Reavivados por Sua Palavra


ATOS 20 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
15 de agosto de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO ATOS 20 – Primeiro leia a Bíblia

ATOS 20 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

ATOS 20 – COMENTÁRIO SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ATOS 20 by Jobson Santos
15 de agosto de 2021, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/20

Paulo planejava navegar de Corinto para Jerusalém. Mas em vez disso decidiu retornar por terra, através da Macedônia, depois que tomou conhecimento de uma conspiração para matá-lo (Atos 20:3). Depois de uma semana com Lucas em Filipos, ele se reuniu com os outros homens em Trôade, onde ele ressuscitou Êutico no meio de um sermão que durou a noite toda (Atos 20:7-12)! Na parte da manhã, os companheiros de Paulo embarcaram em um navio que ia para Assos, mas Paulo decidiu ir a pé. Ele queria privacidade para pensar e orar (Atos dos Apóstolos, p.392).

Novamente num navio, Paulo e sua equipe finalmente atracaram em Mileto, a 30 km de Éfeso. De lá, ele enviou mensagem aos anciãos de Éfeso para virem vê-lo. Em seus conselhos aos anciãos (v. 20, 27, 28, 30 e 31), o grande apóstolo destacou as duas funções do ancião, de acordo com o Novo Testamento. A primeira, ensinar a Palavra (1 Timóteo 1:5, 9), para o rebanho crescer espiritualmente e não se extraviar. A segunda, liderar (Atos 20:28), isto é, pastorear o rebanho com sabedoria e habilidade, fazendo referência ao ministério dos pastores de hoje de ensinar a Palavra e liderar o rebanho, que também se aplica aos anciãos.

Muitos que leem esse blog são líderes em sua igreja. Lembrem-se, vocês, de sua responsabilidade: ser um professor da Palavra, e um líder do rebanho. Estas são as duas principais responsabilidades de pastores e anciãos na igreja. Isto é o que Paulo fez, e, Oh!, como ele amava o seu rebanho! (Atos 20:36-38).

Ron E. M. Clouzet
Pastor Ministerial
Divisão Norte da Asia-Pacífico

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1284
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



ATOS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
15 de agosto de 2021, 0:50
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958 palavras

1 Despediu-se. A expressão grega significa “dizer palavras de despedida”. Com certeza, Paulo permaneceu em Éfeso até a igreja se acalmar mais uma vez. Ele passou cerca de três anos ali (provavelmente, de 54 a 57 d.C). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 410.

1,2 Nesta altura (55 d.C.), Paulo redigiu a segunda carta aos coríntios e evangelizou a área até ao Ilírico [hoje, Albânia] (cf Rm 15.19). Bíblia Shedd.

3 três meses. Provável referência à estadia em Corinto, capital da Acaia. Seriam os meses de inverno, nos quais os navios não navegavam regularmente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Uma conspiração por parte dos judeus. Os judeus haviam tentado envolver Gálio em seus ataques a Paulo durante sua última visita a Corinto e, então, tentaram se vingar do apóstolo secretamente. Sem dúvida, a intenção era matá-lo. Quando Paulo ficou sabendo da conspiração, mudou os planos e partiu com seus companheiros para a Macedônia, a fim de frustrar os conspiradores. CBASD, vol. 6, p. 411.

4 Os companheiros de viagem de Paulo estão relacionados por nome. Podem ter sido representantes da igreja oficial, designados para viajar com Paulo a fim de entregar o dinheiro coletado para ajudar a igreja de Jerusalém. Bíblia de Genebra.

No primeiro dia da semana. Ver comentário estendido aqui.

9 Adormecendo profundamente. Literalmente, “vencido pelo sono”. Sem dúvida, o ar ficou pesado por causa do calor e da fumaça das lâmpadas a óleo, e o jovem não conseguiu mais resistir ao sono. CBASD, vol. 6, p. 413.

11 Subindo. A calma do apóstolo, bem como suas palavras, devem ter impressionado a congregação agitada. Paulo voltou para o cenáculo e deu continuidade à reunião. CBASD, vol. 6, p. 414.

