Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 11 – Comentado por Rosana Barros
14 de abril de 2018, 0:30
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“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (v.25).


Havia uma família a qual Jesus tinha um especial apreço: a família de Lázaro. Lázaro, Maria e Marta eram irmãos e sua hospitalidade para com Jesus e Seus discípulos fez com que a casa deles fosse um dos lugares preferidos do Mestre. A diferente disposição de cada irmão fazia daquele lar um lugar aprazível. A prontidão de Marta, a bondade de Lázaro e a delicadeza de Maria compunham um cenário harmônico da mais pura atmosfera. Mas nem sempre fora assim. Aquele lar tornou-se o perfeito exemplo do que Jesus pode realizar quando as portas do coração se abrem para que Ele entre.

Marta era uma workaholic, seus afazeres eram sua vida (Lc 10:40). Maria não tinha boa reputação (Lc 7:39). E, apesar de não haver nenhum outro relato sobre Lázaro ou como tornou-se amigo pessoal de Jesus, certamente sua vida era tão preciosa aos olhos de Cristo, que Ele não suportou a ideia de passar Seus últimos dias na Terra com a lembrança de um amigo morto. Três irmãos, três personalidades, mas unidos num só propósito: seguir a Jesus todos os dias de suas vidas.

A ressurreição de Lázaro é, sem dúvida, uma das mais comoventes experiências do ministério terrestre de Cristo. Podemos quase ouvir os soluços de Maria e contemplar pela fé as lágrimas do Salvador. É um relato sobremodo comovente, além de esclarecedor quanto à doutrina bíblica do estado do homem na morte. Jesus comparou a morte com o sono, ao dizer: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (v.11). Mas a ignorância de Seus discípulos, não entendendo que Ele se referia à morte, O fez dizer com clareza: “Lázaro morreu” (v.14). Em Eclesiastes 9:5, Salomão escreveu: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento“. O apóstolo Paulo também nos advertiu quanto a isto: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1Ts 4:13).

Jesus tem o poder de transformar qualquer vida que esteja disposta a ser forjada no fogo a fim de ressurgir como uma nova vida melhorada e santificada para propósitos eternos. Se cada membro de uma família aceitasse este necessário reavivamento, cada casa do povo de Deus se tornaria morada especial de Cristo. E ainda que a doença ou a morte os alcançasse, até as situações mais adversas seriam “para a glória de Deus” (v.4) e avanço de Sua obra. Jesus não chorou pela morte de Seu amigo. “Jesus chorou” (v.35) pela morte espiritual de Seu povo. Maior do que a pedra que lacrava o túmulo de Lázaro, era a dureza de coração da maioria dos judeus.

Jesus ordena, hoje: “Tirai a pedra” (v.39). E não importa o quanto teus pecados cheirem mal! Aquele que devolveu a plenitude da vida a um corpo em estado de putrefação, pode te reavivar pelo poder que há em Sua Palavra! Jesus morreu para que pudesse “reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (v.52). Chegada é a hora de testemunharmos como um só povo, uma só família cujo caráter revela o amor do Salvador. Pois perto está o dia em que Ele não chamará apenas um homem, mas todos “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4:16-17).

Feliz sábado, reavivados pela Palavra de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João11
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JOÃO 10 – Comentado por Rosana Barros
13 de abril de 2018, 0:30
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“Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas” (v.11).


Se tem um Salmo que bem expressa a história de amor de Deus para com os Seus filhos é o Salmo 23. Este Salmo davídico é o texto bíblico mais conhecido e popular no meio cristão. E até as criancinhas sabem recitar nem que seja o seu primeiro verso: “O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará”. A figura de um pastor de ovelhas ficou conhecida por ter sido a ocupação de Davi antes de tornar-se rei de Israel. Foi por conhecer tão bem as atribuições de um pastor e seu apreço pelas ovelhas, que Davi compôs o que Jesus mais tarde confirmou ao declarar: “Eu sou o bom Pastor” (v.11).

Nos muros de Jerusalém, a Bíblia faz registro de doze portas de acesso à cidade, assim como na Nova Jerusalém (Ap 21:12). A palavra porta indica lugar de entrada/saída e também denota escolha, decisão. Cada porta tinha um nome e um significado espiritual diferentes. Mas uma delas, a “Porta das Ovelhas” (Jo 5:2), de todas as portas, foi a única que, à época da reconstrução dos muros da cidade após o exílio babilônico, foi consagrada ao Senhor (Ne 3:1). Portanto, esta porta tinha um significado especial com relação às demais. Era por ela que entravam os cordeiros que seriam sacrificados no templo. Quando Jesus diz: “Eu sou a Porta das Ovelhas” (v.7) e ao mesmo tempo declara ser o bom Pastor, está afirmando a Sua declaração seguinte de que ninguém tiraria a Sua vida, mas Ele a entregaria espontaneamente (v.18).

