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“Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal” (v.13).
As ofertas de manjares, assim como os holocaustos, eram queimadas no altar, como “aroma agradável ao Senhor” (v.2). Mas, ao contrário da queima total dos holocaustos, apenas uma porção dos manjares eram queimados no altar. Porém, nem o fermento e nem o mel poderiam ser queimados. A Bíblia diz que o povo poderia até ofertar esses dois produtos como primícias, mas eles não poderiam ser queimados como oferta agradável ao Senhor. O fermento, sabemos que é símbolo do pecado, mas a referência quanto ao mel não tem explicação bíblica. Alguns estudiosos, porém, defendem a tese de que o mel representa os prazeres da carne, os desejos do homem carnal. O que faz muito sentido, partindo do fato de que, primariamente, todo pecador é chamado a ir ao Senhor como está, cheio de pecados e assediado pelas tentações da carne, a fim de que, em Jesus, ele encontre a libertação.
Outro produto em destaque é o azeite. Assim como o sal, toda oferta de manjares tinha a presença do azeite. O azeite simboliza o Espírito Santo. Se o holocausto representava a oferta integral do pecador a Deus, a oferta de manjares representava o segundo passo, que é a prática da mordomia. Uma parte era queimada ao Senhor e o restante, era “de Arão e de seus filhos” (v.3). Nunca poderia haver verdadeiro holocausto se logo após não viesse a oferta de manjares. Assim como a oferta de manjares sem holocausto não passava de salvação por obras. A entrega do ser todo a Deus sempre redunda em fidelidade e generosidade, gerados pela gratidão em reconhecer a Deus como Doador e Mantenedor da vida e pela constante atuação do Espírito Santo.
Já o sal era símbolo de aliança, de conservação, representava algo tão especial que de modo algum poderia faltar em nenhuma oferta de manjares.
Jesus disse que Seus discípulos são o “sal da terra” (Mt.5:13). Ora, o que faz o sal? Ele torna conhecido o sabor do alimento. Ou seja, o mundo conhecerá a Palavra de Deus (o sabor do alimento), se você for um genuíno cristão (o sal). As palavras tem poder, mas não têm o mesmo impacto do exemplo. Ser cristão é ser imitador de Jesus. É Ele que nos “tempera”. Não somos nós, mas a obra dEle em nós! Porque “nEle vivemos, nos movemos, e existimos” (At.17:28).
Analisemos as palavras de advertência de Cristo com relação ao fermento: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é hipocrisia” (Lc.12:1). A palavra hipócrita, deriva do grego “hypokrités”, que significa “sob a máscara”, palavra usada para os atores da época. O seu significado fica ainda mais claro nas seguintes palavras de Jesus: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Já ouviram aquele ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Pois bem, este é o resultado na vida de todo aquele que tem um bom discurso, mas não passa disso.
Quando entregamos a nossa vida inteiramente a Cristo, o Espírito Santo inicia uma obra que só terá perfeito cumprimento no Dia do Senhor. É um processo diário e que requer de nós uma íntima comunhão com Deus. Uma vida entregue à vontade de Deus fala mais do que muitos sermões! Não é, porém, o que fazemos, mas o que Espírito de Cristo opera em nós. Oferte agora o seu coração ao Senhor e Ele fará uma obra que para você pode ser imperceptível, mas que, para muitos, a vida de Cristo “temperando” a sua, terá resultados eternos!
Feliz sábado, sal da terra!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico2 #RPSP
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1588 palavras
1 oferta de manjares (ARA; NVI: oferta de cereal). Mais precisamente, apresentar “uma oferta de cereal [minhah] como uma oferta [qorban, ver Lv 1:2]”. … A expressão “oferta de manjares”, minhah, de Levítico 2, indica uma oferta de cereais, consistindo de flor de farinha ou grão preparado de várias formas, mas nunca envolvendo carne, como o termo “manjar” pode indicar hoje. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 776.
