Comentário devocional:
Por que a fé de um centurião romano em Cafarnaum fez Jesus se maravilhar e chamá-la de a maior fé que havia encontrado? Anciãos dos judeus tinham pedido a Jesus para curar o servo do centurião, porque ele “ama a nossa nação, e construiu a nossa sinagoga” (Lc 7:4 NVI). Quando Jesus se encaminha para curar o servo, o centurião envia um apelo diferente: “Senhor … não mereço receber-Te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao Teu encontro. Mas dize uma palavra e o meu servo será curado”(Lc 7:6, 7 NVI).
Somos tentados a pensar que somos dignos de receber a cura de Jesus por causa do que temos feito. O centurião reconheceu sua indignidade e baseou seu pedido no poder da Palavra de Jesus. Seu servo não precisava de presença e toque de Jesus. Jesus era o Senhor do Universo, Ele tinha autoridade sobre tudo, incluindo a doença do empregado: “Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz”(Lc 7: 8 NVI). Jesus maravilhou-se com a fé do centurião. Quando os mensageiros voltaram para a casa do Centurião, encontraram o servo completamente curado.
No dia seguinte, Lucas nos diz, Jesus mostrou que Sua Palavra poderia conquistar a própria morte, ressuscitando o filho de uma viúva em Naim (Lucas 7:11-17). Quão grande é a sua fé no poder da Palavra de Deus? Você está disposto a parar de depender de suas próprias obras e confiar sua salvação à Palavra de Jesus?
Quando os discípulos de João Batista disseram a ele o que Jesus tinha feito, João enviou uma mensagem a Jesus, mas não foi uma mensagem de fé: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?” (Lucas 7:19 NVI). Às vezes as pessoas mais próximas de Jesus têm maior dificuldade de confiar em Sua palavra. Se João podia duvidar, então qualquer um pode ser tentado a duvidar de Deus e de Sua Palavra. Na verdade, quanto mais tempo alguém tem sido um cristão, maior pode ser a tentação de duvidar. Peça a Deus para dar-lhe a fé do centurião.
Lucas 7 termina com uma mulher “pecadora” interrompendo a festa de Simão, ungindo os pés de Jesus com perfume caro. Jesus usa com tato uma parábola de dois devedores para mostrar a Simão que tanto ele como a mulher eram pecadores necessitados do perdão. Enquanto você lê esta história questione qual a sua resposta a Jesus e a outros pecadores. A mulher que ungiu os pés de Jesus reconhecia que ela era uma pecadora e veio a Jesus para pedir perdão. Simão, o fariseu, respondeu a Jesus oferecendo-lhe o prestígio de uma refeição com ele. Ele se sentiu insultado que uma mulher pecadora viesse sem ser convidada à sua festa.
Ao reconhecermos a nossa própria pecaminosidade, ao nos achegarmos a Jesus com fé pedindo perdão, estenderemos o perdão que recebemos aos demais pecadores.
Douglas Jacobs
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/7/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 6
Comentário em áudio
Filed under: fé, gratidão | Tags: adoração, amor a Deus, confiança em Deus
3 enviou alguns dos anciãos dos judeus. Consciente da costumeira atitude dos judeus para com os gentios (ver com. de Mt 7:6), o centurião não sabia como Jesus responderia ao pedido de alguém que não pertencia a Seu povo… e temia ser rejeitado. … Possivelmente, os “anciãos” pertencessem à sinagoga que Jesus frequentava quando estava em Cafarnaum. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 829.
4 com instância. Do Gr. spoudaios, “intensamente” ou “com urgência”. A questão era que o homem estava prestes a morrer. CBASD, vol. 5, p. 830.
5 é amigo do nosso povo. Parece que o centurião era um “prosélito da porta”, alguém que cria no verdadeiro Deus e nos princípios da fé judaica, mas não aceitava a circuncisão, o sinal da aliança (ver com. de Gn 17:10, 11), nem praticava o ritual cerimonial da religião judaica. CBASD, vol. 5, p. 830.
6 não sou digno. Como Pedro (5:8), este gentio reconhecia a grandeza de Jesus. Ele provavelmente temia que Jesus cresse que ao entrar na casa de um gentio Ele se tornasse um judeu cerimonialmente impuro (p. ex., At 11:1-3). Andrews Study Bible.
É muito interessante comprovar que Jesus e os líderes judeus, frequentemente em completo desacordo, afirmassem ambos, a dignidade de um gentio. É claro que os motivos deles não eram os mesmos: os “anciãos” aprovavam as obras do centurião; Jesus aprovou sua fé. … É raro um líder ser estimado igualmente por pessoas de partidos ou ideais diferentes. É raro um professor ser honrado por todos os seus estudantes, tanto os que recebem notas baixas quanto os bem avaliados. É raro um pastor apreciado por todos os segmentos em sua congregação. CBASD, vol. 5, p. 831.
7 será curado. O centurião parecia perceber que tudo o que era necessário era Jesus querer que o servo fosse libertado da doença. CBASD, vol. 5, p. 831.
8 também eu sou homem sujeito à autoridade. O centurião reconheceu, do que ouviu, que Jesus representava a autoridade e o poder celestiais do mesmo modo que ele, um oficial do exército, representava o poder e a autoridade de Roma. CBASD, vol. 5, p. 831.
9 Jesus admirou-se. Só duas vezes está registrado que Jesus se admirou: aqui, por causa da fé, em Nazaré, por causa da incredulidade (Mc 6.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 encontraram curado o servo. Tal cura traria esperança aos leitores do evangelho de Lucas, que não poderiam entrar na presença física de Jesus para serem curados. Andrews Study Bible.
11 dirigia-se Jesus. Desta forma começa a segunda grande viagem missionária pelas cidades e vilas da Galileia, possivelmente durante o início do outono de 29 d.C. (ver com. de Mt 4:12; 5:1; Mc 1:39). A segunda viagem começou em Cafarnaum, a sede de Jesus durante Seu ministério na Galileia. … Tendo Jesus formalmente inaugurado o reino da graça divina, com a indicação dos doze (ver com. de Mt 5:1), e tendo proclamado a lei fundamental e o propósito do reino no Sermão do Monte, então empreendeu Sua segunda viagem pela Galileia para demonstrar, por preceito e exemplo, a natureza de Seu reino e a extensão dos benefícios à humanidade. CBASD, vol. 5, p. 833.
12 único. Do gr. monogenes, “único” ou “único de uma espécie” (ver com. de Jo 1:14). CBASD, vol. 5, p. 834.
12-13 Uma viúva seria dependente de seu filho para suprir as suas necessidades, e agora ela não tinha nenhum. Andrews Study Bible.
13 vendo-a, o Senhor. Gr kurios. Jesus é descrito [por Lucas] como aquele que, de fato, tem o poder de banir a morte e a tristeza (cf 1Co 15.55-57). Bíbia Shedd.
O Senhor Se compadeceu. O motivo para ressuscitar ao filho único da viúva não foi outro senão o próprio amor compassivo de Cristo. É impossível saber quantas vezes recebemos um benefício imerecido, devido apenas ao amor de Deus (cf Mt 5.45). Bíblia Shedd.
14 tocou o esquife. O esquife, um caixão aberto como o corpo envolto em linhos, era levado à frente do cortejo fúnebre (ver DTN, 318). Nos templos bíblicos, um “esquife” era feito de vime. CBASD, vol. 5, p. 834.
Uma violação das regras judaicas de pureza ritual (Nm 19:16) que ao invés de trazer contaminação a Jesus, trouxe o poder de Jesus ao homem. Andrews Study Bible.
14, 15 Que Jesus levantou mortos, isto é testemunho na apologia de Quadrato endereçada a Adriano (125 d.C.). Afirma que os restaurados continuaram vivos além dos dias de Jesus, até aos próprios tempos do autor. Bíblia Shedd.
16 Grande profeta. Recorda a profecia de Moisés em Dt 18:18-19 (ver tb At 3:19-23). Andrews Study Bible.
Deus visitou o Seu povo. A ressurreição do defunto foi prova suficiente de que Deus visitara Seu povo. Bíblia Shedd.
