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“Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento” (v.44).
A Israel foi dada a missão de ser a representante de Deus na Terra. Foi escolhida para ser uma nação cujos princípios alicerçados no Assim diz o Senhor despertasse nos demais povos a admiração, a ponto de dizerem: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4:6). Contudo, a cada nova geração, os princípios eram esquecidos e ao invés de ser uma nação modelo, tornou-se palco de guerras e dissensões.
O povo havia perdido o foco. Ergueram seus “holocaustos e sacrifícios” (v.33) acima da vontade do Senhor. E, condiderando-se os únicos herdeiros do reino de Deus, vituperaram e mataram os profetas do Senhor que contrariavam as suas tradições. Estavam tão cegos por seus próprios conceitos que não reconheceram em Jesus o cumprimento das profecias que há tanto esperavam que fossem cumpridas. Bem como aconteceu à maior parte dos profetas, Cristo foi rejeitado, maltratado e, por fim, morto.
Os líderes judeus “compreenderam que contra eles” foi que Jesus proferiu “esta parábola” (v.12). Seus corações, porém, não estavam dispostos a ceder um grama de sua arrogância e orgulho. Prosseguiram em seu intuito de prender e matar Aquele que os expunha à reflexão. Indisponíveis para aceitar as palavras de Jesus, permaneceram fiéis, não à vontade de Deus, mas aos seus próprios caminhos.
A oferta da viúva pobre representa bem o que Deus espera de Seus adoradores: entrega total e confiança em Sua provisão. De uma forma marcante e singular, cada profeta do Senhor foi experimentado. Jeremias foi impedido de constituir família. Ezequiel não pôde chorar a morte de sua esposa. Daniel foi lançado aos leões. Oseias teve de casar com uma mulher que lhe era infiel. A disposição em aceitar a vontade de Deus e de passar por tremendas provações não seria possível se, antes, não tivessem entregado o controle de suas vidas nas mãos do Onipotente.
“O Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.26) nos chama para, antes de qualquer coisa, ouvi-Lo: “Ouve, ó _______, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!” (v.29). E, para ouvi-Lo, precisamos estar em silêncio. Calar o coração para que o Consolador fale. Amar a Deus e amar ao próximo não é uma ação de nossa competência, mas uma reação de um coração governado pelo Espírito Santo. Primeiro, precisamos ouvir para, então, executar.
Como “diante do gazofilácio” (v.41), hoje, do santuário celestial, o Senhor observa a todos. Mas quão preciosa é aos Seus olhos a oferta de um coração que se entrega por completo, que não faz nada por vanglória, mas como resposta ao amor que lhe salvou. Agora, é o tempo que temos para ouvir a voz de Deus e segui-la. Agora, Ele nos chama a ouvi-Lo “com prazer” (v.37). Que cada dia de nossa vida seja uma oferta de tudo quanto possuímos no altar do Senhor.
Bom dia, amados!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos12
#RPSP
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“E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (v.25).
Eis o que profetizou Zacarias: “… eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9:9). A vida de Cristo cumpriu à risca todas as profecias a Seu respeito. Do Seu nascimento à Sua morte, tudo nEle foi cumprimento da missão de resgatar a humanidade. Montado num jumentinho, Sua entrada em Jerusalém foi aclamada e ovacionada. Vozes se uniram em louvor Àquele que fez mudos falar. Parecia que todos finalmente O haviam aceitado como o Enviado de Deus, o Messias prometido.
A expressão “Hosana”, em hebraico, significa “salva agora”. Era como se o povo estivesse afirmando que Jesus estabeleceria o Seu reino naquele momento. Estavam prontos para coroá-Lo Rei, mas tão logo Jesus entrou em Jerusalém, “no templo, tendo observado tudo” (v.11), partiu para Betânia na companhia de Seus discípulos. Acabaram as homenagens, cessaram os gritos de alegria que, uma semana depois, se tornariam em escárnio e humilhação no cruel e injusto coro: “Crucifica-O!” (Mc 15:13).
Quando retornou a Jerusalém, a realidade do templo provocou o profundo zelo de Jesus. Com autoridade e intrepidez, expulsou do templo todos aqueles que não estavam ali para adorar, mas para se beneficiar às custas dos adoradores. O lugar que era para ser movido por orações e súplicas, havia sido “transformado em covil de salteadores” (v.17). E como aquela figueira que, de longe, parecia um convite para saciar a fome, mas na verdade não passava de uma árvore sem fruto algum, muitos há que aparentam ser bons cristãos, contudo, não produzem frutos de justiça.
