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Comentário devocional:
De todos os capítulos de Hebreus, esse é o que provavelmente mais tem causado consternação entre os cristãos. É realmente possível que uma pessoa possa ir além da graça de Deus? Existem pessoas que Deus realmente não pode perdoar? Sim, este capítulo diz que é possível.
Nos versos 1-3 o apóstolo diz que seus leitores precisam avançar em seu conhecimento do evangelho. Eles precisam comer o alimento espiritual dos adultos. Sua recusa em fazê-lo não só interrompe o crescimento, mas também pode levar à morte de sua relação com Cristo. Os versos 4-6 argumentam que o problema não é a possibilidade de haver um pecado grande demais para ser perdoado (pois o sangue de Jesus pode cobrir qualquer pecado, I João 1:7), mas que uma vez que o dom de Deus tenha sido apreciado e, em seguida, rejeitado, a pessoa assim neutraliza os meios que Deus usa para sua salvação. Na verdade, nesse caso possuir dons do Espírito pode causar mais distanciamento de Deus (vs. 7-8).
Felizmente, esse não é o caso da audiência da carta. Eles estão no caminho para a salvação. Eles precisam, no entanto, fazer duas coisas: (1) manter sua esperança até o fim e (2) ter paciência e perseverança (vv 9-12).
No resto do capítulo, o autor explica como realizar essas duas coisas. Os versos 13-15 descrevem Abraão como um exemplo de perseverança a imitar e os vs. 16-20 apresentam Jesus como a âncora firme da esperança do crente. Deus jurou a Abraão que através de sua descendência iria abençoar todas as famílias da terra (isto é, você e eu). Ao entronizar Jesus à Sua mão direita, Deus começou a cumprir Sua promessa a Abraão. É impossível que Ele esqueça do Seu juramento.
Jesus é a âncora de nossa alma!
Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/6/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 6
Comentário em áudio
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1 Base. É bom estabelecer uma boa base, mas quem não constrói sobre ela nunca terá uma estrutura acabada. O autor propõe deixar os primeiros princípios, tendo como certo que os leitores estão bem fundamentados neles. Ele não os ignora, mas os deixa no mesmo sentido em que um construtor deixa o fundamento quando prossegue com a estrutura em si. O autor enumera seis princípios fundamentais sobre os quais o cristianismo é edificado. Ele apenas os menciona e não os discute, pois sente que isso já foi bem feito. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 465.
3 Isso faremos. O autor encoraja seus leitores a ir além, (v. 1) dos presentes princípios elementares do evangelho, esperando e crendo que eles estivessem bem compreendidos. Ele quer deixar esses fundamentos assim como a criança deixa a primeira cartilha quando avança para o primeiro livro de leitura. Mas, na realidade, nenhuma criança, nem o cientista mais entendido, abandonaria o alfabeto. Todas as suas letras serão sempre necessárias. O mesmo se dá com esses princípios fundamentais, eles não são descartados, mas são a base da construção. O autor deseja avançar das verdades primárias para as mais elevadas. CBASD, vol. 7, p. 467.