Reavivados por Sua Palavra


Jeremias 38 by Jeferson Quimelli
8 de junho de 2014, 1:12
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Comentário devocional:

Neste capítulo, vemos os últimos apelos de Jeremias aos líderes e ao último rei de Judá, Zedequias, no 11º ano do seu governo, imediatamente antes da queda de Jerusalém perante os babilônios (Jer 39). 

Alguns príncipes (v. 1) ouviram Jeremias transmitir a mensagem do Senhor a todo o povo que o visitava no pátio da guarda: “Aquele que permanecer nesta cidade morrerá …; mas aquele que se render aos babilônios …viverá.” (v. 2 NVI). Sendo esta mensagem contrária aos interesses destes líderes (para que mantivessem suas posições de destaque) e céticos com relação à Palavra de Deus pregada por Jeremias, pediram ao rei que o condenasse à morte (v. 4) como se ele fosse o inimigo público número um, por enfraquecer os ânimos do povo para a guerra.

Zedequias adotou a abordagem de Pôncio Pilatos e deixou que esses líderes decidissem o destino do profeta (v. 5). Jeremias foi, então, lançado por eles no poço sem água existente no pátio da prisão para ali morrer de fome. O poço tinha muita lama no fundo e Jeremias afundou nela (v. 6).  Foi aqui, provavelmente, que nasceu Lamentações 3: “Cercou-me de muros, e não posso escapar; atou-me a pesadas correntes.” (Lam 3:7).

O Senhor, entretanto, não permitiu que Seu profeta ficasse naquela situação e moveu o coração de um compassivo oficial etíope (negro), chamado Ebede-Meleque (“Escravo do rei”, em hebraico), que, junto à porta de Benjamim contou ao rei do perigo pelo qual passava o profeta (v. 7, 8. Ver Jer. 37:13). O rei, temeroso de ser responsável pela morte de um profeta de Deus, voltou atrás e ordenou que o oficial etíope levasse consigo três homens (NVI) sob seu comando e libertasse Jeremias do poço, o que foi feito cuidadosamente utilizando cordas e trapos velhos colocados debaixo dos braços do profeta.

A pedido do rei, Jeremias se encontrou com Zedequias na terceira entrada do templo (provavelmente uma entrada particular do palácio para o templo). O rei, então, lhe perguntou se havia alguma palavra do Senhor para ele (v. 14) e secretamente jurou que não o mataria qualquer que fosse a mensagem (v. 15, 16). O rei demonstra aqui a sua fraqueza: apesar de acreditar que Jeremias tinha realmente a Palavra de Deus, teve medo de enfrentar abertamente a vontade e influência dos príncipes. Ele, os líderes e toda Jerusalém sofreram terrivelmente por esta hesitação.

Jeremias, então, repetiu a mesma mensagem que pregara ao povo e aos príncipes: resistir significaria condenação. Esta foi a última pregação de Jeremias a Zedequias. O rei temeu mais aos homens, líderes e desertores, que a Deus e Deus o entregou e ao povo ao único amargo remédio a que sua rebeldia os levara: o cativeiro babilônico.  

O rei tomou providências para que Jeremias ficasse fora do alcance das mãos dos que queriam matá-lo, desde que mantivesse silêncio quanto a suas últimas advertências (v. 24, 25). O profeta ficou no pátio da casa da guarda, até o dia em que Jerusalém foi capturada (v. 28).

Que triste destino de um rei e de um povo que não deram crédito às solenes advertências de Deus! Estamos nós, hoje, atentos à voz da Palavra de Deus, através do Espírito Santo, corrigindo nosso caminho e cultivando a comunhão com Deus?

“Querido Deus, quando a Sua Palavra causar um impacto em nós, ajuda-nos a agir de acordo com Suas exigências e não tentarmos modificar ou negar o papel contemporâneo da Sua Palavra para nossas vidas. Amém.”