Feita de grãos de cereal ou de farinha fina [flor de farinha]. Se assada ou cozida, consistia em bolinhos ou biscoitos feitos na panela, no forno ou numa assadeira. Era a única oferta sem sangue, mas devia acompanhar o holocausto (v. Nm 28.3-6), a oferta pelo pecado (v. Nm 6.14, 15) e a oferta da comunhão (v. 9.4; Nm 16.17). … Um punhado de farinha devia ser queimado no altar com as ofertas acompanhantes, e o restante devia ser assado sem fermento e comido pelos sacerdotes nas suas refeições santas (6.14-17). … O adorador não devia comer nada da oferta de cereal, e os sacerdotes não deviam comer nada das próprias ofertas de cereal, que deviam ser totalmente queimadas (6.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Dentre as ofertas de manjares [cereais] públicas, o “pão da proposição” [ou da presença] era a principal. A cada sábado era posto na mesa, no primeiro compartimento do santuário. … O pão da proposição era oferecido através de uma “aliança perpétua” (Lv 24:8). Era um testemunho sempre presente da dependência de Deus por parte de Israel, para a vida e o sustento. Também representava a promessa contínua de que Deus sustentaria Seu povo. Uma libação [oferta de bebida] acompanhava o sacrifício da manhã e da tarde (Êx 29:40; Nm 15:5). … A oferta de bebida era derramada no lugar Santo “ao Senhor”. Não há muita diferença entre a mesa da proposição mencionada no AT e a mesa do Senhor no NT (ver Lc 22:30; 1Co 10:21). O pão é o corpo de Cristo, partido por nós. A taça é o novo testamento em Seu sangue (1Co 11:24, 25). O pão da presença é símbolo dEle, que vive “para interceder” por nós, o “pão vivo que desceu do céu” (Hb 7:25; Jo 6:51). CBASD, vol. 1, p. 776.
A oferta de cereal … lembrava o povo de que sua comida vinha de Deus e que portanto eles deviam suas vidas a Ele. … A ausência de fermento simbolizava a ausência de pecado e o óleo simbolizava a presença de Deus. Life Application Study Bible NVI.
A flor de farinha é o produto da cooperação entre Deus e o homem. … Deus dá talentos a cada pessoa de acordo com sua capacidade de usá-los. Alguns tem mais de um talento, mas ninguém tem menos de um. Deus não se agrada quando o ser humano devolve a Ele apenas o que dEle recebeu, levando apenas a quantidade de sementes que lhe foi confiada. Deus quer que a pessoa plante o grão, cultive-o e o colha, remova todas as partículas estranhas e imperfeitas, triture-o entre as duas pedras do moinho, esmagando toda a vida que há nele, e então o apresente como a “fina flor da farinha”. Ele espera que cada talento seja aperfeiçoado, refinado, enobrecido. … A flor de farinha representa o trabalho do homem, seus talentos consagrados e aperfeiçoados. A farinha é apenas o grão triturado. Antes de ser moído, o grão é capaz de perpetuar-se, de transmitir vida; porém, depois de moído, torna-se aparentemente inútil. Jamais poderá ser plantado outra vez, pois a vida que havia nele foi esmagada…. Dar a própria vida é o meio pelo qual uma vida mais elevada se perpetua. A morte o enriqueceu, glorificou-o e o tornou útil ao homem. Poucas vidas são de valor real e permanente até que sejam feridas e esmagadas. É nas experiências profundas e escuras da existência que as pessoas se encontram com Deus. É quando as águas cobrem a alma que o caráter é construído. Tristeza, decepções e sofrimento são servos competentes de Deus. Os dias escuros trazem chuvas de bênçãos, possibilitando à semente a germinação. É assim que ela cumpre a sua missão e produz frutos. … O sofrimento … suaviza o espírito e prepara a alma para uma compreensão mais profunda do verdadeiro significado da vida. Inspira simpatia pelos outros, leva a caminhar mansamente diante de Deus e dos homens, traz humildade. CBASD, vol. 1, p. 776 – 778.
2 memorial. Somente um punhado de oferta de manjares era queimado; o resto ia para o sacerdote (v. 3). Tais ofertas constituíam uma parte importante da renda de um sacerdote. Bíblia de Genebra.
3 O que ficar da oferta. A oferta de manjares era na realidade um presente aos sacerdotes, pois eles recebiam tudo, exceto a porção “memorial”. Eles deveriam dividir sua própria porção entre si mesmos e cada um receberia a mesma quantidade (Lv 7:10). CBASD, vol. 1, p. 777.
