Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 6 – Comentado por Rosana Barros
16 de março de 2018, 0:30
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“O discípulo não está acima do seu Mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu Mestre” (v.40).


Cada passo de Jesus era seguido por multidões sedentas de cura e de libertação, mas também era criteriosamente observado pelos zelosos líderes judeus. Suas exigências quanto à observância do quarto mandamento da Lei de Deus (Êx 20:8-11) eram sobremodo absurdas e não tinham comunhão alguma com as palavras “escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31:18). Perante o “Senhor do sábado” (v.5), condenavam o debulhar de espigas e a cura de um homem sofredor, enquanto transgrediam em seus corações o sexto mandamento da Lei: “Não matarás” (Êx 20:13; Mt 5:22).

Após uma vigília orando e clamando ao Pai por sabedoria, Jesus escolheu doze homens dentre aqueles que já O seguiam. Àquele grupo especial foi dado o privilégio de acompanhar de perto todo o Seu ministério terrestre. Foram testemunhas de incontáveis milagres e de um poder jamais visto. Mas creio que as lições mais importantes foram aquelas em que o olhar do Salvador lhes constrangia o íntimo. A versão de Lucas das bem-aventuranças, apesar de mais curta, acrescenta ao sermão da montanha um contraste digno de reflexão. Vejamos:

  1. Bem-aventurados vós, os pobres…” (v.20). “Mas ai de vós, os ricos!” (v.24);
  2. Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome…” (v.21). “Ai de vós, os que estais agora fartos!” (v.25);
  3. Bem-aventurados vós, os que agora chorais…” (v.21). “Ai de vós, os que agora rides!” (v.25);
  4. Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem” (v.22). “Ai de vós, quando todos vos louvarem!” (v. 26).

E as palavras que se seguem fazem parte de um dos discursos mais difíceis de Cristo. Na verdade, um dos mais fáceis de compreender, mas o mais difícil de praticar. Amar os inimigos, proferir palavras de bênção e orar por aqueles que nos caluniam, preferir humilhar-se a revidar, fazer o bem a quem não merece, emprestar sem esperar receber de volta, não julgar, não condenar, estar sempre pronto a perdoar, faz parte da “listinha” das ações recorrentes de uma vida transformada em Cristo Jesus. Estudando a vida de Jesus, concluímos que todas essas ações foram por Ele praticadas. A Sua vida foi o perfeito cumprimento de Seus ensinamentos, o exemplo que todo discípulo é convidado a imitar.

Aquele que “é benigno até para com os ingratos e maus” (v.35), nos chama a sermos Seus imitadores: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (v.36). Em um mundo onde, “por se multiplicar a iniquidade”, o amor de quase todos está se esfriando (Mt 24:12), somos chamados para, como bem-aventurados, fazer a diferença na vida das pessoas. Jesus está fazendo a mesma pergunta, hoje: “Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (v.46). “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo 15:17). Portanto, ouvir e praticar a Palavra de Deus edifica a nossa vida sobre a Rocha, que é Cristo, nos torna bem-aventurados e semelhantes a Jesus. Eis o “bom tesouro do coração” (v.45).

Bom dia, bem-aventurados!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 5 – Comentado por Rosana Barros
15 de março de 2018, 0:30
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Ele, porém, Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16).


Constantemente assediado pelas multidões, Jesus prosseguia de cidade em cidade ensinando “a palavra de Deus” (v.1). Por vezes, precisava usar de estratégias para não ser comprimido pelas massas. Dirigindo-Se à praia, “viu dois barcos” (v.2) e fez de um deles o Seu púlpito provisório. O barco pertencia a Simão, um rude pescador que havia “trabalhado toda a noite” (v.5) com seus sócios, sendo que nada conseguiram pescar. “Quando acabou de falar” (v.4), Jesus disse a Simão para afastar o barco e lançar as redes. Aquele pedido poderia ser facilmente ignorado haja vista o fracasso da noite anterior. Mas a resposta de Simão Pedro revelou sua disposição em seguir a Jesus: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a Tua palavra lançarei as redes” (v.5).

Este episódio nos apresenta alguns princípios essenciais que devem nortear a vida de todo aquele que deseja ser um discípulo, pois um discípulo de Cristo:

  1. Confia em Sua Palavra (v.5);
  2. Pratica a Sua Palavra (v.6);
  3. Não trabalha sozinho. Ele mobiliza mais discípulos (v.7);
  4. Reconhece a sua condição pecaminosa e a sua dependência de Cristo (v.8);
  5. Conhece a sua missão (v.10);
  6. Renuncia o que for para segui-Lo (v.11).

