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1 a Páscoa. A Páscoa era uma das mais importantes das festas judaicas, pois celebrava a libertação do povo da escravidão do Egito, quando o anjo da morte “passou por cima” das casas do povo de Israel (Êx 12.1-30). No tempo de Jesus, a Páscoa era celebrada no décimo quinto dia [14, cf outras fontes] do primeiro mês do calendário judeu (Nisan, que corresponde ao fim de março ou começo de abril). Era observada no último dia antes da primeira lua cheia, depois do equinócio da primavera [dia da primavera em que o dia e a noite tinham o mesmo tempo de duração]. Desde aquele dia, quando os cordeiros pascais eram sacrificados e comidos, todo fermento (que simbolizava o pecado) era removido da casa e só pão sem fermento (asmo) devia ser comido, durante sete dias. Bíblia de Genebra.
não durante a festa. Sendo uma das festas de peregrinação dos judeus, a Páscoa levava grande número de pessoas a Jerusalém. Josefo calculou que a população de cinquenta mil aumentava para três milhões de pessoas. Ainda que esses números sejam considerados muito exagerados (duzentos e cinquenta mil é o número mais provável), havia razão para as autoridades tremerem. Bíblia de Genebra.
Pães asmos. A festa judaica que durava oito dias após a Páscoa (8.15n). Bíblia Shedd.
2 durante a festa. O grego do original indica “no meio da multidão”. Bíblia Shedd.
3 uma mulher. De Jo 12.3, sabemos que era Maria, irmã e Marta e Lázaro. Bíblia Shedd.
alabastro. Alabastro é um tipo de gesso em sua forma pura ou translúcida, encontrado em depósitos de calcário, em cavernas e em saídas de correntes de água. Era usado frequentemente para se fazer vasos de unguento e era considerado um item de luxo. Bíblia de Genebra.
frasco de alabastro (NVI). Frasco lacrado com gargalo longo, o qual era partido na hora de usar o conteúdo e continha unguento suficiente para uma só aplicação. Bíblia de Estudo NVI Vida.
nardo. Perfume feito de um óleo aromático extraído da raiz de uma planta cultivada especialmente na Índia [Bíblia de Genebra: Himalaia]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
cabeça. Em Jo 12.3 frisa-se a unção dos pés de Jesus. Bíblia Shedd.
derramou sobre a cabeça. Quando um convidado chegava a uma festa, era costume do anfitrião ungir a cabeça do convidado com perfume. Simão parece que não havia feito isso para Jesus. Andrews Study Bible.
5 trezentos denários. Quase o valor de um ano de trabalho. Bíblia Shedd.
7 tende os pobres convosco sempre. Esta não é uma determinação para negligenciar os pobres. A citação é de Dt 15:11. Neste contexto, Deus fala aos filhos de Israel que se eles obedecessem os Seus mandamentos não haveria pobre entre eles. Mas se existissem pobres, o povo deveria estender suas mãos para ajudá-los. Ao longo dos Evangelhos, Jesus sempre está ao lado dos pobres. Mas neste momento, em termos de prioridade, a mulher fez a coisa certa. Andrews Study Bible.
8 Ela fez o que pôde. Ou seja, a mulher fez o melhor uso possível do que tinha nas mãos. Isso é o que Deus espera de todos, nada mais e nada menos. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 716.
ungir-Me para a sepultura. Jesus se refere à unção de cadáveres, com especiarias e perfumes, amplamente praticada na Palestina naqueles dias. Bíblia de Genebra.
10 Judas. Motivado pela avareza, trai ao seu Mestre. Maria, motivada pelo amor, oferece o preciosíssimo perfume (v 3). Bíblia Shedd.
12 primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Era 14 de Nisã (corresponde a Abril, época de nossa Páscoa). O cordeiro era sacrificado à tarde (c. 15 h) e comido por pelo menos 10 pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite. Bíblia Shedd.
Pães Asmos. Esta festa simbolizava a remoção do pecado na vida dos crentes israelitas (Êx 12.14-20). A refeição da Páscoa caía no primeiro dia desta festa …, o décimo quarto dia depois do começo do ano judaico (Êx 12.6). Bíblia de Genebra.
sacrifício do cordeiro pascal. Jesus morreu na Páscoa, a festa que celebra o modo como o sangue de um cordeiro protegeu os israelitas do juízo de Deus no Egito. A morte de Jesus mostra a profunda continuidade no plano divino da redenção (cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra.
13 Dois dos Seus discípulos. Pedro e João (Lc 22.8). Bíblia Shedd.
homem trazendo um cântaro de água. Podia ser facilmente indicado, porque em geral somente as mulheres carregavam potes de água. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus quis manter secreto o local. Bíblia Shedd.