19 Aquele que estava para vir. Deus permite que sobrevenham momentos de perplexidade mesmo a Seus servos mais dignos e confiáveis, a fim de fortalecer sua fé e confiança. Às, vezes, quando é necessário para o desenvolvimento do caráter ou para o bem da causa de Deus na terra, ele os permite passar por experiências que parecem sugerir que os esqueceu. Assim ocorreu quando Jesus pendia na cruz (ver Mt 27:46; DTN, 753, 754) e com Jó (ver Jó 1:21; 13:15). CBASD, vol. 5, p. 835.
23 não se ofende (NKJV). Não se afasta de Jesus porque os Seus atos não se conformam com suas ideias preconcebidas. Andrews Study Bible.
26 João era único no sentido de que a ele fora dada a honra singular de preparar o caminho ao Senhor. Andrews Study Bible.
28 o menor no reino de Deus é maior do que ele. Ironicamente, João nunca pôde testemunhar as obras d Jesus ou participar nos triunfos de Sua ressurreição e obras através da igreja. Andrews Study Bible.
30 mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus. “O livre arbítrio dá ao homem a capacidade de anular o propósito divino de dar-lhe a salvação” (Plummer). Bíblia Shedd.
31 presente geração. Na maioria, seguiu aos líderes que rejeitaram o convite divino por meio de João e Jesus. Bíblia Shedd.
Como crianças que ficam sentadas na praça. As pessoas tinham rejeitado tanto a Jesus quanto a João Batista, mas por razões diferentes – como crianças que não querem participar de uma brincadeira alegre nem de um evento tristonho. Não queriam associar-se a João quando seguia as regras mais rigorosas, nem a Jesus quando se relacionava livremente com todo tipo de pessoas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Filhos da sabedoria são aqueles que reconhecem a sabedoria de Deus e a declaram justa e verdadeira. Andrews Study Bible.
36 lugar à mesa. Era costume reclinarem-se sobre divãs à mesa, com os pés para trás. Assim, seria fácil para a mulher regá-los com lágrimas e ungi-los. Bíblia Shedd.
37 pecadora. So sentido de mulher de má reputação, uma prostituta. Bíblia Shedd.
alabastro. Pedra cara, macia o suficiente para ser escavada. Andrews Study Bible.
39 Se este fora profeta. Simão ouvira que Jesus era profeta, mas a maneira acolhedora de Jesus [à pecadora] o decepcionou. Bíblia Shedd.
Jesus ironicamente demonstra que ele é realmente um profeta por conhecer e responder à crítica silenciosa de Simão. Andrews Study Bible.
46 óleo. A hospitalidade de Simão era insignificante comparada à gratidão ilimitada de Maria. CBASD, vol. 5, p. 841.
47 perdoados … muito amou. O amor que Maria sentia por Cristo era resultado do perdão já concedido a ela antes desta ocasião. … Simão amava pouco a Jesus, pois seus pecados não foram perdoados. Como Nicodemos, ele não se considerava um pecador em necessidade do perdão divino. CBASD, vol. 5, p. 841.
A doutrina católica romana afirma que o tributo de amor merece o perdão (contritio caretate forata). Mas é o contrário – a parábola ensina que reconhecer o perdão é que produz o amor. Não foi o amor que salvou a mulher, mas a sua fé (50). Bíblia Shedd.
48 perdoados são os teus pecados. Aos olhos do Céu, ela não era mais uma pecadora porque já lhe havia sido concedido o perdão. Andrews Study Bible.
50 vai-te em paz. O presente do indicativo, no Gr, descreve um estado de permanente paz com Deus e no próprio coração. Bíblia Shedd.
Filed under: amor, formalismo, oração, sábado | Tags: Amor ao próximo, discípulos, sábado, Senhor do sábado
Comentário devocional:
O capítulo 6 de Lucas é importante porque encontramos preciosos ensinamento de como utilizar bem o dia de sábado, fazendo o bem (6-11), como lidar com pessoas difíceis e sobre o melhor da vida no resumo do Sermão do Monte (20-14).
Menos perceptível, porém mais importante que isso, é que nos capítulos cinco e seis, Lucas usa uma forma literária na qual a mesma afirmação ou ideia introduz e conclui uma seção da Escritura. O capítulo 5 descreve como Jesus lidou com sua crescente popularidade: “multidões vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças. Mas Jesus retirava-se para lugares solitários, e orava” (Lucas 5:15-16, NVI). Quais foram os resultados das sessões de oração de Jesus no deserto? “O poder do Senhor estava com ele para curar os doentes” (Lucas 5:17).
Então Lucas conclui essa porção dos seus escritos com outra história de sessões de oração de Jesus resultando em poder de cura: “Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos… E, descendo com eles, parou numa planura onde se encontravam muitos discípulos Seus e grande multidão do povo, de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, que vieram para O ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados. E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos” (Lucas 6:12, 13, 17-19, ARA).
Pela oração Ele conseguia poder para atender solicitamente a todos – tanto às multidões como a cada um, individualmente – sob a tensão dos constantes olhares dos espiões que sempre estavam prontos a criticá-Lo, ao menor pretexto.
Na oração, nós também temos acesso ao mesmo poder para fazer o bem que estava disponível a Jesus. Peça a Deus, ao ler as histórias das multidões que seguiam a Jesus e dos conflitos que se abatiam sobre Ele em todos os lugares, para dar-lhe o poder de curar seus conflitos pessoais e o poder de lidar com as tensões que você enfrenta a cada dia.
Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/6/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 6
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Filed under: amor, caráter, religião viva | Tags: Amor ao próximo, discípulos, sábado
1 sábado. A principal fonte de controvérsia entre Jesus e os fariseus prendia-se ao uso correto do sábado. Eles o cercavam de regulamentos opressivos com o objetivo de evitar que o sábado fosse quebrado. Jesus não defendia tanto a ideia de que os regulamentos deviam ser relaxados, mas insiste que eles entendiam mal o significado do sábado – que era um dia em que as boas obras deviam ser feitas. Bíblia de Genebra.
3 Davi. Nem Deus nem os fariseus condenavam Davi por esta transgressão. Davi foi orientado a agir assim, a fim de preservar sua vida para servir ao Senhor. Bíblia Shedd.
5 Senhor do sábado. Jesus reconhece o sábado como uma instituição vigente e declara Sua autoridade para interpretar como deve ser guardado. Ele quer dizer que Ele é Quem instituiu o sábado na criação (Gn 2:1-3; Êx 20.8-11). Andrews Study Bible.
6 em outro sábado. Parece que os três autores sinóticos [Mt, Mc e Lc] agruparam determinados episódios de conflito entre Jesus e os líderes judeus em ordem temática, não cronológica, para enfatizar a crescente oposição dos escribas e fariseus para com Jesus e Sua obra. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 819.
mão direita. Apenas Lucas, com a visão profissional de um médico, observa esse detalhe. … A palavra grega traduzida neste versículo como “mão” pode também incluir o braço, e assim é utilizada pelos autores gregos. CBASD, vol. 5, p. 819.
8 venha para o meio. Para que não houvesse dúvidas a respeito da cura. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 é lícito? Aqueles que, hoje, afirmam que Jesus não considerou a lei de Deus, em outras palavras, que por preceito e exemplo Ele se afastou das reivindicações do quarto mandamento, unem-se aos escribas e fariseus e compartilham do espírito deles. No final de Sua vida terrestre, Jesus afirmou que guardara todos os mandamentos de Seu Pai (ver Jo 15:10). CBASD, vol. 5, p. 820.
Jesus propõe uma escolha entre fazer o bem e fazer o mal no dia de sábado, e não entre fazer o bem e fazer nada. Ele considera a falta de fazer o bem como um mal em si mesmo. Bíblia de Genebra.
Aquele que se recusa em fazer o bem, faz o mal. Andrews Study Bible.
Os escribas e fariseus matavam, no íntimo. … Talvez Jesus tivesse esse quadro em mente quando falou sobre destruir a vida, e procurou dirigir-lhes a atenção ao fato de que a malícia os tornava verdadeiros transgressores do sábado. CBASD, vol. 5, p. 821.