Apesar de que “não era tempo de figos” (v.13), Jesus estava transmitindo aos Seus discípulos o que Paulo escreveria mais tarde: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4:2). Jesus nos chamou a fim de servirmos o Pão do Céu a todo aquele que tem fome (v.12). E, para isto, uma vida de fé prática é imprescindível.
Mesmo sabendo que estava prestes a enfrentar a fúria daqueles que viera salvar, Jesus prosseguia ensinando, curando e amando. A falta de amor por parte dos Seus não pôde ser maior do que o Seu extravagante e inexplicável amor por eles. Era Sua íntima comunhão com o Pai o segredo de Seu amor incondicional e Sua fé a chave para que Suas orações fossem prontamente atendidas.
A fé e o amor devem andar de mãos dadas e compõem a fórmula do perdão. Não adianta orar dia e noite se o coração não admite perdoar o semelhante. Assim como a fé e o amor, o perdão também é um dom de Deus e precisa ser manifestado em nossa vida. Se você tem dificuldades para perdoar, peça ao Espírito Santo que lhe ajude. Pois “tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (v.24).
Bom dia, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos11
#RPSP
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“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (v.45).
“Segundo o Seu costume” (v.1), Cristo percorria toda aquela região ensinando as multidões. Seus ensinamentos e Suas respostas aos questionamentos do povo confrontavam tudo o que até então eles julgavam ser o correto. Interpretando as Escrituras conforme a rudeza de seus corações, os fariseus consideravam a réplica de Jesus uma afronta ao que defendiam como regras irrevogáveis.
Novamente, Cristo aponta as crianças como símbolo do reino dos céus. Indignado com a atitude dos discípulos, Ele os repreende e exalta os pequeninos como herdeiros de Seu reino eterno. Ao ver aquela cena dantes nunca vista, um jovem ficou estupefato e em atitude de humilhação, correu e ajoelhou-se perante Jesus. Ele nunca havia presenciado tamanho amor da parte de seus líderes religiosos. O gesto e as palavras de Cristo tocaram seu coração de uma forma que ele nunca havia sentido. Aquele jovem percebeu que a sua religião não era suficiente e que só Jesus teria a resposta à sua inquietação.
“Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (v.17), foi a pergunta do jovem e tem sido a pergunta que tem atravessado séculos e gerações. Devido a nossa natureza egoísta é difícil conceber que a vida eterna é um “dom gratuito de Deus” (Rm 6:23). Ao dizer ao jovem: “Sabes os mandamentos” (v.19), era como se dissesse: “Você já sabe o que NÃO deve fazer, ou seja, não pratique o mal contra o teu próximo”. Confuso com a resposta tão comum ao que ele sempre havia sido ensinado, aquele jovem estava prestes a ser alvo do que a Bíblia só relata poucas vezes: “Jesus, fitando-o, o amou” (v.21). O penetrante olhar do Mestre atravessou-lhe o coração na certeza de que, agora sim, ele receberia a resposta que buscava. E assim o foi.
Quantos, como aquele jovem, não têm feito a mesma pergunta. Mas diante da resposta de Deus, recuam, porque, na verdade, não estão dispostos a renunciar aquilo que lhes impede de seguir verdadeiramente a Cristo. De um jovem maravilhado com o evangelho do reino, a um jovem contrariado com ele (v.22). É exatamente isto que tem acontecido em nosso meio. Vamos até Jesus, O adoramos, dizemos guardar os Seus mandamentos, mas quando o Seu amor denuncia aquilo que temos acariciado acima do “tesouro no Céu” (v.21), preferimos a tristeza de uma religião sem sentido.
Acostumados com a religião dos fariseus, até os discípulos tiveram dificuldade de compreender aquele diálogo. Ao estranharem as palavras de Jesus, o que ouviram em seguida foi mais difícil ainda: “Filhos, quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus!” (v.24). E, como sempre, Pedro tomou a frente da palavra para afirmar a renúncia que ele e seus companheiros haviam feito para segui-Lo. E Jesus lhes confirmou o galardão com uma expressão que faz toda a diferença: “por amor a Mim e por amor do evangelho”. É o amor e não a obrigação que deve reger a nossa obediência a Deus e à Sua Palavra. O “dever de todo homem” (Ec 12:13), é temer a Deus e guardar os Seus mandamentos porque O amam e não a fim de alcançar mérito algum.