9 a porção memorial. Assim como Deus reservava uma porção “memorial” de cada oferta de manjares para Si mesmo, também Ele reserva uma porção memorial da nossa renda e do nosso tempo. Um décimo de nossa renda pertence a Deus. “Todas as dízimas … santas são ao Senhor” (Lv 27:30). Do mesmo modo, o sétimo dia pertence a Ele. Nesses aspectos a igreja cristã falha lamentavelmente. Poucos reconhecem a exigência de Deus em relação a isso. eles agem como se o que possuem pertencesse a si mesmos, quando, na realidade, são meros mordomos. Julgam-se liberais quando dão dinheiro para a causa de Deus, porém a quantia de sua liberalidade não se equipara à parte que, de direito, pertence ao Senhor, e não a eles. Do mesmo modo, muitos falham na observância do sábado. As horas do sábado são sagradas; nelas, devemos fazer o trabalho de Deus e não o nosso. CBASD, vol. 1, p. 778.
parte santíssima. Por essa razão, os sacerdotes deviam comê-la na própria área do santuário, e não alimentar suas famílias com ela (6.16-18).Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 nenhum fermento … e mel. O fermento é símbolo da corrupção [apodrecimento]. Jesus disse: “acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12:1). … O mel, do mesmo modo que o fermento, era usado para levedar, especialmente na preparação do vinagre. Os intérpretes associam, geralmente, o mel aos desejos da carne, que podem, de fato, ser prazerosos, mas contêm em si elementos de corrupção e são destrutivos à vida espiritual. CBASD, vol. 1, p. 778.
Fermento causa um processo de fermentação e mel facilmente entra em fermentação. Algo que fermenta está em processo de decomposição, e decomposição está associado com morte. A morte está em oposição à santidade divina porque resultado do pecado (Rm 6.23). Mas os animais sacrificais colocados no altar eram santos, mesmo os que estavam mortos, porque representavam a Cristo (Jo 1:29). Ofertas de grãos também representavam a Cristo, que é o “pão da vida” (Jo 6:35, 48) no sentido que Ele sustém a vida de Seu povo. Andrews Study Bible.
13 sal. Em sua propriedade de preservar, o sal é o contrário do fermento e do mel. Seu significado simbólico é simples: a purificação e a preservação dos princípios da santidade e da verdade jamais devem faltar em nossas relações de aliança com Deus. CBASD, vol. 1, p. 779.
O sal é um bom símbolo da atividade de Deus na vida de uma pessoa, porque ele penetra, preserva e auxilia na cura. Deus quer ser ativo em sua vida. Deixe Ele se tornar parte de você, penetrando cada aspecto de sua vida, preservando você do mal em volta e curando você de seus pecados e deficiências. … Em países árabes um acordo era selado com um presente de sal para mostrar a solidez e permanência do contrato. Em Mt 5:13 os crentes são chamados a ser “o sal da terra”. Deixe que o sal que você usa todo dia te lembre que você faz parte do povo da aliança de Deus, que ativamente ajuda a preservar e purificar o mundo. Life Application Study Bible NVI.
14 espigas verdes (ARA; RSV: “Grão novo de espigas verdes”). Colhidas no campo antes de amadurecer; até hoje se tostam ao fogo, para depois retirar os grãos. Bíblia Shedd.
O grão moído pode tipificar jesus, que foi ferido por nós e por cujas feridas fomos sarados (Is 53:5). As várias ofertas de manjares apresentam Cristo como o doador e mantenedor da vida, Aquele por quem “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17:28). Assim como as ofertas queimadas significavam consagração de vida, as ofertas de manjares significavam a consagração dos recursos do adorador. A dedicação dos recursos deveria vir após a consagração da vida. Não há provisão no evangelho para a dedicação da vida sem a dedicação dos bens. Os dois devem ir juntos. Combinados, constituem um completo sacrifício que agrada a Deus, “um cheiro suave ao Senhor” (Lv 1:9, ARC). A ideia da mordomia precisa ser enfatizada. Há pessoas que levam o nome de Cristo e, em alto e bom som, professam santidade e devoção, mas suas obras não correspondem à sua profissão. Suas bolsas estão firmemente amarradas, os apelos não são ouvidos e a causa de Deus padece. Esses precisam compreender que a consagração completa de uma vida inclui também a consagração dos bens. … As ofertas de manjares estão repletas de lições espirituais para a alma consagrada. Tudo deve ser dedicado a Deus; tudo o que somos deve ser colocado sobre o altar. “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento” (1Co 5:7). “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4:6). “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (Mc 9:50). Finalmente, no serviço de Deus, não podemos substituir os planos e métodos dEle por nossas próprias invenções, ainda que sejam doces como mel ao nosso próprio paladar. CBASD, vol. 1, p. 779.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/levitico/lv-capitulo-1/
Anteriormente Deus falara do Monte Sinai. Agora, o Rei Divino Se comunica a partir de Seu novo palácio móvel. Em Levítico, Suas mensagens especiais relativas à adoração e vida santa são registradas através de Suas próprias palavras. Aqui, no coração do Pentateuco (cinco livros de Moisés), a base de toda a Bíblia, Levítico contém um discurso de Deus mais direto do que em qualquer outro livro bíblico.
