Reavivados por Sua Palavra


LAMENTAÇÕES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
19 de dezembro de 2020, 0:50
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1550 palavras

Quando coisas ruins acontecem conosco queremos por a culpa em alguém. Primeiro, nos perguntamos “porquê” e “como” e depois nos concentramos em “quem”. Em Lamentações 2 o profeta volta-se para “quem” permitiu a tragédia chegar a Judá. Para Jeremias, o Senhor “jogou por terra o esplendor de Israel”; Ele “derrubou ao chão e desonrou o seu reino e os seus líderes” e “cortou todo o poder de Israel” (vs. 2, 3, NVI).
A ira de Deus ardeu contra Jacó “como um fogo ardente que consome tudo ao redor” (v. 3). Deus, aparentemente, abandonara todo o sistema de adoração cultual, incluindo o altar, o tabernáculo, as festas, e os sacerdotes (vs. 6, 7). Como poderia Aquele que tinha estabelecido o sistema sacrifical do templo, que apontava para o santuário celestial, ser o agente de sua destruição? Podemos até imaginar a perplexidade de Jeremias, mas precisamos balancear a descrição da ira de Deus com os séculos de paciência divina demonstradas quando Israel seguiu seus próprios desejos, a influência de seus vizinhos e suas inclinações pecaminosas, mas não seguiu a seu Deus.
A queda de Jerusalém não ocorreu devido a uma explosão de raiva de um deus tirano que precisava desabafar. Os juízos divinos sobrevieram devido a séculos de idolatria, declínio espiritual e falta de compaixão para com os fracos e necessitados.
“Sua ferida é tão profunda quanto o oceano; quem pode curá-la?”, pergunta o autor de Lamentações (v. 13, NVI). Quem poderá curar nossas feridas e lesões quando lutamos com nossa culpa e com o sentimento de que Deus está distante?
Lamentações 2 não oferece uma resposta clara – ainda não. Mas sabemos que, em todas as ocasiões, “o Senhor fez o que planejou” (v. 17 NVI). Em todas as ocasiões, Ele aje de acordo com padrões perfeitos de justiça e misericórdia. Ele não é insensível às nossas necessidades e nem se irrita facilmente. Ele é o Criador, Sustentador e Salvador do universo. E está disposto a dar tudo para Seus filhos. Suas promessas serão cumpridas, embora Ele possa demorar um pouco. Gerald A. Klingbeil, Editor Associado das revistas: Adventist Review & Adventist World, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/24/

Este capítulo atribui a tragédia de Judá à ira e às ações divinas. Deve-se compreender esta passagem em seu contexto. Israel havia se rebelado contra Deus e transgredido a aliança. O Senhor, para continuar guardando a aliança, precisava colocar em prática as maldições estipuladas (ver Dt 28:15). O motivo central para o problema de Israel foi a infidelidade, não a ira divina. Tais textos devem ser equilibrados com as constantes referências no AT ao amor de Deus e a Sua disposição para perdoar. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Do heb. ‘ekah (Ver com [CBASD] de Lm 1:1). Este capítulo é um poema acróstico do mesmo tipo de Lamentações 1. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 601.

Sua ira. A referência à ira de Deus reaparece nos v. 3, 6, 21 e 22 e define o tema do capítulo, a saber, a fúria da ira divina. CBASD, vol. 4, p. 601.

Estrado de Seus pés. Isto é, o santuário (Sl 99:5; 132:7), em especial, a arca (1Cr 28:2; ver com. [CBASD] de Ez 43:7). CBASD, vol. 4, p. 602.

A glória de Israel. Isto pode ser uma referência ao templo. CBASD, vol. 4, p. 601.

2 O Senhor. Ampliando o pensamento de Lamentações 1:12 a 15, o profeta, neste versículo, atribui a Yahweh toda a aflição de Judá, a qual ele narra em detalhes. Afirma-se frequentemente que o Senhor faz o que Ele não impede (ver com. [CBASD] de 2Sm 24:1). Desta forma, o profeta enfatiza a natureza ética da angústia de Judá. CBASD, vol. 4, p. 602.