“Porque Deus amou” (Jo 3:16), Ele deu o melhor do Céu para nos salvar. Devemos seguir-Lhe o exemplo. Dar antes de amar é salvação por obras. Mas amar para dar é reconhecimento e gratidão pelo que o Eterno já fez por nós. Percebem a diferença? Jesus jamais nos pedirá algo que esteja além de nosso alcance observar. A decisão daquele jovem só provou que a sua obediência não era resultado de amor, mas de presunção. A vida abnegada de Jesus já deveria ser para nós prova suficiente de que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). Não nos tornamos melhores do que ninguém quando guardamos os Seus mandamentos. Mas a gratidão de quem era cego e torna a ver deve mover a sua vida a seguir “Jesus estrada fora” (v.52).
Jesus está neste momento fitando-lhe com amor e dizendo ao seu coração: “Só uma coisa te falta” (v.21), e você sabe o que é. Não escolha se contrariar e entristecer-se, mas com o coração cheio de gratidão e movido pelo amor, como o cego de Jericó, decida seguir “Jesus pelo caminho” (v.52) até que Ele volte.
Feliz semana, movidos pelo amor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos10
#RPSP
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“Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê” (v.23).
O privilégio que foi dado aos discípulos e a todos os que tiveram a oportunidade de andar lado a lado com Jesus ultrapassa qualquer possibilidade de tentar compreender ou descrever. Aquele que, no princípio, pela palavra, criou todas as coisas. Aquele que andava com nossos primeiros pais no Éden a cada viração do dia. Aquele que estabeleceu os astros e as constelações. Ele mesmo Se fez carne e habitou neste mundo escuro, tornando-se Um de nós. Como profetizou Isaías a Seu respeito, nele não havia “aparência nem formosura” (Is 53:2), mas todos eram atraídos a Ele, como se, inevitavelmente, não conseguissem desviar-se de Sua presença. Por mais que O seguissem a fim de confrontá-Lo, até os líderes judeus sentiam seus corações arderem a cada novo discurso do Maravilhoso Conselheiro. Muitos podiam até não aceitá-Lo, mas era impossível ir até Jesus e sair da mesma forma.
De uma maneira especial, “alguns” (v.1) dos discípulos foram testemunhas oculares de momentos especiais com o Mestre. O incomparável privilégio de conviver com o Messias prometido, por alguns instantes, transformou-se em gloriosa aparição não mais do humilde Servo, mas do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19:16). “Pedro, Tiago e João” (v.2) testemunharam uma sublime cena, como uma confirmação da preciosa promessa da vitória final, quando os salvos vivos e os que hão de ser ressuscitados estarão para sempre na companhia de Jesus. Elias e Moisés representam estas duas classes de justos que, muito em breve, avistarão o seu Resgatador.
Descendo do “alto monte” (v.2), de volta à realidade cruel, viram que o inimigo manifestava a sua fúria maltratando aqueles que Jesus viera salvar. Com profunda angústia de alma aquele pai não sabia mais o que fazer. “Desde a infância” (v.21), seu filho era vítima de possessão demoníaca. Ouvindo dos milagres de Jesus, imagino aquele homem saindo de sua casa com muita dificuldade, tendo que lidar com um jovem descontrolado e violento. Chegando ao local indicado, porém, não encontrou Jesus, mas somente alguns dos Seus discípulos, que não conseguiram ajudá-lo. Seu coração, que já havia sido tão maltratado pelos anos a fio de tentativas frustradas, mais uma vez se encheu de incredulidade. No entanto, a libertação que julgara ser apenas para o seu filho chegou ao seu encontro. Aquele pedido desacreditado logo se transformou num clamor regado por lágrimas: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” (v.24).
E enquanto aquele homem extraía de seu coração um pedido verdadeiramente humilde, os discípulos alimentavam os seus corações com o desejo de um lugar de honra no reino de Cristo. A Bíblia não diz o nome da criança que Jesus tomou “nos braços” (v.36), mas foi ela que Jesus apresentou como um símbolo dos salvos de todos os tempos. Como nosso intercessor no santuário celestial, a Sua maior luta tem sido para que não O louvemos apenas com os lábios, porque para estes, quando voltar, com o coração partido, terá de dizer: “Nunca vos conheci” (Mt 7:23). O louvor de um coração cheio de orgulho, vaidade ou raiva que sente por alguém é maldito e não tem valor algum diante de Deus. Precisamos, diariamente, buscar o coração de uma criança. Precisamos buscar um coração puro, rápido para amar, pronto para perdoar.
Assim como um dia Jesus disse: “Deixai vir a Mim os pequeninos” (Mt 19:14), aproxima-se o grande Dia em que Ele dirá: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt 25:34). Não será diferente, pois subirá ao Seu encontro todo aquele que aceitou tornar-se como criança. Não sejamos, pois, motivo de tropeço para os nossos semelhantes, nem conservemos um coração presunçoso, pois o Rei que trocou o Seu trono de glória para tornar-Se Servo, dará as boas-vindas aos Seus servos bons e fiéis. Mesmo que lhe falte fé, abra o seu coração ao Autor e Consumador da fé. Creia nAquele que, por você, tudo suportou, “e serás salvo(a), tu e tua casa” (At 16:31).