As instruções iniciais de Deus vindas do santuário se referiam ao modo como Seu povo poderia se aproximar dEle por meio de sacrifícios (Lv 1-7). O primeiro é o holocausto (Lv 1), já conhecido desde os tempos primitivos (Gn 8:20; 22:13). As vítimas apresentáveis tinham custo variável, desde grandes animais do rebanho até pequenos animais do rebanho e mesmo pássaros, o que permitia que até mesmo os mais pobres israelitas oferecessem adoração.
Em cada holocausto, a vítima inteira era queimada e subia na fumaça do altar do Senhor, com exceção do couro, que pertencia ao sacerdote oficiante, como indenização por seu serviço (Lv 7:8). Nem mesmo o sacerdote podia comer do holocausto.
Os holocaustos ensinavam as pessoas separadas de Deus pelo pecado que elas só poderiam vir a Ele através do sacrifício total de Seu Filho amado, que ofereceria a Si mesmo de “uma vez por todas” (Hb 7:27; compare João 1:29; 3:16). Isso mostra o quanto Deus ama você e o quer de volta!
Roy Gane
Andrews University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=337
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):
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Começamos hoje o estudo de um livro bíblico ignorado, desprezado e rejeitado por muitos cristãos e líderes religiosos. Contudo, ele é tão inspirado quanto Gênesis e Êxodo, tão atual como Mateus e Apocalipse, pois a Palavra de Deus nunca caduca, perde a validade ou desvaloriza.
Timothy Keller diz que “a Bíblia não é um conjunto de regras, é a linda história da redenção. Francis Schaeffer declara que “a glória da Bíblia é que ela é suficiente para cada época e suficiente para cada pessoa”.
Levítico é parte da Bíblia, inspirado pelo Espírito Santo para alimentar nossa alma e orientar nossa vida. Diz Andrew Bonar: “Em toda a extensão do volume inspirado que o Espírito Santo nos confiou, não há outro livro como Levítico, com tantas palavras proferidas pelo próprio Deus”.
A Bíblia toda é inspirada (com exceção dos Dez Mandamentos que Deus mesmo escreveu). Homens santos foram escolhidos por Deus para receber mensagens e transmiti-las. Em contrapartida, em Levítico Deus “é o orador direto em quase todas as páginas, e Suas palavras foram registradas exatamente como as pronunciou. Este fato não nos deixa outra escolha, a não ser estudar Levítico como todo interesse e atenção” (Bonar).
Começaremos no primeiro capítulo, que dá orientações quanto ao holocausto utilizado os seguintes seres vivos:
1. Um novilho (vs. 1-9).
2. Um carneiro ou cabrito (vs. 10-13)
3. Uma rolinha ou pombinha (vs. 14-17)
Embora houvesse sangue, sacrifícios de vida, horrores no estrangular o pescoço de seres vivos criados por Deus, os holocaustos resultavam em cheiro/aroma suave/agradável ao Senhor, que três vezes é citado no texto pelo próprio Deus (vs. 9, 13, 17).
Embora não havia nada de atraente à vista humana no ritual do Santuário, tudo o que Deus pediu para fazer era-Lhe agradável; porque apontava para o plano de salvar o pecador que merecia a morte, mas poderia reverter esse destino caso aceitasse o plano divino.
O imperfeito pecador deveria levar uma oferta perfeita ao Senhor, a qual demonstrava sua confiança total na providência do Salvador.
Este capítulo revela a graça divina; o sacrifício é o meio de Deus mostrar que o transgressor que merece a morte pode ser absolvido pela morte de um substituto. Este substituto apontava para a morte de Cristo.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (v.4).
O terceiro livro de Moisés foi escrito como um manual de relacionamento com o Senhor e uns com os outros. Seu título indica o chamado de Deus para a tribo de Levi, tanto para o sacerdócio, através da descendência de Arão, quanto para os demais serviços do tabernáculo. E a primeira orientação dada a Moisés quanto aos rituais do santuário foi sobre os holocaustos. Certamente esta era a principal forma de oferta, a que era queimada por completo. O livro já inicia com uma lição de integridade. Antes de consumar o sacrifício, o homem colocava a sua mão sobre a cabeça do animal representando a substituição, confessava os seus pecados e participava da imolação junto com o sacerdote. Só depois o sacerdote prosseguia sozinho fazendo a expiação pelo pecador como um símbolo do sacerdócio de Cristo.
