Reavivados por Sua Palavra


LEVÍTICO 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
31 de janeiro de 2019, 0:30
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“Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do Senhor, o pão do seu Deus; portanto, serão santos” (v.6).


As leis para os sacerdotes consistiam não apenas em preservar a honra de tal posição, mas também em conservar a integralidade do relacionamento deles para com Deus e de suas obrigações como “homem principal entre o seu povo” (v.4). Cada sacerdote representava a figura de Cristo, santo, incontaminado e sem defeito. Aos sacerdotes era ilícito o achegar-se a um morto, e ao sumo sacerdote essa regra era ainda mais rígida, já que nem a morte de seu pai ou de sua mãe o autorizava a descumpri-la. O sacerdócio era um ministério privilegiado, que exigia um estilo de vida santo e totalmente dependente de Deus. Cabia aos sacerdotes a grande missão de unificar a nação na adoração ao Senhor como único Deus verdadeiro e incentivá-la na busca por uma vida cada vez mais santa e consagrada. 

O exemplo dos sacerdotes e do sumo sacerdote deveria ser para Israel uma visão provisória do plano de Deus para a humanidade: “Ele vos será santo, pois Eu, o Senhor que vos santifico, sou santo” (v.8). Esses líderes espirituais deveriam manter uma constante comunhão com Deus, através de um relacionamento pessoal que os fizesse crescer no verdadeiro conhecimento. Reconhecendo a sua falibilidade e exaltando ao Senhor como soberano Provedor, seu ministério, impulsionado pelo Espírito Santo, seria o mais eficaz testemunho de que havia um Deus a guiar o Seu povo. Desta forma, sua eleição jamais seria considerada como uma predileção, mas um privilégio de superiores responsabilidades, tendo de representar o Ministro de superior aliança, Cristo Jesus. Para tal encargo, portanto, nada menos do que isto poderia ser exigido: “o sacerdote é santo a seu Deus” (v.7). 

Hoje, nossos pastores e obreiros correspondem àquela privilegiada função. Apesar de não ser-lhes mais impostas as mesmas leis, o princípio que as norteava deve prevalecer: “Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus” (v.6). Mais do que um eloquente pregador ou de um exímio teólogo, o mundo precisa de homens que correspondam ao chamado de Deus: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). A Bíblia não faz menção a pastoras, como líderes espirituais da igreja de Deus. Não se trata de algum tipo de preconceito, mas do fato do sacerdote simbolizar o próprio Cristo, além da importância do papel da mulher dentro do lar e de sua presença e influência no seio da família. Por negligenciar esta obra, tão sagrada quanto a função sacerdotal, é que muitas famílias têm sofrido as consequências desta inversão de papéis. 

Quando Cristo pendeu na cruz do Calvário, ressuscitou e subiu aos Céus, tornando-Se uma vez por todas o nosso Sumo Sacerdote, o sacerdócio deu lugar ao discipulado. Hoje, todos nós somos chamados para ser “sacerdócio real, nação santa” e proclamar as virtudes dAquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Todos nós recebemos o sagrado privilégio de sermos testemunhas de Jesus. Cada um em sua esfera de influência pode participar desta obra. Aos pastores cabe a função de pastorear, de cuidar das ovelhinhas do Senhor. Mas é o cuidado de uns para com os outros que mantém o “rebanho” unido e mais forte. Santidade não tem a ver com padrões de comportamento, e sim em imitar o perfeito Padrão, Jesus Cristo. 

A vida exemplar cristã começa quando o crente compreende que não é a sua vida ou não são as suas obras que devem ser vistas. Ninguém pôde e nem poderá onerar uma vida de perfeita consagração. Até mesmo Jó, o homem que foi tido por justo e íntegro pelo próprio Deus, reconheceu a sua impotência diante da grandeza do Senhor. Assim como uma lâmpada precisa da fonte para iluminar, precisamos de Cristo para que a nossa vida seja luz, a fim de que o Pai seja glorificado (Mt.5:16). Seja o nosso sentimento como o foi o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua misericórdia e da Tua fidelidade” (Sl.115:1). 

Se homens e mulheres assumirem cada qual a sua função como o Senhor nos orienta em Sua Palavra, as famílias do Seu povo serão benditas, Sua igreja será fortalecida, o mundo será sacudido pelo último clamor e mais rápido veremos o regresso do nosso Senhor e Salvador, que nos santifica. 

“Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu” (Dn.9:19). 

Bom dia, sacerdócio real de Cristo! 

Rosana Garcia Barros 

#PrimeiroDeus #Levítico21 #RPSP 

Comentário em áudio: 
https://www.youtube.com/user/nanayuri100 
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA 


1 Comentário so far
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Gosto muito dos seus comentários, tem sido de grande ajuda na compressão do muitos assuntos; tenho recomendado a todos. Deus te abençoe Dra. Rosana.
Muito obrigado pelas palavras edificantes!!
Sou Davi Rosas, faço o quarto ano de teologia na FAAMA-PA

Comentário por DaviRosasMarques




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