Bom dia, crianças do Senhor Jesus!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 10° dia: Oremos para permanecermos firmes com nossa família até a volta de Jesus.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos9
#RPSP
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“Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido e disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se lhe dará sinal algum” (v.12).
Era impressionante a incredulidade, até mesmo dos discípulos, frente a todos os milagres e atos extraordinários realizados por Jesus. Seu modo de falar, as curas e até o Seu modo de olhar, por si só, denunciavam que a Sua obra não possuía o cunho humano, mas divino. Apesar da dualidade de Sua natureza, e de não fazer uso de Seus atributos divinos, Cristo era divinamente instruído por Deus e revestido de Seu Espírito. Era a Sua íntima comunhão com o Pai e a Sua completa confiança nEle, que fazia com que sete pães alimentassem uma multidão. Um poder que Ele não tomou para Si como confinado no passado, mas prometeu conceder aos que nEle creem: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço e outras maiores fará, porque Eu vou para junto do Pai” (Jo 14:12).
Ao pedirem um sinal do céu, os fariseus simplesmente expressaram desejo semelhante ao do povo de Israel quando, no deserto, pediram a Arão que construísse um bezerro de ouro. Se sinais do céu tivessem o poder de converter corações, Israel teria cumprido com fidelidade a sua missão. Toda a Bíblia é uma comprovação de que sinais e maravilhas têm a sua importância, mas não compõem a base da fé cristã. Mesmo os discípulos, após os dois milagres da multiplicação, não compreendendo o significado “do fermento dos fariseus” (v.15), “discorriam entre si: É que não temos pão” (v.16). Como pedras brutas, eles foram sendo cuidadosa e pacientemente lapidados por Cristo.
O que provocou o profundo gemido do Salvador não foi a insistência dos fariseus, nem a tentativa de fazer-Lhe mal, mas a incredulidade tão nociva quanto a que levou Israel a passar quarenta anos no deserto. “Não compreendeis ainda?” (v.21), é a pergunta que transcende tempo e espaço até a última geração deste planeta. E muitos permanecem cegos espirituais enquanto Cristo deseja abrir-lhes os olhos. A Sua cura é linda e não é invasiva. Com amor, Jesus deseja tomar-lhes pela mão conduzindo-os a um encontro particular com Ele. A comunhão diária é como um tratamento onde nossos olhos vão se abrindo e podemos ouvir Jesus a nos falar: “Vês alguma coisa?” (v.23). Então, “recobrando a vista” (v.24), começamos a perceber algo diferente a se descortinar perante nossos olhos. Um processo que envolve o cuidado e o toque de Cristo.
Jesus deseja que passemos “a ver claramente”. Que possamos distinguir tudo “de modo perfeito” (v.25). E depois que Ele realiza esta obra, nos manda “embora para casa” (v.26), pois é ali, e não na “aldeia”, que devemos iniciar a sagrada missão. É do nosso coração para a nossa casa e da nossa casa para o mundo, lembram? Jesus espera que não confessemos o Seu nome apenas por palavras (v.29), mas por preceito e por exemplo. Crer em Jesus requer a renúncia do próprio eu e não existe lugar melhor para começar a colocar isso em prática do que dentro de casa.
Que “nesta geração adúltera e pecadora” (v.38), você possa sentir ser o maior dos privilégios crer em Jesus e em Suas palavras. Que Ele abra os teus olhos para enxergar “de modo perfeito”, então, “tome a sua cruz e [siga-O]” (v.34).
Bom dia, curados por Cristo!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 9° dia: Oremos para que a nossa família seja fiel em todas as áreas da vida.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos8
#RPSP
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“Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens” (v.8).
A diferença entre o puro e o imundo e entre o santo e o profano havia sido transformada em um conjunto de regras e tradições que eram manipuladas pelos escribas e fariseus como um meio de expor sua religiosidade. Ao contrário dAquele que buscava a discrição (v.36), os líderes judeus faziam de tudo para serem notados e aclamados como exímios observadores da lei. Julgando estar fazendo a vontade de Deus, “jeitosamente” (v.9) rejeitavam o Assim diz o Senhor para guardar suas próprias tradições.
