo o estava compelindo a ir a Jerusalém (20.22, nota). Foi através do Espírito que os amigos de Paulo entenderam que logo ele iria sofrer prisões e aflições (20.23) e, em resposta a esta revelação, eles tentaram persuadir paulo para “que não subisse a Jerusalém” (cf vs. 11-12). Bíblia de Genebra.
5 Acompanhados por todos. Toda a igreja de Tiro, inclusive mulheres e crianças, acompanharam Paulo e seus companheiros da cidade até a praia. CBASD, vol. 6, p. 426.
7 Ptolemaida. A atual cidade de Aco [ou Acre], ao norte do monte Carmelo, do outro lado da baía. Ficava a um dia de viagem para o sul, depois de Tiro, e para a Cesaréia faltavam ainda mais 56 km para o sul. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Cesaréia. Um porto de mar, construído por Herodes, o Grande [em homenagem a César], era a capital provincial da Judeia. Bíblia de Genebra.
Filipe, um dos sete. Um dos sete escolhidos para tomar conta da distribuição de comida (6.1-6). Ele havia pregado aos samaritanos, ao eunuco etíope e ao povo da costa palestina (cap. 8). Bíblia de Genebra.
9 Quatro filhas. Estas mulheres tinham o dom de profecia. O verbo “profetizar” significa “anunciar”, isto é, em nome de Deus (Gn 20:7). Um profeta pode ou não prever acontecimentos. A Bíblia apresenta uma série de casos em que mulheres receberam o mais desejavel dos dons do Espírito (ICo 14:1). Miriã, a irmã de Moisés, era profetisa (Ex 15:20), assim como Débora, cujo auxílio inspirado ajudou Baraque a conquistar os cananeus (Jz 4:4). A mulher de Isaías era profetisa (Is 8:3) e também Hulda, que auxiliou o sacerdote Hilquias nas reformas de Josias, rei de Judá (2Cr 34:22). A profetisa Ana reconheceu seu Senhor ainda bebê (Lc 2:36-38). CBASD, vol. 6, p. 427.
10-14 Ágabo. A viagem final e determinada de Paulo lembra a viagem final de Jesus (Lc 9:21-22, 43-44; 18:31-33). Andrews Study Bible.
11 Gentios. Os romanos em cujas mãos Paulo foi parar quando a profecia de Agabo se cumpriu controlavam a administração civil militar da Palestina conquistada. O apóstolo não se intimidou diante da advertência, nem se deteve pelo perigo. CBASD, vol. 6, p. 428.
13 Estou pronto. No grego, o pronome “eu” é enfático. Indica a determinação inflexível de Paulo de fazer o que ele achava correto e de considerar válido o custo do sofrimento, a mesma atitude de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 428.
14 Seja feita a vontade do Senhor. Deve significar que eles finalmente reconheceram que era a vontade do Senhor que Paulo fosse a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 preparativos. O gr indica que levaram cavalos. Bíblia Shedd.
17 Receberam com alegria. Não se sabe porque não há referência à contribuição para os santos. Bíblia Shedd.
18 Tiago. Irmão do Senhor, autor da epístola de Tiago e líder da igreja de Jerusalém (v. Gl 1.19; 2.9). É chamado apóstolo, mas não um dos Doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.
todos os presbíteros se reuniram. A omissão dos “apóstolos” (veja 15.4, 6, 22, 23) indica que tinham-se espalhado no trabalho missionário. Bíblia Shedd.
21 Ensinas […] a apostatarem de Moisés. Literalmente, “você está ensinando a apostasia de Moisés”. Esta era a acusação que circulava contra Paulo e não poderia haver nada mais sério contra um judeu zeloso. Despertava ressentimento por questões de patriotismo, partidarismo, tradição histórica, relações sociais e lei pública, bem como os mais profundos sentimentos religiosos. CBASD, vol. 6, p. 431.
23 Faze, portanto, o que te vamos dizer. Os líderes de Jerusalém criam que o conselho que estavam dando era o melhor. Não havia intenção de envolver Paulo em problemas, mas de neutralizar o preconceito contra ele, pois parece que pensavam que o apóstolo tinha alguma culpa. Em vez disso, deveriam ter reconhecido que Deus agia por intermédio de Paulo. Também deveriam tentar, por si próprios, eliminar a oposição a ele. CBASD, vol. 6, p. 432.
24 ritos de purificação. Em alguns casos, os rituais incluíam a oferta de sacrifícios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O voto de nazireu requeria sacrifícios dispendiosos. Bíblia Shedd.
Saberão todos. A participação de Paulo nas cerimônias do voto deveria convencer os judeus de que o apóstolo não era um apóstata de Moisés e que as coisas que diziam contra ele não eram “verdade”. CBASD, vol. 6, p. 433.