As ovelhas são o bem mais precioso do bom Pastor. Ele as conhece e elas O conhecem também (v.14). A Sua voz lhes é familiar, de forma que “de modo nenhum” seguem estranhos, “porque não conhecem a voz dos estranhos” (v.5). Mas observem que Jesus afirmou ter “outras ovelhas” (v.16). Ou seja, ovelhas fora da casa de Israel. E aqui estamos inclusos você e eu. O mundo todo é alvo do amor do Pastor Celeste e Ele tem chamado “pelo nome as Suas próprias ovelhas” (v.3). Conhecer o Pastor é tão importante quanto reconhecer a Sua voz. É sinônimo de vida e vida em abundância (v.10). Jesus mesmo afirmou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3).

As obras que Jesus fazia em nome de Deus, testificavam a favor dEle mesmo (v.25). E Ele bem sabia quem era ovelha e quem era lobo. Sua vida e missão estavam  registradas em cada enfermo curado, em cada criança amparada, em cada pecador arrependido, de forma que “iam muitos ter com Ele” (v.41) e “muitos ali creram nEle” (v.42). Precisamos ser ovelhas, amados! Jesus disse que as Suas ovelhas receberão a vida eterna e “jamais perecerão” (v.28), “e a Escritura não pode falhar” (v.35). Serão as ovelhas que ouvirão à Sua direita quando Ele regressar: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34). Até lá, Ele espera que vivamos como Ele e o Pai: “Eu e o Pai somos um” (v.30). Uma ovelha cuidando da outra, aquecendo a fé da outra, cumprindo “a lei de Cristo” (Gl 6:2). Continuemos ouvindo a voz do bom Pastor aqui e logo a ouviremos em alto e bom som.

Bom dia, ovelhas do bom Pastor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João10
#RPSP



JOÃO 9 – Comentado por Rosana Barros
12 de abril de 2018, 0:30
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“Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a Sua vontade, a este atende” (v.31).

A crença que se rezava entre os judeus era que enfermidades ou deficiências eram castigos de Deus aos pecadores. Por isso que, geralmente, a sorte de “um homem cego de nascença” (v.1), por exemplo, era a de viver “como mendigo” (v.8.). Aquele homem cego deveria estar em seu costumeiro lugar, esperando ouvir o tilintar das moedas que caíssem em sua vasilha. O relato de João não diz que o cego pediu para ser curado e nem que Jesus lhe comunicou o que estava prestes a fazer. E sim que Ele “cuspiu na terra”, fez lodo com a saliva e aplicou aquela mistura nos olhos do cego (v.6). Imagino aquele homem tateando os braços e o rosto de Jesus, tentando entender o que estava acontecendo. Mas, antes que pudesse dizer alguma palavra, ouviu uma agradável voz que lhe ordenou: “Vai, lava-te no tanque de Siloé”, então “Ele foi, lavou-se e voltou vendo” (v.7).

Numa linguagem científica, Jesus tinha acabado de entrar no córtex visual primário daquele homem e restaurado os danos que o fizeram nascer cego. Mas um fato curioso é que, mesmo que uma criança nasça com sua visão perfeita, se lhe fosse colocado um tampão em um dos olhos, privando aquele olho de ter acesso à luz nos dois ou três primeiros meses de vida do bebê, este ficaria irreversivelmente cego do olho que foi obstruído. Ou seja, é o contato dos olhos com a luz que desenvolve a visão.

O porquê de Jesus ter aplicado lodo nos olhos do homem, não sabemos. Mas a Sua declaração anterior define bem o que Ele desejava realizar em sua vida: “sou a Luz do mundo” (v.5). Daí me pego a pensar que Jesus mandou aquele homem se lavar porque se simplesmente o tivesse curado naquele momento, se a primeira imagem que ele tivesse fosse da pessoa de Jesus, seus olhos sempre adormecidos para a luz do sol, não suportariam contemplar de pronto os brilhantes raios do Sol da Justiça.

Parece que esses milagres extraordinários tinham um dia escolhido a dedo para acontecerem: sábado. Conforme a considerável lista de mais de 600 regras sabáticas criadas pelos líderes judeus, uma delas proibia cuspir no chão em dia de sábado, pois a saliva estaria regando a terra. Os judeus estavam com algum tipo de “tampão” que os tornava cegos espirituais. Não aceitavam a Cristo e Suas obras porque não tinham olhos espirituais para nEle crer. O sábado era um dia de rituais vazios e reuniões religiosas, e o que passasse disto era considerado grave pecado.

Após escrever tantos preciosos conselhos em Eclesiastes, o sábio Salomão terminou com a seguinte conclusão: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec 12:13). Notem que ele não disse que “isto é dever de todo judeu”, e sim “de todo homem”. E, ao contrário do que julgavam os judeus, Jesus foi o perfeito exemplo de obediência. Em nenhum momento transgrediu os mandamentos de Seu Pai, mas os confirmou e engrandeceu, sendo um fiel praticante de Sua Palavra. E, a cada sábado, Sua luz incidia o perfeito brilho de um dia especial de cura e restauração.

