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1 Rogo. Os oponentes de Paulo eram arrogantes, obstinados e orgulhosos. Interpretaram erroneamente sua mansidão como fraqueza, sua gentileza como covardia. Estavam além do alcance de apelos conciliatórios e de exortacão amável, como nos cap. 1 a 7. O único modo de atingir a autossuficiência deles era por meio de reprovação, denúncia e exposição, encontradas nos cap. 10 a 13. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 992.
2 Rogo. Paulo deseja ser poupado da necessidade de uma mostra decisiva de sua autoridade, que os embaraçaria e humilharia. Paulo roga para que não chegasse a tal ponto. E característica do espírito de amor evitar infligir dor ou humilhação. Esforço paciente, sincero e discreto de fazer as coisas certas no espírito do companheirismo cristão é sempre preferível à demonstração pública de autoridade e administração de disciplina. CBASD, vol. 6, p. 993
Ousado. Isto é, em lidar com os problemas de Corinto. Neste versículo, Paulo não faz uma ostentação vã. … Ele não teria receio de ninguém, nem hesitação para agir. Lidaria com eles ousadamente (2Co 11:21), a menos que uma mudança na atitude deles tornasse desnecessário que agisse dessa forma. A decisão era dos judaizantes. Paulo estava preparado para confrontar seus críticos e lidar com eles de modo eficaz. CBASD, vol. 6, p. 993, 994.
Mundano proceder. Referência à pessoa não regenerada, ao aspecto carnal, natural e mundano da pessoa não influenciada pelo Espírito Santo (ver com. de Rm 7:24; cf. com. de 1Co 9:27). CBASD, vol. 6, p. 994.
3. Andando na carne. Isto é, vive neste mundo como um ser humano. CBASD, vol. 6, p. 994.
Militamos segundo a carne. Apesar de viver entre pessoas que recorrem a métodos mundanos, Paulo não condescende com tais métodos (ver Jo 17:11, 14). A pessoa convertida possui uma natureza nova e diferente e é motivada pelo amor de Cristo e do Espírito de Deus, em harmonia com os ideais divinos (Jo 3:3, 5; Rm 8:5-14; 1Co 2:12-16; 2Co 5:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
4 Armas da nossa milícia … poderosas em Deus. As armas do cristão são fabricadas no arsenal celestial e estão disponíveis por meio do ministério dos anjos (2Co 1:12; Ef 6:10-20; cf. DTN, 827) . Incluem a verdade como apresentada na Palavra de Deus (Hb 4:12) e o poder partilhado por Cristo e pelo Espírito Santo (1Co 2:4). Deus convoca as pessoas para o conflito, equipa-as para a batalha e lhes assegura a vitória. Ele supre o ser humano com todo o poder (2Co 2:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
Fortalezas. A linguagem figurada dos v. 4 e 5 pode ter sido sugerida à mente de Paulo pelos piratas que infestavam a costa marítima nas proximidades de Tarso antes de ser expulsos dos mares pelas galés romanas, uma geração antes de seu nascimento. Esses saqueadores do mar atacavam de várias cavernas ocultas ria costa, invadiam navios que comercializavam nos portos próximos e então se retiravam com o espólio. Finalmente, o general romano Pompeu conduziu uma campanha contra eles, n a qual destruiu mais de 100 “fortalezas” piratas e fez mais de 10 mil prisioneiros. CBASD, vol. 6, p. 995.
Sofismas. Do gr. logismous, “raciocínios”, “pensamentos” (ver Rm 2:3, 15). Paulo se refere às teorias humanas em contraste com a verdade revelada. Não há nada mais autodestrutivo que o raciocínio especulativo de pessoas envaidecidas que têm ousada confiança na sabedoria pessoal e nada além de desprezo para com Deus e Sua Palavra. CBASD, vol. 6, p. 995.
5 O conhecimento de Deus. A exaltação da sabedoria humana está em oposição ao conhecimento espiritual e superior que Deus transmite (Jo 17:8; At 17:23; 1Co 1:24; 2:10; Cl 1:9). O deus do filósofo é criado pelo processo do pensamento individual. O Deus do cristão é o Deus da revelação divina. Um é subjetivo, o outro é objetivo. CBASD, vol. 6, p. 995.
Obediência de Cristo. A principal razão pela qual o evangelho não progrede mais no mundo e na vida das pessoas é a indisposição para tornar Cristo verdadeiramente Senhor da vida, e aceitar a autoridade de toda a palavra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 996.