26 Paulo, tomando aqueles homens. Paulo pensou que estava sendo sábio ao agir como judeu entre os judeus (ICo 9:19-23). Na verdade, porém, foi inconsistente, pois participou não para revelar a própria crença, mas para satisfazer a outros que eram “zelosos da lei”. CBASD, vol. 6, p. 433.
27 Judeus vindos da Ásia. Paulo ficou muito bem conhecido em Éfeso. Judeus de lá provocaram o tumulto com a séria acusação que o templo fora profanado. Bíblia Shedd.
A pregação do evangelho por Paulo em Éfeso e região havia incomodado os judeus. Alguns deles, que estavam em Jerusalém para a festa, reconheceram o apóstolo no templo e incitaram o povo contra ele. Agarraram-no, com as marcas do processo de purificação sobre si, enquanto aguardava que chegasse o último dos sete dias. CBASD, vol. 6, p. 433.
28 fez entrar gregos no templo. Expressamente proibido, como se vê nas inscrições em blocos de pedra (ainda existentes). Qualquer gentio achado dentro dos limites do átrio de Israel seria morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Entre o pátio externo (dos gentios) e o pátio interno havia uma barreira (cf Ef 2.14) e colunas com advertência em grego e latim da pena de morte para qualquer gentio que a transpusesse. Bíblia Shedd.
30 as portas foram fechadas. Por ordens do oficial do templo, para evitar mais distúrbios dentro do recinto sagrado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 Procurando eles matá-lo. Os homens que agarraram Paulo tinham a intenção de tirar sua vida, assim como fizeram com Estêvão (At 7:54-60). Enquanto isso não acontecia, espancavam-no. CBASD, vol. 6, p. 434.
32 oficiais. Sendo empregado o plural, é provável que houvesse, no mínimo, dois centuriões com 200 soldados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cessaram de espancar Paulo. Ou, “de repente, pararam de espancar Paulo”. A presença dos soldados romanos acovardou os judeus captores do apóstolo. O episódio não valia uma revolta. Até os judeus descontrolados perceberam isso. CBASD, vol. 6, p. 435.
33 Apoderou-se. Ou, “prendeu-o”, “levou-o para a prisão”. A ideia não era resgatar Paulo, mas descobrir o motivo da confusão e impedir que um dos principais envolvidos fosse morto antes de se realizar uma investigação adequada. Para Paulo, porém, foi um resgate, como em Corinto (At 18:14-17). CBASD, vol. 6, p. 435.
35 Os soldados o carregassem. Os guardas precisaram carregar Paulo, a fim de livrá-lo das mãos dos judeus furiosos, que tinham a óbvia intenção de matá-lo. CBASD, vol. 6, p. 435.
37 fortaleza. A Fortaleza de Antônia se ligava à extremidade norte da área do templo por dois lanços de escadas. A torre dava vista para a área do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
sabes o grego? O tribuno estava surpreso por ouvir Paulo falar grego. Bíblia de Genebra.
38 O egípcio. A estrutura grega da pergunta antecipa um “sim” como resposta. O homem aqui mencionado, conhecido das autoridades romanas, era um judeu egípcio, suposto profeta que, logo depois de Félix se tornar procurador, conduziu uma multidão de 30 mil homens (caso o número da tradição seja verdadeiro) até o monte das Oliveiras para ver os muros de Jerusalém cair, a fim de poderem entrar triunfantes (Josefo, Antiguidades, xx.8.6; Guerra dos Judeus, ii.13.5 [261-263]). Os soldados de Félix os expulsaram, infligindo grandes perdas, mas o líder conseguiu escapar. CBASD, vol. 6, p. 435.
Quatro mil. Este número deve ser substituído pelos 30 mil de Josefo, ou então, seria o total dos que escaparam e voltaram a se unir a seu líder. CBASD, vol. 6, p. 435.
Sicários. Do gr. sikarioi, literalmente, “homens-punhais”, isto é, matadores, assassinos). Eram membros de uma organização extremista dos judeus, os assassinos dentre os zelotes, que dizimavam pequenas tropas romanas onde conseguiam fazer ataques noturnos de surpresa e assassinavam os judeus que se recusavam a apoiá-los. Em meio às multidões que se reuniam para as festas, cometiam muitos assassinatos em plena luz do dia. O cerco posterior a Jerusalém intensificou os horrores daquele período amargo, por meio de suas atrocidades e feitos sanguinários. CBASD, vol. 6, p. 436.
39 Que me permitas falar ao povo. Paulo ainda tinha esperança, certamente mais para o bem do evangelho e da igreja do que para si próprio, de levar os judeus a compreenderem suas verdadeiras atitudes e atividades. CBASD, vol. 6, p. 436.
40 Na escada. Posição acima da multidão e relativamente segura, caso as pessoas tivessem uma reação desfavorável, o que acabou acontecendo. CBASD, vol. 6, p. 436.
Provavelmente, as escadas que levavam da área do templo à Torre de Antônia (reconstruída por Herodes, o Grande, e assim chamada por causa de Marco Antonio), na beirada norte da plataforma do templo. Bíblia de Genebra.