O dia do Senhor é consagrado por meio da prática de boas ações em favor dos outros. Bíblia Shedd.
11 ficaram furiosos. Porque não conseguiam resistir ao raciocínio de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 orar. Para o Filho de Deus, a oração era perfeita comunhão. Bíblia Shedd.
13 chamou Seus discípulos. Entre os que vinham escutar a Jesus, havia um grupo que o seguia regularmente e se dedicava aos Seus ensinos. Havia ao todo pelo menos 72 homens, considerando que esse foi o número enviado numa campanha evangelística (10.1, 17). Posteriormente, 120 crentes esperavam e adoravam em Jerusalém após a ascensão (Atos 1.15). Dentre esses discípulos, Jesus escolheu 12 nessa ocasião para serem Seus apóstolos, que significa “enviados com uma missão especial”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 Bartolomeu. “Filho de Tolmai = Ptolomeu”, era, provavelmente, outro nome de Natanael (cf Jo 1.45). Bíblia Shedd.
16 Judas Iscariotes, que se tornou traidor. Nesta época, Judas não era um traidor de fato, apenas potencialmente. Quando foi escolhido, não manifestou tendência à traição. ele não percebeu que determinados traços de caráter, errados e latentes, caso acalentados, o levariam ao vergonhoso clímax de sua vida. CBASD, vol. 5, p. 822.
17 Planura. Este sermão parece ser distinto do Sermão da Montanha (Mt 5.1-7.29), ainda que os paralelos sejam muitos. Bíblia Shedd.
20 olhando Ele para os Seus discípulos. Este sermão mostra para toda a multidão de discípulos (v. 17) o que significa viver como discípulo. Andrews Study Bible.
Bem-aventurados. Este termo implica mais do que “afortunado” ou “feliz”; é um termo religioso e significa “os que desfrutam do favor de Deus”. Bíblia de Genebra.
22-23 Uma bênção para o perseguido é muito inesperada. E não é para o sofrimento em geral que a bênção é prometida, mas só para o sofrimento que é por “causa do Filho do Homem”. Bíblia de Genebra.
22 quando vos expulsarem. …uma referência à excomunhão da sinagoga (ver Jo 9:22, 34; 12:42; 16:2). … A excomunhão poderia ser permanente, envolvendo a exclusão plena do judaísmo para sempre, ou temporária. … A excomunhão indicava contaminação religiosa e social, ou impureza. CBASD, vol. 5, p. 823.
rejeitarem o vosso nome. Essa rejeição se refere à circulação de calúnias (ver 1Pe 4:14). CBASD, vol. 5, p. 823.
24 ai. Gr Ouaí, sinal de dor ou desagrado, é o contrário de “bem-aventurança” (21-23). A riqueza, a fartura, o prazer e o louvor do mundo material (cf 1Jo 2.15-17) só poderão recompensar com desventura aqueles que O buscam (Tg 5.1-6). Bíblia Shedd.
ricos. Deus pode abençoar uma pessoa com riqueza, mas esta deve ser gasta para ajudar aqueles em necessidade (Lc 1.50-53; 6:30; 12:21, 33; Pv 28:11; Is 58:1-10; At 2:44-45). Aqueles que se orgulham de sua riqueza espiritual também são os alvos deste lamento (p. ex., Lc 18:10-14). Andrews Study Bible.
Aqueles que não tem consciência de sua pobreza espiritual, mas confiam nos seus próprios recursos, colherão desastre no fim. O termo “ai” frequentemente representa um oráculo profético de ruína (p. ex., Ez 34.2). Bíblia de Genebra.
O pouco valor que Jesus dava às coisas materiais (ver com. de Mt 5:3) alienava as afeições da classe social que considerava a riqueza e o prestígio como os principais objetivos da vida (ver Mt 6:1-6; etc.), embora o Salvador buscasse levar a salvação a todas as classes sociais, tanto rico como pobres. Na verdade, comparativamente poucas pessoas da classe rica se tornaram amigas de Jesus, sendo que Nicodemos e José de Arimateia são notáveis exceções. Jesus estava preocupado em levar as pessoas a entesourar no Céu e não na terra (ver Mt 6:33, 34; Lc 12:13-33), a fim de que o coração delas estivesse mais intimamente ligado a Deus. Em muitos casos, a riqueza provou ser uma insuperável barreira ao Espírito (ver Mc 10:23, 25; Lc 18:24, 25). CBASD, vol. 5, p. 823.
27-28 amai os vosso inimigos. Revela o radical princípio subjacente ao reino de Deus – amor sacrifical mesmo para aqueles que aparentemente mais indignos deste amor. Andrews Study Bible.
31 assim fazei-o vós. Jesus é o primeiro a dar a “Regra de Ouro” desta forma positiva. Bíblia de Genebra.
Este versículo áureo ensina que a base de todas as relações sociais deve ser o amor genuíno (Gl 5.14; 1Pe 1.22). Bíblia Shedd.
35 emprestai, sem esperar nenhuma paga. A tradução da KJV está baseada na Vulgata, que interpreta: “por este motivo, não espere nada”. Em consonância com a Vulgata, a Igreja Católica proibiu, durante séculos, o empréstimo de dinheiro a juros e, como resultado, os judeus se tornaram os grandes credores e banqueiros da Europa. O contexto de Lucas 6:30 a 35 deixa claro que Cristo não Se refere, aqui, a juros sobre empréstimos, mas ao grande princípio de que os cristãos deveriam ser doadores (v. 30), tratar aos outros com equidade (v. 31), fazer o bem (v. 31, 35) e amar aos outros (v. 32) – sem calcular com antecedência a probabilidade de obter de volta a mesma quantia ou além dela. Os cristãos devem ajudar mesmo em casos aparentemente sem esperança. CBASD, vol. 5, p. 824.
vosso galardão. Nossa motivação não é ter uma vida melhor a fim de adquirir determinadas recompensas, embora elas tenham seu lugar, mas viver corretamente em reconhecimento de que, por si só, isso é uma vida melhor. Um cristão encontra satisfação total em viver em harmonia com os grandes princípios eternos do reino celestial. CBASD, vol. 5, p. 825.
37 Não julgueis. No sentido de censurar com o propósito de destruir a reputação e levar ao desprezo o caráter de outrem. Bíblia Shedd.
…o que Ele adverte aqui é a hipocrisia dos que condenam outros por aquilo de que eles mesmos são culpados (vs 41-42) e o fracasso em demonstrar misericórdia. Bíblia de Genebra.
39 Não cairão ambos no barranco? Preferivelmente, “poço”. CBASD, vol. 5, p. 825.
40 O discípulo não está acima do seu mestre. Isto é, o aprendiz não está acima do professor. Esta frase é semelhante ao provérbio em que a corrente de água não se eleva acima do nível de sua nascente. … Ou seja, aqueles que posam como professores devem ter clara visão dos assuntos sobre os quais se propõem a instruir. A menos que ajam assim, atingirão um baixo padrão. CBASD, vol. 5, p. 825, 826.
42 Hipócrita. Literalmente, um ator representando alguém que não é. Andrews Study Bible.
43 Não há árvore boa que dê mau fruto. Jesus frisa a necessidade da conversão. Sem o novo nascimento pelo Espírito, o caráter não pode produzir uma vida agradável a Deus, nem pode conduzir outras a Ele (Jo 15.5, 16). Bíblia Shedd.
46-49 Chamar Jesus de “Senhor” é dizer que Ele deve ser obedecido. Bíblia de Genebra.
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Comentário devocional:
Jesus atraiu multidões tão grandes que Ele teve que usar o barco de pesca de Simão (v. 3) como uma plataforma para pregar para a multidão reunida ao longo da margem do lago da Galileia.
Os milagres de Jesus maravilhavam a todos. Mas todos também “ficavam maravilhados com o Seu ensino, porque falava com autoridade.” (Lucas 4:32 NVI). O que fazia a palavra de Jesus ser tão surpreendente e cheia de autoridade?
Jesus, a Palavra viva, apresentava verdades sobre Deus que eram boas notícias para Seus ouvintes. Olhe para a verdade do Evangelho em cada uma das quatro histórias encontradas em Lucas 5: o chamado de Simão, Tiago e João, a cura de um leproso, a cura de um paralítico e o chamado de Levi Mateus.
