Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
29 de dezembro de 2020, 0:50
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1870 palavras

1 A palavra do SENHOR. O capítulo é mais poético do que as mensagens precedentes  e pode ser considerado como um cântico de lamentação. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 654.

2 Fim. A repetição desta expressão é sem dúvida para ênfase. CBASD, vol. 4, p. 654.

Quatro cantos. Literalmente, “quatro alas”. A expressão hebraica equivale à expressão: “os quatro pontos cardeais”, ou “norte, sul, leste e oeste”(ver Is 11:12; Ap 7:1). É predito o fim de Israel como nação. CBASD, vol. 4, p. 654.

4 Não terei piedade. Isto é, Deus não deixará, por Sua piedade, que é um atributo integrante de Seu caráter, de cumprir os juízos. Aqui, a palavra traduzida como “piedade”não se refere à emoção da piedade, mas àquilo que alguém faz quando tem piedade. CBASD, vol. 4, p. 654.

5 Mal após mal. Calamidades após calamidades sobreviriam a Judá. CBASD, vol. 4, p. 654, 655.

ARC: “Um mal … um só mal“. Um mal sem precedentes ou paralelos virá, um mal que irá sobressair-se de todos os outros. Não haverá como produzir situação semelhante. Bíblia de Estudo Andrews.

6 Despertou-se. Há um jogo de palavras que não pode ser reproduzido na tradução. A palavra para “fim” (qets) tem quase o mesmo som que o verbo “despertou-se”(quts). O castigo previsto estava se despertando para cumprir sua tarefa de destruição. CBASD, vol. 4, p. 655.

7 Alegria. …um grito de alegria dos que prensavam uvas (ver Jr 25:30; 51:14). No lugar desse grito alegre estaria o barulho discordante e aterrador da batalha e da guerra. CBASD, vol. 4, p. 655.

o dia. Os profetas do Antigo Testamento falaram com frequência sobre “o dia” ou sobre “o Dias do Senhor” … Este seria o ia em que o Senhor haveria de vir para julgar os seus inimigos e vindicar o seu nome. Dependendo do contexto no qual fosse falado pelo profeta, o Dia do Senhor podia significar alegria ou tristeza para Israel. Bíblia de Genebra.

10, 11 No capítulo 7, Ezequiel prediz a completa destruição de Judá. O ímpio e orgulhoso finalmente teria o que merecia. Se parece que Deus ignora as más e orgulhosas pessoas de nossos dias, tenha certeza que o dia do julgamento chegará, assim como chegou para o povo de Judá. Deus está esperando pacientemente que os pecadores se arrependam (ver 2 Pedro 3:9), mas quando o julgamento chegar, “ninguém do povo será deixado”. O que você decidir a respeito de Deus agora determinará então o seu destino. Life Application Study Bible Kingsway.

10 Floresceu a vara. Intérpretes judeus geralmente entendiam que a vara é uma referência ao conquistador caldeu, como a vara da ira do Senhor. Do mesmo modo que um rebento, seu poder estava crescendo, dando sinais de vitalidade, tomando rapidamente a forma que capacitaria o conquistador a dar fortes golpes. CBASD, vol. 4, p. 655.

Quanto mais indomável o nosso orgulho, nosso amor próprio, tanto mais estaremos instigando a vara para as nossas próprias costas. Bíblia Shedd.

Há dois pecados mencionados em particular que trouxeram o julgamento divino sobre eles: o orgulho e a opressão. Deus iria humilhar o povo com Seus juízos, pois eles haviam feito de si mesmos importantes. Seus inimigos iriam tratá-los duramente, pois eles haviam tratado duramente uns aos outros. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

12 O que compra não se alegra. Um aspecto importante da atividade israelita estava na compra e venda de terras. Segundo a lei (Lv 25:14-16), a posse em caso algum se estendia para além do ano do jubileu, ocasião em que todas as terras voltavam para quem as possuía por direito de herança. A venda de imóveis a preços baixos naturalmente traria alegria ao comprador. Por outro lado, as pessoas geralmente dispõem de suas propriedades com tristeza, por terem de transferir seus direitos a outros. Uma vez que o cerco estava próximo, Ezequiel declara que o comprador não terá motivos para se alegrar, porque não desfrutará o que comprou; e o vendedor não terá motivos para lamentar a perda de suas posses pela venda, porque, de qualquer forma, o cativeiro iminente o privaria de sua propriedade. CBASD, vol. 4, p. 655, 656.