Fez com a mão sinal. Gesto com o propósito de silenciar a multidão, subentendendo que Paulo desejava falar. CBASD, vol. 6, p. 436.
Em língua hebraica. Isto é, em aramaico, literalmente, “dialeto”. Paulo estava prestes a fazer uma breve defesa da qual dependiam sua liberdade de pregar o evangelho e até mesmo a própria vida. Sua calma se destaca em contraste com a turbulência da multidão abaixo. CBASD, vol. 6, p. 436.
A história prendeu a atenção da turba até que Paulo mencionou a comissão divina aos gentios. Andrews Study Bible.
Compilação: Tatiana W / Jeferson Q
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“Então, ele respondeu: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).
A terceira viagem missionária de Paulo foi cheia de expectativa e de forte comoção entre os irmãos. Sabendo que Paulo estava seguindo para Jerusalém, temeram por sua vida, de forma que, por mais de uma vez, alguns irmãos foram usados pelo Espírito Santo para alertar a Paulo acerca do perigo que o aguardava naquela cidade. Decidido, porém, a prosseguir viagem, tomado de um ânimo e uma confiança sobrenaturais, Paulo procurou confortar os irmãos com a coragem de quem estava disposto a dar a vida se preciso fosse “pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).
A chegada do apóstolo em Jerusalém causou uma alegria geral entre os irmãos e após seu minucioso discurso sobre “o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério” (v.19), deram todos glória a Deus, mas também demonstraram sincera preocupação com a sua segurança. A notícia de que Paulo e os demais apóstolos não exigiam dos gentios a circuncisão se espalhou em falsos boatos, de tal forma que os zelosos judeus esperavam apenas uma oportunidade para lançar mão de Paulo e matá-lo. Na cerimônia de purificação, porém, pensaram os irmãos ser a chance de Paulo demonstrar a seus patrícios que ele respeitava sim “os costumes da lei” (v.21).
No entanto, quase no findar dos sete dias de purificação, alguns judeus da Ásia, reconhecendo a Paulo no templo, causaram grande tumulto entre o povo, acusando o apóstolo de apostasia. Agarrado pela multidão, Paulo foi arrastado “para fora do templo, e imediatamente foram fechadas as portas” (v.30). Acho que os judeus tinham uma forma bem estranha de zelar por seus costumes. Pensavam que das portas para fora do templo podiam usar de violência contra seus semelhantes se estes não andassem conforme seus próprios critérios. Não foi a favor das leis escritas por Moisés que tão covardemente agrediram a Paulo, este foi apenas mais uma vítima do zelo infundado de um povo que vendo não via e ouvindo não ouvia.
A violência é a manifestação mais eficaz da covardia. É o grito de quem não está disposto a ouvir. Sem nenhum direito de defesa, Paulo teria morrido espancado não fosse a intervenção de Deus através “do comandante da força” (v.31). Carregado escada acima pelos soldados, o apóstolo chegou a um ponto em que pediu a palavra ao comandante. Gravemente ferido, aquele fiel servo de Cristo pediu permissão para falar aos seus agressores. Interessante observar que, ao fazer sinal com a mão, logo cessou o tumulto e “fez-se grande silêncio” (v.40). Falando na língua dos hebreus, Paulo apresentaria sua defesa com vibrante e audível voz como quem estivesse em perfeito estado físico, sendo que as marcas da violência eram bem aparentes a todos que, espantados, pararam para ouvi-lo.
Temos uma ideia muito rasa quanto ao valor de sermos chamados de cristãos. Os cristãos primitivos não tinham uma vida livre de problemas, pelo contrário, diante da sociedade da época eles eram o problema. Perseguidos, desprezados e maltratados, muitos, como Paulo, arriscavam a própria vida por amor a Jesus a fim de salvar nem que fosse uma pessoa. Cheios do Espírito Santo, suas palavras e atitudes incomodavam os intolerantes que, movidos de inveja, só possuíam a “linguagem” da violência. Este cenário tem se repetido ao longo da história e está prestes a alcançar o seu clímax, cumprindo-se a profecia dada por Cristo: “Então, sereis atribulados, e vos matarão: Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome” (Mt.24:9).
Estamos vivendo em tempos tempestuosos, quando as notícias mais parecem uma descrição das profecias para os últimos dias. A natureza em ebulição, as variantes de uma pandemia que parece não ter fim, crise econômica, rebaixamento moral, o aumento significativo de conflitos civis e do número de refugiados, compõem a lista das mazelas que têm transtornado o mundo. Cidades litorâneas inteiras estão sob ameaça de ficarem embaixo d’água daqui há alguns anos devido ao derretimento das geleiras polares. Enquanto isso, nos “bastidores” de Satanás, há um rápido avanço para que tudo isso aconteça nesta geração distraída e alheia aos últimos apelos do Espírito Santo, quando o ativismo tem tomado o lugar do evangelismo.
