Reavivados por Sua Palavra


I Tm 4:3,4 – Celibato e abstinência de alimentos by Jeferson Quimelli
14 de maio de 2015, 7:06
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3 Proíbem o casamento. Paulo admoesta contra os conceitos fanáticos introduzidos primeiramente no cristianismo pelos gnósticos (ver vol. 6, p. 40-45) e perpetuados pelo sistema monástico. Os gnósticos acreditavam que toda matéria é má e que o corpo humano, sendo material, deve ter suas paixões reprimidas e negadas. Segundo essa teoria, o casamento se tornou uma concessão aos desejos da carne e, portanto, era pecaminoso. Paulo deixa claro que o casamento é uma instituição de origem divina e que combater essa instituição seria atacar a sabedoria infinita e os bondosos propósitos de Deus (ver 1Co 7:1; Hb 13:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, p. 312.

Alimentos. Aqui, Paulo se refere às influências e tendências ascéticas que permeavam a igreja. Por razões cerimoniais, ritualísticas, esses ascetas consideravam que a total proibição de certos alimentos seria espiritualmente desejável. A proibição de certos alimentos em determinados dias religiosos também pode ser incluída na advertência do apóstolo. CBASD, vol. 6, p. 312.

Deus criou. Os alimentos e o casamento faziam parte do plano original de Deus para a humanidade no Éden. CBASD, vol. 6, p. 312. 4

4 tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável. Alguns comentaristas acreditam que Paulo revoga a distinção feita no AT entre alimentos limpos e imundos (ver com de Lv 11). Deve-se notar, porém, que ele limita suas observações às coisas criadas por Deus para uso como alimento (ver com. Do v. 3). Na criação, Deus especificou os artigos que pretendia que as pessoas usassem como alimento. Esse regime prescrito não incluía a carne de qualquer animal, nem mesmo todos os tipos de vegetais (ver com. de Gn 1:29, 31). Todas as coisas foram criadas para um propósito diferente e eram boas para o fim específico, ou seja, adequadas para atender à finalidade para a qual Deus as criou. Depois do dilúvio, Deus permitiu o uso de carnes “limpas”, mas proibiu o consumo das carnes “imundas”. Em nenhuma parte da Bíblia se remove essa proibição. CBASD, vol. 6, p. 313.



I Timóteo 4 by Jeferson Quimelli
14 de maio de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

A história cristã revela que ao longo dos séculos Satanás tem infiltrado no cristianismo muitos ensinamentos falsos, assim como os versos 1-3 preveem. O Espírito Santo, por meio de Paulo, alerta acerca da apostasia da verdadeira fé. Satanás é capaz de usar do pseudo cristianismo para seus propósitos malignos. Quatro vezes nos dezesseis versículos desse capítulo encontramos a palavra “doutrina”, que significa “ensino” (vs. 1, 6,13,16). Nós não devemos ser desviados por cada nova ideia que recebemos.

Entre os pagãos e judeus havia grupos que acreditavam que uma pessoa atingia uma vida espiritual mais elevada através de rigorosa auto-disciplina e auto-negação (vs. 4-8). O ensino de que o celibato é uma maneira de viver mais santa do que ser casado e ter filhos é um ataque ao nosso Criador. É um falso ensino.

O Senhor disse a Adão e Eva o que comer. Após os seres humanos pecarem Ele lhes disse de quais alimentos poderiam se alimentar e quais não poderiam. Proferir uma oração sobre comida e bebida que não foi “separada” pela Palavra como adequada para os seres humanos não torna a comida ou bebida sagrada. O jejum pode ser benéfico, mas é um erro pensar que a abstenção de comida faz de alguém um santo. O exercício físico é importante, mas não deve ser prioridade. Viver piedosamente, refletindo o caráter de Jesus, é de muito maior importância. É de valor eterno.

Muitos dos provérbios ou ensinamentos que as pessoas acreditam desde crianças são “fábulas profanas e tolas” (v.7 NVI). Alguns deles são inofensivos, mas outros não. Por exemplo, as pessoas costumavam acreditar que o ar da noite era  prejudicial e devia ser mantido fora. Como resultado, as janelas dos quartos eram mantidas fechadas a noite toda e o ar tornava-se viciado. Gatos pretos, quebrar um espelho, aplacar espíritos – o mundo está cheio de mitos terríveis. Não é fácil abandonar a bagagem cultural que nos é imposta, mas esta deve ser testada pela Palavra de Deus e deixada de lado, se necessário, sempre que afetar a visão que temos de Deus e da eternidade.

Esse capítulo nos lembra que a oração, o ensino da Palavra de Deus e o Espírito Santo são capazes de nos libertar para vivermos o caminho de Cristo.

David Manzano 
Pastor aposentado
Collegedale, TN EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1ti/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto Bíblico: I Timóteo 2 
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