6 Punir. Paulo está pronto a exercer a autoridade apostólica para disciplinar e punir o grupo rebelde na igreja de Corinto. Até então ele se conteve porque a questão ainda não estava clara e muitos poderiam ser levados a tomar uma decisão errada. Naquele momento, porém, o assunto estava claro, e a maioria havia tomado posição ao lado de Paulo contra a minoria resistente. CBASD, vol. 6, p. 996
7 Que é de Cristo. Isto é, reivindica ser um representante de Cristo devidamente designado. CBASD, vol. 6, p. 996.
8 Não me envergonharei. O s falsos apóstolos em Corinto se propuseram a envergonhar Paulo, ao ridicularizá-lo como apóstolo e ao diminuir o evangelho dele. Paulo declara que seu propósito em se gloriar de sua “autoridade” como apóstolo é em defesa de seu apostolado e de seu evangelho. Ele não tem motivos ocultos.CBASD, vol. 6, p. 997.
9 Cartas. Paulo já havia escrito pelo menos duas cartas aos coríntios, possivelmente mais (ver com. de 2Co 2:3, 4; cf. p 903, 904). Utilizando o plural, “cartas”, Paulo inclui a carta perdida mencionada . em I Coríntios 5:9. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Graves e fortes. Paulo cita as palavras dos críticos. Até mesmo seus inimigos admitiram que ele escrevia bem, e o tempo confirmou a opinião deles. Mal sabiam que as cartas de Paulo eram inspiradas e que constituiriam uma grande parte do que se tornaria o Novo Testamento, a base da teologia cristã. Em suas cartas abundam irresistíveis argumentos para a fé. Estão repletas do poder do Espírito Santo manifestado na severa reprovação, na mansidão e no amor cristão, na exaltação de Cristo como redentor, nos apelos aos homens e mulheres perdidos para que aceitem o caminho para a salvação, na inspiração para o companheirismo com Cristo e no testemunho da conversão pessoal e da experiência cristã. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Presença. Do gr. parousia (ver com. de Mt 24:3). Esta é a única referência no NT à aparência pessoal de algum dos apóstolos (cf. 1Co 2:3, 4; 2Co 12:7-10; Gl 4:13, 14). Os escritores antes do 4º século declararam que Paulo era de estatura baixa, curvado, possivelmente devido aos constantes castigos físicos (2Co 11:24, 25), calvo e tinha as coxas tortas, no entanto, era cheio de graça e tinha olhos cativantes de amor, nobreza e zelo por Cristo (ver Atos de Paulo e Tecla 1:7). … Em 2 Coríntios 10:1, Paulo reafirma que sua aparência pessoal não impressionava. O nível ao qual seus oponentes em Corinto se rebaixaram para ridicularizar sua fraqueza física, e talvez uma leve deformidade, revela o caráter desprezível deles. CBASD, vol. 6, p. 997.
Desprezível. Esta acusação parece ter sido um exagero ofensivo, se não uma completa calúnia. Paulo era um excelente orador (At 14:12; cf. 2 C o 24:1-21). E verdade que, depois da experiência em Atenas, Paulo evitou a retórica e a oratória que deleitava os gregos (ver 1Co 2:2). Ele recusou utilizar esses meios para atrair pessoas a Cristo. Nada deve ser permitido que possa diminuir a clareza e a força do evangelho (1Co 2:4, 5). CBASD, vol. 6, p. 997.
12 Louvam a si mesmos. Os coríntios faladores eram membros, aparentemente do que.pode ser chamado de uma sociedade de admiração mútua. Cada pessoa se eleva em seu próprio padrão de excelência e louva outros membros da sociedade para propagar os interesses pessoais e das pessoas que pertencem ao seu grupo. Elevando as próprias virtudes como um padrão de comparação, elas se tornam seu próprio ideal. CBASD, vol. 6, p. 998.
Revelam insensatez. E o auge do orgulho para um pecador se considerar perfeito ou quase perfeito (Rm 7:18; lJo 1:10). Um senso da própria imperfeição é a primeira exigência do Céu a todos que serão aceitos como filhos e filhas de Deus (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 6, p. 998.
15 Engrandecidos entre vós. Paulo procurava inspirar as igrejas com seu zelo missionário. Ele iniciava a obra nas grandes cidades e deixava a essas igrejas localizadas estrategicamente a responsabilidade de evangelizar o distrito ao qual pertenciam. Esse método de evangelismo se provou eficiente, pois muitas das grandes igrejas centrais originavam outras igrejas dentro de seus distritos. Da igreja de Laodiceia, por exemplo, diz-se que foram fundadas outras 16 igrejas na circunvizinhança. É privilégio de cada igreja enviar seus membros ao campo missionário, por Cristo. CBASD, vol. 6, p. 999, 1000.
16 Além das vossas fronteiras. A única indicação das regiões que.Paulo tinha em mente está em Romanos 15:19 a 24: Ilírico, Itália e Espanha. Fica evidente que já havia cristãos em Roma e que a igreja existia ali (Rm 1:7-13), sem o benefício dos trabalhos apostólicos. CBASD, vol. 6, p. 1000.