Eu não sei que parte das profecias escatológicas não são suficientemente claras para percebermos que estamos às portas do segundo advento de Cristo. O apóstolo Paulo e “Filipe, o evangelista” (v.8), viveram como se Jesus fosse voltar em seus dias. Eles entenderam que não era uma questão de quanto tempo faltava para Jesus voltar, mas quanto tempo suas vidas durariam a fim de serem servos fiéis e diligentes na obra da pregação do evangelho. Sim, Jesus está muito perto de voltar. Quanto tempo? Não sabemos. Mas de uma coisa sabemos: Ele vem buscar um povo preparado. Alguns, como Paulo, terão de enfrentar a prisão ou até mesmo a morte. Outros acharão refúgio nos lugares remotos da Terra. E ainda outros serão poupados, “cada um com sua mulher e filhos” (v.5), com o propósito de fazer parte do grupo de salvos que estarão vivos no grande Dia do Senhor.
Percebam o princípio ativo no caráter dos discípulos de Paulo: o amor. Como fiel servo de Cristo, ele não maquiava a mensagem a fim de agradar a todos, mas com sincero desejo pela salvação de todos sua pregação tinha sempre um viés de urgência, como o apelo de um pai a seus filhos. Nesse sentido, suas palavras soavam como uma bênção aos sinceros e humildes de espírito, mas como blasfêmias e insultos aos ouvidos dos rebeldes e negligentes. Quando as fogueiras forem reacendidas e os tribunais de inquisição novamente mostrarem sua força, revelar-se-á ao mundo quem são os verdadeiros adoradores. Esta terra será como o campo de Dura, e os fiéis como os três jovens hebreus que diante de uma multidão que se curvava à falsa adoração, permanecerão em pé mesmo em face da morte (Dn.3). A preparação para este tempo deve ser feita hoje, agora! E quando a grande controvérsia for finalmente decidida, cumprir-se-á em nossa vida o mesmo que aconteceu com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2), porque o Senhor da Glória estará conosco.
Bom dia, remanescente fiel!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 21 – O livro de Atos apresenta 53 referências sobre o Espírito Santo dizendo o que fazer, como fazer e quando fazer – além de capacitar os crentes a fazer o que se deve fazer. O livro também faz 68 referências às multidões e grande número de pessoas salvas.
Do início ao fim, Atos trata de avivamento espiritual. Pregar sobre Jesus tomado totalmente pelo Espírito Santo é o segredo de Deus para o avivamento da Igreja. Pena que muitos estão preferindo shows, palestras motivacionais, recortes de jornais, histórias emocionantes em lugar de estudo sério e profundo da Bíblia.
• O lugar da Palavra de Deus está sendo substituído por qualquer bagatela oferecida por qualquer pessoa.
Muitos cristãos vivem flertando com o pecado, desprezando o que realmente é importante. Considere que, se Paulo pregasse para agradar, encurtasse ou diluísse seus sermões em água açucarada, jamais teria sido perseguido.
Vamos ao capítulo em análise:
1. Paulo vai de Mileto a Tiro e depois a Cesareia (vs. 1-9);
2. O profeta Ágabo aborda Paulo (vs. 10-14);
3. Paulo chega a Jerusalém (vs. 15-16):
a) Reunião com Tiago e os anciãos (vs. 17-26);
b) Alvoroço no Templo e prisão de Paulo (vs. 27-30);
c) O comandante, o centurião e os soldados romanos tiraram Paulo das mãos dos judeus (vs. 31-36);
d) Paulo pede permissão para falar ao público alvoroçado (vs. 37-40).
O apóstolo Paulo é ousado. Sua presença está causando a maior confusão, mesmo assim ele quer pregar. Ah! Se tivéssemos a mesma palavra, a mesma coragem e o mesmo fervor que ele!
“Nenhum temor de causar escândalo, nenhum desejo de amizade ou de aplausos, poderiam levar Paulo a reter as palavras que Deus lhe dera para instrução deles, advertência ou correção”, comenta Ellen G. White; e, depois declara: “Dos Seus servos hoje Deus requer destemor na pregação da Palavra e na exposição de Seus preceitos”.
Paulo havia feito o bem, além de oferecer um relatório das atividades missionárias mundiais,
• …trouxe oferta das igrejas gentias para amenizar a fome reinante em Jerusalém;
• …demonstrou que não abandonara a religião judaica.
Fica evidente que pessoas malignas não apreciam as pessoas do bem. Falsos religiosos odeiam aos verdadeiros cristãos. Mas nem por isso devemos deixar de pregar Jesus.