14 Onde é o meu salão de hóspedes … ? (NVI). Era costume que quem tivesse um salão disponível em Jerusalém o cedesse, mediante solicitação, a qualquer peregrino que desejasse celebrar a Páscoa. Parece que Jesus tinha combinado previamente com o dono da casa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Façam ali os preparativos. Isso incluiria os alimentos para a refeição: pães sem fermento, vinho, ervas amargas, molho e o cordeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Comendo, reclinados à mesa (NVI). A princípio, a refeição da Páscoa era comida de pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume era comê-lo em posição reclinada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 Porventura, sou eu? Em gr espera-se resposta negativa. Bíblia Shedd.
20 mete comigo a mão no prato. Pão ou carne eram mergulhados numa tigela central cheia de molho.O detalhe dá ênfase à profunda traição pessoal, uma vez que a comunhão à mesa era uma prova de genuína amizade (cf. 2.16). Bíblia de Genebra.
23 deu graças (NVI). palavra “eucaristia” [Gr Eucharist, Ing Thanksgiving, cf Andrews Study Bible] deriva do termo grego usado aqui. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 Tendo cantado um hino. Um dos salmos (114-118 ou 136), cantado antes das duas orações finais de celebração da Páscoa. Bíblia Shedd.
28 para a Galileia. O anjo, no túmulo, lembra esta promessa e alude à negação por parte de Pedro (16.7). Bíblia de Genebra.
30 hoje. Segundo o cômputo judaico, ao pôr do sol já havia começado o sexto dia da semana, e o julgamento e a crucifixão ocorreriam antes do pôr de sol seguinte. CBASD, vol. 5, p. 717.
32 Getsêmani. Jardim ou pomar na encosta inferior do monte das Oliveiras, um dos locais prediletos de Jesus (v. Lc 22.39; Jo 18.2). O nome é hebraico e significa (prensa de azeite”, lugar para espremer o azeite de oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 E, levando consigo. Jesus levou os discípulos mais chegados, desejoso de companhia e conforto destes. Anos depois, eles escreviam tudo o que ali se passou. Bíblia Shedd.
tomado de pavor. Esta expressão é única em Marcos e expressa profundo sofrimento emocional (9.15; 16.5-6). Bíblia de Genebra.
34 vigiai. A oração alerta, urgente e relevante é o único caminho seguro para vencer a tentação (cf 1Pe 5.8s). Bíblia Shedd.
36 Aba. Uma palavra coloquial aramaica para “pai”, que expressa o estreito relacionamento de Jesus com Deus, o Pai. Bíblia de Genebra.
41 Basta! Nos papiros, a palavra grega assim traduzida ocorre em recibos para indicar que o pagamento integral fora efetuado … . Jesus quis dizer que os discípulos haviam dormido o suficiente ou que o debate desse assunto específico estava terminado. CBASD, vol. 5, p. 717.
43 turba. Era um bando composto de guardas do templo comandados por ordem do Sinédrio, juntamente com os servos (escravos) do sumo sacerdote. Bíblia Shedd.
João (18.3) mostra que pelo menos alguns soldados da corte romana estavam no grupo enviado para prender Jesus, junto com os guardas do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 beijar. Um sinal de respeito que os discípulos mostravam para com os mestres. Depois de comer no mesmo prato (v. 20, nota), Judas agora finge submissão e respeito. Bíblia de Genebra.
48 salteador. …em vista da acusação feita contra Jesus, em Seu julgamento (Lc 23.2), a tradução “insurrecionista” fica melhor. Bíblia de Genebra.
49 todos os dias. Temos aqui uma sugestão confirmando que o ministério de Jesus em Jerusalém foi mais amplo do que Marcos relata. Só João nos fornece dados mais completos sobre a atividade de Jesus na Judeia. Bíblia Shedd.
50 todos fugiram. O abandono vergonhoso de Jesus por parte dos discípulos adverte a futuros crentes da urgência de vigiar e orar para não escaparem de Sua presença. Bíblia Shedd.
51 um jovem. Teria sido o próprio Marcos (cf At 12.12, 25; 13.13; 15:37-39; Cl 4.10; 2Tm 4.11). Possivelmente, Judas e a turba foram primeiro à casa de Marcos (local do cenáculo, vv 14 ss) para prender a Jesus. Marcos, acordado depressa, sem tempo para vestir, os teria acompanhado até o jardim. Quase foi preso nessa ocasião. Bíblia Shedd.
55-65 É provável que tenhamos, aqui, um relatório do procedimento que houve no Sinédrio, por parte de um dos líderes que ali estivera e que mais tarde se tornou crente em Cristo (cf At 6.7). Bíblia Shedd.
61. Bendito. Uma forma de designar a Divindade, a fim de evitar o uso do sagrado nome de Yahweh (ver vol. 1, p. 149, 150). CBASD, vol. 5, p. 717.
62 És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Segundo a opinião comum dos judeus, o Messias não seria divino. Jesus reivindica Sua plena divindade. Bíblia Shedd.
65 cuspir nele. Cuspir no rosto indicava exclusão do grupo (Nm 12.14-15), como se fosse por impureza ritual. Neste ponto o Sinédrio rompeu definitivamente com Jesus. Bíblia de Genebra.
vendaram-Lhe os olhos (NVI). Uma antiga interpretação de Is 11.2-4 sustentava que o Messias podia julgar pelo olfato, sem a ajuda da vista. Bíblia de Estudo NVI Vida.
