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“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor” (v.13).
Mesmo não conhecendo pessoalmente a igreja de Colossos, Paulo descreveu a sua “fé em Cristo” (v.4) por intermédio do relato de Epafras, “fiel ministro de Cristo” (v.7). As boas-novas de salvação através da “palavra da verdade do evangelho” (v.5) estavam “produzindo fruto e crescendo” (v.6), mas a oração de Paulo e sua abordagem revelam a maior necessidade daquela igreja: o “pleno conhecimento de Deus” (v.10), por meio da vida e da obra de Cristo. Paulo exaltou a pessoa de Jesus e O apresentou como Rei dos reis (v.13), Redentor (v.14), “Imagem do Deus invisível” (v.15), Criador (v.16), Eterno (v.17), Cabeça da igreja, Princípio, “Primogênito de entre os mortos” (v.18), Plenitude de Deus (v.19). Ou seja, Jesus Cristo é Deus.
Esta verdade precisava ser reavivada e confirmada no coração dos colossenses dia após dia. Os sofrimentos de Paulo por esta igreja eram causados pelos falsos ensinos que a estavam contaminando justamente pela ausência de um relacionamento sólido e constante com Cristo. Jesus mesmo disse quando orou por nós: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17:3). Conhecer Jesus não se trata de uma apresentação formal e nem se resume a um único encontro. Conhecer Jesus é experimentá-Lo todos os dias; é um relacionamento diário e crescente. Cada dia nos é dada a oportunidade de conhecê-Lo mais, através de uma vida de comunhão.
A “palavra da verdade do evangelho” (v.5) está à nossa disposição a fim de não apenas nos oferecer informações, mas é a voz de Deus aos nossos corações falando “da esperança que [nos] está preservada nos céus” (v.5). Paulo tornou-se um ministro do evangelho justamente porque o seu encontro com Jesus não ficou limitado à estrada de Damasco. Diariamente, Jesus era uma presença muito real em sua vida, de forma que considerava os sofrimentos como uma “leve e momentânea tribulação [que] produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4:17). “Cristo em [nós], a esperança da glória” (v.27), deve ser uma experiência diária. E a todo aquele que se dispõe a Seu serviço, Ele prometeu: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20).
Precisamos, como Enoque, andar com Deus (Gn 5:24). Jesus precisa fazer parte do nosso dia à dia e o estudo diário das Escrituras e a oração nos proporcionam isso. O ensino da Bíblia tem o poder de transformar vidas, a fim de que nos tornemos perfeitos em Cristo (v.28). John Wesley certa feita afirmou: “Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo”. Esta é uma verdade que faz todo o sentido quando lembramos do apóstolo Paulo e dos poucos cristãos primitivos que debaixo de duras cargas pregaram o evangelho “a toda criatura debaixo do céu” (v.23). Ou seja, o mundo antigo foi abalado pelas verdades das Escrituras.
Chegada é a hora desta geração ser abalada com o “pleno conhecimento de Deus” (v.10) através dos verdadeiros adoradores do Deus vivo. Homens e mulheres que, cheios do Espírito Santo, revelarão por preceito e por exemplo que, à semelhança de Enoque, andam com Deus; que, guiados pelas preciosas verdades do evangelho de Deus, manterão firmes seus princípios. Um conhecimento superficial da Bíblia não é apenas saber pouco, mas saber muito e não vivê-la. Ellen White escreveu: “Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos para distinguir a verdade do erro, e serão presa das tentações sutis de Satanás.” (Parábolas de Jesus, p. 408). Só estaremos seguros contra os enganos do Maligno, se as verdades do Senhor estiverem alicerçadas em nosso coração pelo Espírito Santo. E esta obra deve ser diária, pois “o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4:16). Que façamos parte do último exército de Deus, que diariamente marcha resoluto “para o reino do Filho do Seu amor” (v.13).
Bom dia, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Colossenses1 #RPSP
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“Tudo posso nAquele que me fortalece” (v.13).
Há amor exalando de cada palavra deste capítulo. De uma forma toda especial, Paulo encerra a sua epístola aos filipenses com cuidadosas e bem escolhidas palavras. O seu desejo era que a generosa igreja de Filipos permanecesse unida num só propósito de viver na prática o amor cristão. Ao rogar a Evódia e Síntique para que pensassem “concordemente no Senhor” (v.2), fica claro que estava havendo um sério atrito entre elas. Apesar de terem sido importantes na obra de Deus auxiliando o ministério de Paulo, provavelmente suas divergentes opiniões as levaram a uma contenda que certamente estava afetando toda a igreja.
Alguns teólogos acreditam que esta epístola possa ter sido escrita justamente por causa da divisão causada por estas duas mulheres. Como alguém que já havia convivido com elas, Paulo conhecia a sinceridade de ambas e o poder de influência que elas tinham na pregação do evangelho. E é muito interessante a forma como ele aborda as duas no final, citando a pessoa de Clemente e dos demais membros daquela igreja para que as auxiliem na reconciliação. Fica evidente que era um caso conhecido de todos, portanto, todos deveriam unir forças para solucioná-lo, e não para escolher de que lado ficar. Pois, como bem afirmou Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25).