“Senhor, guia-nos em teus planos!” Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ATOS 20 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 20 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 20 – COMENTÁRIO SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/20
Paulo planejava navegar de Corinto para Jerusalém. Mas em vez disso decidiu retornar por terra, através da Macedônia, depois que tomou conhecimento de uma conspiração para matá-lo (Atos 20:3). Depois de uma semana com Lucas em Filipos, ele se reuniu com os outros homens em Trôade, onde ele ressuscitou Êutico no meio de um sermão que durou a noite toda (Atos 20:7-12)! Na parte da manhã, os companheiros de Paulo embarcaram em um navio que ia para Assos, mas Paulo decidiu ir a pé. Ele queria privacidade para pensar e orar (Atos dos Apóstolos, p.392).
Novamente num navio, Paulo e sua equipe finalmente atracaram em Mileto, a 30 km de Éfeso. De lá, ele enviou mensagem aos anciãos de Éfeso para virem vê-lo. Em seus conselhos aos anciãos (v. 20, 27, 28, 30 e 31), o grande apóstolo destacou as duas funções do ancião, de acordo com o Novo Testamento. A primeira, ensinar a Palavra (1 Timóteo 1:5, 9), para o rebanho crescer espiritualmente e não se extraviar. A segunda, liderar (Atos 20:28), isto é, pastorear o rebanho com sabedoria e habilidade, fazendo referência ao ministério dos pastores de hoje de ensinar a Palavra e liderar o rebanho, que também se aplica aos anciãos.
Muitos que leem esse blog são líderes em sua igreja. Lembrem-se, vocês, de sua responsabilidade: ser um professor da Palavra, e um líder do rebanho. Estas são as duas principais responsabilidades de pastores e anciãos na igreja. Isto é o que Paulo fez, e, Oh!, como ele amava o seu rebanho! (Atos 20:36-38).
Ron E. M. Clouzet
Pastor Ministerial
Divisão Norte da Asia-Pacífico
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1284
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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958 palavras
1 Despediu-se. A expressão grega significa “dizer palavras de despedida”. Com certeza, Paulo permaneceu em Éfeso até a igreja se acalmar mais uma vez. Ele passou cerca de três anos ali (provavelmente, de 54 a 57 d.C). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 410.
1,2 Nesta altura (55 d.C.), Paulo redigiu a segunda carta aos coríntios e evangelizou a área até ao Ilírico [hoje, Albânia] (cf Rm 15.19). Bíblia Shedd.
3 três meses. Provável referência à estadia em Corinto, capital da Acaia. Seriam os meses de inverno, nos quais os navios não navegavam regularmente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Uma conspiração por parte dos judeus. Os judeus haviam tentado envolver Gálio em seus ataques a Paulo durante sua última visita a Corinto e, então, tentaram se vingar do apóstolo secretamente. Sem dúvida, a intenção era matá-lo. Quando Paulo ficou sabendo da conspiração, mudou os planos e partiu com seus companheiros para a Macedônia, a fim de frustrar os conspiradores. CBASD, vol. 6, p. 411.
4 Os companheiros de viagem de Paulo estão relacionados por nome. Podem ter sido representantes da igreja oficial, designados para viajar com Paulo a fim de entregar o dinheiro coletado para ajudar a igreja de Jerusalém. Bíblia de Genebra.
No primeiro dia da semana. Ver comentário estendido aqui.
9 Adormecendo profundamente. Literalmente, “vencido pelo sono”. Sem dúvida, o ar ficou pesado por causa do calor e da fumaça das lâmpadas a óleo, e o jovem não conseguiu mais resistir ao sono. CBASD, vol. 6, p. 413.
11 Subindo. A calma do apóstolo, bem como suas palavras, devem ter impressionado a congregação agitada. Paulo voltou para o cenáculo e deu continuidade à reunião. CBASD, vol. 6, p. 414.
12 Vivo. Não haveria motivo para usar esta palavra caso “levantado morto” não significasse morte real. Fica claro que o médico Lucas narra um milagre de restauração da vida. CBASD, vol. 6, p. 414.
13 Assôs. Situada na península, oposta a Trôade – numa distância de uns 32 km por terra. A distância pelo litoral, no entanto, era de uns 64 km. Assim, Paulo não levou mais tempo que o navio que navegou em redor da península. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Mileto. 48 km ao sul de Éfeso, sendo o porto destinatário do navio em que Paulo viajava. Para aportar em Éfeso, teria de embarcar em outro navio, e assim teria perdido tempo (cf. v. 16). Se tivesse chegado a Éfeso, teria o dever de visitar várias famílias, o que teria levado mais tempo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 Mandou. Paulo não poderia deixar a região sem fazer contato com a igreja de Éfeso, na qual sofrera tanto e onde produzira tantos frutos para o Senhor. Por isso, convocou os líderes a fazer a jornada até Mileto para se encontrar com ele e conversar sobre os problemas da igreja. CBASD, vol. 6, p. 415.