Cobertos pela lepra do pecado, precisamos ir a Cristo do jeito que estamos e suplicar-Lhe que nos purifique. O maior desejo de Jesus é o de nos tocar e de nos purificar. Quer você hoje receber o toque de cura de Jesus? Então vá até Ele, pois eis que a Sua resposta diante de um pecador que se arrepende será sempre a mesma: “Quero, fica limpo!” (v.13). Jesus deseja fazer da nossa vida um “testemunho ao povo” (v.14). Os Seus seguidores mais fiéis não eram aqueles que se mostravam mais santos, mas “os publicanos e pecadores” (v.30) que nEle reconheciam a sua única chance de cura.

Através de uma vida de oração e plena comunhão com o Pai, Cristo Se fortalecia para o cumprimento de Seu ministério e missão, deixando-nos o perfeito exemplo de como e onde podemos encontrar forças para enfrentar as batalhas desta vida de forma vitoriosa: Como? Vigiando e orando. Onde? Em “lugares solitários” (v.16), ou lugares desertos. Amados, o objetivo da oração não é o de informar a Deus o que está em nosso coração, mas o de informar ao nosso enganoso coração que nós necessitamos de Deus. Era óbvio que aquele homem coberto pelas chagas da lepra desejava ser purificado, mas o seu clamor foi o reconhecimento de quem sabia que só Jesus poderia lhe devolver a vida.

Que arrazoais em vosso coração?” (v.22). Jesus sabe exatamente o que se passa em seu e em meu íntimo neste momento. Ele conhece as nossas dores e as nossas necessidades. No entanto, Ele aguarda a nossa atitude diante de Seu chamado: “Segue-Me!” (v.27). E para todo aquele que crê em Sua palavra e “deixando tudo” (v.28) O segue; que abre mão de suas vontades egoístas, de suas maiores ambições, para tornar-se “pescador de homens” (v.10), a primeira coisa que Ele faz é passar uma borracha em nossos erros passados. Pela fé, coloque o seu nome na sentença seguinte e ouça Jesus a lhe dizer, agora: “_______, estão perdoados os teus pecados” (v.20). Então, “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4:7), e a sua vida manifestará a glória de Deus, dando testemunho de Jesus “até aos confins da Terra” (At 1:8).

Bom dia, pescadores de homens!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 4 – Comentado por Rosana Barros
14 de março de 2018, 0:30
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“E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos” (v.28).


Jesus, logo após o Seu batismo, “cheio do Espírito Santo”, “foi guiado pelo mesmo Espírito” ao deserto (v.1). Durante quarenta dias, Ele permaneceu em jejum e oração, “sendo tentado pelo diabo” (v.2). De três formas Satanás tentou persuadir a Cristo: tentando-O através do apetite, das riquezas e poder, e da presunção. Derrotado, o inimigo se retirou até que tivesse novamente “momento oportuno” (v.13). Jesus, então, “no poder do Espírito Santo” (v.14), inicia o Seu ministério público e ensinava nas sinagogas.

Segundo o Seu costume” (v.16), isto é, conforme Lhe ensinara seus pais terrestres, a cada sábado Jesus ia à sinagoga (igreja) a fim de adorar e ensinar. Suas palavras tinham uma entonação diferente. Seu rosto, iluminado pela presença do Espírito Santo, transmitia paz e segurança. As pessoas tinham prazer em ouvir-Lhe a voz e em estar em Sua companhia, de forma que “todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle” (v.20). Como era maravilhoso ouvir as Escrituras sendo lidas por Ele! O povo se maravilhava “das palavras de graça que Lhe saíam dos lábios” (v.22). Mas uma pergunta inquietava o coração de todos: “Não é este o filho de José?” (v.22).

A afirmação de Jesus sobre a aplicação profética do texto de Isaías a Seu respeito começou a provocar-lhes a incredulidade, e o Seu discurso, de palavras de graça, tornaram-se em palavras de ofensa e de blasfêmia. E os mesmos que, antes, O glorificavam, “ouvindo estas coisas, se encheram de ira” (v.28), a ponto de quase matarem a Jesus com as próprias mãos. “Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-Se” (v.30), indo para Cafarnaum.