Moradas. Do heb. ne’oth, “pastagens”ou “moradas”. … Neste versículo, a palavra se refere aos lugares não fortificados de Judá, em contraste com as “fortalezas” mencionadas logo a seguir. CBASD, vol. 4, p. 602.

Profanou o reino. Este era o povo que Deus tinha destinado para ser “reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19:6). CBASD, vol. 4, p. 602.

3 Força (ARA; NVI: “poder”). Literalmente, chifre (ver Dt 33:17; Jó 16:15; Sl 75:4; Jr 48:25; Am 6:13). CBASD, vol. 4, p. 602.

Retirou. Em tempos passados a mão protetora de Deus tinha agido em defesa de Seu povo (Êx 6:6; Slm98:1-3). Então, todas as restrições ao inimigo foram removidas (ver Sl 74:11). CBASD, vol. 4, p. 602.

4 Qual inimigo. O profeta não iria tão longe a ponto de dizer que o Senhor era inimigo de Judá, porque Ele não o era. Por utilizar os inimigos dos judeus para castigá-los, Deus lhes parecia um inimigo, já que Seus juízos foram derramados para que Seu povo pudesse voltar para Ele. CBASD, vol. 4, p. 602.

5 Seu palácios. Os v. 5 a 8 representam as etapas progressivas da destruição da cidade: os palácios e fortificações, o templo, o altar e os muros. CBASD, vol. 4, p. 602.

6 Demoliu com violência o seu tabernáculo. Aparentemente, é uma referência à rapidez com que o templo foi destruído. CBASD, vol. 4, p. 602.

Pôs em esquecimento. Os juízos de Deus sobre Judá – a destruição do templo e a deportação da população – resultaram na interrupção da observância do sábado e dos serviços nos dias de festa no templo (ver Lm 1:4) [Grifo adicionado]. … Não sugere que Deus propôs a cessação da observância do sábado por Seu povo (ver Jr 17:27; Sf 3:18). CBASD, vol. 4, p. 602.

7 Gritos. O tumulto dos soldados babilônios enquanto saqueiam o santuário é comparado ao grito, canto e dança dos israelitas nas grandes assembleias anuais (ver Sl 42:4; 74:3-8; Is 30:29). CBASD, vol. 4, p. 602.

8 Estendeu o cordel Isto é, uma linha de medição. Esta expressão também é usada com relação à reconstrução do templo (Zc 1:16). Em 2 Reis 21:13 e Isaías 34:11, o cordel é usado, como neste versículo, para juízo e destruição. A implicação é que, da mesma forma como o arquiteto constrói com precisão, assim também Deus destrói. CBASD, vol. 4, p. 602.

Esticou uma trena (NVI). Para destruir com os mesmos padrões de exatidão e perfeição usados na edificação (v. Is 28.17…; Am 7.7,8). Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 Já não vigora a lei [Em heb. torah]. Parece razoável entender torah, neste versículo, como uma referência a toda a estrutura de conselho e guia que deixou Judá com o exílio de seu governo, seus sacerdotes (aos quais foi ordenado especialmente o ensino da torah) e seu profetas. CBASD, vol. 4, p. 603.

O colapso das estruturas política e religiosa se estende ao fato de que a lei não mais exercia sua função. Bíblia de Estudo Andrews.

Seus profetas. Ver Sl 74:9; Ez 7:26. Esta é uma referência ao conjunto de profissionais que constituíam a classe ou grupo profético em Judá e que foram infiéis ao seu chamado (Jr 18:18; 28:1-17). Não inclui profetas fiéis como Jeremias, Ezequiel e Daniel, que receberam revelações divinas após a queda de Jerusalém (Jr 42:4, 7; Ez 32-48; Dn 5-12). CBASD, vol. 4, p. 603.

