Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 16 – Comentado por Rosana Barros
26 de março de 2018, 0:30
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“E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17).


Após proferir parábolas tão ricas em amor e compaixão, Jesus prosseguiu com parábolas que exemplificam o resultado da impiedade. A infidelidade do administrador não pôde ser encoberta. Ao ser denunciado, porém, sua reação foi elogiada pelo “homem rico” (v.1), que não pôde deixar de reconhecer a sua astúcia. Sua atitude frente ao pedido da prestação de contas de sua administração (v.2) acabou por ser ainda mais habilidosa do que a sua fraude. Contudo, esta ilustração não tem o objetivo de exaltar tal atitude, mas de reprovar a má administração das bênçãos de Deus, roubando para si a glória que é devida ao Doador das bênçãos.

A fidelidade é um dos princípios basilares contidos nas Escrituras e faz parte do fruto do Espírito (Gl 5:22). O que nos leva à conclusão de que não é algo inerente ao ser humano, mas um dom de Deus que é concedido pelo Espírito Santo aos que nEle vivem e andam (Gl 5:25). E torna-se algo tão real na vida que está sendo santificada, que tanto faz ser fiel no pouco ou no muito (v.10), porque a sua “verdadeira riqueza” (v.11) não está nas coisas deste mundo, mas “nos tabernáculos eternos” (v.9). Aos ouvidos dos avarentos fariseus tudo aquilo soou como um discurso ridículo (v.14). Enquanto justificavam diante dos homens sua infidelidade com obras vazias, suas reais intenções estavam à mostra do Deus Onisciente.

Até aquele tempo, ou seja, até à pregação de João Batista, que anunciava “o evangelho do reino de Deus”, “a Lei e os Profetas” (v.16), isto é, o Antigo Testamento, era a única Bíblia de Israel. Cristo não revogou esta parte das Escrituras (Mt 5:17-18), mas inaugurou a nova parte que logo iria completar o Livro Sagrado. E reforçando esta ideia, declarou: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17). Além de prosseguir com dois fortes argumentos: acerca do adultério (v.18; Êx 20:14) e da importância dos ensinos do Antigo Testamento (v.31).

Precisamos ter muito cuidado com doutrinas baseadas em textos isolados da Bíblia. E a parábola do rico e do mendigo tem sido usada como base para interpretações equivocadas. Primeiro tem que ficar bem claro que se trata de uma parábola contextualizada conforme uma crença popular que havia se instalado no meio do povo. Confusos com relação ao estado do homem após a morte, acreditavam em crendices e superstições. Tanto é que até os discípulos, ao avistarem Jesus andando por sobre as águas, antes que Ele Se identificasse, gritaram apavorados: “É um fantasma!” (Mt 14:26). Jesus, portanto, aproveitou tal crença para ilustrar a situação do povo: com a verdade nas mãos, mas desprezando-a (v.31).

Nesta semana onde relembramos de uma forma especial o maior ato de amor de todos os tempos, Jesus nos convida a repensar qual tem sido a nossa resposta frente ao Seu sacrifício. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16). Toda a Bíblia deve ser para nós a fonte da qual devemos sempre beber. Aceitar uma parte e excluir outra é como querer servir-se apenas de duas moléculas de hidrogênio e recusar o oxigênio, ou seja, é loucura. Como Seus administradores na Terra, de todos os bens que nos confiou, o mais valioso foi assim descrito por Paulo: “é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15). Israel defraudou tamanho privilégio, tornando-se uma nação avarenta, adúltera e insubmissa ao Assim diz o Senhor. O que temos, pois, feito da importância que o Senhor colocou em nossas mãos?

No final, muitos que se julgavam ricos das bênçãos de Deus descobrirão tarde demais que “ninguém pode servir a dois senhores” (v.13). Que o Espírito Santo frutifique em nossa vida a fidelidade e, certamente, continuaremos estudando toda a Bíblia com a honestidade e sinceridade de quem deseja a mesma recompensa que será dada a Abraão: a vida eterna.

Bom dia, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 15 – Comentado por Rosana Barros
25 de março de 2018, 0:30
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“Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (v.32).


Certamente, as mais lindas e encantadoras ilustrações acerca do amor de Jesus pela humanidade estão contidas neste capítulo. Três parábolas, mas apenas um protagonista: “um pecador que se arrepende” (v.7, 10). Jesus enfatiza o zelo de Deus em salvar uma única alma que seja. Mas das três parábolas, tenho um apreço especial pela parábola central.

Multidões têm vivido sob o manto da falsa religiosidade e caridade. Pensam estar no caminho certo, quando, na verdade, estão bem longe da verdadeira piedade. A ovelha perdida não sabia como voltar para junto do seu pastor, mas sabia que precisava de ajuda. O filho pródigo caiu em si e tomou o caminho de volta para a casa do pai. Mas o que dizer da dracma? Jesus usou um objeto inanimado para ilustrar a situação de tantos que nem fazem ideia de seu fracasso espiritual.

A dracma perdida, à semelhança dos fariseus e dos escribas, representa uma classe de professos cristãos que não faz ideia de sua terrível condição. Estão dentro de casa pensando ser o bastante para estarem seguros. Este tem sido um dos piores enganos de Satanás. Precisamos ser a igreja e não apenas estar na igreja; manter comunhão com o Senhor da igreja, para que então Ele nos oriente acerca do nosso papel na Sua casa.

Mas a feliz notícia é que Jesus não desiste de procurar as Suas dracmas, porque Lhe são muito valiosas. Eu andei muitos anos errante e perdida, como a dracma que nem fazia ideia de sua triste situação. Tinha valor, mas perdida não servia para nada. Dentre as muitas atividades religiosas e seculares, não percebia que, paulatinamente, me afastava cada vez mais dos propósitos de Deus para minha vida. Não sabia o que era assumir uma relação de amor para com Deus, mas uma relação de negócios: eu fazia a Sua obra e Ele me retribuía com a vida eterna. Então, quando paro e penso por quanto tempo estive enganada, mais aumenta a minha gratidão por Aquele que não desistiu de me procurar.

Amados, o Senhor tem um forma singular de falar com cada um de Seus filhos. Porque Ele nos fez diferentes uns dos outros, mas nos ama com o mesmo amor. Só Ele conhece o nosso coração, e só Ele sabe como alcançá-lo. Assim como Ele me alcançou, também deseja alcançar a todos os que desejam receber o Seu alívio e descanso. Por isso que o Seu convite é: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28). O pecado nos deixa debaixo de duras cargas, mas o amor de Jesus nos liberta de todas elas. Porque o fardo pesado Ele já carregou por você e por mim.

Deixe que Jesus te encontre e encontrarás a salvação! Hoje é dia de celebração, pois “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (v.10).

Feliz semana, alvos do amor de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 14 – Comentado por Rosana Barros
24 de março de 2018, 0:30
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“Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (v.11).


Em qualquer lugar que Jesus fosse, era observado. Suas ações eram tão diferentes das atitudes dos líderes judeus que era praticamente impossível vê-Lo e não ser atraído a Ele. Mas o sábado era o dia em que Seus passos eram minuciosamente observados. Não curava a fim de afrontar os rabinos judeus, mas de ensinar-lhes o verdadeiro sentido da guarda do sétimo dia. O sábado deve ser o ápice do amor a Deus e ao próximo. Não é um dia de severidade e legalismo, mas de bênção e restauração.

Interessante observar como o mundo cristão enfatiza a bênção do casamento ilustrando o primeiro casal do Éden antes do pecado. Ali, Deus celebrou a primeira união entre um homem e uma mulher, e até hoje o casamento é considerado uma instituição estabelecida por Deus. Contudo, que dificuldade é fazer o homem lembrar-se da segunda instituição criada por Deus antes do pecado: o descanso semanal no sétimo dia. É tão difícil, que é o único mandamento do Decálogo em que o Senhor inicia dizendo: “Lembra-te” (Êx 20:8). Ele não precisou dizer: “Lembra-te de honrar teu pai e tua mãe” (Apesar de que hoje em dia deveria ser lembrado mesmo!), nem disse: “Lembra-te de não matar”. Mas Ele disse: Lembra-te do sábado porque é um dia santo. Eu o separei para que você descanse em Mim assim como Eu lhe dei o exemplo após os seis dias da criação do mundo.

Quando Jesus perguntou aos fariseus: “É ou não é lícito curar no sábado?” (v.3), era como se dissesse: Lembrem-se que o sábado é um dia de celebração e não de condenação; que é um dia altruísta e não egoísta (v.5). Jesus não transgrediu o quarto mandamento da Lei de Deus, pois Ele não pecou, já que o pecado “é a transgressão da Lei” (1Jo 3:4). Assim como o Pai descansou no sétimo dia a fim de nos dar exemplo, Jesus também nos deixou exemplo de como este dia santo deve ser um dia dedicado a Deus e a fazer o bem aos nossos semelhantes. Os líderes religiosos haviam transformado este dia em um fardo que nem eles mesmos conseguiam carregar.

Provavelmente, todo o contexto deste capítulo se deu num dia de sábado. E ainda naquele banquete, Jesus reparou “como os convidados escolhiam os primeiros lugares” (v.7). Ou seja, cada um desejava honra maior do que o outro, numa disputa insensata de prestígio pessoal. Estavam diante do Verbo (Jo 1:1), diante dAquele que fez o sábado por causa do homem (Mc 2:27), para que desfrutasse de um dia especial com o seu Criador. No entanto, o que lhes ocupava a mente era a exaltação própria. Enquanto roubavam para si a glória do Senhor, acusavam Jesus de ser um transgressor. Que insanidade!

Meus irmãos, corremos o sério risco de estarmos agindo da mesma forma sem nem nos darmos conta. De pensarmos que em breve estaremos comendo “pão no reino de Deus” (v.15), quando estamos rejeitando hoje o convite do Senhor do reino. Defendemos a guarda do sábado com unhas e dentes, vamos à igreja, vestimos nossa melhor roupa, realizamos um culto impecável e voltamos para casa para dormir (afinal, o sábado é um dia de descanso!), ou oferecemos almoços fartos, ou participamos de longas reuniões que nos fazem chegar ao final do sábado esgotados e precisando de um novo repouso.

De fato, temos vivido, na essência, as bênçãos sabáticas? Temos realmente seguido o exemplo do Senhor do sábado? Enquanto os fariseus observavam quem estava vestido adequadamente para o sábado, se havia a presença de alguém importante do povo, se havia algum “pecador” desobedecendo às suas tradições sabáticas, se o comportamento inadequado do irmão seria levado à comissão, Jesus observava se havia alguém que precisasse de cura, se algum coração afligido pela culpa necessitava de perdão, se a incoerência de alguns precisava ser advertida com brandura, se corações resistentes precisavam ser chamados novamente. Este foi o exemplo que Ele nos deixou. O sábado é um dia de renúncia do eu. É, portanto, a nossa oportunidade de vencer o egoísmo e de aprender de Cristo, para que iniciemos cada nova semana com um coração manso e humilde (Mt 11:29).

Um sábado polido de rituais não impressiona o coração de Deus, mas ao que se humilha indo à Sua presença mesmo que não faça parte da “lista de convidados” para os banquetes desta terra, encontra o olhar do amor, a mão da cura e o convite para o banquete original. Será o sábado como Jesus observou que servirá de sinal profético e prova final para o povo de Deus. E “bem-aventurado” (v.14) serás “se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs” (Is 58:13). Então, “a tua recompensa… tu a receberás na ressurreição dos justos” (v.14).

Feliz sábado, humildes de espírito!

Desafio do dia: Separe um momento de especial comunhão com o seu Criador e peça que o Espírito Santo te use neste dia como instrumento de salvação na vida de alguém.

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 13 – Comentado por Rosana Barros
23 de março de 2018, 0:30
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“Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (v.24).


Tendo Jesus terminado de transmitir tão solene mensagem, “naquela mesma ocasião” (v.1), alguns, aproximando-se dEle, lhe falavam sobre o morticínio de galileus pelas mãos de Pilatos, como uma espécie de “Plantão de Polícia” da antiguidade. O que se seguiu, então, foi uma resposta que fez cair a ideia do que julgavam ser um castigo de Deus. Jesus igualou a condição daqueles “informantes” aos que pereceram, caso não se arrependessem, e ilustrou aquela situação com uma parábola. Durante três anos de ministério aquele povo teve o privilégio de ser cuidado e orientado pelo excelente Viticultor, mas, como povo, Israel rejeitara o cuidado divino tornando-se uma nação dividida entre a religião medíocre e a completa apostasia. Mas Jesus seguia realizando a Sua perfeita obra, reunindo todos os esforços para multiplicar o Seu pequeno grupo de fiéis. E nesse quadro dramático, deparava-Se com as mais diversas mazelas humanas, que por Ele eram transformadas em cura e restauração.

A Bíblia relata que aquela mulher enferma estava “possessa de um espírito de enfermidade” (v.11), ou seja, ela era uma vítima do poder das trevas e há dezoito anos tudo o que conseguia contemplar era o chão. Porém, dentre uma reunião de professos religiosos, Jesus olhou para ela. Mas a sua condição miserável não lhe permitia encontrar o olhar que transforma. Então Jesus vai além e a chama. Lucas não relata o nome da mulher, mas a imagino ouvindo em meio ao burburinho a doce voz do Mestre chamando-a pelo nome. Jesus olhou para ela, “chamou-a” (v.12) e falou com ela, mas foi com o Seu toque que “ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus” (v.13). Há dezoito anos aquela mulher, considerada imunda, não era tocada. Sem dúvidas, aquele toque de amor foi o que lhe despertou a fé para acreditar nas palavras do Mestre: “Mulher, estás livre da tua enfermidade” (v.12).

Entretanto, a realidade da figueira estéril logo se manifestou na pessoa do “chefe da sinagoga” (v.14). Aquele que deveria ser o primeiro a reconhecer um milagre de Deus foi o primeiro a condená-lo. Afinal de contas, segundo sua errônea interpretação da Lei, Jesus havia cometido um pecado muito grave! Ele não poderia ter esperado o sábado terminar para curar aquela mulher? Ora, o que eram algumas horas para alguém que já sofria há dezoito anos? Mas a resposta do “Senhor do sábado” (Mt 12:8), em uma linguagem contemporânea, foi: “Seus hipócritas! Quer dizer que uma vida humana vale menos do que os animais que vocês cuidam no sábado? Me dêem um motivo plausível para ignorar o sofrimento desta filha da promessa, a quem Satanás atormentava a dezoito anos!” (v.15-16).

Sabem qual foi a reação de “todos os Seus adversários” (v.17)? Vergonha! Porque não poderia haver uma reação diferente. Eles ficaram sem argumentos diante dAquele que lhes sondava o coração. As palavras de Cristo reverteram a situação. Enquanto aquela mulher erguia a face aos Céus para dar glórias a Deus, aqueles orgulhosos líderes foram postos a olhar para o chão. E diante daquela cena e das demais parábolas proferidas, alguém que, até então, contemplava aqueles líderes religiosos como exemplos de santidade, vendo-lhes o semblante descaído, perguntou a Jesus: “Senhor, são poucos os que são salvos?” (v.23). E a Sua resposta pode até soar como um esforço por obras. Não, amados! Não é este o contexto! O nosso esforço deve ser o de simplesmente responder ao olhar, à voz e ao toque de Jesus, e tomar a posição de verdadeiros adoradores, glorificando a Deus com nossas vidas.

Fazer parte de uma igreja, comer e beber na presença de Jesus, ouvir os Seus ensinamentos (v.26), mas não tomar a decisão de se endireitar para dar “glória a Deus” (v.13), redundará em um trágico fim, quando Cristo dirá: “Não sei donde sois; apartai-vos de Mim, vós todos os que praticais iniquidades” (v.27). Jesus deseja reunir o Seu povo “como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas” (v.34). É rejeitando este cuidado divino que nos colocamos em terreno estranho. Pensando estar na segurança da casa, muitos serão surpreendidos quando “o Dono da casa Se tiver levantado e fechado a porta” (v.25). Perceberão tarde demais que nunca foram, de fato, filhos de Abraão.

Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (v.24) é, portanto, a nossa resposta ao amor que nos salvou. É, como igreja de Cristo, revelar ao mundo o Seu amor incondicional. É aliviar o sofrimento alheio e não apontá-lo como um castigo merecido. É olhar com os olhos de Jesus. É falar como Ele falou. É ser usado por Ele para tocar o mundo com as mãos do amor. Não há esforço maior do que este. Sabem porquê? Porque ele requer de nós o que só debaixo das asas do Altíssimo podemos encontrar: amor incondicional. O nosso esforço é o de decidir permanecer ali e permitir que Ele nos use para a Sua glória. Podem acreditar, não existe melhor decisão do que esta.

Bom dia, salvos pelo amor incondicional!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 12 – Comentado por Rosana Barros
22 de março de 2018, 0:30
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“Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (v.40).


Antes de atender e acalmar as multidões que “se aglomeraram, a ponto de uns aos outros se atropelarem” (v.1), Jesus proferiu algumas advertências extremamente importantes aos Seus discípulos. Na primeira delas, Jesus Se referiu ao perigo de uma vida de hipocrisia. Na segunda, Ele reprovou a avareza. Na terceira, os advertiu contra o ansioso interesse pela vida. Na quarta advertência, os exortou à vigilância. E, por último, esclareceu perante os Seus deslumbrados seguidores que o Seu ministério terrestre não resultaria em paz, mas em divisão (v.51). Aos Seus amigos (v.4) Jesus deu a conhecer as mais ricas lições acerca do que deve ou não ocupar o coração dos que hão de herdar a salvação.

A hipocrisia, indubitavelmente, é um dos piores estados de apostasia espiritual. O hipócrita não reconhece a sua necessidade de mudança. Para ele está tudo muito bom, “tendo forma de santidade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm 3:5). Posso afirmar, com propriedade, que a hipocrisia é um veneno que mata aos poucos e que pode levar à morte espiritual. Mas, assim como Jesus amava aqueles escribas e fariseus hipócritas, um dia esse mesmo amor me alcançou. Fui alcançada por um Deus que me despertou para a minha necessidade de desintoxicar a minha alma. Estava morrendo sem nem mesmo me dar conta disso. Não fui eu que O procurei, Ele me achou. A minha parte foi apenas a de reconhecer a minha condição e me render diante do único e verdadeiro Deus capaz de me salvar de mim mesma. O desejo do Senhor não é o de revelar os nossos pecados no dia do juízo, mas de fazê-lo agora, enquanto ainda podemos desfrutar deste “tempo da oportunidade” (2Co 6:2).

A avareza, dentre tantas coisas, também tem sido um dos piores pecados capitais. Na verdade, é a avareza que desperta no homem o egoísmo e, por sua vez, o egoísmo é o estopim ou o ponto de largada para todos os demais pecados. Não foi sem razão que Paulo destacou o egoísmo como primeira consequência, quando afirmou que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas” (2Tm 3:1 e 2). E depois do egoísmo, lá se vai uma lista terrível do estado do homem sem Deus. Jesus não afirmou que é pecado possuir riquezas, e sim fazer uso delas apenas para benefício próprio. Isso é tão sério, que o apóstolo Paulo também afirmou que “o amor do dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm 6:10).

O ansioso interesse pelas coisas desta vida, portanto, não deixa de ser um mal proveniente do amor ao dinheiro. E em uma época onde o capitalismo predomina e o consumismo tem sido o slogan do século, a advertência de Cristo quanto à nossa preocupação quanto as necessidades básicas da vida é extremamente oportuna. O mundo segue em um ritmo frenético, criando um sentimento de obrigação na mente humana, tornando a vida um fardo pesado demais para carregar. E o resultado disto tem sido uma sociedade sobrecarregada de doenças emocionais das mais diversas. A pergunta de Jesus a cada um de nós continua sendo a mesma: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (v.25). Você quer experimentar a verdadeira paz? Então siga este conselho: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4:6). Jesus não desmereceu o trabalho, mas o colocou no seu devido lugar. Ele deve ser para enobrecimento e sustento e não para esgotamento e ansiedade.

Como filhos do Reino, Jesus nos chama a assumir a postura de servos vigilantes. Como vimos, a nossa maior vigilância diz respeito a nós mesmos. O recado do profeta Jeremias nunca foi tão oportuno como para a nossa geração: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do SENHOR: Ele lhe dará a sua paga” (Jr 51:6). Alinhada à voz do quarto anjo (Ap 18:4), esta mensagem é individual e é urgente. Logo, o Dia do Senhor arderá como fornalha e nada haverá “oculto que não venha a ser conhecido” (v.2). Cada um prestará contas da própria vida e “bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes… Quer Ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar” (v.37 e 38). Entesouremos, pois, “tesouro inextinguível nos céus” (v.33) e mui breve vem o Dia em que Jesus nos “confiará todos os Seus bens” (v.44).

Bom dia, mordomos fiéis e prudentes (v.42)!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 11 – Comentado por Rosana Barros
21 de março de 2018, 0:30
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“Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas” (v.35).


Creio que de todas as cenas observadas pelos discípulos, mais do que as curas e os milagres realizados, os momentos de comunhão de Jesus tenham sido os mais admiráveis. Apesar de geralmente Se retirar em lugares solitários para orar, por vezes também convidava Seus discípulos para desfrutarem do silêncio dos bosques e das montanhas. Ali, em raros intervalos longe da agitação das multidões, eles percebiam em Jesus as forças renovadas e um semblante sereno e calmo, que, em um desses momentos lhes comoveu o coração a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (v.1).

A oração do Pai nosso não foi ensinada por Cristo a fim de que possamos sempre reproduzi-la com as mesmas palavras, mas Ele nos deixou uma oração modelo que envolve adoração, submissão, petição, arrependimento e confissão. De um modo didático, a parábola do amigo importuno revela que a oração deve ser constante e insistente. Pedir, buscar e bater são três ações que demonstram a natureza ativa da oração. Jesus orava e então curava. Orava e então pregava. Orava e então exortava. Percebem a ordem? E como Seus professos seguidores, a nossa maior necessidade e motivação para orar deve estar no fato de que necessitamos do Espírito Santo em nossa vida.

Muitos, infiltrados entre as multidões, não tinham o objetivo de tornar-se seguidores de Jesus, mas apenas expectadores de algum “sinal do céu” (v.16). A admiração de uns confundia-se com a descrença de outros e numa tentativa de lançar por terra as Suas obras, alguns O acusaram de ser um agente de Satanás. Por tamanha blasfêmia, Deus poderia tê-los consumido naquele exato momento e teriam o tão almejado sinal do céu. Mas ali e em tantas outras ofensas sofridas, Cristo demonstrou, na prática, o perdão da oração do Pai nosso, hoje tão levianamente recitado por lábios que ao mesmo tempo destilam ódio. “Pelo dedo de Deus” (v.20), ou seja, “pelo Espírito de Deus” (Mt 12:28), é que Jesus realizava todas as Suas obras e proferia cada palavra. Com que empenho não deveríamos nós pedir ao Pai que nos conceda o Seu Espírito!

A estratégia do inimigo, amados, é fazer de cada vida humana uma casa de demônios. Quando Jesus liberta uma alma do cativeiro de Satanás, não significa que uma vez salvo, salvo para sempre. É necessário haver uma atitude de constante vigilância a fim de que o nosso corpo seja “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19). Porque não pode haver qualquer comunhão entre a luz e as trevas. Uma vida que, diariamente, busca a santificação por meio da ação do Espírito Santo, mantém as portas do coração blindadas contra as ciladas do maligno. E foi a respeito destes que Cristo falou: “Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (v.28). A ação do Espírito nos conduz a uma vida de obediência à semelhança de Cristo, que “foi obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2:8).

Fomos chamados para resplandecer a luz de Cristo em sua plenitude. E isto implica em um processo diário de firme contemplação do “Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12:2), de buscar e pensar “nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3:2). Porque é pela contemplação que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3:18). Ao ser julgado de negligenciar uma tradição judaica ao comer sem lavar as mãos, Jesus declarou, provavelmente, o Seu mais duro discurso, tornando o título dantes visto como admirável no adjetivo mais temido pelos professos cristãos, ao dizer: “Ai de vós, fariseus!” (v.43). A Sua firme exortação, porém, possuía o mesmo objetivo de cada palavra Sua: salvar.

O terrível perigo que nos cerca não é a violência ou a iminência de um desastre natural, mas é o adversário que “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). A Bíblia também afirma que a nossa luta não é contra pessoas, “e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal” (Ef 6:12). Mas creio que perigo maior seja o de confiar no próprio coração; de cair na armadilha maligna de manifestar um exterior impecável enquanto o “interior está cheio de rapina e perversidade” (v.39); de sentir-se ofendido com a verdade (v.45), mas deslumbrado com uma vida de hipocrisia (v.43).

Oh, amados, enquanto estivermos mais ocupados com o lavar das mãos ao invés do lavar do coração, jamais entenderemos o verdadeiro sentido de dever “fazer estas coisas sem omitir aquelas” (v.42)! A justiça e o amor de Deus só farão parte de nossa vida se o Espírito Santo habitar em nós. É Ele que nos convence da justiça (Jo 16:8) e derrama em nosso coração o amor de Deus (Rm 5:5). Oremos, oremos e oremos para que o Espírito do Senhor ilumine o nosso corpo, “sem ter qualquer parte em trevas” (v.36), porque, muito em breve, “contas serão pedidas a esta geração” (v.51).

Bom dia, santuários do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 10 – Comentado por Rosana Barros
20 de março de 2018, 0:30
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“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado” (v.21).


Além de Seu pequeno grupo composto por doze discípulos, Jesus também “designou outros setenta; e os enviou de dois em dois” (v.1), como uma espécie de embaixadores que precederia a entrada de Cristo em cada cidade. Antes de partirem, as primeiras duplas missionárias receberam as devidas instruções. Sendo treinadas pelo próprio Jesus, a primeira lição, em tom de advertência, foi a de que setenta era pouco à vista da grande obra que tinham pela frente. “Rogai” (v.2), ou seja, peçam, insistam, perseverem em oração a fim de que Deus “mande trabalhadores para a Sua seara” (v.2).

A lição que se segue não tem nada de motivacional: “Ide! Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (v.3). Ora, lobos matam ovelhas para devorá-las sem piedade, logo, mais uma vez Jesus afirma que segui-Lo requer renúncia e confiança de que, como nosso bom Pastor, Ele jamais irá nos faltar. Em cada casa que entrassem, em cada cidade que colocassem os pés, a paz de Cristo deveria ser o seu cartão de visitas, a cura, uma cortesia e a pregação do evangelho, o aval de que ali Cristo seria bem-vindo.

Infelizmente, não foi assim que sucedeu a todas as cidades. A rejeição à mensagem do evangelho foi destacada por Jesus em três cidades específicas: Corazim, Betsaida e Cafarnaum. Esses lugares, como todos os demais, foram abençoados com a paz de Cristo e com a realização de muitos milagres, mas, ao ouvirem a pregação do evangelho, seus habitantes mostraram que seus interesses estavam acima do reino de Deus. Aceitaram os milagres, mas rejeitaram o Senhor dos milagres.

Entretanto, apesar da aceitação do evangelho não ter sido unânime, aqueles setenta retornaram a Jesus “possuídos de alegria” (v.17). O poder que haviam recebido foi capaz de subjugar “os próprios demônios” (v.17). Cristo, porém, procura mudar o foco de sua alegria, destacando a queda de Satanás que, expulso do Céu, jamais tornará para lá. Ao passo que eles possuem seus nomes arrolados nos céus. O nosso maior motivo de alegria não deve estar nas realizações que, por sinal, não vêm de nós mesmos, mas na certeza de que servimos a um Deus que, por meio de Jesus Cristo, escreveu o nosso nome nos registros celestiais.

Deus não escolhe por mérito, mas tem revelado os mistérios do reino dos céus “aos pequeninos” (v.21), isto é, aos “humildes de espírito” (Mt 5:3). O conhecimento de Deus não é condicionado a capacidade humana de recebê-lo, mas ao reconhecimento de sua incapacidade. Os orgulhosos e soberbos jamais irão experimentar Deus se antes não Lhe entregarem o coração a uma real mudança. Donos de um coração enganoso e “desesperadamente corrupto” (Jr 17:9), precisamos estar em atitude de constante vigilância a fim de que jamais caiamos na armadilha de pensar que somos capazes de dominá-lo.

Os intérpretes da Lei pensavam ser os donos da razão. De fato, eram estudiosos da Palavra e conheciam o caminho da vida, mas a ausência da prática os tornava apenas conhecedores. De que serve, por exemplo, um médico que conhece toda a teoria da medicina, mas que nunca a colocou em prática? O conhecimento da verdade não pode ficar limitado ao seu possuidor, ele deve ser manifestado através do amor altruísta. A compaixão não é ver, sentir pena do sofrimento alheio e passar “de largo” (v.32) mas ver, aproximar-se e ser um instrumento de Deus para aliviar a dor do outro.

Hoje, Jesus nos convida a sermos Seus imitadores, cuidando das feridas do corpo e da alma de nossos semelhantes. A sermos hospedeiros daqueles que Ele tem colocado em nosso caminho. E a única coisa que Ele nos pede é: “Cuida deste homem”, cuida desta mulher, cuida desta criança, cuida deste jovem e, “Eu to indenizarei quando voltar” (v.35).

Que o amor de Deus derramado em nosso coração por meio do Espírito Santo (Rm 5:5) nos conduza à prática do evangelho, mas que a nossa maior alegria não esteja no que fazemos aqui, e sim no privilégio imerecido de fazer parte da lista de convidados para as bodas do Cordeiro. Demos sempre “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 7:25)!

Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 9 – Comentado por Rosana Barros
19 de março de 2018, 0:30
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“Mas não O receberam, porque o aspecto dEle era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém” (v.53).


A capacitação dos discípulos para a missão que abalou o mundo não foi um privilégio dado apenas a eles, mas eles foram as primícias da nova igreja de Deus, “anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte” (v.6). A fama de Jesus e de Seus feitos era o principal assunto que, a uns alegrava e a outros despertava o temor. Enquanto Herodes “se esforçava por vê-Lo” (v.9), o Salvador estava sempre acessível a todos que iam até Ele a fim de O ouvirem ou de serem por Ele curados. Ele alimentava as multidões famintas do pão do Céu e do pão físico, não fazendo diferença entre as pessoas.