A primeira voz angélica nos diz: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7). Ora, qual é o único mandamento que nos lembra que Deus é o Criador de todas as coisas? Há uma luz especial sobre o quarto mandamento da Lei de Deus e, certamente, Jesus também deixou isto bem claro. O profeta Isaías declarou que de um sábado a outro sábado adoraremos ao Senhor na Nova Terra (Is 66:23). Após citar um importante princípio sobre os dez mandamentos, Tiago diz que seremos julgados por esta Lei, a qual ele chamou de “lei da liberdade” (Tg 2:10-12). Paulo escreveu que “resta um repouso para o povo de Deus” (Hb 4:9). O remanescente dos últimos dias possui as seguintes características: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

Portanto, é nosso dever, meus irmãos, brilhar a luz de Cristo, especialmente aos sábados. A obediência como uma obrigação cega não é obediência, é presunção. Mas a obediência como resultado do temor a Deus e do amor que Lhe devotamos, é a manifestação da luz de Jesus em nossa vida. “Crês tu no Filho do Homem?” (v.35). Então O adore todos os dias, mas principalmente no dia que Ele chamou de santo, e te deleitarás no Senhor (Leia Is 58:13-14).

Bom dia, adoradores do Criador!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João9 #RPSP



JOÃO 8 – Comentado por Rosana Barros
11 de abril de 2018, 6:29
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“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (v.36).

Temos um conceito muito ínfimo quando o assunto é liberdade. Para uns, ser livre significa viver intensamente. Para outros, é ser independente. Ainda tem quem chame de liberdade fazer o que quiser da própria vida mesmo que outras vidas sejam prejudicadas. Ou seja, liberdade é desenhar a tela da própria vida e ninguém tem nada a ver com isso. Será mesmo? Ser livre de verdade possui um significado tão profundo e tão maior do que simplesmente escolher em que direção voar, e uma mulher “apanhada em flagrante adultério” (v.4) só descobriu isso quando colocada frente a frente com o Libertador.

Jesus estava assentado no templo, e ensinava, quando começou a ouvir vozes acaloradas vindo em Sua direção. O barulho foi se avolumando até que, diante dEle e de toda a multidão de testemunhas, foi colocada uma mulher em terríveis condições. “Os escribas e fariseus” (v.3) não a levaram ali a fim de aplicar um julgamento justo, mas de acusar a Jesus e fazê-lo receber a mesma sentença da mulher. Contudo, a lei que usavam como argumento a favor de seu discurso era a mesma que dizia que tanto o homem quanto a mulher deveriam arcar com as consequências de seu pecado: “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera” (v.10). Onde estava, portanto, o segundo réu?

Diante daquela covarde cena, “Jesus, inclinando-Se, escrevia na terra com o dedo” (v.6). Seu silêncio causou um estranho desconforto. O dedo que havia gravado em tábuas de pedra: “Não adulterarás” (Êx 20:14), agora gravava uma misteriosa mensagem em lugar fácil de se apagar. Sobre este momento, Ellen White relatou:

“Impacientes ante Sua demora e aparente indiferença, os acusadores aproximaram-se, insistindo em Lhe atrair a atenção sobre o assunto. Ao seguirem, porém, com a vista, o olhar de Jesus, fixaram-na na areia aos Seus pés, e transmudou-se-lhes o semblante. Ali, traçados perante eles, achavam-se os criminosos segredos de sua própria vida. O povo, olhando, reparou na súbita mudança de expressão e adiantou-se, para descobrir o que estavam eles olhando com tal espanto e vergonha… Então, rotas as vestes da pretendida santidade, ficaram, culpados e condenados, em presença da infinita pureza. Tremeram de que as ocultas iniquidades de sua vida fossem expostas à multidão; e um a um, cabisbaixos e confusos, foram-se afastando silenciosos, deixando a vítima com o compassivo Salvador” (EGW, O Desejado de Todas as Nações, p. 270).

Cada um daqueles anciãos ávidos por sangue, pôde ver seus pecados secretos escritos com clareza. Mas quando o Juiz justo “Se levantou”, a Sua sentença declarou a real condição de toda aquela multidão acusadora: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (v.7). Ao se retirarem, “acusados pela própria consciência” (v.9), todos reconheceram ser réus de morte. “Porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). Aquela mulher não era diferente. Seu pecado era passível de morte. Contudo, pensando estar conduzindo aquela mulher à condenação fatal, aqueles homens a conduziram a verdadeira liberdade. E a voz da Onipotência declarou a Sua justa e misericordiosa sentença: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (v.11).

Notem que Jesus não ignorou o pecado da mulher, mas lhe ofereceu o perdão seguido de uma ordem. O profeta Jeremias, clamando a Deus que o socorresse de seus inimigos, declarou: “Ó Senhor, Esperança de Israel! Todos aqueles que Te deixam serão envergonhados; o nome dos que se apartam de mim será escrito no chão; porque abandonam o Senhor, a fonte das águas vivas” (Jr 17:13). Cristo acabara de declarar àqueles acusadores: “Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7:38), mas eles escolheram rejeitá-Lo, tendo suas vidas expostas no chão da vergonha. Contudo, a boa e feliz notícia é que Deus escreve os nossos pecados onde podem ser facilmente apagados!

