Reavivados por Sua Palavra


II Tessalonicenses 2 – Comentado por Rosana Barros
2 de agosto de 2018, 0:30
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“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (v.13).


Precisamos entender este capítulo à luz do que está escrito no livro de Daniel. A profecia aponta para alguém que se rebelará contra Deus antes da segunda vinda de Cristo e que terá grande influência, “a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (v.4). As conjecturas que surgiram entre os tessalonicenses sobre “o Dia do Senhor” (v.2), como se vivessem nos últimos dias, foram esclarecidas por Paulo como ideias fora de tempo. Ele certamente recebera alguma luz acerca das profecias de Daniel e compreendera que o tempo determinado ainda não havia chegado. Certamente, o retorno de Cristo e o preparo para este Dia, são os temas centrais desta segunda epístola.

O apóstolo tinha uma fé viva na possibilidade de, ainda em vida, ver o seu Salvador retornar (1Co 15:51; 1Ts 4:17). Mas também, como estudioso das profecias, sabia que, antes, muitas coisas precisavam se cumprir. Dentre elas, a revelação do “homem da iniquidade” (v.3). A este, o profeta Daniel descreveu como um rei: “Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito” (Dn 11:36). Paulo fala de um período de apostasia que precederia a volta de Cristo. A palavra apostasia não se refere a uma rebelião externa, mas interna, ou seja, o falso ensinamento que surgiria no meio cristão, “com todo engano de injustiça” (v.10). Apostasia que seria liderada pelo “homem da iniquidade, o filho da perdição” (v.3), ou, como descrito em Apocalipse, “o falso profeta” (Ap 19:20).

Sabendo que iniquidade significa pecado, e “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3:4), o homem da iniquidade nada mais é do que um “fora da lei”, que tanto descumpre a lei de Deus como seduz as nações no mesmo sentido. Suas reais intenções, no entanto, só serão reveladas “em ocasião própria” (v.6). Desde os tempos apostólicos, é-nos dito que já operava “o mistério da iniquidade” (v.7), porém, o iníquo só será revelado quando o Espírito Santo, “que agora o detém” (v.7), for afastado por ocasião da conclusão do selamento dos servos de Deus (Ez 9:4; Ap 7:3). Este homem da iniquidade, “segundo a eficácia de Satanás” (v.9), operará grandes sinais “e prodígios da mentira” (v.9), “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24). O apelo de Jesus continua sendo o mesmo, principalmente em nossos dias: “Vede que ninguém vos engane” (Mt 24:4).

Percebam que Paulo diz que o “engano de injustiça” será “aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (v.10). Não se enganem, meus irmãos, ou buscamos a Deus incessantemente através do estudo sincero de Sua Palavra, com o coração submisso e contrito, ou seremos facilmente arrastados por todo vento de doutrina. Paulo exortou os tessalonicenses a guardarem as tradições que lhes foram ensinadas por palavra e por epístolas (v.15). Isto nos diz que existe diferença entre tradição e tradição: a tradição cerimonialista (doutrinas de homens) e a tradição inspirada (pelo Espírito Santo). Com isso, Paulo chamou as suas cartas de tradições inspiradas que deveriam ser seguidas por estarem fundamentadas nos princípios divinos e não em “palavra de homens” (1Ts 2:13).

Muitos têm julgado ser de pequena monta o associar-se com os ímpios enquanto sustentam uma postura de crentes em Cristo. Mas “que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co 6:14).

Eu não sei você, mas eu sirvo ao Deus de Abraão, que não hesitou em levantar o cutelo contra o seu próprio filho. Eu sirvo ao Deus de José, que assumiu o risco de morte ao rejeitar a mulher de Potifar. Eu sirvo ao Deus de Daniel, que firmemente decidiu não se contaminar com as iguarias e com a idolatria de Babilônia. Eu sirvo ao Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que preferiam ter seus corpos queimados a ter que adorar outros deuses. Eu sirvo ao Deus de Paulo, que desprezava a própria vida por amor a Cristo.

Onde, pois, está a fé de nossos pais? Será que estamos dispostos a abrir mão de nossas vontades egoístas para experimentar a vontade de Deus? Será que estamos prontos para, se preciso for, padecer necessidades e privações, por “amor da verdade” (v.10)? Estamos, de fato, nos preparando para enfrentar um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn 12:1)? Quando o mundo reverenciar o homem da iniquidade e nos for exigido que façamos o mesmo, sob pena de morte, cederemos ou, como Josué decidiremos resolutos: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24:15)? O meu desejo e a minha oração é que “nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o [nosso] coração e [nos] confirmem em toda boa obra e boa palavra” (v.16-17). “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o [nosso] Senhor” (Mt 24:42).