66-72 Estes vv procedem, diretamente, das palavras de Pedro, principal fonte de informações deste evangelho de Marcos. Não esqueçamos que, ainda que Pedro tivesse negado a Cristo, foi ele quem ainda teve coragem de seguir a Jesus até à corte de Caifás e ali ficar durante longas horas. A história de sua negação é contada em todos os evangelhos para mostrar a graça perdoadora do Senhor desprezado. Bíblia Shedd.
68 Não o conheço, nem sei do que você está falando (NVI). Forma comum no direito judaico de apresentar uma negação formal e jurídica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70 galileu. Os judeus da Judeia desprezavam os judeus da Galileia, pois eram considerados cultural e religiosamente inferiores. Os modos e o sotaque de Pedro denunciaram-no, especialmente no pátio de um aristocrata saduceu. Bíblia de Genebra.
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1. Sexta-feira – A chegada em Betânia. Jo 12.1
Jesus chegou a Betânia seis dias antes da Páscoa, a fim de passar uns dias com Seus amigos, Maria, Marta e Lázaro.
2. Sábado – Dia de repouso.
Não mencionado nos evangelhos.
3. Domingo – A entrada triunfal. Mt 21.1-11; Mc 11.1-11; Lc 19.28-44; Jo 12.12-29
No primeiro dia da semana, Jesus entrou em Jerusalém cavalgando um jumento, cumprindo uma profecia antiga (Zc 9.9).
A multidão deu-lhe as boas vindas, dizendo “Hosana” e as palavras de Sl 118.25, 26, atribuindo a Ele, portanto, um título messiânico como agente do Senhor, o Rei vindouro de Israel.
4. Segunda-feira – Purificação do Templo. Mt 21.10-17; Mc 11.15-18; Lc 19.45-48
No dia seguinte, voltou ao templo e viu o átrio dos gentios cheio de comerciantes e cambistas faturando lucros pesados ao distribuírem moedas judaicas em troca do dinheiro “pagão”.
Jesus expulsou-os e derrubou as suas mesas.
5. Terça-feira – Dia de controvérsia e parábolas. Mt 21.23; Mc 11.27-13.37; Lc 20.1-21-36
Em Jerusalém: Jesus evitou as ciladas montadas pelos sacerdotes;
No Monte das Oliveiras, com vista para Jerusalém: ensinou em parábolas e advertiu o povo a respeito dos fariseus.
Predisse a destruição do grande templo de Herodes e relatou aos discípulos os acontecimentos que haveriam de se dar no futuro, dentre os quais a Sua própria volta.
6. Quarta-feira
Não mencionado nos evangelhos.
Num cenáculo, Jesus preparou a Si mesmo e a seus discípulos para a morte que Ele experimentaria.
Deu novo sentido à refeição da Páscoa. O pão e o cálice do vinho representavam seu corpo, que em breve seria sacrificado, e seu sangue, que em breve seria derramado. E assim Ele instituiu a “Ceia do Senhor”.
Depois de cantarem um hino, saíram até o jardim do Getsêmani, onde Jesus orou em agonia, sabendo o que O aguardava.8. Sexta-feira – Crucificação. Mt 27.1-66; Mc 15.1-47; Lc 22.66-23.56; Jo 18.28-19.37
Depois de ter sido traído, detido, abandonado, processado ilegalmente, negado, condenado, açoitado e ter sofrido zombarias, Jesus foi obrigado a carregar Sua cruz até o “Lugar da Caveira”, onde foi crucificado com dois outros presos.
9. Sábado – No túmulo.
O corpo de Jesus foi colocado no túmulo antes das 18 horas, ao fim da sexta-feira, quando se iniciava o sábado e todo o trabalho cessava, e ficou no túmulo todo o sábado.
10. Domingo – Ressurreição. Mt 28.1-13; Mc 16.1-20; Lc 21.1-49; Jo 20.1-31
Cedo de manhã, algumas mulheres foram até o túmulo e descobriram que a pedra que fechava a entrada havia sido revolvida.
Um anjo contou-lhes que Jesus estava vivo e deu-lhes um recado.
Jesus apareceu a Maria Madalena no jardim, a Pedro, a dois discípulos no caminho de Emaús e, mais tarde naquele dia, a todos os discípulos, exceto Tomé.
Ficou assim demonstrada a veracidade da Sua ressurreição.
Fonte: Bíblia de Estudo NVI Vida.
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1 guiado pelo Espírito Santo. O tempo verbal grego indica que a condução do Espírito Santo não se limitou à viagem ao deserto, mas continuou durante a Sua permanência ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 798.
O Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo e permaneceu com Ele, O enchendo e guiando. Andrews Study Bible.