Jesus não condenou as leis de higiene e nem as leis de saúde, e sim a maneira como elas eram observadas. Na verdade, as regras citadas no capítulo de hoje não fazem parte do corpo de leis dadas por Deus a Moisés, mas faziam parte da “tradição dos anciãos” (v.3). Enquanto lavavam as mãos várias vezes, seus corações estavam cheios de imundícies. E por mais que Jesus os advertisse, a dura cerviz os impedia de entender o que realmente importa aos olhos de Deus. Considerando “puros todos os alimentos” (v.19), Jesus não autorizou a ingestão da carne de animais imundos, pois estes nem como alimento são considerados, mas considerou puro todo o alimento ainda que ingerido sem que fosse observada a tradição de lavar as mãos, porque o Seu objetivo era que o povo entendesse algo muito maior.
“Ouvi-Me, todos, e entendei” (v.14), foi o apelo de Cristo para que toda a multidão compreendesse o real significado de Suas palavras. Pois longe de estar fazendo o mesmo que fizeram os escribas e fariseus para com os discípulos, Jesus não os estava criticando, mas admoestando quanto ao uso do rigor das tradições em detrimento da Lei de Deus. Se observarmos com atenção a lista dos “maus desígnios” (v.21) que procedem do coração humano, perceberemos que todos eles estão relacionados com a quebra dos dez mandamentos. A Lei de Deus, portanto, funciona como um espelho, para que possamos reconhecer a nossa natureza pecaminosa e a nossa necessidade de um Salvador, e não para contemplarmos a nossa própria imagem com o orgulho de um legalista.
Ser um observador da Lei está muito acima de ser um crítico praticante de rituais. Ser um observador da Lei envolve, em primeiro lugar, o que Cristo mesmo elencou como a primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). Felizes os que confessam diante de Deus a sua necessidade de um Salvador. Felizes os que assumem que, diante de sua condição pecaminosa e de seu coração “desesperadamente corrupto” (Jr 17:9), não conseguem fazer nada sem Jesus. Felizes aqueles que, à semelhança da mulher siro-fenícia, perseveram em humilhar-se perante o Senhor do Universo, porque, no final de suas súplicas, vem a vitória. Felizes os que têm um encontro com Jesus “à parte” (v.33), e permitem que Ele os cure de sua surdez espiritual e de sua língua impedida de louvá-Lo.
Não fomos chamados por Deus para sermos juízes de nossos irmãos, e sim para sermos servos uns dos outros. Deus conhece o nosso coração e sabe exatamente o que somos na essência. E todo aquele que O ama e O busca não sentirá orgulho próprio, mas em sua vergonha por sua condição tão dessemelhante de Cristo não encontram posição mais confortável a não ser prostrar-se diante do Único capaz de salvá-lo. A bênção do Senhor e a Sua aprovação não depende do que fazemos ou deixamos de fazer, mas do que permitimos que o Espírito Santo realize em nós. Toda a súplica que ascende aos céus com humildade promove o maior dos milagres, que é a transformação das “obras da carne” (Gl 5:19) em “fruto do Espírito” (Gl 5:22).
“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4:16).
Bom dia, humildes de espírito!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 8° dia: Oremos para que a nossa família seja constantemente guiada pelo Espírito Santo e receba todo o poder que Ele tem a nos oferecer.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos7
#RPSP
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“Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos” (v.5).
Durante trinta anos, Jesus havia convivido com a humanidade, observando suas mazelas e andando com pecadores. Destes trinta anos, pouco mais de vinte viveu em Nazaré. Antes de dar início ao Seu ministério público, o Seu caráter santo e irrepreensível se destacava entre seus irmãos e no meio de Seu povo. Suas palavras eram doces e cheias de fidelidade, Suas atitudes eram revestidas de amor e de compaixão, mas, de qualquer forma, à vista dos Seus, Ele não passava de um homem justo que havia crescido entre eles. Diante da incredulidade de corações que não aceitaram olhar para Jesus com os olhos da fé, Sua missão foi incompreendida e rejeitados Seus milagres.
Ao transmitir as instruções aos doze discípulos, Cristo os advertiu acerca das dificuldades que certamente haveriam de passar. Munidos apenas do básico, as primeiras duplas missionárias foram enviadas para sentir, na prática, as bênçãos e os desafios do trabalho missionário. Com certeza, após este período de árduo serviço e do duro golpe da notícia sobre a morte de João Batista, o coração dos apóstolos foi fortemente atribulado. Tomados pela exaustão, foram surpreendidos pelas consoladoras palavras: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (v.31). Jesus valorizou a necessidade humana do descanso. Em linguagem contemporânea, poderíamos dizer que Jesus nos convida a termos os nossos momentos “off-line” com Ele. Momentos de estar a sós com Cristo para recarregarmos as nossas “baterias”.