Bom dia, “irmãos amados pelo Senhor” (v.13)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses2 #RPSP



II Tessalonicenses 1 – Comentado por Rosana Barros
1 de agosto de 2018, 0:30
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“Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3).


Para quem tem acompanhado o projeto do Reavivados desde o início desta segunda edição, hoje estamos dando início ao estudo do livro de número cinquenta e três das Escrituras Sagradas. E as palavras ditas por Paulo no verso acima, nesta altura do campeonato, deveriam ser uma realidade em minha e em sua vida. Homens e mulheres cuja fé só cresce e cujo amor só aumenta, ainda que nas “perseguições e nas tribulações” (v.4); que não tomam por mérito o sofrer por Cristo, pois desconfiam de si mesmos e confiam apenas no poder divino; que sofrem pelo desejo ardente de serem “considerados dignos do reino de Deus” (v.5), pelos méritos de seu Salvador.

Estamos diante de uma ação de graças diferente de todas as demais. Pois além de apresentar a fé e o amor como as primas virtudes do verdadeiro cristianismo, também apresenta o “reto juízo de Deus” (v.5) como “penalidade de eterna destruição” (v.9) contra os ímpios, e glória eterna para os salvos. A visão  humana acerca do juízo divino tem sido equivocada e distorcida. Filmes, séries e livros de ficção têm confundido gerações e amortizado as mentes para o conhecimento da verdade. Hollywood transformou o grande conflito entre Cristo e Satanás em uma batalha épica que nada tem a ver com o real conflito que envolve o meu e o seu destino eterno. E mesmo no meio cristão, milhares têm sido influenciados por esta mídia demoníaca que tem o objetivo de tão somente desvirtuar a nossa mente das “coisas lá do alto” (Cl 3:2).

O povo de Deus passou por um terrível estado de apostasia no período do profeta Amós. Era um momento em que desfrutava de paz e tranquilidade. Na abundância e no sossego, esqueceram-se do Senhor. Sua religião era impecável em ritos e cerimônias, mas nauseante quanto à verdadeira adoração e prática de boas obras. Como uma Laodiceia do passado, confiavam em si mesmos, tornando-se independentes do Deus ao qual diziam servir. E sobre o Dia do Senhor, que tanto professavam aguardar, foi-lhes dito: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz” (Am 5:18). E este recado sobremodo assustador foi dado não aos gentios, mas ao professo povo de Deus. Um recado que se estende aos nossos dias, à igreja de Laodiceia: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer” (Am 5:21).

O apelo do Senhor para o antigo Israel é o mesmo que faz hoje para o “Israel de Deus” (Gl 6:16). “Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-Me e vivei” (Am 5:4). O Dia do Senhor revelará as verdadeiras intenções e nada ficará oculto. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:14). Jesus virá “para ser glorificado nos Seus santos e ser admirado em todos os que creram” (v.10). O Seu advento será o dia em que Ele contemplará “o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11). Mas também será o dia em que Ele virá “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus, e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (v.8). Porque “aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1Jo 4:8). E Deus virá buscar os que, de fato, amaram, e porque amaram, perseveraram em obediência: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).

Amados, não cessemos de orar uns pelos outros, “para que o nosso Deus [nos] torne dignos da Sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em [nós], e [nós], nEle, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (v.12). Precisamos buscar ao Senhor sem descanso. O Espírito Santo está prestes a concluir a Sua obra nos corações. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl 2:32). “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1). Seja Jesus o seu Advogado hoje, e você não precisará temê-Lo quando Ele vier como Juiz.

Bom dia, santos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses1 #RPSP



I Tessalonicenses 5 – Comentado por Rosana Barros
31 de julho de 2018, 0:30
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“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação” (v.8).


Em cada capítulo desta epístola, Paulo encerrou falando sobre a segunda vinda de Cristo. Sem dúvida alguma, a igreja de Tessalônica havia provado a sua fidelidade para com Deus quando, ainda que em meio à duras tribulações, permaneceu firme em fé, em amor e na esperança segura de ver seu Salvador regressar. Paulo assegurou que aquele grupo de “filhos da luz” (v.5) estava inteirado “com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (v.2). Não como Aquele que voltará apenas para alguns, pois “todo olho O verá” (Ap 1:7), mas como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, que Se manifestará em glória quando os que são da noite menos esperarem. “Mas [nós], irmãos, não [estamos] em trevas, para que esse Dia como ladrão [nos] apanhe de surpresa” (v.4). Apesar de não sabermos “o dia nem a hora” (Mt 24:13), somos exortados a vigiar, ainda que durmam “os demais” (v.6).

