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“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (v.1).
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“E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando Ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (v.32).
Na entrada do terceiro dia, após a crucifixão, a morte não pôde mais conter Aquele que é “a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Todos os esforços humanos foram feitos a fim de garantir que aquele túmulo permanecesse ocupado. Mas antes que o sol mostrasse o seu esplendor, aquele lugar foi iluminado com a presença de “dois varões com vestes resplandecentes” (v.4), a pedra foi removida e com voz potente, o anjo que a removeu, bradou:
“Jesus, Filho de Deus, Teu Pai Te chama!” (Ellen G. White, Vida de Jesus, p. 114).
O Vencedor sobre a morte eterna transformou aquele túmulo rochoso em cenário da vitória, o ambiente fúnebre em lugar angelical. A reação das mulheres frente àquele espetáculo sobrenatural reflete o impacto daquele momento. Aquela era uma notícia sobremodo extraordinária para guardarem para si, mas também era absurda demais para aqueles que a ouviam. As palavras das mulheres soaram aos ouvidos dos apóstolos “como delírio, e não acreditaram nelas” (v.11). Contudo, aquele cujo coração mais anelava confirmar o seu amor por Cristo, que por três vezes negara o Seu Senhor, absorveu aquelas palavras como a esperança de ter o seu clamor atendido. O que Pedro mais desejava era devolver o amoroso olhar do Salvador com a entrega total de sua vida.
Antes de aparecer ao Seu grupo apostólico, Jesus fez aparições especiais. Em uma delas, fez uma caminhada de Jerusalém até “uma aldeia chamada Emaús” (v.13), na companhia de um discípulo anônimo e outro “chamado Cleopas” (v.18). A Sua fisionomia tranquila e o Seu falar manso deixaram atônitos aqueles viajantes que estavam inconsoláveis, de maneira que diante da pergunta daquele Estranho, “pararam entristecidos” (v.17). Como alguém que vinha de Jerusalém poderia fazer uma pergunta daquelas? Observem que, mesmo sabendo o que se passava em seus corações aflitos, Jesus os incitou a falar tudo o que lhes afligia. E só então lhes respondeu com a autoridade de um pai quando deseja corrigir seus filhos: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” (v.25).
Jesus apresentou àqueles discípulos os dois mais poderosos e infalíveis antídotos contra a tristeza que os consumia: a oração e o estudo da Bíblia. Falar com Deus e Lhe expor os anseios de nosso coração, além de nos aproximar dEle, promove cura emocional. Somos constantemente assediados por sentimentos e emoções que podem abalar a nossa vida de diversas formas e o hábito da oração nos fortalece num vínculo direto com Aquele que promete nos sustentar com a Sua onipotente destra (Is 41:10). E, considerando a nossa vulnerabilidade, o Senhor nos deixou a Sua Palavra como um “desfibrilador” de corações enfermos pelas circunstâncias da vida. O desejo de Jesus é o de preencher o nosso coração com o que desejou a Seus incrédulos discípulos: “Paz seja convosco!” (v.36).
Não pode haver tratamento mais eficiente do que aquele em que a credibilidade do paciente faz parte de todo o processo. Por isso que Jesus fez de tudo para que Seus discípulos “surpresos e atemorizados” (v.37) acreditassem na Sua ressurreição. A paz real só é encontrada quando nossos olhos se abrem para reconhecer que Jesus é Aquele que deseja andar conosco nas estradas desta vida. Foi quando o salmista Davi compreendeu esta preciosa verdade que encontrou a paz (Sl 131:2). Foi tomando posse desta verdade que os discípulos foram levados a estar “sempre no templo, louvando a Deus” (v.53), em constante oração, “até que do alto [fossem] revestidos de poder” (v.49).
Está na hora e já chegou de estudarmos a Bíblia com ardor no coração. A nossa intenção é o que define se Jesus abrirá ou não o nosso entendimento para compreendermos as Escrituras (v.45). Estamos, de fato, dispostos a ouvir a voz de Deus, através de Sua Palavra, mesmo que seja para nos repreender como “néscios e tardos de coração” (v.25)? Estamos realmente buscando conhecer “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2), ou procurando interpretações que satisfaçam nossas próprias vontades?
