Reavivados por Sua Palavra


Ezequiel 11 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Existe uma tendência humana para nos compararmos – e as circunstâncias que nos cercam – com os outros. E quando fazemos isto, temos a tendência de nos vermos como melhores do que os outros. Somos tentados a pensar em termos de “nós” em oposição a “eles”. E tendemos a nos colocar no topo, especialmente quando achamos que somos abençoados e outros não.

Os vinte e cinco líderes de Judá que Ezequiel viu avaliaram a sua situação em Jerusalém como muito melhor que a de seus compatriotas que estavam no exílio. Afinal, eles estavam na Cidade Santa, a cidade de Davi , e os exilados estavam longe, vivendo em cativeiro. Parecia, pelas aparências, que aqueles que tinham a liberdade de andar pelas ruas de Jerusalém tinham o favor de Deus (“nós somos a carne”, a parte boa do sacrifício, v. 3)  e os que estavam na Babilônia, não. Foram julgados por Deus e receberão a Sua ira.

Quando você está convencido de que está certo e Deus clareia o seu entendimento, mostrando que você está errado, isto pode ser um grande choque. Esta inversão da maneira de pensar aparentemente foi um choque para Ezequiel. Ele pede enfaticamente: “Ah! Soberano Senhor! Destruirás totalmente o remanescente de Israel?” (v. 13). Em outras palavras: “Se essas pessoas que estão em Jerusalém estão enfrentando julgamento, que se dirá de nós? Teremos alguma chance?”

A mensagem de Deus através de Ezequiel é preocupante. Aqueles que estavam em rebelião contra Ele ou que cultivavam uma religião apenas passiva receberiam o julgamento de Deus. A glória de Deus havia abandonado aqueles que professavam ser algo que não eram e sua situação parecia muito sombria.

Mas – e isso é muito importante – a glória de Deus não os havia deixado completamente. A sentença contra essas pessoas não significava o fim do povo de Deus. Um remanescente sempre existiu. Havia um remanescente dos fiéis de Deus (alguns em Babilônia e outros em Judá) e, em pouco tempo, eles iriam experimentar a restauração.

Note que quando a Shekinah, a glória da presença de Deus, fez o Seu caminho para fora do Templo e de Jerusalém, fez uma última parada (v. 22, 23) acima da montanha que fica a leste da cidade. Essa elevação, mais tarde conhecido como o Monte das Oliveiras, não é apenas o lugar onde Jesus se reuniria com seus discípulos para orar, mas é o lugar onde Jesus subiria ao Céu, depois de Sua ressurreição. É o lugar onde, quando Ele voltar com o seu povo depois do milênio, Seus pés irão tocar novamente a terra e o monte se dividirá em dois, abrindo um lugar para a Nova Jerusalém descer (Zc 14:4 e O Desejado de Todas as Nações, p. 829).

Assim como no tempo de Ezequiel, hoje também existem aqueles que presumem ter a salvação por uma religião formal ou professam uma coisa enquanto vivem outra. Mas existe ainda um remanescente. Para estes, a salvação só é recebida por ter a glória de Deus, a Sua presença, no templo de seu coração. 

Jesus está ansioso para residir em seu coração e libertar você do pecado. Você vai convidá-lo a entrar? Se você o fez, isto é uma ótima notícia! Louvado seja o Senhor!

Pr. Eric Bates
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/11/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 11 

Comentário em áudio 



Ezequiel 10 by Jeferson Quimelli
7 de julho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, idolatria, Israel | Tags: ,

Comentário devocional:

Este é um capítulo onde há movimento, mas ao contrário do capítulo 8, onde Ezequiel é transportado para Jerusalém e para o Templo, o que se movimenta aqui é a glória de Deus.

A glória de Deus se move do lugar Santíssimo até o portão oriental do Templo e, em seguida, a glória de Deus deixa a cidade completamente. Sem a presença da glória de Deus, Jerusalém está condenada. Não é coincidência que Judá tenha desistido de Deus em favor de seus ídolos e agora Deus pareça desistir de Judá por causa de sua tola confiança nos seus ídolos. A glória de Deus havia permanecido durante séculos no lugar Santíssimo, mas agora ela se foi por causa da desobediência do povo.