Paulo seguiu uma sequência no encerramento desta carta. Importante analisarmos ponto a ponto:
- Unidade (v.2): a influência dos líderes da igreja deve ser um constante incentivo à união. Ainda que em meio às diversidades, os membros da família de Cristo devem aprender a conviver com as diferenças sem que estas se tornem causas de divisões e contendas. O perdão deve sempre prevalecer;
- Cooperação (v.3): quando a igreja se une em amor de uns para com os outros, quando a comunidade cristã experimenta, de fato, o genuíno amor, cada palavra e cada gesto torna-se uma poderosa ferramenta no avanço da obra de salvar;
- Alegria (v.4): como já estudamos ontem, a verdadeira alegria é um dom de Deus que, quando vivido, é tão contagiante e completo, que nenhuma circunstância adversa consegue destruí-lo;
- Moderação/Temperança (v.5): um cristão equilibrado não é aquele que vive uma religião morna, pois Jesus deixou mais do que claro que este tipo de atitude é nauseante diante de Deus (Ap 3:16). Mas é aquele que entende que a moderação segundo Deus é o equivalente à fidelidade; é saber fazer um uso sábio do que é bom e rejeitar totalmente tudo o que é mau, sabendo que “perto está o Senhor” (v.5);
- Confiança em Deus através de uma vida de oração (v.6): o andar ansioso a que Paulo se refere também pode ter uma ligação direta com as divisões internas que estavam acontecendo na igreja. Quando tentamos agir por conta própria diante das dificuldades e provações, acabamos por postergar o sofrimento e o problema não é solucionado. Assim como a oração foi a ferramenta divina que uniu os primeiros discípulos, dissipando as suas diferenças e preparando-os para receber o poder do Espírito Santo (At 1:14), ela permanecerá como a principal aliada da igreja de Cristo nos últimos dias;
- Um caráter em construção (v.8-9): a palavra “finalmente” dá a ideia de conclusão, mas também denota ação no sentido de dar continuidade ao que haviam iniciado. Para isso, alguns critérios são apresentados como um meio de avaliar o que convém ao cristão: tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável. Diante desta lista, creio que o recado é bem claro: Quer ter o caráter de Cristo? Ocupe sua mente com o que a edifica;
- Perseverança (v.11-13): ainda que nunca tenhamos passado fome ou sofrido em prisões, cada um de nós enfrentamos lutas diferentes que podem ser experiências difíceis e até traumatizantes. Mas o cristão que deposita a sua confiança em Deus e procura viver cada ponto que temos analisado até então, recebe de Deus a força necessária para “viver contente em toda e qualquer situação” (v.11);
- Caridade (v.14-18): Paulo chega a dizer que a ajuda dos filipenses foi uma espécie de sociedade em seu ministério “no tocante a dar e receber” (v.15). Quando damos voluntariamente parte daquilo que possuímos, reconhecendo que tudo o que temos pertence ao Senhor, nossas ofertas tornam-se “como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus” (v.18).
Que possamos escolher viver constantemente estas tão preciosas orientações. Que unidos num só pensamento, tenhamos a mente de Cristo e façamos parte da igreja que ora, que perdoa, que ama e que cuida uns dos outros, pois é esta a igreja que o Senhor vem buscar.
“A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito” (v.23).
Feliz semana, igreja militante!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Filipenses4 #RPSP
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“Pois a nossa pátria está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (v.20).
Os conceitos que encontramos na Palavra de Deus nada têm a ver com os conceitos criados pelo homem. São visões totalmente diferentes a respeito de uma mesma coisa. Para a maioria das pessoas, por exemplo, alegria é a materialização da felicidade por meio de pessoas, coisas ou realizações; é poder fazer a própria vontade; é a manifestação corporal através de sorrisos, gestos e palavras que expressam nostalgia. Entretanto, esta alegria é circunstancial e passageira. Circunstancial porque depende de fatores externos para acontecer, e passageira porque quando o motivo da alegria se esvai, ela se dissipa junto com ele.
Já a alegria segundo as Escrituras possui um conceito totalmente avesso ao que acabamos de ver. Quando Paulo disse: “Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor” (v.1), ele não exortou os filipenses a se alegrarem no Senhor a depender das circunstâncias, ou conforme as bênçãos recebidas. Mas expressou o mesmo sentimento quando escreveu aos coríntios: “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co 6:10). Ou seja, a verdadeira alegria é um dom de Deus que não depende das circunstâncias e nem de elementos externos para ser experimentada. Ela faz parte do fruto do Espírito (Gl 5:22), é constante e não pode ser destruída pelas decepções deste mundo. Parece ilógico, no entanto, é sobrenatural.
