Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 49 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
14 de dezembro de 2020, 0:50
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1905 palavras

O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.
A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa “Rei Divino.” No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13). Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.
A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).
A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta “cidade da alegria” (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.
A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades.
A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.
Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas – individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje. Yoshitaka Kobayashi, Japão. Em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/19/

1 Filhos de Amom. Como os moabitas, esta nação era descendente de Ló (ver Gn 19:38), o sobrinho de Abraão, e assim, era aparentada a Israel. Quando os israelitas entraram em Canaã, o amonitas ocupavam os planaltos da Transjordânia, a leste da parte norte do reino amorreu de Seom. A tribo [israelita] de Gade se avizinhou aos amonitas quando ocupou os territórios ao norte de Seom. Os amonitas pareciam ter tido uma disposição particularmente hostil para com Israel. Davi (1Cr 19; 20:1-3), Josafá (2Cr 20:1-5) e Jotão (2Cr 27:5, 6) guerrearam contra Amom. Os amonitas realizavam uma política desonesta na época de Jeremias. embora a princípio aliados de babilônia contra Judá (ver 2Rs 24:2), mais tarde, eles tentaram recrutar Judá na aliança contra Babilônia (ver com. [CBASD] de 27:3). Quando ocorreu a destruição de Jerusalém, eles manifestaram grande satisfação (ver Ez 25:1-7). Mais tarde, eles tramaram o assassinato de Gedalias (ver Jr 40:15). CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, p. 565.

Milcom. … é razoável compreender aqui o nome da divindade nacional dos amonitas. CBASD, vol. 4, p. 565.

Milcom irá em cativeiro. Comprovação de que o deus nacional não tinha poder. Bíblia de Estudo Andrews.

Gade. Quando o povo [da tribo israelita] de Gade foi exilado por Tilgate-Pileser III, da Assíria (ver 1Cr 5:26), na última metade do 8º. século a.C., os amonitas evidentemente tomaram posse de sua terra. CBASD, vol. 4, p. 565.

2 Rabá. A capital amonita, Rabá-Amom, hoje Amã, capital da Jordânia. O local está 36,8 km a leste do rio Jordão, em linha reta. CBASD, vol. 4, p. 565.

3 Hesbom. Ver com. de Jr 48:2. A cidade moabita é convocada a lamentar o que já havia ocorrido a Ai, talvez porque isto pressagiasse a condenação dela também. CBASD, vol. 4, p. 565.

Ai. Esta é a única referência a Ai na Transhordânia. Possivelmente a cidade ficava próxima a Hesbom. CBASD, vol. 4, p. 565.

Muros. Do heb. gederoth, uma palavra também usada como “currais” (ver Nm 32:16, 36; 1Sm 24:3; Sf 2:6), que eram recintos cercados em campos abertos. Neste versículo, o pensamento de Jeremias é que o povo de Amom abandonaria suas cidades conquistadas e buscaria refúgio em campo aberto nesses currais. CBASD, vol. 4, p. 565.

4 Vales. Os riachos da Transjordânia fluem através de profundos vales … que geralmente permanecem verdes, enquanto a região em volta está seca. Rabá é chamada “a cidade das águas”(ver 2Sm 12:27). CBASD, vol. 4, p. 565.

confias nos teus tesouros. Orgulho e autossuficiência são razões para o juízo (ver 48:7). Bíblia de Estudo Andrews.

7 Edom. A terra dos edomitas, conhecida como “monte Seir”(ver Gn 36:8), ficava ao sul de Moabe, estendendo-se até o ribeiro de Zerede, ao sul, em direção ao golfo de Áqaba. Ela incluía a região dos dois lados de Arabá, a grande falha geológica que dá continuação à fenda do vale do Jordão, ao sul do mar Morto. A região a leste do Arabá é caracterizda por formações de calcário colorido. embora esteja semideserta e esparsamente povoada atualmente, há ampla evidência arqueológica de que Edom sustentava uma população numerosa nos tempos bíblicos. Ela era importante por duas razões: primeiro, continha valiosos depósitos de cobre e ferro (cf. Dt 8:9) que seus governantes exploravam; e, em segundo lugar, controlava a rota comercial desde o deserto até a Palestina ocidental e o Mediterrâneo, bem como a grade Estrada Real, no sentido norte, para a Síria.