O livro de Lucas termina com um apelo após outro sobre a necessidade do diligente exame das Escrituras. Que você não dependa de comentários como este para ter sua fé fortalecida, mas que ele seja apenas um complemento do que você já estudou. Se a Bíblia for o nosso principal alimento hoje, num amanhã bem próximo estaremos comendo “na presença” de Jesus (v.43).
Bom dia, discípulos de Jesus!
Desafio do dia: Forme uma dupla missionária e escolha 5 amigos para orar ao longo das próximas 3 semanas.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lucas24
#RPSP
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“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito! E, dito isto, expirou” (v.46).
Sendo levado à presença das autoridades romanas, Jesus passou por dois interrogatórios cheios de expectativa. Pilatos observava a Sua feição suave embora sofrida e, sendo fortemente despertado a não O condenar à morte, a possibilidade de entregar o caso nas mãos de Herodes lhe trouxe um momentâneo alívio. Herodes, por sua vez, “vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal” (v.8.).
Numa tentativa de satisfazer seus caprichos, iniciou um interrogatório sem fim. “Jesus, porém, nada lhe respondia” (v.9). Mais uma vez, Herodes teve a oportunidade de se arrepender e usar de sua autoridade para fazer justiça, mas escolheu o mesmo caminho dos líderes de Judá, tratando a Jesus “com desprezo, e, escarnecendo dEle, fê-Lo vestir-Se de um manto aparatoso, e O devolveu a Pilatos” (v.11). Mandando matar João Batista de uma forma tão brutal depois de um trivial pedido, sua posição com relação a Jesus revelou a covardia de quem não queria se responsabilizar pelo sangue de mais um inocente. Não sabia ele que aquele precioso sangue era a sua única oportunidade de salvação, a qual ele desperdiçou.
Outra vez perante o governador romano, Jesus, ainda mais machucado, revelava um aspecto tão dócil quanto a de uma ovelha ferida, e aquela cena causava uma aflição sobremodo grande no coração de Pilatos. Oprimido pelas circunstâncias, por três vezes declarou a inocência do silente prisioneiro. Entretanto, por três vezes enfrentou a fúria de uma turba incontrolável que clamava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (v.21). De um lado, aquele que, perante os homens, teria o poder nas mãos de livrar a Jesus daquela terrível condenação; de outro, a voz do povo que insistia “com grandes gritos” (v.23). Pressionado pelo clamor popular das massas enfurecidas, “Pilatos decidiu atender-lhes o pedido” (v.24), soltando o malfeitor e entregando Jesus “à vontade deles” (v.25).
Dizer que a voz do povo é a voz de Deus é uma das maiores incoerências que existe. Toda a Bíblia tem provado o contrário. Enquanto o mundo antediluviano zombava da pregação de Noé, dava as costas para o último chamado de Deus. Enquanto todo o mundo se entregava à idolatria, Deus tornou Abraão um instrumento de Seu poder. Elias subiu ao monte Carmelo num desafio contra 850 profetas idólatras. E adivinha só quem prevaleceu? Enquanto todos os povos se prostravam diante da imponente estátua de Nabucodonosor, apenas três jovens hebreus se recusavam a fazê-lo. No fim, foram as multidões dos povos ou aqueles três rapazes fiéis que provaram estar com a razão? A Bíblia chama de restante os fiéis dos últimos dias (Ap 12:17). Meus irmãos, a voz do povo não é e nunca será a voz de Deus! A voz de Deus é o claro e sonoro Assim diz o Senhor. A voz de Deus é a Sua Palavra, quer a maioria aceite, quer não.
Enquanto o povo escarnecia de Jesus, Suas poucas palavras antes de morrer foram cheias de compaixão. Às carpideiras, Ele advertiu, aos blasfemadores estendeu perdão, ao malfeitor arrependido prometeu a vida eterna. E é exatamente este o caminho que conduz à vida. Primeiro Jesus nos adverte, nos redireciona. Depois, Ele nos estende o Seu perdão e, então, ao pecador arrependido, oferece a vida eterna. Todos nós somos convidados a contemplar o sacrifício que foi feito por nós na cruz. E não há como não declarar: “Verdadeiramente, este Homem era justo” (v.47). Verdadeiramente, é em Sua justiça que encontramos a salvação.