Aqui estão duas maneiras para você encontrar a verdade centradas em Deus das Boas Novas em qualquer passagem da Bíblia:
1. Veja de onde vem o poder. O poder em cada passagem da Bíblia é sempre um ato de Deus, nunca uma ação do homem. Quando você descobrir o poder em um texto, encontrará a verdade sobre Deus que o autor pretendia ensinar.
2. Encontre a motivação. As ações dos personagens bíblicos são muitas vezes motivadas por uma verdade centrada em Deus. Encontre a sua motivação e muitas vezes você vai encontrar a verdade do Evangelho sendo ensinado através desta história.
A história da cura de um leproso por Jesus em Lucas 5:12-16 é um bom lugar para começar a procurar o poder de Deus e a motivação do personagem. O leproso revelou sua motivação para vir a Jesus quando ele “rogou-Lhe: ‘Se quiseres, podes purificar-me” (Lucas 5:12). O leproso acreditava na verdade de que Jesus tinha o poder de curar sua lepra. À sua única pergunta: “Queres me curar?”, Jesus respondeu: “Quero. Seja purificado!” “E imediatamente a lepra o deixou” (Lc 5:13). Embora Jesus tenha advertido o leproso curado a não contar a ninguém, tão poderosa era a verdade centrada em Deus: “Jesus pode curar a lepra”, que, “multidões vinham para ouvi-Lo e para serem curadas de suas doenças” (Lucas 5:15 NVI).
Ainda hoje é uma boa notícia que Jesus tenha o poder e o desejo de fazer-nos limpos tanto física como espiritualmente! Venha a Jesus hoje e ore: “Senhor, se quiseres podes tornar-me limpo.”
Procure em cada uma das outras histórias de Lucas 5 para a ideia da verdade centrada em Deus das Boas Novas contida em cada uma delas e, então, pergunte-se como esta verdade pode transformar sua vida. Ao você descobrir o poder de Deus e encontrar a motivação dos personagens das histórias de Lucas 5, você verá porque galileus ansiosamente ouviam as palavras de Jesus, e encontrará o alimento espiritual e cura para seus problemas.
Douglas Jacobs, D.Min.
Professor de Ministério da Igreja e Homilética
Southern Adventist Univ, USA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/5/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Lucas 5
Comentário em áudio
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1 apertá-Lo. Era ainda bem cedo de manhã, quando Jesus caminhava junto ao mar, e as pessoas já se aglomeravam em torno dEle. Esse fato testemunha Sua “fama” ou popularidade, mesmo antes dos eventos milagrosos que ocorreriam num dia de sábado (Lc 4:31-41). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 811.
lago de Genesaré. Lucas é o único que o chama “lago”. Os outros escritores dos evangelhos chamam-no “mar da Galileia”, e João o chama duas vezes de “mar de Tiberíades”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
220 m abaixo do nível do mar. Bíblia Shedd.
lago. Do gr limnê, “um tanque de água”. Lucas, cujas viagens o familiarizaram profundamente com o mar Mediterrâneo, nuca fala do da Galileia como um “mar” (do gr thalassa), mas consistentemente usa o termo limnê, “lago”. Os demais escritores evangélicos, no entanto, sempre o chamam thalassa, “mar”. CBASD, vol. 5, p. 810, 811.
Genesaré. Nas proximidades estava a fértil planície de Genesaré, que possivelmente dera nome ao lago (ver Mt 14:34; Mc 6:53). … A Galileia foi povoada principalmente por judeus… A região estava afastada do preconceito e da animosidade do judaísmo e, em muitos aspectos, foi o ambiente ideal para Cristo realizar Sua obra. CBASD, vol. 5, p. 811.
2 lavavam as redes. Depois de cada viagem, as redes era examinadas, emendadas e lavadas para a próxima viagem. Os barcos (naquele momento) não estavam em uso e, assim, Jesus pôde sentar-se no barco de Simão pedro e afastar-se da multidão. Bíblia de Genebra.
3 e, assentando-Se. Posição em que normalmente se ensinava (ver nota em 4.20). O barco oferecia uma situação ideal, afastada da pressão da multidão, mas suficientemente perto de Jesus, para vê-Lo e ouvi-Lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 Mestre. Gr epistates. Lucas é o único escritor sinótico que usa esta palavra para Jesus. A palavra mais comum, usada por Lucas e os outros evangelistas é didaskalos, literalmente, “professor”. Pedro era, na realidade, o epistates ou “superintendente” da empresa pesqueira conduzida pelos dois pares de irmãos e seus empregados. CBASD, vol. 5, p. 811.
nada apanhamos. Os esforços feitos por nossa próprias forças algumas vezes se mostram completamente infrutíferos, porque os resultados desejados podem ser assegurados apenas por meio da cooperação com um poder mais alto. … Apenas quando o poder divino combina-se com o esforço humano, principalmente na obra de pescar homens, os resultados podem ser eficientes e permanentes. Uma grande quantidade de peixes foi pescada em circunstâncias semelhantes, aproximadamente um ano e meio depois (ver Jo 21:11). CBASD, vol. 5, p. 812.
mas. Como pescador experiente, Pedro pensava que seu conhecimento sobre pesca era superior ao de Cristo, que era carpinteiro. No entanto, por amor ao Mestre e numa confiança baseada no que tinha visto Cristo fazer, Pedro e seus companheiros atenderam ao pedido de Cristo. De qualquer forma, nada poderia ser-lhes pior que a noite anterior. CBASD, vol. 5, p. 812.
Contra todas as indicações (hora, desânimo), Pedro obedeceu a seu Mestre, gr epistata, “aquele que tem o direito de mandar” (só aparece em Lc), confiando na ordem recebida. Bíblia Shedd.
7 irem a pique. Gr buthizesthai, “afundar”, empregado só aqui e em 1 Tm 6.9, onde descreve a descida para a perdição dos que desejam riquezas. Bíblia Shedd.
8 prostrou-se. Isto é, enquanto os barcos ainda estavam no lago e os outros estavam segurando o conteúdo das redes. Cristo ainda estava no barco. CBASD, vol. 5, p. 813.
retira-Te de mim, porque sou pecador. É a reação imediata do pecador convicto diante da santidade de Deus (cf Ap 6.16). Bíblia Shedd.
Um encontro com o poder divino leva ao confronto com a própria pecaminosidade e indignidade. Andrews Study Bible.
Sobre a consciência de Pedro pesou fortemente o reconhecimento de sua indignidade em estar associado a Jesus. No entanto, ele se agarrou a Cristo, testemunhando que suas palavras refletiam um senso de profunda indignidade em vez de real desejo de estar separado de Jesus (ver DTN, 246). CBASD, vol. 5, p. 813.
sou pecador. Na presença de um policial, um ladrão naturalmente se sente desconfortável, mesmo que o policial não conheça seus atos criminosos. Quanto mais, então, um pecador sentiria vergonha e indignidade na presença de um Salvador perfeito! Esse senso de indignidade é a primeira reação no coração humano quando Deus, por meio de Seu Espírito, começa Sua obra de transformar a vida e o caráter. … Despertou-se em Pedro, talvez pela primeira vez, um profundo senso de sua necessidade espiritual. CBASD, vol. 5, p. 813.
10 Tiago e João. O fato de que tanto neste versículo como em outros Tiago seja mencionado antes de seu irmão sugere que ele era o primogênito. CBASD, vol. 5, p. 813.
serás pescador de homens. Do gr zogreo, … “pegar vivo” ou “capturar”. … A ilustração não é inteiramente nova, pois muito tempo antes desse episódio o profeta Jeremias usou linguagem semelhante (ver Jr 16:16). Pedro, André, Tiago e João foram, nesse momento, pegos na rede do evangelho; não havia escapatória;na verdade, não havia o desejo de escapar. CBASD, vol. 5, p. 813, 814.
serás pescador de homens. Somente após Pedro ter reconhecido a autoridade de Jesus e reconhecido sua própria pecaminosidade é que Jesus o chamou a se unir em trazer pessoas ao Reino. Andrews Study Bible.