Entretanto, Cristo deixou bem claro que o discipulado não é para todos. Todos são chamados, mas nem todos estão dispostos a renunciar a própria vida por amor a Cristo. A renúncia do eu requer a fé operante tanto de subir ao monte com Jesus “com o propósito de orar” (v.28), quanto de com Ele descer e enfrentar a fúria do inimigo. De todas as prerrogativas de um discípulo de Jesus, creio que a submissão seja a mais importante no sentido de cumprir a missão segundo a vontade de Deus. Como uma criança obediente a seu pai, Deus espera que, como Seus filhos, experimentemos “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade” dEle (Rm 12:2).

E, ao contrário do pensamento exclusivista dos discípulos, devemos ter em mente de que Deus também possui Seus instrumentos externos. Podem não ter o pleno conhecimento da verdade, mas estão usando a luz que possuem com a finalidade de libertar pessoas das cadeias do inimigo. A esses, no devido tempo, a luz de toda a verdade lhes será revelada pelo Espírito Santo e terão um papel fundamental no cumprimento profético dos últimos dias. Obra esta que já está sendo realizada. Suas vidas, unidas àquelas que já anunciavam toda a verdade, serão para o mundo um testemunho “de quem, decisivamente” (v.53), está indo para a Nova Jerusalém.

Seguir a Jesus não é tarefa fácil. É simples de entender, mas difícil de praticar. Muitos têm declarado: “Seguir-te-ei para onde quer que fores” (v.57). Mas diante da primeira privação, declinam da missão. Outros, ainda que cientes de seu chamado, colocam outras prioridades à frente de ir e pregar “o reino de Deus” (v.60). E ainda outros que até aceitam o chamado de Deus, desde que antes possa despedir-se de sua antiga vida. Certamente, Jesus deixou bem claro que segui-Lo é uma questão de escolha e que envolve vida ou morte, não apenas de quem é chamado, mas de todos os que podem ser alcançados em sua esfera de influência.

Enquanto muitos quando O viam corriam para perto dEle, muitos também rejeitavam a Jesus. Mas uma coisa era igual para ambos os grupos de pessoas: “o aspecto dEle” (v.53). Todos sabiam para onde Ele estava indo. Quando as pessoas olham para nós, elas sabem para onde estamos indo? A resposta negativa à nossa pregação não significa que falhamos no cumprimento da missão, mas que nem todos estão dispostos a seguir pelo mesmo caminho. Um verdadeiro discípulo de Jesus não é aquele que fala melhor, mas aquele que sabe para onde vai. Que pelo poder do Espírito Santo, sejamos verdadeiros discípulos de Cristo e que se cumpra em nossa vida a letra da canção: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 481).

Bom dia, seguidores de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 8 – Comentado por Rosana Barros
18 de março de 2018, 0:30
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“… Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (v.8).


Acompanhado de Seus discípulos, Jesus andava “de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (v.1). Sua jornada também era acompanhada de “algumas mulheres” (v.2) que, movidas por profunda gratidão, “Lhe prestavam assistência com os seus bens” (v.3). Mas “de todas as cidades” (v.4) milhares de pessoas iam ter com Jesus a fim de ouvirem Sua sabedoria e de serem por Ele curadas. Quando falava por meio de parábolas, a ênfase era dada ao reino de Deus quanto à forma de perdê-lo ou de alcançá-lo.

A todo discípulo Seu, Jesus lhe dá a “conhecer os mistérios do reino de Deus” (v.10) e o que era difícil de compreender, Ele o revela. São “os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (v.15). É interessante notar que o verbo ouvir é constantemente usado por Jesus. Na explicação da parábola do semeador, percebam que todos ouviram a palavra, mas apenas os que a ouviram “de bom e reto coração” (v.15) foram os que deram frutos. Também na parábola da candeia, Jesus encerra dizendo: “Vede, pois, como ouvis” (v.18). Isto é, preste atenção na forma como você está ouvindo.

No episódio que se segue, Jesus não rejeitou a Sua família terrestre, mas a ampliou: “Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” (v.21). A primeira ação, portanto, será sempre ouvir. Entretanto, é a reação ao que se ouve que define a que família pertencemos. Jesus foi bem claro ao afirmar que pertence à Sua família não os que apenas ouvem, mas os que ouvem e praticam o Assim Diz O Senhor. E isto não significa salvação por obras, amados, e sim os frutos provenientes de uma vida de íntima comunhão com o Pai. Se nossas obras tivessem algum tipo de participação na salvação, certamente Jesus teria escolhido os escribas e fariseus como Seus discípulos e não um grupo tão instável.

Mas Ele provou o Seu amor para com a raça caída pisando no solo enegrecido pelo pecado e escolhendo para ter perto de si homens e mulheres que, aos olhos humanos, seriam totalmente indignos de segui-Lo. Mas Aquele que lê os corações vê na mais atribulada alma a oportunidade de transformá-la no mais lindo instrumento. Por isso que a Sua ordem ao ex-endemoninhado foi: “Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti” (v.39). E por ter ouvido a palavra de Jesus “de bom e reto coração” (v.15) foi que, prontamente, a obedeceu, indo “ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito” (v.39).