O que você faria se descobrisse que Deus havia decidido se afastar do prédio da igreja onde você congrega por causa da sua rebelião e idolatria? Como você se sentiria se descobrisse que, apesar de seus hinos e orações no sábado pela manhã, Deus não estava mais em sua igreja? Eu penso que eu e os líderes da minha igreja iríamos nos humilhar e nos lançar sobre a misericórdia de Deus. Veremos, entretanto, no capítulo 11, que esta não foi a reação de Judá quando a glória de Deus deixou o templo.

Apesar da partida de Deus, os líderes de Judá não se humilharam diante do Senhor e Ezequiel descreve que não foi sem pesar que a glória de Deus os abandonou. À medida que Sua glória e os querubins se moviam, em cada local onde passavam houve uma pausa no movimento. Este movimento pode ser descrito como hesitante.

Minha família gosta muito de visitar outras famílias, quando os adultos passam horas em conversação e as crianças brincam. Mas, quando chega a hora de voltar para casa, a despedida leva quase o mesmo tempo que permanecemos juntos. Começamos nosso adeus na sala de estar, fazemos uma pausa no corredor e, em seguida, mais uma pausa na entrada. Nós andamos e paramos várias vezes, porque nós realmente não queremos ir embora.

Deus se afastou de Jerusalém com relutância, porque Ele não queria deixá-los sem dar a Judá amplas oportunidades para implorar: “Senhor, por favor, não vá! Nós não queremos que vás embora. Podes ficar mais tempo?” 

Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele está ansioso para ouvir hoje Seus filhos pedindo a sua ajuda e implorando por Sua presença. Louvai o nosso Deus para sempre porque a Sua misericórdia dura para sempre.

Pr. Eric Bates
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/10/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 10 

Comentário em áudio 



Lamentações 1 by Jeferson Quimelli
23 de junho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, correção, idolatria, Israel, Jeremias, Lamentações | Tags: ,

Comentário devocional:

Quando ocorre um desastre, as perguntas “como?” e “por que?” de repente se tornam importantes. Como é possível que tudo o que eu conhecia e pensava ser sólido parece estar se derretendo? Como Deus pode ficar quieto diante da minha dor e sofrimento?

O primeiro capítulo de Lamentações ainda não mostra os “comos” e “porquês”, mas estas perguntas surgirão em abundancia nos capítulos seguintes. O livro poético é escrito em um estilo acróstico cuidadosamente projetado, ou seja, o poeta utilizou as 22 letras do alfabeto hebraico como a primeira letra de cada verso nos capítulos 1, 2, 4 e 5. No capítulo 3, no centro do livro, Jeremias usou 66 versos (cada grupo de três versos começando com uma letra do alfabeto hebraico).

Todo este cuidado com os detalhes mostra que estas não são divagações espontâneas de um autor desiludido e magoado – o livro é uma descrição cuidadosamente elaborada da estrutura social e das razões para o exílio. O livro também reconhece que a nossa única esperança está no renovado compromisso com o nosso Criador e Salvador. “Tu, Senhor, reinas para sempre; teu trono permanece de geração em geração” (Lam 5:19 NVI) é uma declaração de fé cujo cumprimento pleno será no futuro. 

A primeira palavra de Lam. 1:1 (“Como…!”) dá o tom. É uma exclamação de dor; um grito de lamento, usualmente utilizada em um ambiente de funeral (2 Sam 1:19, 25, 27,.. Isa 1:21; Jer 48:17). Judá não existe mais; seu templo está destruído (v. 10); seus líderes e sacerdotes tentam fugir (v. 4, 6). A causa para este desastre é evidente: “Jerusalém pecou gravemente; por isso, se tornou repugnante” (v. 8 ARA). O escritor reconhece imediatamente a resposta divina: “o Senhor me afligiu” (v. 12 ARA), “me entregou àqueles que não consigo vencer” (v. 14 NVI), “o Senhor pisou, como num lagar, a virgem filha de Judá” (v. 15 ARA). Esta não é uma “má sorte” que aconteceu “por acaso” ou uma situação política adversa – Deus está por trás da queda de Jerusalém, ilustrando um ponto importante da visão bíblica da história.