Eu creio que a todos os dons de Deus aplica-se o princípio bíblico de que eles excedem todo o entendimento (Fp 4:7). É por isso que a alegria que provém do Céu (bem como tudo o que implica o fruto do Espírito Santo) não pode ser compreendida à luz de palavras humanas, mas deve ser provada na vida. É através da experiência pessoal com Cristo “que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (v.3). Porque a alegria segundo Deus não pode ser atribuída ao que fazemos ou ao que fazem por nós, mas ao que permitimos que o Espírito Santo realize em nós e através de nós.
Cuidado! Cuidado! Cuidado! Por três vezes Paulo usou desta advertência utilizando três expressões diferentes, mesmo que referindo-se às mesmas pessoas. Se o ministério dado por Cristo aos homens dependesse de títulos, Paulo poderia considerar-se o maioral dentre todos (v.6-7). Mas foi mediante o “conhecimento de Cristo Jesus” (v.8) que ele pôde compreender o significado da verdadeira justiça, “a justiça que procede de Deus, baseada na fé” em Cristo (v.9), e não em obras. Paulo aprendeu que as suas conquistas terrenas não tinham valor algum quando foi “conquistado por Cristo Jesus” (v.12). Ele descobriu que mesmo “nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos” (2Co 6:4 e 5), sentia uma alegria inexplicável que nada e nem ninguém poderia destruir. Esquecendo-se do velho Saulo de Tarso, Paulo escolheu avançar “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (v.14).
“Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento” (v.15) e “andemos de acordo com o que já alcançamos” (v.16). Lembrando que a perfeição aos olhos de Deus não é deixar de ser pecador, mas, ainda que pecador, permitir que o amor de Deus transborde do nosso coração por todos, até por nossos inimigos e por aqueles que nos perseguem (Leia Mt 5:43-48). Eis a verdadeira perfeição! Sigamos o conselho de Jesus, quando disse: “sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10:16). Precisamos ser cautelosos em nossos relacionamentos, mas também livres de malícia, simples como uma criancinha.
Aos que “só se preocupam com as coisas terrenas”, “o destino deles é a perdição” (v.19). Mas aqueles que vivem como que mui longe de sua verdadeira Pátria, aguardam o bendito Dia em que Jesus “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da Sua glória” (v.21). Oh, precioso Salvador, sublime promessa! Se almejamos o Céu e a eternidade ao lado do Senhor, precisamos trocar os conceitos do mundo pela sabedoria divina. Olhe para a cruz de Cristo, e ali encontrarás todos os verdadeiros conceitos em um único gesto.
Feliz sábado, cidadãos da Pátria celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Filipenses3 #RPSP
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“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5).
A exortação de Paulo ao amor entre irmãos e à humildade reflete os maiores desafios enfrentados por aquela igreja, especialmente por seus líderes. Os efeitos da unidade cristã possuem a força que opera para o crescimento e amadurecimento da igreja. Sem esta união e cumplicidade, havia um sério risco de divisões e escândalos. Paulo foi um líder que sempre se preocupou em preparar outros líderes que fossem suficientemente corajosos para o ministério, mas também completamente humildes para o serviço. Epafrodito foi um destes pupilos de Paulo que experimentou por um lado os sofrimentos de Cristo, e por outro as alegrias de servi-Lo (v.30).
É notória a preocupação do apóstolo frente ao sentimento de superioridade que estava prevalecendo entre os líderes da igreja de Filipos. “Por partidarismo ou vanglória” (v.3), muitos estavam enganando a si mesmos estabelecendo uma liderança movida pelo reconhecimento humano. Foi diante desta realidade sutil e perigosa, que Paulo lhes apresentou o supremo exemplo de humildade: Jesus Cristo. Aquele vil sentimento precisava ser transformado no “mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5), que “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo” (v.7), que “a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até à morte” (v.8.), visando o nosso bem eterno.
Assim como Cristo, “por humildade” (v.3), tornou-Se “em semelhança de homens” (v.7), e “Deus O exaltou sobremaneira” (v.9), o mesmo princípio será aplicado aos humildes quando Jesus voltar. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt 23:12). O problema não está em ser reconhecido por outros, mas em engrandecer-se a si mesmo. Há progresso quando o cristão prefere a humilhação em detrimento da exaltação. Isto não quer dizer que Deus não Se agrade em reconhecer o serviço de Seus filhos aqui na Terra, nem tampouco que se alegre quando um filho Seu é humilhado, mas em que Ele conhece o nosso enganoso coração e os perigos que isto implica. Lembremos que foi o desejo por exaltação própria que fez um anjo de luz transformar-se em Satanás (Is 14:13).