A aplicação feita por Cristo sobre a viúva de Sarepta e sobre Naamã feriu o orgulho nacional de Israel como nação eleita de Deus. Era inconcebível colocar um estrangeiro em posição mais privilegiada do que os filhos de Abraão. Um sábado após o outro, o povo estava acostumado a ir à igreja para ouvir o que lhe era agradável. Os Salmos e as profecias que apontavam para Israel como a menina dos olhos de Deus (Sl 17:8), eram seus textos favoritos. Ao Jesus apresentar-lhes a tônica de que a salvação não é apenas para Israel, tornou-Se para eles uma espécie de inimigo do Estado, a ponto de rejeitarem Aquele que até os demônios reconheciam como “o Santo de Deus” (v.34).

O fato de existirem aproximadamente mais de quarenta mil denominações cristãs diferentes aponta para a realidade de que, como aqueles judeus, a maioria também não está disposta a ouvir a verdade, mas somente aquilo que lhe é agradável. Como num restaurante “self-service”, existem opções para todos os gostos, onde a Bíblia é “servida” conforme a vontade do público. Desprezando o testemunho de Jesus, esquecem que do batismo Ele foi levado ao deserto, e, na primeira dificuldade, dão as costas ao evangelho indo em busca de facilidades. Ora, é muito bom ouvir que Deus é amor, e, de fato, Ele é. Mas ouvir que Ele nos chama a uma vida de renúncia e que Ele trará juízo sobre os desobedientes, tem causado na maioria o mesmo sentimento que impulsionou o povo a ferir e matar muitos profetas e atentar contra a vida do próprio Jesus.

Entretanto, sabem o que é pior, amados? É que esta mesma disposição esteja ocorrendo em nosso meio. E muitos pregadores da justiça têm sido perseguidos e desprezados simplesmente por pregar uma mensagem dura demais de ser ouvida. Desde o tempo dos pioneiros, nunca houve na história da igreja um despertamento tão grande sobre a urgente necessidade de reavivamento e reforma. Fazer parte da igreja da profecia não é sinônimo de salvação, meus irmãos, só aumenta a nossa responsabilidade. Jesus simplesmente direcionou os olhos do povo para enxergar verdades negligenciadas. E não esqueçamos de um detalhe que faz toda a diferença: Ele fez isso “no poder do Espírito” (v.14). Não tenhamos medo, portanto, de falar a verdade, ainda que a maioria não a aceite. Lembremos de Noé, de como foi desprezado por seus conterrâneos, mas que, “pela fé”, perseverou em fazer a vontade de Deus “para a salvação de sua casa”, tornando-se “herdeiro da justiça que vem da fé” (Hb 11:7). Perseveremos, pois, pela fé, em nome de Jesus, “no poder do Espírito” (v.14) e alcançaremos o mesmo galardão.

Bom dia, “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15)!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 3 – Comentado por Rosana Barros
13 de março de 2018, 0:30
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“e toda carne verá a salvação de Deus” (v.6).


Iniciando com uma lista de todas as autoridades locais da época e encerrando com a genealogia de Jesus, este capítulo apresenta a disparidade entre o governo da terra e o governo do Céu. Todos os nomes citados no início, por mais que seus cargos lhe conferissem privilégios, não poderiam se comparar com o nome acima de todos os nomes que encerra o capítulo de hoje. Ao vir a João “a palavra de Deus” (v.2), “pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v.3), descortinou-se perante o mundo o que já estava previsto desde a sua criação (Ap 13:8). A autoridade maior da igreja de Deus, o sumo sacerdote, que deveria compadecer-se “dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas” (Hb 5:2), era o primeiro a erguer uma pedra na direção do pecador. Deus conferiu a um andarilho do deserto um poder que autoridade humana nenhuma poderia superar.

Movido pelo Espírito Santo, João Batista chamava o pecado pelo nome. Mas ele não apontava os pecados de seus conterrâneos com o fim de puni-los, e sim de corrigi-los e endireitar “as suas veredas” (v.4). Diante das multidões, sua voz clamava em favor dAquele que viria após ele, preparando os corações para recebê-Lo. Seu discurso era de fácil compreensão diante de todos. Difícil era colocá-lo em prática. Quando as multidões lhe perguntaram: “Que havemos, pois, de fazer?” (v.10), a sua resposta, em resumo, foi: Pratiquem o amor altruísta (v.11). Esta é a fonte de “frutos dignos de arrependimento” (v.8). Aos publicanos, João disse: Sejam honestos (v.13). Aos soldados: Cumpram sua função sem usar dela com injustiça (v.14). E a Herodes, replicava o mandamento, que diz: “Não adulterarás” (Êx 20:14).