18 Disse-lhes. A partir daqui se inicia o discurso mais terno dos lábios de Paulo do qual há registro. Não foi uma fala evangelística, mas, sim, de exortação, lembrando os ouvintes dos sacrifícios pessoais e da integridade de seu caráter, bem como desafiando-os a aceitar as responsabilidades de seu ofício e a desempenhá-lo com fidelidade. As advertências se aplicam a qualquer era e localidade da igreja, ecoando nas palavras de Efésios 5 e 6. CBASD, vol. 6, p. 415.
25 Não vereis mais o meu rosto. Paulo acreditava, por motivos não revelados aqui, que aqueles presbíteros de Éfeso e, sem dúvida, as igrejas de Mileto e Éfeso nunca mais o veriam. Essa crença podia se dever aos perigos que ele sabia que o aguardaram. CBASD, vol. 6, p. 418. Bíblia de Genebra.
26 Vos protesto. Fica claro que mesmo na igreja de Éfeso houve detratores do apóstolo que minavam sua integridade. Bíblia Shedd.
27 anunciar todo o desígnio de Deus. O cristianismo não tem segredos ou doutrinas ocultas como o gnosticismo. Bíblia Shedd.
28 para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue. A expressão é notável pelo modo como reconhece que o sangue de Cristo é o sangue de Deus. Bíblia de Genebra.
29 Depois da minha partida. Paulo atuara como guardião das igrejas que ele reunira. O perigo que elas enfrentavam aumentaria em sua ausência. De maneira semelhante, Israel foi fiel durante os dias de Josué e dos anciãos que viveram mais do que ele (Jz 2:7), mas logo depois veio a apostasia. CBASD, vol. 6, p. 420.
34 Estas mãos serviram. Esta expressão aponta para o costume de Paulo de trabalhar para se sustentar e é introduzida como parte de sua defesa da acusação de cobiça. Ele trabalhou em seu ofício de fazer tendas com Aquila e Priscila, em Corinto. Trabalhara anteriormente em Éfeso e em Tessalônica. Este versículo dá evidências de que ele fizera o mesmo em Éfeso. Paulo trabalhava não só para se sustentar, mas também para prover para alguns que estavam com ele e necessitavam de sua ajuda. Talvez Timóteo, com suas frequentes enfermidades” (lTm 5:23), fosse um deles. O apóstolo não considerava degradante trabalhar para custear suas despesas enquanto pregava o evangelho, numa época em que a igreja ainda não havia aprendido a prover para seus ministros. CBASD, vol. 6, p. 422.
35 Mais bem-aventurado é dar que receber. O único ditado direto de Jesus preservado fora dos evangelhos do NT. Paulo (24) e Jesus (28) viveram a realidade deste ditado. Bíblia Shedd.
36 Ajoelhando-se. Postura normal de oração (SI 95:6; Dn 6:10), apropriada por consistir num marco de humildade diante da majestade divina a quem a oração se dirige, adotada sobretudo em momentos solenes. Paulo é retratado se ajoelhando também ao se despedir dos irmãos de Tiro. CBASD, vol. 6, p. 423.
37 Abraçando afetuosamente a Paulo. Forma oriental de abraço por ocasião de um encontro ou de uma despedida. Os amigos de Paulo o amavam. CBASD, vol. 6, p. 423.
38 Acompanharam-no. Literalmente, “o enviaram”. As mesmas palavras são traduzidas por “acompanhados”. Os presbíteros de Éfeso permaneceram o maior tempo possível com Paulo, indo até o navio no qual ele embarcaria. CBASD, vol. 6, p. 423.
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“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue” (v.28).
As pregações de Paulo possuíam uma singularidade e um poder de persuasão sobrenaturais. Eleito por Deus para uma obra grandiosa, ele não considerava a si mesmo grande coisa, mas em atitude de constante vigilância e submissão, quedava-se aos pés de Jesus, dia após dia. Com palavras de conforto, animava o coração dos crentes por onde quer que fosse, e não media esforços para “anunciar todo o desígnio de Deus” (v.27). Em Trôade, por exemplo, é-nos relatado que Paulo pregou “até à meia-noite” (v.7), quando foi interrompido pelo que poderia ter sido uma fatalidade irreversível.
O discurso que revelava aos ouvintes palavras de vida eterna, foi pausado pela morte do jovem Êutico, que tomado pelo sono, “caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto” (v.9). Ao reerguer aquele jovem novamente com vida, Paulo “ainda lhes falou largamente até ao romper da alva” (v.11) e deixou a todos “grandemente confortados” (v.12). Mas ele precisava prosseguir em sua peregrinação. Após passar em algumas cidades, chegou a Mileto, de onde mandou chamar em Éfeso “os presbíteros da igreja” (v.17). Em seu discurso a estes líderes efésios, Paulo enfatizou a importância de permanecer em firmeza de propósito. Através de uma vida de oração e fé nas provações, Paulo testemunhou de Jesus “publicamente e também de casa em casa” (v.20).