Tendo em mente de que “Deus é quem efetua em [nós] tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (v.13), desenvolvamos “a [nossa] salvação com temor e tremor” (v.12), fazendo “tudo sem murmurações nem contendas” (v.14), a fim de que nos tornemos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual [possamos resplandecer] como luzeiros no mundo” (v.15). Preservemos “a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo” (v.16), não haja tristeza por nossa causa, mas grande alegria pelo nosso “caráter provado” (v.22) e aprovado. Olhemos para Cristo. Meditemos em Seu exemplo. Experimentemos o Seu amor. Que a Sua humildade nos inspire à cada dia. Então, o Espírito Santo nos concederá um coração humilde e aprenderemos a reconhecer como dignos de honra os humildes em cuja vida conseguimos ler: “Santidade ao Senhor” (Êx 28:36).
Bom dia, humildes servos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Filipenses2 #RPSP
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“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (v.21).
As cartas de Paulo certamente foram escritas sob divina inspiração e profundo zelo. Com sabedoria do alto, o apóstolo declarou verdades que emanam de cada versículo, tendo sempre palavras de ânimo e de coragem, mas também de advertência e de correção. Apresentando-se como servo de Cristo, sua postura era uma declaração de que suas palavras possuíam a assinatura de seu Mestre. O amor que dedicava às igrejas era puro e intenso. O início da sua epístola aos filipenses nos mostra o seu real interesse de atingir-lhes em cheio o coração. No entanto, Paulo fez algo que ele não fez em nenhuma de suas cartas às demais igrejas. Ele fez menção especial a duas classes específicas da igreja de Filipos: “bispos e diáconos” (v.1).
O conteúdo desta epístola, portanto, foi dirigido especialmente aos líderes daquela igreja, que tinham uma importante lição a aprender. Paulo sabia que a influência de bons líderes faria a comunidade cristã daquele lugar crescer e se multiplicar, mas também sabia dos riscos que a igreja enfrentaria caso a liderança manifestasse sentimentos mesquinhos e disposição crítica. Para Paulo era sempre motivo de muita alegria lembrar de seus irmãos e interceder em oração por eles. O fato de que o evangelho de Cristo estava sendo proclamado e a mensagem avançando, aumentava-lhe a expectativa pelo cumprimento da promessa: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14).
De todas as formas, guiado e orientado pelo Espírito Santo, Paulo procurava anunciar entre as nações a glória do Senhor (Is 66:19) e a esperança em Sua segunda vinda. Esta mesma paixão e este mesmo foco deve reger a vida de todo cristão, especialmente daqueles sobre os quais repousa a responsabilidade de liderar. Ser líder não é assumir uma posição de destaque, mas de serviço. E diante de alguns, que proclamavam “a Cristo por inveja e porfia” (v.15), “por discórdia, insinceramente” (v.17), Paulo percebeu que a liderança da igreja estava dividida. De um lado, aqueles que pregavam o evangelho “por amor” (v.16), e, do outro, os que o faziam como uma disputa religiosa.
Contudo, a resposta dele frente a este comportamento nos deixou uma lição de grande valor no versículo dezoito:
“Então, como devo reagir? Decidi não me preocupar com as motivações deles – confusas, más ou indiferentes. Cada vez que um deles abre a boca, Cristo é proclamado, então eu apenas os incentivo!” (Bíblia A Mensagem). Se ainda que pelos motivos errados, alguns proclamavam a mensagem certa, isso era tudo que importava. Mas Paulo foi além para resgatar também aqueles que julgavam a sua prisão como a oportunidade de se tornarem pregadores de renome. Tornaram do santo ministério uma competição a fim de alcançar uma popularidade tão maior do que a do apóstolo Paulo.
Esta ideia, no entanto, foi a mesma dos irmãos Tiago e João quando desejaram lugares de destaque no reino de Cristo. Mas a resposta final de Jesus foi: “e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:27-28). A cruz nos revela a perfeita humildade e que Jesus não espera nada menor do que isto da nossa parte. Na verdade, Ele está disposto a concedê-la a todo aquele que, antes de ascender, desceu com os joelhos ao chão; que assumiu uma posição privilegiada não por mérito próprio, mas por eleição divina.
O maior dos líderes não é o mais aclamado, e sim o que mais serve, conforme o Espírito Santo o conduz.
“Vivei”, pois, “acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante à vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (v.27). Que a graça de sermos servos de Cristo preencha o nosso coração de amor, aniquilando toda soberba. E que, independente de reconhecimentos e honras terrenas, nossa alma tenha anseio por ouvir a aprovação divina a nos dizer: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt 25:34). Pois “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (v.6).
Bom dia, benditos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Filipenses1 #RPSP
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“Revesti-vos de toda a armadura de Deus para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (v.11).
De todos os enganos de Satanás, creio que o mais eficaz tem sido a ideia de que ele não existe, que é apenas uma lenda cômica de um diabinho com um par de chifres e um tridente na mão. Ignorar a sua existência é ignorar a origem do pecado e, consequentemente, o próprio pecado. Ora, se não há pecado não há mal, e se não há mal, tudo se torna relativo. E não havendo pecado e nem mal, qual a necessidade de um Salvador? Compreendem o perigo deste engano? É como estar numa guerra diante do ataque do exército inimigo e simplesmente ignorá-lo. Nenhum ser humano está alheio ao grande conflito cósmico. E ignorar ou negligenciar os ensinos da Bíblia não nos torna neutros na guerra que definirá o nosso destino eterno.
Após destacar o casamento como um símbolo da união entre Cristo e Sua igreja, Paulo reforça também a importância de um lar cristão bem estruturado. Filhos e pais cumprindo seu papel para que a família seja uma bênção para o mundo. E como servos de Cristo, somos chamados a fazer, “de coração, a vontade de Deus” (v.6), ainda que ninguém esteja vendo, “servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens” (v.7). O nosso lar, além de ser um centro de convivência, deve ser também a melhor escola para a vida. A Bíblia nos ensina a seguinte escala de prioridades:
- Deus;
- Família;
- Trabalho e as demais coisas.
A primeira prioridade podemos encontrar em Deuteronômio 6:5 e em Mateus 6:33. A segunda prioridade, está implícita na firme decisão de Josué, ao dizer: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24:15). Como também nas palavras do próprio Paulo, quando afirmou: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus, especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm 5:8). A terceira prioridade, creio que nem podemos denominá-la assim. Creio que o trabalho e as demais coisas devam ser meios pelos quais Deus seja louvado e a família, beneficiada.
Quando seguimos esta sequência, cientes do conflito no qual estamos todos inseridos, somos “fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder” (v.10), tomando toda a Sua armadura, para podermos “resistir no dia mau”, e depois de termos vencido tudo, permanecermos inabaláveis (v.13). Percebam que Paulo não disse para tomarmos metade da armadura de Deus ou uma parte dela, mas toda, e ele reforçou isso duas vezes (v.11 e 13). Cada parte desta indestrutível armadura é indispensável à vida cristã. Analisemos, resumidamente, cada uma delas:
- Cinto da verdade (v.14): é o que mantém segura a veste do soldado em seu devido lugar. Retire a verdade e você terá uma fé vacilante;
- Couraça da justiça (v.14): é a proteção de praticamente todo o corpo. É a justiça de Cristo imputada a nós. Utilize a sua justiça própria e você ficará tão frágil quanto um soldado desarmado;
- Calçado da “preparação do evangelho da paz” (v.15): os soldados devem possuir um calçado adequado e resistente às diversas situações de risco. Nossos pés representam o serviço missionário e o fato de estar calçado, a prontidão em aceitar este chamado. O cristão que recusa esta parte da armadura descobrirá, tarde demais, que não se chega ao Céu sozinho;
- Escudo da fé (v.16): o escudo protege o soldado contra os ataques inimigos. Da mesma sorte, a fé é o escudo que blinda o cristão não do sofrimento e dos pesares, mas de ser vencido por eles. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6);
- Capacete da salvação (v.17): assim como o capacete protege o soldado na guerra, a salvação em Cristo Jesus blinda a nossa mente contra as estratégias do Maligno. Não podemos, de forma alguma, permitir que a nossa mente vagueie sem propósito pelas sendas do mal. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12:2);
- Espada do Espírito (v.17): a espada é a única arma ofensiva desta armadura. Como também escreveu Paulo: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4:12). Ela faz separação entre santo e profano, limpo e imundo, justo e ímpio. Um crente sem o conhecimento das Escrituras é um crente indefeso e presa fácil do inimigo.
Paulo acrescentou algo a mais que deve ser constante em nossa labuta contra o mal: a oração. E o verso dezoito reforça a ordem de Cristo, quando declarou: “Vigiai e orai” (Mt 26:41). Deus está, à cada dia, nos oferecendo a Sua armadura como um privilégio gratuito. Qual tem sido a sua decisão? Não saia para a guerra hoje sem esta santa e eficaz proteção! Ao contrário do que dizem, há sim um inimigo feroz e astuto querendo nos destruir. Portanto, “sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). Que no retorno de nosso Senhor, façamos parte de Seu exército triunfante, “os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá… os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (Ap 14:4).
“A graça seja com todos que amam sinceramente a nosso Senhor Jesus Cristo” (v.24).
Bom dia, exército do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Efésios6 #RPSP
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“Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (v.8).
A mídia tem sido uma verdadeira aliada não somente do entretenimento, mas também da propaganda. A venda de produtos, no entanto, perdeu a razão de ser se não estiver ligada à imagem. A figura de uma celebridade em evidência tornou-se um forte meio de fazer com que as pessoas comprem não apenas um produto em si, mas a imagem de quem elas admiram. Multidões têm se iludido e perdido a identidade própria para ficar parecidas com seus ídolos. Nesse sentido, compreendemos melhor o que Paulo quis dizer, quando aconselhou: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (v.1). E o “produto” apresentado pelo apóstolo é o amor incondicional de Cristo. Mas nem todos estamos dispostos a adquiri-lo, já que requer renúncia, sacrifício e serviço. Uma proposta bem diferente comparada às facilidades oferecidas pelo mundo midiático, não é mesmo?