No meio da desgraça, o comércio, o negociar, não será mais um interesse que consome todas as forças do homem, não continuará a ser uma paixão que desvia o coração humano nas épocas de prosperidade e paz. Bíblia Shedd.

13 Não voltará atrás. O vendedor, sem dúvida, estava em uma idade em que dificilmente poderia esperar viver até o término dos 70 anos de cativeiro, e o ano do jubileu não lhe seria de nenhum proveito estando cativo. CBASD, vol. 4, p. 656.

14 Não há quem vá. Uma figura que ilustra a falta de ânimo, talvez devido a uma consciência de culpa que finalmente levou os judeus a perceberem que não podiam esperar receber a ajuda de Deus. CBASD, vol. 4, p. 656.

15 Fora. A situação num cerco é que fora das muralhas há o perigo da morte pela mão do inimigo, e dentro das muralhas há morte lenta pela fome e pela peste (2 Rs 7.3-4). Bíblia Shedd.

16 Como pombas. Uns poucos escapariam e encontrariam refúgio nas montanhas, mas a condição deles seria de extrema dificuldade. CBASD, vol. 4, p. 656.

Gemendo. Quando o pecado produz seus amargos resultados, muitas vezes há dolorosos pesares. Infelizmente, esses pesares são pelas duras consequências do mal, em vez de pelo fato de o pecado desonrar a Deus. Os seres humanos anseiam o livramento das consequências, e não necessariamente a libertação da culpa e do poder do pecado; porém este deve preceder o anterior. CBASD, vol. 4, p. 656.

17 Mãos … débeis … joelhos … água. Uma figura que expressa a debilidade e o desamparo geral dos fugitivos. As mãos que deveriam ter sido fortes para empunhar armas de guerra e construir fortificações não se moviam. Os joelhos, que deveriam ter sido fortes para ficar em pé na batalha ou correr da espada desembainhada, recusava-se a agir. CBASD, vol. 4, p. 656.

todos os joelhos, em água. Ou “joelhos molhados de urina”, por causa do medo. Bíblia de Estudo Andrews.

18 De pano de saco … horror … vergonha. No Oriente, este é um sinal comum de tristeza, humilhação e miséria. O horror resultava da terrível apreensão diante dos males crescentes, e a vergonha era decorrente dos desapontamentos, da culpa consciente e da desilusão. CBASD, vol. 4, p. 656.

Pano de saco. A roupa tosca e dolorida usada pelos que estão enlutados. Bíblia Shedd.

Calva. A calvície era, muitas vezes, autoinfligida como sinal de grande tristeza (ver Is 15:2; Jr 7:29; 48:37; Am 8:10). CBASD, vol. 4, p. 656.

O costume universal entre os povos semíticos era fazer calva na testa quando da morte de um ente querido. Aos israelitas, este ato foi proibido. Bíblia Shedd.

19 Sua prata … ouro. Provavelmente uma referência ao ato de jogar fora coisas valiosas durante uma fuga, ou uma referência aos ídolos, que se demonstrariam inúteis no dia da calamidade. CBASD, vol. 4, p. 656.

A sua prata lançarão … seu ouro será como imundícia. Eles não irão beneficiar-se de seus bens e riquezas. … Seu ouro e sua prata serão lançados nas ruas, porque seriam uma inconveniência para eles, algo que retardaria sua fuga. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

Será como sujeira. Isto é, seria considerado algo impuro. CBASD, vol. 4, p. 656.