Campo alheio. Isto é, a região de trabalho pertencente a alguém mais. Em circunstância alguma Paulo violou o território alheio, tomando crédito pelos trabalhos de outros, como faziam os falsos apóstolos em Corinto. CBASD, vol. 6, p. 1000.
17 Glorie-se no Senhor. Em vez de se vangloriar. O v. 17 é uma citação de Jeremias 9:24 (ver com. ali). O crédito pelo sucesso, seja na experiência cristã pessoal ou no ministério em prol dos outros, pertence a Deus. Atribuir a si mesmo honra pelo sucesso é desonrar a Deus, por desviar a atenção das pessoas de Deus e concentrá- la no instrumento humano, exaltando a pessoa acima de Deus (ver Sl 115:1; 1Co 1:31; 10:12; 15:10; 2Co 12:5; Gl 2:20; 6:14; ver com. de 1Co 1:31). Aqueles que se tornam satisfeitos consigo mesmos estão longe do ideal cristão (Fp 3:12-14). Os que mantêm, constan te relacionamento com Cristo nunca têm uma opinião exaltada de si mesmos (ver GC, 64). CBASD, vol. 6, p. 1000.
18 O Senhor louva. Alcançar uma posição de liderança desperta a tentação de aceitar a aclamação humana e de se orgulhar de conquistas pessoais. O próximo passo é o desejo de exercer autoridade arbitrária sobre os outros. Para o cristão, no entanto, a única aprovação desejável é a divina (ver Rm 2:29; 1Co 3:13, 14; 4:1-6). Receberão a aprovação de Deus apenas os que suportam esse teste e triunfam sobre a presunção, o orgulho e a exaltação própria. O autoelogio dos falsos apóstolos de Corinto, que, na verdade, não tiveram sucesso, deixou claro que eles não tinham a aprovação de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1000.
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Comentário devocional:
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: Coleta, Doação, Dom Inefável, Gratidão a Deus
1 É desnecessário. A linha de pensamento iniciada em 2 Coríntios 8:1 continua ininterrupta. No cap. 9, Paulo acrescenta á exortação concernente à coleta para os pobres em Jerusalém. Para que os coríntios não pensassem que Paulo insistia desnecessariamente no assunto, ele explica o motivo porque escreve amplamente a esse respeito. Os planos deles no ano anterior foram interrompidos pela dissenção e o espírito partidário que se ergueram entre os membros em Corinto. Entretanto, a fim de encorajar as igrejas da Macedônia a responder de um modo similar, Paulo salientou a prontidão original dos coríntios em participar no projeto. A menos que os crentes em Corinto completassem a coleta sem demora adicional, pareceria aos macedônios que a vanglória de Paulo acerca dos coríntios era infundada. Este versículo é uma forma sutil e cortês de expressar confiança na prontidão para continuar a coleta e de inspirá-los a fazer o mesmo, vindicando a confiança de Paulo neles. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 986.
4 Confiança. A base para a glória de Paulo estaria plenamente despedaçada, caso os coríntios estivessem despreparados quando ele chegasse. CBASD, vol. 6, p. 987.
6 Aquele que semeia. Na Bíblia, a imagem de semear e colher é bem conhecida. A relação entre semear e colher é natural e justa. Essa imagem está em plena harmonia com os princípios do governo de Deus. Um bom agricultor não semeia de forma relutante ou parcimoniosa, mas com alegria e abundância, conhecendo o relacionamento entre semeadura e colheita. CBASD, vol. 6, p. 988.
7 Proposto no coração. Isto denota uma decisão bem pensada. A benevolência cristã desenvolve escolha deliberada. Uma considerável quantia é doada no impulso do momento, sem o pensamento cuidadoso que acrescenta à doação o coração do doador. Não é assim com o grande dom do amor de Deus. Unicamente o que vem de um espontâneo desejo do coração é aceitável a Deus (Mt 6:2-4). CBASD, vol. 6, p. 988.
10 Dá semente. Paulo novamente cita a LXX (Is 55:10), utilizando uma analogia entre a agricultura e o mundo espiritual. Assim como Deus precisa de agricultores que semeiem abundantemente, assim Ele fará com as pessoas que semeiam sementes de caridade e benevolência. A lei da semeadura e da colheita no mundo natural também é verdadeira para a utilização humana das posses terrenas. Aqueles que são generosos colherão com mais abundância das generosidades de Deus, embora não necessariamente em espécie (Mt 19:29). Deus fornece a semente, ordena as estações e envia o sol e a chuva. Ele faz o mesmo com as sementes de generosidade semeadas no coração das pessoas. CBASD, vol. 6, p. 989.