Koot van Wyk
Coreia do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/38/

Traduzido por JDS/JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jeremias 38 



Jeremias 22 by Jeferson Quimelli
23 de maio de 2014, 1:40
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Comentário devocional:

O reinado do bom rei Josias foi como uma lufada de ar fresco na história da nação judaica. Ele buscou o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração. A Escritura registra que em todos os anos do período dos reis, nunca houve em Judá uma Páscoa como a que o rei Josias realizou (2 Rs 23:21,22). Ele fez tudo que estava ao seu alcance para se aproximar de Deus. Infelizmente, ele não foi bem sucedido em transmitir essa dedicação a Deus aos seus filhos ou ao povo.

Jeremias, que exerceu o seu ministério como profeta desde o reinado de Josias, passa a falar agora sobre os filhos de Josias. A mensagem não é dada por recado, Jeremias vai pessoalmente ao Palácio Real falar sobre os governantes e o mal que levaram o povo a cometer. 

Que visão deve ter sido vê-lo em trajes de profeta, entregar a mensagem de Deus ao rei! (muito provavelmente Zedequias.) Jeremias diz: “Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar”(v. 3 ARA).

Estas palavras mostram a depravação que prevalecia no palácio e na nação. A mensagem de Jeremias foi muito clara: corrija isso e seu reinado vai continuar; ignore estas palavras e um desastre pior do que você pode imaginar virá sobre você e seu povo. Quem por ali passasse e visse a desolação não iria acreditar no que ocorreu!

Então a mensagem se torna mais contundente e pessoal. Jeremias dirige sua mensagem contra os três filhos de Josias que também tinham sido reis. Ele conheceu cada um dos meninos desde a primeira infância. Ele presenciou o desenvolvimento deles e como foram se endurecendo na maldade. Deus está muito descontente com o comportamento que eles tiveram.

O Senhor não pode suportar a exploração dos mais fracos pelos fortes. Ele contrasta o jovem Salum (ou Jeoacaz) com seu pai e compara seus caminhos. Josias defendeu a causa dos pobres e necessitados, Salum os explorou. Josias governou com justiça e retidão, Salum oprimiu e perverteu a justiça (v. 22:10-12).

Jeoaquim não se saiu melhor. Deus compartilhou Sua Palavra com ele e com o povo em tempos de prosperidade, mas eles não ouviram nem obedeceram à Sua voz. O jovem rei foi desprezado por seu povo e pelos príncipes e, quando morreu, prematuramente, foi arrastado para fora da cidade e enterrado como um burro (v. 19), envergonhado e humilhado por sua vida de maldade.

E a coisa ficou ainda pior. Deus através de Jeremias diz que se Jeconias, o terceiro filho de Josias que o sucedeu, fosse um anel de assinatura em Sua mão direita, o tiraria e o jogaria fora! (v. 24). Seu castigo: ser entregue nas mãos daqueles a quem ele temia, aqueles que procuravam tirar a vida dele! (v. 25), estendido à sua mãe (v. 26). Por quê? Isso é uma indicação de onde veio a influência que o corrompeu.

Finalmente Jeremias proclama em alta voz: “Ó terra, terra, terra, ouça a palavra do Senhor!” (v. 29, NVI). Hoje estamos vivendo em uma tempo em que pouca atenção é dada à Palavra de Deus. 

Oremos pelos impenitentes de nossa geração para que compreendam o que Deus está tentando dizer a eles e se arrependam.

“Senhor, por favor, mantenha-me bem acordado e atento. Ajuda-me a manter Suas palavras sempre em meu coração. Amém”.

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Harthttp://www.hartresearch.org/
Califórnia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/22/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 22 



Jeremias 21 by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2014, 0:00
Filed under: caráter de Deus, consequências, correção, escolhas, Justiça | Tags: , ,

Contexto histórico:

“Nos capítulos 21 e 22, Jeová dirigiu uma mensagem à pessoa do rei de Judá. Anunciou ao rei que ele pusera à sua frente o caminho da vida e o caminho da morte (21.8). O caminho da vida era a obediência (22.3) e traria bênçãos. Zedequias reinou em 597-587 a.C., preferiu o caminho da morte, que lhe causou a rejeição de sua família como dinastia de descendentes e herdeiros do trono de Davi (22.24-30). Pasur, filho de Malquias, deve ser distinguido do Pasur anterior, filho de Imer (20.1). Cerca de vinte anos se haviam passado entre estes capítulos e o anterior [cap. 20] … Zedequias é como a maioria dos homens: usa a religião apenas quando está em situação cujos recursos humanos não são suficientes para obter-se uma solução favorável ao problema que enfrenta; quando não, permite que até os fiéis sejam perseguidos. … Ezequiel, nessa época, estava pregando a mesma coisa na Babilônia (Ez 7.22)”. Comentários da Bíblia Shedd, sobre Isaías 21. 