A finalidade de João colocar o “dedo na ferida” daqueles que o ouviam não era para magoá-la ainda mais, mas para que os “feridos” sentissem a dor de quem necessita de cura. Eles estavam prestes a testemunhar o batismo dAquele que nem precisava passar por este símbolo, mas que o fez para dar-nos o exemplo. Do “Filho amado” (v.22), ao “filho de Deus” (v.38), a genealogia de Jesus Cristo revela que geração após geração o homem não pôde criar uma alternativa sequer que fosse capaz de salvar. Somente em Jesus o mundo pôde contemplar “a salvação de Deus” (v.6). Somente Ele venceu os grilhões da morte. Aquelas respostas dadas por João ao povo não representavam salvação por obras, mas os frutos da salvação, ou seja, a consequência de quem já foi salvo.

Os terríveis resultados da queda do primeiro Adão teriam finalmente a perfeita solução, “porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só Homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm 5:15). Cabe a nós, portanto, aceitar este dom gratuito de Deus e, batizados “com o Espírito Santo e com fogo” (v.16), praticar a nossa fé em Cristo seguindo “os Seus passos” (1Pe 2:21). Para Deus, não importa qual a função ou o cargo que desempenhamos neste mundo, “porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2:11).

Que o Espírito Santo continue nos guiando “a toda a verdade” (Jo 16:13), fazendo de nós Seus atalaias dos últimos dias, que anunciam “o evangelho ao povo” (v.18).

Bom dia, atalaias de Deus!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 2, Comentado por Rosana Barros
12 de março de 2018, 0:30
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“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem” (v.14).


O cântico da “multidão da milícia celestial” (v.13) foi a única vez em que o Céu se abriu para revelar a sua santa melodia. Diante de simples pastores, as mais perfeitas vozes entoaram o mais sublime louvor. A partir daquele momento, aqueles homens perceberam que o mundo já não seria mais o mesmo. Aquele acontecimento dividiria o tempo deste mundo em antes e depois de Cristo. E após contemplarem o Menino, conforme a palavra do mensageiro celeste, eles não puderam se calar, e “divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito do menino” (v.17). O semblante deles era tão cheio de alegria e de convicção, que “todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores” (v.18).

A mãe do Salvador, contudo, “guardava todas estas palavras, meditando-as no coração” (v.19). Maria ainda não compreendia totalmente que Aquela “Criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (v.12) não era apenas um frágil Bebê, mas “a redenção de Jerusalém” (v.38) e de “todo aquele que nEle crê” (Jo 3:16). Havia, porém, “um homem chamado Simeão; homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25). Foi-lhe revelado pelo Espírito que ele não morreria antes de contemplar o Messias prometido. Por longos anos, Simeão aguardou a preciosa promessa. Mas, enfim, chegara o grande dia. As suas idas ao templo sempre eram cheias de expectativa, mas aquele dia foi diferente. Imagino a alegria indescritível que movia seus apressados passos em direção ao lugar onde tomaria nos braços o Senhor da glória.

O grande diferencial que fez com que aquele homem reconhecesse naquela Criança a salvação, e não os sacerdotes que oficiariam a cerimônia de apresentação de Jesus no templo, foi a atuação do Espírito Santo em sua vida. A Bíblia não deixa dúvida com relação a isto, nas três sentenças seguintes:

  1. e o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25);
  2. Revelara-lhe o Espírito Santo” (v.26);
  3. Movido pelo Espírito” (v.27).

A presença atuante do Espírito Santo promove discernimento espiritual. O que era apenas uma ideia torna-se tão concreto quanto tocar e ver. Na história de Jó, por exemplo, a Bíblia diz que ele era um “homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1), mas foi apenas após a sua trajetória de terríveis provações que, diante da manifestação de Deus, ele declarou: “Eu Te conhecia apenas de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:5).