Contudo, muito além do cansaço físico e emocional, estava a compaixão por aqueles pelos quais tornou-Se servo. Não tendo “tempo nem para comer” (v.31), Jesus e os doze apóstolos encontravam, em cada parada, uma grande multidão de ovelhas feridas, desgarradas e sedentas do alimento espiritual. Mas ao pedir aos discípulos para dar à multidão o alimento físico, Cristo não os desafiou a fazer, por seus próprios esforços, que “cinco pães e dois peixes” (v.38) fossem alimento suficiente para todos, e sim que aquela pequena porção fosse entregue em Suas mãos. A parte que coube aos discípulos foi a de distribuir, repartir. Ali, Jesus ensinou outra importante lição ao Seu grupo apostólico: o pouco do homem que é dedicado a Deus em benefício do próximo, torna-se em montante suficiente para quem o recebe e em lucro para quem o dá. Afinal, todos “comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios” (v.42-43).
A descrença no poder de Deus e a falta de conhecimento a Seu respeito redundam em rejeição. Herodes, por exemplo, sabia que João não era uma pessoa comum, mas um “homem justo e santo” (v.20). As palavras do pregador itinerante lhe deixavam perplexo, a ponto de escutá-lo “de boa mente” (v.20). Mas a atitude de Herodes não passou de perplexidade e, permitindo ser governado por seus próprios impulsos, fez um juramento que lhe roubou a paz.
Quantos há que, da mesma forma, têm ouvido as verdades da Palavra de Deus com a mesma animosidade, mas que, por não tomarem uma firme decisão, cambaleiam “como ovelhas que não têm pastor” (v.34) para um abismo sem volta. Jesus não pode fazer milagre onde há resistência. Quantas vezes não tentamos conduzir a nossa vida lutando por conta própria contra os ventos desta vida, enquanto Jesus está bem à nossa frente, a nos dizer: “Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!” (v.50).
Até mesmo os discípulos estavam vulneráveis a endurecer o coração (v.52). Ninguém está imune. Mas o Maravilhoso Conselheiro nos ensinou a “receita” contra esta “enfermidade” cardíaca: servir uns aos outros. Ao enviar os discípulos para ensinar, ao proporcionar-lhes a obra de distribuir o alimento à multidão, ao compelir-lhes “a embarcar” (v.45) e permitir que compartilhassem daqueles momentos de turbulência, Jesus estava lhes ensinando a sábia lição do serviço altruísta. Afinal de contas, Ele mesmo afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).
Que as Escrituras não sejam em nossa vida motivo de perplexidade, mas a Palavra de Deus viva que continue nos conduzindo ao pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo e a uma vida de discipulado.
Bom dia, discípulos de Jesus!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 7° dia: Oremos para que nossa família seja instrumento nas mãos de Deus no cumprimento da missão.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos6
#RPSP
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“Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto” (v.32).
Em cada lugar onde o Salvador colocava os pés, o Seu objetivo era sempre o mesmo: salvar pessoas. Ao entrar na “terra dos gerasenos” (v.1) não foi diferente. “Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao Seu encontro, um homem possesso de espírito imundo” (v.2). Um homem que num ato de desespero, “quando, de longe, viu Jesus, correu e O adorou” (v.6). Acorrentado a uma condição que, mais cedo ou mais tarde, o levaria à morte, ele avistou a Vida. O seu clamor ininterrupto foi interrompido pelo socorro que há tanto buscara. Aqueles que o atormentavam logo calaram a sua voz, mas não conseguiram calar a súplica do seu coração que clamava por libertação.
O que os gerasenos consideraram um grande prejuízo e que os porqueiros anunciaram como maldição, aquele ex-endemoninhado, “em perfeito juízo” (v.15), com coração transbordante de gratidão, anunciaria como uma grande bênção. O homem que por tanto tempo havia vivido entre os mortos, não viu outro caminho a seguir senão Aquele que lhe devolveu a dignidade e a vida. Mas a ordem que lhe foi dada compreendia a missão especial de ser um representante de Jesus em sua casa e entre aqueles que O não aceitaram. A ordem de Cristo a Seus seguidores continua sendo a mesma: “Vai para tua casa, para os teus” (v.19). E, como aquele homem, o Senhor deseja que sejamos testemunhas de tudo o que Ele nos fez e de Sua terna compaixão para conosco, principalmente dentro de nossos lares.
