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“Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (v.16).
De diversas formas Deus tem transmitido à humanidade os oráculos do Céu em linguagem que possamos compreender. A fim de anunciar o dilúvio, Ele ordenou a Noé que construísse uma arca. Aquela gigante embarcação tão bem trabalhada e nunca vista antes era o recado de Deus para o mundo de que o dilúvio viria, quer acreditassem quer não. O santuário no deserto era uma maquete ilustrativa do plano da redenção. A serpente levantada no deserto, uma figura do sacrifício salvífico de Cristo. O casamento do profeta Oseias, uma ilustração da infidelidade de Israel. Em todas as épocas, Deus tem suscitado diferentes formas de transmitir a Seu povo mensagens de advertência e salvação.
Apontando para o tempo messiânico, o salmista escreveu: “Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos” (Sl.78:2). O ensino de Jesus por parábolas foi justificado por Ele como o cumprimento do que também escreveu o profeta Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhes os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo” (Is.6:9-10). Parece ser algo tão contraditório se comparado ao ministério de Jesus como um todo. Não é mesmo? As parábolas estavam envoltas em mistério para as multidões, sendo reveladas apenas aos discípulos. O que nos deixa uma lição de fundamental importância: estar com a maioria nem sempre significa estar com a razão.
As multidões que afluíam a fim de ouvir o Mestre estavam tão prontas para aclamá-Lo rei como para arremeter contra a Sua vida. Sua reação dependia do que Jesus realizava. Se multiplicava pães e peixes ou fazia muitos milagres, Jesus era ovacionado. Mas se declarava ser Aquele de quem os profetas escreveram, estavam prontas para precipitá-Lo despenhadeiro abaixo (Lc.4:29). Aquelas multidões representam as sementes lançadas à beira do caminho, em solo rochoso e entre os espinhos. São aqueles que não compreendem a Palavra, os que a recebem com alegria, mas não têm raiz e os que amam mais o mundo do que ao Senhor. Estas três classes fazem parte do mesmo grupo descrito por Isaías: “Porque o coração deste povo está endurecido” (v.15).
A semente do evangelho tem sido lançada em todos os lugares. Em Sua justiça, Deus não deixará que uma pessoa sequer tome por defesa o nunca ter sido alcançada pela oportunidade de conhecê-Lo. Através do bom solo de corações dispostos a amar e servir ao Senhor com alegria, Deus tem espalhado as boas-novas da salvação pela fé em Cristo Jesus “a cem, a sessenta e a trinta por um” (v.23). Os verdadeiros discípulos de Jesus são bem-aventurados porque permitiram ter seus olhos e ouvidos bem abertos à compreensão da verdade que liberta, que santifica e que salva.
Mas a igreja de Cristo ainda é composta de joio e trigo, de peixes bons e de peixes ruins. Nossa missão, no entanto, consiste apenas em plantar e pescar. A colheita e a separação dos peixes pertencem aos anjos subordinados ao Senhor. E isso está bem claro: “Mandará o Filho do Homem os Seus anjos, que ajuntarão do Seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes” (v.41-42). “Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes” (v.49-50). Amados, se o reino dos céus não for em nossa vida semelhante a um tesouro escondido ou a “uma pérola de grande valor” (v.46); se nosso coração estiver endurecido pelas vaidades deste mundo e maus sentimentos, nunca poderemos entender “todas estas coisas” (v.51), os preciosos mistérios do reino dos céus, porque “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10).
Aqueles que desejam ardentemente o reino dos céus e habitar para sempre com Jesus, orem comigo neste momento:
Pai de amor, a Ti suplicamos pelo Espírito Santo em nossa vida para que, iluminados por Tua sabedoria, pela fé, possamos Te ver, ouvir a Tua voz e entender todas estas coisas. Em nome de Jesus Te pedimos e Te agradecemos. Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
2 Comentários so far
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Irmã Rosana Garcia Barros, só uma observação: as multidões representam cada um dos tlpos de solos aonde a semente, que é a Palavra de Deus, foi lançada. Excelente seu comentário! Louvado seja o nome de nosso Deus! Que Ele continue abençoando este Projeto do Reavivados por Sua Palavra!
Comentário por Antonio dos Santos Neto 12 de maio de 2021 @ 7:40Muito obrigado pelo seu comentário e apreciação.
Comentário por Jeferson Quimelli 12 de maio de 2021 @ 20:48Na verdade, a irmã Rosana estava se referindo especificamente àquela multidão que estava seguindo o Mestre, que “estavam tão prontas para aclamá-Lo rei como para arremeter contra a Sua vida”, demonstrando, assim a inconstância, interesse e superficialidade de sua experiência espiritual.