Não sabemos o momento exato do retorno de Jesus, mas o Senhor não nos deixou às escuras. Ele nos ofertou luz suficiente, portanto, “não desprezeis as profecias” (v.20), porque elas nos tornam conhecedores do tempo: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13:11). Quando Jesus proferiu o Seu sermão profético, elencou uma série de sinais que apontam para o fim dos tempos. Guerras, fomes, terremotos, falta de amor, mas todos estes eram sinais que não apresentavam novidade alguma. Quando, porém, atentamos para as palavras de Paulo, no versículo três, percebemos o que Cristo quis dizer: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.

Assim como uma mulher sente as contrações de forma gradativa até a hora do parto, assim os sinais estão se intensificando apontando para o cumprimento da derradeira promessa de um Deus que não mente e que “o fará” (v.24). Ser um filho da luz, no entanto, não é simplesmente ser um conhecedor dos sinais, senão Paulo não teria exortado aos conhecedores do tempo que despertassem do sono. Ser um filho da luz é ser revestido “das armas da luz” de Cristo (Rm 13:12), é viver “em união com Ele” (v.10), ainda que durma. Creio que Paulo tenha usado desta linguagem lembrando da parábola das dez virgens. As dez eram virgens. As dez tinham a lâmpada. As dez tinham suas lâmpadas acesas. As dez aguardavam o Noivo. As dez dormiram. As dez despertaram com o anúncio da chegada do tão esperado Noivo. As lâmpadas das dez haviam se apagado. Mas apenas cinco estavam preparadas com uma porção adicional de azeite e, somente estas, entraram para as bodas (Mt 25:1-13).

Que terrível cena será aquela que Cristo ilustrou com as cinco virgens néscias, quando milhares que viveram na escuridão de sua religião vazia e egoísta terão de ouvir: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt 25:12). O arauto do Senhor está a apregoar: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt 25:6). O Espírito Santo está despertando a igreja de Deus espalhada por todas as nações! Quem ouvirá a Sua voz e atenderá ao Seu clamor: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap 3:20)? “Não apagueis o Espírito”, amados (v.19)! Despertemos para o momento sobremodo solene e urgente no qual estamos vivendo! “Orai sem cessar” (v.17). “Não desprezeis as profecias” (v.20), pois, “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29:18). Mas também não façam delas um fim em si mesmas, porque elas apenas apontam para a nossa segura salvação: Cristo Jesus, nosso Senhor.

“Regozijai-vos sempre” (v.16), na certeza de que sois guiados pelo Espírito de Deus para um lugar onde só haverá alegria. “Vivei em paz uns com os outros” (v.13), para que comecem a viver aqui a atmosfera do Céu. “Admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos” (v.14), tendo sempre em mente o perdão e a misericórdia que Deus lhes oferta à cada dia. Lembrem que Cristo não contou a parábola das duas virgens, mas das dez. Ou seja, a medida do nosso azeite define se estamos influenciando para a perdição ou para a vida eterna. “Fiel é o que vos chama” (v.24) e Ele não tardará.

Meus amados irmãos, “que o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.23). “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco” (v.28).

Bom dia, filhos da luz!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Tessalonicenses5 #RPSP



I Tessalonicenses 4 – Comentado por Rosana Barros
30 de julho de 2018, 0:30
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“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação…” (v.3).


Existe sim uma maneira de “viver e agradar a Deus” que, “efetivamente”, a igreja de Tessalônica estava fazendo, mas que também deveria continuar “progredindo cada vez mais” (v.1). E esta maneira está diretamente relacionada às “instruções… da parte do Senhor” (v.2). Como uma bússola, a Palavra de Deus nos mostra o caminho que devemos seguir. Quando Paulo disse que a vontade de Deus é a nossa santificação, divinamente inspirado, nos levou de volta às palavras ditas no livro de Romanos: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). Ser santo aos olhos de Deus nada mais é do que ser separado para um propósito que Ele mesmo estabeleceu. É a oferta do corpo como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o [nosso] culto racional” (Rm 12:1). Ou seja, é entregar-se aos cuidados de Deus por completo, sem reservas, abdicando dos prazeres e desejos carnais, “porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (v.7).

Contudo, para que esta santificação aconteça e continue progredindo, não nos é exigido que o façamos sozinhos e nem nos compete realizar esta obra que para nós é impossível, mas o Senhor nos “dá o Seu Espírito Santo” (v.8), que liga mente e corpo num só propósito de nos transformar “de glória em glória, na Sua própria imagem” (2Co 3:18). A santificação, portanto, é um processo que requer a renúncia do próprio eu para dar lugar à vontade de Deus, e isto, dia após dia. Observem que, logo após, Paulo elucidou o amor fraternal como um dever cristão (v.9). Ele exorta os tessalonicenses a continuarem progredindo “por viver tranquilamente” (v.11), de modo a manter bons relacionamentos. O que nos leva a outro texto das Escrituras, que diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). E de acordo com Jesus, a santificação é um processo de limpeza que resulta na mais linda bem-aventurança: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5:8).