Hoje, contemplamos como que “de longe estas coisas” (v.49), mas Jesus mesmo afirmou: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). Nós não fomos testemunhas oculares da morte e sepultamento de Jesus. Não estávamos lá quando “o véu do santuário” (v.45) se rasgou de alto a baixo. Não ouvimos a voz do Senhor ecoar pelo monte do Calvário e atingir cada coração como uma flecha. Mas, pela fé, podemos fazer parte do povo “bom e justo” (v.50) que aguarda “o reino de Deus” (v.51). E, enquanto isso, Jesus nos convida a participarmos de Seu descanso, “segundo o mandamento” (v.56; Êx 20:8-11). Ele mesmo descansou, tornando o memorial da criação também memorial da redenção.
Que nossa vida não seja regida pela voz da maioria, mas pelo Espírito Santo que deseja nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13).
Bom dia, salvos pela cruz (sacrifício) de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Lucas23. #RPSP
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“E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera e prepararam a Páscoa”
(v.13).
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“É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (v.19).
Sob o olhar do Senhor, os ricos depositavam “suas ofertas no gazofilácio” (v.1). Suas abastadas moedas tilintavam ecoando pelo pátio do templo como se fossem instrumentos de um aclamado “musical”, de forma que ninguém notara a presença de uma “certa viúva pobre” que lançava “ali duas pequenas moedas” (v.2). Ninguém, a não ser Jesus. Ao revelar o verdadeiro caráter de tão devotada oferta e minimizar o deslumbre de alguns “a respeito do templo” (v.5), despertou em “Pedro, Tiago, João e André” (Mc 13:3) o desejo de conhecer os sinais dos tempos.
E as primeiras palavras do Mestre, foram: “Vede que não sejais enganados” (v.8).
O engano é ardiloso e sutil. Ninguém é enganado com uma nota de trinta reais, mas uma nota falsa de cinquenta reais pode passar despercebida. Os sinais apresentados por Jesus denotam períodos críticos, aos quais Ele denominou “princípio das dores” (Mt 24:8). O mundo passaria por diversas mazelas, desde guerras até “epidemias e fome em vários lugares” (v.11), “pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo” (v.9). E como não bastasse “todas estas coisas” (v.12), Jesus declarou que os justos seriam perseguidos e presos e alguns seriam mortos por causa do Seu nome.
Munidos de fé inabalável e caráter determinante, os discípulos teriam de enfrentar situações extremamente conflitantes e perigosas. Contudo, a fala de Cristo parece que não faz sentido algum: “Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder” (v.14). Mas como não se preocupar diante de “reis e governadores” (v.12) ávidos por sangue? Como não ficar preocupado quando o cárcere foi consumado pela delação de “parentes e amigos” (v.16)? De que forma sossegar enquanto o ódio alheio é uma constante ameaça?
Creio que Estêvão foi o primeiro e grande exemplo de alguém que colocou em prática as palavras de Jesus. Sendo um “homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At 6:5), o primeiro dentre os diáconos eleitos pela igreja primitiva, “cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6:8). Mas sua vida de santa devoção despertou a inveja e o ódio no coração dos incautos religiosos, de forma que “discutiam com Estêvão” (At 6:9). No entanto, “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (At 6:10). Estêvão simplesmente decidiu confiar na promessa de Cristo e tornou-se a primícia dos mártires que, ao decorrer da história, deram testemunho de uma fé firme e de constante vigilância.
Conhecidos como “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17), os restantes dos últimos dias possuem responsabilidade ainda maior do que a que fora dada a Israel: ser “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15) em uma geração embriagada pelo engano. Homens que possuam tamanha hombridade a ponto de neles não se achar “nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4). Mulheres cuja conduta virtuosa alcance o “favor de todos quantos as [vejam]” (Et 2:15). Cristãos sendo em tudo santificados, a fim de serem “conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23), que em breve virá “numa nuvem, com poder e grande glória” (v.27).