O propósito da vida do apóstolo era difundir a mensagem do evangelho a fim de apressar o retorno do seu Salvador. Tanto que nos textos em que Paulo falou sobre a volta de Jesus, ele incluiu a si mesmo no grupo dos salvos que verão a Jesus, ainda vivos, quando Ele voltar, acreditando que aconteceria no seu tempo. Entretanto, de uma coisa Paulo tinha certeza: até lá, “cadeias e tribulações” (v.23) o esperavam. Estava plenamente ciente dos riscos que corria, mas em nada considerava a vida preciosa para si mesmo, contanto que completasse a sua carreira e o ministério que recebeu do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus (v.24).
O testemunho de Paulo atravessou gerações até encontrar a nossa. Geração esta que beira o cumprimento da tão extraordinária promessa do segundo advento de Cristo a esta terra. E as mesmas advertências que Paulo deu aos efésios, Jesus as declarou para o nosso tempo. Paulo disse: “entre vós penetrarão lobos vorazes” (v.29). Jesus disse: “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt.24:11). Paulo falou: “dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (v.30). Disse Jesus: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). Paulo afirmou: “Portanto, vigiai” (v.31). Jesus disse: “Portanto, vigiai” (Mt.24:42). Percebem o contexto escatológico? Paulo procurava preparar uma igreja que estivesse pronta para encontrar a Cristo nas nuvens do céu, “todos os que são santificados” (v.32).
A cobiça foi o pecado destacado por Paulo neste episódio. Seu exemplo de honestidade e serviço testemunhou a seu favor e de seus semelhantes. Ao mesmo tempo em que procurava manter-se por conta própria, seu coração também era movido a “socorrer aos necessitados” (v.35). E despedindo-se daqueles que afirmou que não veria mais, “houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam” (v.37). Notem que o discurso de Paulo não foi uma agradável antífona, mas uma severa advertência contra a letargia espiritual, os falsos cristãos e contra a cobiça. Suas palavras, no entanto, foram recebidas pelos ouvintes como palavras de um pai que corrige os filhos com amor.
A Bíblia está repleta de admoestações e advertências que nem todos estão dispostos a dar ouvidos. Muitos têm sustentado a ideia de que omitindo o estudo das Escrituras estão livres de obedecê-la. Outros, contudo, apreciam certas porções da Palavra de Deus enquanto ignoram aquelas que julgam demasiado difícil de seguir. Eu não sei se você faz parte de um destes grupos acima. Mas o Espírito Santo nos convida, hoje, a conhecer “toda a verdade” (Jo.16:13). A fazer parte dos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Toda a Bíblia se torna clara àqueles que “com toda humildade, lágrimas e provações” (v.19), se entregam a Deus de todo o coração. Assim como Paulo, permita que Deus faça de você um instrumento singular no avanço de Sua obra, e muito em breve, Ele vai lhe “dar herança” (v.32). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, instrumentos da graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 20 – O dom de línguas foi importante no avanço inicial da igreja; porém, a partir daqui não se menciona mais no livro de Atos.
Ele está presente em apenas três circunstâncias durante 30 anos de história (Atos 2:1-11; 10:44-48; 19:1-7). Esse dom não esteve presente no mega reavivamento espiritual registrado em Atos 8:14-17 nem em Atos 6:1-7 – nenhum dos sete diáconos cheios do Espírito Santo que recebeu imposição das mãos falou em línguas. Além de que, embora os apóstolos fizessem inúmeras maravilhas, o falar em línguas não consta na lista (Atos 4:16; 8:7).
O dom de línguas foi uma necessidade urgente no evangelismo. E, o Espírito Santo o dá a quem quer, quando perceber alguma necessidade (estude I Coríntios 14 com atenção). Por isso, até o final de Atos já não se registra mais tal dom.
Paulo pregava em vários países, e, como um homem culto, sabia vários idiomas. Do capítulo em pauta, alguns pontos sobressaem – considerando que, o evangelista havia deixado Éfeso para dar um último giro pela Grécia, passaria pela Ásia Menor, e ansiava chegar a Jerusalém:
1. Da Grécia para Éfeso, Paulo parou em Trôade para despedir-se. Ali o sermão foi muito demorado; Paulo falou noite adentro e, literalmente, matou o jovem Êutico de cansaço. Contudo, ele ressuscitou o jovem, celebrou a ceia, e fortaleceu a fé da comunidade (vs. 1-16).
2. De Mileto, Paulo mandou chamar os líderes espirituais, para uma reunião de anciãos; da qual podemos extrair princípios para nossas reuniões:
• É importante fazer uma retrospectiva do ministério eclesiástico com líderes da comunidade local (vs. 17-21);
• É interessante abrir o coração e revelar os sentimentos ali contidos (vs. 22-24);
• O líder dos líderes deve exortar quanto aos perigos doutrinários e sociais que podem penetrar nos limites da igreja (vs. 25-31);
• Finalmente, incentivar quanto a apegar-se à Palavra de Deus para moldar-se por ela, e a dedicar-se inteiramente ao povo de Deus (vs. 32-35).