Em outras palavras, Paulo afirmou àquela igreja que ela estava caminhando na direção de Deus e que precisava continuar caminhando, em santidade e amor, “até à vinda do Senhor” (v.15). É a obra de uma vida inteira que só será completada por ocasião da volta de Cristo, como bem sintetizou o sábio Salomão: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18). E quanto a este dia perfeito não devemos ser ignorantes. A expressão utilizada por Paulo, “aos que dormem” (v.13), foi a mesma que Cristo usou quando se referiu à morte de Lázaro (Jo 11:11), confirmando a verdade bíblica de que a morte é um sono, um estado de completa inconsciência (Ec 9:5-6). Portanto, a mesma voz que um dia despertou Lázaro do sono da morte (Jo 11:43), muito em breve será ouvida por todos os santos e bem-aventurados “que, desde agora, morrem no Senhor” (Ap 14:13), que “ressuscitarão primeiro” (v.16). E assim como Paulo acreditava que esta promessa se cumpriria em seus dias, muito mais devemos crer hoje de que “depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (v.17).

Não há consolo maior do que este (v.18), de que a morte não é o fim se apenas aceitarmos, em vida, o chamado de Deus para sermos santos. Um chamado que não nos deixa a mercê de nossa incapacidade, mas que acompanha o presente incomparável que é a companhia e guia constante do Espírito Santo. “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou” (v.14), essas verdades devem estar bem firmadas em nosso coração. A morte não é o fim para os que dormem no Senhor, é apenas uma pausa inconsciente até que o Doador da vida sopre novamente o fôlego de vida e recrie aqueles que criou para a Sua eterna glória. “Finalmente, irmãos” (v.1), “se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm 14:8.). Consolemos, “pois, uns aos outros com estas palavras” (v.18), “porque o tempo está próximo” (Ap 22:10).

Bom dia, chamados para ser santos!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Tessalonicenses4 #RPSP



I Tessalonicenses 3 – Comentado por Rosana Barros
29 de julho de 2018, 0:30
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“E o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco” (v.12).


A comunhão experimentada pelos tessalonicenses tornou-se motivo de grande regozijo para Paulo e seus companheiros. A forma como receberam e como compartilhavam o evangelho era plena, tanto em palavras como em atitudes. Eles não apenas aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, mas buscaram conhecê-Lo através de um relacionamento diário e real com Ele, e foi isso que fez toda a diferença. Assim como Cristo apresentou à religião farisaica o caráter divino e foi rejeitado, aquela igreja estava experimentando os sofrimentos de seu Mestre. Sua conduta cristã incomodava, de forma que não demorou para serem duramente perseguidos.

A ida de Timóteo à Tessalônica, diferente de outras cartas de Paulo, em que ele enviava seus irmãos de confiança às igrejas a fim de admoestá-las e corrigi-las, foi mais um meio de fortalecer e encorajar aqueles irmãos a fim de que não ficassem inquietos com as tribulações. E Paulo vai além, quando afirmou: “Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto” (v.3). As duras provas e perseguições não deveriam abalar a fé daquela igreja, mas fortalecê-la na certeza de que maior do que “o Tentador” (v.5), é o Deus que já o derrotou. E “o regresso de Timóteo” (v.6) foi um bálsamo ao coração do zeloso apóstolo que, ao saber da firmeza da fé e do amor dos tessalonicenses, foi grandemente consolado.

É intuito de Satanás fazer de tudo o que está ao seu alcance para destruir a fé e o amor daqueles que amam a Deus. O seu maior objeto de fúria são aqueles “que hão de herdar a salvação” (Hb 1:14). À semelhança do que fez com Jesus, incitando os próprios judeus contra Aquele que diziam aguardar, o Tentador tem usado professos “cristãos” a fim de afligir os santos do Altíssimo. E a história tem se repetido, e alcançará grandes e terríveis proporções à medida que ele “sabe que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12). Cumprir-se-á, então, o que o próprio Paulo advertiu: “E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30), pessoas que, possuindo aparência de santidade e mostrando um falso amor, conquistam outros com a finalidade de moldá-los à sua própria forma perversa de pensar.

Oh, amados, oremos uns pelos outros, “noite e dia, com máximo empenho” (v.10), para que, de modo algum, sejamos cúmplices na obra satânica de suscitar divisões e inimizades no meio do povo de Deus. O Senhor nos chama para sermos reparadores de brechas, e para que nossos filhos edifiquem o que está em ruínas (Is 58:12). O mundo precisa de famílias que, solidificadas na verdade, mostrem o verdadeiro caráter de Cristo. Um caráter que não agride, mas que ora e chora pela salvação de todos. Perto está o tempo (e creio que já começou), em que estas palavras se cumprirão: “Alguns tinham sido arrojados fora do caminho. Os descuidosos e indiferentes, que não se uniam com os que prezavam suficientemente a vitória e a salvação, para por elas lutar e angustiar-se com perseverança, não as alcançaram e foram deixados atrás, em trevas, e seu lugar foi imediatamente preenchido pelos que aceitavam a verdade e a ela se filiavam” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 157).

De que lado estamos neste grande conflito que está prestes a terminar? Oro para que “o Senhor faça crescer e aumentar [o nosso] amor uns para com os outros e para com todos… a fim de que seja o [nosso] coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os Seus santos” (v.13).

Feliz semana, firmados na fé e no amor de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Tessalonicenses3 #RPSP



I TESSALONICENSES 2 – Comentado por Rosana Barros
28 de julho de 2018, 0:30
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“A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha” (v.5).


Definitivamente, o objetivo de Paulo não era o de agradar pessoas, mas de fazer a vontade de Deus. Orientado pelo Espírito Santo, suas viagens eram sempre motivadas pela sua “ousada confiança” em Deus (v.2). Mesmo que “em meio a muita luta” (v.2), nenhum obstáculo era grande demais para alguém que estava disposto a dar “a própria vida” para que o evangelho fosse pregado a muitos (v.8). Paulo não buscava a “glória de homens” (v.6), contudo, o seu amor para com os irmãos era como o amor de um pai por seus filhos (v.7). A proclamação do evangelho o enchia do genuíno amor de Cristo, e mesmo suas próprias necessidades eram postas de lado a fim de que, de modo algum, a obra de Deus fosse infamada ou atrasada.

Paulo destacou algo interessante neste capítulo. A forma como os tessalonicenses receberam “a palavra de Deus” (v.13). Apesar da profunda consideração que nutriam por Paulo e seus companheiros de ministério, a verdade de Deus foi exaltada acima dos instrumentos humanos. Eles aceitaram a Palavra de Deus tal qual ela é e começaram a ser praticantes da mesma. Observemos o final do versículo treze: “… a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes” (v.13). O conhecimento da verdade os levou à prática da verdade. Percebem a sequência? Eles creram, e porque creram, obedeceram. Ao fazer uma analogia com a vida de Abraão, Tiago concluiu: “Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou” (Tg 2:22).

A igreja de Tessalônica tornou-se “o modelo” a ser seguido (1Ts 1:7) simplesmente porque buscou seguir o supremo Modelo: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo 15:10). Ainda que perseguida por seus próprios concidadãos (v.14), aquela igreja decidiu sofrer por Cristo e com Cristo. Certamente, aqueles irmãos queridos eram um lenitivo para Paulo, um conforto maravilhoso por saber que não era vã a sua labuta. Para ele era um privilégio ser um vaso escolhido de Deus para a proclamação do evangelho (v.4).

Certamente (e agora falo em nome de todos nós que compomos a equipe do Reavivados Por Sua Palavra), não fomos delegados por homens, mas chamados por Deus. E a nossa alegria e conforto está em saber que muitos têm sido reavivados não por nossas palavras, mas pela Palavra de Deus que está acima de toda e qualquer palavra humana. Que estamos unidos num só propósito de exortarmos, consolarmos e admoestarmos uns aos outros para que possamos viver “por modo digno de Deus, que [nos] chama para o Seu reino e glória” (v.12). Por isso que, hoje, fazemos das palavras de Paulo as nossas: “Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria!” (v.20). E, de coração, declaramos que “vos tornastes muito amados de nós” (v.8). Deus continue operando em nossa vida a transformação que somente a Sua Palavra pode operar.

Feliz sábado, “amados de nós” (v.8)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Tessalonicenses2 #RPSP



I TESSALONICENSES 1 – Comentado por Rosana Barros
27 de julho de 2018, 0:30
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“Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo” (v.6).


A primeira epístola de Paulo aos tessalonicenses apresenta uma igreja aparentemente sólida e unida em amor. Ele, Silvano (outro nome dado a Silas) e Timóteo foram os precursores do evangelho naquele lugar, e os aspectos que recordavam daquela igreja enchia-lhes o coração de alegria: “da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (v.3). Era uma igreja que possuía fé prática, amor altruísta e firme esperança em Cristo Jesus. Mesmo “em meio de muita tribulação”, a igreja de Tessalônica recebeu a palavra “com alegria do Espírito Santo” (v.6), de sorte que “por toda parte se divulgou a [sua] fé para com Deus” (v.8). E, “deixando os ídolos”, se converteram ao Senhor, para servirem “o Deus vivo e verdadeiro” (v.9).

O testemunho desta igreja, sem dúvida, teve uma grande repercussão e foi de suma importância para a igreja primitiva. Mas ele deve continuar fazendo a diferença, hoje, em nossa vida. Mesmo sendo um capítulo curto, nos apresenta lições grandiosas. Percebam que Paulo não atribuiu título algum ao seu nome, o que dá a entender que aquela igreja tinha profundo respeito pelo ministério paulino e o reconhecia como apóstolo de Cristo. Foi uma igreja que o acolheu e que recebeu a mensagem com amor a despeito do que tiveram conhecimento sobre os filipenses (1Ts 2:2). A despeito do mau testemunho de uns, se tornaram “o modelo para todos os crentes” (v.7), sendo imitadores de líderes consagrados e imitadores do próprio Senhor (v.6).

Influência gera influência. Diante desta verdade, temos influenciado esta geração ou estamos sendo influenciados por ela? Qual tem sido o nosso papel em um mundo onde a mídia tem ditado as regras? Como cristãos, temos vivido uma fé operante, um amor altruísta e uma sólida esperança em Cristo? Tem o mundo nos reconhecido como “amados de Deus” (v.4)? Porque o evangelho não é pregado “tão somente em palavra”, mas em procedimento “e por amor” (v.5). Nossas ações e reações têm um poder de influência bem maior do que aquilo que falamos. As pessoas que estão ao nosso redor, não estão sedentas por discursos de autoajuda, mas por “ler” a Palavra de Deus na vida de alguém. Permita que o Espírito Santo lhe torne um filho amado de Deus digno de ser imitado, não por méritos pessoais, mas pelos méritos de Jesus inscritos em sua vida.

Nós fomos eleitos pelo Céu para um propósito grandioso: revelar em nossa vida o caráter de Cristo. E este propósito só terá êxito quando permitirmos que a nossa natureza carnal e corrupta morra dia após dia e, “em poder, no Espírito Santo” (v.5), nos tornemos semelhantes Àquele que nos chamou para brilhar a Sua luz. A igreja de Tessalônica compreendeu e viveu este chamado. Mas assim como Paulo não cessava de orar por ela e de exortá-la a continuar “progredindo cada vez mais” (1Ts 4:1), precisamos perseverar na oração de uns para com os outros e buscar na comunhão com Deus este progresso que só será completado por Ele quando “dos céus o Seu Filho” regressar (v.10).

Todos os dias, nos apeguemos a “Jesus, que nos livra da ira vindoura” (v.10), e busquemos em Sua Palavra a sabedoria necessária para vivermos como Ele viveu.

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Tessalonicenses1 #RPSP



COLOSSENSES 4 – Comentado por Rosana Barros
26 de julho de 2018, 0:30
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“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças” (v.2).


As palavras finais de Paulo em cada uma de suas epístolas são sempre carregadas de ternos afetos e de saudações a pessoas específicas. Em todas as suas cartas ele também enfatiza a importância de uma vida de oração e da prudência que necessitamos ter na obra do Senhor. No versículo cinco, Paulo estabeleceu um princípio fundamental para o evangelismo público: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades”. Em espírito de oração, precisamos clamar a Deus por sabedoria para que a nossa vida seja sempre um benefício para o nosso próximo. Jesus era uma pessoa agradável e simples, que facilmente sentava nos banquetes dos ricos e também compartilhava das humildes refeições dos pobres. Todos os dias o Seu primeiro encontro era com o Pai, para que do Céu recebesse sabedoria suficiente em prol do ministério de amar para salvar.

O cristão não é alguém desagradável cuja presença provoca aversão. Nem tampouco é influenciável, moldando-se conforme o ambiente. Jesus comia com pecadores, mas não comungava de seus pecados. Alguns fariseus e escribas O seguiam, mas Ele não Se tornava como eles para conquistá-los. Jesus simplesmente fazia a vontade de Deus enquanto Sua vida era um constante convite: “Segue-Me!” Cristo aproveitava cada oportunidade que surgia. Para a mulher samaritana, Ele foi o Homem sedento. Para a mulher adúltera, o Juiz compassivo. Para Nicodemos, o Mestre noturno. Para as multidões famintas, o “Master Chef” do deserto. Para Zaqueu, o Conselheiro de finanças. Jesus sabia exatamente como deveria “responder a cada um” (v.6), e esta mesma sabedoria está à nossa disposição, basta pedirmos: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tg 1:5).