O fato de haver “holocausto de gado” (v.3) até “holocausto de aves” (v.14), indica o cuidado de Deus para com todos, incluindo ricos e pobres na adoração. Quando José e Maria foram apresentar o bebê Jesus no templo, levaram “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc.2:24), visto as suas posses não lhes permitissem levar um cordeiro (Lv.12:8). Assim, não apenas o holocausto, mas cada oferta específica incluía a participação de todos. Todavia, os sacrifícios não passavam de símbolos que deveriam representar o mais profundo desejo de corações entregues à vontade de Deus. O salmista Davi bem descreveu o que realmente o Senhor deseja de Seus filhos:
“Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua lei” (Sl.40:6-8).
Há uma ruptura entre o Céu e a Terra, pois os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is.59:2). O “aroma agradável ao Senhor” (v.9), como um tipo do perfeito e suficiente sacrifício de Cristo, revelava a vitória do Messias sobre o pecado e a futura restauração da humanidade com o divino. O que realmente importava naqueles sacrifícios era a entrega do coração a Deus, como está escrito: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Há um abismo de diferença entre entregar o coração a Deus e a máxima “Deus só quer o meu coração”. Percebam que após a entrega do coração vem o agradar-se dos caminhos de Deus. Isto é, um coração convertido é um coração que aceita ser guiado pelo Espírito Santo.
Para que sejamos aceitos “perante o Senhor” (v.3), não precisamos mais realizar sacrifícios, mas aceitar o sacrifício de Jesus e Sua perfeita obra de mediação perante o Pai, entregando a nossa vida diante do altar todos os dias. Foi com profundo senso de seus pecados que Davi compôs o Salmo 51, onde declarou: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Também “assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15).
Como o holocausto era consumido por inteiro, assim deve ser a nossa entrega pessoal ao Senhor. Não foi sem razão que a primeira virtude espiritual destacada na vida de Jó foi a integridade. O Senhor conhecia o caráter íntegro de Seu servo. O coração de Jó era um verdadeiro holocausto que ardia diariamente “perante o Senhor” (v.5). Seja o nosso coração um holocausto “de aroma agradável ao Senhor” (v.9) e Aquele que “a Si mesmo Se ofereceu” por inteiro, e “fez isto uma vez por todas” (Hb.7:27), virá e nos levará para Ele, para que onde Ele está, nós estejamos também (Jo.14:3).
Bom dia, homens e mulheres íntegros!
Rosana Garcia Barros
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1:1 – 7:38 Esses capítulos provem instruções para a adoração do Senhor através de sacrifícios oferecido no santuário/tabernáculo israelita. Andrews Study Bible.
1-2 Os sacrifícios em Israel envolviam a oferta de animais domésticos selecionados, cereais, azeite e vinho. Todos esses produtos simbolizavam o adorador israelita que, através dos atos de sacrifício, dava-se de volta a Deus de alguma maneira. Em cada sacrifício animal, o adorador colocava a sua mão sobre a cabeça da vítima, identificando-se desta forma com o animal, como que dizendo: “Este animal me representa”. Bíblia de Genebra.
1 Tenda do Encontro (NVI; ARA: tenda da congregação). O tabernáculo, em que Deus Se encontrava com Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 holocausto. Heb ‘olah, cujo significado básico é de fazer subir em fumaça. Bíblia de Genebra.
Era em geral um cordeiro ou um cabrito (para o indivíduo mediano), mas novilhos (para os ricos) e pombos (para os pobres) também eram especificados. … O holocausto devia ser totalmente queimado … (holo significa “inteiro”, e caust significa “queimado”). Quando um novilho era oferecido, no entanto, o sacerdote ofertante podia ficar com o couro para si mesmo (7.8). … Seu nome em hebraico significa “subindo”, talvez simbolizando a adoração e a oração ao subir o seu aroma ao Senhor (v. 17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O macho sem defeito, v. 3, representa Cristo na Sua perfeição (Hb 9.14; 1Pe 1.19). Bíblia de Genebra.
9, 13, 17 aroma agradável ao Senhor. É um modo de expressar que Deus aceitou o sacrifício por causa da atitude do povo. Life Application Study Bible.
Os sacrifícios do AT prenunciavam Cristo, que foi “sacrifício de aroma agradável” (Ef 5.2; cf. Fp 4.18). Bíblia de Estudo NVI Vida.