Sim, foi Babilônia que destruiu a cidade e seu templo em 586 aC. Sim, foi o rei de Babilônia, Nabucodonosor, que enviou alguns habitantes de Judá para o exílio, mas em última análise, Deus está no controle (Dan. 1:2). Jeremias, assim como Daniel, e todos os outros fiéis de outrora, reconheceram a mão ativa de Deus na história. 

Eu não sei se neste momento você está passando por lutas ou alegrias. Mas lembre-se: o Senhor é justo – e está no controle. Quando Ele traz o julgamento ou a salvação Ele é soberano. Entretanto, Ele está atento às suas lágrimas e disposto a ouvir as suas orações. 

Gerald A. Klingbeil
Universidade de Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/lam/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Lamentações 1 



Introdução ao livro de Lamentações by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2014, 17:41
Filed under: Bíblia, consequências, Estudo devocional da Bíblia, Israel, Jeremias, profecias

Amigos, amanhã, segunda-feira, começaremos a ler Lamentações.

A guisa de introdução ao livro, postamos aqui os comentários de duas Bíblias de Estudo:

“O livro de Lamentações tem um tema principal: o sofrimento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor capturou a cidade, em 586 a.C. Tanto o rei Zedequias como seus filhos, seus homens de confiança, o sumo sacerdote, e os líderes da cidade foram levados para o cativeiro. Depois os filhos do rei foram mortos, a cidade foi queimada juntamente com o templo; todos os objetos de valor foram levados embora, a muralha da cidade foi destruída, milhares de cativos foram levados, de maneira que a única coisa que restava na cidade e na terra ao redor era uma diminuta população dos mais pobres ignorantes.

“Numa série de elegias, o autor expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e tristeza da cidade. O primeiro lamento descreve e explica as aflições, em termos gerais. O segundo descreve o desastre com maiores detalhes. Salienta que a destruição da cidade foi um julgamento de Deus contra o pecado. Alguns fatores profundos desse julgamento são elucidados na terceira lamentação. A quarta lamentação sublinha algumas lições que Jerusalém aprendera do julgamento. O quinto e último lamento (mais exatamente, é uma oração) descreve como os sofrimentos de Jerusalém levaram-na a lançar-se nos braços da misericórdia divina, e a esperar que o Senhor seja novamente gracioso para com Israel, agora purificada no cadinho da aflição. Visto que o livro de Lamentações trata do sofrimento como julgamento contra o pecado, o crente afligido pode encontrar na linguagem do livro a sua própria confissão, auto humilhação e invocação.

“O livro de Lamentações consiste em cinco poesias que seguem o padrão dos hinos fúnebres hebraicos. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, cada uma na sua ordem certa.

“Desde os tempos mais antigos, os judeus, e posteriormente, os cristãos, tem atribuído o livro de Lamentações à pena de Jeremias. Comentários da Bíblia Shedd.

 

“O autor de Lamentações compreende com clareza que os babilônios eram meros agentes do castigo divino, e o próprio Deus destruíra Sua cidade e Seu templo (1.12-15; 2.1-8, 17, 22; 4:11). Não foi, no entanto, arbitrária a atuação de Deus; o pecado desavergonhado que desafiava a Deus e a rebeldia que violava a aliança foram as causas principais do infortúnio do povo (1.5, 8, 9; 4.13; 5.7, 16). Embora fosse de esperar o choro (1.16; 2.11, 18; 3.48-51) e fosse natural o clamor por punição contra o inimigo (1.22; 3.59-66), o modo certo de reagir ao juízo é o arrependimento sincero, de todo o coração (3.40-42). O livro que começa com uma lamentação (1.1,2) termina acertadamente com arrependimento (5.21,22).