2 quarenta dias. Mateus deixa claro que as três maiores tentações ocorreram no final dos 40 dias (ver com. de Mt 4:2, 3), um fato evidente também a partir de Lc 4:2. Quando Jesus entrou no deserto, estava rodeado pela glória do Pai e, quando a glória partiu, Ele foi deixado sozinho para lutar com a tentação (DTN, 118). As tentações de Satanás continuaram durante todos os 40 dias de jejum de Jesus. As três mencionadas nos v. 3 a 13 representaram o clímax das tentações, no final do período (ver SP2, 90). CBASD, vol. 5, p. 798.
sendo tentado. Os ataques do diabo são contra o Messias, o cabeça da Nova Humanidade (cf Cl 2.15) … Em contraste com Adão, o cabeça da velha humanidade, que caiu, ainda que vivendo em condições ideais, o Segundo Adão venceu o diabo em total fraqueza da carne (cf 40 dias de jejum). Bíblia de Genebra.
3-13 O diabo procura desviar Jesus de Sua missão divinamente estabelecida. … A narrativa de Lucas realça o paralelo entre a tentação de Jesus e as provações de Israel no deserto. Jesus foi tentado por 40 dias no deserto e Israel peregrinou por quarenta anos no deserto (Nm 14.34). Israel falhou no teste da obediência, enquanto Jesus foi plenamente obediente ao Pai. Bíblia de Genebra.
3 manda esta pedra transformar-se em pão. O diabo sempre faz com que suas tentações pareçam atraentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Não só de pão viverá o homem. O contexto de Deuteronômio [Dt 8:3] que Jesus cita, frisa a completa dependência do homem para com o Senhor. Sem Sua bênção, a fartura material de nada adianta. Bíblia de Genebra.
5-8 Esta tentação [a 2ª] vem em terceiro lugar em Mateus. A razão para esta diferença de ordem não é conhecida. A tentação é para Jesus estabelecer um poderoso império mundial, mas ao custo de cultura Satanás. Outra vez Jesus repele a tentação, citando as Escrituras (Dt 6.13). Bíblia Shedd.
6 Compare 1Jo 5.19. A tentação era inaugurar o Reino sem a cruz. Bíblia de Genebra.
ela me foi entregue. Isto é, por Adão quando ele pecou. Depois da Queda, Satanás denominou a si mesmo o “príncipe” deste mundo (DTN, 114), esquecendo-se que Adão mantinha o título apenas em virtude da obediência ao Criador. Satanás insinuou que Adão o escolheu como soberano e como seu representante no Céu. CBASD, vol. 5, p. 798.
9 Se é o Filho de Deus. Deus acabara de declarar esse fato (3.22). O diabo ainda usa a artimanha de suscitar dúvidas a respeito da Palavra de Deus (Gn 3.1). Bíblia de Genebra.
o pináculo. Este pode ter sido o topo do muto do templo, de onde se podia ver o vale de Cedrom ou, talvez, pode ter sido o ponto mais alto do próprio templo. Jesus foi tentado a demonstrar publicamente o Seu poder miraculoso, mas reponde citando outra vez as Escrituras (v. 12). A passagem citada (Dt 6.16) novamente recorda a experiência de Israel no deserto. Bíblia Shedd.
10 Pois está escrito. Dessa vez, Satanás também citou as Escrituras, embora tenha aplicado erroneamente Sl 91.11, 12. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 até momento oportuno. Isto é, até o tempo conveniente, quando outra oportunidade se apresentasse. Desde os primeiros anos, Cristo foi atacado pelo tentador (DTN, 71, 116). CBASD, vol. 5, p. 798.
14 Então, Jesus, … regressou para a Galileia. Aqui começa o ministério de Jesus na Galileia, e que termina em 9.50. Bíblia de Genebra.
Jesus realizou um intensivo ministério antes de retornar a Nazaré. Bíblia Shedd.
poder do Espírito (cf 5.17). A mesma palavra “poder”, gr dunamis, aparece na promessa do Espírito em At 1.8, mas é traduzida como “milagres” em Lc 10.13; 19.37, etc., indicando que o poder sobrenatural de Deus é oferecido ao crente, pelo Espírito. Bíblia de Genebra.
15 E ensinava. O ensino era o modo costumeiro com o qual Jesus transmitia a verdade . … O ensino tende a ser mais eficaz do que a pregação, pois os ouvintes são participantes, enquanto na pregação eles são passivos. … Feliz é o pregador que consegue dar à sua pregação a qualidade adicional de ensino. CBASD, vol. 5, p. 799.
glorificado. Ou “honrado”, “louvado”. A Galileia era um campo mais favorável à obra do Salvador do que a Judeia (DTN, 232). Para onde Jesus ia, “grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). CBASD, vol. 5, p. 799.
16-20 Esta narrativa é o mais antigo registro conhecido a respeito da ordem do culto no serviço de uma sinagoga. O culto incluía uma leitura da Lei e uma dos Profetas. Jesus ou o dirigente da sinagoga pode ter escolhido Is 61.1-2 e 58.6. Era costume levantar-se para a leitura, numa demonstração de respeito para com a Palavra de Deus e, em seguida, sentar-se para o sermão. A leitura escolhida mostra uma forte preocupação para com o pobre (1.51-53; nota; Sl 9.18, nota). Bíblia Shedd.