12 Vivo. Não haveria motivo para usar esta palavra caso “levantado morto” não significasse morte real. Fica claro que o médico Lucas narra um milagre de restauração da vida. CBASD, vol. 6, p. 414.

13 Assôs. Situada na península, oposta a Trôade – numa distância de uns 32 km por terra. A distância pelo litoral, no entanto, era de uns 64 km. Assim, Paulo não levou mais tempo que o navio que navegou em redor da península. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 Mileto. 48 km ao sul de Éfeso, sendo o porto destinatário do navio em que Paulo viajava. Para aportar em Éfeso, teria de embarcar em outro navio, e assim teria perdido tempo (cf. v. 16). Se tivesse chegado a Éfeso, teria o dever de visitar várias famílias, o que teria levado mais tempo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 Mandou. Paulo não poderia deixar a região sem fazer contato com a igreja de Éfeso, na qual sofrera tanto e onde produzira tantos frutos para o Senhor. Por isso, convocou os líderes a fazer a jornada até Mileto para se encontrar com ele e conversar sobre os problemas da igreja. CBASD, vol. 6, p. 415.

18 Disse-lhes. A partir daqui se inicia o discurso mais terno dos lábios de Paulo do qual há registro. Não foi uma fala evangelística, mas, sim, de exortação, lembrando os ouvintes dos sacrifícios pessoais e da integridade de seu caráter, bem como desafiando-os a aceitar as responsabilidades de seu ofício e a desempenhá-lo com fidelidade. As advertências se aplicam a qualquer era e localidade da igreja, ecoando nas palavras de Efésios 5 e 6. CBASD, vol. 6, p. 415.

25 Não vereis mais o meu rosto. Paulo acreditava, por motivos não revelados aqui, que aqueles presbíteros de Éfeso e, sem dúvida, as igrejas de Mileto e Éfeso nunca mais o veriam. Essa crença podia se dever aos perigos que ele sabia que o aguardaram. CBASD, vol. 6, p. 418. Bíblia de Genebra.

26 Vos protesto. Fica claro que mesmo na igreja de Éfeso houve detratores do apóstolo que minavam sua integridade. Bíblia Shedd.

27 anunciar todo o desígnio de Deus. O cristianismo não tem segredos ou doutrinas ocultas como o gnosticismo. Bíblia Shedd.

28 para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue. A expressão é notável pelo modo como reconhece que o sangue de Cristo é o sangue de Deus. Bíblia de Genebra.

29 Depois da minha partida. Paulo atuara como guardião das igrejas que ele reunira. O perigo que elas enfrentavam aumentaria em sua ausência. De maneira semelhante, Israel foi fiel durante os dias de Josué e dos anciãos que viveram mais do que ele (Jz 2:7), mas logo depois veio a apostasia. CBASD, vol. 6, p. 420.

34 Estas mãos serviram. Esta expressão aponta para o costume de Paulo de trabalhar para se sustentar e é introduzida como parte de sua defesa da acusação de cobiça. Ele trabalhou em seu ofício de fazer tendas com Aquila e Priscila, em Corinto. Trabalhara anteriormente em Éfeso e em Tessalônica. Este versículo dá evidências de que ele fizera o mesmo em Éfeso. Paulo trabalhava não só para se sustentar, mas também para prover para alguns que estavam com ele e necessitavam de sua ajuda. Talvez Timóteo, com suas frequentes enfermidades” (lTm 5:23), fosse um deles. O apóstolo não considerava degradante trabalhar para custear suas despesas enquanto pregava o evangelho, numa época em que a igreja ainda não havia aprendido a prover para seus ministros. CBASD, vol. 6, p. 422.

35 Mais bem-aventurado é dar que receber. O único ditado direto de Jesus preservado fora dos evangelhos do NT. Paulo (24) e Jesus (28) viveram a realidade deste ditado. Bíblia Shedd.