Mas há um segundo personagem que também foi ao encontro de Jesus com uma insistente súplica e o que aconteceu em seguida compõe um dos menores versículos da Bíblia, contudo, um dos mais significativos: “Jesus foi com ele” (v.24). O compassivo Redentor Se condoía de cada coração partido, de cada suplicante aflito, de cada pecador arrependido, de cada trôpego errante. Como a luz do sol, Sua vida irradiava luz nas trevas que predominavam na Terra e era praticamente impossível vê-Lo ou falar-Lhe sem que tivesse que disputar espaço com uma grande multidão que O comprimia.
No entanto, um registro especial foi reservado nas Escrituras para a terceira personagem deste capítulo. Após doze anos de muito sofrimento e de muita humilhação. Após esgotar todos os seus recursos e de perceber que só ia de mal a pior, viu em Jesus a sua única esperança. Atravessando a grande multidão, com muita dificuldade, aquela mulher tinha um plano em mente: “Se eu apenas tocar as vestes, ficarei curada” (v.28). E, “vindo por trás” de Jesus, “por entre a multidão, tocou-Lhe a veste” (v.27). Notem que a Bíblia não diz que foi o poder da fé que a curou, mas o poder que saiu de Jesus (v.30). Quando confiamos nAquele que nos salvou, a consequência inevitável é a salvação. Tentado a perder a fé pelas desanimadoras palavras dos que o desmotivavam (v.35), Jairo decidiu confiar nas palavras de Cristo: “Não temas, crê somente” (v.36), tornando-se testemunha ocular do milagre da ressurreição de sua filha.
Qual tem sido a barreira que lhe tem impedido de ir ao encontro de Jesus? Hoje, o Senhor nos diz que nem demônios, nem multidões e nem a morte “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:39). Por isso, não desista de clamar “noite e dia” (v.5). Não pense que o seu problema não tem solução, mas continue suplicando “insistentemente” (v.23). Não permita que pessoas lhe impeçam de tocar nas vestes de justiça de Cristo. Lembre-se que, no meio de grande multidão, os olhos do Salvador percorriam “ao redor” (v.32) para encontrar o olhar de uma única alma. Jesus está, agora, olhando para a Terra e a pergunta é esta: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18:8). Que muito em breve possamos ouvir da boca do nosso Resgatador: “Filho(a), a tua fé te salvou” (v.34).
Bom dia, salvos pela fé que há em Cristo Jesus!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 6° dia: Oremos pela salvação de nossas famílias.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos5
#RPSP
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“E sem parábolas não lhes falava: tudo, porém, explicava em particular aos Seus próprios discípulos” (v.34).
O método utilizado por Cristo para ensinar as multidões era baseado principalmente na intenção que possuíam. Ciente de que nem todos estavam realmente interessados na Palavra de Deus, mas somente nos milagres que Ele poderia realizar, Jesus declarou a verdade de forma clara apenas àqueles “que estavam junto dEle” (v.10). Percebem onde podemos encontrar as respostas que precisamos?
Jesus estava sempre cercado por multidões e todos alegavam segui-Lo. Mas ali estavam aqueles que O ouviam e não Lhe davam crédito; os que O ouviam com alegria, porém não tinham fé suficiente em face da angústia e da perseguição; os que O ouviam, contudo o que o mundo oferecia era mais importante do que a Palavra e os que, além de ouvir, replicavam o que ouviam, “frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um” (v.20).
A estes últimos, Jesus “explicava em particular” (v.34) os mistérios do reino dos céus e não lhes negava o conhecimento do qual desejavam apropriar-se. A maior alegria e desejo do Salvador seria a de que todos fossem alcançados pela sabedoria de Seus ensinos, mas a realidade era a de um povo que vendo não via e ouvindo não ouvia. Eram cegos e surdos espirituais.
Cada vez em que abrimos as Escrituras, o Espírito Santo nos é enviado a falar e o mesmo apelo é feito: “Atentai no que ouvis” (v.24). Ou seja, preste atenção no que o Espírito Santo deseja lhe falar; não negligencie o estudo da Palavra por coisa alguma, mesmo que seja por algo que você julgue importante. Pois muitos há que pensam que estar no meio da multidão é o suficiente. Não, amados. Jesus não nos chamou para estar entre a multidão, mas a estar “junto dEle” (v.10). Pois é junto de Cristo que encontramos as respostas que precisamos e a bonança em meio ao temporal.
A manifestação da verdade está em permanecer junto dAquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6). Em um tempo onde “é chegada a ceifa” (v.29) e onde o “grande temporal” deste século tenta nos destruir, a nossa única segurança está em permanecer na embarcação de Cristo. Experimente estar a sós com Ele, todos os dias, através da comunhão diária. Não abra a Sua Palavra a fim de cumprir um ritual, mas de ouvir a Sua voz. Não ore “de si para si mesmo” (Lc 18:11), mas reconheça a sua necessidade de um Salvador que deseja lhe falar e repreender o mar e os ventos que têm lhe afligido.
Bem junto a Cristo, eis onde encontramos a verdade e a paz real.
Bom dia, achegados a Cristo!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 5° dia: Oremos para que o Senhor console o nosso coração e que assim possamos também consolar aqueles que sofrem.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos4
#RPSP
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“Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (v.29).
Em cada lugar que entrava, Jesus enfrentava dois grandes desafios: o desespero das multidões e a perseguição dos líderes judeus. O Salvador não buscava para Si benefício algum e mal Lhe sobrava tempo para comer. Mas apesar de Seu altruísmo e santo procedimento, a visão dos que O perseguiam era voltada para o fato de Jesus não levar em consideração as suas absurdas tradições. Alegando agir em nome de Deus, eles promoviam suas regras arbitrárias desprovidas de qualquer demonstração de compaixão ou de interesse pelo bem do “transgressor”. Em outras palavras, suas convicções eram inegociáveis.
Ocupado em favor da qualidade de vida e salvação do povo, Jesus curava as feridas do corpo e da alma. Eram tantas as mazelas apresentadas diante de Cristo, que, por vezes, Ele precisava Se retirar em “um barquinho” (v.9). Percebam, no entanto, o real interesse da multidão: “sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com Ele” (v.8.). O texto não diz que eles buscaram a Jesus por causa de Suas palavras e nem por acreditarem que Ele era o Filho de Deus, mas pelo que Ele poderia lhes oferecer. Por um lado, é compreensível a atitude deles diante da oportunidade única de ter a sua condição física completamente restaurada. Por outro lado, porém, a maioria deles ficou apenas na cura física, deixando escapar o privilégio da cura espiritual.
A escolha dos doze apóstolos iniciou uma fase de especial interesse para o Mestre. Aqueles homens receberam instruções suficientes que, postas em prática, fariam deles os primeiros replicadores do ministério de Cristo. E para isso, não somente as curas e milagres, mas as palavras e atitudes de Jesus frente às investidas dos escribas e fariseus deveriam ser suficientes para que percebessem a incoerência daqueles que dantes admiravam como exemplo de conduta santa e irrepreensível. Os próprios “parentes de Jesus” (v.21) não aceitavam o Seu ministério e, como os rabinos judeus, fecharam seus corações para recebê-Lo.
Creio que a maior das acusações feitas contra Cristo foi declarada pelos escribas: “Ele está possesso de Belzebu” (v.22). Mas, ainda assim, não foi isso que levou Jesus a concluir o que seja o pecado contra o Espírito Santo. Este pecado é eterno em suas consequências, não por ser imperdoável, mas por não poder ser perdoado. Porque o pecado contra o Espírito Santo não é uma iniquidade que esteja acima do perdão divino, mas que está fora de seu alcance. Trata-se da rejeição absoluta do perdão de Deus, devido a ausência de arrependimento e endurecimento do coração a ponto de atribuir a Satanás, a obra que é realizada pelo Espírito Santo. Por exemplo: Judas, ao perceber o mal que havia feito, sentiu remorso, mas não se arrependeu, cometendo o pecado contra o Espírito Santo.
O cuidado do Salvador para com as multidões doentes e Suas palavras de sabedoria frente à perseguição dos líderes de Seu povo, tudo o que fazia, tinha a finalidade de perdoar e de salvar. Mas a incompreensão e a dureza de coração impediu a muitos de gozarem da geração mais privilegiada de todos os tempos. Hoje, eu creio, do profundo do meu coração, que fazemos parte da geração que verá o Filho de Deus vindo com as nuvens do céu. E assim como Ele chamou os discípulos para serem Seus primeiros seguidores, Ele está nos chamando para fazer parte de Seu último exército de verdadeiros adoradores. Se nossas intenções não estiverem voltadas para o que Ele pode nos oferecer, mas pelo que Ele é, certamente não rejeitaremos a voz do Seu Espírito. E se não rejeitamos a voz do Espírito, fazendo a vontade de Deus, logo, somos da família de Cristo (v.35).
Que o Espírito Santo tenha constante acesso ao nosso coração para que estejamos sempre atentos à Sua voz a nos indicar a direção certa: “Este é o caminho, andai por ele” (Is 30:21).
Feliz semana, família de Jesus!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 4° dia: Oremos por uma vida de mais comunhão e intimidade com Deus.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos3 #RPSP
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