Vigiar e orar não são ordens dadas com a finalidade de criar uma expectativa sensacionalista, mas de preservar no coração a perseverança que redundará na vitória final. Não perseverar em práticas religiosas vazias e inclinadas à exaltação própria, mas em desenvolver o caráter do Céu:
“Um caráter reto é de maior valor do que o ouro de Ofir. Sem ele ninguém pode subir a uma altura honrosa. Mas não se herda o caráter. Não pode ser comprado. A excelência moral e as belas qualidades mentais não são o resultado do acaso. Os mais preciosos dons não são de valor algum a menos que sejam aperfeiçoados. A formação de um caráter nobre é obra de uma vida inteira, e deve ser o resultado de esforço diligente e perseverante. Deus dá as oportunidades; o êxito depende do aproveitamento das mesmas” (EGW, Patriarcas e Profetas, p. 153).
Permita que Deus escreva a história de sua vida e, certamente, ela não terá fim.
Feliz sábado, perseverantes!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lucas21
#RPSP
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“Então, Jesus lhes replicou: Pois nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas” (v.8).
Ensinar e evangelizar eram as duas principais ocupações de Jesus. E doutrinar um povo cujas raízes estavam firmes em tradições não era tarefa fácil. Jesus era constantemente arguido pelos líderes judeus, que O tentavam com perguntas cheias de malícia. Mas a réplica de Cristo no versículo acima descreve a triste condição espiritual daqueles que não O conhecem: não Lhe reconhecem a voz.
Israel teve a oportunidade de ser neste mundo luz em meio às trevas espirituais. De promover o evangelho da salvação em Cristo, alcançando os quatro cantos deste planeta. Mas, sorrateiramente, deu as costas ao Senhor ao rejeitar os apelos do Espírito Santo, maltratando e ignorando os profetas, um após o outro. Uma religião orgulhosa e ritualística tomou o lugar da “religião pura e sem mácula” (Tg 1:27), tornando a maioria insensível à essência do verdadeiro evangelho do reino.
Como uma vinha bem plantada, Jerusalém tinha tudo para ser a capital da verdade. Entretanto, seus “lavradores” (v.9) se acharam no direito de agir conforme a vontade de seus obstinados corações. Como iriam dar ouvidos às mensagens proféticas se negavam a ouvi-las? Como reconheceriam a Jesus e aceitariam as Suas palavras se mantinham seus olhos cerrados na escuridão de sua dura cerviz? E ao ouvirem do destino final de sua apostasia, disseram: “Tal não aconteça!” (v.16).
Amados, a realidade de Israel infelizmente não ficou no passado. Temos hoje uma grande parcela do mundo afirmando ser cristã, enquanto faz de Cristo um “gênio da lâmpada”. Querendo apenas ouvir o que é agradável, faz da Bíblia um livro de autoajuda e não a Palavra de Deus. E quando é proferida alguma palavra de advertência, esta é considerada dura demais de ser ouvida, cauterizando ainda mais o coração e, em uma versão atualizada do que disseram os líderes judeus, a exclamação é: “Deus me livre!”
Ser cristão não é ser um “pacote” de tradições, mas um depósito da verdade. Se fingir de justo (v.20) pode até enganar a homens, mas jamais poderá enganar Aquele que sonda os corações. Jesus ensinou “o caminho de Deus segundo a verdade” (v.21) e Ele mesmo afirmou: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32). Jesus é a verdade (Jo 14:6). A Sua Palavra é a verdade (Jo 17:17). Porque é a respeito dEle que a Palavra testifica (Jo 5:39). Liberdade, portanto, não é viver conforme a minha própria vontade. Isso é escravidão. Liberdade é experimentar Jesus Cristo, a verdade que liberta! É apreciar a Sua Palavra tal qual ela é e aceitá-la como oráculo de Deus para minha vida.
Um dia, Jesus irá olhar para os lavradores infiéis de todos os tempos e terá de dizer: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41). E dizer “Tal não aconteça!”, ou “Deus me livre!”, de nada vai adiantar. Mas, “os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos” (v.35), ouvirão o terno convite de Jesus: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34). “Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” (v.36).