36 Ajoelhando-se. Postura normal de oração (SI 95:6; Dn 6:10), apropriada por consistir num marco de humildade diante da majestade divina a quem a oração se dirige, adotada sobretudo em momentos solenes. Paulo é retratado se ajoelhando também ao se despedir dos irmãos de Tiro. CBASD, vol. 6, p. 423.

37 Abraçando afetuosamente a Paulo. Forma oriental de abraço por ocasião de um encontro ou de uma despedida. Os amigos de Paulo o amavam. CBASD, vol. 6, p. 423.

38 Acompanharam-no. Literalmente, “o enviaram”. As mesmas palavras são traduzidas por “acompanhados”. Os presbíteros de Éfeso permaneceram o maior tempo possível com Paulo, indo até o navio no qual ele embarcaria. CBASD, vol. 6, p. 423.



ATOS 20 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
15 de agosto de 2021, 0:45
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“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue” (v.28).

As pregações de Paulo possuíam uma singularidade e um poder de persuasão sobrenaturais. Eleito por Deus para uma obra grandiosa, ele não considerava a si mesmo grande coisa, mas em atitude de constante vigilância e submissão, quedava-se aos pés de Jesus, dia após dia. Com palavras de conforto, animava o coração dos crentes por onde quer que fosse, e não media esforços para “anunciar todo o desígnio de Deus” (v.27). Em Trôade, por exemplo, é-nos relatado que Paulo pregou “até à meia-noite” (v.7), quando foi interrompido pelo que poderia ter sido uma fatalidade irreversível.

O discurso que revelava aos ouvintes palavras de vida eterna, foi pausado pela morte do jovem Êutico, que tomado pelo sono, “caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto” (v.9). Ao reerguer aquele jovem novamente com vida, Paulo “ainda lhes falou largamente até ao romper da alva” (v.11) e deixou a todos “grandemente confortados” (v.12). Mas ele precisava prosseguir em sua peregrinação. Após passar em algumas cidades, chegou a Mileto, de onde mandou chamar em Éfeso “os presbíteros da igreja” (v.17). Em seu discurso a estes líderes efésios, Paulo enfatizou a importância de permanecer em firmeza de propósito. Através de uma vida de oração e fé nas provações, Paulo testemunhou de Jesus “publicamente e também de casa em casa” (v.20).

O propósito da vida do apóstolo era difundir a mensagem do evangelho a fim de apressar o retorno do seu Salvador. Tanto que nos textos em que Paulo falou sobre a volta de Jesus, ele incluiu a si mesmo no grupo dos salvos que verão a Jesus, ainda vivos, quando Ele voltar, acreditando que aconteceria no seu tempo. Entretanto, de uma coisa Paulo tinha certeza: até lá, “cadeias e tribulações” (v.23) o esperavam. Estava plenamente ciente dos riscos que corria, mas em nada considerava a vida preciosa para si mesmo, contanto que completasse a sua carreira e o ministério que recebeu do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus (v.24).

O testemunho de Paulo atravessou gerações até encontrar a nossa. Geração esta que beira o cumprimento da tão extraordinária promessa do segundo advento de Cristo a esta terra. E as mesmas advertências que Paulo deu aos efésios, Jesus as declarou para o nosso tempo. Paulo disse: “entre vós penetrarão lobos vorazes” (v.29). Jesus disse: “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt.24:11). Paulo falou: “dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (v.30). Disse Jesus: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). Paulo afirmou: “Portanto, vigiai” (v.31). Jesus disse: “Portanto, vigiai” (Mt.24:42). Percebem o contexto escatológico? Paulo procurava preparar uma igreja que estivesse pronta para encontrar a Cristo nas nuvens do céu, “todos os que são santificados” (v.32).

A cobiça foi o pecado destacado por Paulo neste episódio. Seu exemplo de honestidade e serviço testemunhou a seu favor e de seus semelhantes. Ao mesmo tempo em que procurava manter-se por conta própria, seu coração também era movido a “socorrer aos necessitados” (v.35). E despedindo-se daqueles que afirmou que não veria mais, “houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam” (v.37). Notem que o discurso de Paulo não foi uma agradável antífona, mas uma severa advertência contra a letargia espiritual, os falsos cristãos e contra a cobiça. Suas palavras, no entanto, foram recebidas pelos ouvintes como palavras de um pai que corrige os filhos com amor.