15 Inefável. Literalmente, “que não pode ser descrito plenamente”. Não pode haver plena exposição do dom do amor divino. Essa atribuição de louvor a Deus fornece um clímax adequado à seção que lida com a coleta de doações para os santos em Jerusalém. A gratidão a Deus prepara o caminho para a obediência a Sua vontade e para a recepção do poder para se envolver em serviço abnegado. Aquele que está repleto de gratidão a Deus buscará cumprir todas as Suas exigências, não porque é forçado, mas porque escolheu fazer dessa forma. A gratidão a Deus é a base de uma experiência cristã eficaz. Até que a pessoa seja submersa pela gratidão a Deus, por Seu dom “inefável”, a religião não alcança as profundezas da alma humana e do seu exterior em serviço altruísta pelos semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 991.
Filed under: bens materiais, Cartas de Paulo, dinheiro | Tags: donativos, finanças, graça, igualdade, ofertas
Comentário devocional:
Este capítulo trata da generosidade. Agora que Paulo terminou de defender seu ministério e após confirmar os crentes de Corinto, ele os desafia a contribuir para um fundo de ajuda aos crentes pobres de Jerusalém (ver 1Co 16:1-4; Rm 15:22-23).
A situação se torna um pouco mais complicada, porque o apóstolo Paulo está longe, ministrando na Macedônia (que é agora o norte da Grécia), provavelmente nas igrejas de Bereia, Tessalônica e Filipos. Ele começa contando aos coríntios sobre a “graça de Deus” que foi dada às igrejas da Macedônia.
A palavra no original grego traduzida por “graça” também pode ser traduzida como “privilégio” ou “agradecimento” (ver 8:4, 16). O desafio para os membros em Corinto é claro. Os coríntios não tem desculpa para não contribuir do que tinham em excedente porque os macedônios mostraram generosidade em meio a pobreza extrema (v 14). Pode ser que os crentes de Corinto não vivessem em muito melhores condições que os da Macedônia. Alguns historiadores estimam que mais de 90 por cento da população em geral do Império Romano vivia próximo ou abaixo do nível de subsistência (calorias necessárias para sobreviver).
Nos versos 7-12 Paulo elogia os coríntios pela sua fé cheia do Espírito Santo, pelo seu testemunho, conhecimento, dedicação total e amor. Ao invés de ordenar, ele procura incentivar a boa vontade deles para ajudar. Ele lhes fala que, na verdade, as contribuições aos necessitados estão muito aquém do infinito sacrifício de Jesus Cristo, “que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos.” (v 9 NVI).
Resumindo: o apóstolo Paulo recorda-lhes que ajudar os outros é uma questão de igualdade. Ao ajudar a outros, eles colaboravam em manter a igualdade. Apesar das desigualdades sociais, econômicas, e muitas outras que possam existir no mundo, como cristãos, temos a responsabilidade de lutar pelo ideal original de Deus de igualdade.
Na seção final (vs. 16-24) Paulo recomenda três delegados: Tito (vs 16, 23) e dois indivíduos não identificados (vs 18-19, 22-23) para coordenar o esforço de captação de recursos. Ele procede dessa maneira cuidadosa a fim de evitar que alguém os critiquem “quanto ao nosso modo de administrar essa generosa oferta” (vs. 20 NVI).
Como membros da Igreja, temos uma responsabilidade sagrada de vigiarmos quanto à forma como nós lidamos com as finanças, em particular dentro da igreja, de modo que tudo que fizermos possa estar livre de qualquer repreensão ou suspeita.
Michael Campbell
AIIAS
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Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/8/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: II Coríntios 8
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Queridos irmãos,
Filed under: Cartas de Paulo, liderança, restauração | Tags: arrependimento, encorajamento, ministério
Comentário devocional:
No início do capítulo 7 o pastor Paulo conclui a defesa de seu ministério apostólico. Ele apela que “purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus” (v 1 NVI). Além disso, ele relembra o que são ações convenientes [para a boa convivência] (v 2b), o vínculo estreito que estabeleceu com eles (v 3) e manifesta esperança e encorajamento (v. 4).
No restante do capítulo (vs 5-16) Paulo volta a falar da razão da mudança de seus planos de viagem, razão do conflito com os membros da igreja de Corinto. Esta parte da carta torna-se profundamente pessoal ao ele analisar o impacto emocional de sua carta anterior. “Mesmo que a minha carta lhes tenha causado tristeza, não me arrependo” (v 8 NVI). Esse confronto será a oportunidade para a mudança de corações e vidas (vs 9, 10).