Como aqueles acusadores, “todo o que comete pecado é escravo do pecado” (v.34). Ora, se o pecado nos escraviza, então o lema “deixa a vida me levar” nunca foi e nunca será antífona de liberdade, e sim canção de exílio. Liberdade está em crer que o Deus “EU SOU” (v.24, 28 e 58) veio a este mundo para que a morte não fosse a última palavra em Romanos 6:23, e me permitam destacar em letras garrafais a segunda parte:

“Porque o salário do pecado é a morte, MAS O DOM GRATUITO DE DEUS É A VIDA ETERNA EM CRISTO JESUS, NOSSO SENHOR”.

Amados, “quem é de Deus ouve as palavras de Deus” (v.47) e “se alguém guardar” essas palavras, “não verá a morte, eternamente” (v.51). E “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (v.32). “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (v.36). Liberdade é crer em Jesus e em Sua Palavra. E se Ele mesmo declarou três vezes ser o mesmo Deus EU SOU, foi Ele que com Seu dedo esculpiu em pedra a Sua santa Lei e a chamou de Lei da liberdade (Êx 20:2; Tg 2:12). Mais claro do que isto, impossível! Quer ser livre de verdade? Vá a Cristo, e obedeça à Sua palavra de ordem: “Vai e não peques mais”.

Bom dia, libertos pela Verdade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João8 #RPSP



JOÃO 7 – Comentado por Rosana Barros
10 de abril de 2018, 0:30
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“Responderam eles: Jamais alguém falou como este Homem” (v.46).


De todos os ofícios e ocupações, creio eu que educar seja o mais desafiador de todos. Pelo menos, é esta a realidade para o educador verdadeiramente comprometido. As teorias e métodos de educação são os mais diversos. Mas, de todos os meios empregados neste sentido, nenhum deles jamais poderá superar o método de Jesus. Perante uma sociedade conduzida, em sua maioria, por mestres desprovidos dos princípios mais basilares, como o apreço e a compaixão por seus “alunos”, Jesus prosseguia em Seu ministério num paciente processo de educar com “aulas” prático-teóricas.

A rejeição à Sua metodologia de ensino, porém, era tão grande que “nem mesmo os Seus irmãos criam nEle” (v.5). Para a maioria, Seus atos de misericórdia afrontavam as tradições dos anciãos, e a profecia de Simeão (Lc 2:34-35) podia ser claramente observada entre uns que diziam: “Ele é bom. E outros: Não, antes engana o povo” (v.12). Em uma religião movida pelo medo (v.13), Jesus apresentou o amor, pois “o perfeito amor lança fora o medo” (1Jo 4:18). E Sua declaração seguinte revela a fonte de Sua sabedoria: “O Meu ensino não é Meu, e sim dAquele que Me enviou” (v.16).

Jesus estava diante de um povo que se orgulhava do templo, das tradições, dos rituais, mas que não conhecia a Deus (v.28) nem tampouco observava a Sua Palavra (v.19). Certamente, foi o corpo discente mais desafiador de toda a história, mas o mais privilegiado também. E, felizmente, nem tudo estava perdido, já que “muitos de entre a multidão creram nEle” (v.31). O incomparável Educador não Se limitava a subir nos púlpitos, pois que as montanhas e as relvas eram os mais aprazíveis cenários de Suas obras. E mesmo questionado quanto a Seu título acadêmico (v.15), Sua sabedoria e “reta justiça” (v.24), faziam os mais improváveis aprendizes declarar: “Jamais alguém falou como este Homem” (v.46).

Aprender na escola de Cristo requer de nós a submissão de discípulos. É, diariamente, entrar na sala de aula do Maravilhoso Conselheiro para ouvir as Suas palavras, falar com Ele, e só então colocá-las em prática. É aceitar o Seu convite: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (v.37). O resultado disso? A aprovação do Céu: “Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (v.38). Que a nossa vida seja uma constante declaração: “Ele é o Cristo!” (v.41), de fato e de palavra. E que o Espírito Santo continue nos guiando até a nossa aprovação definitiva.

Bom dia, alunos da escola de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João7
#RPSP



JOÃO 6 – Comentado por Rosana Barros
9 de abril de 2018, 0:30
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“Eu sou o Pão da Vida” (v.48).


Há algo de muito especial nesta declaração de Jesus. Após o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, Seu ministério nunca foi tão aclamado pelas multidões. Percebendo o grande poder que dEle emanava, as expectativas do povo cresceram não no sentido de reconhecer o Cristo das Escrituras, mas de fazer dEle o rei que levantaria uma nação livre de enfermidades e farta de pão. Conhecendo-lhes as intenções, Jesus “retirou-Se novamente, sozinho, para o monte” (v.15). A oração particular era um hábito do qual Ele não abria mão.