A Bíblia está repleta de admoestações e advertências que nem todos estão dispostos a dar ouvidos. Muitos têm sustentado a ideia de que omitindo o estudo das Escrituras estão livres de obedecê-la. Outros, contudo, apreciam certas porções da Palavra de Deus enquanto ignoram aquelas que julgam demasiado difícil de seguir. Eu não sei se você faz parte de um destes grupos acima. Mas o Espírito Santo nos convida, hoje, a conhecer “toda a verdade” (Jo.16:13). A fazer parte dos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Toda a Bíblia se torna clara àqueles que “com toda humildade, lágrimas e provações” (v.19), se entregam a Deus de todo o coração. Assim como Paulo, permita que Deus faça de você um instrumento singular no avanço de Sua obra, e muito em breve, Ele vai lhe “dar herança” (v.32). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, instrumentos da graça de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 20 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
15 de agosto de 2021, 0:40
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ATOS 20 – O dom de línguas foi importante no avanço inicial da igreja; porém, a partir daqui não se menciona mais no livro de Atos.

Ele está presente em apenas três circunstâncias durante 30 anos de história (Atos 2:1-11; 10:44-48; 19:1-7). Esse dom não esteve presente no mega reavivamento espiritual registrado em Atos 8:14-17 nem em Atos 6:1-7 – nenhum dos sete diáconos cheios do Espírito Santo que recebeu imposição das mãos falou em línguas. Além de que, embora os apóstolos fizessem inúmeras maravilhas, o falar em línguas não consta na lista (Atos 4:16; 8:7).

O dom de línguas foi uma necessidade urgente no evangelismo. E, o Espírito Santo o dá a quem quer, quando perceber alguma necessidade (estude I Coríntios 14 com atenção). Por isso, até o final de Atos já não se registra mais tal dom.

Paulo pregava em vários países, e, como um homem culto, sabia vários idiomas. Do capítulo em pauta, alguns pontos sobressaem – considerando que, o evangelista havia deixado Éfeso para dar um último giro pela Grécia, passaria pela Ásia Menor, e ansiava chegar a Jerusalém:

1. Da Grécia para Éfeso, Paulo parou em Trôade para despedir-se. Ali o sermão foi muito demorado; Paulo falou noite adentro e, literalmente, matou o jovem Êutico de cansaço. Contudo, ele ressuscitou o jovem, celebrou a ceia, e fortaleceu a fé da comunidade (vs. 1-16).

2. De Mileto, Paulo mandou chamar os líderes espirituais, para uma reunião de anciãos; da qual podemos extrair princípios para nossas reuniões:
• É importante fazer uma retrospectiva do ministério eclesiástico com líderes da comunidade local (vs. 17-21);
• É interessante abrir o coração e revelar os sentimentos ali contidos (vs. 22-24);
• O líder dos líderes deve exortar quanto aos perigos doutrinários e sociais que podem penetrar nos limites da igreja (vs. 25-31);
• Finalmente, incentivar quanto a apegar-se à Palavra de Deus para moldar-se por ela, e a dedicar-se inteiramente ao povo de Deus (vs. 32-35).

Líderes como Paulo são apreciados. Depois de orarem, a despedida “foi um rio de lágrimas. Muitos abraçaram Paulo, não querendo deixá-lo ir… Com muita dor no coração, ales o acompanharam até o navio” sabendo que poderiam não vê-lo novamente (vs. 36-38).

Mais que ser moldado pelo exemplo de Paulo, sejamos modelados pela Palavra de Deus! – Heber Toth Armí.



Paulo e a reunião no primeiro dia da semana em Atos 20:7 by Jeferson Quimelli
15 de agosto de 2021, 0:35
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Primeiro dia da semana. No grego, a expressão é a mesma que ocorre em Mateus 28:1 (ver com. ali). Não há dúvida de que corresponde, pelo menos de modo geral, ao domingo. Contudo, os comentaristas se dividem quanto à noite em que ocorreu a reunião: depois do domingo ou antes dele.