O verdadeiro arrependimento está intimamente ligado ao afastamento do pecado. “A tristeza segundo Deus”, lembra Paulo, “não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação.” (v 10 NVI)
Paulo cita que não escreveu “por causa daquele que cometeu o erro” (v 12 NVI), mas para benefício dos crentes de Corinto. E não identifica a pessoa que cometeu o erro. Anteriormente Paulo tinha aconselhado aos crentes em Corinto a perdoarem essa pessoa (2Co 2:5-8). Ellen White nos lembra que, como cristãos, temos a responsabilidade de evitar uma atitude crítica: “É fácil falar contra as falhas e os erros dos outros e, em termos gerais condenar isso e aquilo, mas você já pensou que este é o trabalho que o inimigo está sempre fazendo? … Quanto descanso e paz e felicidade tem você encontrado em se demorar sobre as imperfeições dos seus irmãos? … Não foi a sua fé enfraquecida e seu discernimento obscurecido? Sua alma tornou-se mais e mais destituída da graça de Deus” (Carta 48, 1893).
O próprio Paulo dá o exemplo, tentando ser uma fonte de encorajamento (v 13). Suas boas obras haviam mostrado que a sua fé era verdadeira. “Alegro-me”, observa Paulo, “por poder ter plena confiança em vocês” (v. 16).
Michael Campbell
AIIAS
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/7/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: II Coríntios 7
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Filed under: Cartas de Paulo | Tags: arrependimento, purificação, Temor, Tito, Tribulação
1 Purifiquemo-nos. As pessoas são incapazes de se purificar, pois não há poder inerente ao ser humano para eliminar o pecado (Rm 7:22-24). O crente pode ser santificado apenas ao permitir que Deus trabalhe nele e por meio dele (Fp 2:12 e 13). O cristão deve utilizar os meios apontados por Deus para a purificação. Deus desperta a vontade para que as pessoas a exerçam. A armadura de Cristo está disponível para todos os cristãos, no entanto, eles têm a responsabilidade de vesti-la. O poder e a graça de Deus são ineficazes em alguém que tem vontade e mente passiva. Deus está com aquele que combate “o bom combate da fé”, e lhe concederá vitória. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 970.
2 Exploramos. Talvez os oponentes tenham acusado Paulo de negligência em relação à grande coleta que solicitou em favor dos pobres em todas as igrejas de Jerusalém. A recusa de alguns dos coríntios em abrir o coração a Paulo e aceitá-lo estava em evidente contraste com a livre associação deles com os falsos apóstolos. Se eles sentiam afeto por pessoas que praticavam o erro, a corrupção e a fraude, por que não deveriam sentir afeto por alguém que não havia feito nenhuma dessas coisas? CBASD, vol. 6, p. 972.
5 Fomos atribulados. Paulo retoma a narrativa da qual ele se desviou desde 2 Coríntios 2:13. Nenhuma igreja fundada por Paulo deu-lhe tantos motivos para aflição e sofrimento como a de Corinto. Muito desse sofrimento foi devido aos falsos apóstolos, que tinham seguido Paulo até Corinto e deliberadamente começaram a destruir sua obra, desacreditar seu apostolado e ridicularizar seu evangelho e sua pessoa. Eles criticavam seu caráter e o acusavam de mau uso do dinheiro, de covardia e falsidade e de usurpaçao de autoridade. Também tentaram impor certas exigências rituais aos conversos gentios, em contradição à posição da igreja. CBASD, vol. 6, p. 973.
Temores por dentro. Isto é, incerteza quanto a resolução das crises. Isso não significa que Paulo estivesse abatido pelo temor. CBASD, vol. 6, p. 973.
10 Tristeza segundo Deus. Isto é, do modo prescrito por Deus ou aceitável a Deus. Não é a tristeza por ser descoberto ou a antecipação de ser punido. É a genuína tristeza, arrependimento, separação do pecado e determinação para resistir, a partir dali, pela graça de Deus, à tentação que conduziu ao pecado. CBASD, vol. 6, p. 974.
12 Não foi por causa. Ao redigir a carta anterior, Paulo demonstrou grande preocupação pelo bom nome da igreja. Ele temia que os pagãos vissem o cristianismo com desprezo e que os judaizantes chamassem a atenção desse desavergonhado caso de incesto como resultado de seu ministério. Mas a igreja lidara com firmeza com o transgressor e ele se arrependera. Assim, o bom nome da igreja fora protegido, e a preocupação de Paulo se voltou para o bem-estar espiritual das pessoas envolvidas. CBASD, vol. 6, p. 976.
16 Confiarem vós. Ou, “coragem acerca de vós”. Este versículo é considerado por muitas autoridades como uma transição ou elo entre o que Paulo escreveu nos capítulos anteriores e o que vem a seguir. Essas palavras descartam todos os erros e mal-entendidos do passado e expressam verdadeira reconciliação. Ao mesmo tempo, oferecem uma introdução adequada ao assunto da grande coleta para os cristãos pobres da Judeia, que Paulo promove entre as igrejas gentílicas. CBASD, vol. 6, p. 977.