10 Pó … cilício. Sinais de luto (Js 7:6; 2Sm 13:19; Ne 9:1; Jó 2:12). CBASD, vol. 4, p. 603.

12 Às mães. Neste versículo é retratada a imagem mais deplorável de tudo o que a guerra provocou: os gritos de crianças famintas nos braços de pais impotentes. CBASD, vol. 4, p. 603.

Pão e vinho. Recurso poético para representar os alimentos sólidos e líquidos em geral (ver Dt 11:14). CBASD, vol. 4, p. 603.

Exalam a alma. Quando bebês morriam de fome nos seios de suas mães (ver com. [CBASD] de Sl 16:10; 1Rs 17:21). CBASD, vol. 4, p. 603.

13 A quem te assemelharei … ? O pensamento deste versículo é que ninguém havia sofrido tão gravemente como Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 603.

14 Os teus profetas. Acusação dos falsos profetas que haviam espalhado mentiras, incentivando ilusões em meio ao povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.

Levaram para o cativeiro. Ou, “seduções”. … A severa denúncia, neste versículo, acumulada sobre os falsos profetas, se destaca como uma alerta a todos os que falam por Deus (ver Ez 12:24; 13:6-9; 22:28). Grande parcela da responsabilidade pelo sofrimento de Judá é depositada sobre aqueles que, em nome do Senhor, levaram a nação a se desviar. CBASD, vol. 4, p. 603.

15 Assobiam. Cer com. [CBASD] de Jr 18:16 [Perpétuo assobio. Expressão idiomática de escárnio constante]. CBASD, vol. 4, p. 603.

Meneiam a cabeça. Uma expressão de desprezo (ver Mt 27:39; Mc 15:29). CBASD, vol. 4, p. 603.

16 Abrem … a boca. Isto é, para devorar (ver Sl 22:13). CBASD, vol. 4, p. 603.

Rangem os dentes. Uma expressão de ódio e desprezo (ver Sl 35:16; 37:12). CBASD, vol. 4, p. 603.

17 Dias da antiguidade. Muitos séculos antes, Deus alertou Israel acerca das calamidades que sobreviriam caso persistisse em desobedecê-Lo (Lv 26:14-39; Dt 28:15-68). Uma longa sucessão de profetas repetiu esses avisos até que, finalmente, se cumpriram. CBASD, vol. 4, p. 604.

19 No princípio das vigílias. Nos tempos do AT era comum aos judeus dividir a noite em três partes ou “vigílias” … Neste versículo, o pensamento parece ser de que durante a noite e nas primeiras horas da manhã, quando todos dormem profundamente – o povo de Jerusalém é chamado de suas camas para buscar ao Senhor em sua situação extremamente adversa. CBASD, vol. 4, p. 604.

levanta a Ele as mãos. Antigamente, uma postura comum enquanto em oração (ver Sl 28:2; 63:4; 119:48; 134:2; 1Tm 2:8). CBASD, vol. 4, p. 604.

À entrada de todas as ruas. … as ruas eram pouco mais que corredores tortuosos que levavam a praças e a outros centros de ajuntamento público. A “entrada”ou “princípio”da rua, evidentemente, refere-se a seu acesso a uma praça ou a um cruzamento. CBASD, vol. 4, p. 604.

20 A quem. O extremo sofrimento de Israel era indicativo da incomensurável riqueza das bênçãos que a nação receberia se tivesse permanecido fiel a Yahweh. CBASD, vol. 4, p. 604.

Comer o fruto. Isto é, seus filhos (ver Lm 4:10). Tais atrocidades em tempos de grande necessidade foram profetizadas (Dt 28:53; Jr 19:9). O que realmente ocorreu é atestado pela narrativa de 2 Reis 6:28 e 29). CBASD, vol. 4, p. 604.

22 dia da ira do SENHOR. O capítulo termina como iniciou (cf. v. 1). Bíblia de Estudo NVI Vida.


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