 

Comentário devocional:

Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. A advertência de Jeremias de que Deus iria destruir o país através dos babilônios já se evidenciava pela presença dos exércitos de Nabucodonosor a circundar a cidade. Então o rei Zedequias enviou uma delegação a Jeremias, em busca da Palavra do Senhor, que ele recentemente havia desprezado e rejeitado. Ele fez isso não por conta de um arrependimento verdadeiro ou uma mudança de coração, mas numa tentativa desesperada de evitar o desastre e sobreviver.

Em resposta, Jeremias envia uma mensagem de volta ao rei. A nação havia ido longe demais e a mensagem de condenação e julgamento não só é ratificada, mas ampliada. Não há esperança para a cidade, o rei ou os príncipes, mas ele indica um caminho para que as pessoas comuns sofram menos. Ele diz que Zedequias deveria deixar de lado o instinto de lutar ou fugir e se entregar aos babilônios, porque, então, ele viveria! “Fique aqui e lute, e você vai morrer!” é a mensagem de Jeremias. Deus sempre dá a oportunidade de escolher a vida.

Jeremias lembra à Casa de Davi, o rei e os seus príncipes, que a razão para isso estar acontecendo é a total corrupção dentro da estrutura dirigente da nação. Deus faz aqui uma apaixonada defesa em prol da justiça, honestidade e compaixão como sendo uma obrigação da liderança para com as pessoas. Os líderes que não atenderem a este apelo de Deus sofrerão as conseqüências de sua maldade. 

Isso me faz lembrar de um princípio que procurei incutir em meus filhos enquanto eles cresciam: tomem boas decisões e coisas boas acontecerão; tomem decisões ruins e coisas ruins acontecerão! Quanto mais boas decisões você tomar, mais coisas boas acontecerão. E o oposto também é verdadeiro: quanto mais cedo você parar de tomar más decisões e começar a tomar boas decisões, coisas boas vão acontecer mais rapidamente!

A boa notícia neste capítulo é que o amor e a justiça de Deus não permitirão que a corrupção do pecado dure para sempre. Se você sofre com injustiça e opressão, saiba que um dia Ele fará o acerto de contas e estabelecerá uma nova ordem de coisas em que habita a justiça. Louvado seja Deus!

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/21/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 21



Jeremias 17 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Certo dia eu estava no Museu Britânico em Londres, olhando para uma grande pedra que faz parte da história antiga, protegida por uma caixa de vidro. Uma pedra escura, com inscrições em três línguas antigas. Era nada menos que a pedra de Rosetta, descoberta no Egito por uma expedição arqueológica em 1799. Fiquei me perguntando: porque eles tiveram tanto trabalho nesta tarefa tão delicada quanto difícil de preservar tão perfeitamente estes escritos na pedra dura? Obviamente, para eles o texto era tão importante que eles procuraram fazer um registro permanente do mesmo.

O Espírito Santo de Deus, através do profeta Jeremias (Jer 17:1) está aqui usando um poderoso contraste para transmitir uma dolorosa realidade. Os pecados da nação de Judá – o próprio povo escolhido de Deus – estavam permanentemente escritos nas pontas dos seus altares e em seus corações. 

Faz sentido imaginar inscrições nas pontas (chifres) dos altares idólatras. Mas como escrever na carne macia do coração? Aqui, o profeta está dizendo que nossa rebeldia e  maldade são permanente registradas em nossa memória afetiva – nosso coração – tão permanente quanto as inscrições feitas nos altares de pedra. 

Como isso aconteceu? Simples: “Maldito o homem (ou mulher) que confia no homem” (Jer 17:5 ARA). Qual é o resultado inevitável disto? O coração daquele que confia no homem se afasta do Senhor.

Porém, aqui, mais uma vez, nos é colocado o contraste, como esperança e saída: “Mas bendito é o homem (ou mulher) cuja confiança está no Senhor!” (Jer 17:7 NVI). Que incrível diferença! Eu preciso ter esses resultados na minha vida!