11 deixando tudo, O seguiram. No momento de significante sucesso econômico, seguir Jesus se tornou a única coisa importante aos discípulos. Ver também 5:28; 10:27; 14:33. Andrews Study Bible.
A lição da “Pesca Maravilhosa”, para Pedro, seria a de que Cristo cuidaria de todas as necessidades pessoais e da família daquele que não temesse e cumprisse o mandamento do Senhor, de lançar redes para ganhar homens perdidos. Bíblia Shedd.
É digno de nota que Pedro é chamado duas vezes, após duas pescas maravilhosas – primeiro para o discipulado; depois, para o apostolado (Jo 21.1-18). Bíblia Shedd.
Até então, pelo menos três dos quatro (Pedro, André e João) tinham acompanhado a Jesus. O chamado que receberam dois outonos antes foi para receber a Jesus como o Messias, o Cordeiro de Deus, que veio para tirar o pecado do mundo … Então, foram chamados a unir sua vida e destino com os dEle, não apenas como crentes, mas como aprendizes e obreiros. Antes disso, nenhum deles havia se unido a Jesus plena e permanentemente (DTN, 246). … O amor divino pouco a pouco transformou seu coração e a mente, na medida em que eles se rendiam a Cristo. Quando saíram do peeríodo de treinamento, não eram mais incultos e iletrados; eram homens perspicazes e de bom senso. Eram tão parecidos com Jesus, que as outras pessoas percebiam que haviam estado com Ele. CBASD, vol. 5, p. 814, 815.
12 homem coberto de lepra. Algumas doenças de pele eram chamadas de lepra. Elas tornavam as pessoas cerimonialmente imundas e podiam desfigurar ou matar. A quarentena era a única defesa contra a disseminação da doença. Bíblia de Genebra.
Somente Lucas chama a atenção para a gravidade da sua moléstia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
se quiseres. Como Cristo no Getsêmani, (22:42), o leproso submete seu pedido à vontade de Deus. ver também Mt 8:2. Andrews Study Bible.
O leproso aproxima-se de Jesus contrariando a lei (Lv 13). Vem em humildade e submissão, como todo pecador arrependido. A cura (como o perdão), é instantânea, quando Jesus toca no homem. Bíblia Shedd.
Com essa ordem, Jesus instou o homem a guardar a lei, apresentar mais provas de sua cura, testificar às autoridades a respeito do ministério de Jesus e adquiri a certidão ritual de purificação, a fim de que fosse reintegrado à sociedade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários [NKJV: wilderness, “lugares ermos”, “lugares desertos”]. Lucas resume aqui o hábito de Jesus de deixar lugares habitados para estar sozinho com Deus. Andrews Study Bible.
17 fariseus. Grande grupo religioso que buscava santidade perante Deus através do cumprimento cuidadoso das leis bíblicas e da tradição. Ver também Mc 2:16; 12:13. Andrews Study Bible.
Josefo refere que havia cerca de seis mil fariseus. Eles se consideravam como “separados” para Deus e procuravam servi-lo bem. Muitos deles eram piedosos, porém sua ênfase sobre atos externos e tabus rituais tornavam outros endurecidos e formais. Estes se opunham a Jesus vigorosamente. Bíblia de Genebra.
mestres da lei. Escribas cujo trabalho consistia na interpretação da lei de Deus. Muitos deles eram fariseus. Bíblia de Genebra.
mestres. Literalmente, “professores” … A palavra portuguesa para “doutores” significa originalmente “professor”; na verdade, como a palavra “doutrina” ou “ensino”, origina-se da palavra latina doctor, “professor”. A Aplicação do termo “doutor” a um médico é um uso atual da palavra. CBASD, vol. 5, p. 815.
20 vendo-lhes a fé. Isto incluía os amigos bem como o paralítico. Jesus começa por perdoá-lo e não pela cura. Bíblia de Genebra.
21 Blasfêmia é um ataque à majestade divina, demonstrada aqui pela aparente usurpação de um direito que se acreditava pertencer a Deus, somente. Andrews Study Bible.
Os fariseus consideravam a blasfêmia o pecado mais grave que se podia cometer. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos. Deparamos com mais uma evidência que Jesus é divino, pela capacidade de conhecer plenamente os pensamentos de todos (cf 2.24, 25). Bíblia Shedd.
23 Qual é mais fácil…? Enquanto o perdão do pecado não pode ser verificado pelos homens, a restauração do doente é comprovada na hora. Bíblia Shedd.
24 para que saibais. A questão implícita é: Deus daria poder para restaurar um homem a alguém que estava agindo de forma blasfema? Andrews Study Bible.
O poder que tinha Jesus de curar era confirmação visível de seu poder de perdoar pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
autoridade. É divina, gr exousia (cf Mt 28.18). A autoridade e o título “Filho do Homem” são prerrogativas messiânicas (cf Dn 7.13, 14). A operação de milagres é uma prova da presença do Rei e do Reino na terra (10.9). Bíblia Shedd.
27 Levi. Mateus, o autor do primeiro evangelho (cf 9.9), era publicano, chefe dos fiscais de impostos a serviço do tetrarca Herodes, no caminho entre Acre e Damasco (cf Mc 2.13-30). Bíblia Shedd.
28 deixando tudo. Apenas Lucas registra esse detalhe da narrativa. Mateus não retornou, na verdade, nem poderia retornar a seu trabalho em regime parcial, como Pedro, André e João fizeram durante o primeiro ano e meio depois de encontrarem a Cristo no Jordão. CBASD, vol. 5, p. 816.
Levi nunca mais voltaria a cobrar impostos; sua ação foi definitiva. Bíblia de Genebra.
Como Simão Pedro e seus parceiros, Levi deixou tudo (significando sua profissão e modo de vida). Ele não se tornou imediatamente pobre. Em vez disso, sua casa e seus recursos foram dedicados ao serviço de Jesus. Andrews Study Bible.
29 um grande banquete. Literalmente, “uma grande recepção”. Lucas utiliza a mesma palavra grega novamente em 14:13, e estas são as duas únicas ocorrências do termo no NT. CBASD, vol. 5, p. 816.
Quando Levi começou a seguir Jesus, não foi às escondidas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 murmuravam. Do gr gogguzo, uma palavra que imita o arrulho das pombas, que parecem discutir entre si. CBASD, vol. 5, p. 816.
publicanos e pecadores. Do ponto de vista dos fariseus, não havia diferença entre eles. Um “publicano” automaticamente era um “pecador”, em virtude de ser um coletor de impostos. CBASD, vol. 5, p. 816.
Enquanto os fariseus procuravam a salvação por meio da segregação, Jesus oferecia a graça de Deus na comunhão. Bíblia Shedd.
31 Os sãos não precisam de médico. Um dos temas preponderantes nas parábolas sobre a salvação é: os que se julgam justos, separam-se da graça salvadora de Cristo (18.9-14). Bíblia Shedd.
O objetivo aqui … era dar a entender … que todos precisam reconhecer-se pecadores para poder ser curados espiritualmente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 O único jejum prescrito na lei era o do Dia da Expiação (Lv 23.27), mas as pessoas religiosas jejuavam em outros dias (Zc 7.3, 5). Jesus não ordenou jejuns, embora ele mesmo jejuasse (4.2) e permitisse o jejum entre seus seguidores (Mt 6.16-18). Bíblia de Genebra.
35 Dias virão … em que lhes será tirado o noivo. A primeira referência de Jesus à Sua morte. Naquela ocasião, a tristeza levaria os discípulos a jejuar. Bíblia Shedd.
36-38 Jesus não traz uma correção às tradições dos fariseus, mas um maneira de entendimento completamente diferente. Andrews Study Bible.
Fazer remendo de pano tirado de veste nova em veste velha estraga os dois – o novo por ter o remendo tirado dele e o velho porque o remendo não combina. Vinho novo em odres velhos fermenta e rompe os odres; assim, ambos, vinho e odres, se perdem. Bíblia de Genebra.