Comentário devocional:
No capítulo 6, o apóstolo Paulo continua a defesa de seu ministério. E começa lembrando aos coríntios que o momento presente envolvia urgência: “agora é o dia da salvação!”(6:2 NVI). Ele os adverte que prestem atenção. Isto faz-me lembrar de um membro da igreja que tinha o mau hábito de falar e distrair outros na igreja. Um dia, enquanto eu estava pregando eu enviei a ele uma mensagem de texto: “Preste atenção!”. Depois de um minuto ou dois, ele leu a mensagem e endireitou-se no banco. Depois, ele me perguntou: “Como é você enviou um texto enquanto pregava?” Eu disse a ele, brincando, que eu tinha o dom espiritual de enviar mensagens de texto. Se o apóstolo Paulo estivesse vivo hoje penso que ele iria usar massivamente a mídia social para lembrar as pessoas de que nossas vidas espirituais são importantes e que não devemos adiar nossa decisão a respeito de Jesus Cristo.
Paulo faz o seu apelo para a prontidão espiritual no verso 2, logo após citar Isaías 49:8, se referindo ao “dia da salvação” como tendo chegado em Jesus Cristo. Ele se coloca como modelo de ministro, “suportando com muita paciência as aflições, os sofrimentos e as dificuldades” (v 4 NTLH). No entanto, o que torna o ministério louvável não são as coisas ruins que lhe acontecem, mas sim, o serviço feito por meio do Espírito Santo, “e no amor sincero; na palavra da verdade e no poder de Deus” (vs. 6b-7 NVI).
Finalmente, o apóstolo encerra sua defesa pessoal do seu ministério. Ele os lembra do papel paterno que ele tem desempenhado em suas vidas. E como um pai ele os adverte: “não se juntem com descrentes para trabalhar com eles”, “pois nós somos o templo do Deus vivo” (vs. 14, 16 NTLH). Ainda mais importante nesta consideração é a lembrança de que Deus é nosso Pai celestial (vs. 17-18).O que distinguia a visão de mundo dos judeus e cristãos primitivos de todas as outras religiões do mundo e ainda distingue hoje, é exatamente essa compreensão de um Pai celestial transcendente e pessoal.
Michael Campbell
AIIAS
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/6/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: II Coríntios 6
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Filed under: amor, Espírito Santo, Sem categoria | Tags: amor, casamento, Espírito Santo, ministério, sociedade
1 Cooperadores com Ele. O princípio da cooperação é vital ao desempenho espiritual pessoal e ao sucesso no serviço cristão. Deus não dispensa o auxílio humano (DTN , 535). A capacidade humana para o bem depende da medida de sua cooperação com o divino (cf. Jo 5:19, 30; DTN, 297). Os ministros cristãos e os colaboradores não devem tentar trabalhar por sua própria força ou sabedoria, e Deus não os deixa entregues a si mesmos, à sua própria sorte, ou a seus próprios recursos. Essa cooperação entre Cristo e Seu s embaixadores deve ser íntima e contínua para que sejam "habilitados a realizar os feitos da Onipotência"(DTN , 827). Cristo é mais que um observador; é um companheiro ativo em tudo o que eles fizerem (Fp 2:12, 13; cf. Hb 1:14). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 960.
Recebais. Do gr. dechomai, neste versículo, "receber favoravelmente", "aprovar", "aceitar". É possível concordar mentalmente com a graça de Deus e não ser beneficiado por ela. Cristo ilustrou essa verdade com as sementes que caíram em solo rochoso e entre espinhos (ver com. de Mt 13:5-7). Embora os coríntios tenham respondido às primeiras exortações de Paulo e tenham se reconciliado com Deus, isso não bastava. A obra da salvação deles, individualmente, ainda não estava completa. A vida cristã apenas se inicia quando os seres humanos são reconciliados com Deus e entram num novo relacionamento com Ele. É verdade que, no momento da reconciliação, eles estão numa situação segura. Permanecem justificados pela graça de Deus. No entanto, o evangelho de Cristo inclui muito mais que o perdão dos pecados passados; prevê também a transformação do caráter, cuja meta é uma vida em que o pecado não mais tome parte (ver com. de Rm 6:5-16; 2Co 1:22; 3:18). O recebimento inicial da graça de Deus, que justifica, deve ser seguido de um contínuo recebimento de graça, que produz santificação. CBASD, vol. 6, p. 960.
Em vão. Isto é, sem ter servido a qualquer propósito útil (cf. Is 55:10, 11). O importante é a maneira como o ser humano recebe a graça, e como continua a recebê-la (ver com. de Mt 13:23; At 2:41). A graça de Deus é recebida em vão: 1. Quando é negligenciada. … 2. Quando é pervertida ao usá-la como uma capa para o pecado (Rm 6:1, 15). … 3. Quando é adulterada com ideias e métodos humanos. … ; 4. Quando é recebida apenas pelo intelecto e não é levada para a vida. … CBASD, vol. 6, p. 960, 961.