“Guardai-vos” (v.46), pois, de exercer justiça própria. Mas que nossa vida seja simplesmente a manifestação de quem foi salvo pela justiça de Cristo. Eis a verdade que liberta!
Bom dia, libertos pela verdade!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lucas20
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“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (v.10).
Os publicanos eram os responsáveis por recolher os impostos e prestar contas ao Império Romano. Sua função, portanto, não era benquista pelos judeus, principalmente pelo fato de muitos deles serem corruptos. Aproveitando-se de seu cargo e do apoio do exército de Roma, cobravam além do que lhes havia sido ordenado receber. Era dentro deste contexto que se encontrava Zaqueu, odiado por seus patrícios e dono de uma riqueza que não lhe era devida. Então, ele ouviu falar de Jesus, o Homem que pregava e curava sem nada cobrar. O único judeu que não se esquivava em sentar para comer com publicanos e pecadores.
A Bíblia diz que Zaqueu “procurava ver quem era Jesus” (v.3). Ansiava por avistar Aquele em quem depositara a sua última esperança de sentir-se verdadeiramente amado ao menos uma única vez. Mas Zaqueu era pequeno. Por causa de sua baixa estatura e “por causa da multidão” (v.3), seu objetivo estava comprometido. Entretanto, o seu coração não poderia suportar a ideia de ter chegado tão perto e deixar escapar a oportunidade de sua vida. Deixando a multidão para trás, ele correu e “subiu a um sicômoro” (v.4) para ver Jesus. De forma inconsciente, Zaqueu exerceu uma fé tão grande quanto a da mulher do fluxo de sangue. Aquela mulher lutou contra uma multidão para apenas tocar nas vestes de Cristo. Zaqueu saiu do meio da multidão e subiu em uma árvore “a fim de vê-Lo” (v.4).
O que ele não esperava era que o seu olhar seria correspondido. Pensando ter subido para ver Jesus, na verdade, Jesus já o tinha avistado em meio à multidão assim como, em meio à agitação das massas, parou para olhar para a mulher que O tocara. A mulher desejava apenas Lhe tocar, mas Ele olhou para ela e falou com ela. Zaqueu desejava apenas vê-Lo, mas Ele olhou para ele, falou com ele e comeu com ele em sua casa. Esta é a prova incontestável de que não somos nós que encontramos a Jesus, mas é Ele quem nos busca. Porque Ele “veio buscar e salvar o perdido” (v.10). Seu amor não tem limites e rompe qualquer barreira, provando que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18:27).
Os judeus não esperavam um Rei que andasse na companhia de prostitutas e cobradores de impostos; que tocasse em leprosos e colocasse crianças no colo; que expulsasse os cambistas do templo e vivesse um estilo de vida simples; que lhes advertisse ao invés de elogiá-los. Eles realmente não esperavam um Messias que lhes revelasse a impureza de seus corações e a necessidade de se tornarem servos bons e fiéis. Imagino Jesus olhando para o alto daquele sicômoro e revelando um largo sorriso que comoveu o coração de Zaqueu a descer daquela árvore como de um salto e recebê-Lo com alegria (v.6). Mas ao avistar a cidade considerada santa e palácio de Deus, Jesus “chorou” (v.41). Enquanto o povo a contemplava como lugar sagrado, Jesus viu a sua ruína por não reconhecerem a oportunidade da sua visitação (v.44).
Quando Jesus olha para nós, qual tem sido a Sua reação? Um dia Ele terá que contemplar “a Sua estranha obra” (Is 28:21). Na Sua presença serão executados todos que não O aceitaram como Senhor e Salvador de suas vidas (v.27) e que se deixaram levar pelo murmúrio das multidões (v.7), arrancando profusas lágrimas dos olhos do Eterno. Mas o profeta Isaías também declara que “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11). Quando cada um de nós, de forma individual, entender que Jesus não para com o intuito de olhar multidões, e sim o que se encontra perdido, também iremos entender que a “casa de oração” (v.46) deve ser um sicômoro e não um palácio. Então, como um só povo que reconhece a sua miserável condição e dependência do Senhor Jesus Cristo, dentro em breve, contemplaremos o Seu sorriso, enquanto declaramos: “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas maiores alturas!” (v.38).
