Reavivados por Sua Palavra


LAMENTAÇÕES 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
22 de dezembro de 2020, 0:50
Filed under: Sem categoria

911 palavras

Um momento de avaliação, pesar, arrependimento e oração. A imagem sombria de perda de liberdade e as consequências de viver em situação precária levaram a uma autoanálise profunda e à confissão dos pecados (ver v. 7). Biblia de Estudo Andrews.

1 Lembra-Te. Este último poema no livro de Lamentações é uma oração por restauração. retrata, aparentemente, as condições de Judá e seu povo no período posterior à queda de Jerusalém. O poema contrasta com os poemas de Lamentações 1 a 4 de vária formas: ele não é um acróstico, apesar de ter 22 versículos, a mesma quantidade de letras do alfabeto hebraico; e não foi escrito na característica métrica do lamento hebraico (ver p. 593, 594 [CBASD]). Não obstante, este capítulo possui qualidades estéticas notáveis. Cada versículo consiste em duas partes paralelas. A repetição é um artifício bem conhecido da língua hebraica (ver vol. 3 [CBASD], p. 8-13. O poeta também deu atenção incomum ao som, pois rima e assonância normalmente não são características da poesia hebraica. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 615.

2 Nossa herança. A terra de Judá (v. Jr 2.7 e nota; 3.18). Biblia de Estudo NVI Vida.

3 Viúvas. … vários homens morreram nas lutas, enquanto muitos outros foram levados para o cativeiro, mas as viúvas e as crianças foram deixadas para trás. CBASD, vol. 4, p. 615.

4 Água, por dinheiro. Mesmo as necessidades mais comuns da vida passaram a ser obtidas apenas por dinheiro. CBASD, vol. 4, p. 615.

5 Nosso pescoço (ARA; NVI: “estão bem próximos”). Esta frase é traduzida literalmente como: “sobre nossos pescoços somos perseguidos”. O significado pode ser que eles foram intensamente perseguidos. Alguns consideram que a melhor compreensão seja como referência à crueldade da escravidão imposta sobre eles: “pelos nossos pescoços somos guiados”. Nas inscrições egípcias os prisioneiros são retratados amarrados pelo pescoço. CBASD, vol. 4, p. 615.

6 Egípcios. Judá também esteve sob o domínio egípcio durante a primeira parte do reinado de Jeoaquim (ver p. 368, 369 [CBASD]). CBASD, vol. 4, p. 615.

8 Escravos.Referência irônica aos babilônios, que agora reinam sobre Jerusalém (antigamente “a princesa das províncias”, 1.1); v. Pv 30.21, 22. Biblia de Estudo NVI Vida.

No uso que o AT faz deste termo quando aplicado a oficiais do governo não indica necessariamente uma condição de vida menor, mas pode se referir aos oficiais de alto nível (ver com. [CBASD] de Ne 2.10). CBASD, vol. 4, p. 615.

9 Espada do deserto. … possivelmente, refere-se aos saqueadores do deserto que atacavam as pessoas quando elas procuravam comida em seu país desnudo e indefeso. CBASD, vol. 4, p. 615.

10 Esbraseia (ARA; NVI: “está quente”). Ilustração da febre provocada pela terrível fome do cerco final a Jerusalém (ver Lm 2:20; 4:10). CBASD, vol. 4, p. 615.

12 Enforcados (ARA; NVI: “pendurados por suas mãos”). Um método comum de tortura em todas as épocas. CBASD, vol. 4, p. 616.

13 Meninos tropeçaram (ARA; NVI: “cambaleiam”). Crianças pequenas foram forçadas a carregar cargas de madeira excessivamente pesadas. CBASD, vol. 4, p. 616.

15 Dança. A dança era considerada pelos hebreus como uma manifestação específica de alegria e louvor (Sl 30:11; 149:3; 150:4; Jr 31:4, 13; ver com. [CBASD] de 2Sm 6:14). CBASD, vol. 4, p. 616.

14 Os anciãos já não se assentam na porta (ARA; NVI: “Os líderes já não se reúnem junto às portas da cidade”). Ver com. [CBASD] de Gn 19:1; Js 8:29; Lm 1:4. CBASD, vol. 4, p. 616.

16 Coroa. A perda da soberania nacional se tornou símbolo de tudo de tudo que se perdeu com ela. CBASD, vol. 4, p. 616.

pecamos! O representante do povo de Deus assume a responsabilidade da nação pela própria catástrofe. A terrível tragédia n!ao teria acontecido se eles houvessem permanecido leais à aliança divina. … As maldições da aliança eram acompanhadas de uma cláusula segundo a qual o arrependimento e a restauração seriam possíveis. Biblia de Estudo Andrews.

18 Monte Sião. Isto é, Jerusalém (ver com. de Lm 3:51). Pensava-se, de um modo especial, que o monte Sião fosse o local da habitação do Senhor (ver Sl 74:2; 76:2), mas, neste ponto, a presença do Senhor se foi. CBASD, vol. 4, p. 616.

Raposas. A presença de raposas e, especialmente chacais enfatiza o estado selvagem e a desolação do que outrora fora o coração de uma grande cidade. Evidentemente, a configuração deste poema é de algum tempo depois da destruição da cidade. CBASD, vol. 4, p. 616.

19 Eternamente. Do heb. le’olam (ver com. [CBASD] de Êx 12:14; 21:6; 2Rs 5:27). CBASD, vol. 4, p. 616.

Subsiste. Não importa o que pode acontecer ao homem, Deus está acima de tudo para sempre; portanto, Suas promessas são seguras. CBASD, vol. 4, p. 616.

21 Converte-nos. Literalmente, “traga-nos de volta”, “faça-nos voltar”, consequentemente, “restaure”. Isto é muito mais que uma oração por libertação do cativeiro. Jeremias várias vezes usou a mesma linguagem para as restaurações temporal e espiritual (Jr 3:1, 12; 31:16-21). Neste versículo, enfatiza-se que só Deus pode restaurar o pecador perdido ao favor divino, só Ele pode conceder a graça que torna possível a um pecador se arrepender e retornar para Ele (ver At 5:31; Rm 2:4). CBASD, vol. 4, p. 616.

22 Por que nos rejeitarias … ? Apesar desta pergunta queixosa, Yahweh não rejeitou completamente a Judá. Foram muitas as promessas de restauração que o próprio Jeremias proclamou (Jr 16:13-15; 27:21, 22; 30:5-24; 33:7-9; Lm 3:22, 31, 32). CBASD, vol. 4, p. 616.

O livro termina com uma afirmação de fé: a menção da eternidade, da soberania, do domínio e do reinado perpétuo de Deus. Esta profissão de fé é ainda mais surpreendente no contexto da experiência trágica da natureza transitória dos reinos humanos, inclusive do reino de Judá e de sua capital, Jerusalém. É declarada a impossibilidade de Deus se esquecer de Seu povo … (Is 49:14, 15). A despeito da tragédia da conquista de Jerusalém e do sofrimento indizível que a cidade vivenciou, Deus não era inacessível. A própria oração é um testemunho de que o Senhor poderia estender graça a Seu povo. Biblia de Estudo Andrews.


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