16 Indo para Nazaré. Esta foi a primeira visita de Cristo a Nazaré, desde que Ele deixou a carpintaria no outono de 27 d.C. para se dedicar ao ministério público (DTN, 236). Este seria, possivelmente, o final da primavera de 29 d.C., e quase metade do período de Seu ministério público já havia se passado. Uma ano mais tarde, possivelmente no inicio da primavera de 30 d.C., Jesus fez Sua última (DTN, 241) visita a Nazaré. … Em Nazaré ainda moravam a mãe, os irmãos e irmãs de Jesus (DTN, 236), que, sem dúvida, estavam entre os adoradores na sinagoga, nesse sábado, em especial. CBASD, vol. 5, p. 799.
Provavelmente todos os acontecimentos de Jo 1.19-4.42 se deram entre Lc 4.13 e 4.14. Bíblia de Estudo NVI Vida.
entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume. A simples declaração de Lucas de que Jesus frequentava as reuniões sagradas da sinagoga no dia de sábado, o qual Ele especifica como o sétimo dia da semana (Lc 23:56-24:1), deixa claro o dever do cristão que ama seu Mestre e quer seguir os Seus passos (ver Jo 14:15; 1Pe 2:21). O fato de Cristo pessoalmente ter observado o mesmo dia da semana que os demais judeus observavam é evidência de que a contagem do tempo não havia sido perdida desde o Sinai, ou mesmo desde a criação. Cristo é “Senhor também do sábado” (Mc 2:28); isto é, Ele o fez (Gn 2:1-3; cf Mc 2:27) e o reivindica como Seu guia. Seu exemplo ao observá-lo é um modelo perfeito para o cristão, tanto com relação ao tempo como quanto à maneira de observá-lo. … observar o sétimo dia da semana é guardar o sábado como Cristo o fez. Desde aquela época, há milhões de judeus espalhados por todo o mundo civilizado, e seria impossível que todos eles, simultaneamente, cometessem o mesmo erro ao calcular o sétimo dia da semana. … Cristo tinha o hábito de frequentar as reuniões regulares da sinagoga aos sábados. A esta sinagoga em Nazaré, Ele havia sido regularmente convidado na juventude, para ler os Profetas, e Ele extraía lições de Seu profundo conhecimento das Escrituras, as quais comoviam o coração dos adoradores (DTN, 74; cf 70). CBASD, vol. 5, p. 799.
levantou-se. A reverência pela Palavra escrita exigia que aquele que a lesse publicamente permanecesse em pé. A Lei e os Profetas eram lidos dessa forma, mas não os Escritos [poéticos], que não desfrutavam de conhecimento semelhante. CBASD, vol. 5, p. 800.
17 Então, Lhe deram. Isto é, pelo diácono ou chazzan, cujo dever era tirar os rolos sagrados e entregá-los ao leitor, e retorná-los à arca após a a leitura (ver p. 44). Dessa forma, em harmonia com o ritual da sinagoga, o chazzan tirou da arca o rolo dos Profetas, removeu a cobertura e o entregou, fechado, a Jesus. É evidente que Jesus não apenas falava a linguagem comum do povo [aramaico], como também lia bem em hebraico – naquela época, uma linguagem quase morta, exceto nas reuniões religiosas. A lição para o dia era sempre lida em hebraico. CBASD, vol. 5, p. 800.
Esta é a única referência à Sua capacidade de ler. teria lido o trecho em hebraico, traduzindo-o para o aramaico, antes de pregar. Bíblia Shedd.
18 ungiu. Referência ao Messias, que significa “ungido” (9.2n). A profecia foi cumprida no batismo (3.22). Bíblia Shedd.
No contexto messiânico, esta passagem pode ser traduzida desta forma: “Ele me fez o Cristo” ou “Ele me fez o Messias” (ver com. de Is 61:1). CBASD, vol. 5, p. 800, 801.
19 ano aceitável. Isto é, a era do evangelho… lembra o ano do jubileu, quando os escravos eram libertados, os débitos eram cancelados e as terras herdadas eram devolvidas aos proprietários originais. … Neste ponto, Jesus concluiu a leitura de Isaías 61:1 e 2. a frase seguinte, que era o clímax da passagem para o judeu patriota – “o dia da vingança do nosso Deus” – Ele não leu. Os judeus ingenuamente criam que a salvação era para eles, e a retribuição, para os gentios (ver Sl 79:6). A ideia judaica de que a salvação era uma questão de nacionalidade em vez de uma submissão pessoal a Deus, cegou o povo para a verdadeira natureza da missão de Cristo e os levou a rejeitá-Lo. … Gostavam de pensar na ideia que o julgamento de Deus estava reservado para os outros e, possivelmente, surpreenderam-se quando Jesus não mencionou isso. Quando, em Seu sermão, Jesus exaltou a fé dos pagãos, indicando a falta de fé dos judeus, o público ficou fora de si, cheio de ressentimento e fúria. CBASD, vol. 5, p. 802.