Assim como o foi com Jó e com Simeão, o Espírito Santo deseja nos revelar a salvação que há em Cristo Jesus de forma palpável e visível. Vivendo nos últimos dias deste mundo de pecado, há a possibilidade de muitos de nós não passarmos “pela morte antes de ver o Cristo do Senhor” (v.26). Mas os nossos olhos só contemplarão a Sua salvação se, aqui, estivermos prontos para recebê-la. Porque assim como profetizou Simeão a respeito da primeira vinda de Jesus, de que estaria “destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos” (v.34), assim o será também em Sua segunda vinda. Muitos O receberão com o gozo de quem já O aguardava, outros, porém, se lamentarão perante Aquele que, manifestando “os pensamentos de muitos corações” (v.35), revelará as suas más intenções.

A vida de outro personagem citada neste capítulo e sua prática constante complementa a nossa real necessidade atual. A profetisa Ana, que aguardara o cumprimento da profecia, também reconheceu naquela Criança a redenção de seu povo. Sua expectativa por aquele momento era tão grande que ela “não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações” (v.37). Oh, quanto necessitamos muito mais exercer tal prática! É tempo de colocarmos em prática Joel 2:12-13 para que façamos parte do povo “que o Senhor chama” (Jl 2:32). Precisamos experimentar dia e noite a intimidade com Deus através da comunhão diária. O Espírito Santo geme por isso, “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26).

Houve profunda angústia e desespero quando José e Maria perderam a Jesus de vista. Mas quando “O acharam no templo” (v.46), que tamanho alívio lhes sobreveio imediatamente. Que não percamos o nosso Salvador de vista sequer um instante, e, muito em breve, O veremos face a face.

Bom dia, movidos pelo Espírito Santo, Deus vos abençoe ricamente neste dia!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 1, Comentado por Rosana Barros
11 de março de 2018, 0:30
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“E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (v.17).


Apesar da identidade desconhecida do destinatário Teófilo, certamente, o evangelho segundo Lucas foi escrito com “acurada investigação” (v.3), apresentando detalhes e relatos que não encontramos nos demais evangelhos. Iniciando com um minucioso relato acerca do prenúncio do nascimento de João Batista, bem como do nascimento de Jesus, o autor reforça a íntima ligação entre os dois acontecimentos. Não obstante, também relata a expressão de profunda gratidão por parte de Maria e de Zacarias, em forma de cânticos espirituais.

A biografia dos pais de João Batista explica o porquê foram escolhidos por Deus para tão sublime missão: “Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor” (v.6). Sobre eles pesava a tremenda responsabilidade de instruir o profeta que prepararia o coração do povo para receber o Messias que há tanto aguardavam. Mas, embora Zacarias tivesse orado pela bênção de um filho, sua idade avançada, bem como de Isabel, já havia amortecido o seu desejo. E impedido de falar, devido a sua incredulidade, em silêncio, contemplou o milagre crescer no ventre de sua idosa mulher.

No entanto, milagre maior aconteceu seis meses depois, quando o mesmo anjo Gabriel anunciou a Maria que seu ventre seria o primeiro abrigo do “Filho do Altíssimo” (v.32). A disposição de Maria em aceitar a palavra do anjo e o seu cântico de gratidão revela que Deus a conduziu para aquele momento. Ela cumpriria com louvor a missão para a qual foi designada.

João significa “Deus é misericordioso”. E a missão de sua vida seria transmitir esta verdade ao povo. Cumprindo a profecia de Malaquias, o profeta foi uma voz que repercutiu com o fim de habilitar para Deus um povo apercebido para a primeira vinda de Jesus. De igual forma, todos nós nascemos para um propósito específico diante de Deus. Com o sublime privilégio de fazer parte do derradeiro exército de salvação de Deus, sobre nós repousa a responsabilidade de preparar um povo para as bodas do Cordeiro. Assim como João ia “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” (v.17), o mesmo poder está, agora, à nossa disposição. De igual forma, fomos chamados “para alumiar os que jazem em trevas” (v.79), e a menos que encaremos esta missão com a seriedade que lhe é devida e com a mesma submissão manifestada por João Batista, ao invés de apressar, postergaremos o retorno do nosso Senhor.

Eis o objetivo principal da pregação do evangelho: “para dar ao Seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados” (v.77). O conhecimento de Deus e da salvação que há em Cristo Jesus deve ser o foco de todo aquele se arrepende e deve ser a força de nossa pregação. Pois que Cristo mesmo afirmou em oração: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17:3). Prossiga em conhecer a Deus através de Sua Palavra e este conhecimento, com certeza, se manifestará em sua vida como poder atuante do Espírito Santo na vida de outros. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14).