Este é o desejo de um coração que começa a conhecer a santidade e glória de Deus. Porém, somos constantemente atraídos pelos encantos e prazeres deste mundo: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto”! (v. 9a ARA). O grito doloroso: “quem o conhecerá?” (v 9b) ecoa através dos tempos e em nossa própria consciência despertada.

Alguma vez você já desejou tanto alguma coisa ruim que chegou a conversar consigo mesmo sobre isto? E se arrependeu depois por isso? Eu já. Descobri, nesta ocasião, que se você disser algo a você mesmo por muito tempo (mesmo que esteja mentindo para si próprio) você vai acabar acreditando!

No final do capítulo (v. 19-27), a palavra vinda diretamente do Senhor recrimina especificamente os negociantes que, no afã do lucro das vendas na feira de domingo, transportavam suas cargas portas adentro da cidade no sábado, dia reservado pelo Senhor para que o povo O conhecesse de maneira especial. Esta admoestação do Senhor não surtiu efeito nenhum, como podemos ver nas medidas de Neemias (Neemias 13:15-22) para corrigir o mesmo problema, que também incluía a todos, incluindo os nobres (Nm 13:17). Isso mais de 60 anos depois, após o retorno do exílio babilônico!

Não importa quem somos, nós realmente não conhecemos a nós mesmos. “Só de um modo o verdadeiro conhecimento do próprio eu pode ser alcançado. Precisamos olhar a Cristo. O desconhecimento dEle é que dá aos homens uma tão alta idéia de sua própria justiça. Ao contemplarmos Sua pureza e excelência, veremos nossa fraqueza, pobreza e defeitos, como realmente são. Ver-nos-emos perdidos e sem esperança, vestidos com o manto da justiça própria, como qualquer pecador. Veremos que se afinal formos salvos, não será por nossa própria bondade, mas pela graça infinita de Deus” Parábolas de Jesus, 79. 

Não é à toa que nos versos 13 e 14 ouvimos Jeremias proclamar sua necessidade da graça divina em uma significativa oração! E, assim, também, oramos: “Querido Pai, ’cura-me, … e serei curado; salva-me, e serei salvo, pois Tu és aquEle a Quem eu louvo’ (v. 14 NVI). Tu és minha única esperança! Amém”.

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart – http://www.hartresearch.org/
Califórnia, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/17/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 17 



Isaías 48 by Jeferson Quimelli
13 de abril de 2014, 0:00
Filed under: escolhas | Tags: , ,

Comentário devocional:

Nos capítulos anteriores de Isaías, as nações pagãs foram confrontadas com a presciência de Deus; agora são os filhos rebeldes de Judá que são confrontados com essa presciência divina: “Eu predisse há muito as coisas passadas, minha boca as anunciou, e eu as fiz conhecidas; então repentinamente agi, e elas aconteceram. Pois eu sabia quão obstinado você era… antes que acontecessem eu as anunciei a você para que você não pudesse dizer: ‘Meus ídolos as fizeram” (v. 3-5, NVI).

No futuro, quando os exércitos de Nabucodonosor avançassem sobre Judá, aqueles seus filhos rebeldes não poderiam reclamar que Deus lhes havia deixado sem proteção. Há muito tempo, Ele já lhes tinha dito o que iria acontecer e por quê. Ele até lhes disse como lidar com a invasão (Jeremias 27:6-11): “Mas a nação que obedecer ao governo do rei da Babilônia e o servir, eu deixarei que fique na sua própria terra, para cultivá-la e morar nela. Eu, o Senhor, falei” (Jr. 27:11, NVI). 

Deve ter sido muito doloroso para o Senhor ver Seu povo não dar ouvido a Seus conselhos. “Desde a antiguidade o seu ouvido tem se fechado” (v. 8, NVI). Nada é mais mortal para a alma do que a teimosa recusa em ouvir a Deus e Sua vontade. “Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens”, diz Deus: “sua paz seria como um rio”. No entanto, “não há paz alguma para os ímpios” (v.18). 