Bom dia, motivo do sorriso de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lucas19
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“Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam noite e dia, embora pareça demorado em defendê-los?” (v.7).
O “dever de orar sempre e nunca esmorecer” (v.1), é retratado na parábola do juiz iníquo. Sem o temor do Senhor e sem respeito por “homem algum” (v.2), aquele juiz desempenhava a sua função no rigor de suas próprias vontades. Em sua estupidez e parcialidade, não fazia caso da viúva que insistentemente requeria a sua intervenção. Mas apesar de suas constantes negativas, aquela mulher provou que a sua perseverança era maior, conseguindo, enfim, o que por tanto tempo pleiteou.
Aquele juiz não pode ser jamais uma representação de Deus, e sim da corrupção humana. Se a insistência pode mover uma autoridade iníqua a atender ao pedido de uma desamparada, quanto mais o Pai não atenderá ao pedido dos Seus filhinhos que a Ele “clamam dia e noite” (v.7)! E embora pareça que demore, “depressa lhes fará justiça” (v.8). A oração, bem como o diligente exame das Escrituras, vivifica a alma e a fortalece na certeza de que o que não se pode ver agora certamente há de se materializar. E a pergunta tão oportuna em nossos dias é: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (v.8).
De acordo com Hebreus 11:1, “a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”. Em suma: é crer para ver. É a plena confiança de que “vai cumprir-se tudo quanto está escrito” (v.31). Não podemos, porém, confundir fé com presunção. O contraste entre a oração do fariseu e a oração do publicano revela essa diferença. Confiar em si mesmo, por se considerar justo, desprezando os outros, é uma ofensa aos olhos de Deus e tem sido uma atitude mais comum do que possamos imaginar. Quantas vezes você e eu não olhamos para a miséria humana e pensamos, até de forma inconsciente, estar em mais privilegiada condição? Como o jovem rico, depositamos nossa confiança em uma vida financeira estável ou, à semelhança do fariseu, em obras religiosas, quando podemos estar tão cegos quanto o cego “à beira do caminho” (v.35).
Por vezes, Jesus advertiu Seus discípulos acerca do que iria Lhe suceder. E mais claro do que Ele descreveu em detalhes no capítulo de hoje, só desenhando. “Eles, porém, nada compreenderam… não percebiam o que Ele dizia” (v.34). A noção que tinham a respeito da salvação era toda baseada no regime das tradições e não na verdade imutável do amor incondicional de Deus. Mas em cada fariseu obstinado e em cada pecador transformado, as escamas dos olhos do grupo apostólico caíam, desvendando-lhes o mais sublime cenário: a vida de Jesus.
Um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn 12:1) está no limiar de acontecer, e ouso dizer que já tem dado os seus primeiros sinais. E só estará pronto para enfrentá-lo aquele que, como Jacó, persistir em lutar em oração. Enquanto lutava com o próprio Senhor, clamava pelo perdão divino e reclamava a promessa de Deus de que tudo acabaria bem. Relatando este episódio, Ellen White escreveu:
“Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. Sua experiência testifica do poder da oração insistente. É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração” (EGW, Patriarcas e Profetas, p. 139).
Oremos amados! Oremos como nunca oramos antes! E como Jacó, clamemos: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn 32:26).
Bom dia, homens e mulheres de oração!
Desafio do dia: Compartilhe conosco um pedido especial de oração e escolha um pedido aqui dos comentários para orar por ele ao longo do dia. Vamos formar um exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lucas18
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“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem” (v.26).
É impressionante a mente de Cristo, como Ele aproveitava cada ocasião para ensinar e admoestar. Ele sempre estava no lugar certo com o fim de alcançar as pessoas certas. Sendo completamente guiado pelo Espírito Santo, não lançava um único olhar não fosse com o objetivo de salvar. Contudo, Seu ministério também consistia em dissipar as injustiças, repreender e apontar para a necessidade humana de colocar em prática os Seus ensinamentos.