39 O vinho velho [já fermentado] é melhor! (NVI) Jesus estava mostrando a relutância de alguns de abandonar seus métodos religiosos e tradicionais e experimentar o evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cristo diz que uma pessoa acostumada ao vinho velho acha que ele é agradável ao paladar; isto lhe convém e é o bastante. Ele não mudará seus hábitos antigos. Esta parábola ilustra o profundo preconceito dos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 816.
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Comentário devocional:
Em Lucas 4:1, o Espírito Santo, que desceu sobre Jesus no Seu batismo (Lucas 3:22), agora O conduz ao deserto. Depois de obter a vitória sobre Satanás e suas tentações, Jesus “voltou no poder do Espírito para a Galiléia” (Lucas 4:14).
No deserto, Jesus venceu a Satanás pelo poder da Palavra de Deus. O diabo sempre nos tenta para que duvidemos de quem somos: “Se és o Filho de Deus, manda esta pedra transformar-se em pão” (Lucas 4:3). Jesus não respondeu diretamente a dúvida lançada por Satanás acerca de Sua divindade. Em vez disso, usou a melhor arma contra qualquer tentação, o “Está escrito”: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor” (Dt 8:3), respondeu Ele.
Jesus venceu a Satanás por confiar na Palavra de Deus e na liderança do Espírito Santo. Quando Satanás lhe tentar, lembre-se do exemplo deixado por Jesus. Escolha adorar e servir somente a Deus (Lucas 4:8), mesmo que isto signifique perder algum conforto ou ganho imediato. Permita que a Palavra e o Espírito de Deus sejam o seu pão, a sua força e a sua segurança.
Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Southern Adventist University, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/4/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 4
Comentário em áudio
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1 guiado pelo Espírito Santo. O tempo verbal grego indica que a condução do Espírito Santo não se limitou à viagem ao deserto, mas continuou durante a Sua permanência ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 798.
O Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo e permaneceu com Ele, O enchendo e guiando. Andrews Study Bible.
2 quarenta dias. Mateus deixa claro que as três maiores tentações ocorreram no final dos 40 dias (ver com. de Mt 4:2, 3), um fato evidente também a partir de Lc 4:2. Quando Jesus entrou no deserto, estava rodeado pela glória do Pai e, quando a glória partiu, Ele foi deixado sozinho para lutar com a tentação (DTN, 118). As tentações de Satanás continuaram durante todos os 40 dias de jejum de Jesus. As três mencionadas nos v. 3 a 13 representaram o clímax das tentações, no final do período (ver SP2, 90). CBASD, vol. 5, p. 798.
sendo tentado. Os ataques do diabo são contra o Messias, o cabeça da Nova Humanidade (cf Cl 2.15) … Em contraste com Adão, o cabeça da velha humanidade, que caiu, ainda que vivendo em condições ideais, o Segundo Adão venceu o diabo em total fraqueza da carne (cf 40 dias de jejum). Bíblia de Genebra.
3-13 O diabo procura desviar Jesus de Sua missão divinamente estabelecida. … A narrativa de Lucas realça o paralelo entre a tentação de Jesus e as provações de Israel no deserto. Jesus foi tentado por 40 dias no deserto e Israel peregrinou por quarenta anos no deserto (Nm 14.34). Israel falhou no teste da obediência, enquanto Jesus foi plenamente obediente ao Pai. Bíblia de Genebra.
3 manda esta pedra transformar-se em pão. O diabo sempre faz com que suas tentações pareçam atraentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Não só de pão viverá o homem. O contexto de Deuteronômio [Dt 8:3] que Jesus cita, frisa a completa dependência do homem para com o Senhor. Sem Sua bênção, a fartura material de nada adianta. Bíblia de Genebra.
5-8 Esta tentação [a 2ª] vem em terceiro lugar em Mateus. A razão para esta diferença de ordem não é conhecida. A tentação é para Jesus estabelecer um poderoso império mundial, mas ao custo de cultura Satanás. Outra vez Jesus repele a tentação, citando as Escrituras (Dt 6.13). Bíblia Shedd.
6 Compare 1Jo 5.19. A tentação era inaugurar o Reino sem a cruz. Bíblia de Genebra.
ela me foi entregue. Isto é, por Adão quando ele pecou. Depois da Queda, Satanás denominou a si mesmo o “príncipe” deste mundo (DTN, 114), esquecendo-se que Adão mantinha o título apenas em virtude da obediência ao Criador. Satanás insinuou que Adão o escolheu como soberano e como seu representante no Céu. CBASD, vol. 5, p. 798.
9 Se é o Filho de Deus. Deus acabara de declarar esse fato (3.22). O diabo ainda usa a artimanha de suscitar dúvidas a respeito da Palavra de Deus (Gn 3.1). Bíblia de Genebra.
o pináculo. Este pode ter sido o topo do muto do templo, de onde se podia ver o vale de Cedrom ou, talvez, pode ter sido o ponto mais alto do próprio templo. Jesus foi tentado a demonstrar publicamente o Seu poder miraculoso, mas reponde citando outra vez as Escrituras (v. 12). A passagem citada (Dt 6.16) novamente recorda a experiência de Israel no deserto. Bíblia Shedd.
10 Pois está escrito. Dessa vez, Satanás também citou as Escrituras, embora tenha aplicado erroneamente Sl 91.11, 12. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 até momento oportuno. Isto é, até o tempo conveniente, quando outra oportunidade se apresentasse. Desde os primeiros anos, Cristo foi atacado pelo tentador (DTN, 71, 116). CBASD, vol. 5, p. 798.
14 Então, Jesus, … regressou para a Galileia. Aqui começa o ministério de Jesus na Galileia, e que termina em 9.50. Bíblia de Genebra.
Jesus realizou um intensivo ministério antes de retornar a Nazaré. Bíblia Shedd.
poder do Espírito (cf 5.17). A mesma palavra “poder”, gr dunamis, aparece na promessa do Espírito em At 1.8, mas é traduzida como “milagres” em Lc 10.13; 19.37, etc., indicando que o poder sobrenatural de Deus é oferecido ao crente, pelo Espírito. Bíblia de Genebra.
15 E ensinava. O ensino era o modo costumeiro com o qual Jesus transmitia a verdade . … O ensino tende a ser mais eficaz do que a pregação, pois os ouvintes são participantes, enquanto na pregação eles são passivos. … Feliz é o pregador que consegue dar à sua pregação a qualidade adicional de ensino. CBASD, vol. 5, p. 799.
glorificado. Ou “honrado”, “louvado”. A Galileia era um campo mais favorável à obra do Salvador do que a Judeia (DTN, 232). Para onde Jesus ia, “grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). CBASD, vol. 5, p. 799.
16-20 Esta narrativa é o mais antigo registro conhecido a respeito da ordem do culto no serviço de uma sinagoga. O culto incluía uma leitura da Lei e uma dos Profetas. Jesus ou o dirigente da sinagoga pode ter escolhido Is 61.1-2 e 58.6. Era costume levantar-se para a leitura, numa demonstração de respeito para com a Palavra de Deus e, em seguida, sentar-se para o sermão. A leitura escolhida mostra uma forte preocupação para com o pobre (1.51-53; nota; Sl 9.18, nota). Bíblia Shedd.
16 Indo para Nazaré. Esta foi a primeira visita de Cristo a Nazaré, desde que Ele deixou a carpintaria no outono de 27 d.C. para se dedicar ao ministério público (DTN, 236). Este seria, possivelmente, o final da primavera de 29 d.C., e quase metade do período de Seu ministério público já havia se passado. Uma ano mais tarde, possivelmente no inicio da primavera de 30 d.C., Jesus fez Sua última (DTN, 241) visita a Nazaré. … Em Nazaré ainda moravam a mãe, os irmãos e irmãs de Jesus (DTN, 236), que, sem dúvida, estavam entre os adoradores na sinagoga, nesse sábado, em especial. CBASD, vol. 5, p. 799.