Feliz semana, povo remanescente!

Rosana Garcia Barros

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MARCOS 16 – Comentado por Rosana Barros
10 de março de 2018, 0:30
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“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (v.15).


O medo tem sido um dos piores vilões de todos os tempos. Ainda no Éden, após a queda, foi um dos primeiros sentimentos manifestados por Adão e sua mulher. Ele nos limita a circunstâncias que não apresentem riscos, aprisionando-nos a uma suposta “zona de conforto”. Como nossos primeiros pais, o medo nos faz procurar o primeiro esconderijo disponível para tentar fugir do que não temos coragem de enfrentar. “Surpreendidas e atemorizadas” (v.5), “Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé” (v.1), ouviram as palavras do anjo. Apesar da tentativa de abrandar-lhes o coração e da mensagem sobremodo solene que receberam, “de medo, nada disseram a ninguém” (v.8).

O que Maria Madalena não esperava era que o próprio Cristo ressuscitado lhe apareceria, dando-lhe Ele mesmo a missão de anunciar as boas-novas aos Seus companheiros que “estavam tristes e choravam” (v.10). O fato dos discípulos não terem acreditado não mudou o fato de que ela viu Jesus, falou com ele e anunciou o que Ele a ordenou. Bem como os dois discípulos que, anunciando a aparição de Cristo, os demais também “não [lhes] deram crédito” (v.13). A pregação do evangelho não está condicionada à aceitação dos ouvintes. Quer aceitem ou não, quer acreditem quer não, a mensagem continuará sendo sempre a mesma. E o passo a passo de Jesus para alcançar o coração do homem é bem parecido com o relato do capítulo de hoje.

Deus tem usado instrumentos diversos em Sua obra de salvação. Alguns mais ousados, outros mais comedidos. Alguns mais eloquentes, outros mais simples. Alguns que falam, outros cujas atitudes falam mais do que palavras. E quando estes instrumentos ainda não são suficientes, devido “a incredulidade e dureza de coração” (v.14) de seus ouvintes, Jesus mesmo Se encarrega de manifestar-Se. Mas é interessante notar que, indo ao encontro de Seus discípulos, Ele primeiro lhes censura e, logo após, lhes dá uma ordem. Ninguém que tenha um encontro real com Jesus pode permanecer do mesmo jeito. É necessário haver uma mudança. A cada pessoa que O encontra, Ele diz: “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3:7), “Vai e não peques mais” (Jo 8:11). Então, o milagre que começa no coração se evidencia na vida e torna-se impossível não compartilhá-lo.

Ainda que o mundo não acredite numa só palavra do que pregamos. Ainda que até mesmo nos ignore. Jesus está nos confirmando, hoje, que a Ele pertence a palavra final. Quantas vezes temos permitido que o medo nos domine, que as circunstâncias nos apavorem, que pessoas endurecidas nos intimidem, perdendo assim o privilégio da plena segurança que há em Cristo Jesus. Se Ele nos diz: “Ide” (v.15), tudo o que aparecer como situação desfavorável, Ele prometeu transformar em “sinais [que] hão de acompanhar aqueles que creem” (v.17).

Aquele que está assentado “à destra de Deus” (v.19), é o mesmo que prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Você crê nisto? Então, não temas!

Feliz sábado, pregadores da justiça!

Rosana Garcia Barros

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MARCOS 15 – Comentado por Rosana Barros
9 de março de 2018, 0:30
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“Mas Jesus, dando um grande brado, expirou” (v.37).


Quando lemos uma notícia acerca de algum acontecimento, por mais que as palavras sejam o mais fiel possível aos fatos, nunca poderão ter mais impacto do que as imagens. E mais impactante ainda do que ver as imagens, é ser testemunha ocular. Perante Pilatos foi colocado um Homem cujo aspecto denunciava a Sua inocência. Enquanto os líderes judeus procuravam acusá-Lo de todas as maneiras possíveis, o governador romano era atraído a olhar para o Réu cujo semblante calmo e sereno não manifestava medo ou qualquer intenção de contrargumentar as falsas acusações. Era um típico julgamento forjado e Pilatos sabia disso (v.10).