O povo de Edom estava mais intimamente relacionado aos israelitas que os moabitas ou os amonitas; eles eram descendentes de Esaú, “que é Edom”(Gn 36:1). Por esta razão, Israel foi ordenado a mostrar consideração especial por eles (ver Dt 23:7). Apesar das relações entre as duas nações aparentemente, a princípio, terem sido razoavelmente amigáveis, (ver Dt 2:4-6, 29), mais tarde, elas se deterioram em amarga animosidade. os edomitas tiveram deleite especial em Jerusalém ter sido destruída pelos babilônios.

A profecia de Jeremias contra Edom é muito semelhante à profecia de Obadias. Várias passagens são tão surpreendentemente similares … que parece que um escritor citou o outro. CBASD, vol. 4, p. 565, 566.

já não há sabedoria. Os edomitas eram famosos por sua sabedoria (ver Jó 2:11). Bíblia de Estudo Andrews.

Temã. Um dos distritos tribais de Edom. CBASD, vol. 4, p. 566.

8 Retirai-vos para as cavernas. Isto é, “habitai nas profundezas”, em lugares de refúgio inacessíveis e escondidos. As formações rochosas características da região proporcionavam cavernas e reentrâncias que serviam de esconderijo. CBASD, vol. 4, p. 566.

Dedã. Uma tribo descendente de Abraão e Quetura (ver Gn 25:3). CBASD, vol. 4, p. 566.

9, 10 despi a Esaú. Os ceifeiros e os ladrões deixavam algumas uvas, mas o juízo divino destruiria Edom por completo. Bíblia de Estudo Andrews.

9 Deixariam alguns. .O pensamento é que … ladrões roubavam até que conseguissem o suficiente, contudo, os juízos vindouros seriam completos, não deixando ninguém escapar. CBASD, vol. 4, p. 566.

11 Órfãos. Em meio à ilustração de completa destruição, o profeta exorta os que sobreviverem aos terrores da guerra a colocarem sua confiança em Yahweh. Os juízos divinos não estão desprovidos do propósito positivo de trazer as pessoas de volta a Ele. CBASD, vol. 4, p. 566.

12 Beber o cálice. O cálice da fúria de Deus, o juízo sobre Edom. Bíblia de Estudo Andrews.

Ver Jr 25:15; cf. 13:12-14; Ap 14:10. CBASD, vol. 4, p. 566.

13 Por Mim mesmo jurei. Garantia de verdade. Bíblia de Estudo Andrews.

Ver Hb 6:13. CBASD, vol. 4, p. 566.

Bozra. Normalmente, identificada com Butseirah, 38 km ao sul, pelo leste do Mar Morto. CBASD, vol. 4, p. 566.

16 Rochas. Do heb. sela’. Aqui, a referência de Jeremias é, possivelmente, ao sítio de Selá (mais tarde conhecido como Petra, “rocha”), 81,6 km ao sul do Mar Morto. Esta era uma fortaleza montanhosa praticamente impenetrável num anfiteatro natural. Era acessível somente através de um estreito desfiladeiro, o Sîq, que serpenteia por dois quilômetros entre paredes íngremes de 30,5 a 48,8 m de altura. CBASD, vol. 4, p. 566.

19 floresta. As matas às margens do Jordão, onde leões se escondiam. Bíblia de Estudo Andrews.

20 Serão arrastados. A referência é, então, ao completo cativeiro que sobreviria ao povo de Edom. CBASD, vol. 4, p. 567.

21 Mar Vermelho. O hebraico aqui é dramático… A fronteira sul de Edom, em sua maior prosperidade, estendia-se ao golfo de Áqaba, a extremidade nordeste do Mar Vermelho (ver 1Rs 9:26). O clamor de angústia alcança a mais distante extensão do país devastado. CBASD, vol. 4, p. 567.

22 águia. Ver 48:40. estenderá as suas asas. Após Deus usar Nabucodonosor, tribos áreas ocupariam a área. Bíblia de Estudo Andrews.