Repreender significa “advertir, censurar ou aconselhar com intensidade”. Pode não ser, portanto, a forma verbal mais agradável, mas, em determinados momentos, torna-se a mais eficaz. Pois a repreensão franca e cristã nos coloca na posição de instrutores da justiça, ainda que não consiga atingir o resultado almejado. A Bíblia diz que Noé foi um “pregador da justiça” (v.5) e mesmo diante da rejeição absoluta de seus conterrâneos, prosseguiu em fazer de sua voz um clamor tão alto quanto as batidas da construção da arca.
Eu já ouvi alguns críticos defendendo a ideia de que Noé foi o pior evangelista de todos os tempos. Pela não aceitação de sua pregação, julgam seu ministério um exemplo de fracasso evangelístico. Quais foram os métodos específicos que ele usou para difundir a mensagem não sabemos, mas a Bíblia revela o princípio que norteou a sua missão: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn 6:22).
A princípio, a mensagem dada a Noé não foi de todo rejeitada. A gigantesca construção chamou a atenção de todos e, de alguma forma, atraía tanto ouvintes quanto críticos. O mundo ficou dividido entre simpatizantes e acusadores, até que chegou o momento da decisão e os adeptos apenas a uma simpática cortesia acabaram por finalmente se unir à turba acusadora. Isto, porém, não significou uma derrota para o idoso pregador. Ao compreender a sagrada obra que Deus lhe confiou, também entendeu onde ela deveria começar e triunfar: “Contigo, porém, estabelecerei a Minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos” (Gn 6:18).
O relato da cura dos dez leprosos também nos serve de exemplo de que o desejo de Jesus é o de salvar a todos, mas nem todos estão dispostos a voltar “para dar glória a Deus” (v.18). Aquele samaritano foi o único a permitir que “o reino de Deus” (v.21) tomasse conta de seu coração. Os fariseus e os demais líderes judeus não reconheceram o cumprimento da profecia em Cristo simplesmente porque seus corações estavam endurecidos demais para admiti-lo. Somos chamados para começar a viver aqui um prelúdio do que será o Céu. E isso deve ter início em nosso coração e, então, em nosso lar.
Tudo o que nos cabe como membros de uma família está descrito na Bíblia. Se cada um cooperar em desempenhar a sua parte confiante de que Deus completará a obra, a família será a mais poderosa mensagem do amor divino ao mundo, onde “todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do SENHOR” (Is 61:9). Diante de um mundo secularizado e cético quanto ao papel fundamental da família na sociedade, uma família guiada pelo Assim diz o Senhor torna-se um troféu nas mãos de Deus. Uma prova inequívoca de que o plano original é o ideal e o único que pode oferecer um pedacinho do Céu na Terra.
Entretanto, enquanto Noé foi um exemplo de sacerdote do lar, procurando manter sua família longe das influências corruptoras, Ló julgou ser capaz de conduzir a sua levando-a ao “olho do furacão”. Tendo a oportunidade de fazer diferente, decidiu desviar-se da rota de Deus. A consequência disso? Sua família destruída e sua mulher um exemplo do que não se deve fazer (v.32). Em uma família onde o amor de Deus é o ingrediente predominante, certamente o perdão será o resultado prático das portas para dentro que transbordará das portas para fora, não como algo forçado, mas como a ação natural da racional obediência.
Se “nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co 2:16), precisamos estar em sintonia com ela. De uma coisa eu tenho certeza, Noé não foi escolhido por Deus simplesmente pelo fato de não participar dos costumes mundanos da época, e sim porque ele conhecia a Deus. E, por conhecer a Deus e reconhecer-Lhe a voz, exerceu uma influência transformadora sobre sua família. O fato de abdicar da corrupção antediluviana não foi a causa da salvação de sua casa, mas o resultado da salvação. Noé e sua família entenderam que a sua missão principal não era o serviço da arca do Senhor, mas servir ao Senhor da arca.