Provavelmente todos os acontecimentos de Jo 1.19-4.42 se deram entre Lc 4.13 e 4.14. Bíblia de Estudo NVI Vida.
entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume. A simples declaração de Lucas de que Jesus frequentava as reuniões sagradas da sinagoga no dia de sábado, o qual Ele especifica como o sétimo dia da semana (Lc 23:56-24:1), deixa claro o dever do cristão que ama seu Mestre e quer seguir os Seus passos (ver Jo 14:15; 1Pe 2:21). O fato de Cristo pessoalmente ter observado o mesmo dia da semana que os demais judeus observavam é evidência de que a contagem do tempo não havia sido perdida desde o Sinai, ou mesmo desde a criação. Cristo é “Senhor também do sábado” (Mc 2:28); isto é, Ele o fez (Gn 2:1-3; cf Mc 2:27) e o reivindica como Seu guia. Seu exemplo ao observá-lo é um modelo perfeito para o cristão, tanto com relação ao tempo como quanto à maneira de observá-lo. … observar o sétimo dia da semana é guardar o sábado como Cristo o fez. Desde aquela época, há milhões de judeus espalhados por todo o mundo civilizado, e seria impossível que todos eles, simultaneamente, cometessem o mesmo erro ao calcular o sétimo dia da semana. … Cristo tinha o hábito de frequentar as reuniões regulares da sinagoga aos sábados. A esta sinagoga em Nazaré, Ele havia sido regularmente convidado na juventude, para ler os Profetas, e Ele extraía lições de Seu profundo conhecimento das Escrituras, as quais comoviam o coração dos adoradores (DTN, 74; cf 70). CBASD, vol. 5, p. 799.
levantou-se. A reverência pela Palavra escrita exigia que aquele que a lesse publicamente permanecesse em pé. A Lei e os Profetas eram lidos dessa forma, mas não os Escritos [poéticos], que não desfrutavam de conhecimento semelhante. CBASD, vol. 5, p. 800.
17 Então, Lhe deram. Isto é, pelo diácono ou chazzan, cujo dever era tirar os rolos sagrados e entregá-los ao leitor, e retorná-los à arca após a a leitura (ver p. 44). Dessa forma, em harmonia com o ritual da sinagoga, o chazzan tirou da arca o rolo dos Profetas, removeu a cobertura e o entregou, fechado, a Jesus. É evidente que Jesus não apenas falava a linguagem comum do povo [aramaico], como também lia bem em hebraico – naquela época, uma linguagem quase morta, exceto nas reuniões religiosas. A lição para o dia era sempre lida em hebraico. CBASD, vol. 5, p. 800.
Esta é a única referência à Sua capacidade de ler. teria lido o trecho em hebraico, traduzindo-o para o aramaico, antes de pregar. Bíblia Shedd.
18 ungiu. Referência ao Messias, que significa “ungido” (9.2n). A profecia foi cumprida no batismo (3.22). Bíblia Shedd.
No contexto messiânico, esta passagem pode ser traduzida desta forma: “Ele me fez o Cristo” ou “Ele me fez o Messias” (ver com. de Is 61:1). CBASD, vol. 5, p. 800, 801.
19 ano aceitável. Isto é, a era do evangelho… lembra o ano do jubileu, quando os escravos eram libertados, os débitos eram cancelados e as terras herdadas eram devolvidas aos proprietários originais. … Neste ponto, Jesus concluiu a leitura de Isaías 61:1 e 2. a frase seguinte, que era o clímax da passagem para o judeu patriota – “o dia da vingança do nosso Deus” – Ele não leu. Os judeus ingenuamente criam que a salvação era para eles, e a retribuição, para os gentios (ver Sl 79:6). A ideia judaica de que a salvação era uma questão de nacionalidade em vez de uma submissão pessoal a Deus, cegou o povo para a verdadeira natureza da missão de Cristo e os levou a rejeitá-Lo. … Gostavam de pensar na ideia que o julgamento de Deus estava reservado para os outros e, possivelmente, surpreenderam-se quando Jesus não mencionou isso. Quando, em Seu sermão, Jesus exaltou a fé dos pagãos, indicando a falta de fé dos judeus, o público ficou fora de si, cheio de ressentimento e fúria. CBASD, vol. 5, p. 802.
20 Tendo fechado o livro. Isto é, enrolando o livro de Isaías em seu cilindro. CBASD, vol. 5, p. 802.
sentou-Se. …para o sermão, que se seguia a leitura, o orador se sentava num lugar especial, algumas vezes chamado “a cadeira de Moisés”. … Com frequência, Cristo Se assentava enquanto pregava e ensinava (Mc 4:1; Lc 5:3; Jo 8:2), um costume também seguido, pelo menos ocasionalmente, pelos Seus discípulos (ver At 16:13, ver p. 45). CBASD, vol. 5, p. 802.
21 passou Jesus a dizer-lhes. Jesus popularmente era considerado um rabino ou professor (ver Jo 1:38, 49; 3:2; 6:25). Era de se esperar que, como rabino visitante, fosse solicitado que Ele fizesse o sermão, principalmente em vista do fato de que Nazaré era Sua cidade natal … É evidente que Lucas fez um esboço dos comentários de Cristo nesta ocasião, selecionando os que produziram o efeito registrado no v. 22 e a violenta reação dos v. 28 e 29. CBASD, vol. 5, p. 802, 803.
Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Este comunicado conscientizou as pessoas de que Jesus as considerava pobres, quebrantadas de coração, cativas, cegas e oprimidas (DTN, 237). CBASD, vol. 5, p. 803.
22 Não é este o filho de José? Eles recusavam crer que Jesus, a quem conheciam tão bem, fosse o Prometido,. CBASD, vol. 5, p. 803.
23 Sem dúvida. Assim como Jesus lia os rostos e corações da audiência, Ele bem conhecia os pensamentos que os perturbavam. Sua tentativa de revelar aos ouvintes sua verdadeira atitude e condição (ver Lc 4:23-27), os enfureceu ainda mais e os levou a atentar contra Sua vida. Jesus, com frequência deixava claro que lia os pensamentos das pessoas e, desse modo, evidenciava Sua divindade. … Foi essa parte do discurso de Jesus (v. 23-27) que evidenciou que Ele lia os pensamentos secretos (DTN, 238). … Alguns tem sugerido que Ele interpretava os pensamentos deles como significando: “Você tem mostrado muitos sinais de cura e milagres relacionados a outros [significando o povo de Cafarnaum], agora mostre um sinal em favor de Si mesmo [isto é, ao povo de Nazaré]. Você afirma ser o Messias da profecia; deixe-nos ver alguns “milagres”. … Essa exigência silenciosa deixa claro que Jesus não realizou milagres durante Sua infância e juventude, como reivindicam os evangelhos apócrifos. CBASD, vol. 5, p. 803, 804.
26 e a nenhuma delas. Deus não pode fazer nada pelos que têm o coração endurecido e são incrédulos, que não sentem sua necessidade. … A falta de fé dos cidadãos de Nazaré impediu que Jesus realizasse milagres ali (Mc 6:5, 6). Não que Ele fosse incapaz de realizá-los, mas porque estavam despreparados para receber as bênçãos que Ele desejava lhes outorgar. CBASD, vol. 5, p. 804.
Jesus queria dizer que quando Israel rejeitou o mensageiro da redenção enviado por Deus, este o enviou aos gentios – e assim acontecerá de novo caso se recusarem a aceitar Jesus (v. 10.13-15; Rm 9-11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas. A repreensão implícita do Senhor caiu pesadamente sobre seus corações relutantes. Conscientes, por um instante, de seu caráter falho e de sua necessidade do verdadeiro arrependimento e conversão, o coração deles se rebelou (ver Rm 8:7). CBASD, vol. 5, p. 804, 805.
se encheram de ira. Conscientes de que as palavras de Jesus os descrevia perfeitamente, eles não desejavam mais ouvi-Lo. Para aceitá-Lo, deveriam admitir que não eram melhores que os pagãos, a quem consideravam como cães. … Embora tivessem sido tocados, sua consciência culpada se ergueu rapidamente para silenciar as penetrantes palavras da verdade. O forte orgulho nacional se ressentiu do pensamento de que as bênçãos do evangelho deveriam estar disponíveis aos pagãos e, em seu preconceito irracional, estavam prontos a assassinar o Príncipe da vida (ver at 3:15). CBASD, vol. 5, p. 805.