2 Dia da salvação. Isto é, o tempo durante o qual se prolonga a luz da graça (ver Jo 12:35). CBASD, vol. 6, p. 961.
3 Escândalo. Literalmente, "uma ocasião para tropeço". Paulo aspira a conduzir seu ministério (cf. v. 1) de modo que ninguém tenha desculpas para rejeitar a graça de Deus. CBASD, vol. 6, p. 961.
Ministério. Paulo … sofre, trabalha, estuda e ministra a palavra para não dar qualquer motivo para.escândalo (lCo 8:13; 10:32, 33; Fp 2:15; lTs 2:10; 5:22; cf. Mt 10:16). Ainda assim, houve vários em Corinto que se escandalizaram. Seria, talvez, impossível pregar e agir de modo que ninguém se escandalizasse. Para alguns, até mesmo a verdade e a santidade escandalizavam. As pessoas que ouviam Jesus se escandalizavam dEle (Jo 6:60 , 61, 66). Para outros, qualquer advertência contra o pecado ou o erro escandalizava. No entanto, para os verdadeiros cristãos, o embaixador do evangelho não escandalizará ao repreendê-los por manifestações de orgulho, irreverência, indiferença, hábitos ou práticas questionáveis, grosseria ou vulgaridade. … Tanto quanto possível, o ministro do evangelho deve ter "paz com todos os homens" (Rm 12:18), contudo, Jesus e Paulo despertaram inimizade por onde passaram. … Nenhum cristão teve mais inimigos que Cristo, e Seus discípulos foram acusados de ter "transtornado o mundo" (At 17:6). CBASD, vol. 6, p. 962
6 No Espírito Santo. O Espírito é o agente no cultivo de todas essas virtudes (Gl 5:22, 23). É possível exibir esses traços em certo grau, superficialmente, independente do Espírito Santo, mas nunca em sua plenitude. CBASD, vol. 6, p. 963.
Amor. Do gr. agape (ver com. de Mt 5:43 , 44). A característica culminante do ministro do evangelho é este principal fruto do Espírito (ver com. de lCo 13; sobre a expressão "amor não fingido", ver com. de Rm 12:9). Sem essa qualidade, o embaixador de Cristo se torna rígido, autocomplacente e censurador. Pureza e poder são inalcançáveis sem amor. CBASD, vol. 6, p. 963.
11 Ó coríntios. Apenas neste versículo, nas duas cartas, Paulo se dirige aos coríntios especificamente. Paulo apela que retribuam seu amor e o tratem como ele os trata. CBASD, vol. 6, p. 965.
13 Como justa retribuição. Paulo considera os crentes coríntios como filhos espirituais (1Co 4:14, 15) e, como pai espiritual, ele derramou sobre eles a plenitude do amor paternal. Em contrapartida, o apóstolo anseia o amor dos coríntios. CBASD, vol. 6, p. 966.
14 Jugo desigual.A diferença em ideais e conduta entre cristãos e não cristãos é tão: grande que, ao entrar em qualquer relacionamento (casamento, negócios, etc), os cristãos são confrontados com situações em que têm de abandonar princípios ou enfrentar dificuldades. Entrar em tal união é desobedecer a Deus e negociar com o diabo. A separação do pecado e dos pecadores é apresentada em todas as Escrituras (Lv 20:24; Nm 6:3; Hb 7:26; etc). Nenhum outro princípio tem sido mais rigorosamente ordenado por Deus. Por toda a história do povo de Deus, a violação desse princípio tem, inevitavelmente, resultado em desastre espiritual. CBASD, vol. 6, p. 966.
Com os incrédulos. Para os que não aceitam Cristo como salvador, nem Seus ensinos, como padrão de crença e conduta, os ideais, princípios e a prática do cristianismo são loucura (1Co 1:18). Em razão de sua perspectiva da vida, os descrentes normalmente acham difícil tolerar um padrão de conduta que tende a restringir seu modo de viver, ou que indique que seus conceitos e práticas são maus ou inferiores. Paulo não proíbe toda a associação com descrentes, mas apenas a associação que teria a tendência de diminuir o amor do cristão por Deus, adulterar a pureza de sua perspectiva de vida ou levá-lo a se desviar de seu padrão de conduta. Os cristãos não devem se esquivar de seus parentes e amigos, mas se associar com eles como exemplos vivos do cristianismo posto em prática e, assim, ganhá-los para Cristo (1Co 5:9, 10; 7:12; 10:27). … Quando se trata de um relacionamento de vinculação como o casamento, o cristão que verdadeiramente ama o Senhor de modo algum se unirá a um descrente, mesmo na piedosa ou louvável esperança de conquistá-lo para Cristo. Quase sem exceção, o desapontamento é o resultado de uma ação contrária ao sábio conselho apresentado pelo apóstolo neste versículo. Aqueles que escolherem prestar atenção a esse conselho poderão esperar, de modo especial, desfrutar o favor divino e descobrirão que Deus tem algo reservado para eles, que ultrapassa, em muito, quaisquer planos humanos. CBASD, vol. 6, p. 966, 967.