Nesse meio tempo, Seus discípulos navegavam “rumo a Cafarnaum” (v.17), quando o barco foi impelido por fortes ventos. E aquela situação, que já era assustadora o suficiente, se agravou ainda mais quando avistaram um vulto humano “andando por sobre o mar” (v.19). Aterrados com aquela visão e possuídos de medo pela possibilidade de perecerem, uma voz familiar lhes acalmou o coração: “Sou Eu. Não temais!” (v.20). Eles O receberam com alegria e “logo o barco chegou ao seu destino” (v.21). Apesar de João não fazer menção da experiência de Pedro ao andar sobre as águas, ela foi, certamente, uma das mais fortes experiências do apóstolo e de seus companheiros com o seu Mestre.

A multidão estava ávida por cumprir o seu propósito. Uma busca desenfreada começou e não desistiriam até encontrar Aquele que acreditavam ser um tipo de Moisés, um novo líder de Israel. Mas o encontro que julgavam ser a solução de suas dificuldades materiais, tornou-se para eles em decepção. Até mesmo os que antes diziam segui-Lo, escandalizaram-se diante da afirmação de que Cristo “é o Pão da Vida” (v.35). Jesus foi enviado pelo Pai para suprir as nossas necessidades não só físicas e materiais, mas, sobretudo, espirituais. E ali estava Ele, oferecendo àquele povo o inigualável privilégio do alimento espiritual que redunda em vida eterna. Mas Ele sabia, “desde o princípio, quais eram os que não criam e quem O havia de trair” (v.64).

De toda aquela multidão, bem como a quantidade de cestos que sobrou na multiplicação, apenas os doze discípulos permaneceram com Jesus. No entanto, mesmo entre os doze, havia um que, no íntimo, alimentava o mesmo sentimento das multidões e a falsa esperança de que, mais cedo ou mais tarde, Jesus iria Se revelar como o rei que os libertaria do jugo romano. Tanto Judas quanto aquele povo representam um falso cristianismo firmado não em Cristo e Suas palavras, mas no delicado alicerce de areia das vontades humanas.

A experiência sobrenatural de Pedro ao andar sobre as águas, o levou a declarar:

Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus” (v.68-69). Em outras palavras, Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, confirmou o que Jesus disse em João 14:6. Vejamos:

Senhor, para quem iremos?“, Jesus é o Caminho; “Tu tens as palavras“, Jesus é a Verdade; “da vida eterna“, Jesus é a Vida. Quando nos aproximamos de Jesus desta forma, é inevitável crer e conhecer que Ele é o Pão da Vida, o Santo de Deus, o nosso Salvador. Experimente Jesus Cristo e creia que, se preciso for, Ele andará por sobre as águas da aflição com você e estará na embarcação de sua vida até que possas chegar “ao seu destino” (v.21) final: a eternidade com Ele.

Bom dia, aqueles que andam com Jesus!

Rosana Garcia Barros

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JOÃO 5 – Comentado por Rosana Barros
8 de abril de 2018, 0:30
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“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (v.39).


Perguntar “Queres ser curado?” (v.6) para quem jazia “enfermo havia trinta e oito anos” (v.5) e que estava junto ao tanque de Betesda, poderia soar aos ouvidos daquele homem como a pergunta mais estranha que alguém já lhe tinha feito. Mas o interessante é que a sua resposta não foi um sonoro “É tudo o que eu mais quero!“, e sim “Senhor, eu não tenho ninguém por mim“. Aquele homem não tinha ninguém com quem pudesse contar. Ninguém que tivesse compaixão de sua situação. Contudo, de “uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos” (v.3), Jesus foi ao encontro dele não apenas para curá-lo, mas para lhe afirmar que ele não estava só.

Carregar o próprio leito em dia de sábado era uma violação não da Lei de Deus, mas da tradição dos anciãos. O absurdo rigor com que os líderes religiosos impunham sobre aquele dia havia transformado “o sábado do Senhor” (Êx 20:9) no pior dia da semana. O povo andava pesaroso sob a pressão de estarem sendo observados pelos exigentes escribas e fariseus. Seus corações eram tão obstinados, que não se comoveram ao ver andar um homem que há trinta e oito anos padecia sobre um leito. Suas próprias regras sabáticas, que diziam observar para a glória de Deus, os tornou insensíveis ao sofrimento alheio e os fez autores de um “sábado” peculiar.  Jesus, portanto, em momento algum, violou o sábado do Senhor, mas o sábado dos judeus.

A missão de Jesus consistia em revelar o caráter e a vontade do Pai em tudo o que falava e fazia. Sua satisfação estava em fazer a vontade dAquele “que O enviou” (v.23). Ele poderia simplesmente ter vindo a este mundo para morrer pela humanidade e pronto, mas escolheu habitar entre nós e nos deixar exemplo “a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai” (v.23). O Seu “juízo é justo” (v.30), pois que não procurava a Sua própria vontade, e sim a vontade de Deus. Não Se fez semelhante aos judeus para agradá-los, mas lhes mostrou a verdadeira essência da Lei de Deus: o amor. Pois “o amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10).