Líderes como Paulo são apreciados. Depois de orarem, a despedida “foi um rio de lágrimas. Muitos abraçaram Paulo, não querendo deixá-lo ir… Com muita dor no coração, ales o acompanharam até o navio” sabendo que poderiam não vê-lo novamente (vs. 36-38).
Mais que ser moldado pelo exemplo de Paulo, sejamos modelados pela Palavra de Deus! – Heber Toth Armí.
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Primeiro dia da semana. No grego, a expressão é a mesma que ocorre em Mateus 28:1 (ver com. ali). Não há dúvida de que corresponde, pelo menos de modo geral, ao domingo. Contudo, os comentaristas se dividem quanto à noite em que ocorreu a reunião: depois do domingo ou antes dele.
Aqueles que favorecem o ponto de vista de que a reunião ocorreu no domingo à noite afirmam que Lucas, provavelmente um gentio, usou a contagem de tempo romana, segundo a qual o dia se iniciava à meia-noite. Por meio desse sistema de contagem do tempo, uma reunião na noite do primeiro dia da semana só poderia ser no domingo à noite. Eles também declaram que a sequência do versículo, “no primeiro dia da semana” e “no dia imediato”, sugere que a partida de Paulo ocorreu no segundo dia da semana; se esse for o caso, então a reunião só pode ter acontecido no domingo à noite. Também se pode observar que João chama a noite de domingo de primeiro dia da semana” (Jo 20:19), muito embora, segundo o sistema judaico de contagem do tempo, já fosse o segundo dia da semana (ver vol. 2, p. 85). É possível que Lucas tenha usado a expressão com o mesmo sentido aqui.
Outros comentaristas, inclusive Ellicott, Conybeare e Howson, e A. T. Robertson preferem compreender que a reunião ocorreu na noite anterior ao domingo. Uma vez que a contagem de tempo judaica marca o início do dia no pôr do sol, a parte escura do primeiro dia da semana corresponderia à noite anterior ao domingo, ou seja, ao sábado à noite. Tal sistema de contagem continuou a ser usado pelos cristãos por séculos e é razoável pensar que Lucas, sendo gentio ou não, o tenha empregado em sua narrativa. Em consequência disso, a reunião de Paulo em Trôade teria começado após o pôr do sol no sábado à noite e se estendido pela madrugada. No dia seguinte, o domingo, o apóstolo teria caminhado até Assôs.
Alguns escritores encontram nesta passagem um indício da observância do domingo no início da era cristã. O fato de Lucas ter usado o sistema de contagem de tempo judaico ou romano tem pouca importância sobre essa questão pois ele diz de forma clara que a reunião aconteceu “no primeiro dia da semana”. Caso estivesse usando o sistema judaico, a noite anterior ao domingo seria considerada o primeiro dia e; caso tenha empregado a marcação romana de tempo, a noite depois do domingo continuaria a corresponder ao primeiro dia. O fator significativo aqui, no que se refere à observância do domingo no início do cristianismo, é se esta reunião no primeiro dia constitui uma prática cristã regular ou se simplesmente acabou acontecendo no primeiro dia por causa da visita de Paulo.
A análise de toda a narrativa não apóia a visão de que Paulo fez essa reunião por se tratar do primeiro dia da semana. Ele estivera em Trôade por sete dias e com certeza já havia se, encontrado com os cristãos de lá mais de uma vez. Quando estava prestes a partir, o mais lógico seria realizar uma reunião de despedida e celebrar a Ceia do Senhor com eles. O comentário de Lucas de que isso ocorreu no primeiro dia da semana, em vez de consistir numa nota da observância do domingo, está em harmonia com toda a série de registros cronológicos com os quais o autor preenche a narrativa dessa viagem (ver At 20:3, 6, 7, 15, 16; 21:1, 4, 5, 7, 8, 10, 15). Portanto, a melhor maneira de entender essa passagem é que a reunião ocorreu não por ser domingo, mas porque Paulo “devia seguir viagem no dia-imediato” (At 20:7). Lucas inclui o relato da reunião por causa da experiência de Êutico e a observação de que se tratava do “primeiro dia da semana” é mera continuação do registro cronológico da jornada de Paulo.
Ao avaliar se essa passagem é uma evidência da guarda do domingo no início do cristianismo, Augustus Neander, destacado historiador da igreja observa: “A passagem não é totalmente convincente, pois a partida iminente do apóstolo pode ter unido a pequena igreja numa refeição fraterna e, nesta ocasião, o apóstolo fez seu último discurso, embora não tenha havido nenhuma celebração particular do domingo no caso” (The History of the Christian Religion and Church, trad. Henry John Rose, vol. 1, p. 337).
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 412, 413.
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TEXTO BÍBLICO ATOS 19 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 19 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 19 – COMENTÁRIO SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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