“No meio do livro, a teologia de Lamentações chega ao ápice ao focalizar a bondade de Deus. Ele é o Senhor da Esperança (3.21,24,25), do amor (3.22), da fidelidade (3.23), da salvação (3.26). A despeito de toda prova em contrário, “as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Tua fidelidade” (3.22,23). Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida.

 

Assista a Introdução a Lamentações



Jeremias 41 by Jeferson Quimelli
11 de junho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, correção, profecias | Tags: ,

Comentário devocional:

Ismael e os outros dez altos funcionários do último rei Zedequias foram, aparentemente de forma pacífica, comer com Gedalias, em Mispá, e traiçoeiramente o mataram (v. 1,2). Mataram também os judeus e os soldados caldeus que estavam com ele (v. 3). Mostrou-se correto o relatório de Joanã a Gedalias que o alertava do plano de Ismael para matá-lo. No dia seguinte, Ismael matou também 70 das 80 pessoas que vinham de Siquém, Siló e Samaria trazer oferendas ao templo de Deus. Ismael e seus companheiros jogaram os corpos em uma cisterna, feita para resistir em tempos de guerra, de tal forma que a cisterna ficou totalmente cheia de corpos (v. 4-9).

Ismael, então, se retirou em direção à terra dos amonitas, levando “como prisioneiros todo o restante do povo que estava em Mispá” (v. 10 NVI). Quando chegaram ao açude de Gibeom, Joanã e seus homens os alcançaram, mas Ismael e oito de seus homens ainda conseguiram escapar para Amom (v. 11-15). Joanã e os demais capitães dos judeus então decidiram fugir para o Egito, porque temiam a reação dos babilônios por causa do assassinato de Gedalias, a quem os babilônios tinham deixado como governador da terra. E pararam perto de Belém, a caminho do Egito.

Isso tudo aconteceu porque Gedalias não consultou Jeremias, o profeta de Deus, para saber se era verdadeira a advertência, feita por Joanã, de que Ismael planejava assassinar o governador. Isto nos lembra a história de Josias, que fez muitas coisas boas para Deus por muitos anos, mas morreu porque não consultou Deus se deveria realmente lutar contra o exército egípcio (2 Crônicas 35:20-24).

O líder do povo de Deus deve ser sempre um homem piedoso, que busque a orientação de Deus. Este capítulo está repleto de acontecimentos terríveis que poderiam ter sido evitados se o líder Gedalias fosse um homem de oração ou mesmo um homem de coração humilde que consultasse a Deus, através de Jeremias, sobre o que deveria fazer. Se Gedalias tivesse orado e consultado o profeta sobre o que fazer, Deus teria lhe mostrado e protegido.

Senhor, impressiona-nos a sempre conhecer mais sobre a Tua vontade. Que estejamos prontos a seguir Tua vontade quaisquer que sejam as circunstâncias.

Yoshitaka Kobayashi,
Japão

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/41/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jeremias 41 



Jeremias 37 by Jeferson Quimelli
7 de junho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, correção, discernimento, profecias

Comentário devocional:

Jeremias neste capítulo lida com Zedequias, o último rei de Judá, no nono ano do seu reinado de 11 anos. Ele próprio havia sido nomeado como rei de Judá por Nabucodonosor (v. 1). Nesta época, porém, os babilônios cercavam Jerusalém porque Zedequias deixara de lhes pagar tributo, confiante na aliança que havia feito com o Egito. Nem ele, Zedequias, “nem seus conselheiros, nem o povo da terra deram atenção às palavras que o Senhor tinha falado por meio do profeta Jeremias” (v. 2 NVI). Quando as pessoas estão doentes e não querem usar o medicamento oferecido para a cura, muito pouco o médico pode fazer.

Nesses dias, o rei Zedequias mandou dois homens, Jeucal e Sofonias (filho de um sacerdote) pedir a Jeremias: “Ore ao Senhor, ao nosso Deus, em nosso favor” (v. 3 NVI). Faraó com o seu exército haviam saído do Egito para combater Nabucodonosor. Este, então, levantou o cerco ao redor de Jerusalém por um tempo para enfrentar a nova ameaça (v. 5) que vinha do sudoeste.

Zedequias tinha a falsa esperança de vitória sobre os babilônios, mas Deus lhe disse, através de Jeremias, que os egípcios abandonariam seu acordo de proteção pelo qual os judeus pagavam e voltariam para a sua terra (v. 7). Zedequias e seu povo ainda não tinha aprendido que não se deve colocar suas esperanças em homens, mas sim em Deus, que conhece o fim desde o começo.

O “assim diz o Senhor” para Zedequias contrariou suas expectativas: os babilônios voltariam e queimariam Jerusalém (v. 8). Nenhum homem poderia mudar esta realidade (v. 9-10).

Quando os babilônios se retiraram, Jeremias se dispôs a ir a Anatote, tomar posse da propriedade que havia adquirido lá (v. 12. Ver Jer. 32). Ao passar pela porta de Benjamim, em Jerusalém, o capitão da guarda o acusou de estar desertando em favor dos babilônios (v. 13). Levou-o, então, aos líderes da cidade que, acreditando na acusação, “furiosos com Jeremias, espancaram-no e o pren­deram” injustamente (v. 15 NVI) por muitos dias (v. 16).

Quando o rei Zedequias mandou que trouxessem Zedequias ao palácio, perguntou-lhe em voz baixa se havia uma palavra do Senhor. Havia: “você será entregue nas mãos do rei da Babilônia.” (v. 17), disse o profeta ao rei. Jeremias então reclamou da injustiça que sofrera (v. 18). E lembrou que suas palavras haviam se cumprido e que os falsos profetas, que haviam dito que os babilônios nunca viriam, é que deviam estar sofrendo em seu lugar (v. 19).

Jeremias pede, então, ao rei para não colocá-lo de volta na prisão de onde viera, pois temia pela sua vida (v. 20). Nisto foi atendido, tendo sido deixado no pátio da guarda do rei  (v. 21).

Por um pequeno instante, o rei Zedequias pode ter pensado que se fosse benigno com um profeta do Senhor, talvez o Senhor fosse gentil para com ele. Mas seu curto período de paz iria em breve acabar pois não dera ouvidos às advertências para a vida do Senhor.

“Querido Deus, Teus apelos, através dos profetas, nos exortam diariamente a nos rendermos incondicionalmente à Tua vontade e ao Teu serviço. Para muitos, isto é pesado de se ouvir, assim como foi para Zedequias. Ajude-nos a nos render às Tuas instruções, antes que seja tarde demais. Amém”.

Koot van Wyk
Coreia do Sul

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/37/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 37 



Jeremias 22 by Jeferson Quimelli
23 de maio de 2014, 1:40
Filed under: consequências | Tags:

Comentário devocional:

O reinado do bom rei Josias foi como uma lufada de ar fresco na história da nação judaica. Ele buscou o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração. A Escritura registra que em todos os anos do período dos reis, nunca houve em Judá uma Páscoa como a que o rei Josias realizou (2 Rs 23:21,22). Ele fez tudo que estava ao seu alcance para se aproximar de Deus. Infelizmente, ele não foi bem sucedido em transmitir essa dedicação a Deus aos seus filhos ou ao povo.

Jeremias, que exerceu o seu ministério como profeta desde o reinado de Josias, passa a falar agora sobre os filhos de Josias. A mensagem não é dada por recado, Jeremias vai pessoalmente ao Palácio Real falar sobre os governantes e o mal que levaram o povo a cometer. 

Que visão deve ter sido vê-lo em trajes de profeta, entregar a mensagem de Deus ao rei! (muito provavelmente Zedequias.) Jeremias diz: “Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar”(v. 3 ARA).

Estas palavras mostram a depravação que prevalecia no palácio e na nação. A mensagem de Jeremias foi muito clara: corrija isso e seu reinado vai continuar; ignore estas palavras e um desastre pior do que você pode imaginar virá sobre você e seu povo. Quem por ali passasse e visse a desolação não iria acreditar no que ocorreu!

Então a mensagem se torna mais contundente e pessoal. Jeremias dirige sua mensagem contra os três filhos de Josias que também tinham sido reis. Ele conheceu cada um dos meninos desde a primeira infância. Ele presenciou o desenvolvimento deles e como foram se endurecendo na maldade. Deus está muito descontente com o comportamento que eles tiveram.

O Senhor não pode suportar a exploração dos mais fracos pelos fortes. Ele contrasta o jovem Salum (ou Jeoacaz) com seu pai e compara seus caminhos. Josias defendeu a causa dos pobres e necessitados, Salum os explorou. Josias governou com justiça e retidão, Salum oprimiu e perverteu a justiça (v. 22:10-12).

Jeoaquim não se saiu melhor. Deus compartilhou Sua Palavra com ele e com o povo em tempos de prosperidade, mas eles não ouviram nem obedeceram à Sua voz. O jovem rei foi desprezado por seu povo e pelos príncipes e, quando morreu, prematuramente, foi arrastado para fora da cidade e enterrado como um burro (v. 19), envergonhado e humilhado por sua vida de maldade.

E a coisa ficou ainda pior. Deus através de Jeremias diz que se Jeconias, o terceiro filho de Josias que o sucedeu, fosse um anel de assinatura em Sua mão direita, o tiraria e o jogaria fora! (v. 24). Seu castigo: ser entregue nas mãos daqueles a quem ele temia, aqueles que procuravam tirar a vida dele! (v. 25), estendido à sua mãe (v. 26). Por quê? Isso é uma indicação de onde veio a influência que o corrompeu.

Finalmente Jeremias proclama em alta voz: “Ó terra, terra, terra, ouça a palavra do Senhor!” (v. 29, NVI). Hoje estamos vivendo em uma tempo em que pouca atenção é dada à Palavra de Deus. 

Oremos pelos impenitentes de nossa geração para que compreendam o que Deus está tentando dizer a eles e se arrependam.

“Senhor, por favor, mantenha-me bem acordado e atento. Ajuda-me a manter Suas palavras sempre em meu coração. Amém”.

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Harthttp://www.hartresearch.org/
Califórnia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/22/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 22 



Jeremias 21 by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2014, 0:00
Filed under: caráter de Deus, consequências, correção, escolhas, Justiça | Tags: , ,

Contexto histórico:

“Nos capítulos 21 e 22, Jeová dirigiu uma mensagem à pessoa do rei de Judá. Anunciou ao rei que ele pusera à sua frente o caminho da vida e o caminho da morte (21.8). O caminho da vida era a obediência (22.3) e traria bênçãos. Zedequias reinou em 597-587 a.C., preferiu o caminho da morte, que lhe causou a rejeição de sua família como dinastia de descendentes e herdeiros do trono de Davi (22.24-30). Pasur, filho de Malquias, deve ser distinguido do Pasur anterior, filho de Imer (20.1). Cerca de vinte anos se haviam passado entre estes capítulos e o anterior [cap. 20] … Zedequias é como a maioria dos homens: usa a religião apenas quando está em situação cujos recursos humanos não são suficientes para obter-se uma solução favorável ao problema que enfrenta; quando não, permite que até os fiéis sejam perseguidos. … Ezequiel, nessa época, estava pregando a mesma coisa na Babilônia (Ez 7.22)”. Comentários da Bíblia Shedd, sobre Isaías 21. 

 

Comentário devocional:

Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. A advertência de Jeremias de que Deus iria destruir o país através dos babilônios já se evidenciava pela presença dos exércitos de Nabucodonosor a circundar a cidade. Então o rei Zedequias enviou uma delegação a Jeremias, em busca da Palavra do Senhor, que ele recentemente havia desprezado e rejeitado. Ele fez isso não por conta de um arrependimento verdadeiro ou uma mudança de coração, mas numa tentativa desesperada de evitar o desastre e sobreviver.

Em resposta, Jeremias envia uma mensagem de volta ao rei. A nação havia ido longe demais e a mensagem de condenação e julgamento não só é ratificada, mas ampliada. Não há esperança para a cidade, o rei ou os príncipes, mas ele indica um caminho para que as pessoas comuns sofram menos. Ele diz que Zedequias deveria deixar de lado o instinto de lutar ou fugir e se entregar aos babilônios, porque, então, ele viveria! “Fique aqui e lute, e você vai morrer!” é a mensagem de Jeremias. Deus sempre dá a oportunidade de escolher a vida.

Jeremias lembra à Casa de Davi, o rei e os seus príncipes, que a razão para isso estar acontecendo é a total corrupção dentro da estrutura dirigente da nação. Deus faz aqui uma apaixonada defesa em prol da justiça, honestidade e compaixão como sendo uma obrigação da liderança para com as pessoas. Os líderes que não atenderem a este apelo de Deus sofrerão as conseqüências de sua maldade. 

Isso me faz lembrar de um princípio que procurei incutir em meus filhos enquanto eles cresciam: tomem boas decisões e coisas boas acontecerão; tomem decisões ruins e coisas ruins acontecerão! Quanto mais boas decisões você tomar, mais coisas boas acontecerão. E o oposto também é verdadeiro: quanto mais cedo você parar de tomar más decisões e começar a tomar boas decisões, coisas boas vão acontecer mais rapidamente!

A boa notícia neste capítulo é que o amor e a justiça de Deus não permitirão que a corrupção do pecado dure para sempre. Se você sofre com injustiça e opressão, saiba que um dia Ele fará o acerto de contas e estabelecerá uma nova ordem de coisas em que habita a justiça. Louvado seja Deus!

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/21/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 21



Isaías 23 by Jeferson Quimelli
19 de março de 2014, 0:00
Filed under: consequências | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, Isaías se concentra em uma cidade muito popular na sua época, Tiro. Parece que “todos os caminhos levavam a…” Tiro. 

Ezequiel fala da queda de Tiro durante o reinado de Nabucodonosor (Ezequiel 26-28). O rei de Tiro tinha o espírito de rebelião de Lúcifer (Ezequiel 28:11-19). Isaías viu a queda de Tiro muito antes que esta acontecesse. Isaías está tentando dizer ao povo de sua época que a queda de qualquer cidade ou império acontece porque, como uma luva nas mãos de Lúcifer, ela está  manifestando o mesmo espírito de rebelião mostrado no Céu, não importa o quão disfarçada seja essa rebelião.

Os impérios e cidades do passado eram todos, em certo sentido, “Babilônias” porque se consideravam como sendo os “portões dos deuses” (que é, em verdade, o significado da palavra Babilônia). Cada vez que uma cidade caia, isto era atribuído a alguns pecados que teriam feito os deuses ficarem com raiva. Isaías queria mostrar que todos esses juízos vinham do Senhor. Mas esses desastres da história não podem ser comparados com o desastre global que ocorrerá durante o julgamento executivo de Deus no tempo do fim.

Tiro era como um polvo com tentáculos em todos os países (v. 1b), com navios espalhados em cada porto comercializando mercadorias de todos os lugares (v. 2b). Ela era “o mercado das nações”, a Wall Street dos tempos antigos (v. 3c). Seus “pés a levaram até longe” (v. 7c). Tiro era um centro de entretenimento, artes cênicas e música, um lugar de “muitas canções” (v. 16 NVI).

Isaías adverte que, apesar de Tiro ter sido uma cidade aparentemente feliz (v. 7) isto não iria durar (v. 12). Quando o Senhor destruísse o centro econômico da cidade não haveria haverá mais nela fortaleza (v.14). O Senhor é Aquele que derruba impérios e capitais de impérios. Ele estende a mão e faz tremer os reinos (v. 11).

Esta profecia não se aplica somente a Tiro, mas também contra toda a terra de Canaã, e isto não por uma arbitrariedade divina. Canaã era tão má que Deus ordenou que suas fortalezas fossem destruídas (v. 11). Mas os israelitas não obedeceram à vontade de Deus e se estabeleceram nessas cidades, tornando-se seculares, abandonando ao Senhor. 

Essas cidades canaanitas com sua glória artificial, relacionamentos enganadores, e felicidade falsa, eram agentes de Satanás. 

Mesmo que seus habitantes fugissem para morar em outros países a fim de escapar da punição, não encontrariam lá descanso (v. 12b), diz a Palavra do Senhor.

A profecia de que Nabucodonosor viria e destruiria Tiro e que esta ficaria “despojada” (v. 13 NVI) ou “arrasada” (ARA) por 70 anos se tornou realidade. Isaías fala de Tiro como uma “prostituta esquecida” (v. 16 NVI), mas que ao final de 70 anos seria restaurada (v. 17). Apesar de continuar a existir ali a maldade e a impureza, como qualquer cidade portuária, entre os seus habitantes haveria aqueles que utilizariam sua influência e recursos financeiros para promover a adoração do Senhor.

A principal mensagem de Isaías sobre a queda de Tiro encontrará seu clímax no próximo capítulo, que tratará também da queda da Terra.

Querido Deus,
há uma Tiro em cada um de nós que apela fortemente a nossas paixões e emoções. Ajuda -nos e libertar-nos do espírito de Tiro para que ele não destrua nossa espiritualidade e relacionamento conTigo. Amém. 

Koot van Wyk
Sangju , Coreia do Sul

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/23/
Traduzido por: JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 23 



Isaías 15 by Jeferson Quimelli
11 de março de 2014, 0:00
Filed under: consequências | Tags: ,

Comentário devocional

Neste capítulo, Isaías explica outra visão a ele dada por Deus, que descreve o “julgamento executivo” de Deus contra as cidades de Moabe. Sabemos que esses desastres contra os moabitas foram planejados por Deus para puni-los por aquilo que tinha feito contra Israel (verso 9). Os moabitas eram descendentes da filha primogênita de Ló, que gerou um filho de seu pai (Gên. 19:37), e seduziram os israelitas à idolatria.

Em hebraico, a língua original, os versos deste capítulo são divididos em porções cujas letras iniciais ou palavras são escolhidas a fim de dar um equilíbrio rítmico à descrição inteira. É como se fosse uma poesia cuidadosamente planejada.

Isaías menciona as várias cidades ou lugares a serem disciplinados (versículos 1a- 4d). Essas cidades e lugares se estendem desde o “chifre” do Mar Morto , no lado oriental da Estrada dos Reis, e, em seguida, para o norte e para oeste, onde hoje se situa a Jordânia. Moabe grita de desespero “e o coração deles treme” (v. 4b).

Na parte final do capítulo, mais lugares e cidades próximos ao sul do Mar Morto são nomeados, além de outros de localização incerta, provavelmente mais para sul da Rodovia Real (v. 5d). A triste descrição é a de um lugar desolado, cuja grama murchou, sem nada verde (v. 6b- c), e cuja comida armazenada foi levada (v. 7b). Um grito de angústia passou por toda a Moabe. As ações punitivas de Deus são evidentes e o sofrimento humano é enorme. No versículo 9b o Senhor diz que um leão atacaria àqueles que escapassem.

Bem no meio de todo o “poema” existe uma frase excepcional e tocante que mostra a dor do coração de Deus ao punir Moabe, trazendo nova e mais abrangente perspectiva a esta grave tragédia: “O meu coração clama por causa de Moabe!” (v. 5a NVI). 

Independente dos desastres terem sido trazidos pelo próprio Deus ou por outras nações, uma coisa é clara: Deus está punindo e Seu coração está em dor. É Deus do céu que sofre emocionalmente por conta do sofrimento das pessoas causado pelos seus próprios atos de idolatria ao seguirem os enganos de Satanás.

Querido Deus,
Moabe e seu povo eram adoradores de ídolos e se recusaram a Te reconhecer como o Criador do mundo e sofreram as consequências de seus atos. Ajuda-nos a não adorar aos ídolos de hoje, sejam eles quais forem, e a não perder a correta perspectiva bíblica. Especialmente nesta época em que as pessoas enfatizam a aceitação de práticas pecaminosas como o único caminho certo, ajuda-nos a permanecermos fiéis a Ti, Senhor. Amém. 

Koot van Wyk
Coreia do Sul

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/15/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 15