Os judeus, especialmente seus líderes, examinavam as Escrituras porque julgavam “ter nelas a vida eterna” (v.39), no entanto, não reconheceram Aquele sobre quem elas testificam. Todo o Antigo Testamento, principalmente os cinco primeiros livros eram “as Escrituras” nos tempos de Cristo. Desde Gênesis (Gn 3:15), a Bíblia anuncia a vitória de Jesus sobre o reino das trevas. A experiência de Abraão no monte Moriá, os escritos de Moisés, a trajetória de Israel, os símbolos do santuário, os cantares do Noivo, as profecias messiânicas, todo o Antigo Testamento aponta para Cristo na certeza de que Ele é, sempre foi e sempre será o Centro de toda a Bíblia.

Cuidado, amados! Uma religião baseada em exaltação própria e elogios não corresponde à “religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai” (Tg 1:27, Leia!). Pois, “como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (v.44). Aquele que aceita “glória que vem dos homens” (v.41) não tem “o amor de Deus” (v.42). Porque “nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4:10). Que a base de nossa fé esteja firmada em “toda a Escritura” (2Tm 3:16) e que através de um diário exame sincero da Bíblia, “o amor de Deus [seja] derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:5).

Feliz semana, transformados pelo amor de Deus!

Desafio do dia: Telefone para sua dupla de oração e juntos orem pelos cinco amigos de cada um de vocês; peça a Deus para ajudá-los a fazer o que for necessário para salvar os perdidos.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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JOÃO 4 – Comentado por Rosana Barros
7 de abril de 2018, 0:30
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“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (v.23).


Sabendo de como Seu ministério havia sido divulgado entre os fariseus, Jesus achou por bem retirar-Se “para a Galileia” (v.3). Ao chegar em cidade samaritana, enviou Seus discípulos “para comprar alimentos” (v.8) e sentou-Se junto à “fonte de Jacó” (v.6). Havia um propósito especial para Ele ficar sozinho naquele momento. Por volta de meio dia, aproximou-se do poço uma mulher samaritana. Ora, aquele horário não era o ideal para que alguém fosse à fonte buscar água, mas a intenção daquela mulher era a de, justamente, não encontrar ninguém.

Imagino-a vindo de longe e, ao avistar um homem judeu sentado junto ao poço, imediatamente voltar o seu rosto para o chão a fim de não encontrar o Seu olhar de reprovação. Contudo, o inesperado aconteceu: Ele falou com ela. Um judeu que zelasse por sua reputação jamais falaria com um samaritano, “porque os judeus não se dão com os samaritanos” (v.9). Após a divisão das tribos de Israel em Reino do Sul (Judá), sendo a capital em Jerusalém, e Reino do Norte (Israel), com a capital em Samaria, judeus e samaritanos tornaram-se inimigos declarados. Jesus, portanto, estava quebrando um protocolo nacional para transmitir uma mensagem de proporções mundiais.

Àquela atribulada alma, Jesus ofereceu a “água viva” (v.10), a fim de que fosse nela “uma fonte a jorrar para a vida eterna” (v.14). Ao ouvir tal promessa, o coração da samaritana se encheu de incontida esperança. Rechaçada por todos devido a sua má reputação, sua vida havia se tornado um fardo sobremodo pesado. Mas ao ouvir o pedido de Jesus, “Vai, chama teu marido e vem cá” (v.16), sentiu por breve momento a esperança transformar-se em desilusão, pois imaginou que seria desprezada ao contar a verdade. Então, cabisbaixa e sem querer expor o seu vergonhoso e desastroso “currículo” amoroso, se deteve a apenas três palavras: “Não tenho marido” (v.17).

A grande surpresa foi que aquele Estranho não só continuou falando com ela, como também resumiu a história de sua vida e respondeu com benevolência à sua constrangedora declaração. Jesus quebrou a barreira que a impedia de abrir o seu coração e sua inquietação sobre o lugar de adoração (v.20) redundou em uma das mais significativas declarações de Cristo à humanidade. Adorar “o Pai em espírito e em verdade” (v.23) não tem que ver com um lugar, mas em confiar tão logo na Palavra de Deus a ponto de deixar “o seu cântaro” (v.28) para trás, sua antiga vida, os “fantasmas” do passado, e ser, de agora em diante, um atalaia do Senhor.

Ao declarar aos homens de Sicar: “Vinde comigo e vede” (v.29), o resultado foi que “muitos samaritanos daquela cidade creram” em Jesus, “em virtude do testemunho da mulher” (v.39). De uma mulher desprezada a uma pregadora da verdade. De uma atribulada samaritana a uma verdadeira adoradora do Deus vivo. Como chamou aquela mulher, Jesus tem chamado a todos, independente de como estejam. Foi quando pensava que sua vida não fazia mais sentido; quando caminhar sob o pior calor do Oriente havia se tornado uma rotina; quando dependia emocionalmente de um homem que não a assumia publicamente, que o Sol da Justiça brilhou em sua vida, que a Água da Vida foi suficiente para lhe saciar a sede da alma.