29 levantando-se. O povo de Nazaré parou de ouvir antes que Jesus parasse de falar. Eles “não O receberam” (Jo 1:11). O assassinato estava no coração deles, mesmo no dia de sábado, e eles estavam prontos a destrui-Lo. CBASD, vol. 5, p. 805.
O levaram até o cima do monte … para, de lá, O precipitarem abaixo. CBASD, vol. 5, p. 805.
30 passando por entre eles. Os anjos O cobriram e O levaram a um local seguro, como fizeram noutra ocasião (cf Jo 8:59), como regularmente protegeram as testemunhas celestiais em todas as épocas (ver DTN, 240). CBASD, vol. 5, p. 805.
31 desceu a Cafarnaum. Do vilarejo de Nazaré, no alto das colinas, até Cafarnaum, … é literalmente uma “descida” de 349 m acima do nível do mar para 209 m abaixo dele. CBASD, vol. 5, p. 805.
os ensinava no sábado. Como era a prática do Senhor (ver com. do v. 16). CBASD, vol. 5, p. 806.
32 se maravilhavam. Em contraste com os fariseus e mestres da lei, que apelavam para a tradição e mestres anteriores, Jesus provocou um sentimento de admiração no povo, porque não citava autoridades. Bíblia Shedd.
33 Há poucos exemplos de possessão demoníaca no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, fora dos Evangelhos. Nas Escrituras, tal possessão é, primariamente, parte da oposição do mal à vinda do Filho de Deus. Bíblia Shedd.
38-39 Mateus e Marcos, ambos, registram este milagre, porém, só Lucas menciona a febre alta, o que pode indicar o seu interesse médico. O fato de Jesus “repreender” a febre pode significar que Ele viu Satanás por trás disso, de algum modo. Bíblia Shedd.
40 Era ao pôr do sol que o sábado terminava, possibilitando assim o transporte dos doentes sem se contrariar a lei mosaica. Bíblia Shedd.
cada um. Cristo nunca perde de vista o indivíduo, mesmo quando as massas o envolvem (42; 5.1; cf 8.42-48). Cumpriu-se literalmente a profecia de Isaías, citada nos vv 18, 19. Bíblia Shedd.
41 os repreendia [aos demônios]. Ou “não os permitia”. Jesus passou imediatamente a silenciá-los, talvez porque o testemunho poderia ser entendido como significando que Ele estava em aliança com os demônios. CBASD, vol. 5, p. 806.
Jesus nega aos demônios o direito de anunciá-Lo, porque nada têm em comum com Ele. As testemunhas de Jesus devem ser puras. Bíblia Shedd.
o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.
42 Instavam. isto é, eles queriam impedir que Cristo os deixasse, aprentemente fazendo o que podiam para dificultar Sua partida.o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.
43 reino de Deus. Esta é a primeira menção de Lucas a respeito do reino de Deus, o mais frequente tema da pregação de Jesus. Bíblia Shedd.
também às outras cidades. Quando a oportunidade de ouvir de Jesus é limitada a um grupo, contrariamos tanto o mandamento como a prática de Jesus (Mt 28.19, 20; Jo 3.16). Bíblia Shedd.
Judeia. Alguns manuscritos bem como os relatos paralelos (Mt 4.23; Mc 1.39) trazem Galileia, e não Judeia [cf tb nota textual NVI]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Queridos amigos e irmãos,
Com a finalidade de tornar seu estudo da Bíblia mais eficiente, deixamos aqui algumas sugestões para seu estudo:
1. Antes de abrir a Bíblia, primeiro faça uma breve oração, submetendo-se à vontade de divina e pedindo que o Espírito Santo ilumine seu o estudo. Foi Ele quem inspirou os escritores e Ele mesmo ilumina nossos corações para entendermos os sentidos mais profundos dos textos bíblicos.
2. Leia com meditação e calma o texto bíblico do dia. Não menospreze o que o Espírito pode falar a você através da leitura direta e pausada das Escrituras.Tente entender o real significado de cada passagem, em especial tirando da passagem uma aplicação pessoal. Uma boa técnica é fazer as seguintes perguntas: “Como isto se aplica a mim?”; “O que Deus quer dizer para mim nesta passagem?”.
3. Ao sentir uma especial revelação, compreensão ou emoção, PARE a leitura e sinta e desfrute a presença de Deus. Normalmente, este é o melhor momento para abrir o coração a Deus. Faça, agora, uma oração mais completa, conforme o seu coração, agora conectado com Deus, indicar.
4. Só então, após a leitura da Bíblia, leia o comentário devocional que pode ser encontrado no site www.reavivadosporsuapalavra.org ou no www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra.
É muito proveitoso ler aquilo que o Espírito Santo iluminou os escritores do devocional RPSP a perceberem a partir do texto bíblico. Mas essas reflexões não devem suplantar o que o Espírito tem a falar diretamente a você.
5. Leia os comentários selecionados. Eles servem para explicar e expandir o significado do texto.
Antes de ler o comentário, leia antes o versículo bíblico (ou versículos) ao qual o comentário se aplica, para entender o contexto do comentário.
Caso o tempo que tenha disponível não seja suficiente, verifique o quanto você terá de acordar antes no dia seguinte para ter um programa inspirador.
Proponho a você, também, caso possa, a fazer a seguinte experiência de fé:
Deite-se um pouco mais cedo e peça ao Senhor para lhe acordar na hora que Ele considerar mais propícia para que vocês tenham um melhor relacionamento. Você vai se surpreender com o que vai acontecer.
Equipe Reavivados.
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Comentário devocional:
João e Jesus começaram seu trabalho aos 30 anos de vida (Lucas 3:23), embora João tenha começado um pouco antes, pois era uns 6 meses mais velho que Jesus. O que estavam fazendo até esta idade? João viveu no deserto (Lucas 1:80) e Jesus trabalhava como carpinteiro em Nazaré (ver Marcos 6:3). Mas o tempo de espera não foi tempo desperdiçado. João “crescia e se fortalecia em espírito;”(Lucas 1:80 NVI). Jesus também “crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele”.(Lucas 2:40 NVI). Ele “ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens” (Lucas 2:52 NVI).
Que grande obra Deus estará preparando para você durante os tempos de espera de sua vida? Quando sua vida parece estar em estado de espera, peça a Deus para ajudá-lo a ser forte no Espírito e ser cheio de sabedoria. Ore para que você cresça em sabedoria e em graça diante de Deus e dos homens.
João esperou no deserto, até que lhe “veio a palavra do Senhor” (Lucas 3: 2 NVI). Era 27 d.C., “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César” (Lucas 3: 1 NVI), no mesmo ano em que o anjo Gabriel havia dito a Daniel que o Messias apareceria (ver Daniel 9:24-27). João pregou, “um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados” (Lc 3:3 NVI), que veio direto de Isaías 40:3-5: “Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele.’ … ” (Lucas 3:4-6 NVI).
Você já aceitou a Boa Nova de que Jesus quer perdoar os seus pecados? Se não, por favor, aceite hoje o apelo de João para se arrepender e receber o perdão. O arrependimento significa sentir genuína tristeza por seus pecados e um desejo de “frutos que mostrem o arrependimento” (Lc 3:8 NVI), um desejo de viver como Jesus. Leia nos versos 10-14 a resposta de João à pergunta de seus ouvintes: “o que devemos fazer, então?”. Você vai seguir o conselho de João?
Um dia em que através de João “o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi.” (Lucas 3:21 NVI). Somente Lucas registra que Jesus se juntou humildemente aos outros em resposta ao chamado de João. Se você ainda não foi batizado, siga o exemplo do seu Salvador e seja batizado.
Jesus, que teve Seu nascimento anunciado por anjos, teve Seu batismo reconhecido pelo Pai e pelo Espírito Santo: “e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba. Então veio do céu uma voz: ‘Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado’ “(Lucas 3:22 NVI). Como fizeram na Criação, a Trindade Se uniu para nos salvar.
O poder da Trindade está disponível para você hoje, em resposta à sua oração, exatamente do mesmo modo que esteve para Jesus naquele dia, às margens do rio Jordão.
Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul, EUA
Texto original http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/3/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Lucas 3
Comentário em áudio: