Reavivados por Sua Palavra


MARCOS 2 – Comentado por Rosana Barros
24 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (v.17).


A religião farisaica era predominante dentre os judeus e seus discursos sempre legalistas eram um fardo demasiadamente pesado para aqueles que eles julgavam indignos de sua atenção. As classes marginalizadas eram consideradas impuras, por isso, eram praticamente excluídas do convívio religioso. O ministério de Cristo, portanto, tornou-se para eles uma afronta, já que Seu público-alvo incluía “publicanos e pecadores… em grande número” (v.15).

Acuados por um sentimento controverso que afetava suas convicções religiosas, os líderes judeus ficavam extremamente confusos e impacientes diante das atitudes do Rabi de Nazaré. Era como se estivessem sempre na defensiva, criando uma barreira que os impedia de serem transformados pelo poder das palavras do Salvador. Diante de Cristo, pela primeira vez, eles se depararam com uma espécie de espelho que revelava quem eles realmente eram e não gostaram nem um pouco do que viram, ou melhor, do que Cristo lhes revelou. Contudo, ao perceberem que Jesus conseguia ler os seus pensamentos e desvendar-lhes as intenções, ao invés de entregarem o coração para uma mudança, permitiram que a inveja e o orgulho os cegassem cada vez mais para compreenderem que dentre todos aqueles que acusavam como pecadores, eles eram os que mais precisavam da cura do Médico dos médicos.

Percebam que o texto diz que “dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum” (v.1), e que “de novo, saiu Jesus para junto do mar” (v.13). O Deus da segunda chance retornava para determinados lugares com o fim de ir em busca de corações que haviam resistido antes, mas que não resistiriam ao segundo toque, ao segundo olhar, ao segundo chamado do Único que provou amá-los apesar de seus erros passados, apesar de suas vidas promíscuas, apesar de seus corações corruptos. Em Jesus eles não encontraram acusações, olhares de desprezo ou rejeição, mas o irrecusável convite do amor a lhes dizer: “Segue-Me” (v.14).

Os rabinos judeus ensinavam a cultuar, não a adorar. Em sua letargia espiritual e frieza para com os desfavorecidos, foram obrigados a contemplar a alegria e a admiração de um povo que dizia: “Jamais vimos coisa assim!” (v.12). Eles jamais tinham visto semelhante obra no meio daqueles que afirmavam ser representantes de Deus na Terra. A obra singular de Cristo ofuscava qualquer tentativa de ostentar santidade e o Seu modo de falar lhes perturbava. As suas rígidas regras quanto ao jejum, mas principalmente quanto ao sábado, foram abatidas pelo Senhor que nos deu estes dois benefícios sagrados como bênçãos para o homem. O jejum nos aproxima de Deus, nos fortalece contra as tentações e aumenta o nosso senso de dependência do Senhor. Já “o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (v.27). Instituído após a criação do mundo, este dia permanece como “um repouso para o povo de Deus” (Hb 4:9).

Cristo sabe exatamente onde encontrar aqueles que aceitarão o Seu chamado e O seguirão. Ele conhece as Suas ovelhas e, com amor e paciência, tem buscado por cada uma delas. Todos nós fomos criados para sermos Suas ovelhas, mas nem todos aceitam os cuidados do bom Pastor. Ele respeita a nossa decisão, mas como Pastor zeloso e compassivo, está sempre à espera de ouvir o “balido” de socorro das desgarradas. O senso de justiça própria dos líderes judeus os impediu de enxergar a sua real condição: fora do aprisco do Senhor.

De todos os perigos que existem, eu creio que o pior deles seja aquele que convivemos como se fosse algo inofensivo. Fazer parte de uma igreja, afirmar ser cristão e deixar de fazer algumas coisas não nos asseguram a salvação. A salvação está na pessoa de Jesus Cristo e nEle somente. A prática do jejum não deve ser um meio de recriminar aqueles que não o praticam. Assim como a observância do sábado como dia santo do Senhor não deve ser motivo de dissensões. Que você e eu possamos reconhecer a nossa verdadeira condição de pecadores que carecem da graça de Jesus e que a nossa vida seja um crescente jornadear com Ele, até que se torne em “dia perfeito” (Pv 4:18).

Feliz sábado, seguidores de Jesus Cristo!

Rosana Garcia Barros

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MARCOS 1 – Comentado por Rosana Barros
23 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava” (v.35).


Estamos iniciando o segundo livro a respeito da vida de Cristo e de Seus ensinos. Novos detalhes e uma nova perspectiva surgirá diante de nossos olhos. Diferente do início do evangelho de Mateus que relata o nascimento de Jesus, Marcos vai direto à inauguração de Seu ministério terrestre. O batismo, a tentação e a vocação dos discípulos são seguidos por Suas primeiras pregações e manifestações de cura. Marcos destaca o papel de Jesus como “Filho de Deus” (v.1).

Mas antes mesmo de começar o seu relato a respeito de Cristo, ele enfatiza o cumprimento profético com relação à pessoa de João Batista. João foi escolhido por Deus para uma missão especial. Sua missão consistia em preparar os corações para receber o Messias prometido. Ao pregar o “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v.4), João não estava preocupado em agradar pessoas, mas em conduzi-las à salvação. Adepto de um estilo de vida um tanto incomum e peculiar (v.6), João atraía as multidões ao deserto não por causa disso e nem por falar palavras bonitas, mas por falar a verdade com a autoridade de quem a vivia.

A teologia barata que tem se alastrado em nossos dias prega que o cristão não precisa ser diferente do mundo; que podemos nos misturar entre as multidões com seus costumes e práticas e ainda assim andar com Deus. Creio que o estudo do Antigo Testamento nos deu provas suficientes de que não é bem assim. Noé, Abraão, Elias, Daniel, dentre outros, dão testemunho de que viver piedosamente diante de Deus requer fé, devoção e renúncia. Será que era fácil para João viver no deserto? Certamente que não. Então porque insistimos em permanecer na zona de conforto onde é fácil ser cristão comparando a nossa fé com homens e mulheres que abriram mão da própria vida por amor a Deus e à Sua Palavra?

João deu testemunho de Jesus Cristo e o próprio Jesus nos chamou com o mesmo propósito: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At 1:8). Como João Batista, somos chamados a mostrar ao mundo o caminho que conduz a Cristo e Este nos “batizará com o Espírito Santo” (v.8). O batismo do Espírito Santo, portanto, não é a manifestação externa de línguas confusas ou de movimentos histéricos, mas uma bênção concedida por Jesus àqueles que O buscam em espírito e em verdade; que estão dispostos a deixarem tudo para segui-Lo (v.18).

A mensagem central da pregação de João e de Jesus continua sendo a mesma: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (v.15). Arrependimento significa uma mudança de vida, abandono das práticas antigas, renascimento. Por isso que o batismo tornou-se o símbolo do ministério de João. E o segredo da vitória não está no cristianismo mascarado das facilidades e do comodismo. O segredo da vitória está no “lugar deserto” (v.35). Porque é no deserto que a nossa fé é provada. É no deserto que ouvimos melhor a voz de Deus. É no deserto que conversamos melhor com Deus.

Amados, assim como a alegação dos discípulos a Jesus, dizendo: “Todos Te buscam” (v.37), foi seguida da resposta curta e objetiva do Filho de Deus que veio para fazer a vontade de Seu Pai (v.38), num mundo onde a maioria alega buscar a Jesus, a Sua resposta é esta: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21). A maior demonstração de amor que podemos declarar ao nosso próximo não tem a ver com permissividade, mas com compromisso com a verdade. Esta foi a missão que João cumpriu, e deve ser a nossa também.

Bom dia, “voz do que clama no deserto” (v.4)!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 2° dia: Oremos para que em nosso lar reine o perdão.

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 28, Comentado por Rosana Barros
22 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (v.19).


A preciosa promessa da ressurreição, declarada por Cristo aos Seus discípulos, foi encoberta pela profunda tristeza de seus corações. Desanimados e desorientados, permaneceram reclusos tentando compreender o momento pelo qual estavam passando. Mas aquelas cuja experiência com o Mestre tinha-lhes devolvido a alegria de viver e a esperança de uma nova vida, não conseguiram por muito tempo afastar-se dAquele que lhes havia curado o coração e a alma. A estas foi dado o privilégio de conversar “com um anjo do Senhor” (v.2) e de serem as primeiras a serem avisadas acerca do ressurreto Salvador.

Diante de tamanha notícia, “tomadas de medo e grande alegria” (v.8), saíram com muita pressa a fim de anunciar aos discípulos as boas-novas. Imagino as duas correndo, uma olhando para a outra com um sorriso incontido e seus corações disparados a pensar: “O nosso Salvador está vivo? Ele realmente ressuscitou?”. Mas suas indagações e o temor que sentiam foram interrompidos por uma voz familiar a lhes dizer: “Salve!”. Aquela saudação lhes soou como um bálsamo e lhes fez voltar ao mesmo lugar de onde haviam encontrado a cura e o perdão: aos pés de seu Salvador.

Mesmo não ouvindo as palavras do anjo; a sua aparição e o grande terremoto fizeram os guardas desmaiar de terror. Recobrando os sentidos, “alguns da guarda foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera” (v.11). E assim como fizeram com Judas, aqueles líderes deram aos soldados “grande soma de dinheiro” (v.12), a fim de que estes confirmassem diante de todos a versão forjada acerca da ressurreição. Versão esta que não tem nenhum cabimento diante dos seguintes argumentos: “A morte era a pena romana para quem permitisse a fuga de um prisioneiro. Sabendo disso, a guarda não teria dormido. Além disso, é inconcebível que todos os soldados tivessem adormecido ao mesmo tempo e que permanecessem adormecidos durante a remoção da pedra e do corpo de Jesus. Finalmente, se os soldados estivessem dormindo quando o corpo foi removido, como eles poderiam saber que alguém o removeu? De todos os ângulos, o conto inventado pelos líderes judeus apresenta grandes problemas” (CBASD, v. 5, p. 602).

Diante do exposto e de todo o nosso estudo do livro de Mateus, pudemos ter um vislumbre suficiente para notar que havia um abismo de diferença entre o caráter de Cristo e o caráter dos líderes judeus. Jesus atraía as pessoas, estes as ignoravam. Jesus curava, eles acusavam. Jesus amava, eles toleravam. Jesus ou os hipócritas? De que lado nos encontramos hoje no processo de desenvolvimento de nosso caráter? Aquelas mulheres foram agraciadas com uma mensagem do Céu e com a presença do próprio Jesus. Mas esta experiência não deve ser apenas um registro antigo. Jesus nos convida a vivê-la todos os dias.

Semelhante a ordem que o anjo deu às mulheres de irem contar as boas-novas aos discípulos, Jesus nos ordena, hoje: “Ide” e façam discípulos em todo o globo terrestre! Leve-os até Mim através do batismo e continuem ensinando a eles as Minhas palavras. Então, como apareceu àquelas mensageiras, Jesus promete estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (v.20).

Todos os dias, o recado de Jesus aos Seus verdadeiros adoradores é o mesmo: “Não temais!” Ide avisar aos Meus irmãos que se dirijam… aos seus lugares de oração e comunhão, “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6:18), “e lá Me verão” (v.10). A própria aparição de Cristo não foi sinal suficiente para todos, pois que “alguns duvidaram” (v.17). Muitos têm posto Deus à prova alegando que se virem um sinal ou um prodígio irão acreditar em Sua existência. Mas o que realmente faz com que alguém experimente uma real experiência com Deus a ponto de enxergar o sobrenatural é a fé, e esta não precisa ver para crer, mas crê porque sabe que verá.

Jesus está voltando! Esta é a mensagem que deve eclodir de nossa vida diariamente. Mas esta missão deve ter início em nosso coração, do nosso coração para a nossa casa, e da nossa casa para o mundo. Pais, ide a seus filhos e ensinai-os a amar a Deus “assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt 6:7). Filhos, ide e “obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef 6:1). Famílias, ide e entrai juntos na arca da salvação. Povo remanescente de Deus, ide e declarai ao mundo por preceito e por exemplo que vocês são “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Que a nossa vida, em casa e fora de casa, seja uma constante declaração de que só “o SENHOR é Deus” (1Rs 18:39).

Bom dia, remanescente dos últimos dias!

Dez dias de oração, 1° dia: Busquemos do alto o poder dobrado do Espírito Santo. Oremos para que a nossa família seja uma fonte de bênçãos a jorrar para a eternidade!

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 27 – Comentado por Rosana Barros
21 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus” (v.20).


As cenas finais da vida de Cristo, especialmente as da crucifixão, devem ser cuidadosa e minuciosamente estudadas. Confesso que eu nunca havia feito isso da forma como tenho feito hoje. E garanto a vocês que não há nada neste mundo que possa ser comparado à felicidade e satisfação de ouvir a voz de Deus a me falar: Perceba o tamanho do Meu amor por você!

Aquele que libertou os cativos foi amarrado como um delinquente. Aquele que é o próprio Verbo (Jo 1:1-3) Se calou diante das falsas acusações. Aquele que Se despiu de Suas vestes de glória foi vestido com o manto da vergonha. Aquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores teve a Sua fronte perfurada por uma coroa de espinhos. Aquele que trocou a adoração dos anjos para vir a este mundo escuro, foi cuspido, açoitado e escarnecido. Aquele que é o Príncipe da Paz foi crucificado pelos Seus como um perturbador da paz.

Mas sabem o que é mais assustador nestes relatos? O fato de que Jesus foi traído e entregue por um de Seus discípulos e que foi perseguido, preso e morto a mando dos líderes religiosos do Seu povo. A atitude de Judas após perceber a grande abominação que havia cometido não foi de arrependimento, mas de remorso (v.3). Se a devolução das moedas tivesse sido acompanhada com a devolução de seu coração a Deus, ele teria encontrado perdão. Mas ao “assinar” sua sentença com um beijo, “traindo sangue inocente” (v.4), ele entregou a Satanás o controle de suas emoções.

Os maiorais dos judeus, então, levaram Jesus à presença do governador romano. Apesar de desconhecer as Escrituras, Pilatos teve uma forte percepção de Cristo. Pensando estar julgando uma causa, ele não fazia ideia de que diante dele estava o justo Juiz. Mas ele conhecia o real motivo das acusações feitas contra Jesus: “Porque sabia que, por inveja, O tinham entregado” (v.18). Em sua ânsia de acalmar as multidões e grandemente perturbado pelo sonho de sua esposa, Pilatos viu em Barrabás a solução de sua angústia. Imagino uma forte luta espiritual dentro deste homem. Contudo, a tentativa de transmitir ao povo o encargo de sua função foi frustrada ao ouvir da turba enfurecida o veredito injusto: a absolvição de Barrabás e a condenação de Jesus. E enquanto ele lavava as mãos, contemplava com horror um povo que dizia: “Caia sobre nós o Seu sangue e sobre nossos filhos!” (v.25). Desejo este que se cumpriu quando Jerusalém foi destruída por Roma.

As trevas que cobriram toda a Terra não foram maiores do que as trevas que cobriam o coração dos escarnecedores. A inveja lhes impediu de enxergar naquela cruz o seu Resgatador. Fossem seus olhos abertos para contemplar o invisível, e veriam os anjos chorando por não poderem estar no lugar de seu Senhor. E cumprindo-se o plano da salvação, ilustrado através do santuário, o Cordeiro de Deus “entregou o espírito” (v.50). Não havendo mais a necessidade das leis em forma de ordenanças (Ef 2:15), ou seja, dos rituais que envolviam o sacrifício de animais, “o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (v.51). Não precisamos mais sacrificar um cordeirinho como símbolo da remissão dos nossos pecados, pois o verdadeiro “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) já cumpriu o perfeito sacrifício para que todos tenhamos acesso ao Pai através dEle.

Amados, o fato de que Jesus foi rejeitado pelos Seus e principalmente por aqueles que se orgulhavam de sua moral religiosa deve ser para nós hoje um grande alerta. Ser moralmente correto e orgulhosamente religioso só faz com que as palavras de Jesus à nossa geração façam ainda mais sentido: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3:17). O certificado de batismo ou as credenciais de líder religioso não equivalem a títulos de posse das moradas do Pai. Deus está à procura de Seus verdadeiros adoradores (Jo 4:23) e está a ponto de vomitar de Sua boca os que tem se recusado a tornar-se como crianças.

Perto está o Senhor de cumprir a Sua derradeira promessa e “Jesus, clamando outra vez com grande voz” (v.50), fará despertar do pó não apenas alguns, mas todos “os mortos em Cristo… depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4:16-17). Assim como Sua morte foi um evento que abalou céus e terra, a Sua segunda vinda será o maior evento que este mundo já presenciou. Como, pois, podemos estar preparados para este grande Dia? Jesus mesmo já nos deu esta resposta: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17:3). Prossigamos em conhecer o nosso Salvador e muito em breve O conheceremos face a face.

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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MATEUS 26 – Comentado por Rosana Barros
20 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (v.41).


Após a exposição acerca do plano para tirar a Sua vida, Jesus seguiu para Betânia e estando na “casa de Simão, o leproso” (v.6), “aproximou-se dEle uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que Lhe derramou sobre a cabeça…” (v.7). A atitude daquela mulher provocou indignação no coração dos discípulos, ao passo que provocou admiração no coração de Jesus. Maria de Betânia (Jo 12:3) não praticou simplesmente uma boa ação, mas uma boa ação para com Jesus (v.10). Aquela mulher rompeu as barreiras do preconceito e sua fé e coragem lhe rendeu um testemunho que o próprio Cristo endossou como parte integrante da pregação do evangelho (v.13).

O relato seguinte apresenta um forte contraste com o relato anterior. Enquanto Maria entregou tudo o que tinha para ungir o seu Mestre, Judas procurou obter tudo o que pudesse para entregá-Lo aos “principais sacerdotes” (v.14). A este, foi dada a oportunidade de andar lado a lado com Jesus. Sua postura e comportamento não despertavam nenhuma suspeita diante dos demais discípulos. Muito pelo contrário, era um homem que despertava admiração e que demonstrava possuir boas intenções. Jesus, portanto, era o único que conhecia a maldade do seu íntimo.

A declaração do cumprimento profético acerca da traição não foi dita por Jesus como algo que deveria ser cumprido, mas com a tristeza de um Salvador que desejaria que não acontecesse daquela forma: “Até o Meu amigo íntimo, em quem Eu confiava, que comia do Meu pão, levantou contra Mim o calcanhar” (Sl 41:9). Jesus não impediu a Judas de participar da Ceia, mas permitiu que ele participasse da cerimônia que Ele instituiu como símbolo da “[nova] aliança” (v.28). O pão sem fermento e o vinho não fermentado representam, respectivamente, o corpo e o sangue de Cristo oferecidos como sacrifício “em favor de muitos, para remissão de pecados” (v.28).

Na verdade, Jesus não foi apenas traído por Judas e negado por Pedro, mas “os discípulos todos, deixando-O, fugiram” (v.56). A Sua agonia e profunda tristeza no Getsêmani não foi pelo medo da morte, mas pela dor da separação do Pai. O Seu clamor, misturado a lágrimas e suor “como gotas de sangue” (Lc 22:44), exprimia a tristeza de quem estava para tomar do cálice letal: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice!” (v.39). Mas que cálice tão terrível era este? A Sua morte na cruz? Era muito mais do que isso! Vejamos o que diz a revelação de Jesus Cristo: “também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap 14:10). O Cordeiro de Deus tomou sobre Si os pecados de todo o mundo e tomou do cálice que está preparado, sem mistura de misericórdia, para os adoradores da besta e de sua imagem (Ap 14:9). Jesus não venceu simplesmente a morte física, mas a morte eterna, para que você e eu tenhamos vida em abundância. “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.” (Romanos 5:8-9). Ele foi traído, preso, injustiçado, cuspido e esbofeteado, mas “como ovelha muda” (Is 53:7), Ele “guardou silêncio” (v.63).

Chegou a hora de termos uma vida de tamanha comunhão com Cristo a ponto de nossa feição e “modo de falar” (v.73) denunciem que nós andamos com Ele e somos Seus discípulos. Não desperdicemos as oportunidades que nos são dadas para testemunhar, como Pedro desperdiçou. Mas ainda que, por vezes, tenhamos agido da mesma forma, Jesus nos convida a olhar para Ele novamente e perceber que o mesmo olhar que um dia nos chamou com amor: “Segue-Me”, é o mesmo que nos diz agora: “Eu te perdoo”. Ainda há tempo de chorarmos amargamente (v.75) aos pés dAquele que tudo entregou por nós. Depositemos, hoje, o nosso coração aos Seus cuidados, e, à semelhança de Maria de Betânia, Ele endossará o nosso testemunho diante do Universo, dizendo: “São estes os que vieram da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14).

Atendamos, pois, ao último chamado dAquele que está às portas: “Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora… Levantai-vos, vamos!” (v.45 e 46).

Bom dia, salvos pelo sangue do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 25 – Comentado por Rosana Barros
19 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Quando vier o Filho do Homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, Se assentará no trono da Sua glória” (v.31).


Só no cristianismo, há cerca de quarenta mil denominações diferentes, e cada uma delas diz ter a verdade. Todas utilizam a Bíblia como fonte de inspiração, mas nem todas possuem as mesmas doutrinas e ideias. Como, pois, saber em qual delas está a verdade? A resposta está na mesma Bíblia que todas elas afirmam seguir. Jesus disse que Ele é a verdade (Jo 14:6). E Ele mesmo também afirmou que a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17:3) que dEle testifica (Jo 5:39). Portanto, só há um caminho e uma verdade que conduzem à vida eterna e é a obra do Espírito Santo que nos conduz à “toda a verdade” (Jo 16:13).

Ao contrário do que acontece hoje com esta diversidade de religiões, Jesus deixou bem claro, através de símbolos, que, nos dias que antecedem a Sua segunda vinda só haverá dois grupos de pessoas, que podem ser representados da seguinte forma: as virgens néscias e as virgens prudentes; os servos fiéis e os servos negligentes; as ovelhas e os cabritos. As três colocações implicam uma sequência no desenvolvimento espiritual na vida do cristão ou na sua paralisia.

A parábola das dez virgens apresenta a necessidade não somente de possuir azeite na lâmpada, mas do dobro dele. Sabendo que o azeite é símbolo do Espírito Santo, a porção dobrada representa o dobro do Seu poder, um reforço necessário. Já na parábola dos talentos, percebemos que assim como as virgens prudentes possuíam o azeite em dobro, os servos fiéis também dobraram os talentos que receberam, ao passo que o servo negligente enterrou o que tinha recebido. Ao comparar os salvos com as ovelhas e os perdidos com os cabritos, Jesus declarou a natureza dos dois grupos: as ovelhas seguem o seu Pastor (Jo 10:4), já os cabritos são teimosos e não aceitam os cuidados de quem queira guiá-los. Com base nesta perspectiva, Jesus encerrou o Seu discurso com uma forte e inquietante declaração.

A cena do julgamento final é descrita por Ele como uma prestação de contas, ou poderíamos dizer, uma prestação de obras. Em Apocalipse, Jesus declarou o seguinte a João: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12). Mas de que obras Ele está falando? Afinal de contas, eu não sou salvo pela graça? A justificação não é pela fé? Sim, amados. Mas a fé pura e genuína é intrínseca e inevitavelmente operante. Quando lemos Hebreus onze, a galeria dos heróis da fé, encontramos uma coisa em comum na vida de todos eles: o resultado prático da fé. Foi pela fé que Abel ofereceu o sacrifício que Deus havia pedido. Também foi pela fé que Noé construiu a arca. Foi pela fé que Abraão saiu da casa de seu pai e partiu para uma terra desconhecida. Nenhum deles foi salvo pelo que fizeram, mas pelo que permitiram que o Espírito do Senhor realizasse neles e através deles. Entendem?

Movidos pelo amor a Deus acima de todas as coisas, as obras daqueles homens e mulheres de Deus foram consequência da fé nAquele que buscaram conhecer. As obras descritas por Jesus não fazem parte de uma lista obrigatória com o fim de servirem de passaporte para a eternidade, mas ações tão naturais e intimamente ligadas ao coração dos justos, que nem eles mesmos se dão conta de que as praticaram. Não fazem com o fim de serem vistos, mas porque, ao seguir a voz do seu Pastor, não conseguem fazer diferente. O amor foi escrito em seus corações.

A “meia-noite” (v.6) está chegando quando não mais haverá tempo de adquirir azeite. Da mesma forma que Noé e sua família entraram na arca e o Senhor fechou a porta, aproxima-se o tempo em que será fechada a porta da graça (v.10) e não mais haverá oportunidade de salvação. Precisamos aproveitar o nosso tempo de oportunidade chamado HOJE para clamar como clamou Eliseu: “Peço-Te que me toque por herança porção dobrada do Teu Espírito” (2Rs 2:9). Ao permitirmos que o Espírito Santo atue livremente em nós, nossa vida será um cheiro de vida para a vida e, dentro em breve, ouviremos as palavras que mais desejamos ouvir: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (v.34).

Bom dia, servos bons e fiéis!

Desafio do dia: Pesquise o significado da palavra “apercebido” e coloque em prática todos os dias.

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 24 – Comentado por Rosana Barros
18 de fevereiro de 2018, 1:30
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“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (v.37).


Após deslumbrarem-se os discípulos com o cenário das “construções do templo” (v.1), as palavras de Jesus certamente lhes foram um “balde d’água”. A percepção que possuíam a respeito de Jerusalém era a de uma cidade que jamais perderia a sua glória. Entendendo que Jesus lhes falara de um tempo específico, desejaram conhecer este tempo e os sinais que o precederiam. Na verdade, Jesus relatou neste capítulo o tempo e os sinais acerca de dois grandes eventos. O primeiro deles ocorreu no ano 70 d.C., quando o império romano destruiu Jerusalém, não ficando “pedra sobre pedra” que não fosse derrubada (v.2). Já o segundo evento ainda acontecerá e não será um acontecimento local, mas global, pois “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (v.27).

Jesus apresentou diversos sinais que indicam a brevidade de Seu segundo advento. Guerras, destruição, fome, terremotos, desamor, falsos cristos e falsos profetas. Mas você pode estar se perguntando neste momento: E todas estas coisas não têm acontecido desde os tempos antigos? Sim, é verdade. Contudo, analisemos o que o apóstolo Paulo escreveu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts 5:3). Como a parturiente, cujas dores de parto vão aumentando de intensidade, assim a intensidade dos sinais tem se mostrado cada vez maior, apontando para o Dia que está “às portas” (v.33).

A vida de Cristo foi o exemplo singular e inquestionável de um Deus que deseja salvar a todos. O Sol da Justiça andou entre nós sendo Ele mesmo o Caminho excelente para a vida eterna. Se tão-somente aceitarmos nos despir do nosso eu egoísta e ruim, permitindo que os raios do amor do Salvador penetrem na escuridão de nosso íntimo, quão diferente seria a nossa expectativa quanto à Sua segunda vinda, e quão diferente seria o nosso olhar com relação aqueles que ainda não experimentaram esse amor que restaura e que transforma. Mas para podermos apresentar esse amor, precisamos conhecê-lo antes. Em um mundo onde o amor tornou-se artigo de luxo, Deus tem conservado um povo peculiar que irá “perseverar até o fim” (v.13) no sagrado ministério de amar.

O tempo de angústia jamais visto (v.21) se aproxima de nós com rapidez, assim como as águas do dilúvio que cobriram a Terra. O chamado de Deus a Noé não foi ocasionado pela ira divina, mas pela estupidez humana. Porque assim como “nos dias anteriores ao dilúvio” (v.38), as pessoas estavam completamente embriagadas por suas baixas paixões e vis preocupações a ponto de nem perceberem quando Noé entrou na arca, “assim será também a vinda do Filho do Homem” (v.39). Muitos há que têm acreditado e até pregado que Jesus “demora-Se” (v.48), ignorando a bendita esperança e lançando sobre si o mesmo castigo que será dado aos hipócritas (v.51). Noé foi um pregador de justiça porque ele amou. O amor a Deus foi o que lhe motivou a construir o desconhecido e a esperar por coisas que nunca havia testemunhado. Foi o amor que o motivou a pregar em meio aos escárnios e a ser um exemplo de fidelidade e de fé “para a salvação de sua casa” (Hb 11:7).

Até quando a longanimidade do Senhor irá durar, não o sabemos (2Pe 3:9). Mas de uma coisa podemos ter certeza: Jesus Cristo voltará, “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (v.30). Estamos nós preparados para subir ao encontro do nosso Senhor e Salvador? Eis que têm surgido e ainda hão de surgir muitos outros falsos cristos e falsos profetas, “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (v.24). A Palavra de Deus é clara, amados: o retorno de Cristo a esta Terra não será algo silencioso e secreto, mas “com grande clangor de trombeta” (v.31) e mundialmente visível, pois que “todo olho O verá” (Ap 1:7). Portanto, vigiemos e oremos, para sermos encontrados por Ele “apercebidos” (v.44).

Vede que ninguém vos engane” (v.4), nos advertiu o Mestre. Que o amor de Deus, que é o verdadeiro amor embasado em Sua Palavra, seja derramado em nosso coração pelo Espírito Santo todos os dias. E que a prática desse amor seja “para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (v.14).

Feliz semana, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 23 – Comentário Pr Heber Toth Armí
17 de fevereiro de 2018, 0:45
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Jesus não deseja a perdição nem mesmo daqueles que desejam Sua destruição.

Antes de analisar o capítulo em questão, reflita nestas questões:

  • Qual o problema das pessoas em relação a Jesus?
  • Os mesmos problemas do passado atrapalham um compromisso real com Jesus nos dias atuais?

Os ais divinos servem de advertência de um juízo, contudo, neles está interesse do Céu de resgatar os perdidos. No capítulo em análise, existem sete ais, com prefácio e posfácio, concluindo com uma revelação contundente:

  1. Prefácio (vs. 1-12)
  2. Primeiro Ai (vs. 13-14)
  3. Segundo Ai (vs. 15)
  4. Terceiro Ai (vs. 16-22)
  5. Quarto Ai (vs. 23-24)
  6. Quinto Ai (vs. 25-26)
  7. Sexto Ai (vs. 27-28)
  8. Sétimo Ai (vs. 29-31)
  9. Posfácio (vs. 32-36)
  10. Lamento de Jesus (vs. 37-39)

A religião instituída por Deus no Antigo Testamento tornou-se um sistema de leis, que em vez de ligar o pecador a Cristo, tornava um obstáculo; por isso, quando o enviado de Deus viveu entre os Judeus, eles O rejeitaram.

Como muitos aderiram ao sistema religioso dos fariseus e escribas, Jesus promoveu uma reforma. Pois, líderes espirituais, como Moisés, “deviam conduzir o povo no caminho da luz, ensinando os Dez Mandamentos, o Pentateuco e os Profetas ao povo, mas tudo o que pregavam era o legalismo abrangente da lei oral. Com isso, transformaram a religião num fardo insuportável, que não trazia alívio nem salvação (23:4)” (Joe Kapolyo).

As colocações de Jesus nesse texto nos fazer pensar, seria bom se cada um de nós lêssemos atentamente o que ele diz sobre a religião apenas de aparência, a motivação por trás dos atos e rituais religiosos, o desejo da supremacia, a ambição pela grandeza, a prática descarada da hipocrisia como algo bom, etc.

É profundo esse texto. Por exemplo, reflita:

  • De que vale ser tão minucioso na devolução do dízimo sem a justiça, a misericórdia e a fé? (v.23). Mas também, de que vale a justiça, a misericórdia e a fé sem a fidelidade dos dízimos?
  • De que vale ser atraente e belo por fora se a pessoa tem um coração impuro, ganancioso, odioso e egoísta?

Salvação é relacionamento com Deus que resulta em transformação radical. Sem a qual, é ilusão, e Jesus condena! – Heber Toth Armí



MATEUS 23 – Comentado por Rosana Barros
17 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (v.3).


Jesus revelou a verdadeira face da religião exibicionista dos líderes judeus. Suas vestimentas, postura e discursos eram impecáveis à vista do povo. Nada havia em seu exterior que se pudesse recriminar. Eram extremamente cuidadosos quanto a evitar escândalos e gostavam de ser admirados. A censura de Jesus certamente foi um susto não apenas para os escribas e fariseus, mas também para as multidões e para os Seus discípulos. Afinal de contas, Jesus estava falando daqueles que, até então, haviam sido o modelo de santidade para a nação. A exaltação pessoal havia se tornado sinônimo de bênção. Aqueles líderes amavam ser vistos de forma diferente e serem reconhecidos em lugares públicos. Deixaram de revelar a glória de Deus e tornaram-se protagonistas de si mesmos.

A linguagem do Mestre na segunda parte de Seu discurso foi forte e persuasiva. Chamando o pecado pelo nome, Jesus manifestou a Sua indignação diante da cegueira espiritual daqueles que deveriam conduzir o povo até Ele. Os sete ais não foram acusações com o fim de condená-los, mas advertências com o fim de salvá-los. O ministério terrestre de Jesus estava chegando ao fim, e durante três anos e meio Ele havia tentado romper as correntes do orgulho e da presunção no coração daqueles líderes. Contudo, aprisionados pelo eu não convertido, não permitiram que a luz de Cristo os transformasse. As duras palavras do Salvador foram uma última tentativa de fazê-los mudar, porque, cada ai proferido por Ele atingia-lhes o coração como uma espada afiada de dois gumes. Cada escriba e cada fariseu pôde sentir, naquele momento, uma vergonha inexplicável que os consumia por dentro, mas não tinham humildade para reconhecer que seu sucesso religioso era, na verdade, um completo fracasso espiritual.

Isso não te assusta? Depositar nossa confiança em homens tendenciosos a errar é perigoso e pode nos custar uma perda eterna. Ao desperdiçarem o privilégio de aprender de Jesus, os escribas e fariseus abriram mão da própria salvação e do cuidado afetuoso que Ele estava disposto a lhes oferecer (v.37). Nós também não estamos livres de cair no mesmo erro. Ao supor que devemos ser um mostruário antes mesmo de um santuário, estamos afirmando que o exterior vale mais do que o conteúdo. E foi exatamente este tipo de pensamento que Jesus combateu, ao dizer: “Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (v.26). Jesus se referiu a dois processos imprescindíveis na vida do cristão. Vejamos o seguinte comentário acerca desse assunto:

 “Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 42).

Reavivamento, portanto, é “o interior do copo”. Já a reforma, é “o seu exterior”. Precisamos clamar a Deus todos os dias para que, ser mostruário seja uma consequência de ser santuário. Ou, “acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6:19-20). Não são as nossas obras que devem aparecer, mas o Deus que em nós habita. Compreendem? Assim como nós acendemos uma lâmpada para enxergar um ambiente e não para ficar olhando para ela, que sejamos lâmpadas de Cristo a indicar o caminho aos que estão ao nosso redor. E, ainda que tenhamos de sofrer aqui humilhações, confiemos nAquele que muito em breve nos exaltará (v.12).

Bom dia, cidadãos do Reino dos céus!

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 22, Comentado por Rosana Barros
16 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (v.40).


Imagine que você preparou uma grande festa. Contratou o melhor buffet, não economizou na decoração e enviou convites a todos os seus amigos. Contudo, no dia da festa, os convidados não compareceram. Seria frustrante, não é mesmo? A parábola das bodas retrata uma situação exatamente assim. Só que o organizador da festa é Deus e os convidados, todos os que fazem parte do Seu povo. Tudo estava pronto, “eles, porém, não se importaram” (v.5), dando mais valor às preocupações desta vida. Podemos até achar que a atitude de Deus tenha sido muito arriscada em convidar para as bodas “maus e bons” (v.10), mas foi isso o que Ele fez ao enviar o Seu único Filho à Terra: arriscou tudo por quem não merece.

Enquanto Jesus unia-Se às multidões a fim de ensiná-las e curá-las, os rabinos judeus se reuniam com a intenção de surpreender Jesus “em alguma palavra” (v.15). Contudo, suas palavras polidas e bem escolhidas não podiam esconder do Leitor de corações a intenção que havia por trás da aparência. Apesar do simulado interesse em obter do conhecimento admirável do Mestre, aqueles líderes religiosos não passavam de algozes à espreita de apenas uma palavra que pudesse lhes assegurar a condenação de Jesus. Uma palavra era tudo o que precisavam para acusar a Cristo diante de todos como um falsário e herege. Sem nem se dar conta, eles foram os primeiros convidados a recusar o convite para as bodas dAquele que tanto perseguiam.

Ao responder sobre a finalidade do dinheiro, sobre a ressurreição, sobre o grande mandamento da Lei, e sobre a Sua origem, Jesus, literalmente, fechou a boca daqueles líderes para não mais abrir para questioná-Lo. Gostaria, no entanto, de destacar a resposta que Ele deu acerca do grande mandamento. O que Jesus afirmou ser o maior dos mandamentos não feriu ou revogou de forma alguma nenhum dos mandamentos de Deus. Muito pelo contrário, Ele confirmou cada um deles através da essência de Sua Palavra: o amor. Jesus simplesmente repetiu as palavras que estão em Deuteronômio 6:5 e em Levítico 19:18.

“Amarás o Senhor, teu Deus” (v.37) refere-se à observância da primeira tábua do Decálogo. E quanto ao amor ao próximo, vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos romanos: “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Rm 13:9). Percebem a perfeita harmonia entre as palavras escritas por Moisés, ditas por Jesus e reforçadas por Paulo? O amor “é o vínculo da perfeição” (Cl 3:14). Muitos têm rejeitado o terno convite de Deus porque não permitiram que o amor os adornasse. Outros apenas aparentam estar entre os convidados das bodas de Cristo, mas não permitiram que Ele os vestisse de Suas vestimentas de justiça.

A justiça de Cristo está perfeitamente vinculada ao amor. Não existe separação entre ambos. Foi o amor que O fez cumprir toda a justiça, e, pela Sua justiça, foi confirmado o amor. Temos sido testemunhas oculares de um dos sinais que confirmam a brevidade das bodas do Cordeiro: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24:12). Basta dar uma rápida olhada nas notícias mais recentes e perceber que o Senhor está repetindo as mesmas palavras para a nossa geração em grande tom de urgência: “Tudo está pronto; vinde para as bodas” (v.4). E Ele continua, dizendo: “Eis que já preparei o Meu banquete… Está pronta a festa” (v.4 e 8). Como, pois, Ele nos encontrará? Ocupados demais, ou disponíveis, para atender ao Seu último chamado? Amando, de fato, ou fingindo amar?

Oxalá que possamos viver o que está escrito: “Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (1Co 16:14).

Bom dia, amados!

Rosana Garcia Barros

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