20 Tendo fechado o livro. Isto é, enrolando o livro de Isaías em seu cilindro. CBASD, vol. 5, p. 802.
sentou-Se. …para o sermão, que se seguia a leitura, o orador se sentava num lugar especial, algumas vezes chamado “a cadeira de Moisés”. … Com frequência, Cristo Se assentava enquanto pregava e ensinava (Mc 4:1; Lc 5:3; Jo 8:2), um costume também seguido, pelo menos ocasionalmente, pelos Seus discípulos (ver At 16:13, ver p. 45). CBASD, vol. 5, p. 802.
21 passou Jesus a dizer-lhes. Jesus popularmente era considerado um rabino ou professor (ver Jo 1:38, 49; 3:2; 6:25). Era de se esperar que, como rabino visitante, fosse solicitado que Ele fizesse o sermão, principalmente em vista do fato de que Nazaré era Sua cidade natal … É evidente que Lucas fez um esboço dos comentários de Cristo nesta ocasião, selecionando os que produziram o efeito registrado no v. 22 e a violenta reação dos v. 28 e 29. CBASD, vol. 5, p. 802, 803.
Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Este comunicado conscientizou as pessoas de que Jesus as considerava pobres, quebrantadas de coração, cativas, cegas e oprimidas (DTN, 237). CBASD, vol. 5, p. 803.
22 Não é este o filho de José? Eles recusavam crer que Jesus, a quem conheciam tão bem, fosse o Prometido,. CBASD, vol. 5, p. 803.
23 Sem dúvida. Assim como Jesus lia os rostos e corações da audiência, Ele bem conhecia os pensamentos que os perturbavam. Sua tentativa de revelar aos ouvintes sua verdadeira atitude e condição (ver Lc 4:23-27), os enfureceu ainda mais e os levou a atentar contra Sua vida. Jesus, com frequência deixava claro que lia os pensamentos das pessoas e, desse modo, evidenciava Sua divindade. … Foi essa parte do discurso de Jesus (v. 23-27) que evidenciou que Ele lia os pensamentos secretos (DTN, 238). … Alguns tem sugerido que Ele interpretava os pensamentos deles como significando: “Você tem mostrado muitos sinais de cura e milagres relacionados a outros [significando o povo de Cafarnaum], agora mostre um sinal em favor de Si mesmo [isto é, ao povo de Nazaré]. Você afirma ser o Messias da profecia; deixe-nos ver alguns “milagres”. … Essa exigência silenciosa deixa claro que Jesus não realizou milagres durante Sua infância e juventude, como reivindicam os evangelhos apócrifos. CBASD, vol. 5, p. 803, 804.
26 e a nenhuma delas. Deus não pode fazer nada pelos que têm o coração endurecido e são incrédulos, que não sentem sua necessidade. … A falta de fé dos cidadãos de Nazaré impediu que Jesus realizasse milagres ali (Mc 6:5, 6). Não que Ele fosse incapaz de realizá-los, mas porque estavam despreparados para receber as bênçãos que Ele desejava lhes outorgar. CBASD, vol. 5, p. 804.
Jesus queria dizer que quando Israel rejeitou o mensageiro da redenção enviado por Deus, este o enviou aos gentios – e assim acontecerá de novo caso se recusarem a aceitar Jesus (v. 10.13-15; Rm 9-11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas. A repreensão implícita do Senhor caiu pesadamente sobre seus corações relutantes. Conscientes, por um instante, de seu caráter falho e de sua necessidade do verdadeiro arrependimento e conversão, o coração deles se rebelou (ver Rm 8:7). CBASD, vol. 5, p. 804, 805.
se encheram de ira. Conscientes de que as palavras de Jesus os descrevia perfeitamente, eles não desejavam mais ouvi-Lo. Para aceitá-Lo, deveriam admitir que não eram melhores que os pagãos, a quem consideravam como cães. … Embora tivessem sido tocados, sua consciência culpada se ergueu rapidamente para silenciar as penetrantes palavras da verdade. O forte orgulho nacional se ressentiu do pensamento de que as bênçãos do evangelho deveriam estar disponíveis aos pagãos e, em seu preconceito irracional, estavam prontos a assassinar o Príncipe da vida (ver at 3:15). CBASD, vol. 5, p. 805.
29 levantando-se. O povo de Nazaré parou de ouvir antes que Jesus parasse de falar. Eles “não O receberam” (Jo 1:11). O assassinato estava no coração deles, mesmo no dia de sábado, e eles estavam prontos a destrui-Lo. CBASD, vol. 5, p. 805.
O levaram até o cima do monte … para, de lá, O precipitarem abaixo. CBASD, vol. 5, p. 805.
30 passando por entre eles. Os anjos O cobriram e O levaram a um local seguro, como fizeram noutra ocasião (cf Jo 8:59), como regularmente protegeram as testemunhas celestiais em todas as épocas (ver DTN, 240). CBASD, vol. 5, p. 805.