Quantas vezes perdemos a paz interior porque respondemos mais rapidamente às vozes das circunstâncias do que à voz segura do Senhor. Precisamos admitir que confiar em Deus não acontece naturalmente. Enquanto estivermos nesta terra, sempre teremos que escolher acreditar mais em Deus do que em nossos sentimentos. 

“Todo o Céu observa com intenso interesse para ver se olhamos a Jesus e nos submetemos a Sua vontade, ou se, na tentação, seguiremos as inclinações do coração natural e as solicitações do maligno. Que os que se acham perplexos por causa das tentações, busquem Deus em oração. … Perseverai em oração, vigiando sem duvidar, e o Espírito Santo atuará no agente humano, trazendo coração e mente em submissão aos retos princípios” (Para Conhecê-Lo, p. 273).

A submissão a Deus, com fé, nos traz a vitória (1 João 5:4). Então experimentaremos “a paz como um rio”. 

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/48/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Isaías 48  



Isaías 30 by Jeferson Quimelli
26 de março de 2014, 0:00
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Comentário devocional:

Isaías começa o capítulo descrevendo um problema de rebelião pela grande maioria do povo de Deus, que os levou a procurar refúgio no lugar errado (v. 1). Judá procurou refúgio no Egito sem consultar a Deus (v. 2a-c). 

Quando fazemos alguma coisa sem consultar a Deus certamente entraremos em dificuldades. Isaías adverte o povo acerca da inutilidade de confiar no Egito a fim de obter segurança no futuro (v. 5-7).

Isaías descreve vividamente a situação espiritual de Judá. “Esse povo é rebelde; são filhos mentirosos, filhos que não querem saber da instrução do Senhor. Eles dizem aos videntes: ‘Não tenham mais visões!’ e aos profetas: ‘Não nos revelem o que é certo! Falem-nos coisas agradáveis, profetizem ilusões’ ” (v. 9-10, NVI). Há uma rejeição geral da Palavra de Deus (v. 12b).

Quando não se confia no Senhor, se está confiando automaticamente no mestre da opressão e o resultado é a instabilidade (v. 13). O colapso vem de repente (v. 13c). O fim dos ímpio é o mesmo de Satanás (v. 14): total e definitiva destruição. 

Então Isaías apresenta a solução: “Em vos converterdes e em sossegardes está a vossa salvação” (v. 15b ARA). Se o povo se voltasse arrependido para o Senhor, confiando em Sua bondade e obedecendo às Suas instruções, a nação poderia ser poupada. O problema é que eles não estavam dispostos em assim proceder (15d). 

Quando um ser moral livre escolhe fazer o que é errado, Deus se entristece, mas respeita a decisão tomada. Mas, de acordo com Isaías, Deus espera ansiosamente a oportunidade de ser benigno para com seus filhos. “O Senhor espera o momento de ser bondoso com vocês; ele ainda se levantará para mostrar-lhes compaixão. Pois o Senhor é Deus de justiça. Como são felizes todos os que nele esperam!” (v. 18, NVI).

Isaías mostra, então, o que está reservado àqueles que se refugiam em Deus e nEle depositam sua confiança (versos 19-26). Eles serão guiados pelo Espírito de Deus, que lhes dirá: “Este é o caminho, andai por ele” (v. 21 ARA). Isso indica que muitos abandonarão seus ídolos e retornarão à obediência aos mandamentos de Deus (v. 22).

Apesar das dificuldades enfrentadas por todos nós, um dia o Senhor curará todas as feridas do Seu povo. Isso ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda, quando os corpos dos fiéis serão transformados e tornados incorruptíveis. O Senhor será para eles o sol da justiça, sete vezes mais brilhante do que o sol (v. 26). 

Isaías mostra no final do capítulo a situação do mal quando Deus se levantar. Cristo, o Messias Guerreiro, virá com poder e fogo destruidor contra o mal.  Neste dia, enquanto os ímpios serão abalados, Isaías vê o remanescente em segurança e cantando cheios de alegria (v. 29).

Querido Deus,
Nosso maior anseio é sermos ressuscitados e renovados na Segunda Vinda. Permita-nos estar no Monte do Senhor para celebrarmos com músicas e canções o final da história do mal e o começo de uma nova criação. Amém.