O povo de Deus tem permitido que seu amor pelo dinheiro o leve ao pecado. E, por isso, Deus os destruirá. O dinheiro tem o estranho poder de levar as pessoas ao pecado. Paulo disse que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6:10). É irônico que usamos o dinheiro – um dom de Deus – para comprar coisas que nos separam dEle. É trágico que gastemos tanto dinheiro buscando satisfazer a nós mesmos, e tão pouco tempo buscando a Deus, a verdadeira foste de satisfação. Life Application Study Bible Kingsway.

20 De tais preciosas joias fizeram. As pessoas haviam usado as riquezas, a prata e o ouro para fazer ídolos detestáveis, que Deus abominava. CBASD, vol. 4, p. 656.

Deus deu a Seu povo prata e ouro, mas eles os usaram para fazer ídolos. Os recursos que Deus nos dá deveriam ser usados para fazer o Seu trabalho e realizar Sua vontade, mas muito frequentemente nós os usamos para satisfazer os nossos desejos. Quando abusamos dos dons de Deus ou usamos egoisticamente, perdemos o real propósito que Deus tem em mente. Isto é ter visão limitadas tão quanto a idolatria é. Life Application Study Bible Kingsway.

soberba. Normalmente, tida por vício de confiar em si mesmo e não em Deus; aqui se refere ao pecado de confiar em ídolos construídos pelas mãos humanas, de materiais corruptíveis, inclusive a prata. Bíblia Shedd.

Imagens de suas abominações. O templo de Deus estava servindo a um propósito errado. Eis a grande desonra que eles fizeram contra o Altíssimo ao profanar o santuário divino: produziram imagens de suas falsas divindades e puseram-nas no templo de Deus. Não poderia ser feita maior afronta contra o Senhor; por isso, o povo ficaria destituído do templo. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

22-27 Visto que Deus tinha escolhido Jerusalém como sua habitação na terra e, no passado, havia combatido miraculosamente em favor da cidade (2Rs 18-19; 2Cr 32; Is 36.370, Judá chegou a aceitar, como uma verdade teológica, a noção de que a cidade era inviolável. Contemporâneo de Ezequiel, Jeremias também tinha advertido os habitantes da cidade para não confiar na existência do templo como garantia de sua própria segurança (Jr 7.1-15; 26.1-19). Bíblia de Genebra.

22 O lugar que tanto amo (NVI). O templo de Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Meu recesso (ARA). O Santo dos Santos, no templo em Jerusalém. Bíblia Shedd.

23 Cadeia. Para levar os exilados até Babilônia (ver 2Rs 25:7; Jr 40:1; Na 3:10). Bíblia de Estudo Andrews.

Assim como foi ordenado a Jeremias que fizesse correias e canzis (Jr 27:2), talvez tenha sido dito a Ezequiel que encenasse o cativeiro iminente, quando tanto o rei como o povo seriam levados em cadeias para Babilônia (2Rs 25:7; Jr 40:1). CBASD, vol. 4, p. 656, 657.

24 os piores de entre as nações. Isto é, os caldeus. CBASD, vol. 4, p. 657.

Seus lugares santos. Alguns acham que a referência aqui não seja ao templo, mas a santuários particulares erigidos na cobertura das casas e em jardins. CBASD, vol. 4, p. 657.

25 Destruição. A referência é, sem dúvida, ao horror e à aflição que acompanham grandes juízos, assim como Cristo descreveu vividamente: “Haverá homens que desmaiarão de terror”(Lc 21:26). CBASD, vol. 4, p. 657.

26 Rumor. Isto pode ser comparado com a expressão “guerras e rumores de guerras”(Mt 24:6; cf. Lc 21:9). A circulação de rumores incertos em época de invasão e de guerra intensifica a aflição. Por isso é dito que, em período de angústia, em vão se buscam as principais fontes de instrução: profetas, sacerdotes e anciãos (ver 1Sm 28:6; Jr 5:31; 6:13; 23:21-40; 28:1-9; Lm 2:9; Am 8:11; Mq 3″6). CBASD, vol. 4, p. 657.

26 Buscarão do profeta uma visão. Eles buscarão uma visão do profeta para assegurarem-se de um desfecho feliz. Ora, eles não tinham dado ouvidos ao que Deus tinha para dizer-lhes por convicção; portanto o Senhor não teria nada para dizer-lhes como encorajamento. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

A verdadeira riqueza de Israel fora a visão dos profetas, a aplicação da lei feita pelos sacerdotes, o conselho dado de cidade em cidade pelos piedosos anciãos locais. Mas o povo escolhera a idolatria e as alianças com nações pagãs; por isso o pouco que lhes restava já desaparecera (Mt 25.29). Só lhe restava todo o desespero descrito no versículo seguinte. Bíblia Shedd.

27 rei … príncipe. Aqui, os dois substantivos referem-se à mesma pessoa. [Mas] Ezequiel considerava Joaquim o verdadeiro rei (1.2) e Zedequias, mero príncipe (12.112). Bíblia de Estudo NVI Vida.

 

Recentemente, preguei uma série de sermões sobre Ezequiel. Quando eu cheguei ao capítulo sete, eu pulei e preguei sobre o capítulo oito. Para ser honesto, eu saltei capítulo sete porque é um capítulo difícil. Ele fala sobre juízo e eu sempre tive dificuldades nesta questão.

Quando eu era jovem, eu estava frequentemente em problemas. Eu era o que minha esposa chama de uma criança “a todo vapor”. Eu estava constantemente fazendo o que não deveria fazer e constantemente deixando de fazer o que eu deveria fazer. Como resultado disso, enfrentei muita disciplina e julgamento. Eu era manipulador e rápido para transferir a culpa e a responsabilidade para outras crianças na família, mas a justiça, mesmo que adiada com sucesso por algum tempo, sempre me encontrava com força total.

Eu nunca tive um grande interesse em juízo, de modo que pular o capítulo sete não foi uma coisa muito difícil de fazer. Mas, enquanto eu trabalhava nos próximos capítulos na minha série de sermões, o Senhor me convenceu a não pular este capítulo, mas voltar para ele e pregar o que estava no texto.

Enquanto eu estudava este capítulo e orava, algumas coisas se destacaram para mim, como a forma completa e devastadora que o juízo divino sobre Israel deveria ser e quão pessoal foi para Deus o ato de julgamento (observe todos os pronomes pessoais em versículos 8-9). Que completo fracasso foram os ídolos de Israel em protegê-los da Babilônia!

Esquadrinhei esse texto à procura de algum vislumbre da graça de Deus, mas tudo o que eu encontrei foi o Seu juízo pessoal e abrangente.

Foi então que Deus realmente começou a falar ao meu coração. Foi por causa da minha tendência em ver graça e juízo como se fossem desconectados entre si, e esperar que a intensidade da graça divina fosse muito maior do que a do Seu juízo é que eu não via a graça de Deus em Seu juízo.

Como pode um juízo estar cheio de graça? Quando, em minha infância, minha mãe me disciplinava, seu objetivo não era apenas me punir. Seu objetivo para mim era o mesmo que Deus tinha para Israel – o desenvolvimento de caráter e crescimento.

A disciplina de Deus é misericordiosa, porque nos alerta para o fato de que Deus leva o pecado a sério. A disciplina, que, por vezes, precisa ser severa, evita que o pecado se espalhe ainda mais rápido.

Além disso, o juízo de Deus expõe quão completamente inúteis nossos ídolos são. Na verdade, ao enfrentar o juízo, o povo de Deus jogou a sua prata e ouro nas ruas como se fossem impuros (ver verso 19). Pela graça de Deus em Seu juízo nós também percebemos a inutilidade dos ídolos dos quais temos dependido para nos satisfazer e apagar nossos medos.

O juízo que Ezequiel profetizou não era eterno para Judá. No meio de seu juízo, eles tiveram a oportunidade de se arrepender e voltar para o único e verdadeiro Deus. Como o juízo divino continua válido também para nós, hoje, pela graça de Deus nós também temos a oportunidade de nos convertermos dos nossos ídolos e voltar para Deus. Há grandes novas da graça no juízo! Amém.  Pr. Eric Bates, EUA. Publicado em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/04/


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