31 desceu a Cafarnaum. Do vilarejo de Nazaré, no alto das colinas, até Cafarnaum, … é literalmente uma “descida” de 349 m acima do nível do mar para 209 m abaixo dele. CBASD, vol. 5, p. 805.
os ensinava no sábado. Como era a prática do Senhor (ver com. do v. 16). CBASD, vol. 5, p. 806.
32 se maravilhavam. Em contraste com os fariseus e mestres da lei, que apelavam para a tradição e mestres anteriores, Jesus provocou um sentimento de admiração no povo, porque não citava autoridades. Bíblia Shedd.
33 Há poucos exemplos de possessão demoníaca no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, fora dos Evangelhos. Nas Escrituras, tal possessão é, primariamente, parte da oposição do mal à vinda do Filho de Deus. Bíblia Shedd.
38-39 Mateus e Marcos, ambos, registram este milagre, porém, só Lucas menciona a febre alta, o que pode indicar o seu interesse médico. O fato de Jesus “repreender” a febre pode significar que Ele viu Satanás por trás disso, de algum modo. Bíblia Shedd.
40 Era ao pôr do sol que o sábado terminava, possibilitando assim o transporte dos doentes sem se contrariar a lei mosaica. Bíblia Shedd.
cada um. Cristo nunca perde de vista o indivíduo, mesmo quando as massas o envolvem (42; 5.1; cf 8.42-48). Cumpriu-se literalmente a profecia de Isaías, citada nos vv 18, 19. Bíblia Shedd.
41 os repreendia [aos demônios]. Ou “não os permitia”. Jesus passou imediatamente a silenciá-los, talvez porque o testemunho poderia ser entendido como significando que Ele estava em aliança com os demônios. CBASD, vol. 5, p. 806.
Jesus nega aos demônios o direito de anunciá-Lo, porque nada têm em comum com Ele. As testemunhas de Jesus devem ser puras. Bíblia Shedd.
o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.
42 Instavam. isto é, eles queriam impedir que Cristo os deixasse, aparentemente fazendo o que podiam para dificultar Sua partida. CBASD, vol. 5, p. 806.
43 reino de Deus. Esta é a primeira menção de Lucas a respeito do reino de Deus, o mais frequente tema da pregação de Jesus. Bíblia Shedd.
também às outras cidades. Quando a oportunidade de ouvir de Jesus é limitada a um grupo, contrariamos tanto o mandamento como a prática de Jesus (Mt 28.19, 20; Jo 3.16). Bíblia Shedd.
Judeia. Alguns manuscritos bem como os relatos paralelos (Mt 4.23; Mc 1.39) trazem Galileia, e não Judeia [cf tb nota textual NVI]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Comentário devocional:
Em Marcos 4 encontramos quatro parábolas. Elas ilustram um importante princípio do reino de Deus, que é o crescimento.
Na parábola do semeador a semente que caiu em boa terra “deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um” (versículo 8, ARA), mostrando que mesmo bons corações reagem de modo diferente à Palavra de Deus, produzindo menor ou maior fruto.
A parábola da lâmpada inclui a seguinte observações: “Pois ao que tem se lhe dará…” (Verso 25). Esta é uma bênção à semente que se transforma em um semeador.
Nas parábolas restantes, da semente e da semente de mostarda, o foco também está no crescimento. A semente que é espalhada cresce em estágios até que esteja madura. O reino de Deus é como uma pequena semente de mostarda que “uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra” (versículo 32). O amadurecimento da Palavra no coração do crente o transforma, cada vez mais, à semelhança do Eterno, para benefício daqueles que estão ao seu redor.
Estes pensamentos se completam com o reconhecimento da grande necessidade de que aqueles que receberam a Palavra de Deus passem a ser também “trabalhadores para a Sua seara”, pois “a colheita é grande” (Mt 9:37-38). Há vários anos, eu perguntei ao líder da obra adventista no Peru o que a igreja estava fazendo com os novos convertidos. Eu sabia que não havia suficientes prédios de igrejas ou ministros para servi-los. “É simples”, disse ele. “Quando alguém é batizado, lhe pedimos para ir e encontrar outras vinte pessoas que precisam saber acerca do evangelho”. Isto é exatamente o que Jesus nos pediu para fazer. Ele afirmou “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo” (Mateus 24:14), e nos comissionou “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).
Decidamos ajudar o reino de Deus a crescer utilizando todas as oportunidades de compartilhar o evangelho com os outros.
David Smith
Pastor da Igreja da University Collegedale,
Tennessee, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/4/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Marcos 4
Comentário em áudio
Análise
O segundo evangelho é muito distinto quanto ao caráter. … Rapidez de ação é sua característica principal. As narrativas passam rapidamente de um acontecimento para outro. O evangelho de Marcos tem muito bem sido chamado de filme do ministério de Jesus.
Vivacidade de detalhes é outra característica notável. Embora Marcos seja o mais breve dos quatro evangelhos, frequentemente inclui detalhes vívidos que não podem ser encontrados nos relatos de Mateus e Lucas sobre os mesmos acontecimentos. Considerável atenção é dada à aparência e aos gestos de Jesus.