Que sociedade. Toda união em que o caráter, as crenças e os interesses do cristão perdem algo de sua distinção e integridade, é proibida. O cristão não pode se dar ao luxo de entrar em uma ligação que exija concessões. CBASD, vol. 6, p. 967.
15 Maligno. Neste versículo, a palavra é uma personificação para Satanás, representando a inutilidade e o vazio das coisas por meio das quais ele tenta atrair e seduzir as pessoas ao pecado. … Por trás de tudo o que é mau e desprezível estão as forças sobrenaturais das trevas, conduzidas por Satanás. Todo o mundo está alinhado atrás de um ou outro líder (1Pe 5:8-9; Ap 12:11). CBASD, vol. 6, p. 967.
16 Ligação. Ou "concordar", "consentir" (Lc 23:51). Não pode haver aliança entre Cristo e Satanás, entre o verdadeiro Deus e os falsos deuses, entre o cristianismo e o paganismo. Paulo declara que uma aliança entre crentes e descrentes é igualmente inconcebível. CBASD, vol. 6, p. 967.
17 Por isso, retirai-vos. A referência histórica é a retirada dos israelitas cativos da antiga Babilônia, que Paulo menciona neste versículo como uma ilustração da separação do povo de Deus do mundo e da Babilônia espiritual (ver com. de Ap 18:4). Após retornarem do cativeiro, os judeus foram encarregados de não levar qualquer coisa que tivesse relação com a idolatria pagã. De modo semelhante, o Israel espiritual é ordenado a "não tocar na s coisas impuras" (ver com. de Is 52:11, 12). CBASD, vol. 6, p. 968.
18 Filhos e filhas.Em consequência da fé dos crentes em Cristo, a operação sobrenatural do Espírito de Deus gera nova vida espiritual, que torna o ser humano um filho de Deus. Esse relacionamento Pai-filho é tão real e vital como o relacionamento humano utilizado para ilustrá-lo. Na vida de Jesus como o Filho de Deus, temos um perfeito exemplo do relacionamento que é nosso privilégio ter como filhos do Pai celestial (ver com. de Lc 2:49; Jo 1:14; 4:34; 8:29). A chave para esse relacionamento é o amor, e seu resultado é confiança e obediência. CBASD, vol. 6, p. 968.
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Comentário devocional:
Do final do capítulo 4 (verso 16 em diante) até os dez primeiros versos do capítulo 5, o apóstolo Paulo contrasta a natureza passageira da existência terrena com a natureza permanente da existência após a ressurreição. Embora seja evidente que será “destruída a temporária habitação terrena em que vivemos” (v 1 NVI), ou seja, o nosso corpo, o que realmente conta é que no interior sejamos “uma nova pessoa” (v 17 NTLH) por estarmos unidos com Cristo e, assim, renovados a cada dia. Nós nos concentramos em coisas eternas, que não podem ser vistas (v 1).
Tudo aqui nesta terra perde o brilho quando comparado com a glória do céu. Assim, esta “habitação” (v 1 NVI) ou “tabernáculo” (v 1 ARA) em que vivemos acabará por ser demolido. “Enquanto isso, gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial” (v. 2 NVI), Paulo nos lembra. Entendemos isto pela “fé, e não pelo que vemos” (v. 7 NVI). E Quem vai fornecer nossas roupas e casa celestiais é o próprio Jesus.
Na segunda parte deste capítulo (versos 11 a 21), somos lembrados do belo ministério da reconciliação. Nosso trabalho é “persuadir os homens” a terem um relacionamento com Jesus Cristo (v 11 NVI). Se por este desejo e argumentação parece que “enlouquecemos, é por amor a Deus” (v 13 NVI).
No ponto alto do capítulo, Paulo escreve: “Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (vs. 14-15 NVI). Seu maior desejo é contar que “Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens”.
Nós todos “estamos aqui falando em nome de Cristo” NTLH, tendo recebido o alto privilégio de sermos portadores desta “mensagem da reconciliação” (v. 19 NVI) entre Deus e os homens. Temos a elevada missão se suplicar a todos que se reconciliem com Deus (v 20), proclamando que: “em nome de Cristo, deixem que Deus os transforme de inimigos em amigos dEle” (v 20 NTLH).
Que todos conheçam que “Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com Ele, tenhamos a vida santa que Deus quer” (v 21 NTLH).
Michael Campbell
AIIAS
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/5/
Traduzido por JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: II Coríntios 5
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