A oração intercessora nos livra do egoísmo e enche o nosso coração de sincero interesse pelo bem estar e salvação de nossos semelhantes. Ela também nos prepara para o serviço missionário, nos concedendo “sabedoria para com os que são de fora” (v.5). Uma vida de fé em constante comunicação com Deus, por meio da oração e do cuidadoso estudo das Escrituras, fará também as obras que Cristo fez “e outras maiores fará” (Jo 14:12). Foi após dez dias de constante oração que os discípulos receberam a aguardada promessa do Espírito Santo e iniciaram um ministério de largo alcance. Este é o momento sobremodo oportuno para nos esforçarmos “continuamente… nas orações” de uns para com os outros, a fim de que sejamos conservados “perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (v.12).

Portanto, “atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para o cumprires” (v.17). Assim como Paulo pediu para que seus irmãos lembrassem de suas algemas (v.18), peço, meus irmãos, que nos lembremos uns dos outros. Cada um de nós passamos por lutas e “algemas” diferentes e necessitamos das orações e do afeto uns dos outros. Amo e oro por vocês todos os dias. Lembrem de mim e de minha família em vossas orações também.

A graça seja convosco” (v.18).

Bom dia, intercessores perseverantes!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Colossenses4 #RPSP



COLOSSENSES 3 – Comentado por Rosana Barros
25 de julho de 2018, 0:30
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“Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (v.2).


Quando uma pessoa aceita a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, acontece uma espécie de amálgama entre o divino e o humano. Nos unimos a Cristo em Sua morte e ressurreição a fim de que em Sua segunda vinda, sejamos “manifestados com Ele, em glória” (v.4). Como novas criaturas, nossos pensamentos, gostos e ações vão paulatinamente dando lugar à vontade de Deus em uma metamorfose singular e constante. Esta união promove mudanças significativas e o resgate da imagem que outrora havíamos perdido: “segundo a imagem dAquele que [nos] criou” (v.10). Então, a “natureza terrena” (v.5) e tudo que a implica é sepultada, para dar lugar à transformação de “filhos da desobediência” (v.6) em novos homens e mulheres em Cristo Jesus (v.10).

O contexto deste capítulo é muito claro: o cristão deve pensar, falar e agir diferente dos rudimentos do mundo. E isto, em todos os sentidos. Aqui se encaixam perfeitamente as palavras de Jesus, quando disse: “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo” (Mt 5:13 e 14). Precisamos fazer a diferença não como uma denominação, não como uma nação específica, não conforme a nossa posição social, pois “Cristo é tudo em todos” (v.11). Mas como uma unidade com Cristo, “como eleitos de Deus, santos e amados” (v.12), brilhando a Sua luz e temperando o mundo “de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (v.12), servindo de forte suporte para nossos semelhantes e perdoando-nos mutuamente, “assim como o Senhor [nos] perdoou” (v.13).

A palavra “Revesti-vos” (v.12), é a mesma que Paulo usou ao se referir à armadura de Deus (Efésios 6:11). Este especial revestimento, contudo, não está vinculado ao contexto de guerra, mas de paz. E acima de todas as virtudes anunciadas, está o amor, “que é o vínculo da perfeição” (v.14). O amor é a “cola” que une perfeitamente as demais virtudes, tornando-as eficazes. Já “a paz de Cristo” deve ser o árbitro em nosso coração (v.15). Ou seja, assim como Jesus não veio para julgar, mas para amar e “dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc 10:45), devemos nos unir a Ele neste mesmo propósito, olhando para todos como fortes candidatos à cidadania celestial. Precisamos estar revestidos de toda a armadura de Deus para fazer morrer a nossa natureza humana todos os dias, mas também igualmente revestidos das virtudes do Céu para que “a palavra de Cristo” habite em nós, e como hospedeiros do Espírito Santo, sejamos capacitados a instruir-nos e aconselhar-nos “mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em [nosso] coração” (v.16).

Tudo o que fazemos, “seja em palavra, seja em ação”, deve ser realizado “em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (v.17). E não há melhor símbolo na Terra que tenha um alcance e uma eficácia maior do que uma família temente a Deus. Ao listar os deveres da família, Paulo não estava falando apenas sobre a função de cada membro do lar, mas da importância de um lar em que todos cumprem com fidelidade o dever que lhes compete. Em uma casa em que há mútua compreensão, amor incondicional e uma fé sólida, um pedacinho do Céu é estabelecido na Terra, irradiando uma luz e influência que sermão algum pode superar. Em um mundo onde a liberdade tem sido confundida com libertinagem, sob o argumento egoísta de que a felicidade é ser livre para fazer o que bem quiser, famílias têm sido destruídas, e têm se destruído, recebendo “em troco a injustiça feita” (v.25).

A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (v.24)? Ou você vive uma farsa “visando tão somente agradar homens” (v.22) e sua própria natureza carnal? Amados, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (v.23). Busquemos “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (v.1). Seja a nossa vida “oculta juntamente com Cristo, em Deus” (v.3), para que o nosso eu pereça e Cristo, e somente Ele, apareça.