Está chegando o glorioso Dia do Senhor! Que estejamos prontos para dar “glória a Deus em alta voz” (v.15), “agradecendo-Lhe” (v.16), e dizendo:
“Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is 8:18).
Bom dia, famílias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lucas17
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“E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17).
Após proferir parábolas tão ricas em amor e compaixão, Jesus prosseguiu com parábolas que exemplificam o resultado da impiedade. A infidelidade do administrador não pôde ser encoberta. Ao ser denunciado, porém, sua reação foi elogiada pelo “homem rico” (v.1), que não pôde deixar de reconhecer a sua astúcia. Sua atitude frente ao pedido da prestação de contas de sua administração (v.2) acabou por ser ainda mais habilidosa do que a sua fraude. Contudo, esta ilustração não tem o objetivo de exaltar tal atitude, mas de reprovar a má administração das bênçãos de Deus, roubando para si a glória que é devida ao Doador das bênçãos.
A fidelidade é um dos princípios basilares contidos nas Escrituras e faz parte do fruto do Espírito (Gl 5:22). O que nos leva à conclusão de que não é algo inerente ao ser humano, mas um dom de Deus que é concedido pelo Espírito Santo aos que nEle vivem e andam (Gl 5:25). E torna-se algo tão real na vida que está sendo santificada, que tanto faz ser fiel no pouco ou no muito (v.10), porque a sua “verdadeira riqueza” (v.11) não está nas coisas deste mundo, mas “nos tabernáculos eternos” (v.9). Aos ouvidos dos avarentos fariseus tudo aquilo soou como um discurso ridículo (v.14). Enquanto justificavam diante dos homens sua infidelidade com obras vazias, suas reais intenções estavam à mostra do Deus Onisciente.
Até aquele tempo, ou seja, até à pregação de João Batista, que anunciava “o evangelho do reino de Deus”, “a Lei e os Profetas” (v.16), isto é, o Antigo Testamento, era a única Bíblia de Israel. Cristo não revogou esta parte das Escrituras (Mt 5:17-18), mas inaugurou a nova parte que logo iria completar o Livro Sagrado. E reforçando esta ideia, declarou: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17). Além de prosseguir com dois fortes argumentos: acerca do adultério (v.18; Êx 20:14) e da importância dos ensinos do Antigo Testamento (v.31).
Precisamos ter muito cuidado com doutrinas baseadas em textos isolados da Bíblia. E a parábola do rico e do mendigo tem sido usada como base para interpretações equivocadas. Primeiro tem que ficar bem claro que se trata de uma parábola contextualizada conforme uma crença popular que havia se instalado no meio do povo. Confusos com relação ao estado do homem após a morte, acreditavam em crendices e superstições. Tanto é que até os discípulos, ao avistarem Jesus andando por sobre as águas, antes que Ele Se identificasse, gritaram apavorados: “É um fantasma!” (Mt 14:26). Jesus, portanto, aproveitou tal crença para ilustrar a situação do povo: com a verdade nas mãos, mas desprezando-a (v.31).
Nesta semana onde relembramos de uma forma especial o maior ato de amor de todos os tempos, Jesus nos convida a repensar qual tem sido a nossa resposta frente ao Seu sacrifício. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16). Toda a Bíblia deve ser para nós a fonte da qual devemos sempre beber. Aceitar uma parte e excluir outra é como querer servir-se apenas de duas moléculas de hidrogênio e recusar o oxigênio, ou seja, é loucura. Como Seus administradores na Terra, de todos os bens que nos confiou, o mais valioso foi assim descrito por Paulo: “é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15). Israel defraudou tamanho privilégio, tornando-se uma nação avarenta, adúltera e insubmissa ao Assim diz o Senhor. O que temos, pois, feito da importância que o Senhor colocou em nossas mãos?
No final, muitos que se julgavam ricos das bênçãos de Deus descobrirão tarde demais que “ninguém pode servir a dois senhores” (v.13). Que o Espírito Santo frutifique em nossa vida a fidelidade e, certamente, continuaremos estudando toda a Bíblia com a honestidade e sinceridade de quem deseja a mesma recompensa que será dada a Abraão: a vida eterna.
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
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