Jesus Cristo assumiu uma culpa que não era dEle, e Se entregou para salvar uma humanidade que não merecia. Antes da cruz, contudo, foram trinta e três anos de vida neste planeta escuro, dentre os quais os três anos finais foram dedicados exclusivamente à obra do ensino. Na vida de Jesus, a teoria e a prática andavam de mãos dadas. Por preceito e por exemplo, Ele nos deixou o mais precioso legado: o Seu caráter. No entanto, na perspectiva da maioria, a Sua “propaganda” não é nem um pouco atrativa. Ele “dizia a todos: Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-Me” (Lc 9:24). Ou seja, renuncie os seus gostos e vontade própria e todos os dias, apesar dos sofrimentos e tristezas, lembre que uma cruz infinitamente mais pesada foi levada por Cristo, e siga-O.
Realmente não há nada de atrativo em deixar de lado as preferências pessoais e seguir Alguém que nos diz que a renúncia é uma das características dos Seus seguidores. A Bíblia não revela a identidade de quem disse isso, mas a afirmação a seguir tem sido a mesma de muitos: “Seguir-te-ei para onde quer que fores” (Lc 9:57). As mesmas multidões que pensam comprar a imagem da moda, quando na verdade estão se vendendo para a ditadura midiática, são as mesmas que afirmam seguir a Jesus. Mas a resposta de Cristo continua sendo a mesma dada àquele desconhecido: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (v.58). Jesus não prometeu facilidades, nem tampouco prosperidade aos Seus seguidores, mas deixou bem claro de que no mundo passaremos por aflições, mas assim como Ele venceu o mundo (Jo 16:33), nEle nós somos “mais que vencedores” (Rm 8:37).
O casamento, certamente, é a mais linda ilustração acerca do plano da salvação em Cristo. Marido e mulher representam, respectivamente, Cristo e Sua igreja. O plano de Deus sempre foi de que o casamento seja entre um homem e uma mulher, e que ambos assumam suas funções matrimoniais a fim de que seja uma união sólida e estável. Um só corpo (v.31) é, sem dúvida alguma, a melhor definição desta união. A proposta de Paulo não é que a mulher seja a escrava da relação, mas que seja amada pelo marido com o mesmo amor altruísta de Jesus por Sua igreja, que “a Si mesmo Se entregou por ela” (v.25). E que o marido seja tão respeitado e considerado, que servir seja para a mulher uma alegria. Percebem que há o encontro entre o serviço e o amor? Contudo, esta definição de casamento também tem sido trocada pela imagem oferecida nas novelas e filmes, que dizem: “O que importa é ser feliz”.
Interessante esta última “propaganda”, já que não é bem isso o que vemos acontecer de fato. A realidade mostra casamentos destruídos, filhos rebeldes, doenças emocionais e muitas, muitas lágrimas. Sobre isto, fomos advertidos: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (v.6). Oh, amados, se tão somente seguíssemos a Cristo segundo a Sua Palavra, se verdadeiramente procurássemos “compreender qual a vontade do Senhor” (v.17), deixando de nos embriagar com o vinho deste mundo, “no qual há dissolução” (v.18), mas, cheios do Espírito, provássemos “sempre o que é agradável ao Senhor” (v.10), então, seríamos, de fato, “imitadores de Deus” (v.1), “como convém a santos” (v.3).
Não troque jamais este sublime privilégio pelo lixo da imagem deste mundo, “porque os dias são maus” (v.16), e Jesus não está vindo buscar “os filhos da desobediência” (v.6), mas uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (v.27). Uma igreja que reflete a imagem de seu Senhor e Salvador.
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Efésios5 #RPSP
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“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (v.30).
Como corpo de Cristo, a igreja precisava compreender o verdadeiro sentido do serviço, da edificação e da plenitude e, esforçando-se “diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (v.3). Uma vida de serviço abnegado e altruísta redunda na “edificação do corpo de Cristo” (v.12), que, por sua vez, resulta na “unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (v.13). E é justamente esta maturidade espiritual que livra o cristão de ser enganado “por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (v.14).
Para que haja unidade, é necessário espírito de cooperação mútuo e ideias que se encaixem perfeitamente a fim de atingir um alvo específico. É aí que entra o serviço, através da prática dos diversos dons espirituais. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (v.11), todos unidos num só propósito, “seguindo a verdade em amor”, crescendo “em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo” (v.15). Ora, se Cristo é a cabeça, isto nos diz claramente que Ele está no comando e a nossa parte é simplesmente cooperar para que aconteça a etapa seguinte: o aperfeiçoamento cristão.
Aperfeiçoar significa chegar o mais perto possível da perfeição, melhorar, aprimorar, tornar mais elevado. Não é perfeição no sentido de não errar mais, e sim perseverar em permanecer praticando o que já provou ser a conduta mais eficiente. Um médico que descobre o tratamento para a cura de uma determinada doença, por exemplo, vai aplicá-lo em seus pacientes até que se descubra a cura por intermédio de um método mais eficaz. Assim deve ser na vida espiritual. Precisamos avançar através de uma renovação diária da mente. A experiência pessoal que tive com o Senhor ontem não pode suprir a necessidade que tenho de uma nova experiência hoje. É nesse ponto que muitos têm perdido o primeiro amor e ressuscitado “o velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano” (v.22).
Experiências passadas podem e devem ser lembradas como provas do amor e do cuidado de Deus por nós e como testemunho de fé para outros, mas jamais devem substituir aquelas que Jesus deseja nos proporcionar dia após dia, a fim de que nos revistamos diariamente “do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (v.24). Uma vida de santidade só pode ser alcançada através desse relacionamento diário. Se cada membro do corpo de Cristo entendesse que o seu relacionamento pessoal com Jesus deve ser o primeiro passo a ser dado à cada dia, todo o corpo andaria no mesmo compasso; não haveria ninguém adiantado e ninguém atrasado.
Ser santo nada mais é do que ser separado para um propósito específico e, neste caso, para um propósito divino. É estar constantemente submisso à vontade de Deus, reconhecendo a sua total dependência dEle. E ser mentiroso, iracundo, ladrão ou néscio de palavras, definitivamente, não são características daqueles que estão caminhando para encontrar um Deus Santo em uma cidade santa. Jesus foi o perfeito exemplo de santidade, mas também nos deixou o perfeito exemplo de compaixão. Notem que a ira em si não é pecado, mas o que fazemos dela pode tornar-se pecado ou não. A definição de que “somos membros uns dos outros” (v.25) nos diz que, ainda que a sua vida esteja em paz com Deus, ela não é parâmetro para o corpo, mas um membro em potencial para ajudar o que está enfermo a se recuperar.
Eis a “perfeita varonilidade”, a “plenitude de Cristo” (v.13): sermos “uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-[nos] uns aos outros, como também Deus, em Cristo, [nos] perdoou” (v.32). Quando compreendemos, de fato, o que Cristo fez por nós na cruz do Calvário e o que Ele está realizando hoje no Santíssimo do santuário celeste, passamos a odiar o pecado, e não pecadores. Não “deis lugar ao diabo” (v.27), amados, nutrindo sentimentos maus, mas “longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (v.31). Que nossas mãos trabalhem para o bem. Que cada palavra nossa “transmita graça aos que ouvem” (v.29). E que o selo do Espírito Santo nos guarde “para o dia da redenção” (v.30).
Avante, igreja do Deus vivo!
Bom dia, membros do corpo de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Efésios4 #RPSP
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“A saber, que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (v.6).
Desde os tempos antigos o Senhor tem manifestado o Seu cuidado para com toda a raça caída. Através de Abraão, Deus constituiu o Seu povo na Terra, uma nação eleita a fim de ser testemunha de Deus “perante os olhos dos povos” (Dt 4:6). Mas, no decorrer do percurso de Israel, o favor de Deus para com alguns estrangeiros e povos inimigos, demonstrou o Seu real desejo: salvar a todos. Raabe, a prostituta de Jericó (Js 6:25), Rute, a moabita (Rt 1:4), Naamã, o sírio (2Rs 5), e o povo de Nínive (Jn 3:5), são exemplos inquestionáveis da atenção do Senhor para com todos os que perecem.
O Senhor também declarou: “Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para O servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte e os alegrarei na Minha Casa de Oração… porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:6-7). Esta é uma bênção e uma promessa que alcança a cada um de nós. A diferença é que hoje podemos compreender o “mistério de Cristo” (v.4), que àquelas gerações “não foi dado a conhecer” (v.5). Mesmo cientes de que Deus lhes daria livramento através do Messias, eles morreram sem ver cumprida a promessa.
Deus não mais manifestaria o Seu poder em uma nação apenas, mas, por meio de Cristo Jesus, estabeleceu a Sua igreja mundial, para que, por meio dela, “a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida” (v.10). Ele passou a contar com pessoas de todas as nações, tribos e línguas que fazem parte “do mesmo corpo” (v.6) de Cristo. Pessoas em cujo coração Cristo habita por meio do Espírito Santo, estando “arraigados e alicerçados em amor” (v.17). Que conhecem “o amor de Cristo, que excede todo entendimento” (v.19), porque nutrem diariamente uma amizade genuína com Ele. Sobre estes recai “toda a plenitude de Deus” (v.19) para que, como “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15), glorifiquem a Ele mediante “a fé que atua pelo amor” (Gl 5:6).
“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai” (v.14). Por esta causa, sou imensamente grata pelo “eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nEle” (v.11-12). Fomos constituídos ministros de Cristo, “conforme o dom da graça de Deus… segundo a força operante do Seu poder” (v.7). A nós, os menores “de todos os santos, [nos] foi dada esta graça de pregar” a todas as nações “o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (v.8.). Que privilégio! Fomos chamados para realizar uma obra que os anjos desejariam desempenhar! Que sublime convocação!
Há um exército de fiéis cuja pátria não é aqui. Que experimenta e compartilha o amor de Deus com todos, compreendendo que a nossa luta não é contra pessoas, mas contra Satanás e tudo o que é mau (Ef 6:12). Uma igreja que corresponde ao amor que a salvou e que labuta não para agredir, mas para revelar ao mundo a única verdade que liberta (Jo 8:32). Será este remanescente que o Senhor virá buscar. Que, independente das ameaças humanas e trevas morais, escolheram não se contaminar com as iguarias do príncipe deste mundo (Dn 1:8.). Um povo que confia que, Aquele “que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu poder que opera em nós” (v.20), há de cumprir a Sua derradeira promessa.
“Conforme escrevi a pouco, resumidamente” (v.3), encerro com as palavras desta canção, que também resume o que Deus espera de nós como Seus representantes:
“Eu quero uma igreja que sare ao ferido, que rompa as correntes, liberte ao cativo, que aclare a mente que está confundida, e que fale a verdade. Eu quero uma igreja que com seu olhar mostre a esperança à alma angustiada. Eu quero uma igreja que sare as feridas desta humanidade. Eu quero um rebanho onde Minhas ovelhas se sintam seguras e cheias de paz, onde a Palavra seja o alimento, ali quero morar” (Luiz Cláudio).
Feliz semana, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Efésios3 #RPSP
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“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (v.8).
A liberdade em Cristo é explicada de forma clara neste capítulo: por Sua morte e ressurreição, Jesus nos deu a vida. Para quem passara toda a vida acreditando e pregando a salvação por obras, Paulo descreve a sua real compreensão acerca da salvação pela graça porque da mesma forma com que vivera a escravidão, experimentara a liberdade. A sua própria experiência com Cristo é descrita aqui com veemente convicção. A convicção de quem havia descoberto “o grande amor com que [Deus] nos amou” (v.4).
Jesus assumiu os nossos delitos, morrendo em nosso lugar, de forma que Deus, “juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (v.6-7). Só a eternidade poderá explicar um amor que salva pecadores de graça; que declara inocentes aqueles que mereciam a morte (Rm 6:23). E é neste prisma que as obras nada tem a ver com o plano da redenção. O homem não teve participação alguma na salvação da humanidade. E este princípio continuará em vigor até que Cristo venha e estabeleça o Seu reino eterno.
Na vida espiritual, a ordem dos fatores altera sim o produto final. O fato de termos sido “criados em Cristo Jesus para boas obras” (v.10), estabelece a verdadeira ordem dos fatores: não fazemos boas obras para nos salvar, mas porque fomos salvos em Cristo, realizamos boas obras. Através do profeta Isaías, assim disse o Senhor: “a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is 43:7). E quando avançamos para o livro de Mateus, Jesus nos diz o seguinte: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:16).
Há uma lógica inquestionável entre os textos do Antigo e do Novo Testamentos, que nos afirmam que fomos criados para a glória de Deus e que glorificamos a Ele através de uma vida de santidade, que nada mais é do que revelar a luz de Cristo. A fé prática é o resultado inevitável da salvação pela graça. Ninguém que tenha experimentado o amor de Deus em Cristo Jesus permanece do jeito com que foi encontrado. Da mesma forma com que o filho pródigo recebeu vestes limpas em troca das que estavam esfarrapadas e sujas (Lc 15:22), “o vencedor será assim vestido de vestiduras brancas” (Ap 3:5).
A mensagem aos “que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” é a mesma que “em grande voz” é proclamada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:6-7). Todo aquele que teme a Deus, submetendo-se à Sua vontade, também O glorificará através de uma vida de obediência, sendo um verdadeiro adorador do Criador. A “parede da separação” (v.14) que dividia os judeus dos demais povos foi derrubada por Jesus. “A lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (v.15), ou seja, toda a lei cerimonial que apontava para o Cordeiro de Deus, foi abolida na cruz. Não os dez mandamentos, pois estes são a expressão do caráter de Deus, mas os sacrifícios, a circuncisão, as festas anuais e ritos simbólicos que ilustravam o plano da redenção, estes sim foram cumpridos em Cristo. Por isso não tinham mais razão de ser.
Assim já não há mais “estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (v.19). Somos “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas”, isto é, do Novo e do Antigo Testamentos, que testificam de “Cristo Jesus, a pedra angular” (v.20). A salvação, amados, está disponível para judeus e gentios, para homens e mulheres, para ricos e pobres, escravos e livres, muçulmanos e cristãos, evangélicos e carismáticos, para todos enfim. A salvação em Cristo é um princípio universal e irrevogável, basta crer. Deus tem um povo peculiar espalhado por todas as nações, e Ele tem agido com urgência, mas também com paciência, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).
Sejamos, pois, dia após dia, “edificados para habitação de Deus no Espírito” (v.22), um testemunho vivo dAquele que nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).
Feliz sábado, salvos pela graça de Cristo para a glória de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Efésios2 #RPSP