Bom dia, “ressuscitados juntamente com Cristo” (v.1)!

Rosana Garcia Barros

PrimeiroDeus #Colossenses3 #RPSP



COLOSSENSES 2 – Comentado por Rosana Barros
24 de julho de 2018, 0:30
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“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle” (v.6).


Quanto mais estudo a Bíblia, mais percebo o quanto preciso aprender e quão pequena sou diante das infinitas riquezas das Sagradas Escrituras. E, através da oração, tenho vivido experiências que realização humana alguma, por maior que seja, pode superá-las. Em menos de cinco anos dessas experiências diárias com Jesus tenho aprendido e compreendido o que quinze anos de uma religião formal não me ensinaram. Então, amados, como Paulo, vou direto ao ponto: precisamos compreender “plenamente o mistério de Deus, Cristo, em Quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (v.2-3). Conhecer Jesus através de Sua Palavra e manter comunicação com Ele através da oração, é tudo de que precisamos.

O gnosticismo, as práticas pagãs e o formalismo judaico estavam ameaçando corromper, com seus “raciocínios falazes” (v.4), o corpo de Cristo representado pelos cristãos colossenses. Aquele ávido amor que os resgatou das trevas para o reino de Cristo estava sendo ameaçado pela falsa “filosofia e vãs sutilezas” (v.8). Fazendo uma analogia de uma das práticas antigas de Israel, Paulo comparou a circuncisão física com a circuncisão espiritual, denominando esta última de “circuncisão de Cristo” (v.11). Isto é, aquela prática exterior que por muitos anos foi um símbolo da aliança de Deus com Seu povo, após a cruz, tornou-se desnecessária e ineficaz. A nova circuncisão, símbolo da nova aliança em Cristo, passou a ser a transformação realizada de dentro para fora que, através do batismo (v.12), sela uma nova vida regida e edificada pelo Espírito Santo.

Observem que Paulo não disse: “andai com Cristo”, ou “andai ao lado de Cristo”, e sim: “andai nEle”, o que faz toda a diferença. Isto me faz lembrar de quando os discípulos fizeram o seguinte questionamento a Jesus: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” E a resposta do Salvador, ilustrada com uma criança que Ele mesmo colocou no meio de Seus inexperientes seguidores, foi a seguinte: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18:1-3). Assim como Jesus pegou aquela criança e a colocou no meio dos discípulos, assim é aquele que nEle anda. Ele não vai para onde quer e nem diz o que acha que deve dizer, mas tão somente coloca-se à disposição de Jesus para que Este o tome pela mão e lhe diga o que fazer.

Quando passamos a entender isto de verdade, em Cristo somos “radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como [fomos] instruídos, crescendo em ações de graças” (v.7). O salmista Davi foi além ao declarar ter alcançado a paz real quando aprendeu a confiar em Deus como uma criancinha de colo: “como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo” (Sl 131:2). Você quer desfrutar desta paz real? Cristo é o caminho (Jo 14:6), “andai nEle” (v.6). O nosso “escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças” foi cancelado quando Cristo o encravou na cruz do Calvário (v.14). Rituais, festas e dias sabáticos (ou seja, os feriados anuais, diferente do sábado do Senhor – Êx 20:8-11; Ez 20:12 e 20; Is 58:13-14), foram extintos quando a sombra deu lugar à realidade, quando o Cordeiro de Deus bradou: “Está consumado” (Jo 19:30).

A busca pela salvação através de rigor religioso é uma das mais perigosas sutilezas de Satanás. Ao invés de buscar a santidade em uma vida relacional em Cristo, muitos têm se desviado do caminho pelas vielas do “culto de si mesmo” (v.23). É um perigo sobre o qual todos nós estamos em risco. Por isso a importância da comunhão diária, a fim de que não sejamos iludidos pelos “preceitos e doutrinas dos homens” (v.22), mas firmes estejamos na nossa “fé em Cristo” (v.5), tendo “forte convicção” (v.2) no “Assim diz o Senhor”. Não fomos chamados a sermos árbitros uns dos outros (v.18), mas membros uns dos outros do mesmo corpo de Cristo.

Portanto, “filhinhos, agora, pois, permanecei nEle, para que, quando Ele Se manifestar, tenhamos confiança e dEle não nos afastemos envergonhados na Sua vinda” (1Jo 2:28). Então, não andaremos como trôpegos, sem saber o que fazer, nem tampouco ditaremos conceitos religiosos como indulgências disfarçadas, mas, em Cristo, buscaremos viver como Ele viveu, obedecer como Ele obedeceu e amar como Ele amou.

Bom dia, crianças de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Colossenses2 #RPSP