Certamente, Pilatos já tinha ouvido falar de Jesus, pois Sua fama havia alcançado toda a circunscrição romana. Contudo, estar diante dEle foi uma experiência que ele jamais esqueceria. Assim como as demais autoridades romanas, mais do que o desprezo pelo povo judeu, era o desprezo de Pilatos pelos seus líderes religiosos. Ele não estava preocupado em agradar aqueles líderes que ele considerava a pior estirpe do povo, mas em “contentar a multidão” (v.15). Pilatos percebeu que se a condenação não viesse por suas mãos, a multidão mesmo o faria.

Sabendo o que lhe custaria o sacrifício de Cristo, Satanás incitou cada acusador e cada agressor da pior maneira possível. Entregue aos soldados, o Filho de Deus passou por momentos de tortura e humilhação. Aquele que desfrutava da adoração dos anjos no palácio do Céu, Se entregou à agressão humana no palácio cativeiro. Praticamente sem forças, foi obrigado a carregar o Seu instrumento de morte. E perante a turba enfurecida que acompanhava o desfile da morte, a Sua resposta era a sabedoria do silêncio. Caído pelo desgaste físico e emocional, um homem foi obrigado a carregar a Sua cruz.

Do lugar celeste ao “Lugar da Caveira” (v.22). De Rei dos reis a “Rei dos Judeus” (v.26). Da companhia dos santos anjos à companhia de “malfeitores” (v.28). O mais assombroso contraste podia ser visto na cruz. Mas “os que iam passando” (v.29), bem como “os principais sacerdotes com os escribas” (v.31), escarnecendo de Jesus, foram as testemunhas oculares mais estúpidas de toda a história. Testemunhas que jamais poderiam relatar os acontecimentos daquele fatídico dia com a precisão, a veracidade e a riqueza de detalhes contidos nos evangelhos. Em nossas mãos temos o privilégio de, pelo poder do Espírito Santo, sermos atraídos a Cristo através de Sua Palavra e de entender o Calvário melhor do que os que lá estavam.

Pela primeira e única vez em toda a eternidade, Jesus sentiu a separação do Pai. Aquele que é Um com Deus, clamava não por causa da dor física, mas da dor da separação. Ele carregou sobre Si os pecados de toda a humanidade e o Seu brado final “Está consumado” (Jo 19:30) fez estremecer toda a hoste maligna. A maior missão de todos os tempos foi cumprida para que o maior dos eventos que este mundo já testemunhou pudesse acontecer.

Hoje, somos testemunhas oculares dos últimos momentos deste planeta caótico. Mas a decisão de sermos testemunhas fiéis é minha e é sua. Atravessando séculos de indiferença e tempos de descaso e até de tentativas frustradas de destruí-la, a Bíblia chegou até a nossa geração com o fim de não apenas relatar acontecimentos passados, mas de abrir os nossos olhos para um futuro bem próximo. Pois assim como o brado da cruz, Cristo está prestes a novamente declarar: “Feito está!” (Ap 16:17). Você está pronto(a) para este momento? O Grande Dia de Jesus se aproxima, quando “todo olho O verá” (Ap 1:7) e haverá apenas dois grupos de testemunhas: o de Apocalipse 6:15-16 e o de Apocalipse 12:17. De que grupo de testemunhas você está se preparando para fazer parte?

Bom dia, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17)!

Rosana Garcia Barros

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MARCOS 14 – Comentado por Rosana Barros
8 de março de 2018, 0:30
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“Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (v.38).


Ungido com o mais puro nardo e com o coração pleno de compaixão por aquela mulher cuja gratidão foi maior do que o medo das acusações, Jesus Se preparava para os momentos finais de Sua missão. Indignado com o que julgou ser um “desperdício de bálsamo” (v.4), Judas assinou a sua própria sentença de morte ao trocar Jesus por míseras moedas de prata. O tempo em que andara com Cristo fora suficiente para saber que sua atitude não passaria desapercebida diante do Mestre. Logo sua ação seria exposta à reflexão.

Num espaço restrito apenas aos Seus doze companheiros mais íntimos, Jesus repartiu a ceia pascal. Sua última advertência a Judas proclamava o amor que não possui rival. O traidor, contudo, não aceitando o último chamado, saiu dali para a condenação final. E com a mesma disposição que Judas saiu para trair Jesus, os discípulos afirmavam tê-la para não abandoná-Lo. Disposição que foi frustrada tão logo a ameaça lhes cercou. Pois que “deixando-O, todos fugiram” (v.50).