23 Damasco.Principal cidade da Síria, condenada por crueldade em Am 1:3. Bíblia de Estudo Andrews.

Um dos mais antigos, dentre os importantes locais continuamente habitados no Oriente Médio (ver Gn 14:15). A cidade estava situada no amplo planalto a leste da cadeia montanhosa do Antilíbano, no oásis formado pelos rios Abana e Farfar. Ela foi conquistada por Davi (ver 2Sm 8:5, 6) e novamente por Jeroboão II (ver 2Rs 14:28). No entanto, durante a maior parte do período do reino dividido, Damasco foi capital de um dos principais estados arameus. ela, finalmente, perdeu a independência para Tiglate-Pileser III, da Assíria, em 733/732 a.C. Por um período considerável depois disso, ela parece ter sido relativamente insignificante, politicamente. À parte da declaração de Jeremias (49:23-27), não há outra referência bíblica a Damasco durante o período do exílio, exceto algumas referências ocasionais (Ez 27:18; 47:16-18; 48:1). Damasco ainda permanece como um centro comercial altamente importante. Ela estava situada na junção de duas rotas comerciais principais, (1) o Caminho do Mar … e (2) a Estrada Real. … Essas estradas se encontravam em Damasco e dali seguiam através do deserto em direção à Mesopotâmia. Assim, os arameus se tornaram a grande nação comercial do Oriente Médio em terra, e os fenícios, os comerciantes marítimos. CBASD, vol. 4, p. 567.

Hamate. Cidade localizada ao longo do rio Orontes, 189 km ao norte pelo leste de Damasco, a atual Hama. CBASD, vol. 4, p. 567.

24-26 Com a aproximação do juízo, o pânico se apoderou de Damasco, cidade outrora orgulhosa. Bíblia de Estudo Andrews.

27 Ben-Hadade. Literalmente, filho de Hadade, o principal deus sírio. Nome de vários reis (ver 1Rs 15:18). Bíblia de Estudo Andrews.

28 Quedar. Este povo era descendente de Ismael (Gn 25:13) e, assim,,, relacionados com Israel. … levavam uma existência nômade e pastoral (Jr 49:29). CBASD, vol. 4, p. 568.

Hazor. … pode haver uma referência geral aqui aos árabes que viviam em aldeias, quando contrastados com seus vizinhos nômades, que são indicados pelo nome Quedar.

29 tendas … camelos. O estilo de vida nômade e seus bens proporcionariam espólios aos inimigos (ver v. 32). Bíblia de Estudo Andrews.

31 Levantai-vos. Dito pelo Senhor aos invasores babilônios. CBASD, vol. 4, p. 568.

em paz. Os povos da Arábia são representados como vivendo uma vida nômade livre e sem as costumeiras fortificações comuns a outros povos. CBASD, vol. 4, p. 568.

33 Chacais. Do heb. tannim, “uivantes”. Estes animais são frequentemente mencionados nas Escrituras, relacinados a cidades desoladas (ver Is 13:22; Jr 9:11; 10:22; 51:37). A tradução “dragões”(KJV) pode ter surgido de uma confusão entre tannim e tannin, “uma serpente”(Êx 7:9, 12), ou “dragão”(Is 27:1; 51:9, etc; etc.). CBASD, vol. 4, p. 568.

34 Elão. Este foi o povo que ocupou os planaltos a leste de Babilônia, uma área hoje na porção ocidental do atual Irã. Elão perdeu sua independência para os assírios sob Assurbanípal (669-627 a.C.) e, consequentemente, foi tragado pelo renovado império babilônico na época de Nabucodonosor. CBASD, vol. 4, p. 568.

35 O arco. Os elamitas eram famosos por causa de seus arqueiros (ver Is 22:6). CBASD, vol. 4, p. 569.

38 Porei o Meu trono. Uma ilustração indicando que Deus supervisionaria os negócios de Elão (ver Sl. 103:19; Jr 43:10). CBASD, vol. 4, p. 569.

39 Mudarei a sorte. ver com. de Jr 48:47. CBASD, vol. 4, p. 568.


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