Reavivados por Sua Palavra


Hebreus 2 by jquimelli
26 de maio de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Quando meus filhos eram ainda muito novos eu gostava de ir para o quintal de nossa casa e explorar com eles a magnificência dos céus à noite com a ajuda de um pequeno telescópio. Como somos pequenos em comparação com o vasto universo! 

Isso é o que Davi sentiu quando olhou para os céus. Mas Deus mostrou-lhe que o Seu objetivo para o homem é que ele fosse o supremo governante do mundo, responsável por toda a criação (Sl 8:6)! Quão magnífico era o plano de Deus para a humanidade! 

O autor de Hebreus sugere, no entanto, que este salmo tem um segundo significado. O salmo também fala que Jesus seria feito “um pouco menor que os anjos” para que pudesse morrer em nosso lugar e nos salvar (vs. 7, 9; Sl 8:5). O segundo capítulo de Hebreus, fornece, então, um complemento à descrição gloriosa de Jesus no capítulo 1.

O primeiro capítulo fala sobre a grandeza da exaltação de Jesus. O capítulo 2 fala sobre as profundezas da encarnação de Jesus (vs. 9-18).
– Hebreus 1:1-14 reflete sobre o relacionamento de Jesus com Deus, mas Hebreus 2:5-18 foca no relacionamento de Jesus com os seres humanos.
– Lá, Ele é o Filho de Deus, “o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hb. 1:3 ARA); aqui, Ele é o Filho do Homem, feito menor que os anjos, totalmente humano, até mesmo passível de morte.
– Lá, Deus fala ao Filho (1:5); aqui, Jesus responde a Deus (2:12, 13).
– Lá, Deus proclama: “Tu és meu Filho” (1: 5); aqui, Jesus aceita os homens como Seus “irmãos” (v.12).
– Lá, Deus declara a soberania divina do Filho (1:8-12); aqui, o Filho afirma sua lealdade a Deus (v. 13a).
– Lá, Deus convida o Filho: “Senta-Te à Minha direita” (1:13); aqui, o Filho aceita o convite: “Aqui estou eu com os filhos que Deus me deu” (v.13b).
– Lá, Jesus é o divino Senhor, criador, sustentador e soberano (1:2, 3, 6, 8, 10, 13); aqui, Jesus é o sumo sacerdote humano, misericordioso e fiel (2:17).

Assim, a descrição de Jesus como sumo sacerdote fiel e misericordioso (vs. 17, 18) culmina a descrição do Filho como a manifestação suprema de Deus (1:1-4).

Sim, quando pecamos nós nos tornamos ainda menores em relação ao universo. Mas, ao enviar Seu Filho para morrer por nós, Deus mostrou o quanto somos importantes diante dos Seus olhos.

Oh Deus, “Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!” (Sl 8:1, 9 NVI).

Felix H. Cortez
Universidade Andrews
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 2
Comentário em áudio



Hebreus 2 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Importa que nos apeguemos, com mais firmeza. Ou, “prestemos mais atenção”. É o Filho, o próprio Deus, que tem falado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 431.

3 Tão grande salvação. É grande pelo fato de Deus ser o autor da mesma e por causa do custo, a vida do Filho de Deus. A salvação é grande por sua realização: a renovação do corpo, alma e espírito, e a exaltação da humanidade a um lugar no Céu. CBASD, vol. 7, p. 432.

5 O mundo que há de vir. Uma referencia ao reino da glória que será inaugurado no segundo advento de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 433.

10 Conduzindo muitos filhos à glória. Assim como Cristo foi glorificado após a humilhação, Sua morte expiatória resulta na glorificação de todos os que creem. O título é escolhido para mostrar a relação entre Cristo, o Filho, e Seus irmãos redimidos. CBASD, vol. 7, p. 434.

13 Que Deus Me deu. Em sua oração antes da experiência do Getsêmani, Cristo Se referiu oito vezes aos discípulos como Lhe tendo sido dados por Deus. Ele não atribuiu honra a Si mesmo, mas deu glória a Deus pelo resultado de Sua obra. CBASD, vol. 7, p. 435.

15 O pavor da morte. Esta é a condição dos não redimidos. Milhões são escravos do pecado e anseiam por libertação. Temem o presente, o futuro, a vida e a morte. Existe esperança, conforto ou libertação? Sim, porque Cristo destruiu o poder de Satanás e aboliu a morte. CBASD, vol. 7, p. 436.

16 A descendência de Abraão. Aqui, provavelmente sinônimo de “ser humano”. A descendência mencionada é a espiritual. CBASD, vol. 7, p. 436.

17 Em todas as coisas. Cristo devia Se tornar homem tão completa e plenamente que nunca se pudesse dizer que Ele desconhecia qualquer tentação, tristeza, provação ou sofrimento pelos quais as pessoas passam. CBASD, vol. 7, p. 437.

Sumo Sacerdote. O tema de Cristo como sumo sacerdote é introduzido aqui e detalhado à frente (Hb 3; 5; 7-10). CBASD, vol. 7, p. 437.

18 Tendo sido tentando. Do gr. peirazo, “testar”, “provar”, “tentar”. A natureza humana de Cristo sentiu a força da tentação. Caso contrário, Ele não teria entendido a luta terrível de um pobre pecador poderosamente tentado a ceder. Cristo foi tentado em todos os aspectos “à nossa semelhança” (Hb 4:15). Na verdade, Ele sofreu sob a tentação. O cálice não foi removido, apesar de sua oração. Ele precisava bebê-lo. CBASD, vol. 7, p. 437.

Poderoso em socorrer. Ou, “capaz de ajudar”. Ao resistir com sucesso à tentação e suportar pacientemente o sofrimento, Cristo venceu o tentador. Agora, lutamos com um inimigo derrotado. A vitória de Cristo é a nossa vitória. CBASD, vol. 7, p. 437.




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