A última passagem de Jesus pelo jardim do Getsêmani certamente foi o marco da pior batalha espiritual que Ele teve de enfrentar. Levando Consigo apenas três de Seus discípulos, Sua terrível angústia transpareceu-Lhe na face um semblante jamais visto. “Tomado de pavor e de angústia” (v.33), Aquele que há pouco havia entrado em Jerusalém com aclamações de louvor, sabia que estava prestes a beber do cálice que O faria sair de Jerusalém carregando uma culpa que não Lhe pertencia.

Acordados pela primeira vez, os três discípulos logo encontraram um Mestre como nunca tinham visto antes. “Triste até à morte” (v.34), Seu rosto profundamente abatido estava regado com lágrimas e com sangue. A Sua expressa advertência a Pedro não foi sem razão. Se ele tivesse vigiado e orado como Jesus ordenou, não teria passado pela experiência de negá-Lo. A exortação à vigilância nos condiciona a uma vida de dependência. Deus não nos chamou a fim de termos uma vida livre de problemas, mas prometeu estar conosco em todos os momentos de adversidade.

Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora” (v.41) é o recado de Cristo a cada um de nós, hoje. O traidor de todos os tempos sabe que “pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12) e avança a longos passos tentando destruir o maior número de pessoas que puder. Nunca houve tempo tão oportuno para cair em si e desatar a chorar (v.72) aos pés do Único que pode nos salvar. “Vigiai e orai” (v.38), pois eis que diante de nós já se descortina o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn 12:1). Perto está o dia em que veremos “o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu” (v.62). Façamos parte de Seu derradeiro exército de oração!

Levantai-vos, vamos!” (v.42).

Bom dia, exército de oração!

Rosana Garcia Barros

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MARCOS 13 – Comentado por Rosana Barros
7 de março de 2018, 0:40
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“Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito” (v.23).


Diante do cenário estonteante do templo cujas pedras de mármore branco refletiam a luz do sol, grande admiração tomou conta do coração dos discípulos. Aquele lugar era o que tinham como referência de sagrado e despertava-lhes profunda reverência. Quando Jesus lhes disse que não ficaria “pedra sobre pedra” no templo “que não fosse derribada” (v.2), ficaram sobremodo aflitos. Mas, “Pedro, Tiago, João e André” (v.3) não guardaram a aflição para si. Em momento oportuno, pediram ao Mestre que lhes revelasse qual seria o sinal que precederia o fim dos tempos.

O relato que se segue apresenta não somente um sinal, mas diversos sinais que devem ser observados sob o prisma de que algo maior está para acontecer. E diante de tão solene mensagem, as primeiras palavras de Cristo são: “Vede que ninguém vos engane” (v.5). Portanto, o primeiro sinal apontado por Ele, como grande evidência de que o fim está próximo, foi o engano. Sucessivamente, outros sinais foram apresentados como “princípio das dores” (v.8). Comparando o cumprimento do tempo profético com uma mulher que está prestes a dar à luz, Jesus revelou quais seriam as primeiras e as derradeiras “contrações” até que Ele viesse segunda vez.

Apesar da aplicação desta profecia ser também referente à destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., o seu maior enfoque está na segunda vinda de Jesus à Terra, a Sua gloriosa aparição. Insistentemente, Ele mostrou aos Seus atentos discípulos a importância da vigilância: “Estai vós de sobreaviso” (v.9 e 23); “vigiai e orai” (v.33); “Vigiai” (v.35); “O que, porém, digo a todos: vigiai!” (v.37).

O profeta Habacuque, compreendendo a importância de tal atitude, logo a colocou em prática: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa” (Hc 2:1). E a sua decisão logo resultou em resposta: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc 2:3).

Deus tem um povo que, vigilante, tem aguardado o tempo determinado da vinda de Seu Salvador. Assim como as dores de parto vão aumentando de intensidade, os sinais têm se intensificado apontando para o maior evento de todos os tempos, que está “às portas” (v.29). Todos, crentes e descrentes, “verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” (v.26). Não sabemos o dia e nem a hora, mas sabemos como devemos estar diante da expectativa do retorno do nosso Senhor: “com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6:18).

Tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo” (v.19) nos aguarda e precisamos estar prontos para enfrentá-la. Vigiar, ou seja, estar atentos aos sinais e alicerçados na verdade, nos livrará dos enganos do maligno. Assim como o profeta Habacuque, aguardemos com perseverança a resposta do Senhor. Pois que “a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13:11).

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “escolhidos” (v.27) do Senhor!

Rosana Garcia Barros

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