Inconscientemente, aquela mulher samaritana fez o que Jesus disse aos Seus discípulos: “erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (v.35). Ela tirou os olhos do chão da vergonha para olhar nos olhos dos que eram alvo do amor de Deus. Ela encarou “àqueles homens” (v.28) com tanta convicção que, prontamente, creram em seu testemunho. A verdadeira adoração consiste numa declaração pública da fé daqueles que agradam a Deus. Muitos estão oferecendo a oferta de Caim (Gn 4:3) iludidos por um cristianismo apostatado que nada tem a ver com o “Assim diz o Senhor”. Entre o altar ensanguentado e o altar ornamentado ficam com a beleza deste último, esquecendo-se que foi esta “bela” oferta que Deus reprovou (Gn 4:5).

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores” (v.23), à semelhança de Abel, terão de enfrentar a fúria daqueles que outrora eram seus irmãos. Deus nos chamou para anunciarmos que está próximo o reino dos céus e, como nos dias que antecederam o dilúvio, diz o Senhor: “O Meu Espírito não agirá para sempre no homem” (Gn 6:3). É tempo de deixarmos para trás os cântaros de nossa velha vida e com santa ousadia apressar “a vinda do Dia de Deus” (2Pe 3:12). De levarmos as pessoas a Jesus de forma que elas mesmas testifiquem que Ele “é verdadeiramente o Salvador do mundo” (v.42). O verdadeiro adorador não é aquele cujas obras agradam as multidões, “mas aquele que faz a vontade de Meu Pai” (Mt 7:21). Quem declarou isso? Jesus Cristo!

E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13:11).

Feliz sábado, verdadeiros adoradores do Deus vivo!

Desafio do dia: Escreva uma oração em forma de carta para Jesus. Em seguida, ore por seus 5 amigos.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João4
#RPSP



JOÃO 3 – Comentado por Rosana Barros
6 de abril de 2018, 0:30
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“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (v.16).


Na calada da noite, longe dos olhos de quem pudesse lhe recriminar, um fariseu foi ao encontro de Jesus. Tocado por Suas obras altruístas, por Suas palavras cheias de amor e por Sua autoridade revelada na purificação do templo, Nicodemos precisava falar pessoalmente com Jesus. O que ele não esperava, era que aquele encontro mudaria para sempre a sua vida. Aquele que ele afirmou ser apenas um “Mestre vindo da parte de Deus” (v.2), Se apresentou como “Filho unigênito” (v.16) de Deus, enviado “para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17).

Diante das primeiras palavras dirigidas a Nicodemos, este sentiu um estranho desconforto que o levou a perguntar com ironia: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (v.4). Estar perante aquele jovem Rabi, quando as cãs da experiência lhe enchiam o coração de orgulho, era um desafio. E entender que Jesus lhe dizia que ele precisava de uma nova vida lhe causou admiração. Afinal, ele era um zeloso observador da Lei e profundo conhecedor das Escrituras, ou, pelo menos, era o que pensava ser, até ser questionado: “Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?” (v.10).

Aquele que desceu do Céu expôs um episódio das Escrituras como uma representação de Sua missão terrestre. Quando ainda no deserto, o povo de Israel foi punido por Deus com serpentes venenosas devido à sua “impaciência no caminho” (Nm 21:4) e por terem chamado o maná do Céu de “pão vil” (Nm 21:5). Mas percebendo o grande mal que haviam trazido sobre si, o povo reconheceu o seu pecado e Deus ouviu a intercessão de Moisés. A serpente de bronze foi erguida como um símbolo do objetivo da cruz de Cristo: salvar. A missão de Jesus não consistia em erguer um reino terreno, como rezava a crença dos fariseus e mestres da lei, mas em ser levantado no madeiro “para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna” (v.15).

Ao contrário do que havia se tornado a cúpula dos fariseus, em tribunal da inquisição, “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17). Por compreender esta verdade, João Batista foi escolhido por Deus como o precursor de Cristo, reconhecendo que a sua missão nunca poderia falar mais alto do que a missão do Salvador. E em sua fiel devoção e sincera expectativa, declarou: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (v.30).

Nascer do Espírito Santo consiste em viver à luz da verdade. Aquele que foi ter com Jesus “de noite” (v.2), entendeu que permanecer nas trevas “a fim de não serem arguidas as suas obras” (v.20) não muda o fato de que, diante de Deus, estas obras são más. Mas todo aquele que “pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus” (v.21). Se andamos na verdade, nossa vida precisa certificar que “Deus é verdadeiro” (v.33), nossas palavras devem ser as dEle, porque “o homem não pode receber coisa alguma se do Céu não lhe for dada” (v.27).

Jesus não veio ao mundo para que Deus pudesse nos amar, mas porque Ele nos amou primeiro, enviou o Seu Filho em nosso favor. E a única coisa que Ele nos pede é que, pela fé, nossa vida reflita esta maravilhosa verdade. Uma nova vida que, cheia do poder do Espírito Santo, testemunhe desse amor aonde moramos “e até aos confins da terra” (At 1:8). A nossa missão não é a de suscitar contendas (v.25), mas a de testificar que “todas as nossas obras” Deus faz “por nós” (Is 26:12). Guardemos, pois, o que nos foi confiado, “evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco” (1Tm 6:20-21).

Bom dia, testemunhas da verdade!

Rosana Garcia Barros

Desafio do dia: Entre em contato com sua dupla de oração e juntos orem pelos cinco amigos de cada um de vocês.

#PrimeiroDeus
#João3
#RPSP



JOÃO 2 – Comentado por Rosana Barros
5 de abril de 2018, 0:30
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“Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que Ele vos disser” (v.5).


Ontem, meu marido e eu completamos quatorze anos de casados. Deus tinha um plano muito especial quando uniu as nossas vidas, de forma que temos sentido que Ele tem transformado a nossa união, a cada ano que passa, em “bom vinho” (v.10). Interessante é que Jesus encerrou a criação do mundo com um casamento, realizou o Seu primeiro milagre num casamento e comparou a Sua segunda vinda com a celebração de um casamento. Certamente, a união entre um homem e uma mulher é de grande importância aos olhos de Deus e o Seu desejo é que seja uma bênção desde o primeiro momento e que se torne ainda melhor conforme o tempo avance.
 
Compreendendo de forma mais clara a missão de Jesus, Maria não encarou a falta de vinho como um problema sem solução, mas, imediatamente, foi até o único que poderia solucioná-lo. No livro de Gênesis encontramos outra situação semelhante a esta. Quando os sete anos de fome atingiram o Egito, o povo clamou “a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei” (Gn 41:55). Semelhante a Faraó, Maria reconheceu que estava fora de seu alcance resolver aquela questão. E a àqueles que serviam, coube desempenhar sua parte consoante ao que Jesus lhes ordenasse fazer. “Eles o fizeram” (v.8), e puderam ser testemunhas do poder de Deus.
 
No entanto, havia algo de muito errado no lugar que deveria representar o matrimônio entre Cristo e Sua igreja. O pátio do templo era um lugar reservado ao povo, onde deveriam fazer suas orações e ofertas. O que Jesus viu, contudo, foi uma balbúrdia de cambistas que alçavam a voz a fim de vender suas mercadorias, “bois, ovelhas e pombas” (v.14) cujo excremento tornava a casa de Deus em ambiente fétido e muito dinheiro sendo arrecadado com fins de lucro desonesto. A casa que era para ser “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7), tornou-se em “casa de negócio” (v.16). E após fazer uma “limpeza” no templo, Jesus permaneceu em Jerusalém, “durante a Festa da Páscoa” (v.23).
 
Três ocasiões são mencionadas no capítulo de hoje e em cada uma delas há uma reação em comum, mas que, ao mesmo tempo, se diferem uma da outra. Após o milagre da água transformada em vinho, a Bíblia diz que “os Seus discípulos creram nEle” (v.11). Após Jesus purificar o templo, os discípulos não compreenderam o real sentido de Suas palavras, mas, depois que Ele “ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se” do que Ele tinha dito e “creram na Escritura e na palavra de Jesus” (v.22). E, “vendo os sinais que Ele fazia“, em Jerusalém, muitos “creram no Seu nome” (v.23). O nosso entendimento muitas vezes está condicionado a acontecimentos e não às pessoas envolvidas ou ao que elas dizem. Foi após o milagre que acreditaram em Jesus. Só após a ressurreição que acreditaram em Suas palavras. Foi por ver sinais que “creram no Seu nome“.
 
Mas o próprio Jesus não Se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). Nem todos estavam realmente dispostos a segui-Lo. Sua fé era condicionada aos milagres e sinais e não na fidelidade das Escrituras e das palavras de Cristo. A Bíblia é como um contrato de casamento. Nela estão contidas todas as cláusulas pétreas de um Deus que não muda (Ml 3:6). Assumir um compromisso com o Senhor requer uma confiança que não dependa das circunstâncias, mas que esteja firmada na verdade absoluta de que Ele é fiel e Sua Palavra é fiel, independente de nós mesmos ou do que aconteça.
 
Nós somos como aquelas talhas cheias de água à espera de uma transformação. Jesus promete nos transformar em “bom vinho” (v.10) a fim de manifestar “a Sua glória” (v.11). Está você disposto a aceitar este milagre? Então faça “tudo o que Ele vos disser” (v.5). Continue sendo reavivado por Sua Palavra e serás transformado “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3:18). Que a sua vida seja um milagre atual de Jesus.
 
Bom dia, milagres atuais!
 
Rosana Garcia Barros
 
Desafio do dia: Ore por seus 5 amigos de oração e em seguida envie para eles a seguinte mensagem: Estou orando por você!
 
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#João2
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