Koot van Wyk
Coreia do Sul

 

Traduzido por JAQ/JDS

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/30/

Texto bíblico: Isaías 30



Salmo 89 by Jeferson Quimelli
4 de novembro de 2013, 0:00
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Salmo 89 – Comentário devocional:

[NT: Para melhor proveito do estudo do Salmo 89, observe que ele é dividido em quatro partes bem distintas: 1) Exaltação a Deus (v. 1-18); 2) A escolha de Davi/o Messias (v. 19-37); 3) A rejeição pela rebeldia (v. 38-45); e 4) A oração final pela misericórdia divina (v. 46-51). O verso 52 é a oração de fecho do Livro III dos Salmos.]

Etã, o ezraíta, lembra, durante os setenta anos de cativeiro na Babilônia, da maravilhosa aliança de Deus com Davi .

O Todo-Poderoso havia prometido: “Estabelecerei a tua linhagem para sempre e firmarei o teu trono por todas as gerações (v. 4 NVI).

Etã é eloquente ao descrever a fidelidade de Deus, Sua majestade e poder na terra, no céu e no mar  (v.1-14). 

Por meio de seus profetas, Samuel (1Sm 16:12) e Natã (2Sm 7:4-16), Deus anunciou a escolha de Davi como o governante de Seu povo (v. 19). Mas sua descrição de Davi (v. 19-37) é tão exaltada que transcende o que qualquer ser humano poderia cumprir:

“Também o nomearei Meu primogênito,
o mais exaltado dos reis da terra.
Manterei o Meu amor por ele para sempre,
e a minha aliança com ele jamais se quebrará.

Firmarei a Sua linhagem para sempre,
e o Seu trono durará enquanto existirem céus” (v. 27-29 NVI).

“…a Sua linhagem permanecerá para sempre,
e o Seu trono durará como o Sol;
será estabelecido para sempre como a lua,
a fiel testemunha no céu” (v. 36-37 NVI) .

Quando Etã escreveu isso, o sol e a lua ainda brilhavam no céu [e ainda brilham!…] , mas o trono de Davi estava vazio e seus filhos haviam sido mortos em batalha (2 Cr. 36). Jerusalém estava em ruínas e os habitantes eram cativos na Babilônia pagã.

Depois de exaltar a promessa de Deus (v. 19-37), Etã é ousado em reclamar: 

“Mas Tu o rejeitaste, recusaste-o e te enfureceste com o Teu ungido. Revogaste a aliança com o Teu servo e desonraste a sua coroa, lançando-a ao chão” (v. 38, 39 NVI. Ver tb v. 40-45). 

Deus havia prometido a Davi não ficar oprimido pelos inimigos (v. 22), mas esta promessa aparentemente havia sido cancelada:

“…não o apoiaste na batalha,
Deste fim ao seu esplendor
e atiraste ao chão o seu trono” (vs. 43,44 NVI).

O que havia acontecido com as promessas de Deus? Deus não era mais fiel? Ele não cuidava mais de Davi? Ele não amava mais o Seu povo? Isso era o que angustiava o salmista.

Porém,então, o salmista se lembrou de que Deus mesmo havia previsto essa possibilidade e havia prometido ser fiel a Seu povo mesmo que este fosse infiel ao concerto:

“Se os seus filhos abandonarem a Minha lei…” (v. 30)
“…e deixarem de obedecer aos meus mandamentos …” (v.31)
“…não afastarei dele o meu amor, jamais desistirei da minha fidelidade.” (v. 33).
 “…não mentirei a Davi, que a sua linhagem permanecerá para sempre” (v. 35,36).

Como Deus poderia prometer a eternidade para Davi e o seu trono? Uma possível resposta permanece: Deus estava falando de um Davi maior, o Messias, o nosso Senhor Jesus Cristo, que um dia reinará para sempre e sempre:

“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre! (Apoc. 11:15 NVI).

Não só Ele reinará , mas o seu povo reinará com ele:

“Aqueles que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.” Dan 12:3.

Senhor Jesus, obrigado por nos assegurar de que irás vencer a batalha contra as forças do mal, e que um dia reinaremos conTigo. Que esse grande dia chegue logo!

Beatrice Neall
Union College, USA



Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/89

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Salmo 89