Aqueles que favorecem o ponto de vista de que a reunião ocorreu no domingo à noite afirmam que Lucas, provavelmente um gentio, usou a contagem de tempo romana, segundo a qual o dia se iniciava à meia-noite. Por meio desse sistema de contagem do tempo, uma reunião na noite do primeiro dia da semana só poderia ser no domingo à noite. Eles também declaram que a sequência do versículo, “no primeiro dia da semana” e “no dia imediato”, sugere que a partida de Paulo ocorreu no segundo dia da semana; se esse for o caso, então a reunião só pode ter acontecido no domingo à noite. Também se pode observar que João chama a noite de domingo de primeiro dia da semana” (Jo 20:19), muito embora, segundo o sistema judaico de contagem do tempo, já fosse o segundo dia da semana (ver vol. 2, p. 85). É possível que Lucas tenha usado a expressão com o mesmo sentido aqui.

Outros comentaristas, inclusive Ellicott, Conybeare e Howson, e A. T. Robertson preferem compreender que a reunião ocorreu na noite anterior ao domingo. Uma vez que a contagem de tempo judaica marca o início do dia no pôr do sol, a parte escura do primeiro dia da semana corresponderia à noite anterior ao domingo, ou seja, ao sábado à noite. Tal sistema de contagem continuou a ser usado pelos cristãos por séculos e é razoável pensar que Lucas, sendo gentio ou não, o tenha empregado em sua narrativa. Em consequência disso, a reunião de Paulo em Trôade teria começado após o pôr do sol no sábado à noite e se estendido pela madrugada. No dia seguinte, o domingo, o apóstolo teria caminhado até Assôs.

Alguns escritores encontram nesta passagem um indício da observância do domingo no início da era cristã. O fato de Lucas ter usado o sistema de contagem de tempo judaico ou romano tem pouca importância sobre essa questão pois ele diz de forma clara que a reunião aconteceu “no primeiro dia da semana”. Caso estivesse usando o sistema judaico, a noite anterior ao domingo seria considerada o primeiro dia e; caso tenha empregado a marcação romana de tempo, a noite depois do domingo continuaria a corresponder ao primeiro dia. O fator significativo aqui, no que se refere à observância do domingo no início do cristianismo, é se esta reunião no primeiro dia constitui uma prática cristã regular ou se simplesmente acabou acontecendo no primeiro dia por causa da visita de Paulo.

A análise de toda a narrativa não apóia a visão de que Paulo fez essa reunião por se tratar do primeiro dia da semana. Ele estivera em Trôade por sete dias e com certeza já havia se, encontrado com os cristãos de lá mais de uma vez. Quando estava prestes a partir, o mais lógico seria realizar uma reunião de despedida e celebrar a Ceia do Senhor com eles. O comentário de Lucas de que isso ocorreu no primeiro dia da semana, em vez de consistir numa nota da observância do domingo, está em harmonia com toda a série de registros cronológicos com os quais o autor preenche a narrativa dessa viagem (ver At 20:3, 6, 7, 15, 16; 21:1, 4, 5, 7, 8, 10, 15). Portanto, a melhor maneira de entender essa passagem é que a reunião ocorreu não por ser domingo, mas porque Paulo “devia seguir viagem no dia-imediato” (At 20:7). Lucas inclui o relato da reunião por causa da experiência de Êutico e a observação de que se tratava do “primeiro dia da semana” é mera continuação do registro cronológico da jornada de Paulo.

Ao avaliar se essa passagem é uma evidência da guarda do domingo no início do cristianismo, Augustus Neander, destacado historiador da igreja observa: “A passagem não é totalmente convincente, pois a partida iminente do apóstolo pode ter unido a pequena igreja numa refeição fraterna e, nesta ocasião, o apóstolo fez seu último discurso, embora não tenha havido nenhuma celebração particular do domingo no caso” (The History of the Christian Religion and Church, trad. Henry John Rose, vol. 1, p. 337).

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 412, 413.




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