Uma terceira característica proeminente é a descrição pitoresca. No relato de Marcos sobre a distribuição de pão para os cinco mil, ele nos diz que o povo se assentou em “grupos” a relva verde. O vocábulo grego significa “canteiros de flores”, e reflete a bela paisagem de grupos de pessoas trajadas com roupas brilhantes, vermelhas e amarelas, à moda oriental, assentadas no tapete verdejante das faladas da colina.
O evangelho de Marcos é proeminentemente o evangelho da ação. Inclui somente um dos longos discursos de Jesus (o discurso do monte das Oliveiras) mas demora-se sobre os Seus feitos. Fornece-nos mais as obras do que as palavras de Cristo. Marcos registra dezoito dos milagres de Jesus, mas apenas quatro de Suas parábolas.
Essa ênfase sobre a ação é apropriada num evangelho escrito provavelmente em Roma, e visando primariamente aos romanos. Marcos apresenta dez latinismos e apresenta um número de referências ao Antigo Testamento menor do que os dos outros escritores evangélicos. Ele explica os costumes dos judeus para os seus leitores romanos. Nem ao menos usa a palavra “lei”, que ocorre por oito vezes em Mateus, por nove vezes em Lucas, e por quinze vezes em João.
Devido ao fato que Marcos escreveu para os romanos, omitiu toda referência à genealogia e infância de Jesus. Os romanos interessavam-se mais em poder do que em descendência. Por isso é que, em marcos, Jesus é apresentado como o grande Conquistador – da tempestade, dos demônios, das enfermidades e da morte. …
Embora o evangelho de Marcos seja primariamente histórico, também recebe forte coloração teológica. O primeiro versículo nos dá a nota chave: “…evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Por muitas e muitas vezes, a divindade de Jesus é enfatizada, quer explícita quer implicitamente. Ele é o filho de Homem, o Messias, Aquele por Quem os séculos haviam esperado. Em uma das mais vigorosas passagens teológicas dos evangelhos sinóticos, Jesus é citado a declarar que o Filho do Homem veio para “dar a Sua vida em resgate por muitos” (10.45).
Data
A maioria dos eruditos sustenta que é o primeiro dos evangelhos canônicos escritos. Pode ser datado com segurança entre 50 e 70 d.C [antes da destruição de Jerusalém]. Bíblia Shedd
Autor
Embora não haja no livro nenhuma prova intrínseca inequívoca da autoria, a igreja primitiva foi unânime em testemunhar que esse evangelho fora escrito por João Marcos. A comprovação mais importante provém de Papias (c. 140 d.C.), que cita uma fonte ainda mais antiga,. Biblia de Estudo NVI Vida.
Mensagem
O Evangelho de Marcos tem sido chamado de um história da Paixão (sofrimento e morte de Jesus) com uma extensa introdução. Quase metade de Marcos é dedicada aos ensinos de Jesus sobre o Messias sofredor (e aos sofrimentos aos quais os discípulos deveriam se submeter);e o terço final é dedicado à última semana da vida de Jesus na terra. A primeira metade (que chega ao clímax com o reconhecimento de Pedro de que Jesus era o Cristo em 8:29), se apressa em um passo rápido (note o uso frequente do advérbio “imediatamente”), com muito pouco ensinos e muitos milagres. . …
Apesar de Marcos não esboçar uma teologia sistemática de Jesus (uma Cristologia), seu Evangelho aborda esta questão, particularmente através do uso dos títulos de Jesus. Estes incluem: “Filho de Deus”, “Filho do Homem”, em “Messias/Cristo”. …
Marcos é único entre os evangelistas a destacar o que tem sido identificado como o “segredo messiânico”. Na primeira metade do Evangelho de Marcos, particularmente, Jesus adverte Seus discípulos ou uma pessoa em quem operou um milagre a manter silêncio e não contar a ninguém o que Ele fez ou sobre quem Ele realmente era. … Isso parece indicar que Jesus não desejava uma proclamação errônea de quem Ele realmente era. Além disso, Marcos parece indicar que os seguidores de Jesus não entenderam a messianidade de Jesus antes da Sua crucificação e ressurreição.
Para aqueles que aguardam a Volta de Jesus, nenhum outro tema tem significado especial. No Evangelho de Marcos, o tema do Grande Conflito (conflito entre o bem e o mal) é evidente do começo ao fim. Jesus está em constante batalha com as forças do mal: com o próprio Satanás (1:12-13), com endemoniados (e.g., 1:21-27), com forças da natureza (6:45-51), com líderes religiosos (2:1-3:6), e com Sua própria família (3:20-21, 31-35). Este Evangelho nos avisa que o discipulado de Cristo, especialmente ao final dos tempos, significará sofrimento e conflito. Em meio disto, devemos vigiar (13:37) enquanto fixamos nossos olhares no grande evento do Retorno de Jesus. Andrews Study Bible.