O que temos feito da Palavra de Deus? Qual tem sido a nossa reação diante de tudo o que, até hoje, temos ouvido? Fazemos parte de uma geração tão absorvida pelos barulhos deste mundo que parar para ouvir a voz de Deus tornou-se algo monótono e praticamente impossível. Mas Jesus nos convida a ouvir a Sua voz e da mesma forma que Ele falou e a filha de Jairo ouviu e obedeceu, Ele deseja realizar um milagre em nossa vida. E neste exato momento, Ele nos diz: “Levanta-te!” (v.54). E todo aquele que ouve a Sua voz “de bom e reto coração” imediatamente se levanta e torna-se um inquestionável testemunho do Seu poder. Pois todos os que são restaurados por Jesus, “não [podem] ocultar-se” (v.47).

Ainda que as tempestades nos açoitem, confiemos nAquele cuja voz tem o poder de transformá-las em “bonança” (v.24). Que seja a nossa oração: “Ensina-me, Senhor, o Teu caminho, e andarei na Tua verdade” (Sl 86:11).

Feliz semana, família de Deus!

Rosana Garcia Barros

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LUCAS 7 – Comentado por Rosana Barros
17 de março de 2018, 0:30
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“Por isso, te digo: perdoados lhes são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama” (v.47).


À vista dos fariseus e demais líderes judeus, pecadores eram todos aqueles que, além de transgredir os mandamentos de Deus, não andavam segundo o rigor de suas tradições. De uma forma mais severa, os leprosos, os publicanos, os romanos e as meretrizes eram por eles considerados a imundície da sociedade. E o fato de Jesus não esquivar-Se em andar na companhia de tais pecadores, os incluindo como herdeiros da promessa, enchia de fúria o coração dos rabinos judeus.

A obra de Cristo era movida pela compaixão e pelo amor. Nada do que Ele falava ou fazia era desvinculado do poder que recebia através de Sua íntima comunhão com o Pai. A fé do centurião romano, a desesperança da viúva de Naim, a submissão e a gratidão da mulher “pecadora” (v.39), são exemplos claros de que todos são convidados a experimentar do amor de Jesus. Todos são bem-vindos. Se a graça divinal é um presente para quem não merece, então, você e eu também podemos desfrutar desse presente gracioso.

Contudo, encerrado em uma prisão, aquele que anunciara a chegada do Cordeiro de Deus, sentia-se oprimido pela dúvida. Ao pregador do deserto, restava apenas o desejo por saber de que seu ministério havia cumprido o propósito divino. Sobre este momento na vida de João Batista, declara Ellen White:

O isolamento foi a sorte que lhe coube. E não lhe foi dado ver os frutos de seus labores. Não teve o privilégio de estar com Cristo, e testemunhar do poder divino que acompanhava a maior luz. Não lhe foi concedido ver o cego no gozo da vista, o enfermo restabelecido e o morto ressuscitado. Não contemplou a luz que irradiava de cada palavra de Cristo, derramando glória sobre as promessas da profecia. O menor discípulo que viu as poderosas obras de Cristo, e Lhe ouviu as palavras, foi, nesse sentido, mais altamente privilegiado que João Batista e, portanto, diz-se ter sido maior do que ele” (O Desejado de Todas as Nações, p. 123).

Mesmo assediado por pensamentos que, por determinado momento, lhe tiravam a paz, o retorno de seus discípulos com a resposta de Jesus frente a tudo o que eles mesmos contemplaram, complementa Ellen White, “foi o suficiente… Compreendendo mais claramente agora a natureza da missão de Cristo, [João Batista] entregou-se a Deus para a vida e para a morte, segundo melhor conviesse aos interesses da causa que amava” (Idem, p. 121).

Seja por meio de “um vaso de alabastro com unguento” (v.37), ou simplesmente “com lágrimas” (v.44), seja com uma vida de privações ou apenas com um coração quebrantado pela dor da perda, Jesus não está preocupado com o que temos para oferecer a Ele, mas com qual intenção que o fazemos. A semelhança entre o “Não chores” (v.13) e “A tua fé te salvou” (v.50) está no fato de que Jesus sempre diz exatamente o que necessitamos ouvir. Simão, o fariseu, ofereceu um banquete a Jesus, mas o que estava por trás de sua oferta não era um coração sincero e contrito e, foi por esta razão, que Jesus o fez olhar para aquela que considerava indigna, mas cujo íntimo era todo amor. E, dos lábios de Cristo, Simão ouviu não o que queria, mas o que precisava ouvir: “Vês esta mulher?” (v. 44).

O amor de Jesus tem sido derramado de forma abundante e suficiente em toda a humanidade. Nossos “muitos pecados” (v.47) não podem limitar o seu poder de atuação, mas ao aceitarmos o perdão de Deus, impressionantemente, uma multidão de pecados é transformada em muito amor. Se a única coisa que você tiver para oferecer a Jesus for uma vida manchada pelo pecado, adivinha? Jesus está disposto a te receber e a te dizer: “Perdoados são os teus pecados” (v.48). Se você se considera muito indigno de estar diante de Jesus, é para os indignos que Ele diz: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (v.9). Se o pranto roubou a sua voz, Ele te diz: “Não chores!” (v.13). Não perca o privilégio de ouvir a voz do seu Pastor, pois para as Suas ovelhas, Ele jamais será “motivo de tropeço” (v.23), e sim Aquele que as conduzirá aos pastos verdejantes da eternidade.

Feliz sábado, ovelhinhas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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